"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CORONEL LIMA, SUPOSTO INTERMEDIÁRIO DE TEMER NA CORRUPÇÃO, É NOVAMENTE INTIMADO


Polícia Federal tenta ouvir Lima há vários meses 
A Polícia Federal intimou novamente o ex-coronel João Batista Lima, da Polícia Militar de São Paulo, a depor no inquérito que apura suposto favorecimento de empresas no setor de portos com um decreto assinado pelo presidente Michel Temer em 2017. A suspeita do Ministério Público Federal é de que executivos da Rodrimar pagaram propina para que a empresa, que atua no ramo portuário, fosse beneficiada com a edição do decreto. Temer e a companhia negam.
PROBLEMAS DE SAÚDE – A PF tenta ouvir Lima desde 2017, mas o ex-coronel da PM alega motivos de saúde para não comparecer ao interrogatório. Lima foi intimado no final do ano passado, mas informou à PF que não compareceria porque o estado de saúde dele estava “bastante delicado”. 
Na última terça-feira, dia 30, no entanto, o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito que investiga Temer e aliados, pediu que Lima seja intimado novamente, “tendo em vista a importância do depoimento do investigado para esclarecimentos dos fatos apurados na presente investigação”. Lima é apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR), com base na delação da JBS, como um dos intermediários de propina que supostamente seria paga ao presidente no caso do decreto de portos.
MENSAGENS TELEFÔNICAS – Em relatório anexado ao inquérito, a PF analisa mensagens telefônicas trocadas entre Lima e uma pessoa não identificada pelos investigadores chamada Maria Helena. Na mensagem, no dia 30 de abril de 2017, o coronel Lima diz: “amiga, nessas condições ainda tenho esperança de receber as ‘gorjetas’ que você não me deu”. Diz a PF: “a conversa chama atenção pelo fato de o coronel aparentemente fazer uma cobrança, utilizando o termo gorjeta”.
Os investigadores querem que Lima esclareça em interrogatório do que se trata a conversa. A conversa ocorreu no mesmo período em que Rodrigo Rocha Loures foi flagrado recebendo uma mala de dinheiro da JBS em uma pizzaria. O encontro do ex-assessor de Temer com a JBS foi em 28 de abril, dois dias antes da conversa citada acima.
Outra conversa citada pela Polícia Federal no inquérito é uma troca de mensagens entre Lima e um interlocutor chamado Miguel de Oliveira. No diálogo, também no dia 30 de abril de 2017, lê-se: “recebeu pouco. Nas minhas contas deveria ter recebido R$ 120 mil. Estão ‘garfando’ o coitado”. Diz a PF: “A conversa aparentemente remete a um pagamento feito a alguém, que teria sido enganado, pois o valor pago deveria ter sido maior”.
LIMA E RODRIMAR – Os investigadores também querem esclarecimentos sobre a relação do amigo de Temer com os executivos da empresa Rodrimar. Em depoimento em dezembro de 2017, no âmbito das investigações sobre o setor de Portos, o diretor da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, afirmou à Polícia Federal que mantinha relações com Lima. No interrogatório, ao qual a Globonews teve acesso, Grecco disse ter sido apresentado a Lima por Eduardo Neves, que chegou a ocupar a Presidência do Conselho de Administração do grupo Rodrimar.
Neves possuía uma empresa de projetos, a MHA, que “prestava e presta” serviços à Argeplan, que tem como sócio o coronel Lima. “Desde então, eventualmente encontrava-se com o coronel Lima para almoçar”. Grecco negou aos investigadores que tenha realizado qualquer negócio ou transferido valores a Lima e afirmou que o coronel “nunca comentou sobre qualquer vínculo com o presidente Michel Temer ou mesmo se teria qualquer negócio com o presidente”. O último contato entre o diretor da Rodrimar e Lima, segundo o depoimento, foi há cerca de quatro anos.

07 de fevereiro de 2018
Andréia Sadi
Deu no G1

LULA PODERÁ EVITAR A PRISÃO ASILANDO-SE NA EMBAIXADA DA BOLÍVIA OU DO EQUADOR

Lula vai preso? Quando? Existe uma outra possibilidade. Diante da prisão inevitável e próxima, Lula entra numa embaixada latino-americana, declara-se perseguido político e pede asilo diplomático. Não há nenhuma indicação de que ele pretenda fazer isso, mas a realidade ensina que esse caminho existe.

Pelo andar da carruagem, Lula será preso para cumprir a pena que lhe foi imposta pelo TRF-4. Está condenado a 12 anos de cadeia, e dois outros processos poderão render novas penas. Aos 72 anos, ralará alguns anos anos em regime fechado até sair para o semiaberto.

BOLÍVIA OU EQUADOR – Como é melhor chorar no exterior do que rir na carceragem de Curitiba. Lula sabe que dispõe do caminho do asilo diplomático. Considerando-se perseguido político, conseguiria essa proteção em pelo menos duas embaixadas, a da Bolívia e a do Equador. Pedir proteção aos cubanos ou aos venezuelanos só serviria para queimar seu filme.

Para deixar o Brasil, Lula precisaria de um salvo-conduto do governo de Michel Temer. Bastariam algumas semanas de espera, esfriando o noticiário, e ele voaria. Uma vez instalado no país que lhe deu asilo, ele poderia viajar pelo mundo. Mesmo que voltem a lhe tomar o passaporte, isso seria uma irrelevância. Até 1976, João Goulart, asilado no Uruguai, viajava com passaporte paraguaio.

CAMPANHA INTERNACIONAL – O asilo de Lula poderia agradar ao governo, pois, preso, ele seria defendido por uma constrangedora campanha internacional. (Guardadas as proporções, como aconteceu com o chefe comunista Luís Carlos Prestes entre 1936 e 1945.)

A vitimização de Lula perderia um pouco de dramaticidade, mas as cadeias ensinam que com o tempo a mobilização murcha, e a solidão da cela toma conta da cena.

A gambiarra tem um inconveniente. Ele só poderia voltar ao país nas asas de uma anistia.

07 de fevereiro de 2018
Elio Gaspari

Folha/O Globo

ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO CONTRA JUCÁ, APÓS 14 ANOS, DESMORALIZA O SUPREMO

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Jucá nem se preocupa com os inquéritos no STF
Após 14 anos de tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), um inquérito aberto para investigar o presidente do PMDB e líder do governo do Senado foi arquivado por prescrição. O senador Romero Jucá era investigado por supostos desvios de verbas federais para o município de Cantá, localizado em Roraima, estado pelo qual ele foi eleito. A decisão de arquivar foi tomada pelo relator, ministro Marco Aurélio Mello, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesses casos, a praxe é atender o pedido do órgão acusador.
Pelas regras da prescrição, ele poderia ser punido até 16 anos depois dos supostos crimes, que teriam ocorrido em 2001. O prazo terminou, portanto, em 2017. O caso foi denunciado em 2002, começou a ser apurado na Justiça Federal de Roraima, mas, como Jucá tem foro privilegiado, chegou ao STF em 2004.
CARTA-DENÚNCIA – “Os fatos foram noticiados por meio da Carta-Denúncia nº 01/2002, formalizada pela Central dos Assentados de Roraima – CAR e apresentada na Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em Roraima, acompanhada de fita cassete com gravação ambiental na qual o prefeito do citado Município, Paulo de Sousa Peixoto, afirma receber comissões de 10% do valor de toda obra realizada na cidade, aludindo a Senador da República de Roraima, também destinatário de valores espúrios”, diz trecho do despacho de Marco Aurélio.
Jucá era acusado de peculato, crime definido assim no Código Penal: “Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”. O delito dá pena de dois a 12 anos de prisão.
A PGR fez apenas uma ressalva, citando um artigo do Código de Processo Penal que permite novas investigações se obtiver outras provas que possam reabrir o caso. Jucá ainda tem mais de uma dezena de inquéritos no STF. Boa parte deles têm origem na Operação Lava-Jato.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Essa idéia de reabrir o caso deve ser mais uma Piada do Ano.  A verdade é o Supremo está completamente desmoralizado. Apenas isso. (C.N.)


07 de fevereiro de 2018
André de Souza
O Globo

LOBISTA PRESO PODERÁ DETALHAR A AÇÃO DO MDB NA DIRETORIA INTERNACIONAL DA PETROBRAS


Jorge  Zelada seria amigo  e sócio de Schmidt
Preso no último sábado, dia 3, em Portugal, Raul Schmidt Felippe Júnior, apontado como operador de propinas pelo Ministério Público Federal, poderá, segundo procuradores, fornecer mais informações sobre como o MDB atuava na Diretoria de Internacional da Petrobras. Segundo a Procuradoria, Schmidt é muito próximo do ex-diretor da estatal responsável pela área, Jorge Zelada.
ANUÊNCIA DO MDB – Preso desde julho de 2015, quando foi alvo da 15.ª fase da Lava Jato, a Conexão Mônaco, Zelada teria sido nomeado ao cargo com a anuência de parlamentares do MDB. Réu em duas ações na Lava Jato, Schmidt era procurado em Portugal desde o fim de dezembro de 2017, quando seu processo de extradição para o Brasil foi concluído pela Justiça portuguesa.
Schmidt chegou a ser preso em março de 2016 na 26.ª fase da Lava Jato, a Polimento, mas foi solto pela Justiça portuguesa. Ele mora em Portugal e tem cidadania do país europeu. Na Lava Jato, ele apareceu nas investigações após o principado de Mônaco enviar material aos procuradores de Curitiba com suas movimentações financeiras.
O operador é apontado como beneficiário econômico da empresa Atlas Asset, offshore sediada no Panamá, cuja conta, a exemplo do que ocorreu com Zelada e com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, foi aberta no Julius Baer Bank. 
CITAÇÃO – Uma suposta preocupação com o avanço da Lava Jato sobre o ex-diretor Zelada e seus operadores chegou a ser citada na investigação do ex-senador petista Delcídio Amaral (PT). Na gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do antecessor de Zelada na Petrobras, Nestor Cerveró, o ex-senador chegou a afirmar que o então vice-presidente Michel Temer teria conversado com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as investigações envolvendo Zelada.
“Segundo os documentos, Raul Schmidt seria um amigo de longa data de Jorge Zelada. Eles teriam possuído um apartamento em comum nos anos de 2012 e 2013 e Zelada teria posteriormente comprado a parte de seu amigo”, diz o pedido de prisão do MPF contra o operador. De acordo com o MPF, Schmidt e Zelada ainda seriam sócios na empresa TVP Solar, sediada em Genebra, na Suíça.
Além da relação de amizade e da sociedade, diz o Ministério Público Federal, Schmidt teria atuado para a empresa norueguesa Sevan Marine, que manteve contratos com as áreas de Internacional e de Serviços da Petrobras, esta comandada por Renato Duque, indicado do PT. O operador também teria atuado em favor do estaleiro coreano Samsung, responsável pela construção de navios-sonda para a estatal.
“ESTUPRO” – . O advogado de Schmidt no Brasil, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a extradição de seu cliente é “absolutamente inconstitucional”.
“Esta extradição é um estupro nas relação entre Brasil e Portugal”, afirmou Kakay, para quem Portugal não pode extraditar um cidadão português. A reportagem do Estado não conseguiu  contato com Renato Moraes, advogado de Jorge Zelada.

07 de fevereiro de 2018
Luiz Vassallo
Estadão

PIADA DO ANO! CUNHA PEDE QUE JUIZ MORO SE DECLARE SUSPEITO E ADMITA PARCIALIDADE


Cunha impetrou diversos recursos para ficar no DF
A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a pedir ao juiz federal Sérgio Moro para que se declare suspeito para julgar o peemedebista na Lava Jato. Os advogados pedem que o magistrado se afaste ‘da causa para que outro, isento, não comprometido com o resultado do feito, assuma a condução do processo com a imparcialidade’. O ex-deputado, condenado a 15 anos e 4 meses na Operação Lava Jato, foi preso em outubro de 2016.
TRANSFERÊNCIA INDEFERIDA – Entre os argumentos do peemedebista para afirmar que o juiz é suspeito para julgá-lo, o fato de o magistrado ter rejeitado pedido de transferência do ex-presidente da Câmara da prisão em Curitiba para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. De acordo com os advogados, Moro, ‘numa verdadeira estigmatização do excipiente, utilizou-se de convicções exclusivamente pessoais para indeferir a transferência prisional outrora pleiteada’.
Os advogados se referem a uma das oportunidades em que Moro rejeitou a transferência de Cunha. Em duro despacho, o magistrado afirmou que Cunha não pode permanecer na capital federal para ficar longe de ‘parceiros criminosos’. A decisão foi referendada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando a presidente da Corte, negou liminar à defesa. 
A presidente do STJ, Laurita Vaz, negou pedido liminar de Eduardo Cunha (MDB) para que seja transferido a Brasília. Entre setembro e novembro, ele chegou a permanecer na capital federal para prestar depoimento no âmbito da Operação Sépsis, que o investiga por desvios na Caixa Econômica. Após diversas negativas da Justiça para ficar em Brasília, Cunha voltou ao Complexo Médico Penal de Pinhais no dia 21 de novembro.
OPERAÇÃO SÉPSIS – A transferência para a capital federal foi autorizada pelo juiz Sérgio Moro para que Cunha fosse interrogado na ação penal da operação Sépsis. O ex-deputado é réu na ação penal por desvios na Caixa Econômica Federal. Desde que chegou a Brasília, em setembro do ano passado, Cunha impetrou diversos recursos para permanecer definitivamente na capital federal. No entanto, os pedidos foram negados tanto pelo juiz federal Sérgio Moro quanto por Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal em Brasília.
Inicialmente, o peemedebista ficaria por apenas 9 dias em Brasília, mas o magistrado da 10.ª Vara acolheu recurso de sua defesa para que ele permanecesse preso no Distrito Federal até que os termos de colaboração do doleiro Lúcio Funaro, réu ao lado do ex-parlamentar, fossem compartilhados pelo Supremo Tribunal Federal. A demora para a chegada do material à Justiça Federal de Brasília gerou sucessivos adiamentos da volta de Cunha a Curitiba.
COMPRA DO SILÊNCIO – Finalmente, no dia 7 de novembro, Cunha prestou depoimento. Ele negou ao juízo irregularidades na Caixa Econômica, e partiu para o ataque contra seus delatores. O peemedebista negou ter recebido dinheiro de Joesley para a suposta compra de seu silêncio e ainda afirmou que o doleiro Lúcio Funaro ‘nunca teve acesso’ ao presidente Michel Temer. “Esses três que ele cita, ele nunca teve. Na minha frente ele nunca cumprimentou o Michel Temer”.
Uma semana antes, o peemedebista ficou frente a frente com seu delator, em depoimento prestado por Funaro à 10ª Vara. Por videoconferência, também assistiu ao depoimento de outro colaborador, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto. As declarações ainda foram acompanhadas por outro ex-presidente da Câmara peemedebista, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
ANTIGOS PARCEIROS – Ao rejeitar o pedido da defesa, poucos dias antes da volta do emedebista, o juiz federal Sérgio Moro chegou a dizer que Cunha não poderia permanecer em Brasília para ficar ‘distante de seus antigos parceiros criminosos’. “Não é conveniente a transferência definitiva do condenado para Brasília ou para o Rio de Janeiro, considerando o modus operandi da prática de crimes pelo condenado, com utilização de sua influência política para obtenção de vantagem indevida mediante corrupção”, anotou o magistrado.
Eduardo Cunha foi condenado por Moro a 15 anos e quatro meses de prisão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por supostamente ter recebido e mantido em conta na Suíça uma propina de US$ 1,5 milhão em 2011 na compra de campo petrolífero em Benin, na África, pela Petrobrás.

07 de fevereiro de 2018
Julia Affonso, 
Luiz Vassallo e 
Ricardo Brandt
Estadão

REFERENDO NO EQUADOR: PÁ DE CAL SOBRE O BOLIVARIANISMO



Os eleitores enterraram o sonho do tiranete Rafael Correa de concorrer a um novo mandato. 
É o fim do ciclo nacional-populista, comenta editorial do jornal O Globo. Agora só falta enterrar o lulopetismo, representante do nefasto bolivarianismo no Brasil:

A decisão do eleitor equatoriano de proibir, em referendo, o exercício ilimitado de mandatos presidenciais representa uma derrota política para o ex-presidente Rafael Correa e acrescenta mais um revés ao ciclo de desprestígio bolivariano no continente. 
A medida fecha a porta às pretensões de Correa de retornar à Presidência, como pretendia, após o rompimento com o atual ocupante do cargo, Lenín Moreno, seu ex-aliado político. 

Com 63% dos votos, os equatorianos também aprovaram a reestruturação do Conselho de Participação Cidadã, uma invenção do ex-mandatário para indicar nomes para instituições, como o Ministério Público e o Conselho Eleitoral.

Segundo afirmou ao GLOBO o cientista político Santiago Casabe, embora não se possa falar no fim de Correa como ator político, o resultado da votação é um importante fiasco, pois impede que ele concorra à Presidência em 2021. Para analistas, além de pôr fim a uma das marcas do bolivarianismo — a reeleição eterna —, a vitória de Moreno possibilitará a recomposição da maioria governista na Assembleia, hoje dividida entre partidários de Correa e do atual presidente. Isso pode facilitar a aprovação no Legislativo de medidas para reduzir o déficit fiscal.

Correa vê no resultado uma conspiração urdida para anular seus direitos políticos. “É a nova estratégia da direita para destruir os dirigentes progressistas, como fizeram com Dilma, Lula ou Cristina (Kirchner, na Argentina)”, disse ele. Tal discurso, porém, não esconde o fato de que o ciclo do nacional-populismo bolivariano esgotou-se, como se pode ver em vários países, após mais de uma década de experiências perigosas, que colocaram em risco instituições republicanas e a democracia, além de dilapidar a economia mediante projetos insustentáveis.

No Brasil, a nova matriz econômica de Dilma levou o país ao abismo, conduzindo-a ao impeachment. Some-se a isso condenação do ex-presidente Lula na Justiça. A decisão, vencidos os recursos cabíveis, impede sua candidatura à reeleição sob os termos da Lei da Ficha Limpa.

Na Argentina, a ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner também denunciou o conchavo das elites. Mas a verdade é que seu sucessor, Mauricio Macri, por meio de ajustes para equilibrar as finanças, vem tirando a Argentina do caos.

Na Bolívia, contrariando um referendo em que os eleitores lhe negaram em 2016 o direito de disputar um quarto mandato, Evo Morales, apoiando-se numa posição do Tribunal Constitucional, anunciou no ano passado sua intenção de concorrer de novo à Presidência em 2019. 
A medida causou revolta. Mas a situação mais grave certamente é da Venezuela, país transformado em ditadura por Nicolás Maduro, e que caminha para a paralisia total de sua economia.

O fôlego dos altos preços das commodities, que financiou o sonho bolivariano, acabou. Em seu lugar, ficou a realidade dos ajustes necessários para corrigir tantos erros.

07 de fevereiro de 2018
in orlando tambosi

A MALDIÇÃO DE BOLÍVAR

Pobre Bolívar, ultrajado pelo nefasto chavismo, que violou até seu túmulo

La historiografía se ha encargado de estudiar, analizar, desentrañar las causas y consecuencias de las grandes revoluciones y llegar a conclusiones y balances difícilmente discutibles. Lo único cierto y verdadero es que todas ellas han fracasado en el logro y la realización de sus propósitos iniciales y, como lo afirmaran los padres de la primera revolución de Occidente, la francesa, puestos de acuerdo ambos extremos políticos de la misma, el girondino Pierre Victurnien Vergniaud y el jacobino Jorge Jacobo Danton, guillotinados por órdenes de Robespierre: “la revolución, como Saturno, acaba devorando a sus propios hijos”. Los mejores, apostrofaría León Trotski. A todas ellas, que comenzaran prometiendo los cielos y terminaran desatando los infiernos, les cabe el juicio sumario con el que Carlos Franqui sentenciara al último coletazo marxista, la revolución cubana, por la que se jugó su vida en la Sierra Maestra: “es una verdad incontrovertible que el triunfo de la revolución castrista ha sido, y es todavía, el más trágico acontecimiento de la historia de Cuba”.

No se abusa de su acierto si se lo aplica a todas las revoluciones que tuvieran lugar desde la revolución francesa hasta el presente. Han sido fracasos de trágicas consecuencias. Y si la francesa ha sido la más fructífera de todas ellas, pues además de implicar un cambio profundo e irreversible de la sociedad francesa y la sociedad europea, cambió la historia de la humanidad. No fue producto del voluntarismo ideológico de unos exaltados, que la protagonizaran, sino la irrupción de cambios muy profundos que habían afectado a la esencia del antiguo régimen francés en los siglos precedentes, como lo detalla Alexis de Tocqueville en su obra, El antiguo régimen y la revolución. El Libro negro del comunismo, que reúne investigaciones de un grupo de historiadores europeos, editados por Stephen Courtois, cifra en cien millones los muertos por represión en los distintos regímenes comunistas. De ellos, dos tercios (65 millones de personas) perdieron su vida en China, especialmente durante las dos oleadas re represión masiva, La Revolución Cultural y el Gran Paso Adelante. Aconsejo respecto al fracaso de las revoluciones comunistas la lectura de la obra de François Furet, El pasado de una ilusión. Y nos referimos no sólo a las revoluciones marxistas: también la fascistas. Como se deduce de la copiosa bibliografía dedicada a Hitler y el Tercer Reich, de la que reivindico por su brevedad y profundidad analítica las Anotaciones sobre Hitler, de Sebastian Haffner. Así como la también copiosa bibliografía que merecieran la revolución de Octubre y la Revolución China. Lo único cierto de todas ellas al día de hoy, es que, salvo la de Hitler, que fuera exterminada de raíz al costo de decenas de millones de muertes y la más devastadoras de las guerras de la historia de la humanidad, las revoluciones de Lenin, Mao, Kim Il Sun y Fidel Castro aún languidecen en una tenaz agonía, sea negándose a dejar la escena, ya convertidas en fantasmas hamletianos, como la cubana, en caricaturas sangrientas, como la de Kim Il Sun, sea metamorfoseadas en algo difícilmente vinculable a sus orígenes utópicos y mesiánicos, como la rusa o la china. Sea como fuere, continúan pesando en el imaginario, inciden en el curso del proceso histórico vital y actúan desde el inconsciente colectivo de nuestra cultura. Llegaron para quedarse y nos legan, en herencia, problemas irresolubles. Como lo venimos experimentando luego del reciclaje del castrocomunismo en América Latina, debida al fenómeno venezolano. Que debe haber costado hasta hoy, en términos globales de muertes por la desatada violencia del hampa prohijada por el régimen chavista y las consecuencias de la crisis humanitaria en que ha desembocado, no menos de medio millón de muertes. Tantas como las provocadas por las revoluciones venezolanas del Siglo XIX. Si la revolución china ha logrado sobrevivir metamorfoseada en el el más salvaje de los capitalismos de Estado, la soviética continúa ejerciendo su nefasto influjo desde los subterráneos del Kremlin y el reinado del último discípulo de Stalin, Vladimir Putin. No hablemos de la revolución bolivariana, un esperpento digno de Valle Inclán, hoy víctima de las mafias de Vladimir Putin y de Xi Jinping. Lo cual no obsta para que la ilusión mesiánica, a pesar de los espantosos costos que trae consigo, siga alimentando el imaginario de las izquierdas latinoamericanas.

La única revolución nacida por efecto del impacto de la revolución francesa y los efectos de la revolución norteamericana, que jamás fuera verdaderamente cuestionada por la posteridad, que triunfara en toda la línea y continúa determinando, para bien o para mal, el curso de todo un subcontinente y que, tabuizada, se resiste al más mínimo cuestionamiento, es la revolución independentista sudamericana. Nadie se ha planteado la pregunta acerca de lo que pudo haber devenido de la América Española, si no se hubiera independizado de España o hubiese sido derrotada en sus inicios. Lo que parecía un hecho después de la derrota de Bolívar en Puerto Cabello, la capitulación consiguiente de Miranda ante Monteverde, la expulsión del liderazgo insurreccional de territorio venezolano en julio de 1812 y el regreso de Fernando VII al trono de España. Una revolución que nació en defensa del secuestrado soberano, llamado por ello el “Deseado” y pudo finalmente imponerse ante la crisis terminal e irreparable provocada por la infinita mediocridad del liderazgo monárquico. En una suerte de teoría carlyleleana invertida, como lo enseña el historiador inglés Max Hastings respecto de la Primera Guerra Mundial, las crisis terminales parecen deberse en gran medida a la trágica confluencia de graves problemas estructurales con la ausencia de grandes hombres capaces de resolverlas. Son, en esencia, crisis de liderazgos. ¿Alguien lo duda en el caso de Venezuela?

Nadie ha osado tampoco imaginarse, ni siquiera en una literario juego de hipótesis, qué hubiera sido de las colonias si en lugar de trenzarse en una carnicería de muy cuestionables resultados, se hubieran acomodado a los cambios que la corona, acéfala y apuntando a una obligada liberalización acorralada por las guerras napoleónicas, intentara efectuar a través de las Cortes de Cádiz al borde del cataclismo que sufriera luego del secuestro de Fernando VII y la concatenación de declaraciones de las provincias americanas en su respaldo, que al cabo de los días y ante la debacle manifiesta de la corona dieran paso a las declaraciones de Independencia, comenzando por la de la provincia de Venezuela en 5 de julio de 1811 y terminando con la expulsión de las tropas españolas por Bolívar y Sucre luego de Junín y Ayacucho. Imposible ocultar la principal responsabilidad de Bolívar, Sucre y el mantuanaje[2] caraqueño en esos hechos de dimensión histórica y global.

Los intereses de las oligarquías criollas que se apropiaran violentamente del Poder en toda la región, sumidas en las vorágines desatadas por sus feroces apetencias de Poder, y consumidas, si no devastadas por sus propios enfrentamientos internos, supieron, en medio del caos y la desintegración, sumar fuerzas para legitimar sus repúblicas y legitimarse ellas mismas. Consumidas en las guerras intestinas, el caos y la anarquía, desapareció la capacidad de auto análisis y las debidas correcciones, procediendo a mistificar sus propias orígenes. Es el motivo primordial de lo que el historiador venezolano Germán Carrera Damas definiera como “el culto a Bolívar”, suerte de estatolatría nacional venezolana.

Bolívar, sin ninguna duda el caudillo primordial del vasto proceso que culminara con el fin de la dominación colonial hispana en todo el continente, con excepción de Cuba, y el establecimiento de las repúblicas, se vio obligado, no obstante, a hacer el balance de sus más de veinte años de guerra y la imposición por él al mando de sus tropas invasoras de la Independencia en cinco republicas: Venezuela, Colombia, Ecuador, Perú y Bolivia. Que no fueran antecedidas, oportuno es recordarlo, de la debida maduración socio política de las condiciones indispensables para hacerlas sustentables. Fue un proceso injerencista puro y duro, motivado por un voluntarismo de la más cruda especie, pues en rigor las invasiones de Colombia, Ecuador, Perú y Bolivia no obedecieron a un proceso de germinación social previo, generalizado y emancipador. Ni fueron los respectivos pueblos los que solicitaron ser invadidos por las tropas bolivarianas. Fue la que bien podríamos denominar la Doctrina Bolívar, que antecedió y preparó las condiciones para la Doctrina Monroe: América para los americanos. Como quedara brutalmente expuesto con la Declaración de Guerra a Muerte: “Españoles y canarios, contad con la muerte, aun siendo indiferentes, si no obráis activamente en obsequio de la libertad de la América. Americanos, contad con la vida, aun cuando seáis culpables.” Pues si el odio a la realeza movió a la revolución francesa, el odio a la burguesía motivó la revolución soviética y las revoluciones marxistas del Siglo XX, el odio a los judíos motivó la hitleriana, el odio a los norteamericanos motivó la revolución cubana, el odio a los españoles motivó la Revolución Independentista,. ¿Cómo legitimarla con el amor a la República, si la República era una ficción, una ilusión óptica para las belicosas y bárbaras huestes que la llevaran a cabo en pos de sus propios intereses?

La conclusión extraída por Bolívar, ya a punto de ser arrebatado por la tuberculosis y morir en la Quinta San Pedro Alejandrino, en Santa Marta, Colombia, en diciembre de 1830, fue trágica y desoladora. Las postrer y ya inútil confirmación de los peores temores expresados por las mejores conciencias realistas que lo adversaron, como el médico venezolano José Domingo Díaz. Tanto, que sus idólatras apenas la mencionan, si bien constituye un documento de extraordinaria importancia. Se trata de su artículo Una Visión de la América Española, que ha permanecido al margen del conocimiento del gran público, a pesar de su extraordinaria importancia, así esté a la vista de todos, como la carta de Edgar Allan Poe. Se duda incluso de su autenticidad y autoría. Sobre todo en Venezuela, que necesitada urgentemente de alguna narrativa fundacional y mitológica que le diera forma y consistencia a su permanente estado de disolución, elevara su figura, luego de repudiarla y prohibirle oficialmente el regreso a su Patria incluso bajo la amenaza de acabar con su vida – “la sombra de Bolívar flota sobre el Congreso y el miedo de los hombres asume todas las formas imaginables, desde la ira desenfrenada hasta el tembloroso silencio” comenta Ramón Díaz Sánchez en su Guzmán, Elipse de una ambición de poder. “Que no vuelva, que desaparezca por siempre este soñador con sus grandes quimeras continentales. No hay cabida entre los mortales comunes para un espíritu que en fuerza de su grandeza parece absurdo”, – a las alturas de un inmaculado e inmarcesible culto legendario. Convertido en semi Dios. Reinando sobre el panteón de lares y penates de la primera religión política del continente. Fue el primer caso de la dialéctica amor-odio que ha lastrado con su maldición a todas las figuras políticas descollantes de Venezuela: todas han sido adoradas por las masas para terminar en el fango del repudio y la denigración colectivas.

El Culto a Bolívar que, una vez muerto, fuera traspapelado por el Odio a Bolívar, comenzó a doce años de su muerte, con el traslado de sus restos a Caracas por orden del general José Antonio Páez – el protagonista de la Cosiata, que cerrara el capítulo propiamente bolivariano de la historia venezolana y lo amenazara con la persecución y la muerte – durante su segundo gobierno, el 28 de octubre de 1842. Hasta ser elevado al Panteón Nacional por el dictador Antonio Guzmán Blanco, hijo de Antonio Leocadio Guzmán, treinta y cuatro años después, el 28 de octubre de 1876.

Cumpliéndose al pie de la letra sus temores de ver su nombre y su prestigio ultrajados por quienes lo convirtieran en instrumento de sus ajenos propósitos, sus restos serían profanados por quien se considerara su más legítimo heredero, Hugo Chávez. En un gansteril ritual de macumba y brujería, de santería y primitivismo afrocubano televisado en vivo y en directo por sus últimos adoradores, el 16 de julio de 2010, sus restos manoseados y disminuidos volverían a su interrumpido descanso. Su maldición caería implacable sobre sus profanadores: al poco tiempo moriría una primera camada de bolivarianos de la primera hora, como el mismo Hugo Chávez, William Lara, Luis Tascón, el general Alberto Müller Rojas, Clodosbaldo Russian y Robert Serra. De quienes observaron la profanación de sus restos sobreviven la ex Fiscal General de la República, hoy en el exilio, Luisa Ortega Díaz, y el tercer factótum del régimen, tras Maduro y Diosdado Cabello, Tarek El Aissami. Ya ingresado al selecto grupo de los sancionados por la Unión Europea. El proceso yace hecho ruinas, ya al borde del precipicio. Bajo su influjo y desfigurado facialmente hasta el escarnio se cometió el mayor de los crímenes que hubiera podido imaginar en vida: la devastación de la República. Chávez le dio vida al monstruo imaginario de un Bolívar zambo. Venezuela, la madre de la Independencia americana, está exangüe y desvalida, reducida a satrapía de Cuba. Ha sido la maldición de Bolívar. ¿Cumplirán el propósito de conducirla a su extinción? Culpables y cómplices lo están negociando. Esperemos que las nuevas generaciones sean capaces de impedirlo.


07 de fevereiro de 2018
Artigo de Antonio Sánchez García, publicado no Blog de Montaner
in orlando tambosi

GENERAL MOURÃO É O ESTOPIM DA INTERVENÇÃO



GENERAL MOURAO É O ESTOPIM DA INTERVENÇÃO
07 de fevereiro de 2018

A INTERVENÇÃO MILITAR VEM POR BEM OU POR MAL



A intervenção militar vem por bem ou por mal

07 de fevereiro de 2018

URGENTE: FFAA AVISAM QUE VÃO INTERVIR SE A CONSTITUIÇÃO NÃO FOR RESPEITADA


URGENTE: FFAA AVISAM QUE VÃO INTERVIR SE A CONSTITUIÇÃO NÃO FOR RESPEITADA
07 de fevereiro de 2018