"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

MORO NEGA VIAGEM DE RÉU QUE PRETENDIA IR À SUIÇA MATAR SAUDADES DOS FILHOS

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Mariano mentiu ao “justificar” sua viagem à Suíça
O juiz federal Sérgio Moro negou nesta quinta-feira, 29, ao empresário Mariano Marcondes Ferraz uma viagem à Suíça. O executivo da Decal do Brasil é acusado pela Procuradoria da República dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por propina de US$ 868 mil ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento). “Indefiro o pedido principal e denego autorização para que Mariano Marcondes Ferraz dirija-se à Suíça para visitar seus parentes, no mês de julho do ano corrente, e indefiro igualmente o pedido de devolução definitiva de seu passaporte, com o levantamento da proibição de deixar o país, sendo a medida ainda necessária para se assegurar a aplicação da lei penal”, determinou.
Mariano Ferraz foi preso em outubro de 2016, pela Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos/Cumbica, quando embarcava para Londres. O executivo foi solto no mês seguinte após pagar fiança de R$ 3 milhões para deixar a prisão na Lava Jato e cumprir medidas alternativas. Na lista de restrições estavam a proibição de ausentar-se do país e a entrega do passaporte à Justiça.
CHEGA DE SAUDADE – No dia 23 de junho, o executivo pediu para viajar a Genebra, na Suíça, entre os dias 3 e 14 de julho. “Ocorre que o requerente mantém três filhos e sua genitora residindo na Europa e desde sua prisão não manteve mais contato físico com seus familiares, estando acometido de natural saudade e anseio de rever seus entes queridos”, afirmou o empresário, por meio de sua defesa.
Ao negar a viagem, Moro anotou que Mariano morava no exterior quando foi preso. “A prisão preventiva do acusado foi decretada tendo como fundamento o claro risco à aplicação penal, eis que, à época, Mariano Marcondes Ferraz era residente e domiciliado no exterior, com família no exterior, recursos financeiros e propriedades vultosas no exterior”, observou o magistrado.
“Permanece, atualmente, com família no exterior, recursos financeiros e propriedades vultosas no exterior, o que equivale a dizer que, uma vez liberado o passaporte, o risco à aplicação da lei penal ressurgiria.”
RISCO DE EVASÃO – Para Moro, a fiança de R$ 3 milhões “não é suficiente, no entendimento deste Juízo, para, sozinho, afastar esse risco, tanto que impostas as medidas de fiança e de proibição de viagem ao exterior de forma cumulativa”. Segundo o juiz da Lava Jato, Mariano Marcondes Ferraz tem dupla nacionalidade, brasileira e italiana, “o que incrementa igualmente o risco de que, uma vez no exterior, não retorne ao Brasil, sendo imprevisível, nesse caso, eventual extradição, caso se refugie na Itália”.
“Observo, ainda, que Mariano Marcondes Ferraz responde a ação penal, atualmente em fase de análise da resposta à acusação apresentada, afigurando-se bastante impróprio que o acusado dirija-se ao exterior durante a sua tramitação e próxima instrução”, afirmou. “Em que pese a elevada idade da genitora do acusado, informada verbalmente a este Juízo pelos seus defensores, o que talvez inviabilizasse a vinda dela ao Brasil, conforme sugerido pelo Ministério Público Federal, o fato é que o interesse privado de Mariano Marcondes Ferraz não pode prevalecer frente ao interesse público de fiel aplicação da lei penal brasileira.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Mariano é um falso brasileiro, enriqueceu ilicitamente aqui, mas não tem o menor amor pelo país.  Sua justificativa é mentirosa, porque sua mãe mora na França, em Paris, e não em Genebra. Ele é filho da famosa socialite carioca Silvia Amélia Chagas, a baronesa de Waldner, que nos últimos anos sempre viveu na ponte-aérea Paris-Rio e não consta que esteja doente e impedida de viajar. Em sociedade tudo se sabe, mas o juiz acertou na decisão sem saber desses detalhes. Aliás, Silvia Amélia teria sido a musa de “Detalhes”, de Roberto Carlos. (C.N.)

30 de junho de 2017
Deu no Estadão

MEIRELLES OMITE-SE E NÃO RELACIONA AUMENTO DO PIB AO CRESCIMENTO POPULACIONAL

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Meirelles anuncia cresimento fictício do PIB                       
O ministro Henrique Meirelles – reportagem de Chico Prado, edição de quinta-feira, O Globo – afirmou que a economia do Brasil deve crescer este ano na realidade um pouco abaixo de 0,5%. Não é crescimento. É retração, porque a avaliação do nível econômico exige um confronto com o índice demográfico, e Henrique Meirelles sabe muito bem disto,
Por exemplo: vamos dizer que o crescimento do Produto Increscimento terno Bruto de 2017 seja de 0,5%. Mas a população brasileira cresce à velocidade de 1% a cada 12 meses. A taxa de natalidade está em torno de 1,7%. A de mortalidade é praticamente de 0,7%, ou seja, anualmente, de cada mil pessoas morrem 7 no Brasil. O crescimento populacional, portanto, é de 1%, o dobro do aumento do PIB projetado para o mesmo período.
NOVA RETRAÇÃO – A comparação quer dizer que o PIB brasileiro per capita vai diminuir. Assim sendo, não haverá na verdade avanço econômico. Pelo contrário. Ocorrerá perda concreta. O PIB per capita é um detalhe importante, porém o índice mais significativo ainda é o crescimento da renda per capita, que de forma alguma está ocorrendo no país.
Nada mais concentrador de renda do que a corrupção. A esse propósito, deve se assinalar que processo de corrupção institucionalizada teve consolidação no governo Lula, prosseguiu na administração Dilma Rousseff e não diminuiu no curto espaço de tempo em que Michel Temer ocupa a presidência da República.
A contradição de Lula e do PT é que seu projeto de poder partiu de uma mensagem reformista, iludiu o povo, e se transformou em conservador. Michel Temer é um conservador por natureza. Entretanto o poder ameaça escapar-lhe das mãos.
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Raquel Dodge tem um currículo expressivo
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RAQUEL DODGE, NA VISÃO DE MIRIAM LEITÃO
Em artigo assinado na terceira página de O Globo desta quinta feira, a jornalista Mirian Leitão destaca que a carreira da procuradora Raquel Dodge, escolhida por Michel Temer para suceder Rodrigo Janot a partir de 17 de setembro, é marcada pela luta que ao longo de sua vida travou e trava contra a corrupção. Mirian Leitão, no seu evangelho, apresenta fatos concretos do combate que a procuradora desenvolveu através do tempo contra a improbidade administrativa.
Ressalta a denúncia que formalizou contra o governador de Brasília, José Roberto Arruda, cujo desfecho foi o afastamento do chefe do Executivo de Brasília.
Mirian Leitão apresentou outros fatos, um deles a atuação de Raquel Dodge contra o trabalho escravo que resiste no país mais de um século depois da abolição.
Essa apresentação acrescenta bastante para elucidar que o comportamento da futura Procuradora Geral não será de omissão, muito menos de conivência.
Aliás, nem poderia ser de outra forma. O processo contra Michel Temer foi apresentado por Rodrigo Janot. Temer talvez tenha esquecido que Janot fica na PGR até setembro e está deixando traçado um caminho que não permite retrocessos.

30 de junho de 2017
Pedro do Coutto   

LAUDO DA PERÍCIA INDICA QUE TEMER PRESSIONOU O BNDES EM FAVOR DA JBS

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Maria Silvia saiu após a gravação ser divulgada
Análise feita pela Polícia Federal da conversa que o presidente Michel Temer teve com o empresário Joesley Batista em março sugere que o peemedebista disse ao dono da JBS ter pressionado o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em favor da empresa em janeiro deste ano. Melhorias feitas no áudio da conversa, que foi gravada por Joesley secretamente, permitiram aos peritos da PF reconstituir trechos do diálogo que antes estavam inaudíveis, segundo o laudo da polícia. No encontro, Joesley afirma ter ouvido do ex-ministro Geddel Vieira Lima que houve empenho e esforço com “o BNDES e aquela operação lá”.
De acordo com trecho que os peritos da PF dizem ter recuperado agora, o presidente da República responde então ao empresário: “Sabe que eu fui em janeiro pressionar”.
MARIA SILVIA – O contexto da conversa sugere que a pressão relatada por Temer ocorreu sobre a então presidente do BNDES, Maria Silvia Marques Bastos. Isso porque, um pouco mais adiante, o peemedebista completa: “Muito recentemente eu a chamei, porque ela tá travando muito crédito”, de acordo com transcrição feita pelos peritos da PF.
“Eu chamei e ela veio me explicar”, disse Temer. Ele relata então o diálogo travado com Maria Silvia. “Aquele [ininteligível] da JBS, deu para fazer [ininteligível]?”, perguntou Temer, segundo a PF. “Nós fizemos de outro jeito que deu certo”, disse a presidente do BNDES, sempre de acordo com o que a PF afirma que Temer disse na conversa.
O encontro do presidente com Joesley Batista ocorreu no dia 7 de março deste ano no Palácio do Jaburu, em Brasília. Em 2016, a JBS anunciara um plano de reestruturação, mas teve de cancelá-lo após o veto do BNDES, cujo braço de investimentos, o BNDESpar, é sócio da JBS.
MULTINACIONAL – A intenção da família Batista era transferir a sede da empresa para a Irlanda, transformando a operação brasileira em uma subsidiária dessa companhia internacional, e lançar ações da nova JBS na Bolsa de Nova York.
O plano foi divulgado em 11 de maio de 2016, um dia antes de Michel Temer assumir a presidência interinamente, com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Senado. Os investidores adoraram a ideia e as ações se valorizaram em seguida.
Mas os Batista não conseguiram aval do BNDES e, no final de outubro, abandonaram o projeto. Em nota divulgada na ocasião, o banco afirmou que a proposta implicaria na “desnacionalização” da gigante de alimentos e que a vetara porque não atendia “aos interesses da companhia e de seus acionistas”.
ENCONTRO – O Banco afirmou na semana passada que Maria Silvia tratou do assunto com Temer num encontro em 24 de outubro de 2016, quando teria comunicado ao presidente a decisão de vetar a operação. Ela nega ter sofrido pressões.
As ações da JBS sofreram um baque após o veto do banco. Mas a queda no preço dos papéis foi logo recuperada com a divulgação, em 5 de dezembro de 2016, de um novo plano. A JBS anunciou no início daquele mês que sua sede permaneceria no Brasil e que, nos EUA, seriam lançadas ações de uma subsidiária, a JBS Foods International.
A Presidência da República não quis comentar os trechos recuperados pelos peritos da PF. O BNDES afirmou que o único encontro entre Maria Silvia e o presidente para tratar da mudança da sede da JBS foi o ocorrido no dia 24 de outubro de 2016. Segundo o banco estatal, não houve outra reunião com Temer sobre esse assunto.
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CRONOLOGIA

A JBS e sua relação com Temer e o BNDES
11.mai.2016
JBS anuncia plano de reestruturação, que prevê transferência da sede para a Irlanda e abertura do capital em Nova York
12.mai.2016
Michel Temer assume a Presidência interinamente
24.out.2016
Temer discute o caso da JBS com a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, no Rio
26.out.2016
BNDES anuncia veto à operação, e JBS anuncia que abandonou o plano
5.dez.2016
JBS anuncia novo plano de reestruturação, com lançamento de ações da subsidiária JBS Foods International em Nova York
7.mar.2017
Joesley encontra Temer no Palácio do Jaburu e grava conversa clandestinamente
16.mai.2017
Com a empresa atingida por várias operações policiais, Wesley Batista diz que adiou planos de IPO
17.mai.2017
“O Globo” revela o acordo de delação premiada dos irmãos Batista e a gravação da conversa com Temer
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esse assunto é muito importante.Vamos voltar a ele, porque a reportagem da Folha e a denúncia da Procuradoria-Geral da República não tocaram em detalhes importantes, que necessitam ser destacados e debatidos em profundidade. (C.N.)

30 de junho de 2017
Renata AgostiniFolha

GILMAR MENDES ESTÁ ISOLADO NO SUPREMO E O BOICOTE À LAVA JATO É UM FRACASSO

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Charge do Clayton (O Povo/CE)
Nada de novo no front, diria o genial escritor alemão Erick Maria Remarque. O resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal que discutiu as delações premiadas não trouxe qualquer novidade. As votações que envolveram o tema deixaram patente que a operação para boicotar a Lava Jato já fracassou no Judiciário, é inútil insistir. O ministro Gilmar Mendes está cada vez mais isolado, caminha para se transformar numa espécie de Napoleão de hospício, que fica querendo dar ordem unida aos demais pacientes e ninguém liga. O apoio à delação premiada foi sintetizado pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia: “É um instituto essencial, muito bem-vindo à legislação penal” – disse a ministra.
Os resultados das duas votações eram mais do que esperados. A primeira rodada confirmou o ministro Edson Fachin como relator da Lava Jato, foi por unanimidade, nem mesmo Gilmar Mendes se arriscou a contestar. E a validade das delações foi aprovada por nove votos a dois, porque Marco Aurélio Mello no final mudou o voto para apoiar Gilmar Mendes na tese de que caberia ao plenário do Supremo homologar as delações.
ELOGIO A JANOT – O fato concreto é que não há como o Planalto e seus aliados conseguirem levar adiante a operação para abafar a Lava Jato no Judiciário. E a nomeação de Raquel Dodge para substituir Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral de República, a partir de setembro, pouco significa. Nenhum membro do Ministério Público Federal terá a desfaçatez de se transformar em “engavetador” de processos, isso é ponto pacífico.
Raquel Dodge não irá contestar o trabalho que Janot vem conduzindo. Como reconheceu nesta quinta-feira o ministro Marco Aurélio Mello, em entrevista ao Estadão, as denúncias do procurador-geral “costumam ser bem embasadas”.  E assinalou não ver motivos para desacreditar previamente das acusações feitas por Janot.
“Presume-se que, em se tratando de denúncia da cúpula do Ministério Público, ela não seja inepta. E, de qualquer forma, nesses anos, ele (Janot) tem apresentado peças consistentes”, disse Marco Aurélio Mello.
SÓ RESTA O CONGRESSO – Com o fracasso do boicote à Lava Jato no Judiciário, para o Planalto e a bancada da corrupção só resta insistir nos projetos já apresentados ao Congresso e que estão devagar, quase parando. O mais visado, e o senador Aécio Neves foi até gravado pedindo apoio a Gilmar Mendes para aprová-lo, é a Lei de Abuso de Autoridade, na versão apimentada pelo relator Roberto Requião (PMDB-PR).
Há outras propostas, como anistia ao caixa dois; ampliação do alcance dos acordos de leniência visando a inocentar os envolvidos; e prazo-limite de apenas 15 dias para grampos telefônicos com autorização judicial. Mas todos os projetos estão destinados ao fracasso, porque a opinião pública mantém a pressão e a internet demonstra ter cada vez mais influência na política. Isso indica que nada será como antes, na antevisão de Milton Nascimento e Lô Borges.
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PS –
 Em tradução simultânea, Temer pode conseguir ficar até o fim do mandato, aos trancos e barrancos, totalmente desmoralizado, mas a Lava Jato estará preservada. Quanto à economia, continua totalmente desatrelada da política, e a Bolsa subiu 0,35% nesta quinta-feira, quando a denúncia contra Temer foi oficialmente entregue à Câmara Federal. (C.N.)

30 de junho de 2017
Carlos Newton

"NO MUNDO, MAIS E MAIS PESSOAS TENDEM AO EXTREMISMO", LAMENTA AMÓS OZ

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No Brasil para participar do ciclo de conferências “Fronteiras do Pensamento”, o escritor e ativista político israelense Amós Oz, 77 anos, falou deu palestras em São Paulo e Porto Alegre. Oz aproveitou a ocasião para lançar “Mais de uma luz” (Companhia das Letras), que reúne três ensaios, dos quais o que abre o livro, “Caro fanático”, é uma versão revista, reeditada e ampliada de “Como curar um fanático”. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o aprofundamento da polarização, da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e da solução de dois estados para Israel.
O que aconteceu para o aprofundamento das divisões e do extremismo no mundo?Não sei muito sobre a situação do Brasil, então, não posso comentar a respeito. Mas no resto do mundo há uma crescente polarização e radicalização. Mais e mais pessoas tendem ao extremismo. A maior parte à direita, às vezes à esquerda, às vezes a um profundo extremismo religioso. Isso acontece porque as questões estão se tornando cada vez mais complexas. Com isso, muitas pessoas buscam respostas simples, de uma sentença, que cubram amplamente tudo o que se está perguntando. E são sempre os extremistas, os fanáticos e os radicais que têm as respostas mais simples. Eles têm o tipo de resposta que cobre todas as perguntas do mundo.
O senhor acha que as redes sociais tiveram um papel nessa busca por respostas simples e rápidas para questões complexas?A rede social não é necessariamente a causa, mas é um sintoma, porque está se tornando parte da indústria do entretenimento. Para vender, publicizar e competir, eles jogam uma celebridade aos leões duas vezes por semana. Da mesma forma que, na Roma antiga, no Coliseu, eles jogavam as pessoas aos leões. E fazem o mesmo em outros setores da mídia, não importando se essas celebridades são ou não culpadas de qualquer coisa. Também, muito frequentemente, as redes sociais espalham simplificações – respostas simples para questões complexas. “A culpa é da globalização”, “a culpa é do Islã”, “a culpa é do sionismo”, “a culpa é do colonialismo imperialista”. Não importa quem, o importante é culpar alguém. Isso é muito perigoso e infantil. Faz parte de um fenômeno da infantilização da raça humana. Respostas infantis, mídia infantil, política infantil.
O senhor menciona a indústria do entretenimento. Por quê?A imprensa e a mídia estão se tornando uma extensão da indústria do entretenimento. As pessoas leem os jornais, não para ponderar ou estudar ou ampliar seus horizontes, querem diversão ou escândalo ou sensacionalismo. Querem na mídia, na imprensa, na política. Em muitos países, as pessoas votam nos candidatos não porque ele representa suas ideias, mas porque ele é divertido, porque é muito jovem, porque é muito escandaloso, porque usa palavras incríveis. “Vai ser divertido se votarmos nesse candidato, vai haver escândalo, vai ser animado”. Em muitos países, os eleitores votam não porque desejam levar alguém para o Parlamento ou para o governo para representar seus ideais, mas porque querem que a política seja divertida, animada e escandalosa.
Foi o que aconteceu nos Estados Unidos, com a eleição de Donald Trump?Está acontecendo em todos os lugares. Vários parlamentos estão cheios de misses, meteorologistas, astros e estrelas da TV. Então, o limite entre a política e entretenimento está desaparecendo. Os eleitores querem os políticos para entretê-los não para resolver os seus problemas. Portanto, não nos deem ideias, deem-nos frases de efeito; não nos deem uma visão, deem-nos um escândalo; não expressem um horizonte, expressem um insulto doloroso aos seus rivais. Essa é uma perigosa síndrome que está atingindo o futuro da democracia em todos os lugares. Acontece no Brasil, claro, não sei em que medida. E também em Israel, nos Estados Unidos e na Europa.
O senhor não mencionou o presidente americano, Donald Trump, em sua resposta, mas gostaria de insistir em um comentário a respeito dele.Quem foram os rivais de Donald Trump no Partido Republicano que não foram eleitos candidatos (nas primárias)? Muitos deles eram fanáticos religiosos. Trump não é um fanático religioso, é um adolescente extravagante, ávido por atenção e amor. É ruim, mas nem tanto. Se os EUA tivessem eleito um fanático, eu ficaria bem mais preocupado. Quando meus amigos de esquerda, em Nova York, lamentaram a eleição dele dizendo que haviam eleito um Hitler, eu respondi: “Ele está mais para (o ex-primeiro-ministro italiano Silvio) Berlusconi”.
Quando veio ao Brasil no ano passado, outro escritor israelense, David Grossman, seu amigo, disse que a única solução possível para a questão entre Israel e palestinos são dois estados. O senhor defende a mesma solução?Israel é um país muito pequeno, aqui no Brasil as pessoas não têm ideia da dimensão, tem quase o tamanho da Sicília, na Itália, e é menor do que a Dinamarca. Acontece que é a única pátria de árabes palestinos e o único lar dos judeus israelenses. Por que eles não podem se unir e viver juntos, felizes para sempre, como uma grande família? Porque não são unidos, não são felizes e não são uma família. São duas famílias infelizes, divididas pela religião, pela experiência histórica e por anos e anos de ódio e violência. É irreal pensar que essas duas partes simplesmente pulem em uma cama de lua de mel e comecem a fazer amor ao invés de se matar. O que precisamos é o que meu amigo David Grossman disse e que eu venho defendendo desde o fim da Guerra dos Seis Dias, em 1967: dividir uma pequena casa em duas ainda menores, Israel ao lado da Palestina, como vizinhos. Primeiro, israelenses e palestinos terão que aprender a dizer “bom dia” e parar de atirar uns nos outros. Depois, eles terão que desenvolver o hábito de se visitar para tomar café e conversar. Eventualmente, eles deverão fazer o almoço juntos, o que significa dividir a economia. No futuro, quem sabe, um mercado comum, uma confederação. Mas o primeiro passo deve ser um divórcio justo. Duas famílias, dois países vizinhos e em bases iguais, soberanos, mas mutuamente reconhecidos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Amós Oz é um dos pensadores mais importantes do mundo. Suas entrevistas são verdadeiras aulas de cultura, racionalismo e civilidade. Está faltando ao Brasil alguém como Amós Oz, para entendermos que podemos alcançar um futuro grandioso, basta termos juízo. (C.N.)

30 de junho de 2017
Alessandro GianniniO Globo

DEFESA DENUNCIA MAUS TRATOS A LOURES NA CARCERAGEM DA POLÍCIA FEDERAL

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Loures não parece estar sofrendo maus tratos
O ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR) passa por momento crítico e está muito mal, segundo relatos de quem esteve com ele na prisão. O deputado ficou as últimas duas semanas numa cela sem janela, com pouca ventilação, sem banheiro nem chuveiro, na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
Nas mesmas condições e preso no mesmo local, em dezembro de 2015, o ex-senador Delcídio do Amaral passou mal, chegou a ter uma crise de claustrofobia e decidiu delatar depois que deixou a cela.
NÃO VAI DELATAR – O advogado de Loures, Cezar Bitencourt, no entanto, diz que o parlamentar “morre, mas não delata”. Ele afirma que o cliente foi sempre muito bem tratado pela Polícia Federal, mas que a carceragem do órgão não está aparelhada para a permanência de um detento. “É um local de passagem de presos, que deveriam ficar lá no máximo dois dias”, afirma.
itencourt conta que Loures não teve direito a banho de sol. No fim de semana, não pôde receber a visita de familiares e teve livros recolhidos. “Depois de lá teremos que levá-lo a um hospital”, afirma.
Loures é considerado peça-chave do escândalo que envolve Michel Temer. É o deputado quem pode dizer se os R$ 500 mil que recebeu numa mala da JBS eram recursos só para ele ou destinados também ao presidente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A informação sobre os supostos maus tratos foi passada à jornalista Mônica Bergamo pelo advogado Cesar Bittencourt e precisa ser imediatamente esclarecida pela Polícia Federal. Dias atrás, o advogado informou que Loures queria voltar para o presídio da Papuda, alegando estar “ameaçado de morte”. Depois, passou a criticar as más condições da carceragem da PF, pedindo que Loures fosse transferido para um Batalhão da Polícia, onde as condições são tipo prisão domiciliar. Ou seja, o advogado está seguindo a linha “quem não chora não mama”, para conquistar privilégios em favor do cliente. Mas esqueceu de revelar quem estaria “ameaçando” Loures de morte. Cá entre nós, o único interessado seria o presidente Temer, que precisa silenciá-lo de qualquer jeito. Por isso, toda essa estória do advogado soa inverossímil e a Polícia Federal precisa esclarecê-la imediatamente. No site de O Globo, o jornalista Ricardo Noblat revela que Loures quer fazer delação e está contratando um novo advogado. (C.N.)

30 de junho de 2017
Mônica BergamoFolha

ABSOLVIÇÃO DE VACCARI NÃO VAI SALVAR RÉUS COMO LULA, DIRCEU OU PALOCCI

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Vaccari pensou que seria imediatamente solto
Festejada por advogados e no PT, a decisão da Justiça que considerou delações um elemento insuficiente para a condenação do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto não deve ter consequência generalizada em processos da Operação Lava Jato. Nas cerca de 20 ações penais já julgadas por Sergio Moro que estão sob análise do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, corte que absolveu Vaccari na terça (27), as condenações se baseiam em fatores que vão além dos depoimentos de acusação, como trocas de mensagens, movimentações financeiras e informações sobre contas no exterior. Em parte desses processos, os casos envolvem principalmente réus que já confessaram crimes, como os delatores da Odebrecht e ex-diretores da Petrobras.
EXISTEM PROVAS – Entre os que não são delatores e terão seus recursos analisados no TRF – caso de outros dois ex-expoentes petistas, José Dirceu e Antonio Palocci –, as razões para condenação expostas nas sentenças de Moro não são exclusivamente depoimentos de acusação.
Dirceu, condenado em duas ações por Moro a penas que somam 32 anos de prisão, teve como motivos citados em uma de suas sentenças pagamentos feitos pela empresa de um lobista. Para o juiz, não houve nenhuma justificativa para os repasses a Dirceu, o que confirmou os depoimentos de delação que o apontaram como beneficiário de pagamentos no âmbito da Petrobras. O ex-ministro petista saiu da cadeia em maio, mas pode ser detido novamente se a segunda instância confirmar sua pena.
Em outro processo, além das delações, Moro levou em conta o fato de um empresário ter bancado R$ 1,4 milhão em voos em um jatinho para Dirceu e um pagamento de R$ 700 mil a uma empresa com ligação atribuída ao ex-ministro.
O “ITALIANO” – No caso de Palocci, que negocia um acordo de delação, a base de sua condenação está em uma planilha de pagamentos de propina da Odebrecht chamada de “Italiano”, um apelido atribuído ao ex-ministro dentro da empresa.
Para Moro, trocas de mensagens entre os ex-executivos da Odebrecht comprovam que o “Italiano” em questão era Palocci, o que, diz, foi reforçado por seguidas menções a Branislav Kontic, assessor do ex-ministro.
O peso das delações também é relativo nas sentenças expedidas em Curitiba sobre dois ex-líderes do PMDB, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
CUNHA E CABRAL – Contra Cunha, condenado por Moro a 15 anos de prisão em março, constam na sentença dados encaminhados por autoridades da Suíça sobre uma conta que tinha o ex-deputado como beneficiário, na qual teria recebido propina com origem na Petrobras.
Cabral, segundo a sentença, movimentou dinheiro em espécie, junto com dois de seus auxiliares, em períodos que coincidem com os relatos de pagamento de propina da empreiteira Andrade Gutierrez.
O caso de Vaccari foi até agora a principal reviravolta em uma sentença da Lava Jato na segunda instância. Os juízes do Tribunal Regional costumam manter a maioria das decisões de Moro, incluindo as ordens de prisão preventiva. Na semana passada, por exemplo, a corte decidiu elevar em 15 anos a pena do ex-sócio da construtora Engevix – passou de 19 anos para 34. E dois ex-deputados já tiveram sentenças confirmadas em segunda instância -André Vargas e Luiz Argôlo.
DOAÇÕES OFICIAIS – No processo em que Vaccari foi absolvido, era acusado de intermediar o pagamento de propina com origem na Petrobras para o PT por meio de doações oficiais.
Na maior parte das acusações da Lava Jato, o ex-tesoureiro não é apontado como beneficiário dos pagamentos das empresas, mas como articulador para o partido. Ele é frequentemente mencionado em delações desde 2014, primeiro ano da operação, por executivos de empreiteiras, ex-dirigentes da Petrobras e operadores. Permanece preso desde abril de 2015 e foi condenado em outras ações penais por Moro.
CASO DE LULA – Entre os principais críticos dos depoimentos de delação, está o ex-presidente Lula, que está prestes a receber a sentença de Moro no caso do tríplex de Guarujá (SP) supostamente reservado ao petista pela empreiteira OAS.
Em alegações finais nessa ação penal, o Ministério Público Federal citou, para pedir a condenação de Lula, cerca de 60 vezes uma confissão do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS.
O ex-presidente afirma que o empresário resolveu dar essas declarações apenas para sair da cadeia. Os procuradores dizem ter outras provas, como mensagens de celular sobre a reforma no imóvel e documentos que mostram que a unidade nunca foi colocada à venda.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A absolvição de Vaccari é demonstração de que não há perseguição aos petistas e prevalece o respeito às leis. Sem o reforço de provas materiais, pode prevalecer a famosa presunção de inocência que Gilmar Mendes gostaria de transformar em regra geral na Lava Jato. (C.N.)

30 de junho de 2017
Felipe BächtoldFolha

JUIZ ALERTA PARA PLANO PERTURBADOR DE TEMER E GILMAR PARA ACABAR COM A LAVA JATO

FHC, O PERDULÁRIO DA PALAVRA

Assinalei antes que FHC era o office boy do globalismo patrocinado pela Open Society Foundations, de George Soros, o mega especulador que, segundo denúncia da revista Executive Intelligence Review (EIR), lidera o ranking dos pesos pesados do narcotráfico internacional. A denúncia merece aprofundamento, mas antes – por oportuno - tomo a liberdade de assinalar alguns aspectos do processo de senilidade que se abate sobre a figura do ex-presidente, já agora caminhando para os seus 87 anos de idade. Ou será que o processo de decrepitude tem algo a ver com sua intrigante defesa da liberação da maconha?

Com efeito, na ânsia de se enroscar no encarniçado vale-tudo da política tupiniquim, FHC, conchavado ou não pela mídia amestrada, vem cacarejando trololós diários, sem pé nem cabeça, contestando hoje o que disse ontem, justificando o injustificável, desdizendo o que não disse, sempre se colocando, no seu ócio de socialista abastado, no pedestal de Salvador da Pátria. (Passou-me agora pela cabeça a pergunta irrecorrível: seria o nosso perdulário da palavra a fantasmagoria do 19 do Forte?)

Basta olhar: para encher linguiça nas páginas de jornais (que se tornaram aparelhos políticos das esquerdas, tal como, por exemplo, O Globo), a empavonada figura, “sem sair de casa” (garante o falso direitista João Doria), opina sobre tudo. De fato, no seu delírio compulsivo, de natureza caduca, ora aconselha o fraco Temer “resistir” ao adverso, ora defende o “ato de renúncia” do presidente que seu partido - o corrupto PSDB - ajuda a manter no poder em troca de apoio ao inviável Aécio Neves (até bem pouco, o candidato presidencial de FHC).

Mas a coisa não fica por aí: toda semana circula a notícia de que FHC e Lula da Selva, seu falso rival (“os objetivos do PSDB e PT são idênticos, a diferença é de estilo” – disse ele), vão se encontrar para tratar do que deve ser feito pela “governabilidade do país”. Outro dia, a mídia deu conta de que o sociólogo ligou para Nelson Jobim, o “servidor de dois amos”, pedindo que o ex-ministro articulasse encontro entre ele (FHC), Lula e alguns adversários do governo. Objetivo: arranjar uma “saída controlada” para a situação nacional – embora, nos bastidores, FHC considere que “Jobim ganha hoje milhões de reais em cargo de alto escalão no BTG, banco alvo das investigações da Lava-jato”.

A carreira política de FHC se amparou no acaso. Lembro que ele se fez senador nas costas de Franco Montoro, que renunciou o mandato. Na quizília de sua sucessão presidencial, Itamar Franco, que se apossou do poder após a queda de Collor, escolheu Zé Aparecido, feito embaixador em Portugal, para sucedê-lo. Aparecido, cupincha velho, adoeceu. Então, Itamar convocou Antonio Britto, o ministro da Previdência Social que liderava as pesquisas de opinião. Brito, no entanto, preferiu ser governador do Rio Grande do Sul. Só então Itamar inventou FHC como candidato à Presidência. Em data recente, Pedro Simon, ex-líder do governo Itamar no Senado, disse que a toda hora FHC ia ao Palácio do Planalto bajular o político mineiro - que, por sinal, não confiava no candidato a candidato.

(A propósito, em declaração pública, contrapondo a afirmação de FHC de que Itamar foi “contra” o ilusório Plano Real, Pedro Simon, indignado, considerou o notável da USP um sujeito ingrato e, devido às suas rancorosas mentiras, um caso clínico a ser examinado).

Os dois governos de FHC se constituíram numa larga soma de erros, equívocos e fraudes, a começar pelo decantado Plano Real (“Unidade Real de Valor”) que, logo de tacada, valorizou (artificialmente) a nova moeda em 20% acima do dólar. Nos anos seguintes, o real, vendido como “estável”, foi desvalorizado dezenas de vezes, permitindo a volta da inflação e o consequente desassossego financeiro. E suas falidas “Agências Reguladoras” (extensão do “Estado regulado”, de Gramsci), burocracia criada para controlar e fiscalizar serviços e setores da economia, tornaram-se desde logo ineficientes cabides de emprego, voltadas para infernizar a vida de quem produz.

Por sua vez, para enfrentar a “crise do apagão”, que gerou racionamentos e prejuízos de R$ bilhões, FHC, na sua imprevidência, apelou para produção das sinistras termoelétricas (movidas a gás natural), que até hoje faz o nativo pagar a energia elétrica mais cara do mundo.

Basta pesquisar: com FHC intensificaram-se as crises da educação, da segurança e da saúde. O desemprego atingiu 12 milhões de trabalhadores (o segundo em escala global).Aumentou a desigualdade de renda, A fome campeou, as taxas da criminalidade e do consumo da maconha foram aos cornos da lua.

Acham pouco? Bem, o governo FHC aumentou a carga tributária, criou a aterrorizante CPMF, expandiram-se de montão os lesivos incentivos fiscais. Nele, retraíram-se os investimentos externos, enquanto se doavam, arbitrariamente, bilhões de reais a sindicatos comunistas e “movimentos sociais”, entre eles o MST, composição de bandos terroristas que acabaram por invadir na “marra” uma fazenda do próprio sociólogo presidente. Com a crise financeira, FHC apelou três vezes ao amparo do FMI, tido pelas esquerdas como um “braço do imperialismo ianque”.

Pior: no plano político, FHC , na base da compra do voto parlamentar, inventou o “segundo mandato”, raiz da corrupção e da miséria política que encharca a nação, ambas institucionalizadas por Lula (o “Abutre”) e sua gang ilimitada.

Retornando ao mega especulador George Soros, famoso por financiar ONGs empenhadas na liberação da maconha: com a privatização da Vale do Rio Doce, ordenada por FHC, Soros ganhou bilhões. Como comprovado, a Vale, considerada a maior mineradora do mundo, avaliada à época em R$ 92 bilhões, foi vendida por R$ 3,3 bilhões. Com a venda de 33% das suas ações, o controle acionário da empresa foi assumido pela iniciativa privada. O Nations Bank, Opportunity e Soros entraram com alguns milhões para a compra da Vale, considerada um escândalo sem precedentes.

A Valepar, holding controladora da empresa, tornou público que Soros adquiriu ações da Vale por R$ 100 milhões e, passado algum tempo, vendeu-as por US$ 323 milhões. Um negócio de doido!

Quanto a FHC (cujo ministro da Fazenda, Armínio Fraga, foi diretor executivo da Soros Found), até hoje responde a inúmeros inquéritos judiciais por venda fraudulenta e dilapidação do patrimônio público.


30 de junho de 2017
ipojuca pontes

O JOGO DE TEMER



Michel Temer talvez seja o Presidente que abraçou mais desbragadamente o pragmatismo em toda a história brasileira. Ele tem feito tremendos malabarismos para se manter de pé. É um bom jogador, mas não tem nenhuma preocupação com a imagem que legará para o futuro.

Para se salvar da refrega no TSE, substituiu dois ministros por gente da sua confiança. Os indicados cumpriram a tarefa com denodo. O preço foi bem alto: a desmoralização da Justiça Eleitoral.

Temer demitiu um ministro da Justiça e contratou outro para cortar as asas da Polícia Federal. Diante da impossibilidade política de demitir também o atual diretor, está matando a PF de inanição. Os que estão na fila do passaporte e não vão viajar bem sabem o que isso significa.

Hélio Gambiarra, senador pelo DF que hoje se encontra no PMDB, teve três apaniguados demitidos sumariamente depois de ajudar a oposição a derrotar a Reforma Trabalhista na comissão de Assuntos Sociais. Temer não tem piedade e sabe usar a espada para decapitar inimigos.

Com Renan Calheiros, foi parecido. O ex-companheiro de bons negócios foi defenestrado da liderança do PMDB porque se travestiu de opositor para salvar o próximo mandato, que está por um fio.

Agora as baterias se voltam para o atual presidente da CCJ da Câmara, Rodrigo Pacheco, um peemedebista que surge como um rebelde autônomo e ameaça nomear alguém independente para relatar a denúncia apresentada pela PGR.

Michel Temer também conseguiu botar na Procuradoria-Geral da República uma inimiga declarada de Rodrigo Janot. Raquel Dodge ainda há de ser provada no exercício do cargo. Mas só de ter o apoio decidido da família Sarney e do núcleo duro do PMDB, desperta desconfianças. A expectativa é a de que ela seja um novo Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como o “Engavetador-Geral da República” da era FHC.

Muito mais será feito pelo Presidente no sentido de salvar seus dias de Poder sem povo e sem sentido além de sua própria sobrevivência.

Difícil vai ser Temer tirar de sua frente o que ele mesmo disse a Joesley, o que pediu a Marcelo Odebrecht, as reuiniões com confessos pagadores de propina dessa empreiteira em seu escritório paulista, a indicação de Rocha Loures para carregar suas malas, os registros nas agendas e os compromissos na calada da noite.

Ainda que consiga governar até o último dia, uma parte de Temer morreu quando o dono da JBS contou quem exatamente era ele.

Era aquela que lhe permitia dizer “jamais!”, quando confrontado com a afirmação de que mantinha negócios estranhos com ‘notórios bandidos’ que orbitavam em torno dele e de seu grupo político com tanta desenvoltura.

Gente em postos estratégicos, dá sempre pra remover.

Mas o passado, esse nunca mais será reescrito.


30 de junho de 2017
blog do pannunzio

EUA BARROU A ENTRADA DE MUÇULMANOS DE SEIS PAÍSES