"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 4 de setembro de 2016

ESTÁ EVIDENTE O ACORDO DE RENAN PARA BENEFICIAR CUNHA E OUTROS CORRUPTOS


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Renan foi à China, mas está no mundo da Lua
Está ficando cada vez mais intrigante o mistério que ronda o fatiamento da sentença do impeachment de Dilma Rousseff. A cada momento surge uma nova versão, que acaba entrando em choque com a realidade dos fatos. A mais recente explicação veio do próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que no julgamento defendeu ardorosa e emocionadamente a manutenção dos direitos políticos da presidente que estava sendo cassada.
EFEITO PRÁTICO – Depois de um inquietante silêncio que já durava desde quarta-feira, neste sábado Renan enfim deu declarações e alegou que não houve negociação para aprovar a manobra, cujo efeito prático é facilitar a candidatura de políticos cassados por corrupção e outros crimes.
Com a desfaçatez que lhe é peculiar, Renan tentou justificar o que é injustificável e pagou mico ao dizer que não houve negociação para o fatiamento, quando até os garçons do Congresso já sabem que a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) revelou que se reuniu com o próprio Renan e também com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, para combinar o polêmico destaque, cuja apresentação ficou a cargo da bancada do PT.
NO MUNDO DA LUA – Renan está passeando na China, curtindo a mordomia da comitiva presidencial de Michel Temer. Com a decisão do Senado, considerou liquidada a fatura e nem se interessou em saber o que estava acontecendo aqui no Brasil. Ao dar declarações, pagou mico, porque não sabia que Kátia Abreu já abrira o jogo. Se soubesse, o Renan teria inventado uma desculpa mais adequada, não estaria agora exposto ao ridículo.
A entrevista, divulgada pelo site “Congresso em Foco”, mostra que o presidente do Senado está no mundo da Lua, completamente desinformado sobre o que acontece no Brasil, nem teve curiosidade de acompanhar pela internet a crise que ele mesmo provocou.
Ao minimizar o fato de que a própria Dilma considerou “estranhíssima” a decisão do Senado, Renan também se deu mal, e depois disse um monte de asneiras. Tentou alegar que o precedente não poderá beneficiar Eduardo Cunha ou Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), demonstrando não saber que o senador cassado já recorreu ao Supremo.
MUITAS VERSÕES – O mais interessante, instigante e inquietante são as versões sobre o polêmico destaque. A primeira delas era de que se tratava de uma iniciativa solitária da bancada do PT, que atendia a um pedido da própria Dilma Rousseff, que sonhava dar aulas em universidades públicas (cá entre nós, seria um sucesso, os alunos se divertiriam adoidado, as salas ficariam lotadas, todos iam querer assistir, para dar gargalhadas).
Depois, outra versão. O diligente servidor público Luiz Fernando Bandeira, que exerce o papel de secretário-geral da Mesa Diretora do Senado e assessora diretamente Renan, disse que, ao tomar conhecimento da movimentação dos senadores, tomou a iniciativa pessoal de pedir um parecer à Diretoria Jurídica do Senado.
Mentindo mais do que bula de remédio, Bandeira afirmou que o ministro Ricardo Lewandowski não sabia de nada e foi surpreendido com a apresentação do destaque pelo PT na sessão.
Neste momento o ministro Lewandowski virou para mim e disse: ‘Eu posso aceitar isso?’. Eu mostrei para ele o parecer (da consultoria legislativa), ele leu o regimento interno, as disposições aplicáveis e entendeu que era o caso de admitir“, disse o assessor de Renan, sem saber que logo seria desmentido pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).
TUDO COMBINADO – Em entrevista gravada pela Rádio Gaúcha, Kátia Abreu deixou bem claro que o destaque a ser apresentado pelo PT já era do conhecimento antecipado de Lewandowski e Renan.
Eu estive com o ministro e com o senador, dias antes do julgamento, avisando que apresentaríamos o requerimento”, declarou Kátia Abreu. A senadora usou o plural porque referia-se ao PT. E essa reunião com Lewandowski ocorreu na segunda-feira, 22 de agosto, dez dias antes do julgamento.
Mas já surgiu outra versão, do jornalista Josias de Souza (UOL),  que atribui a desastrada ideia ao advogado mineiro João Costa Ribeiro Filho, suplente do senador Vicentinho Alves. Ele teria conversado com Kátia Abreu, e a senadora então pediu a aprovação de Dilma, que autorizou (juntamente com José Eduardo Cardozo) o seguimento da trama. E o advogado Ribeiro Filho então teria acompanhado Kátia Abreu na reunião com Lewandowski.
TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – De tudo isso, extrai-se que Renan e Lewandowski estavam juntos na manobra, com Kátia Abreu e o PT. Fica a dúvida se Dilma autorizou ou não. Mas parece óbvio que ela não participou, caso contrário não consideraria “estranhíssima” a decisão que a beneficiou.
Fica faltando saber qual o real motivo de tudo isso. E a explicação é óbvia. Revoltado pela inevitabilidade da cassação, Eduardo Cunha ameaçou fazer delação. Para acalmá-lo, Renan & Cia então armaram a manobra inconstitucional da manutenção dos direitos políticos, para que Cunha possa ser candidato em 2018.
Como a medida beneficia os corruptos de todos os partidos, foi aprovada com apoio de 39 senadores (36 votos e três abstenções, que contavam a favor), enquanto 42  parlamentares  (maioria absoluta) se manifestavam contra  armação, mostrando que nem tudo está perdido.
SUPREMO VAI NEGAR – Já se sabe que Lewandowski não vai participar e a sessão do Supremo que julgará a inovação será presidida pela vice-presidente Cármen Lúcia. Dos dez ministros que participarão, dois deles (Gilmar Mendes e Celso de Mello) já declararam que apoiam a suspensão dos direitos políticos de Dilma por oito anos.
Portanto, só faltam quatro votos no Supremo para erradicar essa estranha jabuticaba institucional, cuidadosamente cultivada na horta da quadrilha suprapartidária que insiste em explorar o país, através da prática de uma política transgênica e amoral.

04 de setembro de 2016
Carlos Newton

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO: CARMEN LÚCIA VAI REVOLUCIONAR O SUPREMO!


Ilustração ministra Cármen Lúcia
Charge do JG, reprodução da Folha
A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente eleita do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), diz que vai “inverter os organogramas”, abrindo um canal direto de comunicação com juízes, advogados e servidores, em benefício do cidadão usuário da Justiça.
Ela pretende marcar sua gestão no STF, a partir de 12 de setembro, como um exercício de “pacificação social”. Sua maior preocupação é a superpopulação carcerária e a situação das presas grávidas. “É uma prioridade que vou levar no colo”, afirma.
Cármen Lúcia nega que chegará ao comando do Judiciário “com a faca nos dentes”. É considerada uma magistrada disciplinada. Ex-aluna de um internato de freiras, diz ter “uma madre superiora” dentro de si.
CAIXA 2 É CRIME – No julgamento do mensalão, seu controle interno deve ter falhado, e ela insinuou que o ministro Joaquim Barbosa daria “um salto social” como relator da ação penal.
Quando proferiu seu voto pela condenação de Delúbio Soares, criticou a defesa do ex-tesoureiro do PT, que encampou a tese do caixa dois. “Acho estranho e muito, muito grave, que alguém diga com naturalidade que houve caixa dois. Caixa dois é crime”, afirmou.
Sem citar a ministra, o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) afirmou em nota assinada pela então presidente, Marina Dias, que “não cabe ao Judiciário dizer quais teses a defesa pode ou não pode sustentar”.
Religiosa, a ministra votou a favor da Marcha da Maconha, da cota para negros, da união gay e do aborto de anencéfalos. “Ela sabe separar fé e jurisdição”, diz o ex-presidente do TRF-4, desembargador Vladimir Passos de Freitas.
É defensora da liberdade de expressão. Votou pelo afastamento da exigência de autorização para a publicação de biografias.
CONHECER IN LOCO – Cármen Lúcia foi ao sul da Bahia antes de votar sobre o conflito entre índios pataxós e fazendeiros e a Roraima, para votar no caso Raposa Serra do Sol. Foi ao Maranhão e conheceu a realidade do presídio de Pedrinhas.
A mineira de Montes Claros foi indicada a Lula por Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do STF. Ela confessou ao arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que não teria havido sua nomeação sem a participação da PUC, onde dava aulas de Direito Constitucional.
Foi procuradora-geral de Minas na gestão do governador Itamar Franco (1999-2002). Anos antes, Itamar frequentou seu escritório de advocacia. Ao ser confirmada para o STF, ouviu do político mineiro José Aparecido de Oliveira que iria “sofrer o cargo de ministra do Supremo”.
CRÍTICA AO JUDICIÁRIO – Juízes e advogados lembram que a então procuradora era uma crítica do Judiciário e batia forte nos juízes. Há quem tenha dúvidas sobre sua capacidade de enfrentar os grupos de pressão. Há os que criticam os discursos com frases de efeito, além do gosto pelas luzes da ribalta.
“Espero que a presidente do STF esteja bem atenta ao grave momento da vida nacional”, diz Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada.
“Se a população, em geral, reconhece e apoia a atuação do juiz federal Sergio Moro, isso não significa que todas as instâncias sejam igualmente aplaudidas. Se não se pode julgar em função do clamor popular, não é possível continuar julgando de costas para a mesma sociedade”, diz a procuradora.
No STF e no CNJ, promete cumprir o regimento em relação a prazos para devolução de processos com pedidos de vista e julgamento de liminares. “Quero pautas realistas, que não surpreendam ninguém”, diz. Um dos objetivos é evitar a frustração de advogados que viajam a Brasília e cujos processos pautados não são julgados.
BLAZER E CALÇA – Cármen Lúcia, 62 anos, chegou ao STF em 2006. Primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral e segunda a presidir o STF –a primeira foi Ellen Gracie –, Cármen Lúcia já disse que “temos grande número de mulheres juízas, mas nos tribunais são minoria”. Em 2007, quebrou a tradição e entrou no plenário de blazer e calça comprida.
Cármen Lúcia é solteira. A música e a literatura são os seus hobbies. Em casa, gosta de escrever e de ler processos ouvindo “O Cisne”, de Camille Saint-Saëns, e a trilha sonora do filme “A Liberdade é Azul”, composta por Zbigniew Preisner. Entre os livros preferidos estão “Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles, “A Divina Comédia”, de Dante, “Crime e Castigo”, de Dostoiévski e “Grande Sertão – Veredas”, de Guimarães Rosa.
Cármen Lúcia diz que continuará dirigindo o seu Astra até o tribunal. E que dispensará a segurança privada colocada à disposição dos presidentes da Suprema Corte. Ela escolheu duas agentes da Polícia Federal para acompanhá-la no STF e no CNJ.
OUTRO ESTILO – Quando viajava, Lewandowski descumpria o regimento e não convocava sessões que deveriam ser presididas por Cármen Lúcia. Numa única sessão em que substituiu o presidente, ela julgou 50 processos. A média dele é de cinco por sessão.
O juiz Rubens Curado, ex-conselheiro do CNJ, participou da sessão presidida por Cármen Lúcia. Ele diz que “a gestão ‘paz e amor’, que esvaziou o órgão de controle, está com os dias contados”.
Ela convidou a cientista política Maria Tereza Sadek para presidir o Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ. Sadek participou de um grupo de consultores criado na gestão do ministro Gilmar Mendes, esvaziado pelo sucessor, Cezar Peluso.
SEM PRIVILÉGIOS – O relacionamento com as entidades de magistrados não seguirá o estilo de Joaquim Barbosa – que tratava os representantes da magistratura como sindicalistas – nem o de Ricardo Lewandowski, apontado como alguém que abriu as portas do CNJ ao corporativismo.
Cármen Lúcia deverá herdar a tarefa de reformar o estatuto da magistratura. Em 2015, criticou a proposta de Lewandowski: “Do jeito que está, não passa. Privilégios são incompatíveis com a República”. Em 2012, foi pioneira ao divulgar o seu contracheque no site do TSE.
Ela convidou a cientista política Maria Tereza Sadek para presidir o Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ. Sadek participou de um grupo de consultores criado na gestão do ministro Gilmar Mendes, esvaziado pelo sucessor, Cezar Peluso.
ELOGIO DE MORO – O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, elogia “sua excelente reputação”. Lembra que ela foi relatora da ação que resultou na prisão do ex-deputado Natan Donadon, por desvio de dinheiro público, “rompendo a tradição de impunidade”.
Concordou com Gilmar Mendes, que previu neste ano “um encontro marcado” para rever “extravagâncias” como o auxílio-moradia.
Votou com a maioria quando o plenário decidiu que réu condenado pode ser preso após confirmação da sentença em segundo grau.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ninguém conhece o Judiciário como  Frederico Vasconcelos, um jornalista que realmente honra a profissão. Seu blog é um dos espaços mais importantes da internet brasileira, como fórum de debates sobre a Justiça. (C.N.)

04 de setembro de 2016
Frederico Vasconcelos
Folha

LEWANDOWSKI PODE SER IMPICHADO

Lewandowski pode ser impichado - Reinaldo Azevedo


04 de setembro de 2016
postado por m.americo

MENDES HUMILHA LEWANDOWSKI: 'NÃO PASSA NA PROVA DO JARDIM DE INFÂNCIA DO DIREITO CONSTITUCIONAL'

ALEXANDRE GARCIA DÁ NO MEIO DE LEWANDOWSKI E DIZ QUE SENADO RASGOU A CONSTITUIÇÃO

O DEBOCHE PROMETE SER LONGO...

TERRORISTAS DO MST/PT AGRIDEM VENEZUELANOS QUE TENTAVAM CONTATO COM CONSULADO NO RIO EM DEFESA DE REFERENDO REVOGATÓRIO



Um grupo de venezuelanos, que mora no Rio de Janeiro, tentou conversar com o cônsul-geral da Venezuela Edgar Alberto González Marín, nesta quinta-feira (1), mas foram impedidos de entrar no prédio e xingados, de fascistas e traidores e até agredidos, por integrantes do Movimento Sem Terra.

Os venezuelanos haviam marcado o encontro com o cônsul para entregar um documento pedindo respeito aos prazos do referendo revogatório que pode diminuir o tempo de Nicólas Maduro na presidência do país.

Além de serem barrados na entrada do consulado, foram ofendidos por integrantes do MST que entraram no prédio e voltaram ao lado do cônsul com bandeiras e pôster a favor de Maduro.

Um dos organizadores da concentração relatou que além de ser xingado, foi empurrado e ameaçado pelos chavistas. William Adrian Clavijo Vitto, 26 anos, disse a revista Veja que, “Um deles me empurrou algumas vezes e disse que sabia que eu morava em Botafogo e estudava na UFRJ, que ainda nos veríamos. São informações que não coloquei em lugar nenhum, está claro que foram fornecidas pelo próprio consulado”. Agora o estudante responsabiliza o cônsul-geral por qualquer atentado contra a integridade física ou qualquer violação dos direitos constitucionais dos cidadãos que estiveram no protesto.

Sem mencionar o fato, o consulado divulgou nota no mesmo dia

“Pela manhã, o cônsul-geral do Rio de Janeiro, Edgar Alberto González Marín, recebeu representantes de movimentos sociais e partidos políticos na sede do Consulado Geral do Rio de Janeiro, que vieram demonstrar seu gesto de solidariedade e apoio ao governo legítimo e constitucional do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, e contra o fascismo golpista e seus aliados internacionais”

“Nessa oportunidade, além de mensagens de solidariedade, um grupo de percussionistas da União da Juventude Socialista (UJS) cantou frases de apoio ao governo bolivariano”

“Entre os movimentos sociais e partidos políticos, União da Juventude Socialista, Partido dos Trabalhadores (PT-RJ), Brigadas Populares, SOS Aldeia Macaranã, Jornal Inverte e algumas personalidades”.

Na manhã deste sábado (3) haverá uma nova manifestação de venezuelanos na lagoa Rodrigo de Freitas.


04 de setembro de 2016
diário do poder

LAMBANÇOWISKI



04 de agosto de 2016

O CAPO DI TUTTI CAPI...

DELCÍDIO AFIRMA QUE LULA NÃO SÓ SABIA COMO COMANDAVA A CORRUPÇÃO NA PETROBRAS. DUQUE TAMBÉM ABRE O BICO E LULA SE INTERNA NO SÍRIO LIBANÊS PARA CHECK-UP NESTE SÁBADO.



Desta feita uma série de eventos que tiveram início com o impeachment da Dilma, começam a espocar por todos os lados que confluem para a Operação Lava Jato. Ontem a Justiça de São Paulo encaminhou o processo do tríplex de Lula para o Juiz Sergio Moro.

Já nesta sexta-feira, o ex-senador Delcídio do Amaral, abriu o bico em alto e bom som para os procuradores da Lava Jato em Curitiba. Segundo ocolunista do site de O Globo, Lauro Jardim, o Delídio passou dois dias em Curitiba.

Diz o jornalista: Delcídio Amaral passou dois dias em Curitiba, quarta-feira e ontem, depondo na Justiça Federal. O assunto do depoimento era apenas um: Lula. Delcídio afirmou que Lula não só sabia como comandava o esquema de corrupção na Petrobras durante o seu governo.

Por sua vez o site O Antagonista adianta que o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque que se encontra preso em Curitiba, também resolveu abrir o bico e promete entregar Lula de bandeja para a Justiça.

E, para concluir, o Lauro Jardim de O Globo revela que Lula se internará amanha, sábado, cedo no hospital Sírio-Libanês para fazer um check-up. O último foi feito no início do ano.

Ainda bem que lula é "imortal" e continuará com a sua saúde perfeita para responder aos inquéritos da Lava Jato. Ele e sua esposa já estão indiciados.

Esta é a semana que que não quer terminar...


04 de setembro de 2016
in aluizio amorim

OS RALOS DA CORRUPÇÃO PARA O PROJETO DE PODER PETRALHA

FARRA DAS DIÁRIAS PAGAS A APANIGUADOS DO PT NOS GOVERNOS DE LULA E DILMA TOTALIZA R$ 8,5 BILHÕES



A orgia de gastos dos governos de Lula e Dilma começam a vir à tona. E vão surpreender. Mas quando tudo vier à tona os brasileiros verão o que nunca viram em todas as suas vidas: o esbanjamento de dinheiro público de forma jamais vista em qualquer país do mundo.

O jornalista Cláudio Humberto, do site Diário do Poder, revela em postagem neste domingo uma pontinha da tungada nos cofres públicos pelos psicopatas e ladravazes do PT. Trata-se de dinheiro público pertencente a todos os brasileiros que vão parar nas burras estatais por conta do recolhimento de impostos e consumo de produtos fornecidos por estatais como energia elétrica e combustível automotivo, entre outros.


Cabe ao Presidente Michel Temer promover uma ampla auditoria e publicar tudo. Leiam:
Os governos de Lula e Dilma gastaram mais de R$ 8,5 bilhões em diárias para servidores do Executivo, nos 13 anos e 4 meses de gestão petista. Em 2004, Lula acrescentou R$ 385,6 milhões aos ganhos dos servidores com diárias, que atingiram R$ 1,08 bilhão em 2010. Dilma não estancou a sangria, que seguiu no mesmo patamar. 
Do início do 2º mandato de Dilma até maio, as diárias nos custaram R$ 803 milhões. 
A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Os gastos com diárias para funcionários do governo federal atingiram R$ 1 bilhão em 2010 e 2014, quando Dilma disputou eleições.
Somente em 2016, até ser afastada pelo Congresso, o governo Dilma distribuiu R$ 104,7 milhões em diárias.
Dilma, no seu primeiro mandato, aumentou os gastos com diárias, em média, em 12,3% todos os anos. 
Do site Diário do poder

04 de setembro de 2016
in aluizio amorim

A TRAMÓIA...


UMA IMAGEM DEPRIMENTE...


04 de setembro de 2016

O CINISMO DOS GOLPISTAS



Herdeiros da tradição autoritária, os petistas perderam o governo, mas jamais resistirão à tentação que sempre tiveram: realizar no Brasil um governo nos moldes populistas autoritários da vizinhança bolivariana. Não conseguiram, mas não desistirão. Artigo de Rodrigo Constantino, publicado na Istoé:

Foi um martírio acompanhar a sessão extraordinária do Senado para o julgamento do impeachment, mas muitos o fizeram cientes de que era um último sacrifício antes de se livrar de vez de Dilma. No ato final dessa ópera bufa, ficou claro que nada mudaria: o cinismo é mesmo a marca registrada do PT. A começar pelo vitimismo. O partido que destruiu nossa economia, prejudicando principalmente os mais pobres, e que se lambuzou no poder com as empreiteiras, continuou bancando a vítima das “elites” e se dizendo defensor dos pobres. É muita cara de pau fingir que os últimos treze anos não existiram para insistir na retórica de eterna oposição ao sistema.

Petistas são incapazes de pedir desculpas, de reconhecer erros, de admitir a realidade. Culpam sempre bodes expiatórios por suas trapalhadas. São incapazes de um debate civilizado. Precisam demonizar o adversário, quando não partem diretamente para a intimidação, ou usam seus “movimentos sociais” para tocar o terror nas ruas. Eles dizem defender a democracia, mas apoiam os piores ditadores da história, e flertam abertamente com o modelo venezuelano. Alguns senadores de oposição foram duros com Dilma e seu partido, mas em geral fazem concessões indevidas, respeitando o passado de Dilma (o de guerrilheira comunista?), recusando-se a apontar claramente quem é o golpista nessa história toda.

O golpe veio e vem do PT, na tentativa de comprar o Congresso, de calar a imprensa, de aparelhar o STF, ao fazer terrorismo durante as eleições, praticar estelionato eleitoral, usar a máquina estatal para a compra de votos. O PT nunca teve apreço pela democracia, e isso está bem claro. Encara a eleição como uma farsa para chegar ao poder e lá ficar com meios ilegítimos.

O Brasil respira aliviado ao virar essa triste página. Mas precisa estar atento aos herdeiros do petismo, desse cinismo justificado pela ideologia socialista. Esse golpe fracassou. Mas outras tentativas virão.



04 de setembro de 2016
in orlando tambosi

EUROPA: EM UMA GERAÇÃO ESTARÁ IRRECONHECÍVEL PERANTE OS PADRÕES ATUAIS. A DECADÊNCIA É PRATICAMENTE IRREVERSÍVEL



Sai o velho, entra o novo... A Europa, conforme vai envelhecendo, já não renova suas gerações e em seu lugar saúda o ingresso de um enorme contingente de migrantes provenientes do Oriente Médio, África e Ásia que irão substituir os europeus nativos e que trarão culturas com valores radicalmente diferentes em relação a sexo, ciência, poder político, cultura, economia e a relação entre Deus e o homem.

Em uma geração a Europa ficará irreconhecível.

Mortes excedendo nascimentos podem parecer ficção científica, mas já são a realidade da Europa. Simplesmente aconteceu. 
No ano de 2015 houve 5,1 milhões de nascimentos na União Europeia, ao passo que 5,2 milhões de pessoas morreram, significando que a UE pela primeira vez na história moderna registrou um crescimento vegetativo negativo.
Os dados foram divulgados pela Eurostat (departamento que cuida da estatística da União Europeia), responsável pelo recenseamento da população europeia desde 1961. 
Portanto é imbuída de caráter oficial.

Há mais revelações surpreendentes: a população europeia aumentou ao todo de 508,3 milhões para 510,1 milhões. Imagina por quê? A população de imigrantes aumentou aproximadamente em 2 milhões de habitantes em um ano, enquanto a população autóctone da Europa foi encolhendo. 
É a substituição de uma população. A Europa perdeu a disposição de manter ou aumentar a sua população. A situação é tão grave em termos demográficos quando da Peste Negra do século XIV.

Esta transição é o que o demógrafo britânico David Coleman descreve em seu estudo "Imigração e Substituição Étnica em Países de Baixa Fertilidade: Terceira Transição Demográfica." A taxa de natalidade suicida da Europa, combinada com os imigrantes que se multiplicam rapidamente, irá transformar a cultura europeia. O declínio da taxa de fertilidade dos europeus autóctones coincide, na realidade, com a institucionalização do Islã na Europa e a "reislamização" dos muçulmanos que lá residem.

Em 2015 Portugal registou a segunda menor taxa de natalidade da União Europeia (8,3 por 1.000 habitantes) e crescimento natural negativo de -2,2 por 1.000 habitantes. Qual país da UE teve a menor taxa de natalidade? A Itália. Desde o "baby boom" dos anos 1960, o país famoso pelas suas famílias com um grande número de pessoas, a taxa de natalidade caiu pela metade. 
Em 2015 o número de nascimentos caiu para 485.000, menos do que em qualquer ano desde que a Itália moderna foi estabelecida em 1861.

A Europa Oriental já apresenta "a maior perda de população da história moderna", a Alemanha ultrapassou o Japão e já conta com a menor taxa de natalidade do mundo, segundo a média dos últimos cinco anos. Tanto na Alemanha quanto na Itália os decréscimos foram especialmente dramáticos, para -2,3% e -2,7% respectivamente.

Há empresas que não estão mais interessadas nos mercados europeus. A Kimberly-Clark, que fabrica as fraldas Huggies, saiu da maior parte da Europa. O mercado simplesmente não é rentável. Enquanto isso, aProcter & Gamble, que produz as fraldas Pampers, tem investido no negócio do futuro: fraldas geriátricas.

A Europa está ficando cinzenta; é possível sentir toda a tristeza de um mundo que se exauriu. Em 2008 os países da União Europeia viram o nascimento de 5.469.000 crianças. Cinco anos mais tarde, havia quase meio milhão a menos, ou seja 5.075.000 -- uma retração de 7%. As taxas de fertilidade não têm só caído em países com economias que estão encolhendo como a Grécia, mas também em países como a Noruega que saíram, pode-se dizer, ilesos da crise financeira.

Conforme ressaltou recentemente Lorde Sacks "a queda da natalidade pode ser o prenúncio do fim do Ocidente". A Europa, conforme vai envelhecendo, já não renova suas gerações e em seu lugar saúda o ingresso de um enorme contingente de migrantes provenientes do Oriente Médio, África e Ásia que irão substituir os europeus nativos e que trarão culturas com valores radicalmente diferentes em relação a sexo, ciência, poder político, cultura, economia e a relação entre Deus e o homem.

Os liberais e os secularistas tendem a ignorar a importância das questões demográficas e culturais. É por esta razão que os alertas mais contundentes vêm de alguns líderes cristãos. O primeiro a assinalar esta tendência dramática foi o grande missionário italiano Padre Piero Gheddo, explicando que, devido à queda nas taxas de natalidade e à apatia religiosa, o "Islã mais cedo do de se imagina conquistará a maior parte da Europa". Outros manifestaram a mesma opinião, como o cardeal libanês Bechara Rai, que está à frente dos Católicos Orientais, que estão alinhados com o Vaticano. Rai alertou que "o Islã irá conquistar a Europa através da fé e da taxa de natalidade". 
O Cardeal Raymond Leo Burke acaba de fazer um alerta semelhante.

De agora em diante, em uma geração, a Europa ficará irreconhecível. Em grande parte as pessoas na Europa parecem ter a sensação de que a identidade da sua civilização está ameaçada principalmente por um liberalismo descabido, uma ideologia dissimulada de liberdade, que quer desconstruir todos os laços que unem o homem à sua família, sua origem, seu trabalho, sua história, sua religião, sua língua, sua nação, sua liberdade. 
Ela parece vir de uma inércia que não se importa se a Europa irá triunfar ou sucumbir, se a nossa civilização irá desaparecer, se afogar em meio ao caos étnico ou se será atropelada por uma nova religião vinda do deserto.

Segundo explica o jornal Washington Quarterly, a combinação fatal da queda nas taxas de natalidade na Europa e a ascensão do Islã já tiveram consequências significativas: a Europa se transformou em uma incubadora de terrorismo; criou uma nova forma de antissemitismo virulento e mortal; uma virada política para a extrema-direita; experimentou a maior crise de autoridade da União Europeia e testemunhou uma reorientação da política externa desde a retirada da Europa do Oriente Médio.

O suicídio demográfico não é apenas experimentado, ao que parece, é desejado. A burguesia xenófila europeia, que hoje controla a política e a mídia, ao que tudo indica, está imbuída de um racismo esnobe e masoquista. 
Eles se voltaram contra os valores da sua própria cultura judaico-cristã, combinada com uma visão alucinógena, romantizada dos valores de outras culturas. 
O triste paradoxo é que os europeus estão importando grandes contingentes de jovens do Oriente Médio para compensar suas opções de estilos de vida.

Um continente agnóstico e estéril -- privado de seus deuses e filhos porque os baniu -- não terá forças para combater ou assimilar uma civilização de devotos e jovens. O fracasso de conter a transformação que se avoluma no horizonte parece estar do lado do Islã. O que estamos presenciando são os últimos dias de verão?

*Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

Europa: a substituição de uma população

Publicado no site do Gatestone Institute.



Tradução: Joseph Skilnik
Julio Meotti
in blog do navarro

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2016/09/europa-em-uma-geracao-estara.html


O DIA SEGUINTE

BRASÍLIA - Após nove meses de processo, o Senado condenou Dilma Rousseff ao impeachment. A primeira mulher a governar o país virou um retrato na galeria de ex-presidentes. Sua cadeira foi ocupada por Michel Temer, o vice que articulou uma aliança parlamentar para derrubá-la.

Pela terceira vez, o PMDB chega ao Planalto sem passar pelas urnas. O novo presidente deve o cargo aos 61 senadores e 367 deputados que o alçaram ao poder. Sem a força do voto popular, terá que saciar os apetites do Congresso para enfrentar a recessão e cumprir a promessa de "recolocar o Brasil nos trilhos".

A agenda econômica será o principal desafio do dia seguinte ao impeachment. Temer perdeu a desculpa da interinidade, sacada para justificar cada concessão à gastança. Se não aprovar reformas em tempo hábil, ele corre o risco de ser abandonado pelos mesmos atores que patrocinaram sua ascensão ao governo.

A superação da crise é a única saída para o novo presidente se tornar menos impopular que a antecessora. A boa vontade do mercado não resolverá tudo. O Planalto terá que obter apoio da sociedade a seu plano, que prevê cortes de direitos trabalhistas e redução do gasto social.

A aposta em "medidas impopulares" pode reagrupar a esquerda, que buscava uma bandeira para ressurgir das cinzas deixadas por Dilma. Ela sugeriu um mote no discurso de despedida, ao prometer uma oposição "firme, incansável e enérgica" ao "governo golpista".

Entre muitas incertezas pela frente, está o futuro da Lava Jato. Num diálogo famoso, dois barões do PMDB defenderam a queda da presidente como um atalho para frear a operação, que ameaça implodir os maiores partidos brasileiros. "Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", disse Romero Jucá.

Dos 13 senadores investigados, 10 votaram pelo impeachment. Os próximos meses mostrarão se eles se iludiram ou se estamos diante de um "grande acordo nacional".



04 de setembro de 2016
Bernardo Mello Franco, Folha de SP