"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

QUEM É QUE AINDA ACREDITA QUE O FGTS EXISTE EM DEFESA DO TRABALHADOR?




Charge do Gilberto, reprodução da Gazeta do Povo




















É impressionante que ainda exista quem possa acreditar que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) tenha sido criado na ditadura pelo então ministro Roberto Campos em defesa do trabalhador. Na verdade, trata-se de um roubo sobre a poupança do trabalhador, já que rende juros que equivalem à metade do que paga a poupança, que também não chega nem a repor o que a inflação consome. Portanto, o FGTS serve mesmo é como fonte de recursos administrados pela Caixa Econômica Federal para os políticos corruptos meterem a mão.
É isso mesmo. Na verdade, o FGTS só é bom para esses políticos corruptos e para os pelegos sindicais, pois não serve aos empresários, que não podem nem pensar em atrasar os recolhimentos, já que é complicado conseguir parcelamento dos débitos, e muito menos serve aos trabalhadores, as maiores vítimas.
Em suma, o sistema do FGTS tem que ser totalmente repensado, assim como muitos dos supostos direitos dos trabalhadores, que de nada servem para quase 12 11 milhões de desempregados.
MUITA COISA ERRADA – Está na hora de discutir o que realmente existe de errado no Brasil, problemas que não podemos continuar atribuir à CIA nem aos americanos, em denúncias de uma pobreza intelectual de fazer dó, coisa típica de vagabundos intelectuais.
Para falar a verdade, tenho muito mais medo dos supostos defensores dos direitos sociais do que dos assumidamente pró-mercados. Como exemplo disso, estamos assistindo à história dos empréstimos consignados, generosamente concedidos a aposentados, pensionistas e funcionários públicos.
Primeiro, se faz um arrocho nos salários e nas aposentadorias, depois abre-se crédito farto para que cidadãos endividados se enforquem cada vez mais e tenham descontados no contracheque as prestações obrigatórias. E tudo isso para ajudar a manter um projeto criminoso de poder, de um governo supostamente dos trabalhadores.
CONCLUINDO – Basta então dessa conversinha, desse papinho furado dos esquerdopatas, que alegam lutar pelos direitos sociais. Na realidade, eles só pensam no projeto (criminoso) de poder e em se locupletarem.O pouco que se descobriu até agora mostra o ex-ministro Paulo Bernardo ter enriquecido mais de 7 milhões de reais só com os pixulecos das maracutaias do consignado.
Trata-se de fatos concretos e irrefutáveis. A libertação de Paulo Bernardo foi uma ofensa aos cidadãos de bem que ainda existem neste país.

08 de agosto de 2016
Willy Sandoval

ENTENDA POR QUE O PODER PÚBLICO TEM TANTA DIFICULDADE AO ENFRENTAR A CORRUPÇÃO



Charge do junião (juniao.com.br)


















No paraíso da corrupção chamado Brasil, existem vultosos valores em disputa dentro do campo de processos judiciais ou administrativos. Para defender os grandes empresários, são contratados escritórios que possuem 50 ou mais advogados de alto nível e muito bem instalados. Entre esses profissionais do Direito, pelo menos dez deles são excelentes, capazes de elaborar peças jurídicas que transformam culpados em inocentes, devedores em credores.
Para tais advogados, receber mensalmente R$ 100 mil ou mais faz parte da rotina. Causas milionárias, honorários milionários. Quase sempre ganham as causas, porque do outro lado do balcão existe apenas um advogado representando o respectivo órgão público, que quase sempre trabalha solitariamente em nome do Estado, sem a mesma estrutura desses poderosos escritórios privados. É por isso que o poder público acaba perdendo tantas causas milionárias ou bilionárias.
Se os adversários desses grandes escritórios não tiverem paz de espírito, representada por um mínimo de estrutura e estabilidade financeira, se estiverem a perigo, ainda que não sejam facilmente corrompíveis, não serão capazes de enfrentar em igualdade de condições seus ex-adversos.
ESTRUTURA – Os advogados que defendem órgãos públicos precisam de livros atualizados, de computadores que funcionem bem, com ligação permanente à internet e com boa velocidade, assim como necessitam de pessoas que se encarreguem de certos aspectos de sua vida pessoal, porque não há tempo para dedicação a afazeres domésticos.
Muitos deles são obrigados a varar madrugadas e fins de semana, buscando solução para processos milionários que envolvem o poder público. Em caso de vitória, não recebiam os chamados ônus de sucumbência, pagos pela parte perdedora e que os advogados particulares recebem normalmente.
Mas agora o Congresso aprovou uma mudança na legislação, que deve ser sancionada pelo presidente Temer, para que os advogados do poder público passem a receber os ônus de sucumbência, sem nenhum prejuízo aos cofres estatais. A notícia está tendo forte reação, porque os beneficiários da corrupção sonham em manter um corpo estatal mal pago, sem preparo e indigente, porque assim fica mais fácil garantir a impunidade de seus atos criminosos, aí incluídas as anulações de débitos e a constituição de créditos favoráveis ao Estado.
A mudança na lei representa um grande avanço no combate à corrupção e à sonegação tributária, mas na mídia não houve maior repercussão desses aspectos altamente positivos.

08 de agosto de 2016
Oigres Martinelli

SOBRE A NATUREZA DO FANATISMO


A verdade do fanático religioso foi determinada por deus, o seu deus, por meio da revelação. 
Não se trata de uma grande verdade a que se chega após uma longa trajetória racional, nem de uma pequena verdade, fruto de um achado, um palpite, uma opinião. 
Trata-se da Verdade (assim, com V maiúsculo), e como tal, não é passível de discussão. Afinal, como simples mortais poderiam questionar verdades com origem divina?

O detentor da verdade religiosa não apenas acredita nela com toda intensidade, como acha que deve impô-la aos outros, aos incréus, aos céticos. No limite, impor uma verdade é uma obrigação do crente, já que ele estará salvando aquele que não acreditava e passa a crer. Ou, se o outro não tiver salvação, punindo-o. 
Obrigar o outro a acreditar em sua verdade não lhe parece uma atitude autoritária, mas uma obrigação moral. Mesmo que o outro não tenha vontade de receber a sua verdade. Mesmo que seja necessário matar o outro para que não peque mais.

Crimes em nome da religião, de religiões, ocupam muito espaço na história. O próprio mundo ocidental e cristão, que hoje é vítima de fanáticos islâmicos, não tem muitos motivos para se orgulhar das Cruzadas (que sob o pretexto de salvar a Terra Santa dos infiéis matava toda espécie de vida que passava à frente de suas tropas), ou da Inquisição (que em nome da fé mandou para a fogueira um sem número de praticantes de outras crenças, além de dificultar o crescimento das forças produtivas na Espanha e em Portugal).

Alguém poderá argumentar, com aparente razão, que o fanatismo racista de Hitler, ou o fanatismo ideológico de Stalin também provocaram milhões de sacrifícios humanos. Vejo, contudo, muito do fanatismo religioso entre os seguidores desses líderes, que os tinham como verdadeiros deuses. 
A verdade dos nazistas era dogmática, não racional. 

Do contrário, como entender que um povo tão evoluído culturalmente como o alemão pudesse ter aceitado nas ideias nazistas que ensinavam que o mais idiota dos loiros de olhos azuis, só por ser ariano (seja lá o que isto possa significar) era de uma "raça" superior a, por exemplo, Albert Einstein, um judeu? O mesmo pode se dizer dos seguidores de Stalin, que duvidaram durante décadas da imensidão dos seus crimes em nome de um socialismo altamente discutível.

Negar a existência de fanáticos religiosos entre os autodenominados soldados de Alá é ingênuo. Lá estão eles, matando de forma indiscriminada e contando com uma vida futura plena de alegria para si. Não fosse o seu fanatismo não matariam e nem morreriam em nome de uma suposta verdade indiscutível: a deles.

Contudo, há um outro tipo social que tem participado dos atentados terroristas perpetrados particularmente na França. Podemos observar que fazem parte da tropa de choque dos agrupamentos de fanáticos de inspiração islâmica grupos ressentidos com o ocidente, não tanto por negarem valores desse mesmo ocidente (apesar de seu discurso nessa direção), mas por não terem tanto acesso quanto gostariam aos produtos e serviços que os cidadãos dos países mais desenvolvidos usufruem. 

Quando afirmam não serem bem aceitos em sociedades como a francesa não estão clamando pela filosofia de Descartes, poemas de Baudelaire, ou peças de Molière, mas por roupas de grife, automóveis modernos e celulares do ano. 
"Se não me dão vida boa, também eles não terão vida boa", parece ser o seu lema. Antigamente, a presença de árabes e islâmicos na cultura francesa era importante, mas parece que isto já não ocorre mais e não se pode atribuir apenas à xenofobia essa dificuldade. 

A tão propalada incorporação dos imigrantes mais recentes à cultura francesa tem se resumido, na maioria dos casos, ao esforço para mudar de patamar de consumo, de preferência mantendo algumas características do grupo, como a discriminação das mulheres. 
Os que não conseguem se tornar bons consumidores se tornam fortes candidatos a terroristas.

É importante lembrar que, desde o começo, Hitler foi bastante apoiado pela camada lúmpen da população alemã, marginalizados, desempregados, desajustados, ressentidos. 

Gente que saiu batendo em adversários políticos, pichando vitrines de lojas, incendiando templos religiosos, sentindo-se poderosos por fazer parte de um grupo, eles que antes não se sentiam pertencentes a nada. Fanáticos e ressentidos fazem uma mistura explosiva. Literalmente.

08 de agosto de 2016
Jaime Pinsky
Historiador e editor, professor titular da Unicamp, organizador do livro Faces do fanatismo

VENEZUELA AFUNDA NA VIOLÊNCIA E EM RUÍNA QUE SÓ TEM PARALELO NA SÍRIA


Há algum país no mundo em que as pessoas sentem-se mais inseguras do que na Síria, em multifacetada guerra civil há cinco anos? Existe, sim. Fica na esquina norte do Brasil e chama-se Venezuela, como você já adivinhou.

Segundo o site InSight Crime, a porcentagem de sírios que se sentem seguros é de 32%; ao passo que na Venezuela a sensação de segurança é percebida por apenas 14%, pior índice dos países pesquisados.

Não é que os venezuelanos sejam paranoicos. Eles se sentem inseguros porque a violência escapou completamente do controle das autoridades. Já faz tempo que é assim, mas, em julho, atingiu-se um nefando recorde: ao correspondente caraquenho do Instituto Médico Legal chegaram, no mês passado, 535 cadáveres vítimas de crimes.

Dá, portanto, 17 cadáveres por dia, o que só confirma a capital venezuelana como a mais violenta do mundo. Para comparação: são 119 homicídios par­a cada 100 mil habitantes, quando em São Paulo, que não é exatamente uma Suíça em matéria de segurança, o índice é um décimo, aproximadamente, do registro de Caracas.

Aliás, no citado levantamento da InSight Crime, no que a publicação chama de Índice da Lei e da Ordem, o Brasil fica com 57 pontos em uma classificação que vai de 0 (péssimo) a 100 (ótimo). A Venezuela também é a última colocada, com 35.

Não é à toa, portanto, que os venezuelanos fujam em massa do país: segundo estudo do Centro de Pesquisas Pew, referência na área, 10.221 venezuelanospediram asilo nos Estados Unidos apenas entre outubro de 2015 e junho passado. É três vezes mais do que os 3.810 que fizeram idêntico pedido no mesmo período um ano antes.

É tal o desespero que os venezuelanos buscam não apenas o suposto paraíso americano, mas até países mais pobres, em teoria, do que a própria Venezuela.

O Equador, por exemplo, registrou em junho e julho 2.000 entradas de venezuelanos em fuga do inferno em seu país. Em geral, trata-se de descendentes de equatorianos que, nos anos de bonança na Venezuela, fugiram da pobreza no Equador. Agora que a bonança deu lugar a uma crise que só países em guerra chegam a conhecer, fazem o percurso inverso.

É um sinal claro (apenas mais um, aliás) que indica o redondo fracasso do chamado "socialismo do século 21". Há outros sinais, talvez ainda mais dramáticos: a agência de notícias Reuters relata que crescente número de mulheres jovens recorre, a contragosto, à esterilização, para evitar as agruras da gravidez e da criação de filhos em um país em crise tão infernal.

Explica a agência: "Contraceptivos tradicionais, como preservativos e pílulas anticoncepcionais, praticamente desapareceram das prateleiras, empurrando as mulheres rumo à cirurgia de difícil reversão".

Dá para censurar os governos de Argentina, Brasil e Paraguai, que se recusam a passar a Presidência do Mercosul a essa ruína irremediável?

Espantoso é que a esquerda brasileira silencie ou, pior, defenda um modelo que é o mais redondo fracasso. Torna-se inexoravelmente sócia do fracasso.

08 de agosto de 2016
Clovis Rossi, Folha de SP

PROFISSIONAL DA INOCÊNCIA

Ao contrário dos outros partidos, que buscam convencer o eleitorado de que nasceram para governar em benefício de toda a sociedade, o Partido dos Trabalhadores afirma que veio para governar em benefício dos que são explorados e oprimidos pelos ricos.

A realidade mostrou que a coisa não é bem assim. De fato, os governos petistas, tanto o de Lula quanto o de Dilma, implementaram programas em benefício da parte mais carente da população. Ao mesmo tempo, aliaram-se a grande empresários com o propósito de usar recursos públicos para permanecer no poder.

Esse é um projeto fadado, cedo ou tarde, ao fracasso, uma vez que não investe nos setores fundamentais da economia e, sim, num projeto demagógico que termina por levar à carência do crescimento e à crise econômica, como ocorreu aqui no Brasil. É próprio desse tipo de governo populista convencer, sobretudo os setores carentes do eleitorado, de que toda a crítica que lhe fazem advém daqueles que odeiam os pobres e querem manter a desigualdade social.

Seria essa a razão das críticas aos governos petistas. Lula chegou ao ponto de afirmar que o mensalão nunca houve, foi uma invenção as imprensa. Disse isso muito embora José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares –altos dirigentes do PT– tenham sido julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Não por acaso o PT tornou-se conhecido como o partido da mentira, mesmo porque não encontra outro modo de escafeder-se das sucessivas acusações que lhe são feitas –não pela imprensa, que apenas as divulga–, mas pelos órgãos do Estado brasileiro, encarregados de apurar a corrupção e punir os corruptos.

Pode alguém, em sã consciência, acreditar que, da Polícia Federal à Procuradoria Geral da República, o Ministério Público e até mesmo o Supremo Tribunal Federal, enfim, todos os órgãos policiais e judiciais, todos, sem exceção, participem de um conluio para perseguir a Lula, Dilma e os petistas em geral? Pode alguém acreditar nisso?

Claro que não. Sucede que não é isso o que preocupa Lula e sua turma. Eles não pretendem convencer o povo brasileiro em geral: tudo o que dizem e fazem tem por objetivo o seu eleitorado, os aliciados pelo PT, pois sabem muito bem que, com suas mentiras, não convencem o povo em geral, mas convencem os que rezam por sua cartilha.

Por isso, não importa se você ou eu não acreditamos que o impeachment seja ou não um golpe: importa, isso sim, que seu eleitorado acredite no que dizem e continue votando no PT. Sim, porque, se ele muda de ideia e acredita na verdade, será o fim de Lula e seu partido.

E é com esse mesmo propósito que, para surpresa geral, Lula recorreu à Organização das Nações Unidas, alegando ser vítima de abuso de poder da parte do juiz Sérgio Moro. A rigor, o que significa semelhante recurso a um órgão internacional da importância da ONU?

Significa, implicitamente, afirmar que os órgãos responsáveis pela aplicação da Justiça, no Brasil, não têm isenção para aplicá-la. Consequentemente, para que Lula tenha seus direitos de cidadão respeitados, torna-se necessária a intervenção daquela entidade internacional. Ou seja, como no caso do mensalão e do petrolão, ele continua sendo acusado injustamente.

Trata-se, na verdade, de um disparate, mesmo porque a ONU só intervém em tais casos depois que são esgotados todos os recursos judiciais do país onde o problema ocorre. O que não é o caso de Lula, que nem réu ainda era quando impetrou o tal recurso.

A conclusão a que inevitavelmente temos de chegar é que Lula, sabendo da improcedência de tal recurso, usou-o para se fazer de vítima em vez de culpado, o que o obrigaria a explicar-se diante de seus eleitores. Em suma, não importa se é tudo uma farsa e que você e eu saibamos disso: importa é que os petistas acreditem nele e continuem a tê-lo como o defensor dos explorados. E do Marcelo Odebrecht também?



08 de agosto de 2016
Ferreira Gullar, Folha de SP

MARCO ANTONIO VILLA ESCULACHA LULA! FORTES CRÍTICAS AO EX-PRESIDENTE

RESPOSTA A PAULO HENRIQUE AMORIM SOBRE LULA

LULA RÉU E O PRINCÍPIO DA AÇÃO MALIGNA

LULA LINCHA OS BRASILEIROS NA ONU

PRETA GIL E A SOCIEDADE DOENTIA

QUEM É MARIO SCHMIDT?


O autor brasileiro recordista em vendas com livros de História distribuídos pelo MEC é um completo desconhecido com uma biografia ridícula.

O projeto de lei “Escola Sem Partido” vem tirando o sono de gente poderosa da esquerda nacional. O projeto, longe de ser, como alardeia a imprensa, uma “lei da mordaça” ou uma “volta à ditadura”, prevê tão somente a afixação de um cartaz orientando os alunos, pais e professores sobre o grave problema da propaganda político-partidária em sala de aula. É uma lei que visa a orientação, não a punição ou censura.

Um dos casos mais emblemáticos dessa doutrinação é o do livro didático “Nova História Crítica”, de Mario Schmidt, distribuído aos alunos das escolas públicas durante quase uma década – de 1998 a 2007, quando foi reprovado pelo MEC não por conta de seu conteúdo distorcido, mas por uma lei que obriga os autores de livros didáticos a ter curso superior completo.

Em 1998, Olavo de Carvalho no Jornal da Tarde já alertava sobre a deturpação dos fatos históricos e o gritante viés ideológico contidos nesse livro. A beautiful people acadêmica, midiática e cultural fingiu não ouvir o alerta e dez milhões de exemplares do livro foram comprados pelo MEC e usados para deformar as mentes de milhões de jovens.

Trecho do livro mais vendido do Brasil.

Em 2007, quando o livro já havia sido reprovado e não era mais comprado, o jornalista Ali Kamelrevelou em um artigo algumas frases do livro. Desta vez, o caso ganhou visibilidade. O blogueiro petista Luis Nassif saiu logo em defesa do livro. A editora respondeu por meio de uma nota. Reinaldo Azevedo também tratou do assunto.

Nesses 18 anos, muito já foi dito sobre o livro e seu conteúdo, não vamos repisar aqui tudo isso. O problema é que, embora muito tenha sido dito, nada foi apurado e a recente discussão sobre o projeto Escola Sem Partido trouxe à tona uma questão:

Como o autor de livros mais vendido no Brasil, em sentido literal e figurado, pode ser uma incógnita? Ninguém o conhece, ninguém sabe, ninguém viu. Ele não tem um blog, não dá aulas, não escreve.


Segundo o autor, os aviões do 11 de setembro foram pilotados por odiosos leitores de Thomas Sowell e Roger Scruton.

Sua biografia na Wikipédia afirma que ele tem rating registrado na Federação de Xadrez do RJ. Aí, curiosamente, o link de referência está errado e cai num blog nada a ver. No site oficial da Fexerj o nome dele não está entre os 661 registros de rating.

Quem sabe se procurarmos uma foto dele? No Google Imagens, nenhuma foto corresponde ao “famoso escritor”.

Voltando à Wikipédia, a biografia do maior best seller brasileiro, autor de um livro só, descartando irrelevâncias como ter sido colega de alguns integrantes do Casseta e Planeta, pode ser resumida assim:

“Em 1977 ingressou na Escola de Engenharia da UFRJ. Não concluiu o curso. Em 1984, também na UFRJ, ingressou no curso de Filosofia. Mais uma vez abandonou as aulas sem se formar. Foi professor de cursos pré-vestibulares em Niterói.”

Apelamos para o Youtube. Pesquiso “mario schmidt”, “mario schmidt brasil”, “mario schmidt educação”, “mario schimidt”. Nada. Procurando no Facebook, nada, mais uma vez. Nem adianta procurar no Lattes pois, segundo sua biografia, ele não concluiu a faculdade.

Por incrível que pareça, a única referência pública que encontramos sobre Mario Schmidt foi no site FiliaWeb, que mostra que existe uma pessoa de nome Mário Furley Schmidt filiada ao PT desde 1981.


Faça o teste: pesquise na internet o nome de alguém que fez alguma coisa pública. Você vai encontrar alguma coisa. Como pode não haver nenhuma referência em foto ou em vídeo do, segundo a Wikipédia, “conhecido escritor brasileiro” Mario Schmidt?

O mega best seller Paulo Coelho, que vendeu 150 milhões de livros no mundo inteiro, fica atrás do desconhecido Mario Schmidt, no Brasil. São 4 milhões de exemplares (de vários títulos) vendidos por Coelho contra 10 milhões do único livro escrito pelo anônimo Mario Schmidt.

Por que ele se esconde? Por que quem sai em sua defesa são sempre terceiros, como Luis Nassif ou sua editora, nunca ele mesmo? Como é possível não encontrarmos ao menos um texto de blog, uma foto, um vídeo, uma entrevista sua?

Para variar, vivemos no Brasil a nossa própria versão surrealista de uma distopia. Enquanto no romance de Ayn Rand as pessoas perguntavam-se “quem é John Galt?”, aqui perguntamos “Quem é Mario Schmidt?”, com a diferença de que, se um representa a redenção de uma sociedade, o outro é o sintoma de um grande esquema de doutrinação ideológica contido num projeto de poder político que se estende por décadas, ou seja, é a própria perversão da sociedade.



Créditos à sensacional Caneta Desesquerdizadora.

Tal campanha de doutrinação existe, está em plena atividade e não de depende de um partido político em particular. É justamente por isso que vemos os partidos de esquerda, toda a grande mídia, o ambiente acadêmico e cultural aliando-se desesperadamente contra o Escola Sem Partido. Perder a possibilidade de transformar jovens em massa de manobra seria um golpe fatal ao comuno-fascismo tupiniquim.

08 de agosto de 2016
tom martins
in seno incomum


ACUSAÇÕES A TEMER, PADILHA E SERRA MOSTRAM A FORÇA DA DELAÇÃO DA ODEBRECHT


Serra, Padilha e Temer, atingidos diretamente pelas delações
Um fim de semana incendiário. Enquanto a pira olímpica mantinha acesa no Rio de Janeiro a esperança de um futuro melhor, Brasília pegava fogo, com labaredas que parecem incontroláveis e ameaçam destruir a reputação de grande parte da elite política nacional. O fogo começou quando a Veja divulgou que Marcelo Odebrecht, em seu depoimento de quinta-feira, contou que teve um encontro em Brasília com o vice Michel Temer e o deputado Eliseu Padilha, em maio de 2014, no Palácio Jaburu, quando ficou acertada uma doação em dinheiro vivo para o PMDB, ou seja, no caixa dois.
No sábado, o presidente e o chefe da Casa Civil imediatamente tentaram apagar o fogo e repeliram com veemência a denúncia, mas a reportagem de Daniel Pereira deixou claro que a doação ilegal poderá ser comprovada, porque ocorreu entre agosto e setembro de 2014 e está registrada na contabilidade do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, também conhecido como “Departamento da Propina”.
LANÇA-CHAMAS – No domingo, o incêndio se alastrou e atingiu as bases do ministro José Serra, com a Folha de S. Paulo divulgando em manchete a revelação de que houve doações ilegais da Odebrecht para a campanha presidencial dele em 2010, no valor de R$ 23 milhões (corrigido pela inflação do período, o valor atualmente equivale a R$ 34,5 milhões).
No caso de Serra, a acusação partiu de executivos da Odebrecht, que na semana passada deram depoimentos aos procuradores federais da Operação Lava Jato. A denúncia é gravíssima. As testemunhas revelaram que existem provas materiais contra o atual ministro do Exterior, porque uma parte da doação ocorreu em dinheiro vivo, mas foram arquivados recibos de depósitos bancários no Brasil e no exterior, em contas indicadas por Serra.
O clima em Brasília está sufocante, porque as revelações da Odebrecht envolvem outros ministros, governadores, deputados e senadores. Todos agora dependem de Marcelo Odebrecht, que vai detalhar o envolvimento de cada um dos 316 políticos cujos nomes constam das planilhas apreendidas em fevereiro pela Polícia Federal na casa do então presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, no Rio, durante a fase Acarajé da Lava Jato.
CONTROLE PESSOAL – Já se sabe que Marcelo Odebrecht dispõe dessas informações, porque supervisionava pessoalmente o “Departamento de Propinas”. Em recente depoimento ao juiz Sergio Moro, o executivo Marcos Paula Sabiá disse que o estratégico setor era dirigido por Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho (preso em março na 26ª fase da Lava Jato), que se reportava diretamente ao diretor-presidente Marcelo Odebrecht.
Na relação, surgem nomes de ministros do governo Dilma, senadores e deputados da antiga base aliada do PT e também da antiga oposição, que hoje é situação. Como esses 316 políticos estão filiados a 24 partidos, fica comprovado que a Odebrecht conseguiu comprar ou conquistar apoio e influência em todas as legendas hoje representadas no Congresso Nacional.
Mas existe a possibilidade de que nem todos os 316 políticos estejam envolvidos. Nos próximos depoimentos, Marcelo Odebrecht vai identificar quem é corrupto e ganhou propina, quem só levou dinheiro em caixa 2 de campanha e quem apenas recebeu patrocínio eleitoral, sem favorecimento aos negócios da empreiteira e suas subsidiárias.
###PS – Detalhe final: na lista dos 316 políticos, não constam os nomes de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas eles serão devidamente contemplados na delação de Marcelo Odebrecht, que também vai destruí-los – Lula, pelo conjunto da obra, incluindo palestras que jamais proferiu, além do sítio de Atibaia, BNDES e manutenção do Instituto Lula; e Dilma, pelo BNDES e caixa 2 da campanha de 2014. (C.N.)

08 de agosto de 2016
Carlos Newton