| 27 DE JULHO DE 2016 |
Este é um blog conservador. Um canal de denúncias do falso 'progressismo' e da corrupção que afronta a cidadania. Também não é um blog partidário, visto que os partidos que temos, representam interesses de grupos, e servem para encobrir o oportunismo político de bandidos. Falamos contra corruptos, estelionatários e fraudadores. Replicamos os melhores comentários e análises críticas, bem como textos divergentes, para reflexão do leitor. Além de textos mais amenos... (ou mais ou menos...) .
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
PERDÃO DE DÍVIDA DA ALSTOM (CARTEL DO METRÔ) POR ALCKMIN SERÁ INVESTIGADO
Charge do Jean Galvão, reprodução do Arquivo Google
O Ministério Público do Estado de São Paulo vai investigar o acordo pelo qual o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) perdoou dívidas de pelo menos R$ 116 milhões da multinacional francesa Alstom no âmbito de um contrato para fornecimento de um sistema de controle de trens para o Metrô. Como revelado pela Folha no domingo (24), a administração também aceitou que a Alstom entregue o sistema até 2021, com dez anos de atraso.
O acordo foi fechado no âmbito de uma arbitragem privada em janeiro deste ano. Atualmente, o Metrô passa por uma crise financeira. O contrato do produto da Alstom, que é denominado CTBC (Controle de Trens Baseado em Comunicação), já era alvo de um inquérito conduzido pelo promotor de Justiça Marcelo Milani.
A apuração teve início porque a implantação do CTBC vem apresentando problemas nas linhas do Metrô. A Promotoria chegou a recomendar a suspensão do contrato, mas o governo estadual não seguiu a sugestão do Ministério Público.
DOCUMENTAÇÃO – O promotor Milani afirmou que vai pedir ao governo toda a documentação referente ao acordo assinado em janeiro, uma vez que não foi comunicado sobre o assunto, e vai investigar se a medida não gerou danos aos cofres públicos.
“Não vejo sentido nesse acordo. O Metrô aplicou multas no limite máximo à Alstom em decorrência do contrato. Como agora perdoa essas multas?”, afirmou Milani. As multas aplicadas pelo governo à Alstom no contrato chegaram a R$ 78 milhões. “Também não é razoável que um contrato essencial para o Metrô sofra um atraso de dez anos”, completou.
De acordo com o promotor, o acordo é ilegal pois foi assinado no âmbito de uma arbitragem e não foi levado à apreciação do Poder Judiciário, além de não ter levado em consideração a recomendação da Promotoria.
PROPINODUTO TUCANO – A Alstom é alvo de uma série de processos e investigações pela suposta participação em esquemas de pagamento de propina para obtenção de vantagens em contratos de estatais paulistas de energia e de transporte, sempre em governos do PSDB.
Em nota, a Alstom afirmou que “a repactuação do contrato do CBTC foi aprovada por todos os órgãos competentes após rigorosa análise técnica, homologado pelo Tribunal Arbitral e pela Corte da Câmara de Comércio Internacional.
O governo estadual negou que haja ilegalidade no acordo pois a legislação brasileira sobre arbitragem não exige aprovação do Judiciário para esse tipo de composição.
“O interesse maior do Estado e do Metrô foi buscar a execução do contrato com a entrega e funcionamento do sistema de comunicação, que privilegia a segurança do usuário”, segundo o governo.
27 de julho de 2016
Flávio Ferreira
Folha
PIADA DO ANO: DONO DA DELTA ALEGA SER PERSEGUIDO PELAS OUTRAS EMPREITEIRAS
O empresário Fernando Cavendish afirmou, em sua defesa na Operação Saqueador, que a empreiteira Delta foi “responsável por uma economia milionária aos cofres públicos”. Cavendish e mais 22 investigados, entre eles o contraventor Carlinhos Cachoeira, são réus em ação penal por suposta lavagem de R$ 370 milhões.
O documento de defesa de Cavendish tem 60 páginas e é subscrito pelos advogados Antônio Sérgio de A. Moraes Pitombo, Julia Tomaz Sandroni, Daniel Ribeiro da Silva Aguiar e Felipe Padilha Jobim.
Um capítulo da peça, de 22 de julho, é intitulado “A verdade por trás do sucesso da Delta: alta competitividade aliada a preços praticados abaixo do mercado.” O trecho aponta para empreiteiras investigadas na Lava Jato.
“O crescimento da empresa a alavancou à sexta posição no ranking das maiores empresas de construção brasileiras. Durante essa época, entretanto, a Delta foi fortemente hostilizada pelas cinco maiores empreiteiras do país – as quais mantiveram um verdadeiro cartel e trouxeram inestimáveis prejuízos à Administração Pública, como descortinado pela Operação Lava-Jato -, sendo impedida de participar de projetos de grande porte”, diz o texto.
FORA DO CARTEL – “A restrição imposta é notória ao se analisar que, durante todo o tempo em que a empresa esteve entre as maiores do Brasil, não participou das grandes obras do país, nos segmentos de energia, hidrelétricas, metroviário, ferroviária, aeroportuário, portos e estaleiros e, principalmente, relativas a contratos com a Petrobras. O cartel formado pelas gigantes Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão não permitiu”, sustenta a defesa.
Os advogados de Cavendish são taxativos. “A razão dos entraves criados à companhia do requerente (Fernando Cavendish) residia na sua diferenciada forma de atuação, baseada em preços extremamente competitivos e capacidade operacional diferenciada, desvinculando-se da cultura há décadas defendida pelas construtoras tradicionais. A combativa atuação, com a entrega de obras abaixo do preço de mercado, se traduzia em verdadeira ameaça às gigantes empreiteiras, sendo responsável por uma economia milionária aos cofres públicos.”
Na Saqueador, o Ministério Público Federal investigou a atividade da Delta e constatou que, entre 2007 e 2012, a empresa teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas, chegando ao montante de quase R$ 11 bilhões. Desse total, segundo a Procuradoria, mais de R$ 370 milhões foram lavados, por meio de pagamento ilícito a 18 empresas de fachada, criadas pelos chamados “operadores” do esquema.
LAVAGEM DE DINHEIRO – Carlinhos Cachoeira e os lobistas Adir Assad e Marcelo Abbud eram os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos, por meio de contratos fictícios, que eram sacados em espécie, para o pagamento de propina a agentes públicos, de forma a impedir o rastreamento das verbas.
Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, Fernando Cavendish é apontado, pelo vínculo societário com a Delta, como “líder de uma quadrilha instalada na empresa, para, supostamente, lavar capitais oriundos de delitos em face da administração pública”.
Os advogados de Cavendish pedem sua “absolvição sumária” dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
PUBLICIDADE MALDOSA – No documento, os advogados citaram ainda “a publicidade maldosa e excessiva das investigações voltadas a perquirir as suspeitas de contravenção penal por parte do co-réu Carlos Augusto de Almeida Ramos (o Carlinhos Cachoeira), em 2012”.
“A partir de então, as grandes empreiteiras conseguiram vincular à Delta a imagem de uma empresa inescrupulosa, cujo crescimento teria se dado tão somente em face de práticas ilícitas”, afirmou a defesa. “Atualmente, a empresa Delta existe tão somente para gerir contingências fiscais e judiciais anteriores à mencionada alienação. O requerente, antes executivo de uma das maiores construtoras do Brasil, é, hoje, um gestor das dívidas e créditos do que restou da antiga Delta. Como se vê, a publicidade opressiva foi responsável por arruinar a sexta maior empresa de construção civil do País, conforme almejaram suas concorrentes, hoje investigadas na ‘Operação Lava-Jato’.”
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ao ler a pungente defesa de Cavendish, a gente até fica com pena dele. Só faltou dizer que o empresário não conhecia Sérgio Cabral, não era da “turma do guardanapo”, jamais foi a Paris e também não estava se tornando concunhado do então governador, que abandonara a mulher para se unir a Fernanda Kfouri, irmã de Jordana, mulher de Cavendish. As duas morreram num acidente de helicóptero em 2011, em Porto Seguro. Cabral, que as acompanhava para um fim de semana comemorativo, escapou da tragédia e rapidamente voltou para a primeira mulher, com medo do escândalo. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)
“O crescimento da empresa a alavancou à sexta posição no ranking das maiores empresas de construção brasileiras. Durante essa época, entretanto, a Delta foi fortemente hostilizada pelas cinco maiores empreiteiras do país – as quais mantiveram um verdadeiro cartel e trouxeram inestimáveis prejuízos à Administração Pública, como descortinado pela Operação Lava-Jato -, sendo impedida de participar de projetos de grande porte”, diz o texto.
FORA DO CARTEL – “A restrição imposta é notória ao se analisar que, durante todo o tempo em que a empresa esteve entre as maiores do Brasil, não participou das grandes obras do país, nos segmentos de energia, hidrelétricas, metroviário, ferroviária, aeroportuário, portos e estaleiros e, principalmente, relativas a contratos com a Petrobras. O cartel formado pelas gigantes Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão não permitiu”, sustenta a defesa.
Os advogados de Cavendish são taxativos. “A razão dos entraves criados à companhia do requerente (Fernando Cavendish) residia na sua diferenciada forma de atuação, baseada em preços extremamente competitivos e capacidade operacional diferenciada, desvinculando-se da cultura há décadas defendida pelas construtoras tradicionais. A combativa atuação, com a entrega de obras abaixo do preço de mercado, se traduzia em verdadeira ameaça às gigantes empreiteiras, sendo responsável por uma economia milionária aos cofres públicos.”
Na Saqueador, o Ministério Público Federal investigou a atividade da Delta e constatou que, entre 2007 e 2012, a empresa teve 96,3% do seu faturamento oriundo de verbas públicas, chegando ao montante de quase R$ 11 bilhões. Desse total, segundo a Procuradoria, mais de R$ 370 milhões foram lavados, por meio de pagamento ilícito a 18 empresas de fachada, criadas pelos chamados “operadores” do esquema.
LAVAGEM DE DINHEIRO – Carlinhos Cachoeira e os lobistas Adir Assad e Marcelo Abbud eram os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos, por meio de contratos fictícios, que eram sacados em espécie, para o pagamento de propina a agentes públicos, de forma a impedir o rastreamento das verbas.
Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, Fernando Cavendish é apontado, pelo vínculo societário com a Delta, como “líder de uma quadrilha instalada na empresa, para, supostamente, lavar capitais oriundos de delitos em face da administração pública”.
Os advogados de Cavendish pedem sua “absolvição sumária” dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
PUBLICIDADE MALDOSA – No documento, os advogados citaram ainda “a publicidade maldosa e excessiva das investigações voltadas a perquirir as suspeitas de contravenção penal por parte do co-réu Carlos Augusto de Almeida Ramos (o Carlinhos Cachoeira), em 2012”.
“A partir de então, as grandes empreiteiras conseguiram vincular à Delta a imagem de uma empresa inescrupulosa, cujo crescimento teria se dado tão somente em face de práticas ilícitas”, afirmou a defesa. “Atualmente, a empresa Delta existe tão somente para gerir contingências fiscais e judiciais anteriores à mencionada alienação. O requerente, antes executivo de uma das maiores construtoras do Brasil, é, hoje, um gestor das dívidas e créditos do que restou da antiga Delta. Como se vê, a publicidade opressiva foi responsável por arruinar a sexta maior empresa de construção civil do País, conforme almejaram suas concorrentes, hoje investigadas na ‘Operação Lava-Jato’.”
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ao ler a pungente defesa de Cavendish, a gente até fica com pena dele. Só faltou dizer que o empresário não conhecia Sérgio Cabral, não era da “turma do guardanapo”, jamais foi a Paris e também não estava se tornando concunhado do então governador, que abandonara a mulher para se unir a Fernanda Kfouri, irmã de Jordana, mulher de Cavendish. As duas morreram num acidente de helicóptero em 2011, em Porto Seguro. Cabral, que as acompanhava para um fim de semana comemorativo, escapou da tragédia e rapidamente voltou para a primeira mulher, com medo do escândalo. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)
27 de julho de 2016
Julia Affonso e Fausto Macedo
Estadão
EDUARDO BOLSONARO FAZ O DISCURSO MAIS IMPORTANTE DE SUA VIDA
5
POLICIAL MATA DOIS MARGINAIS! OLHA O QUE ESSE REPÓRTER FDP FALA!
A TRAGÉDIA ANUNCIADA DA OLIMPÍADA NO RIO, NUM TEXTO ESCRITO EM 2009
Reprodução do site Kibeloco.com.br
Todos se negaram a publicá-lo. Consideraram o artigo “um insulto à boa-fé das autoridades, um escárnio, um deboche, anti-nacional, muito pessimista etc.” O autor, então, o divulgou no seu site profissional –www.ilhaverde.net. Dois outros sites modestos, de amigos que o conhecem, o colocaram no ar.
Sete anos após, a Tribuna da Internet publica o artigo demonizado pela mídia em 2009, um texto profético, verdadeiro, jornalístico, que confirma os irônicos e trágicos vaticínios, as previsões de Marcelo Câmara.
###
A DIPIRONA E AS OLIMPÍADASMarcelo Câmara
Fábula desmoralizante e corruptora
(Para se ler nu, ou nua, em jubiloso êxtase patriótico, desfraldada a bandeira nacional.)
A DIPIRONA E AS OLIMPÍADASMarcelo Câmara
Fábula desmoralizante e corruptora
(Para se ler nu, ou nua, em jubiloso êxtase patriótico, desfraldada a bandeira nacional.)
Rio, 5.10.2009 – Na última sexta-feira, dia 2 de outubro, o Rio de Janeiro carnavalizou-se. Ansiedade e catarse, alegria e samba, travestismo e delírio. A dinamarquesa Kopenhagen anunciava: o Brasil hospedaria os jogos olímpicos e paraolímpicos de 2016. A festa inundou zonas sul, norte, oeste, subúrbios, arrabaldes rurais remanescentes.
Foguetes, cerveja, shows na Praia de Copacabana. Parecia que tínhamos governos honestos, de mínima e natural corrupção, em todos os níveis, que cumpriam compromissos ideológicos e programáticos dos seus respectivos partidos políticos.
Podia-se até imaginar que estávamos numa democracia e vivíamos num país onde os indivíduos eram respeitados nos seus fundamentais direitos e comiam relativamente bem; se vestiam e tinham saúde, eram humanamente atendidos nas unidades de saúde e hospitais; estudavam em escolas decentes, iam e vinham no seu cotidiano sem assaltos, a salvo das balas perdidas e estupros; o esporte e o lazer eram generalizados; os direitos culturais estavam garantidos e eram amplamente exercidos; havia transportes públicos seguros e eficazes; trabalhavam dignamente; enfim, as pessoas viviam e conviviam em paz, felizes. Sonhavam, criavam, produziam. Os serviços públicos eram públicos, atendiam à população.
Naquela manhã, as edições dos jornais e revistas, os telejornais e a Internet não recuperavam as pautas dos últimos meses: as irregularidades de toda ordem, a lama pútrida que lambuzou todas as instituições públicas que planejaram, organizaram e realizaram os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro em 2007. Corrupção ativa, peculato, licitações fraudadas, projetos não executados ou mal realizados, desvio de dinheiro público, incúria, prevaricação, furtos, formação de quadrilha, falsidade ideológica, superfaturamento de obras e serviços, que, quando prestados eram insuficientes ou criminosos. Desadministração delituosa, total e epidêmica, malversação do dinheiro público em todos os níveis e esferas, em todas as etapas, em todos os ginásios, estádios, parques e arenas.
E vamos de providências, sindicâncias, auditorias, investigações, apurações, denúncias, inquéritos, indenizações, CPIs, ações públicas, processos administrativos, cíveis e criminais – tudo sem conclusões, sem responsabilidades, sem réus, sem culpados, sem condenações, sem detenções, sem cárceres ou encarcerados.
“Ninguém foi preso” – a frase mais publicada e anunciada no País, desde que somos “República”. Ou: “O processo concluiu que houve falhas, houve erros na aplicação das verbas, mas não se pode apontar culpados ou condenar pessoas responsáveis”.
Horas mais tarde ao anúncio, na madrugada de sábado, Marlene, uma empregada doméstica, dormitava e soluçava com o filho de um ano no colo, ardendo em febre, convulsivo, numa parada de ônibus sem ônibus, na zona sul, a mais rica, da cidade.
Voltava para casa para ver se algum vizinho, alguma alma generosa da favela onde vivia, salvaria a vida do menino. Isto porque, no hospital público, o melhor da cidade, situado na Gávea, onde havia sido atendida, após espera de três horas, “nada podia ser feito, pois além de não haver médico especialista de plantão, não havia Dipirona, que estava em falta há quinze dias”. Fazer o que? Clamar a quem? Ao bispo? – indignava-se Marlene. Mas não sei onde ele dorme, pensou. “Ao Papa? Roma está longe, nem sei como lá se chega. E o prefeito? Que fim levou? E o governador? Tá viajando. E o vereador? O deputado? O senador? Sei lá… Será que polícia resolve? Uma dipirona já aliviava o sofrimento… Dava pra amanhecer o dia. Porra! Não é fácil. Todo dia a gente escuta no rádio e vê na televisão: corrupção, roubo do dinheiro do povo… e o hospital não tem um frasco de dipirona!?…”
Marlene matutou e amaldiçoou. Um motorista de táxi, piedoso, conhecido, levou-os, ela e o filho, até a entrada da comunidade. Eram quatro horas da manhã. Não se sabe o que aconteceu com Pedro, o menino em chamas e encharcado em vômito, nos braços da empregada doméstica.
Mas, alvíssaras! As notícias são boas, são as melhores. Com as Olimpíadas de 2016, além da auto-estima carioca dar um salto, o orgulho de ser brasileiro vai bater um recorde. Para a cidade do Rio de Janeiro, maravilhosa por natureza, será a redenção. Será a oportunidade, depois das olímpicas, de asneiras como aquela de se lhe tirar a condição de capital federal e de se lhe impor a fusão entre o fictício e falecido Estado da Guanabara e o eterno e injustiçado Estado do Rio de Janeiro – finalmente, o povo carioca, o povo fluminense vão melhorar para sempre a sua qualidade de vida.
Os jogos vão viabilizar vultosos investimentos públicos na infraestrutura da cidade, nos equipamentos e serviços públicos. Receberão, vultosos recursos, a saúde, a educação, a segurança, os transportes, a habitação popular.
Vão cessar esses projetos burros de maquiagem da cidade, de urbanização e cimentação de favelas, colorir barracos. Surgirão autênticos, eficazes projetos habitacionais, bairros de verdade. Nada de Projetos como o Minha Casa Minha Vida, também conhecido Me Engana que eu Gosto ou Meu Destino Minha Morte. Estão previstas obras e obras, recuperações e modernizações, reformas e ampliações, reestruturações e sistematizações, cometimentos que irão melhorar muito a vida dos cariocas e daqueles que nos visitam. E, claro, o esporte nacional, profissional, amador, olímpico, paraolímpico, oficial e marginal, todos vão se desenvolver. Até a purrinha e o jogo do bicho. Os jogos vão atrair formidáveis investimentos privados em todas as áreas. Empregos e salários irão se multiplicar. Renda e vida para todos. Seremos campeões em tudo.
Tudo irá melhorar. Não será mais como das outras vezes, das milhares de outras vezes. Agora é diferente. É pra valer. Para o povo será uma beleza! Nos lares, nas ruas, nas praças, nos hospitais, nas escolas, no trabalho, no metrô, nos trens, nos ônibus, nos presídios, na praia, no mar, no ar, no céu e na terra.
Florescerão a paz, o amor, a harmonia e a fraternidade em nossos corações. Até o nosso humor carioca será mais carioca. Receberemos todos de braços abertos, desarmados. Ninguém será assaltado e torturado, prometemos.
Não irá faltar mais Dipirona nos hospitais públicos. Nem esparadrapo, nem antibiótico. Nem médicos, que terão jornadas de trabalho possíveis e salários dignos. O raio X, o ultrassom e a ressonância magnética existirão, funcionarão regularmente. E não estarão mais, por meses e anos, quebrados, como o elevador e como sempre. Nada mais justo, necessário, urgente e edificante que uma Olimpíada.
Moral da história: Infeliz a cidade, desgraçado o país que para ter Dipirona nos seus hospitais públicos implora a Deus e ao Mundo a realização de uma Olimpíada.
E pior – cá entre nós – as Olimpíadas irão se realizar. E os hospitais vão continuar sem Dipirona.
27 de julho de 2016
LEANDRO KARNAL MOSTRA SUA VERDADEIRA FACE: ARROGANTE, ELITISTA, VAZIO E SOFISTA
![]() |
![]() |
![]() |
Quer conhecer melhor Leandro Karnal, o homem que se auto-intitula ”o maior palestrante do Brasil”?
Uma pessoa enviou ao Leandro Karnal uma imagem do meu convite para um debate remunerado. Veja nos prints o diálogo que se seguiu.
Ps- É válido ressaltar que não o convidei para uma palestra, e sim para um debate sobre o Escola Sem Partido. Mas ele não parece interessado em tentar sustentar suas objeções e críticas ao mesmo em um debate. Pelo menos, não pelo valor proposto.
Veja os prints a seguir:
Este é Leandro Karnal.
Elitista, sem educação, arrogante e cínico. Não esperaríamos algo diferente. Como lembrou o Kleber Romão baixo:
1- Tentou ridicularizar o desafio para o debate;
2- Tentou Ridicularizar o interlocutor;
3- Tentou ridicularizar o Sinotti;
4- Mostrou ser ridiculamente petulante e esnobe;
5- Se AUTO-PROMOVEU e menosprezou os outros palestrantes muito superiores a ele, como Clovis de Barros Filho e Pondé, que na minha opinião dão AULA para ele em qualquer debate que participem com o mesmo;
6- Dissimulou e fugiu da enquadrada sobre sua inclinação ideológica à esquerda…
Karnal NUNCA me enganou…
O mais divertido e irônico é que este sujeitinho andou dando uma palestra em oposição ao que ele chama de “teologia do empreendedorismo”. E o que ele faz? Trata suas palestras como um empreendimento, humilhando aqueles que não considera “à sua altura”, no típico comportamento da esquerda caviar.
Karnal é isso: um embusteiro que certamente está no Top 10 dos sofistas do Brasil.
Agora só faltam aparecer os karnaletes dizendo que “não entendemos direito o que ele quis dizer”. Tal como ocorre com todos os seguidores de seita…
27 de julho de 2016
luciano henrique
Assinar:
Postagens (Atom)





