"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A COPA VAI BEM. A ECONOMIA, NÃO.


Os estádios transbordam de gente e de alegria. As comemorações rompem madrugadas. Torcedores de todos os cantos do mundo aprenderam rápido nosso jeito de compensar as deficiências com simpatia e bom humor. O futebol jogado é de boa qualidade e, mesmo na pior das partidas, proporciona emoção. Em resumo, a Copa do Mundo no Brasil é o sucesso que todos gostariam que fosse para sempre.
Mas, no fundo, todos sabem que o reencontro com a realidade é inevitável. O que nem todos perceberam ainda, talvez por estarem envolvidos com a sequência dos jogos e com a torcida pelo hexacampeonato, é que o país até agora não deu sinais de que vai conseguir evitar que 2014 seja marcado por um dos piores desempenhos de sua economia dos últimos anos. Tão ruim que pode comprometer a manutenção do emprego e da renda das pessoas.

Os indicadores dessa situação estão por toda parte. O próprio governo, quando libera alguma bondade, forçado pela gravidade de números setoriais e pressionado pelo calendário eleitoral, acaba desvelando mais uma ponta do problema maior: a economia vai mal, está praticamente estagnada e não esboça qualquer reação.

É o caso da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos móveis e dos automóveis, anunciada segunda-feira. Os incentivos fiscais ao consumo desses produtos terminariam ontem, mas vão continuar valendo até o fim do ano. Velho carro-chefe da indústria nacional, a automotiva vinha perdendo vendas desde o início do ano, seja por causa da pré-falência da Argentina, principal importadora dos nossos veículos, seja pelo esgotamento da capacidade de endividamento do consumidor brasileiro.

Trata-se, portanto, do ocaso de duas apostas que já deveriam ter sido revistas há tempos e que, agora, ajudam a compor uma conjuntura preocupante. O anúncio da bondade tributária às montadoras ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central divulgou mais um boletim com a média das previsões do mercado para a economia brasileira, com redução de 1,5% para 1,1% da taxa de expansão do PIB para este ano.

No mesmo dia, o Banco Central divulgou o pior resultado das contas públicas do país em 13 anos: em vez de um indispensável superavit primário para pagamento dos juros da dívida pública, o que houve em maio foi um deficit de R$ 11 bilhões, puxado pelo mau desempenho do governo federal. Ou seja, a manutenção do incentivo fiscal ao consumo de móveis e automóveis, que vai representar R$ 1 bilhão a menos na arrecadação federal nos próximos meses, vem em má hora para o equilíbrio das contas públicas. Arrecadação que, aliás, teve queda de 5,9% em maio ante abril, provocada pela redução da atividade econômica em geral.

Mesmo que o governo tire novos coelhos da cartola das mágicas para fechar as contas públicas, o que vai sobrar para a reflexão da torcida, na ressaca da Copa Mundo, é que conquistas como o controle da inflação e a inclusão de milhões de brasileiros no mercado de consumo somente serão mantidas com mudanças na gestão da economia. É esse compromisso, colocado de forma clara, que a sociedade precisa cobrar nas urnas de outubro.
03 de julho de 2014
Editorial Correio Braziliense

POLÍTICA DO COTIDIANO, JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO

“Tem de ter como característica principal ser um estadista”
Joaquim Barbosa,nada modesto,sobre seu sucessor ideal na presidência do STF


DESISTÊNCIA DE KASSAB É UMA IMPOSIÇÃO DE SERRA

Após finalmente topar a disputa pelo Senado, José Serra (PSDB) trabalha para que o fiel escudeiro Gilberto Kassab (PSD) desista de sua candidatura à mesma vaga, confirmada na convenção em que anunciou apoio a Paulo Skaf (PMDB) para o governo de São Paulo. Kassab faz parecer que sua saída do páreo seria voluntária, mas Serra é que considera inaceitável a disputa entre eles.

PSD É DE SERRA

Serra tem ascendência tão clara sobre Kassab que até o fez cumprir a tarefa de fundar o PSD. Serra é o idealizador do partido.

ELES NÃO SE BICAM

Nem tudo é paz no PSDB: Serra atribui ao governador Geraldo Alckmin a candidatura do PTB ao Senado, só para dificultar seu próprio projeto.

KASSAB IOIÔ

Após infindável vai e vem nas negociações, membros da bancada do PSD apelidaram o ex-prefeito Gilberto Kassab de “presidente ioiô”.

LA ZELITE

Tá feia a coisa até para elites cubanas comunistas, que só compraram 50 carros importados e 4 motos em seis meses de mercado aberto.

ARRUDA, NEM PENSAR

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou nesta terça-feira que a presidente do partido no DF, deputada Eliana Pedrosa, “pode tirar o cavalinho da chuva”: não será mantido o acordo que ela negociou para ser vice de José Roberto Arruda (PR) para o governo local. Freire afirmou que o PPS decidiu não se aliar a qualquer partido que apoie o governo Dilma, como é o caso do PR de Arruda.

OPÇÕES JURÍDICAS

Eliana Pedrosa, aquela que foi vice sem nunca ter sido, informou ontem que estuda opções no campo jurídico para se manter aliada de Arruda.

VICE DO PSDB

Além de desautorizar o apoio a Arruda, o PPS indicou o sociólogo Adão Cândido, da sua executiva nacional, para vice de Luiz Pitiman (PSDB).

INCOERÊNCIA

O DEM, que expulsou Arruda em 2009, quando ele foi preso na Polícia Federal por corrupção, também vetou o apoio do seu diretório regional.

SEM TEMPO DE TV

A executiva do DEM comunicou ao partido no Distrito Federal que não aceita apoiar Arruda, mas malandramente permitirá “coligação proporcional” para tentar ajudar o seu presidente, Alberto Fraga, a se eleger deputado.

PARTIDO DA PANCADA

O deputado Hugo Leal (PROS) contou ontem, durante reunião com Ricardo Berzoini, que a decisão de apoiar Garotinho (PR), e não Marcelo Crivella (PRB), no Rio, foi tomada “à base da pancada”.

TRIBUNA DE HONRA

O decreto aposentando Joaquim Barbosa será publicado em 15 de julho. Até lá, ele é o presidente do STF e poderá assistir à final da Copa nesta condição. No dia 16, Ricardo Lewandowski assume.

VICE NADA ZEN

O senador tucano Aloysio Nunes gerou risos ao ser questionado sobre vídeo em que xinga um petista, após ser provocado sobre o caso Alstom: “Se pudesse, transportaria alma de Dalai Lama para a minha”.

SÓ ATRAPALHA

O PT e o PMDB de Goiás criticam Dilma porque, em suas visitas ao estado, aparenta ser “carne e unha” com o governador tucano Marconi Perillo, que os dois partidos enfrentarão nas urnas.

DAY OFF

Na contramão dos brasileiros, que tiveram expediente normal ontem, deputados e senadores deixaram às moscas o Congresso à tarde. Os poucos presentes aproveitaram para assistir ao jogo Argentina x Suíça.

DIREITOS CONSTITUCIONAIS

O jurista José Francisco Siqueira Neto, diretor da Faculdade de Direito Mackenzie, fará companhia a figuras ilustres como Sepúlveda Pertence e Carlos Mário Velloso na Comissão de Direitos Constitucionais da OAB, designado por seu presidente, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

MADE IN MEXICO

Dois ex-deputados do PAN mexicano foram presos após o jogo em Fortaleza (CE), por assédio sexual a uma mulher e agressão ao marido dela. Esses políticos mexicanos...

FALTOU CONSELHO

Se tivesse dito je ne sais rien, como seu amigo Lula, Sarkozy não teria sido o primeiro ex-presidente francês preso por “mal feitos”.


PODER SEM PUDOR

COMBATENTE BAIANO

O exercício do poder, na Bahia, às vezes foi marcado pelo bom humor. Em abril de 1961, por exemplo, quando os EUA protagonizaram a desastrada tentativa de invadir a Baía dos Porcos, em Cuba, o deputado estadual Raimundo Reis (PSD) enviou ao governador Juracy Magalhães um requerimento carregado de ironia, pedindo um navio da companhia estatal de navegação, que transportava baianos entre Salvador e Itaparica, para "defender a liberdade das Américas". Juracy despachou no alto do requerimento, de próprio punho:

- Conceda-se o navio. Que o requerente providencie voluntários.

Não se falou mais no assunto.


03 de julho de 2014
 

SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL NÃO É "PADRÃO FIFA", DIZ... A FIFA.

  

 O sistema de saúde pública no Brasil não é “Padrão Fifa”. Isso nós todos já sabíamos. Mas agora quem diz isso é a própria entidade mundial do futebol que, para a Copa do Mundo, registrou 27 hospitais pelo País para atender cartolas, árbitros e jogadores. Mas nenhum deles é da rede pública.


A lista foi produzida depois de uma visita por parte de técnicos da Fifa a diversos hospitais em cada uma das doze sedes para identificar e registrar cada instituição que poderia atender à “família do futebol”.

Em São Paulo, os escolhidos foram o Sírio-Libanês, Einstein e o Santa Catarina. No Rio, a lista é composta pelos hospitais Samaritano e Pasteur. Nem na capital, Brasília, a opção foi por usar hospitais públicos.
Os escolhidos são as instituições privadas Home e Hospital Brasília.
A rede de hospitais da Unimed também entrou na lista da Fifa, com quatro centros em cidades como Fortaleza, Manaus e Natal.
 
ATÉ TENTARAM…
 
Ao Estado, representantes do corpo médico da entidade explicaram que chegaram a tentar escolher algum hospital público. Mas que os locais visitados não atendiam às “exigências mínimas” da entidade máxima do futebol.
 
Médicos de alguns desses hospitais receberam recomendações das instituições para estar de “prontidão” para atender a “Família Fifa” a qualquer momento. Michael D`Hooge, chefe do Comitê Médico da Fifa, afirmou que não foi a entidade que tomou sozinha a decisão. “Nós escutamos médicos do Comitê Organizador Local”, explicou ao Estado.
 
Em 2013, durante a Copa das Confederações, parte dos manifestantes exigiam “hospitais Padrão Fifa”, em uma crítica aos gastos com os estádios. Apesar de ser a Copa mais cara da história, as obras representam apenas uma fração do que se gasta em saúde no Brasil.
 
Ainda assim, a Fifa se recusou a mandar qualquer um de seus dirigentes para um hospital público brasileiro.
 
EXEMPLOS
 
Na África do Sul em 2010, a Fifa havia fechado um acordo para registrar alguns hospitais públicos, justificando assim que o governo ampliasse investimentos à rede de saúde. Em cada cidade sede, a Fifa e o governo optaram por um hospital privado e um público.
 
Ainda assim, os problemas não foram poucos. Um dos problemas ocorreu por conta da exigência da Fifa de que cada hospital credenciado mantivesse um certo número de leitos sempre vazios, em caso de serem acionados.
 
O então ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, admitiu na época que cada hospital colocaria camas à disposição da Fifa de forma permanente durante o mês da Copa.
 
Em Londres, em 2012, os participantes dos Jogos Olímpicos eram direcionados a hospitais públicos da cidade.

03 de julho de 2014
Jamil Chade
Estadão

MAIS DENÚNCIAS: SBM OFERECEU VIAGEM TURÍSTICA PRA EX-DIRETORES DA PETROBRAS

           
 Uma empresa de Julio Faerman, suspeito de pagar propinas a funcionários da Petrobrás para obter contratos de locação de plataformas para a holandesa SBM Offshore, convidou dirigentes da estatal e suas mulheres para uma viagem a vinícolas argentinas.

Em e-mails de 2011, a Oildrive, que tem Faerman como sócio, trata de uma excursão “enogastronômica” de seis dias com os então diretores Jorge Zelada, da área Internacional, e Renato de Souza Duque, de Serviços.

Anexadas a relatório de investigação interna da Petrobrás, as mensagens foram trocadas pelo empresário Luis Eduardo Barbosa da Silva, sócio de Faerman, com Sebastian Araújo, então executivo da Bredero Shaw, produtora de tubos para exploração de petróleo, com cópia para os então diretores da estatal. As comunicações foram encontradas na caixa do e-mail corporativo de Zelada quando a Petrobrás apurava a suspeita de vazamento de informações privilegiadas à SBM.

O relatório diz não ser possível confirmar “a efetiva ocorrência da viagem, bem como quem teria pago pelas despesas dos empregados e esposas”. Há, porém, a ressalva de que os então diretores não estavam na empresa nos dias da viagem. “Há registro de férias para o diretor Duque no período de 31/5 a 3/6 e para o diretor Zelada de 1 a 3/6.” O roteiro turístico ia do dia 31 de maio a 5 de junho – os dois últimos dias eram sábado e domingo.

POLÍCIA FEDERAL

O resultado da investigação foi enviado à Polícia Federal, às duas CPIs em curso no Congresso e à Controladoria-Geral da União, que investigam denúncias de que a SBM Offshore pagou propina a empregados da estatal para obter contratos de locação de plataformas flutuantes.

‘Amigos e vinhos’. A primeira das mensagens enviadas aos ex-diretores da Petrobrás, de 11 de abril, intitulada “Mendoza, Amigos e Vinhos”, apresenta a programação da viagem e pede confirmação do passeio. O roteiro, de seis dias, inclui visitas “às três melhores produtoras de vinho da Argentina” e experiências em restaurantes. Além disso, lista opcionais como cavalgadas, jogo de golfe e “relax em spa”.

Quatro dias depois, num outro e-mail, Barbosa pede para Sebastian dar prosseguimento na obtenção das reservas e informa a lista de confirmados. Além de Zelada, de Duque e das respectivas mulheres, constam Faerman, o sócio e mais quatro pessoas. Conforme a mensagem, o grupo viajaria do Rio para Buenos Aires em classe executiva no dia 31 de maio. De lá, seguiria para Mendoza.
03 de julho de 2014
Fábio Fabrini, Ricardo Brito e Fábio Brandt
Estadão

IDEOLOGIA, EU TAMBÉM QUERO UMA PRA VIVER


Levante Popular

 
Andando por ai, tentando me livrar de uma tristeza que rondava e queria pegar meu calcanhar, encontrei uma passeata. No meio do caminho tinha uma passeata, tinha uma passeata no meio do caminho.
Isso agora é comum por aqui, e com as mais variadas reivindicações. A que vi era de jovens felizes pedindo de um tudo, cantando e dançando, sem tanta polícia, na santa paz. Me lembraram Cazuza.
 
Avenida Paulista. Era feriado e São Paulo entregue a uma tarde modorrenta, tipo sabe como? Tipo – esse tipo aqui é tipo assim imitando a linguagem desses meninos que estão sentindo a ave piar, mas não sabem onde – tudo corria bem normal, até na ciclovia improvisada destes dias.
De repente eles apareceram à minha frente – um bloquinho de umas 400 pessoas meio que organizadas e divididas em quatro ou cinco colunas, alas, duas à frente do carro de som, outras seguindo atrás, onde ao fim traziam uma imensa bandeira, daquelas que precisa de um monte de gente pra carregar. Me lembraram o Brasil.



COLORIRAM O ASFALTO

Parei para ver a banda passar já que estava à toa na vida. Todos muito jovens, muito cabeludos, as meninas e os meninos; de todos os jeitos, lembro de muito xadrez, muita tatuagem, muito jeans, muito vermelho, algum amarfanhado, inclusive nas bandeiras.
Alguns cobriam o rosto, mas mais por charme do amarrado de um lenço de marca: “Levante Popular”.
Havia bandeiras de todas as cores, verde e amarelas, lilázes, faixas pintadas. Coloriram rapidamente o asfalto, fechando a avenida. Me lembraram os Doces Bárbaros.



Todos me pareceram do bem. Podiam até estar equivocados, mas eram do bem. Pediam liberdade, mas usavam camisetas do Che, carregavam fotos do Chávez e do Maduro da Venezuela. Falavam em Constituinte, em socialismo, em libertar a América do Sul, e me fizeram lembrar de Belchior.
Entendi que para eles importava o mover, o Levante, levante popular, o nome do grupo, como me pareceu, sob o comando de um líder ao megafone. Importava o pedir, e eles usavam novas rimas. Paravam, dançavam, pulavam.

Me lembraram as marchas evangélicas. 

Inclusive, chamou minha atenção o número de bandeiras do Movimento dos Sem Terra e sem Teto, sem alguma coisa. Haverá uma lojinha onde se compram adereços de protesto? Porque os que as carregavam não o eram, não me pareceram nem sem teto, nem sem terra. Me lembraram da amargura de Gonzaguinha.



DEU NO QUE DEU…

Sei que pediam de um tudo, porque os vi passar, cada qual também com sua palavra de ordem particular. Sob o som da bateria, me lembraram de uma escola, de samba, mas também da Educação, um dos seus temas.

 Me emocionaram e, de verdade, umas teimosas correram pelo rosto.
Também quero.
Queria achar, mais do que uma turma para fechar a Avenida Paulista, uma ideologia para chamar de minha, porque as que eu tinha minguaram. Senti essa falta. Fui pra política, estive na fundação do PT, deu no que deu, pensei na guerrilha, deu no que deu, larguei, voltei-me para o rock, para o feminismo, para a libertação sexual.

Deu no que deu. Depois, para a ecologia. Deu no que deu.
Hoje milito num campo perigosamente minado, de jornalismo, mas minado porque preciso andar em ziguezague – ora rezo com a esquerda, outras, me alinho ao centro; e os opositores, pobres de espírito, acusam como direita.


Nada está completo para uma devoção, para uma entrega, para uma torcida. Nem de lá nem de cá. É solitário e desolador ver o nível de desentendimento das coisas, mesmo as mínimas, aquelas que deveriam juntar todos nós.



Quero uma ideologia particular, e acabarei qualquer hora criando uma, se já não estou há muito tempo tentando. Porque ideologia só cresce na argumentação, que arregimenta e fortalece até virar mais comum e aceita. Escrevo e te conto o que penso – quem sabe você também está por perto esperando uma passeata.


Mas ela, a ideologia, precisa, antes, nascer. Para que a gente possa por ela se apaixonar e criá-la para que fique forte. Já comprei binóculo, procuro lunetas e até agora ainda não as vi no horizonte. Com lupa, nas letras que leio, também não. 

E eu quero uma para viver. Adoraria poder cantar e dançar por ela.
 
(texto enviado por Sergio Caldieri)

03 de julho de 2014
Marli Gonçalves

QUEM FICOU COM O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS NOS ÚLTIMOS 30 ANOS?

           

 
Vamos fazer um cálculo simples sobre produtividade, a partir da relação entre uma produção e os fatores econômicos empregados nela incidentes.
“Tunga” através dos impostos, do governo sobre o PIB:
1984 = 20%
2002 = 30%
2014 = 40%
Exemplo hipotético de um produto industrial em 1984:
Custo = 100%, sendo:
Impostos = 20% (1984)
Matéria-prima = 50%
Mão de obra = 20%
Despesas gerais = 10%
Quem ficou com o aumento da produtividade que houve nas empresas neste período?
- O empresário?
- O empregado?
- Ou o governo?
O verdadeiro problema brasileiro chama-se custo do setor público e não a falta de produtividade ou a massa de salários das empresas privadas.

03 de julho de 2014
Martim Berto Fuchs

ENGANAÇÕES, PADRÃO BRASIL E PADRÃO FIFA

      
A Holanda acabava de empatar e perguntei ao doutor Antônio Bahia Neto, um dos grandes nomes da nova safra da cardiologia mineira, se os comandados do Louis Van Gaal aguentariam a prorrogação. Eram 39min do segundo tempo, depois de uma pauleira contra o México – que estava sabendo tirar proveito técnico e físico de jogar na América do Sul –, com temperatura acima de 30°C e a umidade de Fortaleza, uma das mais belas e quentes cidades do Nordeste brasileiro.

Com minúcias e ressalvas necessárias, Bahia mal terminava de explicar as dificuldades de um europeu dos países baixos nessas condições quando Robben sofria o pênalti que faria a Holanda chegar aos 2 a 1.
Ufa! Estava salva a sequência da Copa, no que se refere à disputa entre europeus e sul-americanos nos Mundiais. Eles nunca ganharam um título em nosso continente.
Assim como foi salva a imagem de Luiz Felipe Scolari e comandados contra o Chile no sábado.
O técnico Jorge Sampaoli foi embora indignado, dizendo que não merecia sair do Mundial dessa forma. Engano dele: se tivesse treinado melhor as cobranças de pênalti não teria sido eliminado. Talvez tenha faltado apenas essa circunstância ao excelente trabalho dele à frente da “Roja”.

Dano
Mas, mesmo salva, a imagem de Scolari e jogadores saiu gravemente arranhada, e a suspeição quanto à superioridade deles entrou no lugar do título já ganho previamente nas palavras do treinador imediatamente à convocação dos 23 para este Mundial. Foram patéticas as cenas de Scolari perdido entre o término do tempo regulamentar, a prorrogação e as cobranças das penalidades. Estava no rosto que ele não sabia o que fazer.

Salve-se quem puder!
Saindo da sua discrição habitual, Parreira orientava os jogadores e ao próprio treinador, enquanto o capitão do time, o zagueiro mais caro do mundo, Thiago Silva, sentado sobre a bola, chorava copiosamente e recebia força moral do reserva Paulinho. Que capitão! Enquanto isso, o goleiro Victor “emprestava” ao companheiro Julio Cesar o terço usado naquele mesmo gol na final contra o Olimpia pela Libertadores do ano passado.

Máscara que cai
A seleção brasileira pode embalar e ser campeã, mas está provado outra vez que arrogância e mentiras não funcionam quando se deparam com um adversário qualificado dentro e fora de campo. E não satisfeito com o seu teatro fracassado, Felipão ainda quis se postar de vítima na entrevista coletiva depois do jogo, dizendo que estamos sendo “bonzinhos” demais com as seleções estrangeiras.
 
03 de julho de 2014
Chico Maia
O Tempo

AUMENTA O ESCÂNDALO. EMPRESA SBM RECEBEU INFORMAÇÕES SIGILOSAS DA PETROBRAS



Executivos da empresa holandesa SBM Offshore tiveram acesso a informações sigilosas sobre negócios da Petrobrás. Acusado de pagar propina a empregados da estatal, o ex-representante da empresa no Brasil Julio Faerman repassou a altos funcionários na Europa o conteúdo de documentos internos sobre questões estratégicas da companhia petrolífera.

Conforme relatório de investigação da Petrobrás sobre o caso, obtido pelo Estadão, em 10 de junho de 2009 Faerman enviou para o diretor da SBM Michael Wyllie um e-mail com o conteúdo de documento interno que solicitava à Diretoria Executiva da Petrobrás autorização para contratar serviços na unidade de liquefação de gás natural embarcada (GNLE) em dois blocos do Pré-Sal na Bacia de Santos.
 
Em outro e-mail, intitulado “Confidencial”, de 28 de outubro de 2010, Faerman informou a Francis Blanchelande, chefe da área operacional da SBM, decisão da Diretoria Executiva de contratar uma embarcação da empresa McDermott. Na mensagem, anexou um documento interno da área de Exploração e Produção de Petróleo da Petrobrás, responsável pelos contratos de afretamento.
 
Em 18 de abril de 2011, o executivo Jean-Philippe Laures enviou ao CEO da SBM, Tony Mace, e outros dois altos funcionários da empresa o Plano Diretor do Pré-Sal, aprovado pela Diretoria Executiva da empresa havia um mês.
 
RELATÓRIO FINAL
 
As trocas de mensagens foram selecionadas pela SBM e apresentadas à comissão destacada pela Petrobrás para investigar as denúncias de suborno. No relatório final dos trabalhos, a estatal registra a existência de “informações confidenciais” entre documentos internos da SBM, “ainda que não haja evidências de que tenham sido obtidas por meio de pagamentos a empregados da Petrobrás”. “Não foi possível identificar o responsável por fornecer informações contidas nos documentos internos”, concluiu a equipe.
 
Embora seja o autor de alguns dos e-mails, em depoimento, Faerman disse não saber como documentos confidenciais da estatal poderiam estar na SBM e negou que passava à empresa informações privilegiadas obtidas na Petrobrás.
 
Funcionários da SBM, que também abriu investigação sobre as denúncias, descreveram Faerman como um representante que tinha contatos “high level” (de alto nível) à equipe de investigação da Petrobrás.
Entre os diretores mais procurados, constam José Antônio de Figueiredo, de Engenharia, Tecnologia e Materiais; e Renato de Souza Duque, que chefiou a área de Serviços até abril de 2012.
Este último foi visitado ao menos 30 vezes por representantes da SBM entre 2005 e 2011, embora tenha relatado, em entrevista, a “baixa frequência dos contatos”. “(Duque) Informou que recebia muitas visitas de empresas, mas que da SBM foram poucas”, diz relatório da estatal.
 
Procurada, a SBM não se pronunciou sobre o vazamento de informações da Petrobrás. À equipe da estatal, relatou ter detectado “red flags” (bandeiras vermelhas) nos negócios de Faerman, a exemplo dos valores altos pagos, a título de “comissões” pela obtenção de contratos, às empresas dele no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
Contudo, informou não ter encontrado prova de suborno na companhia petrolífera brasileira.

03 de julho de 2014
Fábio Frabrini e Fábio Brandt
Estadão 

O HUMOR DO DUKE


Charge O Tempo 30/06

03 de julho de 2014

O HUMOR DO ALPINO

 
 
03 de julho de 2014


DEPUTADO USA RECURSOS DA CÂMARA FEDERAL PARA PAGAR PESQUISAS FAJUTAS

 

O parlamentar afirma que as pesquisas são fundamentais para o trabalho e minimiza a falta de informações (Leonardo Prado/Agência Câmara)

Apesar de ser possível usar a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, popularmente conhecida como “cotão”, para contratar levantamentos e consultorias, nem sempre os resultados dos estudos pagos com dinheiro público são satisfatórios.
Exemplo disso é uma pesquisa de opinião contratada pelo deputado Wellington Roberto (PR-PB), supostamente destinada a saber se os moradores da região metropolitana de João Pessoa conheciam obras financiadas com emendas do parlamentar.

Ao custo de R$ 80 mil à Câmara, o trabalho, elaborado pela empresa Quarenta Produtora e Editora Ltda. contém erros de aritmética básica, não informa o número de pessoas ouvidas, entre outros problemas.

Os erros e as lacunas do levantamento foram levantados pelo grupo Operação Política Supervisionada (OPS) e checados pelo Correio. Além da “pesquisa” de R$ 80 mil, a empresa, sediada em Campina Grande (PB), emitiu outras duas notas para o parlamentar no valor de pouco mais de R$ 60 mil cada, informações corroboradas com dados do portal da Câmara. Ao todo, Wellington Roberto gastou cerca de R$ 446 mil em serviços da Quarenta Produtora, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012.

ARMAÇÃO?

Os erros apontados pela OPS nas 16 páginas do suposto levantamento são tantos que o relatório elaborado pelo grupo chega a questionar a veracidade do trabalho. “Acredito haver fortíssimos indícios de que ele não foi realizado e que a empresa, ou o parlamentar, forjou um documento (se é que isso pode ser chamado de documento) para simular uma pesquisa de opinião”, escreveu o blogueiro Lúcio Duarte Batista, responsável pela investigação. A página 4 da pesquisa, por exemplo, traz duas datas diferentes para a realização das supostas entrevistas: no cabeçalho, informa que a coleta de dados teria ocorrido entre maio e setembro de 2012. Já no rodapé, consta o período de agosto a setembro do mesmo ano.

03 de julho de 2014
Andre Shalders
Correio Braziliense
 

MITOS MARXISTAS


 
 
                     Caros, Hoje tem programa do LIBERTATUM na Radio Vox, com o tema "Mitos Marxistas". Participem e convidem seus amigos! Atenção: para o programa da seman...
 
03 de julho de 2014
libertatum

POR QUE O BRASIL É POBRE

                  

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A Rodovia Regis Bittencourt que vai de São Paulo até a divisa entre Paraná e Santa Catarina, com 496 quilometros, é a única ligação entre o Brasil e o Mercosul, “bloco” de economias ao qual o PT restringiu quase todo o comércio internacional que resta ao Brasil.
É portanto uma das principais “turbinas” da economia brasileira.
 
A obra de duplicação da antiga “BR-2” feita por Juscelino Kubitschek inclui, somente nos 32 quilômetros da Serra do Cafezal, no Sul de São Paulo, 16 viadutos de grande extensão e quatro túneis erguidos ou cavados sobre o terreno altamente instável e topografia fortemente acidentada, com estruturas ainda mais complicadas pelas intrincadas exigências ambientais impostas aos construtores.
Esse trecho vai custar um pouco menos que 1 bilhão de reais aos concessionários privados a que foi entregue contra a exploração dos pedágios por 25 anos.
 
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Embora ela seja a única ligação existente entre quatro dos Estados mais ricos do país e entre estes e a Argentina e o Uruguai, essa obra teve de esperar 54 anos para sair do papel desde a inauguração da precária via de mão única que ela era em 1961 e continuou sendo até “ontem”.
 
A arena Mané Garrincha, de Brasília, orçada em 745 milhões e construída sobre um terreninho plano de dimensões modestas se comparada a essa obra, acabou custando R$ 1,4 bilhão, quase uma vez e meia a duplicação desse trecho da Regis Bittencourt, aí incluídas todas as suas monumentais “obras de arte”.
O Itaquerão, orçado em 820 milhões, saiu por 1,2 bilhão. As 12 arenas feitas ou reformadas para a Copa, orçadas em 5,97 bilhões, custaram 8,48 bilhões até onde se sabe até o momento. E isso é só um pedacinho do que se gastou nessa festa com que o PT quer fazer o país esquecer o que mais ele é.
 
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Mas se o PT é indisputavel em matéria de “multiplicação” de todo e qualquer peixe que lhe caia na rede das obras do PAC, “filho” da Dilma, a ordem das prioridades não mudou grande coisa no Brasil deles e no dos anteriores.
Até 11 anos depois que o estádio do Maracanã foi inaugurado na “Brasília” de 1950 que era o Rio de Janeiro, a ligação entre São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda tinha de ser feita “de jegue” ou no tipo de veículo da época que fosse capaz de atravessar em “estrada de chão” as serras encharcadas e cobertas de Mata Atlância que estão espalhadas por todo esse percurso.
 
A Regis Bittencourt só foi inaugurada em 1961.
 
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03 de julho de 2014
vespeiro

"PADRÃO FIFA" OU "BRASILIANIZAÇÃO DA FIFA"

Precisamente durante o mundial de 2014 parece oportuno analisar se o “Padrão Fifa” chegou ao Brasil (como jocosamente pediram muitos brasileiros) ou se ela foi “brasilianizada” pelos nossos padrões de corrupção (internacionalmente conhecidos).

O mundo das corporações corruptas (corporate crime) também constitui uma via de mão dupla: durante as manifestações de junho/13 muitos cartazes brasileiros exigiam serviços públicos (saúde, educação, transportes etc.) com “Padrão Fifa”.

Imaginávamos uma Fifa com alto padrão de qualidade e de competência, em razão das suas exigências e falas duras, em relação aos preparativos para a Copa/14.

Um ano depois daquelas democráticas manifestações (que não incluíam violência, no princípio), em lugar de o “Padrão Fifa” chegar aos serviços públicos brasileiros, deu-se o movimento em sentido contrário: a Fifa está se “brasilianizando” nos seus padrões corruptivos.

Vários patrocinadores da entidade futebolística mundial (VISA, Sony, Adidas, Coca-Cola etc.) querem investigações profundas e detalhadas sobre o processo de eleição da Copa do Mundo de 2022, vencido pelo Catar (que é governado por uma monarquia petrolífera absoluta, ou seja, uma petromonarquia).
Lá não existe democracia, mas eles têm petróleo, dinheiro e, também (tal como no Brasil), muita corrupção.
A Comissão de Ética da Fifa (presidida por Michael J. Garcia) está apurando as denúncias, especialmente a estampada no The Sunday Times, que afirmou que o dirigente de futebol catariano, Mohamed Bin Hamman (que fez parte da diretoria da Fifa), teria pago 3,7 milhões de euros (11,2 milhões de reais) a 30 presidentes de futebol africanos para conseguir o Mundial de 2022 para o Catar (desses, quatro tinham direito a voto no momento da escolha).

A sustentabilidade do futebol mundial depende de ética e transparência, assim como de ações efetivas da Fifa, que não se mostrou nada exemplar no momento de agir contra os ex-dirigentes brasileiros (João Havelange e Ricardo Teixeira), que receberam gordas propinas quando dirigiam o futebol internacional e nacional (veja Folha 10/6/14, p. A2).
A Fifa nem sequer discutiu suspender o pagamento das suas aposentadorias nem procurou exigir o dinheiro desviado (embora houvesse recomendação nesse sentido do comitê de ética).
Ou seja: o “Padrão Fifa” não chegou ao Brasil, mas ela está nitidamente se “brasilianizando”, sobretudo ao não apurar seriamente, por exemplo, a denúncia de que vários jogos no mundial da África do Sul (2010) tiveram resultados manipulados.

A clássica criminologia chegou a investigar os crimes organizados dos Estados (state crimes) assim como os crimes das corporações econômicas e financeiras (corporate crimes).
Agora chegou o momento de sublinhar e prestar atenção na atuação conjunta dos Estados com as corporações (state-corporate crimes): “quando os poderes político e econômico [Estado mais federações de futebol, por exemplo] perseguem interesses escusos comuns sua capacidade de gerar danos sociais massivos ganha extraordinária ampliação” (Michalowski & Kramer, citados por Bernal Sarmiento, 2014:121).
 
A intensificação das atuações mútuas, legais e ilegais, entre os Estados e as corporações dos mercados (econômicos e financeiros), se explica porque, na estrutura capitalista atual, de inversão e produção, as metas dos negócios se convertem nos objetivos dos governos, assim como o interesse e serviços nacionais (saúde, educação etc.) se identificam progressivamente com as necessidades sistêmicas dos mercados corporativos (Ross e Parenti, em Bernal Sarmiento, 2014:121).
A troika maligna composta pelos Estados e corporações econômicas e financeiras corruptas tomou conta do atual capitalismo de mercado que, para sobrevier, tem que reagir (ou colocará em risco sua sobrevivência).
 
03 de julho de 2014
Luiz Flávio Gomes

A BOA NOVA

Descrentes como andamos por essas plagas tupiniquins (ou dupiniquinho), o primeiro impulso é dar saltos de alegria e voltarmos novamente a acreditar que se fará a luz, bem antes do fim do túnel.
Realmente é uma boa nova, a crer que seja verdade e não algum boato saído de cabeças ocas que na falta do que fazer, ficam plantando 'mentirinhas' nas redes.
Diante do cenário que já parece luminoso pelo andar da carruagem, essa novidade nos enche de mais esperanças.
Senão vejamos...
m.américo

Olhem que boa notícia!
Se for verdade, com certeza dará muitos votos para o Aécio! ! ! !
Pelo menos, tira votos da Dilma, que é o melhor disso tudo...
 
JOAQUIM BARBOSA ACEITA CONVITE DE AÉCIO NEVES PARA SER MINISTRO DA JUSTIÇA DE SEU GOVERNO.

Vamos torcer! ! ! ! !  Radical, mas sério.  Autoritário, sim, lamentavelmente. Mas nunca ditador!
 

Repassando, com prazer!
Realmente uma escolha estratégica. Acho que pode acrescentar muito à candidatura do Aécio que, se for eleito, dará ao Brasil um Ministro da Justiça de verdade.
 
Boa não!
 
ÓTIMA!
 
Bem Quentinha...! 

03 de julho de 2014
 recebida por email