"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 22 de junho de 2014

EURASIANISMO E GENOCÍDIO

Artigos - Globalismo

Não é muito difícil entender que uma ideologia voltada à reconstrução de um dos impérios mais sangrentos de todos os tempos acabará, mais dia menos dia, revelando a sua própria índole cruel e homicida.

Estudantes da Universidade Estatal de Moscou estão exigindo a demissão do prof. Alexandre Duguin por ter defendido, desde o alto da sua cátedra, a matança sistemática dos ucranianos, que segundo ele não pertencem à espécie humana.
“Matem, matem, matem”, disse ele. “Não há mais o que discutir. Digo isso como professor.”
A declaração integral e exata está aos 17m50s deste vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=KCrGwQt1Mew&feature=player_embedded

(http://euromaidanpr.wordpress.com/2014/06/15/moscow-students-demand-to-fire-dugin-from-the-moscow-state-university-for-sparking-hatred-towards-ukrainians/).

O Império Eurasiano tal como o concebem Alexandre Duguin e seu principal discípulo, o presidente Vladimir Putin, é uma síntese da extinta URSS com o Império tzarista.
Como a teoria que fundamenta o projeto é por sua vez uma fusão de marxismo-leninismo, messianismo russo, nazismo e esoterismo, e como dificilmente se encontra no Ocidente algum leitor que conheça o suficiente de todas essas escolas de pensamento, cada um só enxerga nela a parte que lhe é mais simpática, comprando às cegas o resto do pacote.
Os saudosistas do stalinismo vêem nela a promessa do renascimento da URSS.

Conservadores aplaudem o seu moralismo repressivo soi disant religioso. Velhos admiradores de Mussolini e do Führer apreciam a sua concepção francamente antidemocrática do Estado, bem como seu desprezo racista pelos povos destinados à sujeição imperial. Esoteristas, seguidores de René Guénon e Julius Evola, julgam que ela é a encarnação viva de uma “metapolítica” superior, incompreensível ao vulgo, mais ou menos como aquela que é descrita pelo romancista (e esoterista ele próprio) Raymond Abellio em La Fosse de Babel. Muçulmanos acabam às vezes aderindo ao projeto por conta do seu indisfarçado e odiento anti-ocidentalismo, na vaga esperança de utilizá-lo mais tarde como trampolim para a criação do Califado Universal, que por sua vez os “eurasianos” acreditam poder usar para seus próprios fins.

Não seria errado entender o eurasianismo como uma sistematização racionalizada do caos mental internacional. Neste sentido, sua unidade essencial não pode ser buscada no nível ideológico, mas na estratégia de conjunto que articula num projeto de poder mundial uma variedade de discursos ideológicos heterogêneos e, em teoria, conflitantes.

Não se deve pensar, no entanto, que esse traço definidor é único e original. Ao contrário do que geralmente se imagina, todos os movimentos revolucionários, sem exceção, cresceram no terreno fértil da confusão das línguas. O eurasianismo só de destaca dos outros por cultivar, desde a origem, uma consciência muito clara desse fator e, portanto, um aproveitamento engenhoso do confusionismo revolucionário.

Qualquer que seja o caso, o uso da violência genocida como instrumento de ocupação territorial está tão arraigado nos seus princípios estratégicos que, sem isso, o projeto inteiro não faria o menor sentido.

Essa obviedade não impede, no entanto, que cada deslumbrado do eurasianismo continue vendo nele só aquilo que bem entende, tapando os olhos para as partes desagradáveis. Se milhões de idiotas fizeram isso com o marxismo durante um século e meio, recusando-se a enxergar o plano genocida que ele trazia no seu bojo desde o princípio -- e explicando ex post facto os crimes e desvarios como meros acidentes de percurso -- , por que não haveriam de dar uma chance ao mais novo e fascinante estupefaciente revolucionário à venda no mercado?     
***
A propósito do xingamento coletivo à Sra. Dilma Rousseff, que tanto indignou o ex-presidente Lula e o levou abrir guerra contra os que “não sabem do que somos capazes”, coloquei na minha página do Facebook estas duas notinhas, que se tornaram imediatamente virais e acho oportuno reproduzir aqui:

(1) “O governo petista habituou a população a desrespeitar tudo -- a ordem, a família, a moral, as Forças Armadas, a polícia, as leis, o próprio Deus. Se esperava sair ileso e ser aceito como a única coisa respeitável no meio do esculacho universal, então é até mais louco do que parece.”

(2) “O sr. Lula xingou o então presidente Itamar Franco de "f. da p.", disse que a cidade de Pelotas é "exportadora de veados", gabou-se (por brincadeira, segundo Sílvio Tendler) de tentar estuprar um colega de cela e confessou (em entrevista à Playboy) ter nostalgia dos tempos em que os meninos do Nordeste faziam -- se é que faziam – sexo com cabritas e jumentas. É a pessoa adequada para dar lições de respeitabilidade à nação brasileira. Todo mundo sabe do que ele é capaz.”

22 de junho de 2014

Olavo de Carvalho
Publicado no Diário do Comércio.

TUDO PRONTO PARA A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Artigos - Globalismo

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Bandeira do Estado Islâmico do Iraque e Síria.
Hoje, cada cidadão americano e todas as pessoas do Ocidente precisam largar o churrasco no quintal e seus divertimentos e olhar com muita atenção, um olhar demorado e firme, para a engenharia que está sendo feita no Iraque, pois a vida tal como nós a conhecemos em breve irá mudar. Para os americanos, o Iraque está a meio mundo de distância. Para outros, ele está muito mais próximo. No entanto, em breve e para todos ele irá se tornar algo muito pessoal para todos nós.
A América, o Ocidente e o mundo estão testemunhando o desenrolar de um dos eventos geopolíticos mais significativos do último século no Iraque e em todo o Oriente Médio. Mas poucos compreendem inteiramente a enormidade daquilo que está sendo visto. São ainda mais raros os que compreendem o panorama como um todo ou que pensam com a amplitude necessária; este panorama, como tudo o mais, não é aquilo que aparenta ser. Nós estamos testemunhando o segundo ato de uma trama sobre a qual escrevi anteriormente, na qual está sendo armado o palco para a III Guerra Mundial. Nosso mundo, tal como o conhecemos, em breve irá mudar e ninguém sairá impune dos eventos que estão sendo orquestrados pelos roteiristas e diretores globalistas.
O americano médio subitamente está vendo um caos inesperado, morte e destruição no Iraque. As lideranças eleitas, os meios de comunicação e as tietes dos políticos das facções partidárias estão apresentando estes eventos como sendo algo lamentável e imprevisível, ou até pior, como uma consequência da suposta incompetência do Traidor-no-Comando (1) e seu grupo de bandoleiros empedernidos. Estes acontecimentos, contudo, não estão ligados à incompetência nem eram imprevisíveis. Ao contrário disso, nós estamos assistindo a cena de abertura do “Segundo Ato”, que é o posicionamento final dos protagonistas em direção à III Guerra Mundial tal como sempre se tencionou e durante tanto tempo foram feitos os preparativos, esforço desconjuntado apenas por um breve introito devido à exposição pública do caso Benghazi.
Resumidamente, a primeira parte dessa última trama que se desenrola no palco global iniciou com o conto fictício da Primavera Árabe que supostamente foi um movimento de insurreição feito por guerreiros pela liberdade contra tiranos opressores. Ela não foi nem um movimento espontâneo, nem um engenho arquitetado pelas mãos dos defensores da liberdade. Ela foi uma operação da inteligência ocidental elaborada para mudar o equilíbrio do poder tendo em vista os eventos e as ações futuras na trama desenvolvida nesse palco que é o mundo. Um ato muito importante nessa peça envolveu a Líbia e a deposição do líder da Líbia Muammar Kaddafi, tal como detalhei na minha coluna intitulada 'Unmasking the Embassy Threat' escrita em 03 de agosto de 2013.
Numa coluna anterior de 08 de outubro de 2012 intitulada 'Lemmings...No precipício da III Guerra Mundial'', eu dei o alerta de que “nós estamos no precipício de um conflito global, a III Guerra Mundial. O assassinato do embaixador Stevens e de outros americanos na Líbia fora meramente um prelúdio, tal como as cenas que abrem os filmes do James Bond, mas não tínhamos compreendido ainda como aquilo se relacionava com o resto do script. Durante a 'Primavera Árabe' nós imaginamos que assistíamos trailers para vários filmes diferentes antes da exibição da atração principal, porém, sabíamos muito pouco sobre quão tênue era o liame que amarrava esses diversos trailers à ponta final. O espetáculo já havia começado.” Nós estamos agora exatamente no ato de abertura depois do intervalo.
Tal como escrevi, “Se o roteiro se passar da forma como foi escrito, a geopolítica mundial e o equilíbrio de poderes poderá, e muito provavelmente irá, mudar na sua integralidade no próximo abrir das cortinas. Ninguém sairá impune perante os eventos que estão porvir.” E agora, cá estamos. Seguindo-se à abertura das cortinas, nós estamos vendo o Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS, na sigla em inglês) (2), uma organização patrocinada pela CIA e pelo Departamento de Estado, obtendo o controle do Iraque com relativa facilidade. Um indício são as câmeras de vídeo e a atenção da audiência voltadas para a embaixada dos Estados unidos em Bagdá, como um flashback para o resgate aéreo de 30 de abril de 1975 na Queda de Saigon (3). O avanço da marcha do ISIS seguirá tal como planejado, porém não irá estancar em Bagdá. Sua proa está voltada para a Síria e tem a sua alça de mira apontada para a remoção do Bashir al-Assad do poder.
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Quadrados laranja: cidades controladas pelo ISIS; Quadrados circulados: cidades capturadas neste mês. Mancha: presença operacional do ISIS.

A evidência de uma operação financiada pelo Ocidente

É improvável que você venha a ver na televisão uma multitude de pick-ups novas da Toyota ou armamento militar da OTAN ou do Ocidente sendo utilizado pelo ISIS que é patrocinado pela Irmandade Muçulmana, uma vez que os agentes das potências globais preferirão manter tais imagens longe de qualquer um na América que possa estar prestando atenção. Foi o atual Secretário de Estado, John Kerry, seguindo a diretriz dada pelo seu predecessor, a Hillary Rodham Clinton, e obediente ao Traidor-no-Comando, que é um fantoche da manipulação globalista, quem – ao fazer seu tour pelo Oriente Médio no final de dezembro de 2013 – deu para o ISIS a carta branca para “fazer o que vocês quiserem” tendo em vista que os Estados Unidos não iriam interferir. Os Estados Unidos não iriam apenas recuar, nós deixaríamos também nossos equipamentos e armamentos militares intactos para que o ISIS pudesse fazer o seu sacrifício sangrento bem ao típico estilo Wahhabi.
É improvável que as organizações de mídia venham a revelar que o desenvolvimento do ISIS estava em preparação há anos, inicialmente desenvolvendo-se como “A Organização para o Monoteísmo e Jihad” (JTJ) em 2004 e depois como a al-Qaeda no Iraque. Em 2006, eles alteraram seu nome para Estado Islâmico do Iraque e mais recentemente para o Estado Islâmico do Iraque e Síria (ISIS) que é como são conhecidos hoje.
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É ainda mais improvável que você venha a ouvir alguma coisa quanto ao financiamento do ISIS – que é talvez a organização terrorista mais densamente patrocinada no mundo. Mesmo antes do ISIS tomar Mossul e fazer uma pilhagem de centenas de milhões de dólares nos bancos iraquianos, na semana passada, documentos contábeis do ISIS capturados durante operações no Iraque revelaram que antes de invadir Mossul o seu patrimônio líquido era de, no mínimo, $900 milhões. Qual a origem desse montante tremendamente considerável? Uma avaliação desses meticulosos registros financeiros descobriu que muitas das riquezas em posse do ISIS são oriundas de campos petrolíferos confiscados no leste da Síria nos meses anteriores deste ano. Sim, da Síria. E agora eles possuem um patrimônio líquido de mais de $2 bilhões, ou, segundo algumas especulações, em torno de $200.000 para cada terrorista dos ISIS. Não se trata de uma farroupilha, um grupo de terroristas espontaneamente ou oportunisticamente reunidos e carentes de apoio, embora a narrativa Obama-Hillary-Rice-Benghazi esteja novamente sendo divulgada, dessa vez no Iraque.
Baseando-se apenas nos ativos financeiros e no equipamento militar deveria ser óbvio para qualquer pessoa minimamente atenta que o ISIS é algo criado e mantido por agências de inteligência do ocidente encabeçadas pelos Estados Unidos e financiado em parte por meio da Irmandade Muçulmana, uma organização que tem o seu próprio quartel-general localizado dentro da nossa Casa Branca, do nosso Departamento de Estado e da CIA.
O panorama amplo
Os acontecimentos de hoje não estão ocorrendo num vácuo. Eu escrevi muitas vezes sobre a significação de Benghazi, um tabu mortal da mídia e da política norte-americana. O ataque à Benghazi que ceifou a vida de quatro americanos foi um evento planejado na dimensão dos estados nacionais, um cavalo de guerra da Rússia para expor o fluxo de armas do norte da África para a Síria, Turquia, Jordânia e outras regiões estratégicas com o único propósito de derrubar Assad e instalar um governo da Irmandade Muçulmana, tal como ocorreu no Egito. A despeito das quatro tentativas de acusar Assad por crimes contra a humanidade, inclusive com o uso de armas químicas, as mídias não corporativas denunciaram tais ataques como aquilo que de fato eram: ataques de falsa bandeira. Por conta disso, os globalistas tiveram de acionar o “plano B” para derrotar Assad.
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Hoje, os agentes globalistas estão utilizando o ISIS para marchar sobre Bagdá e sobre a Síria através de um novo canal aberto no front sudeste [da guerra Síria] através do Iraque. Eles estão utilizando nossos ativos e nosso encorajamento para fazê-lo, situação que deveria fazer os americanos questionar sobre “pelo quê os 4500 soldados norte-americanos morreram?” Conforme o Iraque vai sendo transformado numa nação-estado conhecida como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) relacionado a terroristas da linha dura da al-Qaeda e do Talibã, resta-nos lembrar da tristeza e do ultraje de cada família americana que foi tocada pessoalmente pela morte, pelo desfiguramento, ou pela invalidez permanente dos seus amados nas forças armadas. A areia e o solo de uma terra muito distante precisa ainda absorver todo aquele sangue que foi derramado declaradamente pela liberdade entremeada por um fervor patriótico, roteiro dramático escrito nos estúdios globalistas. Talvez, a revelação de que nós iríamos entregar as rédeas do controle do Iraque, informação conhecida apenas pelos escritores do plano globalista e por certos membros do elenco, seja a razão pela qual os veteranos que retornaram de lá acabariam sendo – um dia – considerados como uma ameaça de terrorismo doméstico, tendo em vista que esta seria uma reação compreensível para uma farsa e uma traição.
O panorama amplo sempre foi a Síria por meio da “Corrida da morte para Damasco” tal como detalhei numa coluna em 20 de janeiro de 2014. O panorama amplo de tudo isso sempre foi derribar Assad e conquistar a Síria. Desse modo, quando tudo isso for desvendado – e isso vai acontecer – podemos antecipar que irá explodir em direção ao leste, para a Arábia Saudita, para o mar arábico, o norte do Irã e ao longo de toda a faixa até o Estreito de Ormuz. E quando isso acontecer – e aqui não há espaço para “se” acontecer – este ataque não irá danificar apenas o transporte marítimo e o livre trânsito do petróleo para os mercados ocidentais, ele irá também assassinar o dólar e, junto dele, as esperanças e os sonhos não apenas dos Estados Unidos, mas de toda a civilização ocidental.
O objetivo final é destruir o dólar americano por meio de um cavalo de guerra da Rússia enquanto o Traidor-no-Comando, seu bando de criminosos e seus financiadores globais escondem-se sob o pretexto da negação plausível. Isto significa a destruição da classe média através do armagedon econômico, vis-à-vis com a destruição do dólar, etapas necessárias para criar uma nova ordem econômica global e, finalmente, operar a destruição da soberania dos Estados Unidos.
Por fim, talvez, ambos os lados de um espectro político falso e suas respectivas tietes compreenderão porque muitos entre nós estamos tão preocupados a respeito da elegibilidade Constitucional do Barack Hussein Obama na ocupação do cargo mais elevado dessa nação. Nunca se tratou de uma distração, mas matéria que diz respeito à fidelidade aos Estados Unidos. Veja você o que está se armando e pergunte para você mesmo sobre para quem o Obama está verdadeiramente trabalhando. Com toda a certeza não é para a população dos Estados Unidos da América.

Notas do tradutor
:
1 - O autor usa a expressão Renegade-in-Chief, no artigo mencionado ele explica que a Agência de Comunicações da Casa Branca (WHCA, em inglês) junto com o Serviço Secreto dos Estados Unidos tem como prática dar um codinome para os presidentes. O escolhido para o Obama foi: “Renegado”. Diz o autor: “Como é possível explicar a precisão excepcional com que a WHCA forneceu para o Serviço Secreto dos Estados Unidos o codinome não muito secreto do Barack Hussein Obama logo no início do seu reino? Eis o codinome do Obama: Renegado. Segundo o dicionário Merriam-Webster, um renegado é definido como “um indivíduo que rejeita comportamento ordeiro ou convencional.” Sinônimos para renegado incluem fora da lei, radical e traidor. (…) Pense sobre isso. Logo após a sua nomeação pelo partido, alguém de dentro da WHCA tinha de escolher um codinome para o Obama e ela escolheu “Renegado”. De (aproximadamente) 171.000 palavras listadas no Dicionário da Língua Inglesa de Oxford, a palavra que sugere alguém com atitudes de traidor, fora-da-lei e radical foi escolhida antes que o Obama assumisse o cargo. Quais as chances! Quem é este grande mestre da magia e do psiquismo extraordinário que simplesmente conseguiu ver o reino futuro de tirania, desrespeito a lei, e traição do Obama, fazendo assim seu codinome coincidir perfeitamente com a sua agenda? (...) ”
2 - Referências para o entendimento da situação dos Cristãos Iraquianos:
3 - O autor faz menção à Queda de Saigon em 1975, evento onde o exército americano entregou a capital do Vietnã do Sul aos exércitos comunistas do Vietnã do Norte. A queda de Saigon foi precedida por uma imensa operação de resgate aéreo de milhares de civis e militares americanos bem como de civis sul-vietnamitas ligados ao regime. Os vídeos e imagens da época mostram cenas de imenso desespero e terror da população que foi abandonada à própria sorte. Um dos eventos ligados à Queda de Saigon foi o Terror e Genocídio Cambojano. Apenas duas semanas antes da capitulação americana, o Khmer Vermelho conquistou a capital do Camboja, Phnom Penh. Imediatamente após esta conquista os 2 milhões de habitantes da capital foram deslocados para o interior do país, iniciando um processo brutal de ruralização comunista do Camboja. Dinheiro, propriedades, livros e religiões foram proscritas. Em menos de quatro anos de regime comunista 25% dos 8 milhões de cambojanos foram exterminados (1.7~2.5 milhões de mortos) por fome e exaustão, dezenas de milhares foram torturados e mortos nas prisões.
O caso todo é um exemplo perfeito de como a imbecilidade dos movimentos pela paz mundial, das ideias hippies condensadas no 'faça amor, não faça guerra' fomentada por artistas como John Lennon (e o seu “Imagine”) e por drogados ignorantes como Jimmy Hendrix, Janis Joplin, etc., e pseudo-intelectuais produzem consequências monstruosas e prejudiciais. Lênin disse em 1922: “O objetivo final da paz é simplesmente chegar ao controle mundial comunista.”
22 de junho de 2014
Douglas J. Hagmann
Fonte: Canada Free Press
Tradução e comentários: Francis Lauer

DIREITA E ESQUERDA: A RELEVÂNCIA DE UMA DISTINÇÃO - 1a. PARTE

Artigos - Cultura

Nestes dias de intenso cinismo político, turbo-alimentado por uma confusa “entrevista” (http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article100562&ak=1) do sr. José Maria Neves, estafante e supinamente vazia, vale a pena retomar um tema mal esclarecido na esfera pública pátria.
A disputa esquerda vs. direita.
 
Proponho, todavia, aos amáveis leitores um exercício diferente, mais enriquecedor, num debate instruído que vá além dos slogans e estribilhos de circunstância. Não se vê outra alternativa.
Mas há, nisto tudo, um ponto estratégico que não pode ser ignorado: o ir e vir constante, e mesmo iluminante,entre a teoria e a prática.
 
Só assim se recupera a unidade primordial, o logos dos antigos. O ser das coisas. Como condição aliás da coerência e, porque não?, antídoto eficaz contra a mistificação; quefalsifica, que sacrifica, que destrói o laço eterno entre o discurso e a realidade. 
Temos, pois, de evitar as “palavras panzers” (Edgar Morin), o logro ideológico, a mentira fácil e escorregadia, o totem e os tabus.
 
Não podemos desistir. Não se vai, esclareça-se, cair no conto de fadas de A. Giddens (“para além da esquerda e da direita”) nem no doutrinarismo de um Bobbio, que propõe metas ideológicas no abstrato, sem analisar, convenientemente, a ação real dos partidos e das capelinhas.
 
Ainda não é “o fim das ideologias” (Daniel Bell, Meynaud,Aron, etc.). Não é também o “fim da história”. Robert Kagan já nos mostrou que, quando menos se espera, ela regressa fulgurante e decisiva.
A própria “terceira via” acaba, muitas vezes, por não ser a solução teórica, respaldando apenas, na sua intrínseca falta de imaginação, um sistema neomercantilista em que imperam “o clientelismo, as regulações e os subsídios” (José Manuel Moreira).
 
Temos, mais uma vez, e sempre, de pensar. Dealçar o olhar e ver o mundo: os continentes do saber e do conhecimento. Tudo. Temos de rejeitar, com J.-F. Revel, la connaissance inutile.
José Osvaldo de Meira Penna, esse sábio de fina intuição, cruzando como ninguém a Filosofia Política e a História das Ideias, diz-nos que a origem das duas palavrinhas mágicas remonta a 1792.
Estamos em plena Convenção.
Ano I do calendário revolucionário, expressão de um tempooutro e de uma nova “idade de ouro” (ver http://www.calendario.cnt.br/cal_revolucionarios.htm).
 
Os membros do partido jacobino, partidários da democracia radical, à la Rousseau, entram apressadamente pela porta esquerda, e sentam-se à esquerda da mesa do presidente.
Os girondinos, mais moderados e defensores do modelo parlamentar inglês, ao estilo whig, cultivando, aliás, as velhas liberdades, sentam-se à direita.
Surgem então, nesse ambiente tumultuoso da Revolução Francesa, a Gauche (Esquerda) e a Droite (Direita). Eis o puzzle montado. Decerto.
 
Surge, enfim, o motor do futuro e das disputassem fim.
Os jacobinos, com Robespierre à frente, lançam a França no caos.
Defendem a utopia da igualdade total, pregam o ódio contra a aristocracia, desprezam a religião e praticam, sem mercê, o terror da Vendeia. Nada será como dantes.
 
Como escreveu o mestre brasileiro, pouco conhecido entre nós, “A Droite permaneceu composta de liberais, que privilegiavam o primeiro termo do trinômio revolucionário Liberté, Égalité, Fraternité, ao passo que a Gauche, o lado dos assanhados e violentos, ia logo desencadear o Grande Terror de 1793/94 sob a liderança de Robespierre, no empenho exclusivo de fazer triunfar o segundo termo, igualitarista. Foi assim imposta uma ditadura terrorística que desequilibrou o regime, provocou a invasão estrangeira e conduziu ao império bonapartista, tendo como resultado a guerra civil, o genocídio da Vendéia e a conflagração européia: em suma, 1 milhão de mortos”.
 
A história não se apaga.
O sr. V. I. Lenine, em 1917, retomará a velha cilada, louvando-se expressamente no mestre gaulês da baderna. Hannah Arendt consagrou páginas deliciosas a este assunto.
A esquerda é, nestes termos, a encarnação perfeita da revolta e da tirania.A matriz do totalitarismo. A sua essência é a mentira, o crime em série. O doublespeak.
 
No romance 1984, Winston trabalha no curioso “Ministério da Verdade” como produtor incansável de mentiras. (Os vários crimes do sr. José Maria Neves, em 2006, e os atestados médicos falsos foram, com a aura de segredo de Estado, completamente ignorados, mas o dr. José Carlos Correia, o incrível, diz que estamos perante um “novo paradigma” no sector da justiça!!!).
As palavras, tomadas como estritas bandeiras de luta, irão mais tarde incendiar os corações e dividir povos e nações, com alterações semânticas que, por vezes, não passam de jogos de poder, encenações e oportunismo táctico.
 
Nos Estados Unidos da América, por ex., a esquerda (left) é, hoje, o partido “liberal”, defendendo mais intervenção do Estado na economia e, em geral, o modelo dowelfarestate.
Cada uma das partes da contenda, batendo orgulhosamente no peito, julgar-se-ádetentorada verdade revelada.Há nuances todavia, subtilezas que vão surgindo, num desafio ao espírito geométrico, ao longo do tempo.
 
A esquerda é, apesar de tudo, mestre na arte da empulhação; não tem igual.
Apresenta-se sempre, qual lobo vestido de cordeiro, como a detentora de todas as virtudes, o símbolo da rectidão, como o partido “amigo” dos pobres, da paz e da moralidade; santo e sempre cheio de boas intenções!
 
Mas quem provocou a grande hecatombe moral do séc. XX, a II Guerra Mundial e a maior miséria econômica e social de que se tem notícia desde a pré-história? Quem mais semeou o terrorismo [1] como sistema de governo? Karl Marx sempre defendeu o genocídio.
 
Quem fabricou o Gulag (leia-se A.Soljenitsyne) e a desgraça de Cuba?
Quem matou, com o requinte máximo da crueldade, mais de cem milhões de pessoas em nome de um “ideal” burlesco e irrealizável? Foi a esquerda e tem sido a esquerda, cuja fraude é, de fato, monumental. Em Italiano, a esquerda chama-se sinistra. Mesmo a calhar…
A esquerda, tal como salientou Alain Besançon, é, sem dúvida, a grande responsável pela Infelicidade do Século (e do XXI também?).
 
Na dita entrevista, o primeiro-ministro diz-se a favor do “empoderamento” (que neologismo mais feio e pedestre!) da sociedade civil, da urgente “desestatização” das mentes, da livre-iniciativa, etc., mas, logo a seguir, numa confusão genuinamente satânica, sufraga o despotismo keynesiano, com a continuação dos gastos públicos e a elevada cifra da dívida externa e do défice fiscal. (Parece que o mau exemplo de Portugal não serve para nada…).Ou seja, é o Estado paternalista, tutelando os seus pobres súbditos, quem vai lideraressa interessante, oops, “desestatização” das cabeças! O sr. JMN é, portanto, um indivíduo mesquinho e obcecado, uma alma doente, desejando simultaneamente uma coisa e o seu contrário. É impossível.

PS
: Quem quiser constatar in loco a desonestidade em ação, basta ouvir com atenção (http://www.rtc.cv/tcv/index.php?paginas=41&id_cod=33517) as declarações meiopatéticas, e bem falsas, de Julião Varela, o mui ilustre ex-sindicalista-ora-porta-voz-privilegiado-do-Governo, maldizendo, em delírio quase hipnótico, as privatizações da década de 90,que tão bons resultados trouxeram ao país e à nossa economia. Indiscutivelmente. Não é por acaso que o Banco Mundial considerou, já em 2000, o processo exemplar, entre os melhores do mundo, refira-se. Mas o sr. Varela, castiço, não quer saber dos factos.
 
Nestas coisas, segue a doutrina da turba. É um homem resoluto, um rebento puroda “democracia nacional revolucionária”! É pena que o dr. Olavo Correia, distraído nas explicações mais vulgares, não lhe tenha mostrado, com base por exemplo em F. Hayek, a ligação incindível entre a liberdade econômica e a dignidade da pessoa humana. O mercado livre não é um mero sistema econômico ou de produção, de bens e serviços. É antes a condição da liberdade humana. O seu significado é axiológico: ou mercado ou servidão. Quem for católico e sensível, que leia então a encíclica Centesimus Annus

22 de junho de 2014
Casimiro De Pina

Notas:
[1] - Sobre a influência do comunismo na promoção do próprio terrorismo islâmico, ver a instrutiva entrevista do ex-chefe da antiga Securitate romena, Mihai Pacepa,Da Rússia, com terror,in http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14427-da-russia-com-terror.html

COLÔMBIA: AS PERGUNTAS QUE NÃO FIZERAM AO SENHOR REVERT

Internacional - América Latina

Rafael Revert está em liberdade. O indivíduo que a imprensa colombiana chama “o espanhol”, no obscuro episódio da infiltração que o Ministério Público realizou em completa ilegalidade contra a campanha do candidato Oscar Iván Zuluaga, ostenta, além disso, a qualidade de “testemunha protegida do Ministério Público” e, o que é pior, estaria a ponto de sair do país, sob a proteção do Ministério Público Geral da Nação.
 
Se esse personagem se for do país, o promotor Eduardo Montealegre Lynett estaria se metendo em uma tremenda confusão. Como os advogados de Oscar Ivan Zuluaga, vítima de Rafael Revert, poderão interrogar o prófugo Revert? Pois terão que fazê-lo e descobrir outras verdades, pois a atuação desse mercenário está longe de ter sido esclarecida e porque a tal infiltração que ele executou, e que o Ministério Público utilizou para que Zuluaga perdesse no primeiro turno da eleição presidencial, sem conseguir, não pode ficar desse tamanho. A justiça tem muito que dizer a respeito.
 
Como os advogados dos serviços de inteligência das Forças Armadas, que Revert também pretende enlodar, poderiam por sua vez interrogá-lo? Como eles poderiam provar que as afirmações de Revert, e as do Ministério Público, são simples confabulações? O devido processo de uns e outros não seria dinamitado com essa evasão legalizada?
 
Graças à excelente entrevista realizada por Julio Sánchez Cristo e sua equipe da W Radio, na qual os jornalistas se esforçaram para desenrolar os fios desse obscuro affaire - e não, como em outras ocasiões, apenas lançar acusações sem fundamento contra Oscar Iván Zuluaga -, soube-se que Rafael Revert havia obtido a qualidade de “testemunha protegida” por ter entregado “informações” ao Ministério Público sobre o que ele fazia na “casa da 93”, como diz Sánchez Cristo, traindo seu empregador, o suposto “hacker” Andrés Sepúlveda, que está detido e incomunicável (pois a imprensa não pode vê-lo) em uma cela do Ministério Público de Bogotá. Há um segundo “hacker”, um equatoriano, que também teria sido detido.

Os pontos desvelados pela W Radio
Os pontos mais importantes desvelados por essa entrevista são os seguintes:
 
1. Revert foi intimidado pelo Ministério Público a colaborar com ele e não foi Revert quem se dirigiu ao Ministério Público para oferecer seus serviços. O Ministério Público lhe disse que sabia que estava fazendo um trabalho por fora da lei e que para reduzir sua eventual pena teria que colaborar com ele. Revert aceitou e pactuou trabalhar clandestinamente desde esse momento para o Ministério Público.
 
2. Quando filmou o vídeo onde aparece Oscar Iván Zuluaga, Revert já estava cumprindo ordens de colaboração clandestina com o Ministério Público. Revert não informou a Oscar Iván Zuluaga que ia filmá-lo. Depois, o Ministério Público infiltrou a campanha para destruir essa candidatura. Revert, ante as perguntas dos jornalistas, mostrou-se bastante cínico. Disse que como não lhe pediram que saísse da reunião com Zuluaga, considerou que tinha direito de filmá-lo sem advertir-lhe que ia filmá-lo. Na realidade, ele filmou o candidato presidencial para poder cumprir o pacto que tinha com o Ministério Público. Essa imagens captadas ilegalmente foram adulteradas em seguida, antes que a revista Semana as lançasse no ar.
 
3. Oscar Iván Zuluaga não recebeu informação “ilegal”. Segundo Revert, o candidato uribista não soube que havia “informação de inteligência” na informação que, segundo Revert, o escritório de Sepúlveda fornecia. Aproveitando que Sepúlveda não pode ser entrevistado pela imprensa, Revert trata de lançar toda culpa nele, sem que este possa se defender. Entretanto, Revert admite ter “desenhado a infra-estrutura” informática do escritório da “rua 93”.
 
4.Como Revert também quer enlodar Zuluaga (é o preço que deve pagar para que o deixem sair do país?), acrescentou que Andrés disse a Zuluaga que havia informação de inteligência e que ele “assentiu com a cabeça” (sic) e “aceitou a informação”, afirmação que até agora não repousa sobre nada e foi rechaçada pelo interessado.
 
5. Revert se contradisse várias vezes na desordenada entrevista. Quando lhe perguntaram se Luis Alfonso Hoyos, David Zuluaga e Oscar Iván Zuluaga receberam “a totalidade da informação” que esse escritório estava extraindo, sua resposta foi: “Em sua totalidade, não”. O que entregaram então? Ele respondeu: “Informação de inteligência que Andrés classificava”. Se essa informação só passou pelas mãos de Sepúlveda, como Revert faz para saber que era informação de inteligência? Ao tratar de se desligar das atividades desse escritório, Revert acaba por anular suas próprias acusações.
 
6. Revert não tem prova de que Andrés Sepúlveda tivesse contato ou trabalhasse com a Polícia ou com o Exército da Colômbia. Tampouco pôde confirmar que esse escritório tenha interceptado mensagens do presidente Santos.
 
7. Revert afirmou à La W Radio que viu documentos secretos “com logotipo” nos computadores de seu escritório, e que “o Ministério Público tem” esses logotipos. Os jornalistas questionam o fato de que os documentos de inteligência tenham logotipos.
 
8. Revert mostrou-se igualmente confuso, esquivo e fugidio quando o interrogaram sobre o tema dos supostos “altos oficiais da Polícia e do Exército” que “chegavam a esse escritório”. Disse que havia entregado vários vídeos ao Ministério Público onde se vê esses oficiais. Porém, Revert não sabe realmente se essas pessoas eram oficiais: não conhece seus nomes nem suas patentes, nem seus cognomes, nem sabe quanto pagavam ao escritório. O mercenário se escuda atrás de duas frases: “O Ministério Público tem tudo” e “Isso é reserva do sumário”. Os jornalistas não ficaram satisfeitos com suas respostas. Quando insistiram, Revert voltou a falar de outra coisa, para se esquivar da pergunta.
 
9. Por que o senhor Ramiro Bejarano foi convidado para essa entrevista? Ele é o advogado secreto de Revert? Quando os jornalistas estavam dando no cravo, Bejarano desviava habilmente a conversação para outro tema e ajudava assim o entrevistado. Curiosa atuação.
 
10. Ficou claro também que o Ministério Público montou essa operação de infiltração da campanha de Oscar Iván Zuluaga sem ordem de um juiz. Como se chama esse delito?

Revert tem nexos com grupos na Colômbia?


1. Revert diz que chegou à Colômbia em 12 de fevereiro de 2014 e que muito rapidamente foi contratado para trabalhar com a campanha de Oscar Iván Zuluaga. Por que revert chegou, precisamente, uma semana depois que estourasse o assunto da Operação Andrômeda? Quando Revert chegou a Bogotá, já vinha orientado pelo Ministério Público? Que contatos, secretos ou não, com outras forças políticas Revert tem na Colômbia? Ninguém lhe perguntou isso. Não lhe perguntaram tampouco se seus vínculos com o Ministério Público existem desde antes de 12 de fevereiro de 2014.
 
2. Revert repete que ele instalou “a infra-estrutura” do escritório de Andrés. O que isso quer dizer? Que foi ele quem instalou os programas informáticos piratas mediante os quais se iam fazer as interceptações ilegais de certas contas? É evidente que ele estava muito ligado a essa operação. Se não teve um papel dirigente, por que aceitou colaborar com o Ministério Público? 
 
3. Revert empregou várias vezes a expressão “dentro da estrutura que eu controlava”. A informação ilegal, ou supostamente ilegal, as interceptações das mensagens e contas dos agentes das FARC em Havana, chegavam a seu computador mediante esses programas instalados? Ninguém lhe perguntou isso. A investigação a esse respeito começou?
 
Em 4 de fevereiro de 2014 já havia estourado o escândalo mediante o qual Semana tratou de conseguir a destituição do Ministério da Defesa com a “revelação” acerca da Operação Andrômeda, a qual resultou ser legal, como admitiu o próprio presidente Santos em 5 de fevereiro de 2014. Porém, os amigos das FARC disseram que essa operação havia “grampeado” os negociadores da paz, e a certos líderes de extrema esquerda, como Piedad Córdoba e Iván Cepeda. Este falou inclusive de um “episódio de espionagem” e pediu a renúncia do ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.
 
Esse foi o contexto no qual Rafael Revert apareceu na Colômbia. Semanas atrás, as FARC haviam pedido ajuda ao G2 cubano, porque acreditavam que alguém os estava “grampeando”. Que nexos Revert tem com o G2 cubano? Foi esse organismo tenebroso da ditadura castrista quem o fez desembarcar em Bogotá e o colocou no escritório de Sepúlveda? O que o Promotor Geral sabe a respeito?
 
Quem é realmente “o espanhol”?
O pirata, ou mercenário informático que hoje aparece sob o nome de Rafael Revert poderia estar ocultando sua verdadeira identidade.
 
Ter um sotaque espanhol ou ter um passaporte espanhol (que a imprensa não viu), não quer dizer que esse indivíduo seja realmente espanhol. Um hispano-falante não cometeria os erros de linguagem e dicção que ele cometeu durante o intercâmbio com Julio Sánchez Cristo e sua equipe de La W Radio, desde “algum lugar da Colômbia” em 6 de junho passado.
 
O senhor Revert utilizou lá várias expressões que geram dúvidas. Disse “assentiu a cabeça”, quando um espanhol teria dito “assentiu ‘com’ a cabeça”. Revert utilizou a expressão “alardecía”, que é uma forma errônea de conjugar o ver “alardear”, em vez de alardeava. Revert utilizou a frase “Falar em propriedades”, em vez de “falar propriamente”.
 
Esse personagem pode ser um francês ou um belga, ou alguém de outra nacionalidade, que trata de se esconder por trás do sotaque espanhol. É uma lástima que a imprensa não tenha investigado um pouco mais acerca da origem verdadeira desse curioso “espanhol”.
 
Se o promotor Eduardo Montealegre Lynett deixa Rafael Revert sair do país (Julio Sánchez Cristo disse que uma fonte do Ministério Público lhe havia “confirmado” isso), incorrerá em um grave abuso de autoridade. Tal ato não é uma obstrução à justiça? Se Revert - cuja identidade e trajetória profissional ainda estão por ser investigadas, embora tenha jogado um papel central em uma montagem que procurava tirar Oscar Iván Zuluaga da carreira presidencial -, conseguir escapar da justiça, quer dizer que o Ministério Público deixou partir uma testemunha principal de uma investigação em curso. Se esse homem “protegido” se vai do país, o Ministério Público teria jogado abaixo, uma vez mais, o devido processo na Colômbia. Em todo caso, uma coisa é certa: as dúvidas aumentam com relação à legitimidade da satanização, detenção e isolamento do jovem Andrés Sepúlveda.
 
22 de junho de 2014
Eduardo Mackenzie
Tradução: Graça Salgueiro

UM CAFÉ E A CONTA: COMO UM MILIONÁRIO BOÊMIO PATROCINOU PRESTES E O COMUNISMO NO BRASIL

Artigos - Movimento Revolucionário

celestinoparaventiLendo a ultra-esquerdista e cada vez mais governista Piauí, revista criada e dirigida pelo herdeiro de um dos maiores bancos do país e irmão do cineasta que fez uma hagiografia de Che Guevara, lembrei de Celestino Paraventi (foto), uma figura que muitos brasileiros deveriam conhecer.

Paraventi foi um milionário de origem italiana que herdou do pai a primeira torrefação de café do estado de São Paulo. Cantor lírico, boêmio, era amigo pessoal de Luís Carlos Prestes e Olga Benário, que chegaram a ser levados por seu motorista num Lincoln do ano até a casa de campo dele, na margem da Represa Guarapiranga, para curtirem uma lua-de-mel. História mais comunista, impossível.

Pelas contas bancárias das empresas de Celestino Paraventi no exterior o governo Stálin mandava dinheiro para os comunistas brasileiros sem deixar rastros, já que a movimentação financeira era tão alta que não despertava suspeitas do governo. Paraventi bancava não só muitos comunistas brasileiros como suas famílias e até suas publicações.

Além dos recursos do Komintern, Paraventi usava as empresas da família para despejar ainda mais dinheiro nas contas dos comunistas. Muitas publicações de esquerda eram bancadas por ele, que direcionava a publicidade do Café Paraventi para elas, como "O Homem do Povo", de Oswald de Andrade. Diziam que não havia um único jornal de esquerda sem anúncios do Café Paraventi.

caféparaventi

O dinheiro soviético vinha para Prestes e seus revolucionários para que pudessem dar um golpe comunista no Brasil, o que foi tentado em 1935, como vocês sabem. Paraventi tinha uma admiração quase religiosa por Prestes, a ponto de tentar vender o patrimônio da família para entregar a ele em nome da revolução comunista, o que fez com que seus parentes tentassem interná-lo num hospício. Quando suas ligações com Prestes foram descobertas pelo governo Vargas, chegou a ser preso.

Paraventi lembra também a trajetória de Eduardo Matarazzo Suplicy, bisneto no homem mais rico da história do Brasil, o Conde Matarazzo, que teve sua fortuna avaliada em 10% do PIB brasileiro em um determinado momento. Eduardo casou com Marta Teresa Smith de Vasconcellos, bisneta do Barão de Vasconcellos, outra herdeira brasileira cuja família tinha até um castelo na região serrana no Rio. Os irmãos Ana Lucia de Mattos Barretto Villela e Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, da família que é a maior acionista individual do grupo que controla o Banco Itaú, são os criadores daquele instituto Alana, que detesta o "consumismo" e quer decidir que tipo de propaganda seus filhos podem assistir.

Conhecer essas figuras é fundamental para acabar com o mito de que ricos são necessariamente "capitalistas" e "de direita", quando muitos deles, especialmente os herdeiros que não construíram o patrimônio da família, estão entre os maiores financiadores da esquerda desde Karl Marx, que passou a vida sendo bancado pelo herdeiro alemão Friedrich Engels.
Um dia deveríamos criar o Prêmio Celestino Paraventi para o herdeiro colaboracionista do ano. Quem sabe a Piauí não se interessa pela pauta?

22 de junho de 2014

Da fanpage de Alexandre Borges, diretor do Instituto Liberal.

ARMADOS E SEGUROS

Artigos - Desarmamento

Estatísticas dos Estados Unidos mostram que as vítimas armadas saem ilesas de tentativas de assalto numa proporção duas vezes maior que vítimas que se rendem completamente.

Imagine que você fosse um presidente ou primeiro-ministro de um país. Imagine também que você quisesse proteger seu poder e de seus sucessores de possíveis levantes e revoluções vindos da população. Afinal, se já aconteceu em outros lugares no passado, por que não aconteceria com você? Numa situação dessas você quer manter o uso da força letal com o Estado, através do exército e das polícias. E só há uma maneira de fazer isso: desarmar completamente a população.

Governos do mundo todo têm insistido na falácia de que é preciso desarmar as pessoas porque mais armas geram mais crimes. Sustentados por estudos superficiais e fraudulentos, e por uma miríade de apoiadores dos mais diversos tipos, eles seguem firmes no objetivo de monopolizar o uso da força e negar aos cidadãos o direito à defesa própria.
Entre os que apoiam esse tipo de iniciativa estão uma maioria de pessoas sem nenhuma noção sobre o assunto, mas que acreditam nas informações disseminadas pela mídia e pelos governos, as quais acabam se tornando senso comum quando o assunto é armamento de civis; e há também os idiotas úteis que militam nos movimentos desarmamentistas, e que contribuem para dar poderes cada vez maiores e cada vez menos democráticos aos seus governantes.

Se você está entre essa grande massa de pessoas que jamais leu sobre esse assunto, mas que crê por “senso comum” que a posse e o porte de armas por civis é algo perigoso, por favor leia este artigo na íntegra. O que eu apresento aqui são apenas fatos, sem manipulações ou mentiras. Puramente fatos.

Os defensores do desarmamento de civis gostam de contar algumas mentiras, que não se sustentam com dados e estatísticas, mas somente com a repetição; afinal, como disse Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” Para cada uma dessas mentiras há uma resposta verdadeira e lógica. Veja:

Mentira 1: a posse e o porte de armas geram cada vez mais violência
Verdade 1: o estudo da história dos países que garantem o direito do cidadão de possuir e portar armas mostra que não existe tal relação. A Inglaterra, por exemplo, teve por mais de duzentos anos uma redução acentuada de criminalidade, entre os séculos XVI e XIX, e durante todo esse período não havia restrição ao armamento da população.
Foi somente no século XX, quando essas restrições passaram a existir, que a criminalidade voltou a subir.
Nos Estados Unidos, onde cada estado tem sua legislação sobre o assunto, os estados que apresentam os menores índices de violência são justamente os que possuem as menores restrições à posse e ao porte de armas de fogo.

Mentira 2: as armas legalizadas que estão nas mãos da população acabam nas mãos de bandidos, que as utilizam em seus crimes
Verdade 2: menos de 1% das armas legalizadas acabam nas mãos de criminosos. As armas usadas nos crimes são, quase que em sua totalidade, armas ilegais trazidas por contrabandistas ou fornecidas por agentes corruptos da polícia e do exército, ambos controlados pelo governo.
Estatísticas de lugares diversos como Brasil, Estados Unidos, Suíça, Canadá, Inglaterra e Alemanha mostram sempre a mesma realidade: criminosos não roubam armas de suas vítimas – eles roubam vítimas sem armas.

Mentira 3: uma arma nas mãos de um cidadão tem mais chances de provocar danos do que benefícios
Verdade 3: em países onde a lei permite ao cidadão possuir armas, o número de mortes anuais devido a acidentes domésticos com essas armas não chega a 5% do número de mortes de inocentes por parte da polícia.
Quando os números são de crianças mortas em acidentes com armas, fato que a mídia adora explorar, a coisa é ainda mais absurda: piscinas, produtos de limpeza, fogões e mesas de centro matam, por ano, 100 vezes mais crianças do que acidentes com armas legalizadas.
Pesquisas feitas com criminosos condenados e presos mostram que em 90% das vezes o mero ato de sacar uma arma afugenta o criminoso e evita o crime, pois o bandido procura sempre a vítima mais fácil e a menor chance de ser pego.
Essas mesmas pesquisas registram que os criminosos têm mais receio de encontrar uma vítima armada do que um policial.

Mentira 4: a melhor maneira de reagir a um ato de violência é fazer tudo o que o criminoso manda, dar tudo o que ele deseja, e se manter em posição de rendição
Verdade 4: estatísticas dos Estados Unidos mostram que as vítimas armadas saem ilesas de tentativas de assalto numa proporção duas vezes maior que vítimas que se rendem completamente. Mais do que isso, em lugares onde a população pode se armar as ocorrências de crimes de confronto são muito menores, pois o criminoso nunca sabe se vai encontrar um cidadão armado pela frente.
Ou seja, os cidadãos que não querem ter uma arma acabam se beneficiando daqueles que se armam. Comparações de dados das polícias dos Estados Unidos e da Inglaterra mostram que os criminosos americanos preferem invadir casas vazias, por medo de encontrar o morador armado, enquanto na Inglaterra, onde a população foi totalmente desarmada no século XX, o número de casos de roubo com o morador em casa é 50% maior.

Mentira 5: o cidadão que se arma acaba usando sua arma para cometer crimes que não cometeria de outra maneira, como homicídios na família e no trânsito
Verdade 5: o Brasil possui um dos menores arsenais legalizados do mundo, e todos os dias pessoas são mortas no trânsito, com armas ilegais.
As estatísticas das polícias estaduais americanas mostram que os casos de tiroteio com armas legalizadas são extremamente raros, dezenas de vezes menores que os casos envolvendo armas ilegais.
Mais ainda, os homicídios são, em sua grande maioria, cometidos com armas disponíveis no momento, como facas, bastões, ferramentas, vasos, ferros de passar roupa, e com os clássicos mãos e pés. O número de mortes decorrentes de armas legalizadas não chega a 0,1% do total, seja em países que permitem que o cidadão se arme, seja nos que restringem o armamento, como o Brasil.
A posse legalizada da arma não é a variável importante na equação da violência.

Mentira 6: as armas matam
Verdade 6: quem mata são as pessoas. 98% das armas legalizadas são disparadas apenas em estandes e locais apropriados para o tiro, e essa porcentagem se mantém em países com e sem restrições à posse e ao porte de armas por civis.
Mesmo em lugares como os Estados Unidos, com sua população de 300 milhões de pessoas, e um arsenal civil de 310 milhões de armas, pode-se contar nos dedos o número de casos de assassinatos cometidos por cidadãos com suas armas legalizadas. Governos do mundo todo, em suas estratégias contra a violência, têm deixado claro que o vilão é sempre o mesmo: o comércio de drogas ilegais.
No Brasil a taxa de assassinatos entre jovens de 15 e 29 anos é o dobro da média geral, porque é nessa idade que morrem os que se envolvem no tráfico de drogas, principalmente nas favelas controladas pelos traficantes.
Estima-se que no Brasil mais de 85% dos crimes violentos, com exceção dos estupros (assassinato, assalto e roubo), estejam relacionados com o problema das drogas. Além disso, o suprimento de armas dos criminosos brasileiros é fruto da cooperação entre nosso crime organizado (PCC e Comando Vermelho) e as FARC, que fornecem rifles de assalto e outras armas de alto calibre.

William Blackstone, grande jurista inglês, disse uma vez que “O principal objetivo da sociedade é proteger os indivíduos no usufruto dos direitos absolutos, que lhes foram investidos pelas leis imutáveis da natureza.” 
Esses direitos são a segurança pessoal, a liberdade pessoal e a propriedade privada. Os legisladores dos séculos XVIII e XIX entendiam que o Estado jamais poderá atender o indivíduo em todos os momentos, e que é fundamental que se garanta ao cidadão a capacidade de proteger a si mesmo, sua família e suas posses.
Essa capacidade só pode existir se cada pessoa obediente à lei tiver o direito de se armar. Novamente recorro a Blackstone:

“Devemos lembrar de que há muitos lugares onde a sociedade não pode estar, ou não pode estar a tempo. Nessas ocasiões um homem tem que se defender e defender aqueles que o acompanham. Não é de muito consolo que a sociedade chegue com grande atraso, recolha os pedaços, e puna o criminoso.”

A população brasileira recusou o desarmamento no referendo de 2005, com 64% dos votos contrários à proibição do comércio de armas e munições. O governo petista, em sua busca insaciável por poder absoluto, ignorou a decisão do povo e aprovou leis cada vez mais restritivas à posse de armas no Brasil.
Estamos caminhando para a mesma situação da Venezuela, onde a população completamente desarmada tem sido assassinada a céu aberto pelas forças policiais de Maduro. Um tirano só consegue impor sua tirania a quem não pode se defender.
Ao deixarmos o uso da força letal totalmente a cargo da polícia e do Estado estamos abrindo mão do direito mais básico do homem, aquele que está em nosso próprio instinto de sobrevivência: o de se defender.

22 de junho de 2014
Flavio Quintela é autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

ASSASSINOS DA INTELIGÊNCIA


 Artigos - Cultura 
Pensar, até um burro pensa. O que distingue a espécie humana é sua capacidade de confrontar o pensado com o conjunto dos conhecimentos disponíveis e regular o curso do pensamento pela escala de credibilidade que vai do possível ao verossímil, ao provável ou razoável e, em certos casos, à certeza.

Aristóteles já ensinava isso.

Infelizmente, no Brasil, raros opinadores têm o senso dessas distinções. A maioria imagina que para pensar com proveito basta um pouco de lógica formal e algum domínio dos chavões mais caros ao coraçãozinho da platéia.

Em debate recente, o prof. Ígor Fúser, uma estrela do cast universitário esquerdista, assegurou que “não se pode julgar a maldade um regime pelo número das suas vítimas”. Dez minutos depois, desmentia-se fragorosamente ao alegar que a ditadura brasileira “perseguiu milhares de pessoas” e que o número de cristãos assassinados no mundo está muito abaixo dos cem mil por ano – subentendendo, portanto, que a ditadura foi um horror e que os matadores de cristãos nos países islâmicos e comunistas não são tão maus quanto se diz.

Mas o pior não é isso. Mesmo sem esses autodesmentidos grotescos, a afirmativa geral que os antecedeu – a mais comumente alegada por devotos comunistas empenhados em salvar a honra dos governos mais assassinos que o mundo já conheceu – é perfeitamente desprovida de sentido.

Para perceber isso basta medi-la com a escala de credibilidade.

Em política, admite-se universalmente, as certezas absolutas são raras ou inexistentes. O meramente possível reflete a liberdade da fantasia, o verossímil é apenas questão de opinião, gosto ou preferência. Não servem como argumentos. Resta a probabilidade razoável. Quem quer que argumente seriamente em política procura nos convencer de que a razão, com altíssima probabilidade, está do seu lado.

Acontece, para a tristeza dos tagarelas, que todo argumento de probabilidade depende eminentemente do elemento quantitativo que o fundamenta explícita ou implicitamente. Se digo que o candidato X vai vencer as próximas eleições com uma probabilidade de zero a cem por cento, não disse absolutamente nada. Tanto vale dizer que um governo é igualmente malvado se não matou ninguém ou se matou milhões de pessoas.

Quando um comunista esperneia contra o que chama de “contabilidade macabra”, tem, é claro, uma boa razão para fazê-lo. Contados os cadáveres, é impossível negar que o comunismo foi o flagelo mais mortífero que já se abateu sobre a humanidade. Diante disso, só resta apegar-se ao subterfúgio insano de que o macabro não reside em fazer cadáveres e sim em contá-los.

Somando à insanidade o fingimento, a proibição de contar tem de ser suspensa quando se fala de regimes “de direita”, donde se conclui que os quatrocentos terroristas mortos no regime militar – a maioria deles de armas na mão – são um placar muito mais hediondo e revoltante do que os cem milhões de civis desarmados que os heróis do comunismo assassinaram na URSS, na China, na Hungria, em Cuba etc.

O senso das quantidades e proporções é a exigência mais básica e incontornável não só da conduta honesta, mas da racionalidade em geral. Dissolvendo-o pouco a pouco na platéia, os fúseres da vida destróem não só a moralidade pública, mas as próprias condições elementares do funcionamento normal da inteligência humana.
Se nas universidades brasileiras há uma quota de quarenta a cinqüenta por cento de alunos analfabetos funcionais, isso não se deve só a uma genérica “má qualidade do ensino”, mas ao fato de que há décadas o discurso comunista e pró-comunista onipresente espalha, nas mentes dos estudantes, doses maciças de estimulação contraditória e obstáculos cognitivos estupefacientes.


22 de junho de 2014
Olavo de Carvalho
Publicado na Folha de São Paulo.