"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 17 de março de 2014

A ASSUSTADORA MENSAGEM DE FRANKLIN MARTINS PARA JOSÉ DIRCEU


O terrorista Franklin Martins, em 1969.

Hoje o mensaleiro corrupto José Dirceu completou 68 anos. No lugar onde deveria estar. Na cadeia. Seus amigos e parentes gravaram vídeos para serem levados para ele, além de mensagens. Franklin Martins redigiu um texto assustador, tendo em vista o seu passado de terrorista e sequestrador. Leiam:

"mais cedo ou mais tarde, a verdade prevalecerá. Quem julgou sem justiça e condenou sem razão, também será julgado e condenado um dia."

Há na frase uma nítida ameaça aos ministros do STF e a confissão de que existe, em andamento, um projeto para dissolver o Supremo Tribunal Federal, cujos ministros são vitalícios, o que consiste em claro ataque à ordem constitucional. O que o STF julgou não tem retorno, a não ser com um golpe de estado.  Ninguém pode pregar que um ministro do Supremo será julgado e condenado, a não ser que defenda o fim do Estado de Direito.

Franklin Martins, em 1969, integrou o grupo da Ação Libertadora Nacional e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro que cometeu o crime hediondo de sequestro do embaixador americano Charles B. Elbrick. Foi ele que redigiu o manifesto lido à Nação, onde fazia a seguinte ameaça:

"A ditadura tem 48 horas para responder publicamente se aceita ou rejeita nossa proposta. Se a resposta for positiva, divulgaremos a lista dos quinze líderes revolucionários e esperaremos 24 horas por seu transporte para um país seguro. Se a resposta for negativa, ou se não houver resposta nesse prazo, o sr. Burke Elbrick será justiçado."

Os militares libertaram os quinze presos, entre os quais José Dirceu. Anos depois, Dirceu está preso pelos seus crimes. Franklin Martins, que ameaça ministros do STF, vai coordenar a campanha de Dilma Rousseff. É assustador. 
17 de março de 2014
in coroneLeaks

VERGONHA ALHEIA! A CONHECIDA INCAPACIDADE DE EXPRESSÃO DA DILMA CRIA INCIDENTE DIPLOMÁTICO


Hoje o Palácio do Planalto teve que emitir uma Nota Oficial para explicar o que Dilma quis dizer ontem, enquanto sobrevoava as regiões alagadas no Norte do Brasil. Pior: por mais que a nota tente, mesmo assim o mundo continua sem entender o que Dilma disse. Ou quis dizer. Ou tentou dizer. Ou pensou dizer. Ou. Leiam abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República (SIP) vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Não é verdadeira a afirmação de que a Presidenta da República tenha responsabilizado a Bolívia pelas cheias que estão castigando os estados do Acre e de Rondônia;

2. Durante a visita que fez hoje a Porto Velho para verificar de perto os estragos causados pelas chuvas e onde anunciou medidas Federais de ajuda àqueles dois estados, a Presidenta foi muita clara ao dizer que as cheias são resultados de um fenômeno climático que elevou, em muito, a quantidade de chuvas nas cabeceiras dos rios que cortam a região;

3. Em sua fala, a Presidenta disse: “ A avaliação nossa é que houve, de dezembro a fevereiro, um fenômeno em cima da Bolívia…mas o que ocorreu ali? Ocorreu uma imensa concentração de chuvas. Nós temos dados de 30 anos, de 30 anos. Nesses 30 anos, não houve nenhum momento, nenhuma situação tão grave quanto essa, em termos de precipitação pluviométrica num só lugar”;

4.Para deixar mais clara a sua fala, a Presidenta recorreu à uma fábula: “..E aí eu até disse aqui uma fábula, que vocês conhecem, a fábula do lobo e do cordeiro. O lobo, na parte de cima do rio, olhou para o cordeiro e disse: “Você está sujando a minha água”. O cordeiro respondeu: “Não estou, não, eu estou abaixo de você, no rio”. A mesma coisa é a Bolívia em relação ao Brasil. A Bolívia está acima do Brasil, em relação à água. Nós não temos essa quantidade de água devido a nós, mas devido ao fato que os rios que formam o Madeira se formam nos Andes, ou em regiões altas, se eu não me engano, o Madre de Dios e o Beni”;

5.Como se vê, a fala da Presidenta se ateve a fenômenos climáticos e não geo-políticos.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República
 
17 de março de 2014
in coroneLeaks

THE CLASH

O Brasil não tem uma cultura de liberdade. É um país autoritário à direita e à esquerda.

Volto ao tema do humor porque a questão continua a preocupar e acho que o que aconteceu com o grupo Porta do Fundos não pode acontecer. O humor não pode ser considerado "falta de respeito". Humor não é caso de polícia.

Quando o vocabulário público toma esse viés, estamos às portas da censura. Mas quem normalmente gritou contra a censura na ditadura são os mesmos que agora são os verdadeiros responsáveis por esta infelicidade.

Vemos "ex-guerrilheiros da liberdade" agora pregando a censura em nome do culto das "vítimas sociais". Claro que quase toda a moçada que diz que era guerrilheira da liberdade no tempo da ditadura era de fato tão autoritária quanto os militares. Mas ninguém pode dizer isso, porque é "feio". Este é um "adendo" a ser feito à comissão da verdade.

Mas o problema não foi criado pelos cristãos ou pela polícia ofendida. Foi criado por toda uma "trupe" que abraçou a causa do politicamente correto no Brasil. Agora, aguentemos.

 Como determinar se mostrar Jesus batendo papo na cruz com o soldado romano que vai pregar suas mãos não é "falta de respeito" se aceitamos de partida a ideia de que "falta de respeito" ou "incitação ao preconceito" podem ser associados ao humor? Como dizer que um cristão está errado em afirmar que uma piada desta "incita a população descrente a ridicularizar cristãos"?

Portanto, devemos responsabilizar aqueles que começaram com essa cultura de censura travestida de "discurso do respeito".

 Liberdade de expressão implica riscos. E não se responde a liberdade que nos incomoda pedindo R$ 1 milhão por insulto. Mas o Brasil está virando uma ditadura light e só não vê quem não quer. Os ignorantes ainda não perceberam que a destruição da liberdade é muito mais eficaz quando é levada a cabo pela "cultura" e não pelas armas. Foi isso que os "totalitários do bem" perceberam e estão pondo em prática.

Mas o próprio sistema legislativo e jurídico brasileiro (seja por contar com oportunistas de plantão, seja por contar com idealistas totalitários --não conheço um idealista que não acabe sendo totalitário...) criou as condições de possibilidade pra eliminarmos a liberdade de expressão no Brasil.

O politicamente correto é uma cultura descarada do medo e não uma preocupação com a justiça. O Brasil não tem cultura de liberdade. É autoritário à esquerda e à direita.

Muita gente que agora está indignada com a tentativa de alguns cristãos de processar o grupo em questão é, em parte, o tipo de gente que inventou a cultura da demonização do humor. Que provém do veneno que criaram.

Podemos esperar mais dos cristãos de fato "praticantes", pois eles são organizados, têm grana e filhos aos montes. Não vai parar aí. São uma cultura combativa que derrubou o império romano.

Em 1992, o cientista político Samuel P. Huntington fez uma conferencia no American Enterprise Institute, depois ampliada e publicada na revista "Foreign Affairs" em 1993, com o título "The Clash of Civilizations" (O Conflito das Civilizações). Algumas semanas atrás, o colega J.P. Coutinho citou este texto em sua coluna aqui na "Ilustrada".

Pois bem, a playboizada politicamente correta adora xingar Huntington dizendo que seu texto é "preconceituoso". Mas qualquer um que leia seu texto, guardando a distância devida (1992-1993), perceberá que sim, de lá pra cá, os conflitos são cada vez mais culturais. E o "clash" não é só entre grandes sistemas civilizacionais (como é o foco de Huntington), mas entre culturas locais.

O conflito atual entre russos e ocidentais, na realidade muito antigo, marca a diferença entre práticas centradas na ideia de etnia misturada com interesses pragmáticos contra práticas centradas na ideia de interesses pragmáticos sem opções étnicas.

O autor fala de países rasgados entre culturas conflitantes. O Brasil hoje é um país rasgado entre uma cultura liberal, centrada no indivíduo e na valorização da autonomia e autorresponsabilidade, e uma autoritária, centrada no "coletivo" e no culto do ressentimento e da dependência.
17 de março de 2014
Luiz Felipe Pondé, Folha de SP

CHEGA DE CINISMO

Recentemente, depois de uma conversa com estudantes em São Paulo, fui abordado por um universitário.
 
Leitor voraz, inteligente e apaixonado, seus olhos emitiam um sinal de desalento. "Deixei de ler jornais", disse de supetão. "Não adianta o trabalho da imprensa. A impunidade venceu."
Referia-se à vitória dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Confesso, caro leitor, que meu otimismo natural estremeceu. Não se tratava do comentário de alguém situado no lusco-fusco da existência. Não. Era o diagnóstico de quem está nascendo para a vida.

Por uns momentos, talvez excessivamente longos, uma pesada cortina toldou meu espírito. Acabei reagindo, pois acredito na imensa capacidade humana de reconstruir a ordem social. Estou convencido de que os países construídos sobre os valores da verdade e da liberdade têm demonstrado maior capacidade de superação.
 
E o Brasil, não obstante os reiterados esforços de implosão da verdade (a mentira e o cinismo tomaram conta da vida pública) e de destruição da liberdade (a desmoralização programada das instituições democráticas e a transformação das imensas massas de excluídos em instrumentos do marketing populista), ainda conserva importantes reservas éticas.
Escrevo, por isso, aos homens de bem. Eles existem. E são mais numerosos do que podem imaginar os voluptuosos detentores do poder.

Escrevo aos políticos que ainda acreditam que a razão de ser do seu mandato é um genuíno serviço à sociedade. Escrevo aos magistrados, aos membros do Ministério Público, aos policiais, aos servidores do Estado. Escrevo aos educadores, aos estudantes, às instituições representativas dos diversos setores da sociedade.
Escrevo aos meus colegas da imprensa, depositários da esperança de uma sociedade traída por suas autoridades. Escrevo aos pais de família. Escrevo, enfim, ao meu jovem interlocutor. Quero justificar as razões do meu otimismo. Faço-o agora.

O Brasil está, de fato, passando por uma profunda crise ética. A corrupção, infelizmente, sempre existirá. Ela é a confirmação cotidiana da existência do pecado original. Mas uma coisa é a miséria do homem e outra, totalmente diferente, é a indústria da corrupção. Esta, sem dúvida, deve e pode ser combatida com os instrumentos de uma sociedade democrática.

A simples leitura dos jornais oferece um quadro assustador do cinismo que se instalou nas entranhas do poder. Os criminosos, confiados nos precedentes da impunidade, já nem se preocupam em apagar suas impressões digitais. Tudo é feito às escâncaras, num processo programado de corrosão da democracia. Valores e princípios são mandados para o espaço.
 
O que importa é não soltar o poder. Os lulopetistas sempre menosprezaram os prejuízos eleitorais decorrentes do mensalão. Dizem que, mesmo depois de descoberto o esquema, Lula conquistou duas vezes a Presidência da República e elegeu Dilma Rousseff sua sucessora.
 
O mesmo discurso foi entoado pelos advogados dos mensaleiros. Dilma, aparentemente, é mais recatada. Todavia as ações concretas da presidente mostram que sua visão ética da vida pública é a mesma de Lula: pragmatismo absoluto, vale-tudo, ausência de qualquer vestígio de estadista.

Mas não é só a impunidade que conspira contra os valores democráticos. Um dos últimos capítulos da novela de desestabilização das instituições foi o espetáculo de vandalismo em Brasília patrocinado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que transformou a Praça dos Três Poderes num campo de batalha.
 
Tudo começou com uma passeata de protesto contra o governo e a prisão dos mensaleiros. Mas não demorou para o MST mostrar sua verdadeira cara: 15 mil militantes marcharam até a sede do STF, tentaram invadir o Palácio do Planalto e atacaram policiais militares (PMs), num confronto que resultou em 42 feridos, entre PMs e manifestantes.
 
A reação do governo indica o apreço das autoridades pelas instituições democráticas: os militantes foram recebidos pela presidente da República como se nada tivesse acontecido. Faz-se, de fato, o diabo para conquistar votos. O respeito à democracia é detalhe menor. Mas a coisa foi mais longe: Gilberto Carvalho, braço de Lula no Ministério de Dilma, afirmou que o governo continuará a financiar o MST.
 
Resumo da ópera: recursos públicos - o seu dinheiro, amigo leitor - devem ser usados para financiar entidades que caminham na contramão dos valores democráticos.

A ação do MST não foi uma explosão irresponsável de vandalismo. Foi uma estratégia de desmoralização da democracia. E o que fez a presidente? Acariciou os baderneiros e abriu o caixa para financiar a bagunça.
O comportamento de Dilma é muito parecido com o de Lula: corrige em público, mas afaga e patrocina em privado. Assim foi com os protagonistas do maior espetáculo de corrupção da História deste país. E assim será com seus bibelôs radicais. Todos, afinal, estão a serviço da consolidação do projeto autoritário de poder.

O que espanta, caro leitor, é a covardia e ausência de propostas de amplos setores da oposição. Como cães sem raça, ladram, mas não mordem. Transmitem a sensação de que há muito rabo preso nos bastidores da Ilha da Fantasia.

A sociedade está cansada de tanta inconsistência, de tanto jogo de faz de conta, de tanto cinismo. Quer mudança. Quer um projeto verdadeiramente transformador. Os protestos da cidadania não foram decodificados com profundidade. A opção consumista é página virada. O povo quer educação, saúde, transporte. A classe emergente vai mostrar sua cara e sua força.

As eleições estão aí. É preciso votar bem. Renovar, profundamente, o cenário nacional. Não devemos votar em candidatos sob suspeição, em políticos indiciados, em oportunistas ou covardes. Verdade, liberdade e cidadania podem fazer do Brasil um grande país. Só depende de cada um de nós.
 
17 de março de 2014
Carlos Alberto Di Franco, O Estado de S. Paulo

MALES ANTIGOS


A inflação ascendente e os escândalos de corrupção tornaram reforma do Estado e mudança do regime fiscal temas inevitáveis das eleições
O espetáculo da reforma ministerial agitou nossos meios políticos.
A reacomodação dos situacionistas nas trincheiras do aparelho de Estado é tão ruidosa quanto a batalha eleitoral que se aproxima. A
s eleições brasileiras tornaram-se uma feroz disputa pelo comando de gastos públicos que atingem 40% do produto interno bruto. As disputas partidárias têm se limitado à tomada de poder. O vazio de suas agendas e a omissão quanto às reformas necessárias reduziram nossa vida política a uma sucessão de escândalos.
Para que uma reforma ministerial pudesse transcender meros interesses políticos de curto prazo, precisaria estar associada a mudanças na própria estrutura administrativa do Estado. Seguimos com a centralização administrativa e burocrática herdada do regime militar.
A concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal desvirtua nossas práticas políticas, assim como a mesma tradição francesa de centralização administrativa tornou-se a herança maldita do Antigo Regime monarquista aos revolucionários de 1789 e aos bonapartistas que lhes sucederam.
A monolítica engrenagem causou a degeneração dos mais nobres ideais iluministas. Da democracia ao terror jacobino. Da fraternidade às guerras napoleônicas. O mesmo mal que se abateu sobre os desafortunados bolivarianos do século XXI.

A inapetência por reformas é também uma demonstração de insensatez. Os gastos públicos são centralizados em demasia (reforma fiscal), financiados por impostos excessivos (reforma tributária), a legislação trabalhista é obsoleta e os encargos sociais, proibitivos (reformas trabalhista e previdenciária).

Desperdiçamos crises colossais - hiperinflação, moratória externa, sequestro de poupança interna - sem ousar um ataque frontal às deformações do aparelho de Estado.
Nessa dimensão fiscal perdeu-se a hegemônica social-democracia brasileira. Mas acabou sua margem de manobra. A remoção dos subsídios aos preços de energia e combustíveis será incontornável exigência do futuro ajuste fiscal. Esses aumentos de preços esperam-nos à frente, além das pressões do dólar sobre a inflação já nos próximos meses.
A inflação ascendente e os escândalos de corrupção, filhos de nosso Leviatã, tornaram a reforma do Estado e a mudança do regime fiscal temas inevitáveis das eleições.
17 de março de 2014
Paulo Guedes, O Globo

ROMPIMENTO JÁ!


BRASÍLIA - Vou dar uma de advogado do PMDB. Não que o partido precise de defensores, mas é incrível como virou a geni da política brasileira. Tem lá sua --enorme-- culpa no cartório, mas, hoje, em nada difere de outras siglas no país.

Vejamos o caso atual, da guerra entre a presidente Dilma Rousseff e o PMDB, principalmente o da Câmara. A tensão entre os dois lados chegou a tal que ponto que a petista, num desabafo, chegou a dizer que preferia perder a eleição a se sujeitar às chantagens peemedebistas.

Puro desabafo. Tanto que, dias depois, a presidente tratou de negociar com o mesmo partido que diz não suportar mais. E por que diz não suportar? Porque o PMDB tem uma sede insaciável por cargos e verbas.

Fama para tal os peemedebistas têm de sobra. Só que, hoje, eles se contentam com bem menos do que os petistas. Partido no poder, o PT controla nada menos que 17 ministérios. Já o velho PMDB fisiológico controla somente cinco.

Sinceramente, eu diria que, hoje, o PMDB parece viver de "migalhas" distribuídas pela presidente Dilma, além de sofrer nas mãos da dona do Planalto, que trata o seu maior aliado com um certo desprezo.

Estivesse eu na posição do PMDB, não ficaria aguardando a presidente sair do mero desabafo. Romperia antes com um aliado que só me trata tão mal. Primeiro, por amor próprio. Segundo, porque ficar sempre no papel de coadjuvante dá nisso, em aliado de segunda categoria.

Só que, como sempre, o PMDB vai ficar agarrado ao governo de plantão. Insultado publicamente, deixa a entender que as migalhas, das quais tanto reclama, são de grande serventia para sua sobrevivência. Delas não quer e não vai abrir mão.

Por fim, é incrível como o PT de Dilma Rousseff, pós-mensalão, ainda se acha acima do bem e do mal. Monta um governo de coalizão, exige fidelidade de seus aliados, mas faz uma distribuição totalmente desigual do condomínio do poder.

27 de março de 2014
Valdo Cruz, Folha de SP

VEM AÍ A COPA DO RACIONAMENTO DE ENERGIA

 

 
Pelo que está acontecendo no país e pelo que está previsto para os próximos meses, muitos brasileiros estarão sem energia elétrica na sua casa para ver os jogos do Brasil. A situação só não é gravíssima porque o governo petista esconde os números com medo de reconhecer que estamos à beira de um colapso. 
 
Apenas um dado já deveria fazer Dilma Rousseff chamar uma cadeia de rádio e televisão para anunciar um racionamento de energia como única forma de fugir do apagão.O nível das bacias das regiões Sudeste/Centro-Oeste, que respondem por 70% da capacidade instalada, encerrou a semana em 35,8%, quase o patamar da média de março de 2001, ano do racionamento eletricidade no Brasil, que foi de 34,5%. Quanto aumentou o consumo nestes últimos 13 anos? 
Por outro lado, o rombo aberto pelo acionamento de 100% das termoelétricas e pela explosão do custo da energia pode chegar a R$ 20 bilhões. Hora ou outra, estas usinas terão que parar para manutenção, sob pena de pararem de funcionar. Se correr o bicho pega. Se parar o bicho come. 
Segundo matéria de O Globo, publicada hoje, a previsão do tempo para os próximos meses continua pouco animadora. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura, reafirma sua previsão de ausência de chuva no Sul de Minas Gerais e de São Paulo, onde estão os principais reservatórios das hidrelétricas, daqui em diante. Só há previsão de cair pé d'água no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o que não colabora com o reservatório de Itaipu, que está no Paraná.
Expedito Rebello, chefe da meteorologia do Inmet que trabalha no órgão há 32 anos, diz que a situação de médio e longo prazo é bastante preocupante. - É a pior seca que já vi - conta, rebatendo a questão sobre se há risco de haver racionamento. - Essa resposta é com o governo. Ele explica que o Brasil tem os períodos seco e chuvoso bem delineados. O seco, porém, se incia agora em abril. Ao passo que o chuvoso só retorna na segunda quinzena de setembro. - Até lá quase não vai chover . E, para ajudar, há a evaporação que se encarrega de reduzir o nível dos reservatórios de 5 a 7 milímetros por dia - explica.
O período mais duro da seca estará ocorrendo exatamente durante a Copa do Mundo. Portanto, preparem-se para ouvir os jogos do Brasil pelo radinho. De pilha! 
 
17 de março de 2014
in coroneLeaks

SUPERFATURAMENTO DE MAIS DE R$ 600 MILHÕES!

Só o que o governo petista do DF fraudou no Mané Garrincha, daria para reformar dois Gigante da Beira-Rio.

Na foto acima, o antigo e o novo Mané Garrincha, comparado com o antigo e o novo Gigante da Beira-Rio. Somente o superfaturamento já encontrado na reforma do Estádio Mané Garrincha, no Distrito Federal, governado pelo petista Agnelo Queiroz, daria para reformar duas vezes o Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre, que custou pouco mais de R$ 300 milhões. O rombo nos cofres públicos já  passa de R$ 600 milhões. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.
 
A reforma do estádio Mané Garrincha, a arena mais cara da Copa do Mundo, tem indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões, segundo análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal. 
Segundo levantamento feito por técnicos do tribunal, o superfaturamento é resultado de uma série de irregularidades, como compra indevida de material, cálculo equivocado no custo de transporte, além de abono de multa pelo atraso na entrega da obra e atraso na solicitação de descontos na cobrança de impostos prevista em lei.
Os contratos analisados pela área técnica do tribunal dão pistas de como o custo do estádio dobrou desde o início da obra, passando de R$ 700 milhões, em 2010, para os atuais R$ 1,4 bilhão. Um dos exemplos para entender o gasto excessivo "sem mais esforços", segundo os técnicos, é o cálculo de transporte de materiais pré-moldados no canteiro de obras.
A fábrica dessas peças fica a 1,5 km do estádio, na capital federal, mas o custo de transporte foi calculado como se tivessem sido transportados de Goiânia a Brasília, uma distância de 240 km. O custo de transporte cobrado do governo do DF foi de R$ 592 por metro cúbico desses materiais, quando para os auditores deveria ser de apenas R$ 3,70. Somente neste caso, o prejuízo estimado foi de R$ 879 mil.
"Sem mais esforços, percebe-se que os custos foram superestimados, pois o transporte de pré-moldados ocorre dentro do próprio canteiro de obras. A utilização de custo de transporte Brasília-Goiânia' é totalmente inadequada para o serviço, não merecendo comentários adicionais para a reprovação do método", diz o relatório.
O superfaturamento de R$ 431 milhões em discussão pelo tribunal é o somatório das irregularidades apuradas em cinco processos. Os valores apontados na auditoria ainda podem aumentar porque o cálculo foi feito com base em análise de julho de 2013. Em janeiro, após a apresentação do relatório da área técnica, o tribunal abriu prazo de 30 dias, acrescidos de mais 90 dias, para o governo do DF justificar os gastos. Depois disso, os auditores vão analisar as explicações e definir o valor final que deve ser considerado excessivo.
O documento será enviado ao relator do processo, conselheiro Manuel de Andrade, que poderá diminuir os valores ou mantê-los ao levar à votação no plenário do tribunal. Desde que o Mané Garrincha começou a ser reformado para a Copa do Mundo, em 2010, o Tribunal de Contas do DF já conseguiu diminuir os custos da obra --seja com abatimento no contrato ou alterações nas licitações-- em exatos R$ 179.754.554,20.
Isso somado ao prejuízo potencial em discussão agora, o valor final que pode ser economizado no processo de reforma do estádio chega a R$ 611 milhões.
 
DESPERDÍCIO
 
Na avaliação dos auditores, há casos de escolhas feitas pelos engenheiros da obra, com o aval do governo, que elevaram o orçamento. Responsável por 19% do custo da obra, serviços relacionados ao fornecimento de aço foram considerados ineficientes pela auditoria. Na obra, foi aplicado o método convencional de corte e dobra, causando um desperdício de 12% de aço e um prejuízo total de R$ 62 milhões.
Os auditores chamam atenção: a mesma empreiteira, com a mesma técnica, teve um desperdício de apenas 5% no estádio de Manaus. Já em Cuiabá, foi utilizado o método sugerido pelos auditores, e não houve perda de aço. Há ainda críticas à forma com que o governo do DF gerenciou a obra. Planejado para ser entregue em dezembro de 2012, o estádio só foi inaugurado, com atraso, em 2013.
Segundo os auditores, o consórcio responsável pela obra deveria ser multado em R$ 35 milhões por causa do atraso, mas nada foi feito. A análise também apontou atraso de 14 meses para serem pedidos ao governo federal descontos em impostos, previstos em lei. Isso fez com que o DF deixasse de economizar outros R$ 39 milhões.

17 de março de 2014
in coroneLeaks

PMDB, O PARTIDO DA BOQUINHA

 

 
Quando o país pensa que o PMDB, finalmente, acordou para a decência e a preocupação com os destinos do país, ao confrontar o governo hegemônico do PT, um dos seus maiores líderes solta a seguinte frase:
"A única certeza que tenho é que o PMDB estará com o próximo presidente, ganhe Dilma, Aécio ou Campos. Por que me preocupar com isso agora?"
A declaração, que expressa muito bem o espírito fisiológico do PMDB, foi dada ontem, por Edson Brum, presidente da legenda no Rio Grande do Sul, ao dizer que a questão nacional ainda não está sendo discutida no Estado e citando a tradição do partido sempre integrar a base do governo federal, não importa quem esteja no Planalto.
 
O PMDB gaúcho poderá tanto estar com Aécio Neves quanto com Eduardo Campos. Só não estará com o PT porque este tem candidatura própria.
 
O slogan do PMDB - O Partido do Brasil - deveria ser substituído por O Partido da Boquinha. E continuar caminhando para a beira do abismo, marcado na paleta como o partido mais escroto do país. 
 
17 de março de 2014
in coroneLeaks

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Bispo Macedo pode negociar Record com Televisa, e petistas armam laranjas para comprar o Estadão
O Bispo Edir Macedo Bezerra, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, estaria interessado em se desfazer de sua participação na Rede Record de Televisão ou, na pior hipótese, negociar os 30 por cento de controle acionário que a legislação permite. Macedo só não aceita fazer negócio com empresários brasileiros ou seus “laranjas”. O Bispo já rejeita, antecipadamente, pressões de petistas para uma parceria. Macedo sabe que amigos de Luiz Inácio Lula da Silva desejam investir na aquisição de um grande grupo de comunicação.

O grupo transnacional interessado na rede Record é o mexicano Televisa, que pertence ao bilionário Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel. Slim quer se expandir para cá depois que o Instituto Federal de Telecomunicações do México ameaça impor sanções mais duras contra o que considera “agentes econômicos hegemônicos no mercado de radiodifusão e de telecomunicações”. Nos bastidores, um grande empresário de comunicação considera viável que Macedo faça o negócio, porque não considera mais que a Record seja estratégica para a IURD. Além disso, a emissora tem consumido mais recursos da igreja que o necessário.

A Record interessaria ao PT, mas tal negócio não sai. Por isso, o principal alvo dos petistas é o jornal O Estado de São Paulo. Os petistas já fazem pressão sobre bancos que controlam o grande jornal paulista, para que facilite sua venda para empresários aliados do governo – e parceiros de negócios de Lula. Quem pode viabilizar o negócio para os petistas, cuidando das negociações, é Henrique Meirelles – ex-presidente do Banco Central e atual presidente do Conselho de Administração do grupo JBS – que comanda a marca Friboi.

As Organizações Globo teriam a preferência para adquirir o controle do Estadão. Mas a família do falecido Roberto Marinho teme sofrer “deslealdades do governo”, caso tente fechar o negócio. O Bradesco pode ser o maior obstáculo para que o Estadão acabe nas mãos de empresários ligados ao PT. As negociações estão quentes, mas podem esfriar de repente...

Voz dos oficiais subalternos


Suboficial da Marinha, Peter Costa, defende a “intervenção militar constitucional”.

Dias contados

O alemão Heinz Dieterich – o esquerdista que foi o principal ideólogo do falecido ex-presidente Hugo Chávez – diz que o governo em Caracas está com os dias contados.

Para Dieterich, diante da incapacidade de resolver os problemas do país, o governo de Maduro não dura mais do que algumas semanas.

Doido para tomar o lugar dele está o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello – que já articula um golpe interno com militares...

Socorro urgente


Prisioneiro de luxo


Selfie do Zé?


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
 
17 de março de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

GERAÇÃO A FIO D' ÁGUA



Finalmente alguém colocou o dedo na ferida com relação à questão da geração a fio d’água. Embora eu não seja engenheiro, tenho convicção de que a geração a fio d’água é uma solução complementar à geração hidrelétrica a partir de usinas de reservatórios convencionais – trata-se de uma forma de aumentar a capacidade de  geração de uma usina já em plena operação, sem grandes intervenções adicionais no meio ambiente.

A sociedade brasileira precisa deixar de ser refém de grupos ambientalistas que nada mais desejam do que preservar um feudo cuja finalidade é criar dificuldades para vender facilidades e por consequência se locupletarem com os processos onerosos que antecedem os licenciamentos ambientais.

A questão ambiental associada aos grandes reservatórios é perfeitamente mitigável a partir da adoção de medidas compensatórias sérias, por meio do qual os empreendedores possuem total capacidade de repor ao meio ambiente no entorno da usina o bioma eventualmente afetado, preservando tanto fauna quanto flora (terrestres e aquáticas).

Os grandes reservatórios, além de produzirem energia elétrica a preços muito competitivos, tornam-se excelentes mecanismos de gestão hídrica (imensos armazéns de água), controladores de cheias (vide o Rio Madeira totalmente descontrolado), além de vetores de desenvolvimento de turismo (indústria menos poluente que existe), projetos agrícolas (horticultura e fruticultura) e piscicultura.

A contribuição ao desenvolvimento econômico de uma região geográfica, proporcionada por usina hidrelétrica, quando limitada apenas ao aspecto energético torna-se prejudicial à nação, por outro lado, pelo conceito de aproveitamento múltiplo do empreendimento, além de proporcionar desenvolvimento sustentável regional,  o custo inicial de implantação de uma usina de reservatório convencional, otimizando o potencial de geração do local de instalação da usina poderia perfeitamente ser compartilhado com os demais empreendimentos econômicos que passam a ser viabilizados com a criação do reservatório e ainda beneficiar-se da possibilidade de agregar a geração a fio d’água.

As usinas de reservatórios convencionais só fazem sentido econômico se todo o potencial econômico que elas proporcionam for explorado em benefício da criação de empregos, arrecadação de impostos e promoção do desenvolvimento social na região de seu entorno. Assim todos ganham: Empreendedores, Meio Ambiente, Sociedade e Governo.
 
17 de março de 2014Stephen Arthur Nunn é Eletricitário.

GLÓRIA AL BRAVO PUEBLO!


“Gloria al bravo pueblo que el yugo lanzó,
la lei respetando, la virtud y honor.
¡Abajo cadenas! ¡Abajo cadenas!”


Com o refrão do Hino Nacional da Venezuela que está sendo vilipendiado pelo usurpador Nicolas Maduro, mesmo quando o invoca, começo a escrever este artigo após vários meses sem atualização do Notalatina, em decorrência de que agora tenho um programa semanal na Rádio Vox e, desde aquele front, venho dando continuidade ao trabalho que antes fazia só aqui. Hoje volto a atualizar, uma vez que há incontáveis informações que não podem ser apenas faladas no Observatório Latino, meu programa semanal, nem nos comentários que faço junto com os editores da rádio nos dois boletins diários. Então, antes de começar essa edição, publico os dois últimos programas, dos dias 14 e 21 de fevereiro respectivamente, para que fique registrado aos que não os ouviram e pensaram que o Notalatina estava alheio aos fatos gravíssimos que vêm ocorrendo na Venezuela desde o último dia 12 e para os que quiserem ouvir de novo.
 
Aí vocês poderão ter um panorama do que vem acontecendo na Venezuela desde o começo do mês. No programa do dia 21 eu comentei um relatório feito por “Venezuela Soberana” que comprova TODAS as informações que forneci nos últimos dias e ao longo dos anos. O documento chama-se “URGE UNA TRANSICIÓN PARA RESCATAR LA DEMOCRACIA EN VENEZUELA” e pode ser descarregado aqui na íntegra em pdf. Os dados mais recentes sobre o saldo da violência física contra a população pacífica são, segundo o prefeito de Caracas Antonio Ledezma, 15 mortos, centenas de feridos, 539 detidos, 19 processados e 50 aguardam apresentação nos tribunais. Dos criminosos da Guarda Nacional detidos, 4 já foram libertados, segundo reportou a correspondente da CNN en Español na Venezuela, hoje pela manhã. No entanto, Leopoldo López continua preso na penitenciária militar de Ramo Verde, em uma cela isolada de 2 x 3, segundo sua esposa Lilian Tintori que o tem visitado. Seu ânimo continua o mesmo e ele insiste em que as pessoas não devem desanimar.
 
E hoje cedo me chegou uma nota que ainda não foi confirmada mas, pelo teor e pelo que conheço de Cuba e seus ditadores, acredito que seja autêntica. Repito que não afirmo ser verdadeira mas há 90% de probabilidade de ser. Traduzo literalmente como me chegou, pela gravidade da denúncia.

“Senhores, ATENÇÃO!
 
Nós, um Grupo de Militares de Fuerte Tiuna estamos de mãos atadas. Não podemos atuar, os cubanos nos têm vigiados e as armas venezuelanas estão aos cuidados do grupo G-2 cubano. Esta é a única arma que podemos usar por ora. O governo cubano ORDENA ao governo venezuelano preparar os tupamaros, coletivos La Piedrita, Alexis Vive, Grupo Avispa de Cuba que se encontra nos quartéis venezuelanos, para sair camuflados com os opositores e provocar destruição em entidades públicas e provadas, queimar unidades de transportes públicos e privados, convocar o saque ao comércio, supermercados, farmácias, para criar o caos generalizado na Venezuela para justificar um toque de recolher, suspensão de garantias e mais repressão militar. É a forma que vão utilizar para justificar a escassez de alimentos porque não há alimentos de primeira necessidade para muitos dias, não há medicamentos, não há dinheiro, o governo está quebrado.
 
Essa é a maneira que eles justificariam o assalto que fizeram ao Tesouro Nacional e sua ineficácia: é a desculpa para culpar a oposição pelo desastre econômico que o governo causou. Os militares de altos graus estão saqueando a fortuna dos venezuelanos. Vêm tempos difíceis para os venezuelanos. Já a família de Diosdado Cabello, a de Rodríguez Torres, as filhas de Chávez, os filhos de Maduro e de sua meretriz Cilia Flores, a família de Ramírez da PDVSA, a família Carneiro e outros altos militares, ministro e deputados chavistas estão fora do país. Saíram ontem em jatinhos privados.
 
Passa isso adiante, re-envia a teus contatos, faz algo por tua pátria!”.
Bem, aí está o registro que, de certa forma, já está acontecendo. E vejam a semelhança dessas orientações como o que vimos no Brasil desde meados do ano passado! Agora, outra informação também recebida hoje, mostra o áudio de uma militar cubano instruindo a Guarda Nacional como agir nas manifestações. São informações claras e precisas, e ele diz como isso foi feito em Cuba para reprimir a população. Eles vieram para matar mesmo, e quando o instrutor descobre que estava sendo gravado, agride o autor da filmagem. Só temos o áudio. Ouçam.
No vídeo abaixo o deputado Berrizbeitia da oposição, que há dias vem denunciando a invasão cubana a seu país, fornece os nomes de alguns dos militares cubanos que possuem postos de comando no governo. Ele cita Niño Rodríguez, Frank Yanes e Leopoldo Cintra Fría, todos generais, como chefes da coordenação e ligação das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba na Venezuela, que são conhecidos como “GRUCE” (Grupo de Coordinación y Enlace). Além desses, há o já conhecido Ramiro Valdés, cujo envio à Venezuela e sua ficha criminal foram denunciadas por mim em 04 de fevereiro de 2010, pouco depois de sua chegada, e pode ser lida aqui.
 
O deputado Berrizbeitia denuncia ainda nesse vídeo o Plano Sucre - já conhecido dos militares venezuelanos - que representa o desaparecimento das Forças Armadas Nacionais e a substituição destas por milícias que hoje já são ao redor de 1 milhão de milicianos, e pretende chegar a 2 milhões até 2019. A técnica copiada de Cuba, China, Vietnã e Iugoslávia é a “guerra popular prolongada”, cujo objetivo não é defender o país mas defender o poder de quem está no comando, no caso, os ditadores. Ele fala ainda que há uma cubana encarregada dos currículos universitários e outra que desde 2008 está à frente da Segurança Alimentar, encarregada das compras da PDVAL. Assistam ao vídeo.
 
Não poderia deixar de mencionar o General Ángel Vivas Perdomo como o personagem do ano, pela sua bravura e resistência desde a trincheira de sua própria casa. No Brasil a notícia foi divulgada como se se tratasse de um marginal se escondendo da polícia. Sinto vergonha e asco desta gente que se diz jornalista e omite, criminosamente, o primeiro e mais sagrado de todos os seus deveres que é o de INFORMAR OS FATOS e não deformá-los, como fez o correspondente do Estadão em Caracas, Luiz Raatz. Na porca e falsa matéria ele afirma que o General Vivas “resiste à prisão” pedida por Maduro. Ora, um presidente não tem o direito de “pedir” a prisão de ninguém, pois isto compete à Justiça, e o sr. Raatz mente mais ainda quando afirma que ele “resistiu”. Como houve “resistência” se não houve um mandado de prisão como correspondia se fosse uma ação legal? O que está ocorrendo é que o general é opositor declarado do regime chavista e pediu passagem para a reserva em 2007, por não concordar com o aviltamento feito às Forças Armadas Nacionais, onde militares cubanos ocupam os cargos de comando, e desde que Chávez instituiu o lema cubano  “Pátria, Socialismo ou Morte! Venceremos!”, nas FAN. No vídeo abaixo pode-se ver uma publicação que o general Vivas fez em seu canal do Youtube, de uma apresentação militar, onde um general, servilmente, se submete a esse vexame criminoso. Cabe salientar que esse desfile foi em comemoração à tentativa de golpe de Estado encabeçado por Chávez, em 04 de fevereiro de 1992, e que custou a morte de centenas de pessoas, entre elas crianças. O ato criminoso que deveria constar nos anais da História Pátria como uma nódoa vergonhosa, foi transformado por Chávez como uma data a ser comemorada com desfiles por todo o país.
 
E com relação às “Avispas Negras”, grupo da elite militar cubana que comentei nos boletins da Radio Vox, o ex-espião cubano Uberto Mario explica no vídeo abaixo quem são e como agem.
 
São estas máquinas de matar, “frias e seletivas” como instruiu a besta Guevara que estão provocando todo tipo de desordens no país, como o acosso a esse estudante do vídeo abaixo, ou os assassinatos brutais cometidos contra os estudantes e a jovem Geraldine Moreno, assassinada com uma arma que em princípio é não-letal, os “perdigones”, mas atirada no rosto lhe perfurou os olhos e atingiu o cérebro levando-a à morte.
 
Encerro esta edição com mais um vídeo, este promovido na mesma data em que os estudantes foram às ruas protestar contra a invasão cubana, a insegurança generalizada, a saída do usurpador Maduro de um governo para o qual não foi eleito, o desabastecimento absoluto em todos os setores e a falência do Estado venezuelano, e um longo etc. Enquanto o governo usurpador “fala” em paz e Maduro quer comemorar o carnaval com muita festa, na prática é isso que se vê abaixo o que é ensinado nas escolas, desde a tenra idade, aos futuros milicianos bolivarianos.
 
Não vemos nas redes sociais a aguerrida militância “defensora dos direitos humanos” dar um mísero pio sobre o massacre que está acontecendo na Venezuela, porque as vítimas não são vândalos como os “Black Blocks” ou a “mídia ninja”, nem há “sininhos” ou “capilés” gritando palavras de ordem comunistas. A resistência venezuelana pede paz, liberdade e democracia, valores que só existem no vocabulário da comunalha nacional e internacional, mas que no fundo corroídos pelo ódio só desejam morte, destruição e miséria.
 
Fiquem atentos aos Boletins da Radio Vox e ao meu programa “Observatório Latino” porque lá estamos informando TUDO, em TEMPO REAL, notícias que estão sendo criminosamente sonegadas pela grande imprensa. Que Deus abençoe a Venezuela e proteja Seus filhos, livrando-os do jugo comunista. Fiquem com Deus e até a próxima!

17 de março de 2014
Notalatina
Traduções e comentários: G. Salgueiro

domingo, 16 de março de 2014

FRASES DO HERÓI DA CANALHA ESQUERDISTA DESTE PAÍS



 
1. “Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”

2. “O ódio cego contra o inimigo cria um impulso forte que quebra as fronteiras de naturais das limitações humanas, transformando o soldado em uma eficaz máquina de matar, seletiva e fria. Um povo sem ódio não pode triunfar contra o adversário. “

3. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”

4. “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!” (O Paredão é uma referência para a parede onde os inimigos de Che eram mortos por seus pelotões de fuzilamento).

5. “Eu não sou o Cristo ou um filantropo, velha senhora, eu sou totalmente o contrário de um Cristo … eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição e tento deixar o outro homem morto, de modo que eu não seja pregado numa cruz ou qualquer outro lugar.“

6 . “Se qualquer pessoa tem qualquer coisa boa para dizer sobre o governo anterior, para mim é bom o suficiente matá-la.”

7. Che queria que o resultado da crise dos mísseis em Cuba fosse uma guerra atômica. “O que nós afirmamos é que devemos proceder ao longo do caminho da libertação, mesmo que isso custe milhões de vítimas atômicas”.

8. “Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.”

9. “Deixe-me dizer, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor.”

10. “É muito triste não ter amigos, mas é ainda mais triste não ter inimigos.”

E nos dias de hoje, os esquerdopatas são contra um cidadão se defender de um bandido quando ele vem lhe roubar. Esquerdopatas, leiam a citação 3 do seu herói.
 
 
16 de março de 2014
in graça no país das maravilhas

PRÉ-CANDIDATA DO PT DIZ "QUANDO A LEI PROÍBE, FAZEMOS NA MARRA!"


 
 
 
Pré-candidata do PT diz "Quando a lei proibe, fazemos na marra!" 
 
 
16 de março de 2014
graça no país das maravilhas

ALCÂNTARA CICLONE ESPACE. VOCÊ SABE QUE MERDA É ESTA???


 
 
 
A Alcântara Ciclone Espace, empresa criada por Lula em parceria com a Ucrânia, já mandou um bilhão de dólares para o espaço e o foguete do PT chamado Conceição, como diz a letra da música “se subiu ninguém sabe ninguém viu”. Agora, a Ucrânia com a bota russa no pescoço é que o Conceição foi para o “espaço”, e o dinheiro para o buraco negro que é o bolso da cumpanherada .


Crise na Ucrânia ameaça parceria de R$ 1 bilhão com o Brasil para lançamento de foguetes

Selado em 2003, programa ucraniano-brasileiro de lançamento de foguetes, a partir do Maranhão, já consumiu R$ 1 bilhão

A crise na Ucrânia ameaça a parceria com o Brasil para lançar foguetes a partir da base de Alcântara, no Maranhão. O Cyclone 4, projetado por empresas ucranianas, corre o risco de não decolar. Se isso ocorrer, será desperdiçado cerca de R$ 1 bilhão, valor já investido pelos dois países no projeto, que pretende explorar serviços comerciais de lançamento de satélites.

16 de março de 2014
graça no país das maravilhas