"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DESCASO NA EDUCAÇÃO

O Maranhão é um retrato de absoluto descaso com os mais fundamentais direitos humanos. Para falar só de educação, o estado conta com alguns dos piores indicadores em um país que já não tem indicadores muito bons.

Desde cedo, crianças maranhenses estão muito atrás do resto do país. De acordo com a Prova ABC, ao fim do 3º ano do ensino fundamental, só 27,9% delas são proficientes em leitura, 10% em matemática e 13% em escrita. As médias brasileiras são respectivamente 44,5%, 33,3% e 30%. Ou seja: o Maranhão tem menos de metade dos resultados já ruins do país, sendo que essas crianças estão apenas iniciando a trajetória escolar.

Observando a outra ponta, vemos que, no Maranhão, somente 45% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados no ensino médio, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Apenas 38% dos jovens de 19 anos que conseguiram chegar a essa etapa de ensino no estado a concluíram e, entre eles, só 11,8% aprenderam o mínimo adequado em língua portuguesa, e 1,6% em matemática.

Escola de palha em Balsas-MA. Foto: Cristiano Mariz / VEJA

A renda média dos demais 79.576 jovens dessa idade que não têm o ensino médio completo é de menos de 500 reais por mês. O estado está condenando essas pessoas a um ciclo perverso de desigualdade.

No sistema carcerário do Maranhão, palco das atrocidades que chocaram o país nos últimos dias, a cobertura educacional é precária: a taxa de matrícula de pessoas com privação de liberdade era de apenas 5% em 2012, segundo dados do InfoPen (Ministério da Justiça). Aqueles que não chegaram ao fim do ensino médio somavam então 91%, e, entre eles, a grande maioria sequer completou o ensino fundamental.

É urgente que haja maior prioridade, atenção e ação para rompermos a situação de calamidade da educação no Maranhão há anos. Até quando vamos remediar desastres anunciados? Não seria o caso de o Brasil acordar de vez para a importância estratégica e humanitária da educação das nossas crianças e jovens? Resta alguma dúvida sobre qual é a área em que deveríamos estar investindo prioritariamente nossos recursos para mudarmos de patamar e conquistarmos um Brasil que seja realmente de todos?

Entre o urgente e o importante, chegamos ao ponto de ter que lidar com ambos ao mesmo tempo. A vida de muitas crianças e jovens depende de nós — uma parte muito pequena de pessoas privilegiadas que acordam de manhã e pegam o jornal para ler.

Depende de nós demandar uma nova prioridade estratégica para o país de olhar o futuro de forma mais generosa para com toda a população brasileira, principalmente para aqueles que, mesmo sendo a maioria, têm pouca voz e influência.

Chegou a hora de a indignação se voltar para os milhões de crianças maranhenses e brasileiras cujo direito à educação é negado.

17 de janeiro de 2014
Priscila Cruz é diretora executiva do movimento Todos Pela Educação. O Globo

VIUVAS SAUDOSAS DO KREMLIN SONHAM RESSUSCITAR FINADA LUTA DE CLASSES

 A respeito de minha crônica sobre a nova praga urbana, me escreve um leitor:

“Que artigo absurdamente preconceituoso, elitista e raso. Por favor, os jovens que estão fazendo o chamado rolezinho não estão protestando contra o consumo,pelo contrário, estão justamente tentando interagir com as melhores lojas, que vendem as marcas que eles cobiçam. Colocar acima de tudo a balança comercial e o sossego das classes mais favorecidas é seguir com a política de ignorar a desigualdade e a injustiça social do nosso país. Todos têm o direito de frequentar um local público, mas é mais fácil deixar os pobres, os feios, escondidos nas favelas. Ok, depois não reclame quando encontrar um deles no sinal. Não existe a conotação de guerra ao consumo, novamente digo, pelo contrário, eles estão indo ao shopping com suas melhores roupas, tentando mostrar poder de consumo, algo que lhes é renegado desde sempre. Ainda bem que o senhor pertence a uma geração em extinção, pois este tipo de pensamento é justamente o que impede que tenhamos uma real critica e evolução em relação aos nossos problemas sociais. Na minha opinião, vergonhosa manifestação a sua, com todo respeito".

Ora, nunca foi proibida a entrada de pobres num shopping. Podem entrar, sair, passear e comprar o que quiserem, se tiverem dinheiro para tanto. O que não podem é fazer arruaça, e é o que estão fazendo. A imprensa tem sido cúmplice nos tais de rolezinhos, passando a mão na nuca dos “jovens”. Eles encontraram uma fórmula eficaz para fazer baderna, que não será fácil contornar.

“Eles estão indo ao shopping com suas melhores roupas, tentando mostrar poder de consumo, algo que lhes é renegado (sic!) desde sempre”. Acho que você quis dizer negado. Poder de consumo não se nega. Se tem ou não se tem. Tem poder de consumo quem trabalha e ganha pelo menos razoavelmente.

Ou o leitor pretende que as roupas de grife caiam dos céus? As justificativas para a baderna estão sendo assumidas pelas esquerdas, e só podem ser assumidas a partir de uma mentira, a de que negros são barrados nos shoppings. Vejo negros entrando e saindo dos shoppings, outros trabalhando nesses, e nunca tive notícias de qualquer proibição à entrada de negros.

Só agora, com o surgimento das badernas, negros estão sendo interpelados. Afinal, quem atesta que negros constituem boa parte dos bagunceiros, é nada menos que o prefeito petista, Fernando Haddad. Que escalou o secretário da Igualdade Racial, Netinho de Paula, para dialogar com organizadores dos eventos nos shoppings.

Luciana Genro, saudosa dos bons tempos da URSS, ressuscita a luta contra o capitalismo:

“Eu detesto shopping. Só vou por causa dos cinemas. Não é por uma questão ideológica, eu simplesmente me sinto mal com aquele apelo ao consumo desenfreado, inclusive dos vendedores que sempre querem te empurrar alguma coisa mais, desesperados para aumentar seu mísero salário com as comissões de venda. E o shopping é o templo do capitalismo, justamente por causa deste apelo. Consumir é vital, pois no capitalismo tudo é mercadoria (inclusive a força de trabalho do ser humano). Mas é somente na troca (compra e venda) que o valor das mercadorias se realiza. Paradas elas não valem nada. Por isso a busca permanente por criar novidades e gerar necessidades. O que temos tem que se tornar obsoleto para que sejamos compelidos a consumir, realizar o valor das mercadorias, e assim fornecer combustível para o capitalismo”.

Para a agitprop do PSOL, paradas as mercadorias não valem nada. “Por isso a busca permanente por criar novidades e gerar necessidades”. E gerar empregos, esqueceu a moça. Por supérflua que seja uma necessidade, na outra ponta gera trabalho. Perturbar o comércio dos shoppings é ameaçar o emprego de milhares de pessoas que neles encontram seu sustento.

“Mas para que a troca seja possível é preciso a igualdade jurídica. No escravismo, por exemplo, a troca era algo excepcional e a desigualdade entre os indivíduos era parte essencial das relações sociais. Não era preciso igualdade, ao contrário, a sociedade era movida a chibatadas. Neste sentido o capitalismo foi uma evolução tremenda. Com a generalização da troca a igualdade tornou-se um imperativo, pois é necessário que eu reconheça no outro um igual para que possa com ele trocar”.

Como se um lojista precisasse reconhecer alguém como igual para vender-lhe algo. Comerciante vende para quem puder pagar, seja rico, seja pobre. Dinheiro não tem cor nem cheiro. Jamais tive notícias de alguém se recusando a vender a um pobre. E consumir é vital, sim senhora! Ou Luciana ainda não recebeu notícias do desmoronamento daqueles regimes onde o consumo praticamente inexistia, devido à falta de dinheiro ou de objetos de consumo?

Outra a mentir descaradamente foi a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros (PT), que acusa a polícia e os frequentadores de shoppings de discriminar jovens negros nos "rolezinhos".

"As manifestações são pacíficas. Os problemas são derivados da reação de pessoas brancas que frequentam esses lugares e se assustam com a presença dos jovens." Para ela, a liminar que autorizou os shoppings a barrar clientes "consagra a segregação racial" e dá respaldo ao que a PM "faz cotidianamente": associar negros ao crime.

Como se a liminar - que aliás restará inútil – interditasse a entrada de negros em qualquer shopping. Acusasse alguém os negros que ora invadem shoppings, seria imediatamente processado como racista. Dona Luiza acusa tranquila – e impunemente - os brancos. Diga-se de passagem, não é de hoje que o PT manifesta uma postura racista.

Em outubro de 2011, Marta Suplicy, ministra da Cultura, lançou editais para beneficiar apenas produtores e criadores negros. "É para negros serem prestigiados na criação, e não apenas na temática. É para premiar o criador negro, seja como ator, seja como diretor ou como dançarino", disse então a ministra à Folha de São Paulo. A decisão foi tomada em reunião em Brasília com esta mesma senhora, a ministra Luiza Bairros. Estranha igualdade racial que excluí brancos e mulatos da participação nos editais e agora defende as bagunças de negros nos shoppings. Não me confunda o leitor com racistas como Haddad ou a Bairros. Quem está definindo as invasões como sendo de negros, são estes dois próceres do PT. Pelo que vejo na imprensa, brancos também participam das invasões.

Nada de espantar, afinal o racismo foi oficializado dia 26 de abril daquele ano, seis meses antes dos editais do Minc, quando a suprema corte judiciária do país o legalizou, por unanimidade, no país. Naquela data, o STF revogou, com a tranqüilidade dos justos, o art. 5º da Constituição Federal, segundo o qual todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. A partir de então, tornou-se legal a prática perversa instituída por várias universidades, de considerar que negros valem mais do que um branco na hora do vestibular. Parafraseando Pessoa: constituições são papéis pintados com tinta. Que podem ser rasgados ao sabor das ideologias.

Alvíssaras! Ainda há esperanças. Os velhos – e jovens – comunossauros continuam sonhando com aquela sociedade onde não há consumo. Nem empregos.


17 de janeiro de 2014
janer cristaldoM

MATÉRIA DO UCHO.INFO REPERCUTE E LEVA O GOVERNO DO DF A APURAR USO DE CELULAR POR JOSÉ DIRCEU


jose_dirceu_37Na mosca – Mais uma vez o ucho.info sai à frente da grande imprensa nacional e de novo faz escola.
Na edição do último dia 6 de janeiro noticiamos que o Conselho Nacional de Justiça precisava fazer uma operação pente fino no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acabar com a mordomia dos mensaleiros condenados à prisão e que cumprem pena no local.
Nesta sexta-feira (17), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que apurará a denúncia de que o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu de Oliveira e Silva, o Pedro Caroço, teria utilizado telefone celular no presídio da Papuda, onde encontra-se preso desde o dia 16 de novembro de 2013, após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) na esteira do julgamento da Ação Penal 470, que teve como cardápio único o escândalo do Mensalão do PT.
Na edição desta sexta-feira, o jornal “Folha de S. Paulo” apenas confirmou o que antecipou com exclusividade o ucho.info. De que José Dirceu teria conversado por telefone, no dia 6 de janeiro, com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração do estado da Bahia, James Correia.
Se James Correia de fato conversou com o chefe do Mensalão do PT não se sabe, mas é fato que o local onde encontram-se presos os mensaleiros tornou-se um oásis de privilégios dentro da Papuda.
A Secretaria de Segurança Pública do DF explicou por meio de nota divulgada à imprensa que “todas as informações veiculadas por meio da matéria serão alvo de um processo administrativo disciplinar aberto na manhã de hoje. O resultado da apuração deverá transcorrer ao longo do mês de janeiro e tem um prazo de até 30 dias para ser concluído”.
As mordomias colocadas à disposição dos delinquentes do Mensalão do PT não se limitam ao uso de telefone celular, mas acesso à rede mundial de computadores, televisão de plasma e outras quinquilharias tecnológicas que por certo a Lei de Execução Penal proíbe com todas as letras.
Esse reduto de privilégios é de conhecimento da cúpula do governo do Distrito Federal e está sob a responsabilidade direta do gabinete do governador Agnelo Queiroz.

Ousadia mensaleira e ética jornalística

José Dirceu é abusado e deveria redobrar a atenção com as pessoas que decide enfrentar com presunção e soberba, pois não será um Donizete qualquer da vida o portador de ameaças a cidadãos de bem, começando por jornalistas que lutam pelo fim da corrupção e combatem com firmeza e determinação o projeto totalitarista de poder do Partido dos Trabalhadores.
Que esse episódio sirva de lição para o outrora Rasputin do governo Lula, uma vez que ainda existem no País jornalistas que não se curvam de maneira obediente e criminosa diante do dinheiro imundo e fétido que escorre pela rampa do Palácio do Planalto.
Outrossim, seria de bom alvitre que a “Folha de S. Paulo” fizesse valer a ética que brada aos quatro cantos e mencionasse em sua matéria que a notícia sobre o uso indevido de celulares pelos mensaleiros na Papuda foi publicada em primeira mão pelo ucho.info, que não por acaso é “A MARCA DA NOTÍCIA”.

Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal

“NOTA À IMPRENSA
Sobre a matéria publicada hoje (17/01) no jornal Folha de São Paulo sobre a suposta utilização de celular pelo apenado da Ação Nº 470, José Dirceu, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal esclarece que:
1 – Todas as informações veiculadas por meio da matéria serão alvo de um processo administrativo disciplinar aberto na manhã de hoje. O resultado da apuração deverá transcorrer ao longo do mês de janeiro e tem um prazo de até 30 dias para ser concluído.
2 – O resultado do processo será encaminhado à Vara de Execuções Penais (VEP).”
 
17 de janeiro de 2014

O GIGANTE CONTINUA DEITADO RESPIRANDO POR APARELHOS


Mais uma do Maldade do PT.

Haddad fecha acordo com o MST para o fornecimento de alimentos orgânicos para escolas públicas de SP. Só uma coisa me incomoda nesta notícia. Como, se o MST que não é uma entidade registrada na junta comercial?Não possui CNPJ, não recolhe impostos, não é formalizada juridicamente e não possui estatuto; e justamente por isso, não pode ser processada judicialmente pelas arruaças e destruições que promove no patrimônio alheio, como irá fornecer alimentos para a prefeitura de São Paulo? 

Vai ser tudo sem nota no caixa dois, ou irão abrir uma empresa de fachada para que consigam emitir NF sem recolher impostos?E mesmo que tenham uma empresa aberta, onde está o contrato social da empresa? Quem são os sócios? Onde fica a sede? E, cadê o edital de concorrência onde o MST foi ganhador da licitação?E se o MST abrir uma empresa e formalizar sua situação juridicamente, seus dirigentes poderão ser processados pela baderna que promovem no campo. Um tiro no pé. Votaram no Haddad, e a prefeitura já está virando um penico esquerdofrênico. O MP tem obrigação de acabar com essa bandalheira.Tem coisas que só acontecem no terceiro mundo da Amérdica Latrina.
https://www.facebook.com/organizacaodecombateacorrupcao
Siga-nos no Twitter
https://twitter.com/occ2013
@AE.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mais uma  Maldade do PT. Haddad fecha acordo com o MST para o fornecimento de alimentos orgânicos para escolas públicas de SP. Só uma coisa me incomoda nesta notícia.
Como, se o MST que não é uma entidade registrada na junta comercial?
Não poss
ui CNPJ, não recolhe impostos, não é formalizada juridicamente e não possui estatuto; e justamente por isso, não pode ser processada judicialmente pelas arruaças e destruições que promove no patrimônio alheio, como irá fornecer alimentos para a prefeitura de São Paulo?
Vai ser tudo sem nota no caixa dois, ou irão abrir uma empresa de fachada para que consigam emitir NF sem recolher impostos?
E mesmo que tenham uma empresa aberta, onde está o contrato social da empresa?
Quem são os sócios? Onde fica a sede?
E, cadê o edital de concorrência onde o MST foi ganhador da licitação?
E se o MST abrir uma empresa e formalizar sua situação juridicamente, seus dirigentes poderão ser processados pela baderna que promovem no campo.
Um tiro no pé. Votaram no Haddad, e a prefeitura já está virando um penico esquerdofrênico.
O MP tem obrigação de acabar com essa bandalheira.
Tem coisas que só acontecem no terceiro mundo da Amérdica Latrina.
 
17 de janeiro de 2014

ALÔ... ALÔ... TEREZINHA! A VERGONHA BATE A SUA PORTA!!!

                                                    É mesmo chocante...
 
 
A portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora especial das Nações Unidas sobre o direito humano à água e ao saneamento, esteve em missão no Brasil durante dez dias e se disse "chocada" com as desigualdades regionais no tratamento de esgoto.
 
Não é preciso que um estrangeiro constate aquilo que todos nós já sabemos, mas as palavras de Catarina resumem bem a vergonha que esse estado de coisas deveria inspirar em nossas autoridades.
 
Não se pode falar em fim da miséria e outros slogans eleitoreiros quando se depara com a situação que chocou a enviada da ONU.Catarina observou que houve melhorias nos últimos anos e também elogiou os investimentos no setor e o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).
No entanto, Catarina destacou as profundas diferenças entre as regiões mais e menos desenvolvidas do País. 
 
O tratamento de esgoto chega a 93,6% em Sorocaba (SP) e a 92,6% em Niterói (RJ),enquanto Macapá (AP) tem apenas 5,5% e Belém registra 7,7%.
 
No geral, 52% dos brasileiros não têm coleta de esgoto, e apenas 38% do esgoto é tratado. Segundo Catarina, o Brasil está entre os dez países do mundo onde mais faltam banheiros.
Com isso, cerca de 7 milhões de brasileiros defecam todos os dias ao ar livre.Na Região Norte, menos de 10% da população dispõe de coleta de esgoto.
O problema é maior em áreas rurais e comunidades tradicionais isoladas, onde apenas 36% dos moradores têm acesso à água tratada e menos de 25% têm acesso à coleta de esgoto considerada adequada.
 
A relatora constatou ainda que 21% da população do Nordeste não consegue satisfazer adequadamente suas necessidades hídricas - ademais, diz Catarina, os projetos de irrigação para agricultura em larga escala no semiárido estão secando poços de água para consumo das famílias. No Norte, 100% da população enfrenta falta de água ao menos uma vez por mês.
Mesmo em cidades desenvolvidas, como o Rio de Janeiro, há regiões com graves deficiências. 
 
No Complexo do Alemão, segundo observou Catarina, a água chega apenas duas vezes por semana, e a população fica com pouca água por mais de um mês durante o verão. Com isso, os moradores são obrigados a armazenar água quase sempre em más condições de higiene.
 
As diferenças são igualmente significativas quando o fator de comparação é a renda. Nos domicílios cujas famílias ganham até um quarto de salário mínimo, o abastecimento de água é 35% inferior ao necessário, enquanto nos domicílios onde a renda é superior a 5 salários mínimos o déficit é de menos de 5%. 
 
Mesmo em cidades onde supostamente a água é tratada, a qualidade não é a recomendada. Segundo números apresentados por Catarina, 52 milhões de brasileiros recebem água desse tipo. Ela disse ter ouvido vários relatos de pessoas que, ao ingerirem a água "tratada", tiveram várias doenças. "No Brasil", constatou Catarina, "a esmagadora maioria das pessoas que têm meios para fazê-lo bebe água engarrafada."
 
Para ela, o Plansab deveria ter maior ênfase na redução dessas desigualdades. O grande desafio, segundo Catarina, é a incapacidade da maioria dos municípios mais pobres de apresentar projetos de saneamento para obter o financiamento federal.
 
Catarina criticou também a enorme quantidade de órgãos do governo envolvidos nos empreendimentos de saneamento. Ela contabilizou nada menos que 7 Ministérios e 14 programas federais nessa área, o que, em sua visão, gera falta de coordenação. 
Além disso, vários municípios não dispõem de regulação sobre saneamento, gerando conflitos legais e políticos.
As deficiências de saneamento resultam em prejuízos para o sistema de saúde pública e geram impacto direto na capacidade do País de gerar riqueza. 
 
"O investimento no saneamento faz sentido não só em termos de direitos humanos mas igualmente de uma perspectiva econômica e de desenvolvimento",comentou Catarina.
Ela enfatizou que, apesar da melhora, encontrou muitos brasileiros "para os quais o direito humano à água e ao esgoto tratados ainda constitui uma realidade distante". 
 
Para ela, tal situação "não condiz com os avanços do Brasil de hoje". Difícil de discordar.
 
 
17 de janeiro de 2014
in blog do mario fortes

EUA TENTAM DIFICULTAR REVISTAS DE LATINOS E MUÇULMANOS

Comentário de LIBERTATUM: parece que os EUA decidiram definitivamente trilhar o caminho da auto-destruição.

O Departamento de Justiça americano deve expandir a sua definição de "racial profiling" –termo usado para a seleção feita com base nas características físicas de um indivíduo- para evitar que agentes federais usem critérios como religião, origem, gênero e orientação sexual em suas investigações.
 
Desde que assumiu como secretário de Justiça, em 2009, Eric Holder, o primeiro afro-americano a assumir o posto, é crítico deste tipo de seleção e já tinha ordenado a revisão das diretrizes para investigações federais.
 
Durante encontro privado com o novo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anteontem, ele teria revelado a intenção de mudar os parâmetros das investigações, segundo revelou uma fonte ao "New York Times".
 
Uma das bandeiras da campanha de Blasio foi a da mudança do chamado "stop and frisk" (pare e reviste) em Nova York, que também usava a seleção por cor de pele e origem em batidas policiais.
 
O movimento vem após uma década de críticas por parte de grupos de direitos humanos que acusam as autoridades de ter como principais alvos os muçulmanos, em investigações de contraterrorismo, e os latinos, em investigações sobre imigração.
 
Em 2003, o presidente George W. Bush chegou a banir a prática, com exceção justamente dos casos que ameacem a segurança nacional. Além disso, a proibição só valia para a cor da pele, mas não religião e origens.
 
"Essas exceções permitem que muçulmanos americanos e hispanoamericanos sejam perseguidos", disse o senador democrata Richard J. Durbin, de Illinois, em 2012.
 
Para Hina Shamsi, advogada da American Civil Liberties Union, uma das organizações que mais combatem o "profiling", acabar com a prática condiz com o que é defendido na Constituição americana.
 
"Além do mais, vai atender à demanda sempre expressa pelo FBI [polícia federal americana] de uma melhor relação com as minorias religiosas", afirma. 
 
17 de janeiro de 2014
ISABEL FLECK, DE NOVA YORK (Folha)

A RELIGIÃO DO NOVO MUNDO

            
          Artigos - Globalismo 
Assim se formará a religião universal, alimentada não apenas por opositores do cristianismo, mas, e talvez principalmente, por cristãos dissociados da essência da sua fé e apegados meramente aos efeitos dela.

Quando escrevi o texto 'Uma Ideologia Religiosa', demonstrei o caráter religioso do marxismo e como ele possui seu profeta com suas profecias, sua promessa paradisíaca e seus demônios. Deixei claro que essa ideologia é simplesmente uma imitação do cristianismo e como isso denota sua identidade satânica.

No entanto, o demônio não se limita a apenas uma via de usurpação - todos os caminhos que ele puder trilhar para que consiga tomar o lugar de Deus são utilizados. É por isso que vemos tantas manifestações filosóficas, religiosas, pseudo-espirituais e intelectuais que se assemelham demais às verdadeiras manifestações cristãs. Porém, quando bem analisadas, percebe-se que tudo não passa da imitação de um cristianismo alijado de suas ideias essenciais.

O que elas fazem é apropriar-se indevidamente dos valores cristãos, ocultando o verdadeiro possuidor desses valores. Apropriação indébita, fraudulenta e enganadora.
Ao fazer isso, tais manifestações ainda passam a exigir os louvores próprios dos defensores daquelas virtudes.
Daí, elas acabam sendo, aos olhos da multidão, os paladinos da tolerância, do amor e da caridade, quando, na verdade, foi o cristianismo quem apresentou tais virtudes ao mundo. E o pior: lançam sobre os cristãos a pecha de intolerantes, de insensíveis e de fanáticos.

Por não estarem atentos a isso é que boa parte da cristandade se renderá aos apelos do Novo Mundo. Não que ela deseje negar seu Cristo, nem abandonar sua fé, mas, ignorante que permanece, sujeita à manipulação por causa de seu desinteresse dos assuntos realmente importantes e impossibilitada de compreender às razões mais profundas de tudo, enxergará na fraude a sinceridade, na usurpação a verdade e na falsidade os valores que ela sabe serem os melhores.

Assim se formará a religião universal, alimentada não apenas por opositores do cristianismo, mas, e talvez principalmente, por cristãos dissociados da essência da sua fé e apegados meramente aos efeitos dela. Uma fé ecumênica se formará e levará consigo uma multidão de crentes enganados pela própria inocência estúpida.

Basta atentar para o quanto, dentro dos próprios apriscos evangélicos, se fala de um amor abstrato, de uma caridade meramente humana e de uma tolerância excessiva como virtude. Tem se multiplicado a pregação de um evangelho sem justiça eterna, de um Deus que fecha os olhos às impiedades humanas e a todos perdoa, ainda que não haja arrependimentos.


Não é difícil encontrar o evangelho da inclusão, que não propõe a mudança, nem a transformação, mas apenas finge imitar Cristo que não julgou a adúltera, esquecendo sua determinação que ela cessasse com seu pecado.

A nova Religião Universal não se levantará frontalmente contra uma fé chamada cristã, mas, a esvaziará de tal maneira que a tornará uma mera associação de boas maneiras, sem conteúdo vital algum, sem qualquer convocação a algum tipo de arrependimento, nem chamada a alguma escolha definitiva. Será uma religião que se coadunará perfeitamente com a mentalidade moderna que é superficial, fútil e desinteressada.


17 de janeiro de 2014
Fabio Blanco é advogado e teólogo.

A COISA ESTÁ FEIA NA PETROBRAS. ESTATAL LANÇA PDV PARA FUNCIONÁRIOS COM MAIS DE 55 ANOS


 
Empresas em crescimento não fazem Plano de Demissão Voluntária. Quem faz são empresas em crise. A Petrobras, comandada por Graça Foster (foto) vai demitir mão-de-obra altamente especializada para economizar. Uma vergonha! A matéria abaixo é do G1.
 
A diretoria executiva da Petrobras aprovou um plano de incentivo a desligamentos voluntários de funcionários, "visando contribuir para o alcance das metas de desempenho do Plano de Negócios e Gestão (PNG)", segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (17). A estatal não informou o número de funcionários que podem deixar a empresa, mas disse que receberá inscrições voluntárias dos empregados desligáveis com 55 anos de idade ou mais.
 
Segundo a Petrobras, o plano de demissão voluntária visa adequar os efetivos da empresa ao plano de negócios e "atender aos interesses da companhia compatibilizando com as expectativas dos empregados". Por volta das 14h, as ações ordinárias da Petrobras subiam 0,48% na Bovespa, e as preferenciais avançavam 0,71%. O Ibovespa tinha baixa de 0,72%.

Confira a íntegra do comunicado da Petrobras:

"A Diretoria Executiva da Petrobras aprovou ontem (16/1) um Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário - PIDV.

Este Plano é fruto da implantação do Programa de Otimização de Produtividade - POP, que tem por objetivo influenciar positivamente na produtividade da Petrobras visando contribuir para o alcance das metas de desempenho do Plano de Negócios e Gestão (PNG).

A proposta do PIDV foi desenvolvida de forma a planejar e sistematizar os desligamentos dos empregados que se inscreverem no programa atendendo aos seguintes objetivos: adequar os efetivos da companhia ao PNG; atender aos interesses da companhia compatibilizando com as expectativas dos empregados e preservar os conhecimentos existentes na companhia.

Em seu desenvolvimento o PIDV considerou que as inscrições serão voluntárias e abrangentes a todos os empregados desligáveis com idade igual ou superior a 55 anos.

A companhia manterá seus acionistas e demais partes interessadas informadas sobre o desenvolvimento do Programa."
 
17 de janeiro de 2014
in coroneLeaks  

Um comentário de leitor

Anônimo disse...
Seria mais fácil um PDC.
Plano de Demissão Voluntário da "Cumpanheirada".
Demitir funcionários experientes em vez de demitir "cumpanheiros" do partido.
Depois o Brasil não quer ser o país da piada pronta!

DÉFICIT COMERCIAL DA PETROBRAS SALTA 157,6% EM 2013, SEGUNDO O Mdic

As exportações da estatal encolheram 37,37% no ano, enquanto as importações avançaram 23,28%

 
Teminal Transpetro da Petrobras, em Barueri
Teminal Transpetro da Petrobras, em Barueri (Reinaldo Canato)

A combinação entre queda das exportações e alta das importações levou a Petrobras a amargar um prejuízo comercial de 25,716 bilhões de dólares em 2013, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O número considera apenas as operações realizadas com o CNPJ da Petroleo Brasileiro S A Petrobras, empresa que concentra grande parte das transações comerciais realizadas pela estatal no exterior.

Os números do Mdic mostram que o déficit da estatal petrolífera saltou 157,6% em relação a 2012, quando o resultado ficou em 9,983 bilhões de dólares.

As exportações da estatal encolheram 37,37% no ano e totalizaram 13,847 bilhões de dólares. Por isso, a diferença para a líder do ranking dos maiores exportadores do país, a Vale, cresceu ainda mais no decorrer de 2013. A Vale teve expansão de 3,65% em igual base comparativa, totalizando 26,504 bilhões de dólares.

Leia também:

Petrobras terá plano de demissão voluntária para 8,5 mil funcionários


Importações - As importações, por outro lado, cresceram 23,28% em 2013, para um total de 39,563 bilhões de dólares. Com isso, a companhia respondeu sozinha por mais de 16% de todas as compras externas realizadas pelo Brasil em 2013, segundo o Ministério. A variação é explicada principalmente pela necessidade enfrentada pela estatal de comprar combustíveis no mercado externo para atender a demanda interna.
Os casos mais emblemáticos são as compras de gasolina e diesel, cuja variação dos preços no mercado internacional foi praticamente absorvida pela estatal. 

A dimensão dos números de importação da Petrobras pode ser feita a partir dos resultados da Samsung, a segunda maior importadora de 2013.
A fabricante de eletroeletrônicos importou 3,848 bilhões de dólares entre janeiro e dezembro, praticamente um décimo do resultado da estatal petrolífera.

Leia também:

Captação em euros terá impacto de US$ 5 bi na dívida da Petrobras 
Reservas provadas no pré-sal cresceram 43%, diz Petrobras 
Petrobras nega venda de participação em Libra para empresa indiana  


Controladas - Os dados não incluem as vendas feitas por controladas da Petrobras com outro CNPJ, caso da Petrobras Distribuidora. A companhia ocupou a 36ª posição no ranking, com venda externa de 1,157 bilhão de dólares. O montante é 7,75% inferior ao total de 2012.

O ranking das 250 maiores exportadoras do país, divulgado anualmente pelo Mdic, também conta com a Petrobras Logística de Exploração e Produção, na 244ª posição. As vendas externas da empresa somaram 116,953 milhões de dólares entre janeiro e dezembro, retração de 32,11% ante o mesmo intervalo de 2012.

O déficit da 'conta petróleo', a diferença entre as exportações e importações da Petrobras no ano, foi o que mais impactou a balança comercial brasileira, que encerrou 2013 com déficit de 2,561 bilhões de dólares, o pior em 13 anos.

17 de janeiro de 2014
Veja
(Com Estadão Conteúdo)

A PROCISSÃO DE IMAGENS PERTURBADORAS MOSTRA AO MUNDO A CARA DO BRASIL REAL

Narrado em inglês por uma suave voz feminina, o vídeo poderia até dispensar as legendas em português: basta a perturbadora procissão de imagens para escancarar aos olhos do mundo, em menos de três minutos, a realidade camuflada pelos organizadores da Copa da Roubalheira. E reduzir a escombros o Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma amamenta.

 

"ALÔ, É JOSÉ DIRCEU, DO NÚCLEO PETISTA DA PAPUDA"

Chega de preconceito! Dirceu não fez nada além do que habitualmente fazem os marginais nos presídios!
 
Correia, o interlocutor de Dirceu: secretário na Bahia e amigão do peito, petróleo e gás
Correia, o interlocutor de Dirceu: secretário na Bahia e amigão do peito, petróleo e gás
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, governado por Agnelo Queiroz, companheiro de partido do petista José Dirceu, disse que abriu sindicância para apurar o uso de celular pelo mensaleiro dentro do presídio, prática considerada uma falta grave. O chefão petista, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, bateu um papo com James Correia, titular da Indústria, Comércio e Mineração na gestão do também governador petista Jacques Wagner,  da Bahia. O próprio Correia confirmou a conversa em entrevista ao “Painel”, da Folha. O homem é empresário da área de petróleo e gás e já contratou os serviços de Dirceu como “consultor”. Todo mundo sabe que o mensaleiro é especialista no setor, não é mesmo?
A esta altura, os petralhas pensam: “Pô, presidiários do Brasil inteiro usam celular o tempo todo; de dentro dos presídios, saem ordens para os bandidos que estão nas ruas…”. É verdade. Desta vez, eu concordo com os petralhas: Dirceu não fez nada que esses marginais, ligados ao crime organizado, não façam habitualmente. Por que o preconceito contra ele, né?
A secretaria emitiu uma nota, a saber:  
Sobre a matéria publicada hoje (17/01) no jornal Folha de S.Paulo sobre a suposta utilização de celular pelo apenado da Ação Nº 470, José Dirceu, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal esclarece que: 1) Todas as informações veiculadas por meio da matéria serão alvo de um processo administrativo disciplinar aberto na manhã de hoje. O resultado da apuração deverá transcorrer ao longo do mês de janeiro e tem um prazo de até 30 dias para ser concluído. 2) O resultado do processo será encaminhado à Vara de Execuções Penais (VEP)
Retomo

Sim, severidade máxima, posso apostar.
O tal James Correia diz coisas realmente singulares. Afirmou que José Dirceu está animado e quer trabalhar na biblioteca do presídio. Sei. E disparou uma frase deliciosa: “Ele está fazendo o que gosta”.

É?
Correia também não dá muita bola para o que diz a lei e sustenta que seu amigão do peito, além do petróleo e gás,  não fez nada demais. E anuncia a intenção do mensaleiro tão logo saia da cadeia para supostamente trabalhar: “Em breve, ele poderá falar o dia inteiro ao telefone, porque estará trabalhando.”

A menos que Dirceu seja contratado para trabalhar numa empresa de telemarketing, há de se perguntar: que diabo de trabalho será esse?
Pelado Em 2010, Dirceu concedeu uma entrevista à revista Playboy. Falando sobre a sua atividade de “consultor”, soltou esta pérola:

“(…) No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque, no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema!”
Claro! Foi a segunda vez que um homem ficou pelado na Playboy — a primeira foi com Lula, em 1979, quando revelou que usava seu cargo no sindicato para pegar as viúvas dos companheiros menos afortunados do que ele… Papar viuvinha de companheiro morto que ia ao sindicato tratar de assuntos ligados à Previdência revela, certamente, um nível tão elevado de testosterona como de caráter.
Assim, tão logo o juiz da Vara de Execuções Penais decida autorizar que Dirceu trabalhe fora do presídio, é bom que se atente: há o risco de ele ficar o dia inteiro pendurado ao telefone, disparando telefonemas para o governo que, “modéstia (dele) à parte, são TELEFONEMAS”.
PS - James Correia tentou consertar o estrago. Afirmou depois não ter conversado pessoalmente com Dirceu. Uma terceira pessoa, uma visita, que estaria com o presidiário, teria servido de intermediária. Ah, bom! Seria boa a desculpa se fosse permitido entrar com celular no presídio. Mas não é.

17 de  janeiro de 2014
Reinaldo Azevedo

ENQUETE PANORÂMICA

           ECONOMIA EM 2014– O PESSIMISMO DOMINA.

 
Enquete Panorâmica - economia em 2014 - resultado
 
 
Conforme prometido, este artigo vai comentar o resultado de nossa primeira enquete.
 
A pergunta pretendeu levantar o que o brasileiro espera para a economia neste novo ano.
E, como era de se esperar, dado ao fiasco crescente no qual a administração petista de Dilma & Cia vem se conformando, ano após ano, o pessimismo assombra o brasileiro em relação ao futuro de nossa economia para 2014.
 
Apenas 13% acham que a economia vai melhorar, graças aos eventos internacionais ou a ações do governo.
 
Já 23% acham que a economia vai permanecer estagnada e manter os mesmos moldes de crescimento fraco e alta inflação.
 
Contudo, a imensa maioria (64%) espera um ano pior do que 2013, com descontrole de gastos, alta da inflação e perdas para o trabalhador assalariado.
 
Esses dados não refletem uma pesquisa com respaldo científico, mas servem para dar uma mostra do que vai pela cabeça do brasileiro comum e de sua percepção bem diferente da economia do país, apresentada sempre como maravilhosa pelo governo petista.
 
O pior (e mais perigoso) de tudo parece ser a constatação, pelos institutos de pesquisa, de que o mesmo pensamento habita a mente do empresariado brasileiro. Afinal de contas é ele o responsável pelos maiores investimentos e pelo crescimento do país e, sem sua confiança, fica muito difícil garantir que o Brasil saia do atoleiro em que se enfiou elimine a grande ameaça que paira sobre todas as difíceis conquistas do Plano Real.
 
Se a Copa do Mundo não se converter verdadeiramente no “maná dos céus” que o governo vem apregoando há anos, a desilusão do cidadão somada a dos empresários pode resultar num desastre de proporções arrasadoras para nosso país.
 
O negócio e apostar no melhor, mesmo sentindo que a coisa pende muito mais para o pior do que gostaríamos de admitir.
E você, o que pensa disso?
 
17 de janeiro de 2014
visão panorâmica

DO "ROLEZINHO" AO DESMORONAMENTO DO PAÍS

 
O que parecia uma simples brincadeira de jovens marginalizados da periferia (uma simples farra para “catar umas minas” e encontrar uns “parças” – parceiros) já está se convertendo numa grande manifestação nacional. Recordemos: nenhum incêndio começa grande.

A onda dos “rolezinhos”, em pleno verão quente, está pegando forte em todo país. E assim será por longo período, porque a conta, do Brasil extremamente injusto e institucionalmente degenerado, está chegando. Nenhuma dor ou sofrimento dura eternamente.

O processo de abolição da escravatura ainda não terminou. Acendeu a luz amarela do palácio do Planalto, que já pressentiu que as ondinhas da periferia podem se transformar num grande maremoto.

O discurso indignado das novas convocações nas redes sociais, nas últimas horas, mudou de coloração e aponta alvos certos: “Contra toda forma de opressão a pobres e negros, em especial contra a brutal e covarde ação diária da polícia militar no Brasil” (essa é a chamada de Porto Alegre e do Rio de Janeiro).
Se os “black blocs” pegarem carona no “bonde do rolê”, o país inteiro pode se transformar num campo de guerra (em ano efervescente de Copa do Mundo e eleições).
 
A razão? O queijo social classista, racista e discriminatório brasileiro conta com muitos furos. As elites burguesas políticas, econômicas, jurídicas e sociais, que sempre taparam seus narizes para a podridão da construção degenerada do nosso país exorbitantemente desigual, não querem sequer enxergar que estão desmoronando o próprio capitalismo, que é o pior de todos os regimes econômicos, com exceção dos demais.
 
O capitalismo, quando conduzido por elites tacanhas e pouco inteligentes, que só pensam nelas, converte-se em uma bomba-relógio, que um dia explode. Esse dia está chegando para o Brasil, desde as manifestações de junho/13.
 
Os burgueses dominantes (e governantes) precisam se conscientizar de que não dá mais para sustentar nosso aberrante apartheid socioeconômico. “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo” (Abraham Lincoln).
 
Por que os “rolezinhos” começaram nas periferias? Porque é nelas que estão segregadas as classes sociais dominadas, cada vez mais desesperançadas. Em cada momento vão minguando suas expectativas de alcançarem qualquer novo progresso individual e social, por falta, sobretudo, dos capitais econômico, cultural e social (que são os que realmente criam os privilégios distintivos de classe).
 
Veja o que está ocorrendo com o Enem, um exame nacional de cartas marcadas em favor das classes privilegiadas, A e B.
É impossível um aluno de escola pública desqualificada competir em pé de igualdade com os “de cima”. A meritocracia injusta reproduz nosso modelo de sociedade que padece da grave doença da desigualdade crônica.
 
17 de janeiro de 2014
Luiz Flávio Gomes

ROLEZINHOS E MISTIFICAÇÕES BARATAS.

JORNALISTAS TÊM DE PARAR DE CUSPIR NO PRATO EM QUE COMEM.
A coluna de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo desta sexta-feira salva o jornal. O resto é militância comunista, a começar pelo editorial que é absurdo e mostra do que é capaz a ditadura do pensamento politicamente correto.
O título original da excelente coluna de Reinaldo é "Rolezinho e mistificações baratas". Transcrevo na íntegra:

Setores da imprensa e alguns subintelectuais, com ignorância alastrante, tentaram ver o "rolezinho" como manifestação da luta de classes. Os shoppings, chamados de "templos de consumo" por bocós dos clichês superlativos, seriam a expressão mais evidente e crua do "fetichismo da mercadoria", uma estrovenga que "sedizentes" marxistas não conseguem definir sem engrolar incongruências e abstrações inanes. Deu errado. Boa parte dos shoppings está nas periferias e é frequentada por pobres. Quando a luta de classes falha, é o caso de convocar a guerra racial.
Mais uma vez, a PM é vista como algoz, e "jovens pobres, negros e da periferia", como arautos de um novo tempo. Os deserdados da "modernização conservadora" teriam decidido invadir o espaço privado do capitalismo excludente: o shopping! Quanto besteirol, Santo Deus!
 
O "rolezinho", na sua atual configuração, é uma criação da imprensa.
Os "brancos da nossa classe" fazem "flash mobs". Já os pobres negros, vistos com curiosidade antropológica, fazem "rolezinhos", que são exaltados em nome da diversidade. O pobrismo racialista é a mais vistosa manifestação de vigarice intelectual do jornalismo e da academia. Esse olhar que supostamente defende os "excluídos" acaba por confiná-los num gueto conceitual, numa jaula de boa-consciência.
 
Jovens que aderem a eventos por intermédio do Facebook não são excluídos sociais, mas incluídos da cultura digital, que já é pós-shopping, pós-mercadoria física e pós-racial.
O que mais se troca nas redes sociais são bens simbólicos, são valores, que definem tribos e grupos com pautas cada vez mais específicas.
Está em curso, entre pobres e ricos, brancos e negros, uma espécie de fetichização, sim, mas é a da vontade. Cada um desses nichos de opinião considera que tem o direito de impor a sua pauta ou seus hábitos ao conjunto da sociedade --se necessário, pela força. Os que fazem "rolezinhos" não estão cobrando mais democracia, como quer a esquerda rosa-chique.
Eles manifestam, na prática, é desprezo pela cultura democrática. E são bem-sucedidos. Fernando Haddad os chamou para uma reunião na prefeitura. A ministra Luiza Bairros lhes atribui uma agenda libertadora. Imposturas!
 
Não se percebia, originalmente, nenhuma motivação de classe ou de "raça" nessas manifestações. Agora, sim, grupos de esquerda, os tais "movimentos sociais" e os petistas estão tentando tomar as rédeas do que pretendem transformar em protesto de caráter político.
Se há, hoje, espaços de fato públicos, são os shoppings. As praças de alimentação, por exemplo, são verdadeiras ágoras da boa e saudável democratização do consumo e dos serviços. Lá estão pobres, ricos, remediados, brancos, pretos, pardos, jovens, velhos, crianças... Lula, que é Apedeuta, mas não burro, jamais hostilizou essa conquista dos ex-excluídos. Só o cretinismo subintelectual cai nessa conversa.
 
Ocorre que o jornalismo e a academia são reféns morais das ideias mortas que oprimem o cérebro dos vivos. Continuam na expectativa da grande virada de mesa, uma ilusão redentora que só sobreviveu na América Latina. Se os participantes dos "rolezinhos" fossem rebeldes políticos, ainda que primitivos, o seu papel seria o de uma protovanguarda revolucionária à espera do Lênin dos shoppings.
 
Para encerrar, uma curiosidade: por que jornalistas se referem a frequentadores habituais de shoppings como "gente de bem", assim, entre aspas, como se quisessem sugerir que eles, na verdade, são do mal? O que há de errado, coleguinhas, com aquela gente? Ela assina os jornais e revistas que fazemos, lê as coisas que escrevemos nos portais, sites e blogs e, na prática, paga os nossos salários. Quando menos, parem de cuspir no prato em que comem. Aquela gente de bem, sem aspas, é inocente.
 
 
17 de janeiro de 2014
in aluizio amorim