"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 11 de julho de 2017

CABRAL DIZ QUE NUNCA RECEBEU PROPINA, ERA TUDO CAIXA 2...(kkkkkk...)

Cabral
Cabral mente tanto que o nariz está crescendo
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral reconheceu em depoimento à Justiça a prática de caixa 2 em suas campanhas eleitorais. Cabral foi interrogado na manhã de segunda-feira (dia 10) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. “Reitero e reconheço na política brasileira a existência de caixa 2. Houve doações legais feitas por empresas na minha campanha e tinha doações por caixa 2”, contou Cabral. “Estou praticamente há 8 meses presos e vejo essa discussão sobre caixa 2 na política. Esse é um fato que existe no Brasil há décadas”, completou.
O ex-governador, entretanto, disse que não reconhecia valores pagos pelas empresas citadas por seu ex-assessor Ary Ferreira da Costa Filho, que disse ter estado na sede do supermercado Prezunic e da cervejaria Itaipava para acompanhar o recolhimento de pagamentos de caixa 2 em espécie que somavam mais de R$ 5 milhões de cada uma das empresas em cada uma das visitas.
APOIO ESPONTÂNEO – “Eu me lembro do Prezunic e da Itaipava me apoiando em campanhas eleitorais. Não lembro dos valores. Mas nunca houve nenhum tipo de contrapartida”, declarou Cabral, afirmando que as empresas mencionadas nos processos envolvendo seu nome nunca tiveram nenhum privilégio.
O político reconheceu que entregou sobras de campanha a Ary Costa Filho, mas que foram muito menores que os valores informados pelo ex-assessor à Justiça. Costa Filho contou nesta segunda-feira em depoimento à Justiça que recebeu entre R$ 9 e R$ 10 milhões de sobras de campanha do PMDB.
“Não reconheço esse valor. Esporadicamente, após a campanha, (pode ter sido feito) algum tipo de pagamento de sobras de campanha, mas esse valor eu não reconheço. Talvez menos de 5% desse valor”, afirmou o ex-governador.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O maior problema de Cabral é que ele não pode nem pleitear delação premiada. Como era o chefe da quadrilha, não tem a quem delatar. Por isso, fica nessa embromação ao depor. Com toda certeza, passará muito tempo em cana. (C.N.)

11 de julho de 2017
Deu em O Tempo
(Agência Estado)

TUCANOS FICAM EM CIMA DO MURO E O PSDB NÃO DECIDE SOBRE O "DESEMBARQUE"

Alckmin, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, Serra e o deputado Ricardo Tripoli falam à imprensa após encontro da sigla
Depois da pizza, a “animação” do PSDB era contagiante
Após quatro horas de reunião nesta segunda-feira (10), líderes do PSDB adiaram a definição sobre o desembarque do governo de Michel Temer e deixaram para a bancada da Câmara a decisão sobre o posicionamento diante da denúncia contra o presidente. Segundo o líder da bancada do partido, Ricardo Tripoli, a questão será discutida entre deputados tucanos nesta terça ou quarta-feira.
“Essa decisão [de deixar cargos no governo] vai ser discutida após termos uma definição pelo líder Tripoli da posição da bancada em relação à votação que vai ter na quinta-feira [na Comissão de Constituição e Justiça]”, disse o presidente do partido, Tasso Jereissati.
HÁ MAIORIA – Ele disse que não há uma tendência clara na bancada, mas Tripoli vê uma maioria se formando pela aceitação da denúncia contra Temer.
Tasso afirmou que o partido concordou em eleger uma nova direção em agosto. Em maio, o então presidente do partido, Aécio Neves, se afastou do cargo após a delação da JBS. Segundo Tasso, o partido precisa discutir um novo programa e refletir sobre “erros”.
Participam do encontro 16 lideranças do partido, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito João Doria, os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e cinco governadores do partido.
PANO DE FUNDO – Segundo relatos, a dificuldade de Temer para se manter no cargo, ainda que nem sempre verbalizada, ficou como pano de fundo das falas de cada um.
Alckmin, Serra e Aécio reconheceram a dificuldade de a reforma da Previdência avançar. FHC disse que o governo Temer errou na justificativa da medida. Em vez de dizer que a reforma seria para combater privilégios, disse que o objetivo era combater o deficit. O ex-presidente também fez um apelo contra o fogo cruzado, com um tucano rebatendo o outro.
Tasso foi mais assertivo na defesa do desembarque, mas foi lembrado de que a reunião não tinha poder deliberativo. Beto Richa, governador do Paraná, destoou dos demais governadores presentes, com posição favorável à saída do PSDB do governo. O governador de Goiás Marconi Perillo falou da necessidade de uma agenda com teses corajosas, que representem mudanças radicais como por exemplo a adoção do parlamentarismo.
O cardápio do jantar foi pizza.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Já era esperado e ninguém acreditava em desembarque do governo. Agora, a decisão ficou por conta da bancada na Câmara, que também ficará em cima do muro, sem fechamento de questão. Ou seja, quem quiser vota a favor, quem não quiser vota contra. (C.N.)

11 de julho de 2017
Felipe Bächtold e Thais Bilenky

PF REVELA: LULA É MILIONÁRIO

LULA EMPAREDADO NO STF COMO TESTEMUNHA DE GLEISI HOFFMANN

ESSE VÍDEO RECUPERADO PROVA A NECESSIDADE DE UMA INTERVENÇÃO IMEDIATA NO BRASIL!

ESSE VÍDEO RECUPERADO PROVA A NECESSIDADE DE UMA INTERVENÇÃO IMEDIATA NO BRASIL!

ÁUDIO REVELA A FUGA DE NICOLÁS MADURO PARA O EXÍLIO RUSSO

ÁUDIO REVELA A FUGA DE NICOLÁS MADURO PARA O EXÍLIO RUSSO

LULA DEPÓE AO STF EM DEFESA DE GLEISI, DÁ SHOW DE ARROGÂNCIA E STF VIRA PALANQUE POLÍTICO

URGENTE! LULA depõe ao STF em defesa de Gleisi, dá show de arrogância e STF vira Palanque Político

LUTO! A SEGURANÇA PÚBLICA DO BRASIL ESTÁ NA UTI! QUEDA DE TEMER ABRE PRECEDENTE PERIGOSO!

A DITADURA DOS BANCOS

Ela não é melhor que as outras (ditaduras), nem a civil nem a militar, talvez a mais cruel de todas, porque ninguém que é alcançado por ela cessa de sofrer seus golpes e seus rigores. Quem se vincula obrigacionalmente a um banco é (merece conforto) um torturado. A tortura começa com um sorriso do torturado, que festeja o crédito em sua conta. A partir daí, inicia seu calvário, sem o perceber, mas, à medida que vão se vencendo as prestações, já absurda e imoralmente engordadas com juros calculadamente usurários, o infeliz devedor já está no círculo de fogo, em que assiste os preços sempre com números novos e as obrigações no sentido de reduzir seu já pequeno espaço nas manobras de sobrevivência.

Seja na fartura, seja na escassez, os bancos jamais perdem. Os jogadores em bolsa sabem disto.

Porém, o status que os bancos hoje assumiram (com a conivência ou mesmo cumplicidade do governo), é algo de estarrecer. O poder dos bancos é de tal ordem que estas entidades anunciam escancaradamente juros de até 900 % ao ano. Isto é um espanto, fenômeno mesmo surreal, enquanto amargamos uma inflação mentirosa, a todo dia revendedores reprecificando mercadorias de primeira necessidade.

O pior desta ocorrência danosa ao povo e ao nosso crescimento, visto que com taxas desta expressão matemática não surgem empreendedores estimulados a desafiar a economia, os clientes ou tomadores não tem com quem se encontrar, porque os bancos perderam a cara. No Brasil do “ame-o ou deixe-o”, época de incontestáveis avanços na infraestrutura do país, os mineiros se lembram bem de que aquele que desejava iniciar um comércio ou atividade produtiva sabia a quem se dirigir, e era uma aliança de pulso e coração do interlocutor e do banqueiro com um só propósito. Pulso tranquilo e coração aberto quando, em Minas, se dirigiam ao Banco Nacional para falar com o Dr. Magalhães Pinto, sempre aberto ao diálogo, ou ao Banco Mineiro do Oeste para visitar o João do Nascimento Pires (de tão bom trato que se foi com a alcunha carinhosa de Joãzinho mamãe) ou, ainda, quem preferisse o Banco do Comércio e Indústria de Minas Gerais, onde se encontrava com seu afável fundador Ruy de Castro Magalhães. Hoje, nada nem parecido. Os interesses daquela era convergiam patrioticamente, esse o segredo. Coube a Magalhães Pinto inaugurar no mercado financeiro o crédito pessoal, que revolucionou o meio bancário, mais uma certeza de que aqueles financistas propagavam progressos e mudanças acreditando no homem. Hoje, gerente de agência não é mais que preposto da instituição, e está ali, apenas, para garantir ordem nos trabalhos e informar o que manda o sistema. É assim, o sistema é o gerentão, e é ele que avalia, nega ou autoriza uma transação, por mínima que seja. O gerentão ocupou, ainda não a cadeira, mas o comando geral da instituição. A informática chegou para que os bancos mais redução de seus custos consiga obter, e menos gente possa empregar, e não medir constrangimentos ao cobrar maxi-taxas pelas operações bancárias e interbancárias. E não há para quem apelar. Se o gerentão negou ou debitou vai ficar por isto mesmo.

Sabe-se que a taxa de juros é uma engenharia complexa, concebida a partir, principalmente, de circunstâncias externas, especialmente as ocorridas nos Estados Unidos. Contudo, não há razão técnica ou lógica para que alcancem as alturas, como ora praticadas. Este processo é de lesa-pátria, atrasa nosso desenvolvimento e empobrece pessoas físicas e jurídicas. Ora, porque juros razoáveis não são adotados para que os empreendedores ajam com um mínimo de risco ? É com eles que o Brasil vai certamente encontrar seu grande destino.


11 de julho de 2017
José Maria Couto Moreira é advogado.

QUE DROGA É ESTA!

Enquanto o país para esperando o parecer da Comissão de Constituição e Justiça que aprecia o pedido de processar o presidente Temer, mais uma criança é morta por tiros de fuzil que nunca se sabe se proveniente de armas da polícia ou de traficantes, como agora se chamam quaisquer criminosos que empunham armas de alto poder de fogo.

Os traficantes de drogas ilícitas são, talvez, menos conhecidos do que os que traficam influência nos poderes da república. Estes causam muito mais danos à sociedade do que os que se expõem na disputa diária contra a polícia e contra os seus concorrentes no crime e na violência. Na verdade, quase a maioria dos traficantes de drogas não consegue comemorar os trinta anos de idade, vítimas, também, da disputa pelo poder criminoso.

Outros criminosos que gozavam da complacência e dos favores dos eleitores estão sendo levados à prisão e, mesmo cumprindo pena, e com seus GPS atados às pernas, saem às ruas avisando que voltarão ao poder para completar a rapina que deixaram para trás.

Entre eles, é possível que existam inocentes ou acusados sem provas suficientes para condená-los às penas previstas na legislação. E como separar uns dos outros se, quase todos, estão envolvidos em situações parecidas com a piada do batom na cueca. É difícil acreditar que a inocência possa sobreviver num antro tão pernicioso de uma nação que deixou de ser do futuro para querer voltar a ser do passado sob o comando da maior quadrilha que já passou em nossas paragens.

O país não suporta mais o cinismo dos governantes que acumulam fortunas e confessam ser “caixa 2” ou sobras de campanha e, nas suas contas o saldo é de milhões de dólares. É este dinheiro, além da péssima administração pública, que deixa os nossos jovens serem cooptados pelo tráfico de drogas e levados à prisão, onde ficam aguardando julgamento e se preparando para novas missões criminosas.

Agora, o exemplo é mais forte, pois os novos mestres lhes ensinarão que, com poder político e uma caneta na mão, o risco de ser preso é mínimo e com privilégios que garantem incolumidade física e instalações confortáveis, isto quando não ficam em casa cumprindo suas penas, ou livres, se fizerem delações premiadíssimas acusando sem provas, sem lenços ou documentos.

– Que droga! Disse a moça no ônibus lotado e parado numa blitz policial em busca de um usuário portando um baseado no bolso.


11 de julho de 2017
Paulo Castelo Branco

FATURA ENTREGUE

COM MAIA, PT QUER RECUPERAR OS CARGOS QUE PERDEU COM IMPEACHMENT DE DILMA
PT QUER MINISTÉRIOS DE VOLTA, SE RODRIGO MAIA VIRAR PRESIDENTE

PT FEZ CHEGAR A MAIA QUE, CASO ASSUMA, QUER MINISTÉRIOS DE VOLTA

O PT já fez chegar a Rodrigo Maia sua fatura: assim como votou nele em bloco para presidente da Câmara dos Deputados, cargo que o habilita a substituir Michel Temer, o partido de Lula quer de volta boa parte das boquinhas que perdeu com o impeachment de Dilma, inclusive ministérios, caso assuma o comando do Palácio do Planalto. Partidos como PDT e PCdoB também querem de volta seus cargos. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Deputados “rodriguistas”, que suspiram pela destituição de Temer, chamam a devolução dos cargos ao PT de “pacificação nacional”.

Além de ministérios como Educação, Trabalho, Esporte e Previdência, PT et caterva querem também “cargos-chave” no governo federal.

Para virar presidente da Câmara, Maia fez concessões como barrar a CPI para investigar maracutaias na UNE, controlada pelo PCdoB.

A devolução de fatias do governo ao PT & cia tem o objetivo de ocupar dirigentes partidários que estão ociosos desde a queda de Dilma.


11 de julho de 2017
diário do poder

É TRISTE, MAS O BRASIL NÃO EM CANDIDATO LIMPO A PRESIDENTE

Brasília - É triste, mas verdadeiro, o eleitor brasileiro não tem um candidato a presidente da república ficha limpa em 2018. Os nomes postos aí, os mais notáveis, estão sujos da lama da Lava Jato. E a escolha por um deles, se é que algum chega até lá antes de ser preso, é um caminho difícil. A última eleição, a de 2014, foi um divisor de água na política do país. Reelegemos a Dilma para Lula governar novamente, e o desastre bateu às portas da nação com o destroço da economia, a corrupção deslavada e a prisão dos políticos que, por décadas, deram às cartas no país. Dois anos depois, o que seria uma operação simples envolvendo doleiros de Brasília, escancarou-se às comportas do maior escândalo de corrupção do mundo, patrocinado pela turma do PT e seus associados.

Não sobrou ninguém. O Marcelo Odebrecht entregou a metade dos políticos do Congresso Nacional, apontando um a um quem estava na caixinha da empresa. E o Joesley acabou de atear fogo ao circo. Na delação premiada entregou a outra metade. Os que ficaram de fora, os cabeças de bagres, certamente não tiveram acesso aos empresários inescrupulosos que dominaram, nos bastidores, a política e a economia. Assim, a pouco mais de um ano das eleições estamos acéfalos de candidatos com credibilidade e honradez para tocar o país e combater a corrupção desenfreada que contaminou a nação.

Olha só, para nossa infelicidade, quem ainda pensa em se candidatar para tocar o país: Lula, Aécio, Alckmin, Bolsonaro, Marina, Doria. As lideranças que surgiram nos últimos vinte anos, também foram parar na lama da corrupção, a exemplo de Lindbergh, o senador petista, que se esgoela diariamente no plenário para provar que é honesto. Outros líderes não surgiram nesse tempo, porque as entidades estudantis estiveram aparelhadas e atreladas a partidos políticos e envolvidas com a política demagógica e populista do PT.

Corre-se o sério risco de elegermos mais um cacareco, depois do último desastre.

Assim, é com profunda melancolia, que avisamos: precisa-se de um candidato a presidente ficha limpa. Não é fácil escolher um desses bufões para administrar o país, depois que a Dilma botou a última pá de cal nas esperanças dos brasileiros. Durante seis anos, ela foi sem ser presidente. Apaga-se a cada minuto da história política do Brasil. E um dia será encontrada vagando pelas ruas repetindo o refrão como uma tonta: “É golpe! Fora Temer”. O outro, Lula, ideólogo da petezada corrupta, continua vociferando bobagens nas reuniões dos seus companheiros enquanto o Sérgio Moro não pronuncia a sentença para seus crimes.

Quer voltar ao poder para consertar o país, segundo ele, em estado de putrefação. Olha se isso não é mesmo coisa de esquizofrênico. Em menos de um ano, ele e a Dilma esqueceram que deixaram uma herança de 14 milhões de desempregados, uma economia capenga e desacreditada no exterior, uma organização criminosa que avançou pelas empresas públicas como ave de rapina, o aparelhamento do estado com milhões de cargos comissionados para a rapaziada dos sindicatos e o esfacelamento da máquina pública que emperrou o desenvolvimento. Mesmo assim, nos seus delirantes comícios, ele proclama os seus apaniguados a voltarem ao poder. Coisa de quem bebe, diria seus críticos mais cruéis.

A mesma postura do esquecimento da trágica gestão também contaminou os parlamentares petistas no Congresso Nacional. É hilário ouvir alguns deles falar em ética, recuperação da economia e moralidade administrativa quando se sabe que deixaram milhões de trabalhadores sem comida no prato pelo desemprego avassalador. Mas eles usam o púlpito para criticar a gestão atual do Temer como se não fossem responsáveis por mais essa herança maldita, vice em dois mandatos da Dilma. Lula, por exemplo, diz que ninguém precisa se envergonhar de ser político. Claro que não, todos concordamos. Devemos nos envergonhar dele e dessa corja petista que saquearam os cofres públicos e traíram os votos dos brasileiros de boa fé.

E você, que ainda está em dúvida quanto em quem votar, fique sabendo que o voto em branco também é uma forma de protesto.


11 de julho de 2017
jorge oliveira

'DESMONTE' NA LAVA JATO REDUZ RITMO DE INVESTIGAÇÃO

GRUPO DE TRABALHO DA PF EM CURITIBA ACABOU EXTINTO NA ÚLTIMA SEMANA
NA SEMANA PASSADA, O GRUPO DE TRABALHO DA POLÍCIA FEDERAL, EM CURITIBA, FOI EXTINTO (FOTO: JULIO CESAR LIMA/ ESTADÃO)

Redução de pessoal, cortes de verba, falta de incentivo, insegurança administrativa e brigas internas. Esse é o pano de fundo do extinção, na semana passada, do Grupo de Trabalho da Polícia Federal, em Curitiba, que atuava na Operação Lava Jato.

O “desmonte” da força-tarefa já resultou na redução do número de operações ostensivas – quando são cumpridas ordens de prisões, conduções coercitivas e buscas e apreensões – da maior ofensiva contra a corrupção mp Brasil, iniciada março de 2014.

Nos primeiros seis meses do ano foram deflagradas quatro operações da Lava Jato, em Curitiba, predominantemente originadas de investigações do Ministério Público Federal. Em 2016, dez fases das investigações tinham sido deflagradas, em igual período.

A força-tarefa do Ministério Público Federal viu a medida como um “desmonte” da Lava Jato, deflagrado no final de 2016, e pediu sua revisão. Na quinta-feira, 6, a Superintendência da PF no Paraná anunciou a extinção do Grupo de Trabalho que, desde 2014, atuava exclusivamente nas investigações do mega esquema de cartel e corrupção, descoberto na Petrobrás.

Na prática, delegados e outros policiais da Lava Jato passarão a atuar em outros inquéritos, paralelamente. São cerca de 100 inquéritos ainda abertos nas apurações do escândalo Petrobras, entre eles as apurações do ex-ministro Antonio Palocci e os abertos à partir das delações da Odebrecht, que serão redistribuídos.

Necessidade

A Polícia Federal nega desmonte e anunciou no mesmo dia, em nota oficial, e em entrevista coletiva dada à imprensa pelo superintendente do Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, e pelo delegado da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, Igor Romário de Paula, que se tratava de uma medida operacional para “otimizar” o trabalho nos inquéritos da Lava Jato.

“Foi uma necessidade investigação. Não foi uma necessidade de recursos financeiros, mas sim de adequar o recurso pessoal de gente capacitada para a realidade que a gente tem”, afirmou Igor, na semana passada.

“Em nenhum momento o grupo da operação Lava Jato foi extinguido, pelo contrário, ele foi aumentado com a equação que está ocorrendo”, afirmou o superintendente. Serão 84 pessoas ao todo na equipe da Delecor.

“O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros”, diz a direção-geral da PF, por meio de sua Divisão de Comunicação Social.

“Foi uma decisão nossa, não foi uma decisão de Brasília. Foi uma decisão de caráter exclusivamente operacional. Não tem nenhum tipo de interferência, recado para segurar as investigações, parar os procedimentos. Foi uma decisão administrativa do ponto de vista operacional para dar continuidade aos trabalhos.”

O comanda da PF divulgou nota reafirmando seu empenho, em combate à corrupção. “A Polícia Federal reafirma o compromisso público de combate à corrupção, disponibilizando toda a estrutura e logística possível para o bom desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento dos crimes investigados.”

Pessoal

Desde o início do ano, a equipe enfrenta redução do número de delegados – de 9 para 4 – e corte de um terço do orçamento, conforme revelou o Estadão, em maio.

No ano passado, a equipe de Lava Jato, incluído agentes e peritos, era de 60 pessoas – na semana passada eram 40. São policiais que fazem análises de documentos aprendidos, pesquisas de investigação, cruzamentos de dados e que cumprem as medidas de buscas e prisões.

Para o comando da PF no Paraná, essa redução é natural com o surgimento de investigações da Lava Jato em outros estados. São 16 unidades da federação atualmente com apurações do escândalo.

O coordenador da Lava Jato explicou que essa redução decorre do compartilhamento de efetivo. “Se antes eu conseguia um número maior de políciais do Rio de Janeiro para trabalhar aqui, especializado nesse tipo de investigações, não faz sentido o Rio liberar para trabalhar aqui se ele está precisando de reforços. Então esses já não vêm mais. O que eu conseguia em Brasília, esse nem se fala.”

Verba

O corte de verbas também atinge a Lava Jato desde o final de 2016. Em 21 e 27 de maio, o Estadão mostrou que a Lava Jato e a Superintendência da Polícia Federal do Paraná tiveram quase um terço de seu orçamento cortado neste ano pelo governo federal.

O Ministério da Justiça destinou para ambos R$ 20,5 milhões – R$ 3,4 milhões para os gastos extras da operação – ante os R$ 29,1 milhões de 2016 – dos quais R$ 4,1 milhões especificamente para a Lava Jato –, uma queda de 29,5%. O aperto financeiro é ainda maior, pois, além da redução, houve contingenciamento de 44% da verba destinada para a corporação.

As consequências para a Lava Jato são dificuldades para pagar diárias, fazer diligências e outras ações necessárias à continuidade da operação, asfixiando financeiramente seus trabalhos.

O Estadão obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação. Eles mostram o quanto a PF gastou com a Lava Jato desde 2014, início da operação. Naquele ano, os recursos para a Superintendência do Paraná cresceram 44%, saltando de R$ 14 milhões em 2013 (equivalente a atuais R$ 17,9 milhões) para R$ 20,4 milhões (R$ 24,4 milhões em valores corrigidos). Em 2015, o órgão no Paraná manteve o mesmo nível de gastos. Nesse período, os federais fizeram no Paraná 59 operações, das quais 21 (35,5%) foram no conjunto da Lava Jato.

Conforme documentos do Setor de Logística da PF (Selog/SR/PF/PR), todos os gastos da Lava Jato eram então bancados pela Superintendência do Paraná. A partir de 2016, notas de empenho próprias passaram a registrar os gastos específicos da operação – cujos valores foram obtidos pelo Estadão.

“Não houve limitação de recursos”, garantiu Igor.

“Eu conheço muito bem o orçamento da Polícia Federal. Não conheço o orçamento do Ministério Público”, afirmou o coordenador da Lava Jato na PF. “Nós temos dificuldades, a equipe foi reduzida em função desse problemas todos que falei, Sim, sim. Daí a criar um argumento de que tudo faz parte de uma grande estratégia para abafar a Polícia Federal, acho um equívoco muito grande. Não há limitação de capacidade operacional em função de recurso, isso não.”

Sintonia

O mais desagregador elemento do desmonte na equipe da Lava Jato na PF foi a pressão sofrida por policiais e a sensação de fim do apoio dado pelo comando da corporação ao avanço das investigações.

Desde 2016, a saída de delegados da equipe que iniciaram as investigações em 2013, abalaram as estruturas do grupo de trabalho. O pedido de saída do delegado Márcio Adriano Anselmo, que foi efetivado em janeiro de 2017, foi um marco desse desmonte.

Considerado a memória viva da Lava Jato, ele pediu para sair alegando cansaço e questões pessoais, ele foi promovido para corregedor da PF no Espírito Santo. Na semana passada, com a decisão do fim do grupo de trabalho foi oficializada a cooperação entre as polícias do Paraná e capixaba para que Anselmo assessore os novos delegados da Lava Jato.

Com apenas 4 delegados no comando da equipe, brigas internas e a sensação de insegurança, com processos administrativos e investigações internas por abuso de poder, exposição negativa da imagem da polícia e por trabalhar mal serviram para desestimular os trabalhos.

Os delegados do Grupo de Trabalho que foi extinto, Filipe Hille Pace, Renata Silveira da Silva, Dante Pegoraro Lemos e Ivan Ziolkowski, passarão a ser chefiados pelo novo chefe do Delecor, o delegado Felipe Hayashi – que integrava a primeira equipe das investigações em 2014 e havia deixado o grupo.

Ataques

Desde o início de 2016, quando o governo Dilma Rousseff e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo questionaram os trabalhos da PF na Lava Jato, a força-tarefa vive sob ataque contínuo. Mas à partir de janeiro, quando foram homologadas as delações da Odebrecht, que atingiu a cúpula do governo Michel Temer, as investigações em Curitiba estão no momento mais agudo de ataques.

Trabalhando em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, a polícia é a espinha dorsal da Lava Jato.

Os trabalhos da força-tarefa revelaram que, à partir de um esquema de loteamento político das principais diretorias da Petrobrás, no governo Lula, PT, PMDB e PP passaram a arrecadar de 1% a 3% de propina em grandes contratos da estatal, em conluio com um cartel formado pelas maiores empreiteiras do País.

O esquema, que teria durado de 2004 a 2014, abasteceu a base e partidos de oposição, como o PSDB. Um rombo de mais de R$ 40 bilhões.

Até agora a força-tarefa já contou R$ 10,3 bilhões recuperados em decorrência de acordos de delação premiada – desse total, R$ 3,2 bilhões em bens dos réus já bloqueados e R$ 756 milhões em valores repatriados.

Interferência

Igor nega interferências políticas ou pressões do governo para mudanças e diz que toda mudança de efetivo é sensível. “Nosso efetivo, de uma forma geral, ele é muito limitado. Quando eu tiro qualquer pessoa de qualquer unidade, vai fazer falta.”

“(A Lava Jato) Não perdeu a prioridade, a investigação é muito relevante e tem prioriadade. Só que hoje somos prioridade, como Brasília também é prioridade, Rio de Janeiro também é prioridade, Rio Grande do Sul tem investigações, na Bahia tivemos bastante coisa. Agora são várias prioridades.”

“Uma hora tem que perder o nome Lava Jato.” (AE)


11 de julho de 2017
diário do poder

TRUMP: "VOU ANIQUILAR A TIRANIA EM CUBA"

TIRAR OS ANTOLHOS




Grande parte do povo brasileiro precisa livrar-se dos antolhos que o fazem enxergar somente o que lhes mostra a televisão e as revistas de “opinião” da grande mídia. Há também a visão monocular, que priva do sentido de profundidade.

2. Falo dos instrumentos limitantes da visão política, econômica e estratégica: a secular doutrinação ideológica e a massiva desinformação, por parte da mídia movida a dinheiro e dos que a retroalimentam.

3. Não desminto a responsabilidade da atual chefe do Executivo, nem a do ex-presidente Lula, em alguns dos fatos que têm sido difundidos e magnificados pelos mentores do processo de desestabilização daquela e de desmoralização deste.

4. Entretanto, não se deve ignorar que esse processo é patrocinado e teleguiado do exterior, e que seu objetivo está longe de ser o bem do País. Muito pelo contrário.

5. Ele ganha corpo, desde o mensalão, julgado no STF em 2012, e as manifestações de 2013, para as quais foram divulgados os abusos nas despesas superfaturadas e desnecessárias da construção de estádios e realização de obras para a Copa do Mundo de 2014.

6. Há corrupção em tudo isso, como também nas relações das empresas de engenharia com a Petrobrás. Mas isso ocorreu, em dimensões até maiores, em administrações do PSDB e outras, sem que fosse deblaterado pela mesma mídia que vergasta os petistas. Mais grave, ainda: sem que sofra repressão do Ministério Público, da Polícia Federal ou do Judiciário.

“Globalização versus Desenvolvimento Livro de autoria de Adriano Benayon abenayon.df@gmail.com

7. Exemplos de conduta condenável são as propinas de FHC para obter o apoio de deputados à emenda da reeleição, o mensalão mineiro do ex-governador Azeredo, o escandaloso superfaturamento de obras praticado por administrações do PSDB em São Paulo, como no anel rodoviário e no metrô. Não menos gritantes, os negócios escusos com a Petrobrás durante o governe FHC, o mais deletério que o País já teve.

8. Também as calamitosas negociatas do BANESTADO, em que foram desviados U$ 150 bilhões ao exterior, nos anos 90, viabilizadas por regulamentação das contas CC5, pelo próprio Banco Central.

9. Veja-se a acusação das procuradoras Valquíria Nunes e Raquel Branquinho, ajuizada em dezembro de 2003: (http://www.oficinainforma.com.br/textos/acaocivil.rtf) em que pedem a condenação por crime de improbidade administrativa de Gustavo Loyola, Gustavo Franco, Ricardo Sérgio de Oliveira e mais 12 ex-dirigentes do Banco Central e de mais cinco bancos.

10. Que dizer das privatizações lesivas ao patrimônio público (dezenas de trilhões de dólares), cujas ilegalidades as fizeram ser impugnadas por decisões judiciais, cassadas em liminares injustificáveis, até hoje pendentes de julgamento?

11. Passando a coisas recentes, por que Eduardo Cunha permanece presidente da Câmara, embora acusado, com provas, de delitos gravíssimos, pelo procurador-geral da República?

12. Por que a grande mídia noticia tão pouco e distorce o que acontece na Operação Zelotes, a qual envolve sonegação de impostos de R$ 600 bilhões? 
Será porque estão envolvidos Cunha e outros figurões, além de grande empresa midiática e concentradores econômicos?

13. Em suma, por que tão espantosa e inexplicável diferença de tratamento por parte da grande mídia, do MP, da PF e de instâncias judiciárias ?

14. A resposta parece ser que o regime tem regra constitucional não-escrita, que dá liberdade de saquear e imunidade penal aos que prejudicam o interesse nacional.

15. Outra regra diz: será perseguido aquele que, mesmo fazendo enormes concessões contrárias ao País, o favoreça em algum aspecto. Daí provém o assédio sobre Lula. Não adianta jogar carne às feras: o apetite delas não diminui: muito pelo contrário.

16. O império, mesmo quando já obtém mais de 90% do que deseja, quer 100%. Além disso, não admite qualquer governante ou partido que se pretenda manter, por decênios, à frente do Executivo. Até Collor, que entregou tudo, foi deposto, porque almejava perpetuar-se, mercê de dinheiro e da compra de uma rede nacional de TV.

17. Em artigo de 15.03.2016 – A Lavajato quer tirar Brasil do BRICS e CELAC – Beto Almeida observa que os governos petistas retomaram políticas valiosas para a economia e a defesa nacionais, que remontam a medidas do presidente Geisel (1974-1978): apoio às empresas de engenharia nacionais, que – graças ao poder de compra de Petrobrás – desenvolveram capacidade competitiva em obras no exterior.

18. Recorde-se Henry Kissinger: “Não podemos tolerar o surgimento de um novo Japão no Hemisfério Ocidental.” O império assegurou seu objetivo, desde agosto de 1954, fazendo o Brasil entregar, com subsídios, às empresas transnacionais o grosso dos mercados da indústria, iniciando a desnacionalização da economia brasileira.

19. Atualmente, com a Lavajato, o império anglo-americano faz demolir as empresas nacionais que sobreviveram à inviabilização, pela política econômica, de atividades de elevado valor agregado.


11 de julho de 2017
Dr. Adriano Benayon, 16/03/2016.
Artigo publicado pela primeira vez em nosso Portal a 01/04/2016.