"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

JUIZ VETA O "PEDIDO INUSITADO" DE LULA PARA FILMAR A AUDIÊNCIA COM EQUIPE PRÓPRIA




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Charge do Nani (nanihumor)
No Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, foi rejeitado nesta terça-feira (dia 9) o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de designar uma equipe para gravar o depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para esta quarta (10) em Curitiba. O habeas corpus foi julgado após a negativa à suspensão do processo sobre o triplex da empreiteira OAS.
A decisão é do juiz federal Nivaldo Brunoni, convocado para substituir desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma da corte, João Pedro Gebran Neto.
PEDIDO ‘INUSITADO’ – No pedido, a defesa de Lula argumentou que seria importante “capturar a completude do ato judicial para observar as expressões faciais e corporais não somente do acusado, mas também do Ministério Público Federal e do juízo”. Entretanto, Brunoni disse não ver ilegalidade na negativa do juiz Sérgio Moro, em primeira instância, ao pedido, que considera “inusitado”.
“As gravações de audiência já passam de uma década e, até hoje, nunca transitou por este tribunal inusitado pedido, tampouco notícia de que a gravação oficial realizada pela Justiça Federal tenha sido prejudicial a algum réu”, afirmou o magistrado.
O juiz destacou nunca ter visto um pedido semelhante nos três anos de Operação Lava Jato. “A tese ganha ares de mera especulação, pois sequer indica a defesa qual seria a hipotética mácula do ato judicial.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa de Lula e aguarda uma posição dos advogados, que não retornaram as ligações. Eles precisam entender que Lula é um réu e não pode ter regalias. Nenhum réu pode pretender incluir um cinegrafista na sessão de interrogatório. Como disse o juiz-relator é um pedido inusitado. Mas podemos ir além, porque é um pedido amalucado, que nem merecia resposta. Os advogados de Lula estão extrapolando de proteção, para provocar alguma ação da Justiça que possa fortalecer a ardilosa tese da “perseguição política”(C.N.)

11 de maio de 2017
Deu no G1 RS

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 07/05/2017
11 DE MAIO DE 2017

ANTES DO INTERRROGATÓRIO, LULA JÁ CONSEGUIU O QUE QUERIA: POLITIZAR A JULGAMENTO




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Charge do Boopo (Humor Político)
Não interessa o que vai acontecer em Curitiba nesta quarta-feira. Já se sabe quais serão as principais consequências do interrogatório do ex-presidente Lula da Silva, que sairá vitorioso por três motivos: 1) não será desta vez que será preso; 2) sua defesa conseguiu sucesso na estratégia de politizar o julgamento e transformar Lula em perseguido político, uma manipulação grotesca, mas que ainda tem muitos adeptos no Brasil e no mundo; 3) sua pré-candidatura ao Planalto está cada vez mais fortalecida, embora se saiba que suas chances de vitória são muito reduzidas e haja a possibilidade de nem tomar posse, caso seja eleito, devido à proibição de réu criminal ocupar a Presidência da República, conforme o Supremo deliberou por ampla maioria no ano passado.
Mas nem tudo serão flores para o patriarca petista, porque essas aparentes vitórias de caráter político logo serão superadas quando o juiz federal Sérgio Moro concretizar a primeira condenação. E isso acontecerá em prazo curto, muito curto.
ROUND OU ASSALTO? – A luta decisiva entre o réu Lula e a Justiça está apenas começando. Tudo indica que o juiz Moro irá condenar Lula, mas não deverá decretar a prisão preventiva dele, em função do chamado “clamor público”, circunstância que todo magistrado tem de levar em conta ao fazer julgamentos. É fato que Lula é réu primário e já não há riscos de destruir provas ou tentar obstruir a Justiça.
Portanto, Moro deve lhe conceder o direito de apelar em liberdade, e o réu condenado então poderá seguir conquistando eleitores em função da “perseguição política” e do malogro da gestão de Temer, que não tem realizações a apresentar.
Mas a condenação será apenas o primeiro round (nem vamos falar em “primeiro assalto”, para não dar a impressão de que estamos prejulgando Lula, que tantos assaltos comandou aos cofres públicos).
SEGUNDO ROUND – Na fase seguinte, o segundo round será travado no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, o TRF4, que vai julgar a apelação dos advogados de Lula. O relator será o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, um incansável guerreiro na luta contra a corrupção, que tem confirmado 96% das sentenças do juiz Sérgio Moro.
A Turma do TRF4 é composta de apenas três desembargadores, as chances de Lula reverter a condenação da primeira instância são mínimas. Poderá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e até ao Supremo, mas já estará liquidado em termos políticos e criminais, de forma definitiva.
A condenação de Lula pelo TRF4 significa que terá de cumprir a pena, juntando-se a outros condenados que já estão na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. E isso deve acontecer antes da eleição de outubro de 2018, que estará sendo disputada por grande número de candidatos, entre os quais não estará Lula, que tem um encontro marcado com a derrocada política e pessoal que ele mesmo provocou.

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PS – A esquerda não terá candidato em 2018. Será representada por Ciro Gomes, do PDT, que tem um grave problema. É autocarburante e pega fogo sozinho. A direita vai nadar de braçada. Como diriam os árabes, “Maktub” (assim estava escrito).  (C.N.)

11 de maio de 2017
Carlos Newton

DINHEIRO DA CORRUPÇÃO, AO SER REPATRIADO, AJUDOU GOVERNO A FECHAR SUAS CONTAS




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Charge do Renan Lima (Iguatu News
O dinheiro da corrupção não somente quebrou a Petrobras, abasteceu campanhas políticas e enriqueceu momentaneamente empregados da empresa pública, mas também ajudou o governo a não descumprir a meta fiscal de 2016. Somente por meio dos R$ 46,8 bilhões arrecadados em multas e impostos com o programa de repatriação é que o Executivo conseguiu manter o deficit público em R$ 154,2 bilhões, abaixo da meta de R$ 170,5 bilhões.
Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), responsáveis pela 40ª fase da Operação Lava-Jato, identificaram que ex-gerentes da Petrobras presos na semana passada repatriam propinas milionárias.
QUEBRA DE SIGILO – Em decisão que autorizou as prisões preventivas de dois ex-gerentes da Petrobras, o juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), deu destaque a informações obtidas após a quebra de sigilo fiscal de um deles. Conforme o magistrado, Márcio Almeida Ferreira aderiu ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária em 2016 e pagou R$ 14,4 milhões em tributos e multa à Receita Federal.
Além disso, ele apresentou, em dezembro passado, declaração retificadora do ano calendário de 2014, informando a manutenção de ativos no exterior no valor equivalente a R$ 48 milhões. Os recursos estavam vinculados à conta em nome da offshore Domus Consultant Limited mantida no Banco Banif International, nas Bahamas. Outra retificação, referente a 2015, apontou que ele possuía R$ 54,5 milhões no exterior naquele ano.
ENRIQUECENDO… – Moro destacou que após as correções, o patrimônio de Ferreira, em 2013, era de R$ 8,7 milhões e saltou, em 2014, para R$ 57 milhões. No ano seguinte, o patrimônio do ex-gerente da Petrobras chegou a R$ 64 milhões. “Não há explicação para esse salto, nem mesmo nas declarações retificadas já que os rendimentos declarados em 2013 e em 2014 foram de R$ 1.201.507 e R$ 419.146, respectivamente”, detalhou o magistrado na decisão que autorizou a 40ª fase da Lava-Jato.
As benesses da Lei Federal nº 13.254 de 2016, explicou o juiz, não se aplicam a recursos que têm origem em crimes contra a Administração Pública ou que tenham indícios disso. O expediente e a cara de pau usados por Ferreira indicam que outros com o mesmo perfil podem ter se valido da norma para trazer para o país dinheiro com origem em corrupção. “Em tese, essas pessoas estão com recursos lícitos, o que gera um risco à sociedade. Isso gera uma nova linha de investigação. A Lava-Jato deve abrir a caixa-preta dessa lei de regularização cambial e verificar de que forma está se dando esse procedimento”, afirmou o procurador Diogo Castor Mattos, que integra a força-tarefa da Lava-Jato.
META FISCAL – O caso deixa claro que o governo se valeu de recursos ilícitos para não descumprir a meta fiscal de 2016. Uma profunda investigação sobre o tema precisa ser feita, e o MPF e a Receita Federal precisam trabalhar em parceria para identificar fraudes semelhantes. Em nota, o Fisco detalhou que a Lei de Repatriação só pode ser utilizada para regularizar recursos de origem lícita. O órgão ainda explicou que se a origem dos recursos decorrentes de propina for comprovada, não há de falar em “esquentar” o dinheiro, pois a operação foi efetuada de forma contrária à Lei e, portanto, é impossível atribuir os efeitos à regularização.
A Receita ainda informou que os contribuintes prestam informações sob as penas da lei e se informações falsas foram prestadas, a pasta promoverá responsabilizações tributárias e enviará ao MPF representação fiscal para fins penais. O colunista questionou ao Fisco se alguma representação já havia sido encaminhada ao MPF ou se irregularidades semelhantes às identificadas pela Lava-Jato também foram apuradas.
QUESTIONAMENTOS – A Receita disse que não comentaria o assunto, o que dá margens para diversos questionamentos da sociedade. O que fica claro é que falhas como essa mostram que o governo precisa aperfeiçoar os mecanismos de controle para evitar que o dinheiro público escoe pelos ralos da corrupção e enriqueça criminosos.
Outro debate que surge após esses fatos se tornarem públicos é a veracidade e a legalidade do resultado das contas públicas do governo em 2016. Será necessário examinar com lupa o montante repatriado que teve origem ilícita para que o governo refaça esses cálculos.
Um novo período para repatriação de recursos foi autorizado pelo Congresso Nacional em 2017. Em abril, a Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que regulamenta a reabertura do programa, sancionado pelo presidente Michel Temer. O período de adesão começou em 3 de abril e termina em 31 de julho deste ano.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, é melhor o dinheiro estar aqui do que lá fora(C.N.)

11 de maio de 2017
Antonio Temóteo
Correio Braziliense

LULA PRECISA LER 100 MIL PÁGINAS DA PETROBRAS PARA DIZER QUE O TRIPLEX NÃO É SEU




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(oliveiradesenhosefotos.com
Imagine que você, como eu, não tenha um triplex no Guarujá. Não tem. Não é seu. Não te pertence. Você precisa ler 100.000 páginas de documentos enviados pela Petrobras pra responder a um juiz que não, o triplex não é seu?
Agora suponha que você tenha ido ver o triplex. (Eu vi muitos apartamentos antes de comprar o meu. Vi, olhei, xeretei, perguntei, quis ver a garagem, falei com o porteiro – mas não rolou.)
Em algum desses apartamentos que você eventualmente tenha visitado, te ocorreu mandar a construtora mexer na sauna ou instalar um elevador privativo, antes de assinar o contrato? Até posso imaginar a cara do corretor.
Ops, quem te levou pra ver não foi o corretor, mas o dono da construtora? Acontece. Comigo nunca aconteceu, mas acontece.
Acho que nem assim você mandaria mexer na planta se não fosse comprar o imóvel. Ou se ele já não fosse seu. A menos, claro, que você seja arquiteto. Arquiteto sempre quer mexer na planta, tem sempre uma solução melhor do que a dada pelo autor do projeto original (um arquiteto não tão bom quanto você, evidentemente).
Ok, assim como quem não quer nada, você (que não é arquiteto) sugeriu que botassem um elevador privativo, mexessem na sauna e instalassem uma cozinha modulada caríssima igual à que você tem num sítio que, por coincidência, também não é seu Sua mulher (ou seu marido) vai lá durante a obra e pede urgência, dizendo que vocês querem passar o reveiôn no cafofo.
A Construtora toca o pau, a obra fica pronta e antes de você se vestir de pai de santo e estourar a Sidra Cereser na sacada, a imprensa descobre e mela tudo. Tem noivo que abandona a noiva no altar, confere? A moça lá, maquiada feito apresentadora da RedeTV!, os cajuzinhos e bem-casados já na bandeja, a Nova Schin no freezer e o moço dá pra trás.É a coisa mais normal de acontecer – pelo menos em novela.
O que faz o dono da construtora (equivalente ao pai da noiva) neste caso? Te mete um processo, cobra na Justiça os prejuízos (seja com o elevador, seja com os cajuzinhos) ou… deixa o apartamento fechado (acabam aqui as analogias com o casamento), não anuncia, esquece, releva, desapega?
Aí você pode dizer (e diz) que o problema não é seu, é do dono da construtora. Ele não vendeu o apartamento pra outro porque não quis. Você nunca falou que ia comprar – só tentou ajudar melhorando a planta e sugerindo uma cozinha igual àquela sua (que não é sua).
Você precisa esperar a impressão de 100.000 páginas de documentos da Petrobras (onde mesmo a Petrobras entra nessa história?) pra dizer isso ao juiz? Precisa, pra ganhar tempo, porque o dono da construtora já disse que o apartamento é seu. Que ainda não está em seu nome, mas é parte do pagamento de uns favores (ilícitos) que você prestou a ele (e comprova os tais favores ilícitos).
Nem assim você precisa pedir três meses para ler 100.000 páginas de documentos da Petrobrás (a Petrobras tem a ver com os tais favores ilícitos) antes de ir dizer ao juiz que o seu apartamento não é seu. Mas precisa de todo o tempo do mundo para não ser mandado pro Serasa, pro SPC, antes de dar o próximo golpe – que você só vai conseguir aplicar se não estiver com o nome sujo na praça.  (crônica enviada por José Carlos Werneck)

11 de maio de 2017
Eduardo Affonso
Site Jornal da Cidade

OBRAS IRREGULARES

CNJ COBRA EXPLICAÇÕES DO ZVEITER POR LICITAÇÃO SUSPEITA NO TJRJ
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA APURA CONDUTA DE DESEMBARGADOR

LUIZ ZVEITER COMANDOU CORTE NA ÉPOCA DA IRREGULARIDADES APURADAS

O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Luiz Zveiter, terá que prestar explicações ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre indícios de irregularidades em obras nos períodos em que foi presidente do TJRJ, entre 2009 e 2010, e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), entre 2011 e 2013. O CNJ abriu hoje (9) dois Processos Administrativos Disciplinares (PAD) para apurar a conduta do desembargador e a responsabilidade dele nas questões administrativas enquanto esteve nos cargos.

De acordo com o CNJ, as irregularidades se referem a sobrepreço na comparação aos valores originais do orçamento da construção de um dos prédios do complexo do TJRJ, no centro do Rio, e o direcionamento da licitação e contratação das obras com um projeto básico deficiente.

O corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, não aceitou a tese da defesa de Zveiter de que ele não tinha responsabilidade sobre as supostas irregularidades. Para o ministro, mesmo tendo delegado tarefas a servidores subordinados, a autoridade máxima da Corte não está afastada das suas obrigações administrativas, determinadas por lei. Na visão do corregedor, o presidente do tribunal deve manter “ativo monitoramento” sobre as atividades dos servidores a quem delegou tarefas e zelar pela lisura dos atos administrativos.

Durante a sessão, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministra Cármen Lúcia, ao apresentar o seu voto pela abertura do PAD, apontou que diante de uma “cultura da descontinuidade” na administração pública brasileira, cabe aos administradores ter prudência e manter vigilância constante sobre as práticas de subordinados. Na visão da ministra, especificamente em relação ao Judiciário, a realização de obras é urgente e muitas vezes o tempo decorrido entre a idealização de uma obra e a conclusão dela é superior ao tempo de mandato de um presidente de tribunal. “Assim acaba acontecendo muita coisa que não deveria acontecer, inclusive a ilegalidade”, indicou.

Histórico


Em novembro de 2012, o então corregedor Nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, determinou a abertura de investigação após inspeção realizada pela corregedoria na sede do TJRJ que apontou indícios de problemas na construção do prédio . A inspeção originalmente era para verificar a qualidade dos serviços prestados pela Justiça fluminense.

A auditoria nas obras foi feita por um grupo de trabalho composto por servidores da Corregedoria-Geral da União (CGU), da Receita Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do próprio CNJ. Em abril de 2015, a corregedora Nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou a abertura da Reclamação Disciplinar, julgada hoje na 39ª Sessão Extraordinária do órgão.

Com relação ao TRE-RJ, a obra começou em 2012, período em que Zveiter ocupava a presidência. O corregedor João Otávio de Noronha indicou irregularidades durante a execução da obra e foi seguido pelos outros conselheiros para a abertura do PAD. O corregedor apontou ainda que os trabalhos começaram sem a licença do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), exigida por causa da proximidade do prédio com o Hospital Escola São Francisco de Assis, patrimônio histórico-cultural.

Defesa


Em entrevista, a advogada de Zveiter, Débora Cunha Rodrigues, disse que a defesa tem interesse de que os fatos sejam apurados e provará que não houve qualquer irregularidade. “Em ambos os processos serão apuradas tais imputações e o desembargador Luiz Zveiter tem total interesse que isso seja apurado e vai esclarecer que não houve quaisquer irregularidades”, revelou.

Agora, a defesa aguarda a publicação das portarias de instauração dos dois PADs e a intimação do voto do corregedor para se manifestar. (ABr)

11 de maio de 2017
diário do poder

BERMUDES DIZ QUE JANOT AGIU DE MÁ-FÉ E O CHAMA DE LEVIANO E INESCRUPULOSO

ADVOGADO PEDE QUE JANOT SE DESCULPE PELA 'MANOBRA INDECOROSA'
SÉRGIO BERMUDES AFIRMA EM SUA NOTA QUE JANOT DESMERECE O CARGO E DEVERIA PEDIR DESCULPAS AO MINISTRO GILMAR MENDES. (FOTO: GQ)

O advogado Sérgio Bermudes divulgou nota em que critica duramente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo que classifica de "cavilosa arguição" contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de impedi-lo de julgar processos nos quais tenha interesse o empresário Eike Batista.

Advogado veterano e de grande prestígio junto aos tribunais superiores, Bermudes diz que na representação de Janot mostra "crassa ignorância ou chocante má-fé". Sobre a alegação do procurador de que os honorários da advogada Guiomar Mendes, mulher do ministro, seriam ao menos parcialmente pagos pela remuneração do escritório pelos serviços prestados a Eike Batista, Bermudes afirmou que se o procurador-geral lhe tivesse telefonado, saberia que em seu escritório, por convenção legalmente autorizada, "só participam da remuneração dos serviços quem efetivamemnte os presta".

"Espero agora que, para despir-se das vestes de sicofanta ("pessoa mentirosa, difamadora, delatora, velhaca", segundo o Dicionário Aurélio), Rodrigo Janot peça desculpas pela manobra indecorosa e aproveite a oportunidade para explicar por que nunca se afastou do exercício da sua função nos casos de que são investigados e processados por procuradores federais cliente de sua filha, conforme divulgado pela imprensa", diz Sérgio Bermudes. Ao finalizar a sua nota, o conceituado advogado diz que Janot desmere a função que exerce e o chama de "leviano, inescrupuloso e irresponsável", e chega a afirmar que procurador-geral "não pode chefiar o Ministério Público, hoje atuando corajosa e eficazmente contra a corrupção que tenta destruir o Brasil".


11 de maio de 2017
diário do poder

COMO UM MILIONÁRIO

LULA ALUGA JATINHO PARA PRESTAR DEPOIMENTO A SÉRGIO MORO, EM CURITIBA
ALUGUEL DE UM JATINHO COMO O DE LULA PODE CHEGAR A R$40 MIL

LULA PRESTARÁ DEPOIMENTO NA CONDIÇÃO DE RÉU EM PROCESSO QUE INVESTIGA SE ELE RECEBEU PROPINA DA OAS (FOTO: REPRODUÇÃO/ TV GLOBO)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu de São Paulo, com destino a Curitiba, na manhã desta quarta-feira (10) a bordo de um jatinho. 
Segundo o site Aerobid, que estima custo de táxi aéreo, o vôo de Lula para Curitiba custa entre R$19 mil e R$22 mil. 
A empresa Sete Táxi Aéreo informou ao Diário do Poder que dispõe de jatinho Learjet ao custo de R$40.900,00 para fazer uma viagem como essa do Lula entre São Paulo e a capital paranaense.

O petista tem um compromisso às 14h com o juiz Sérgio Moro. Ele prestará depoimento na condição de réu em processo que investiga se ele recebeu propina da OAS.

Em Curitiba, a segurança foi reforçada e as ruas foram bloqueadas próximo ao prédio da Justiça Federal onde será realizada a audiência. Estão proibidas manifestações em espaços públicos da cidade, além da montagem de acampamentos em ruas e praças. Apesar disso, várias caravanas chegaram à cidade. Policiais encontraram facões e foices com grupos que apoiam Lula.

Um cordão de isolamento garante a segurança do local. A previsão é que Lula e outros envolvidos no processo cheguem ao local por volta das 13h30.


11 de maio de 2017
diário do poder

O VINHO E O PRESIDENE

Alguns amigos já conhecem a história, mas agora que o Dia D de Lula se aproxima, e tanto se fala do primeiro Château Pétrus que ele tomou, pensei em dar a ela maior difusão. Lula elegeu-se Presidente, pela primeira vez, com meu voto: como a maioria do povo brasileiro, acreditei nas promessas e não “tive medo”. Qual a minha alegria quando soube que sua primeira viagem ao exterior, como Presidente eleito, seria a Buenos Aires e Santiago. Na época, eu era Encarregado de Negócios (=Embaixador interino) no Chile. Minha mulher e eu nos desdobramos para agradar ao nosso novo Presidente, que ficou hospedado com a comitiva na Residência da Embaixada, um grandioso palácio neoclássico construído no séc. XIX por um arquiteto italiano para um magnata do salitre, monumento tombado pelo Governo chileno.

(Aqui cabe um parêntese: fiquei boquiaberto com o à-vontade de Lula entre mármores italianos, lustres de cristal, castiçais de prata, tapetes persas, salões suntuosos e criados de libré. Parecia que tinha passado a vida por ali. E eu, inocente, preocupado com a possibilidade de ele se sentir incômodo! Aliás, também surpreendeu-nos o assunto dele com minha mulher, durante o jantar que lhe oferecemos: a melhor maneira de preparar coelho, sua especialidade, segundo ele. Não, não era churrasco, polenta, buchada, sarapatel, carne de sol ou dobradinha que o ex-engraxate e torneiro mecânico nordestino preparava nos fins de semana: era “civet de lapin”!)

Como sou desde jovem apreciador dos bons vinhos - o Chile é pródigo neles - e já levava algum tempo em Santiago, resolvi dar um presente ao “meu” Presidente. Às vésperas de sua chegada, compus, a minhas custas, uma caixa com os 12 vinhos mais deliciosos que conhecia. Entreguei-a aos cuidados da comitiva presidencial e nunca mais ouvi falar do assunto. Lula não teve a amabilidade de me agradecer pelo mimo, que foi embarcado no jatinho (da Odebrecht?) que levava a turma. Pensei que talvez ele preferisse mesmo a velha caninha, como se comentava, e continuei na lida.

Se resposta houve, chegou meses depois, quando a gestão petista, sem qualquer aviso prévio ou escrúpulos, removeu minha mulher para Brasília e me orientou a ficar no exterior. Tomamos conhecimento ex-post facto de algo que transtornou nossa vida e prejudicou – e muito - nossa saúde (os amigos sabem dos problemas graves que afetaram em seguida a Ana Cristina e a mim).

Os anos passaram, e já no segundo mandato de Lula, às vésperas de viagem que ele faria ao país onde eu era Ministro-Conselheiro, notei no meu Chefe o semblante perplexo. Perguntei-lhe qual a razão para aquilo - ele que era o retrato da serenidade - e respondeu-me que acabara de receber um telefonema da Presidência da República, instando-o a comprar 12 garrafas de vinhos muito finos para oferecer ao Presidente, exigência de Sua Excelência! Pode?!


11 de maio de 2017
Carlos Alberto Asfora é diplomata.
Publicado originalmente no Facebook

TINHA ATÉ CORRETORA

BUMLAI AFIRMA QUE MARISA PEDIU "AJUDA" PARA NOVO TERRENO DO INSTITUTO LULA

PECUARISTA DEPÔS COMO TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO ARROLADA PELO MPF


PECUARISTA DEPÔS COMO TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO ARROLADA PELO MPF

O pecuarista José Carlos Bumlai declarou nesta terça-feira, 9, ao juiz federal Sérgio Moro que a ex-primeira dama Marisa Letícia o procurou e pediu sua "ajuda" para comprar um terreno que iria abrigar a sede do Instituto Lula. Bumlai depôs como testemunha arrolada pelo Ministério Público Federal em ação penal contra o ex-presidente.

Em seu depoimento, o pecuarista contou que Marisa lhe disse que o objetivo era localizar um terreno para instalação do Instituto. Ali seriam acolhidos bens de propriedade do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que exercitaria atividades culturais no espaço, a exemplo do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Bumlai disse que o primeiro empresário que procurou foi o então presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht - preso na Lava Jato desde junho de 2015. Odebrecht teria ajudado a fazer contato com outros empresários.

O amigo de Lula afirmou a Moro que não se interessou pela compra do imóvel por impossibilidade financeira. Por isso, afastou-se da procura. Contou, ainda, que uma corretora de imóveis chegou a ser indicada a ele e foi visitar um terreno, mas não se interessou porque não podia comprar.

Nesta denúncia contra Lula, a força-tarefa da Lava Jato sustenta que parte de valor de propinas que teriam sido pagas pela Odebrecht "foi lavada mediante a aquisição, em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do imóvel localizado na Rua Dr. Haberbeck Brandão, nº 178, em São Paulo (SP), em setembro de 2010, que seria usado para a instalação do Instituto Lula", o que acabou não se concretizando.

Outro lado

De acordo com o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula, os depoimentos colhidos nesta terça pelo Juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba mostram que a ideia de construção de um memorial para abrigar o acervo presidencial do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não guarda qualquer relação com os 8 contratos firmados entre a Odebrecht e a Petrobras, como diz a acusação do Ministério Público Federal".

"Ao depor, o empresário José Carlos Bumlai deixou claro que Lula jamais solicitou qualquer intervenção sua objetivando a aquisição do imóvel da Rua Haberbeck Brandão 178, em São Paulo. Mais ainda, Bumlai informou que lhe foi pedido que não comentasse esse assunto com Lula", destacou a defesa do ex-presidente da República. "O empresário reafirmou o que já havia declarado em depoimento anterior - que o projeto em questão pretendia reproduzir espaço similar ao que já abrigava o acervo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso."

Segundo a defesa de Lula, o arquiteto Marcelo Carvalho Ferraz, outro depoente, esteve na Rua Haberbeck com a diretoria do Instituto Lula, que lhe pediu a avaliação do local - entre outros que estavam sob análise - para abrigar o Memorial da Democracia. "O imóvel não preenchia as condições necessárias, tanto assim que o arquiteto reconheceu ter feito um projeto para sediar o museu em um imóvel no centro de São Paulo, que era objeto de um processo de concessão pela prefeitura, após a aprovação, pela Câmara, de um projeto de lei do então prefeito Gilberto Kassab."

Conforme a defesa do ex-presidente, Mateus Cláudio Baldassari, proprietário do imóvel da Haberbeck, disse "não conhecer Lula e que o processo de compra e venda em questão não tem qualquer vinculação com a denúncia do MPF e que a transação não apresentou qualquer especificidade que pudesse lhe despertar a atenção - foi tão somente uma transação imobiliária". (AE)


11 de maio de 2017
diário do poder

ATIVIDADES NADA SOCIAIS

JUSTIÇA DE BRASÍLIA SUSPENDE ATIVIDADES DO INSTITUTO LULA

INSTITUTO LULA ERA USADO PARA "PERPETRAÇÃO DE VÁRIOS ILÍCITOS CRIMINAIS"


O juiz federal substituto Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula por ser "local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais".

No despacho, o magistrado solicita apoio da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal e da Junta Comercial do Estado de São Paulo para fazer cumprir a determinação "com a brevidade que o caso requer".

A decisão foi assinada na última sexta (5) e a o magistrado concedeu três dias para que a PF preste informações sobre a suspensão das atividades no Instituto Lula, bem como para que a Receita Federal envie todas as informações sobre a aquisição de propriedade dos filhos de José Carlos Bumlai pelo BTG Pactual.


11 de maio de 2017
diário do poder

MORO INTERROMPE LULA: "NÂO É PROGRAMA ELEITORAL"

Juiz se incomodou com discurso político do petista no interrogatório. Ex-presidente se queixou de decisões da Lava Jato

Depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba (//Reprodução)


Durante as suas declarações finais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou praticamente todo o tempo para falar sobre suas conquistas políticas e se colocar como vítima de ataques da imprensa e dos procuradores que o denunciaram por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). Em pelo menos três momentos diferentes, o juiz Sergio Moro ficou incomodado com o discurso político do petista e o interrompeu para afirmar que aquele espaço não era destinado a palanque.

“Presidente, só para esclarecer: não sei quanto tempo vai durar o pronunciamento, mas não é para fazer um apanhado do que [o senhor] fez no seu governo, não é programa eleitoral”, disse Moro. O petista logo reagiu: “É porque eu estou sendo julgado pelo que eu fiz no governo, pela construção de um Power Point mentiroso. Aquilo é ilação pura”.

Mais adiante, o magistrado tomou novamente a palavra para dizer que Lula estava “realmente fugindo da questão” e que ele tinha condições de fazer esse tipo de fala em outros lugares. O petista insistiu — disse ter “orgulho” da Petrobras e do desafio que teve em assumir a presidência sendo um metalúrgico sem formação acadêmica — e pediu ao juiz por mais paciência. “Eu sei que o senhor é muito jovem, jovem tem menos paciência que velho”, cutucou.

Na parte final, ocorreu o momento de maior tensão entre Lula e Moro — o petista se virou para o juiz e reclamou de duas decisões tomadas por ele na Lava Jato, a de liberar os áudios de conversas telefônicas com mulher, Marisa Letícia, e a de decretar a sua condução coercitiva na 24ª fase da Operação.

“O senhor sem querer entrou nesse processo, porque o vazamento de conversas com a minha mulher e os meus filhos foi o senhor que autorizou. Eu não tinha o direito de ter a minha casa molestada, sem que eu fosse intimado para uma audiência. Ninguém nunca me convidou. De repente, eu vejo um pelotão da Polícia Federal, quando eu sai até levantaram o colchão, achando que eu tinha dinheiro”, afirmou.


11 de maio de 2017
Eduardo Gonçalves
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