"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

EDISON LOBÃO RECEBEU R$ 5,5 MILHÕES PARA REVER LEILÃO DE JIRAU, DIZ DELATOR

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Charge do Regi (Arquivo Google)
O senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão é acusado de ter recebido R$ 5,5 milhões em propina pela Odebrecht, com o propósito de rever o resultado do leilão da usina de Jirau, para que a empreiteira de Marcelo Odebrecht assumisse o empreendimento. Lobão, que recebe o nome de “Esquálido” nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, teria cobrado uma contrapartida após reunião com os executivos da empreiteira.
“Ele sinalizava que iria nos ajudar. E que precisava de nossa ajuda, de propina”, declarou o delator Henrique Serrano do Prado Valadares, ex-executivo da Odebrecht na área de energia.
UM ESFORÇO – “Marcelo acreditou nisso. Sem que ele (Lobão) entregasse nada, simplesmente para que ele fizesse um esforço de, usando nossos argumentos, que eram verdadeiros e absolutamente legais, ele criasse um contraponto na Casa Civil. Para isso surgiu um pagamento de R$ 5,5 milhões. Com certeza, caixa 2”, afirmou o delator.
O caso se deu em 2008. A Odebrecht liderava um consórcio que disputava a usina e ameaçava ir à Justiça para questionar a proposta do consórcio vencedor do leilão, Energia Sustentável do Brasil, liderado pela empresa Suez. “Havia reuniões entre as empresas. Marcelo perdia a cabeça com o cinismo do pessoal da Suez e queria bater no cara”, referindo-se ao presidente do grupo Suez no Brasil, Maurício Bähr.
PATÉTICO – Segundo Marcelo Odebrecht, a Suez teria feito um acordo com a Casa Civil para permanecer no negócio. Maurício Bähr teria “jurado pelos filhos” que não tinha feito acordo nenhum. “O Marcelo chegou para ele e disse: Maurício, você está sendo patético”, contou o delator, acrescentando que Lobão chegou a apartar os dois.
O pagamento da propina, afirmou Valadares, foi feito em algumas ocasiões, com entrega de dinheiro diretamente na casa do filho de Lobão, Márcio Lobão, no Rio de Janeiro. Em fevereiro, a Polícia Federal fez busca e apreensão na residência de Márcio.
Sobre o ex-senador Lobão Filho, o delator afirmou que, em encontros em São Paulo, ele falava que podia ajudar a Odebrecht em obras, mas que isso exigia contrapartidas da empreiteira.
SOPA ESPANHOLA – Em suas reuniões com o ministro Lobão em Brasília, Valadares disse que era recebido no gabinete com gaspacho, uma tradicional sopa espanhola. “Ele é magro que nem um palito, e se alimenta a base de gaspacho”, disse Valadares.
Depois de acertar os pedidos e propinas, disse o delator, Lobão pedia para que o “fiscal” entrasse no gabinete, para registrar os temas e discussões feitas durante o encontro.
Em nota, por meio dos seus advogados, Edison Lobão afirmou que “repudia mais uma vez o reiterado vazamento de informações sigilosas e esclarece que está buscando o devido acesso legítimo e oficial a tais documentos perante o STF”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, Lobão faz jus ao nome e avança com voracidade na cadeia alimentar da corrupção. Ao lado de Barbalho e Sarney, é um dos veteranos da corrupção, considerado grande mestre do enriquecimento ilícito. Veremos se será apanhado, porque Lobão mais parece um gato de sete vidas, digo, gatuno de sete vidas. (C.N.)
17 de abril de 2017
Deu no Correio Braziliense(Agência Estado)

CABRAL RECEBEU R$ 50,5 MILHÕES EM PROPINA PELAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ

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Lopes e Cabral superfaturaram o ‘legado olímpico’
Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), o executivo da Odebrecht Benedicto Júnior revelou que o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 50,5 milhões em propina durante a execução do contrato da Linha 4 do metrô. O delator também citou o ex-secretário estadual de Transportes do Rio Julio Lopes, que teria recebido R$ 4 milhões. Antes, BJ, como é conhecido, já havia afirmado que a empreiteira gastou R$ 120 milhões com próprio Cabral e com o atual governador Luiz Fernando Pezão, entre caixa 2 para campanhas de ambos e propina para Cabral.
O delator contou que a Odebrecht pediu ajuda a Cabral para entrar no consórcio da Linha 4. O grupo era liderado pela construtora Queiroz Galvão, e a Odebrecht tinha interesse em adquirir a participação de uma das empresas minoritárias, a Constran.
PRIORIDADE – Pelas regras do contrato, a Queiroz Galvão teria prioridade na compra, por ser a sócia majoritária. BJ disse, no depoimento, que pediu que Sérgio Cabral intercedesse em favor da Odebrecht.
“Fiz um pedido ao governador Sérgio Cabral se ele poderia ter uma conversa com alguém da Queiroz Galvão para que ela não exercesse, e que eu entrasse no consórcio. Eu não perguntei, não sei se ele fez o pedido, mas a Queiroz permitiu que eu adquirisse a participação da Constran e, a partir desse momento, a Odebrecht passou a ser sócia da concessionária” — disse o delator.
O executivo revelou ainda que, no meio da execução da obra, as construtoras que participavam do consórcio — Odebrecht, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia — foram chamadas pelo governador Sérgio Cabral, que pediu que fossem incluídas no grupo mais três empreiteiras: Andrade Gutierrez, OAS e Delta.
POR QUE A DELTA? – Benedicto Júnior afirmou que OAS e Andrade Gutierrez seriam bem-vindas, uma vez que a primeira era dona da concessionária Metrô Rio e a segunda é uma das empresas brasileiras com maior experiência em obras de metrô. No entanto, o consórcio resistiu à inclusão da Delta.
“Obviamente, restava um problema. Aceitar a entrada da Delta naquele momento era passar para a Delta uma capacitação de ser executora de metrô dali para a frente. (…) Criou-se um mal estar” — revelou BJ.
Depois de algumas conversas, segundo Benedicto Júnior, a entrada das três novas empreiteiras no consórcio acabou não se concretizando.
PROPINA A LOPES – Com relação a Júlio Lopes, o executivo informou que Marcos Vidigal, diretor de contrato responsável pela execução da obra, foi procurado por um executivo da Queiroz Galvão, com um pedido de pagamento de propina ao então secretário estadual de Transportes.
Segundo Benedicto Junior, o total pago irregularmente a Julio Lopes pela Odebrecht chegou a R$ 4 milhões, entre 2012 e 2014. Ele nega as acusações.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Cabral, da classe média suburbana, e Lopes, da elite da Zona Sul, se uniram para desviar recursos públicos. Fica claro que, em matéria de corrupção, Cabral era mesmo insaciável. Não ia parar nunca, porque continuou chefiando a quadrilha após deixar o governo. O substituto Pezão nunca mandou nada. Seu apelido poderia ser Bobão, é um otário metido a esperto que ainda não foi preso por causa do foro privilegiado. (C.N.)

17 de abril de 2017
Carolina MorandO Globo

LULA COMPLICA SITUAÇÃO D PALOCCI, QUE ESTÁ SENDO LEVADO À DELAÇÃO PREMIADA


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br

Assim como aconteceu com todos os petistas que foram envolvidos no mensalão e/ou petrolão, dos mais graúdos, como José Dirceu, aos mais desimportantes, o ex-presidente Lula começa a jogar às feras um de seus principais assessores, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Já não se trata mais de tentar negar que sejam verdadeiras as acusações contra ele. Tão difícil negar que já alguns blogueiros ligados ao PT criticam a relação de Lula com a Odebrecht.
Diante das delações dos executivos da empreiteira, especialmente Marcelo Odebrecht, começam a pipocar aqui e ali, nas declarações do próprio Lula ou em textos escritos por jornalistas ligados ao PT em blogs ou na imprensa tradicional, insinuações de que não há prova de que o dinheiro sacado por Palocci ou seus prepostos tenha realmente chegado a Lula.
CONTA “AMIGO” – O ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, detalhou nos seus depoimentos como foi criada a conta “Amigo”, que, ele confirmou, se referia a Lula. Disse que algumas vezes Palocci pedia para fazer pagamentos cujo beneficiário final era Lula. Para não transparecer para quem era o dinheiro, decidiram criar uma sub-conta na planilha “Italiano” (referência a Palocci) para o “Amigo”, e esse dinheiro passou a ser usado por ordem de Palocci ou de um operador seu, Branislav Kontic.
Isso aconteceu na troca de governo para Dilma, quando Marcelo Odebrecht preferiu se acautelar, pois seria Dilma quem passaria a usar a conta-corrente do PT, que tinha um saldo “de uns R$ 40 milhões”. Segundo explicou, decidiu “provisionar uma parte deste saldo” e colocou R$ 35 milhões na conta “Amigo”, “para uso que fosse de orientação de Lula”.
O que está servindo de argumento para incriminar Palocci é que Marcelo Odebrecht disse que Lula nunca pediu dinheiro diretamente, e que “tudo foi combinado com Palocci, mas ao longo dos usos do dinheiro ficou claro que era realmente para o Lula”.
PROMISCUIDADE – Marcelo disse que as únicas comprovações que tem de uso do dinheiro por Lula foram a compra de um imóvel que seria destinado ao Instituto Lula, cujo contato teria sido feito por Paulo Okamotto ou José Carlos Bumlai, e um pedido de doação para o próprio Instituto.
A promiscuidade era tamanha que Marcelo chama o assessor de Palocci de Brani (Branislav Kontic). Segundo o executivo Fernando Migliacicio, que também fez delação premiada, Brani “fazia saques de até 1 milhão de reais em dinheiro vivo”. Diante do espanto do interrogador, Migliaccio explicou, com conhecimento de expert que, dependendo das cédulas, cabiam até 2 ou 3 milhões de reais em uma mochila.
Uma das planilhas do departamento de propinas da empreiteira mostra que ele sacou 13 milhões de reais, que teriam sido entregues a Lula. Marcelo Odebrecht contou à Procuradoria Geral da República que “não questionava o uso” do dinheiro. “Ele (Palocci) me dizia assim: ‘Ó, Marcelo, o Juscelino Dourado ou o Brani (que sucedeu JD) vai procurar seu pessoal e acertar uns pagamentos’.”
DESAFIO DE LULA – Ao mesmo tempo em que seus aliados defendem a tese de que não há provas de que o dinheiro seria de Lula, e surgem as insinuações de que Palocci ou Brani teriam ficado com o dinheiro, o próprio Lula deixou no ar essa desconfiança, como em uma entrevista a uma rádio baiana: “Eu continuo desafiando qualquer empresário brasileiro, qualquer empresário, a dizer que um dia o Lula pediu R$ 10 pra ele ou alguém. Se alguém pediu em meu nome, a pessoa que pediu tem que ser presa, porque eu nunca autorizei ninguém a pedir dinheiro em meu nome”.
Não vai demorar muito para que Palocci ou Brani, ou os dois, decidam fazer uma delação premiada para esclarecer as coisas.
15 de abril de 2017
Merval PereiraO Globo

COREIA DO NORTE!

TEMOR POR GUERRA FAZ CHINA PEDIR QUE EUA E COREIA DO NORTE PAREM COM AMEAÇAS MÚTUAS

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21 de nov de 2016 - Vídeo enviado por Just Instrumental Music
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17 de abril de 2017
postado por m.americo