"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

IMPÉRIO DO CAOS PREPARA-SE PARA MAIS FOGOS DE ARTIFÍCIO EM 2016


Charge do Erasmo (reprodução de Geografia e Geopolítica)

















Em seu seminal ‘Fall of Rome: And the End of Civilization,’ Bryan Ward-Perkins escreve: “os romanos antes da queda viviam tão certos de que o mundo deles duraria para sempre, como nós hoje… Estavam errados. Bem faremos se não repetirmos a complacência deles.”
O Império do Caos, hoje, nada tem a ver com complacência. É tudo exagero – e medo. Desde o início da Guerra Fria, a questão crucial tem sido quem controlaria as grandes redes comerciais da Eurásia – a “Terra Central” (orig. “heartland”), segundo Sir Halford John Mackinder (1861-1947), pai da geopolítica.
Pode-se dizer que, para o Império do Caos, o jogo realmente começou com o golpe patrocinado pela CIA no Irã em 1953, quando os EUA finalmente se encontraram, cara a cara, com aquela famosa Eurásia cortada e recortada durante séculos pelas Rotas da Seda; e decidiram conquistar todas elas.
Só seis décadas adiante, pode-se afinal ver que não haverá Rota da Seda norte-americana no século 21, mas, isso sim, exatamente como a predecessora, haverá Rota da Seda Chinesa. O impulso de Pequim rumo ao que chama “Um Cinturão, Uma Rota [Estrada]” está inserto no conflito do século 21 entre o império em declínio e a integração da Eurásia. Subtramas chaves incluem a perene expansão da OTAN e a obsessão do império com criar uma zona de guerra no Mar do Sul da China.
PARCERIA PEQUIM-MOSCOU
Pelo modo como a parceria estratégica Pequim-Moscou analisa isso, as elites oligárquicas que realmente comandam o Império do Caos estão dedicadas a cercar a Eurásia – porque entendem que podem ser largamente excluídas de um processo de integração pelo comércio e avançados links de comunicação.
Pequim e Moscou claramente identificam provocação atrás de provocação, combinadas com demonização incansável. Mas não serão apanhadas. As duas capitais jogam jogo muito longo.
O presidente russo Vladimir Putin insiste diplomaticamente em tratar o ocidente como “parceiro”. Mas sabe muito bem, e na China os que sabem também sabem que não são, na verdade, “parceiros”. Não depois dos 78 dias de bombardeio mortífero da OTAN contra Belgrado em 1999. Não depois do deliberado bombardeamento da embaixada chinesa. Não depois do expansionismo non-stop da OTAN. Não depois de um segundo Kosovo, na forma de golpe (ilegal e ilegítimo) em Kiev. Não depois de o petrodólar do Golfo freguês dos EUA ter derrubado o preço do petróleo. Não depois da derrubada do rublo, urdida em Wall Street. Não depois das sanções de EUA e União Europeia. Não depois de agentes dos EUA em Wall Street terem esmagado os papéis chineses classe-A. Não depois das provocações e agitar de sabres ininterruptos no Mar do Sul da China. Não depois de derrubarem o Su-24.
À DISTÂNCIA DE UM FIO DE CABELO
Rápida rebobinada dos eventos que levaram ao ataque contra o Su-24 é esclarecedora. Obama reuniu-se com Putin. Imediatamente depois, Putin reuniu-se com Khamenei. O sultão Erdogan, claro, ficou em pânico. Em Teerã anunciou-se, em cenas super explícitas, uma aliança russo-iraniana a sério. Apenas um dia antes do ataque que derrubou o Su-24.
Hollande da França encontrou-se com Obama. Mas, em seguida, Hollande encontrou-se com Putin. Erdogan vivia sob a firme ilusão de que criara o pretexto perfeito para uma guerra da OTAN, a ser lançada pelos termos do artigo 5º da Carta da OTAN. Não por acaso, a Ucrânia, estado falhado, foi o único país a aprovar – na mais frenética correria – o ataque ao Su-24 russo. Mas a OTAN piscou e recolheu-se horrorizada, pode-se dizer: o Império não estava pronto para guerra nuclear.
Não, pelo menos, por enquanto. Napoleão sabia que a história gira num fio muito fino. Com a Guerra Fria 2.0 sempre vigente, como está e continuará a estar, estamos sempre a um fio de cabelo de distância da guerra nuclear. (artigo enviado por Sergio Caldieri)

"ORGANIZAÇÕES SOCIAIS" DA SAÚDE GANHAM MAIS QUANDO ATENDEM MENOS



Charge de Paulo Galvão (reprodução da internet)


















Numa excelente entrevista à repórter Constança Rezende, O Estado de São Paulo, edição de segunda-feira, o médico Luiz Antônio de Souza Teixeira Junior, que vai assumir a Secretaria Estadual de Saúde – RJ na próxima semana, anunciou que fará cortes imediatos nas despesas do sistema, para evitar a repetição dos acontecimentos drásticos que fecharam até as emergências, a começar pela revisão dos contratos com Organizações Sociais de Saúde, entidades contratadas para – vejam só – administrar hospitais da rede pública e unidades de pronto atendimento.
Em matéria de projetos sociais há duas formas de se cometer erros: os de concepção e os de execução. No caso de tais contratos, os equívocos são duplos. A execução, envolvendo a prestação dos serviços, em si já constitui um desastre. O de concepção é simplesmente um absurdo. O governo Luiz Fernando Pezão repassa os recursos financeiros às organizações de Saúde. O que acontece?
Acontece que toda essa metodologia acarreta uma contradição essencial. A verba é fixada em determinados montantes. Com isso, inverte-se a questão. Quanto menor for o volume do serviço prestados, maior será a margem de lucro, mais difícil a fiscalização. Não pode ser. É lógico. Além de tal estupidez programada, o médico Luiz Antônio acentua que vai assumir a Secretaria de Saúde (pública) com uma dívida de 1 bilhão e 300 milhões de reais e com os setores de emergência parados.
POPULAÇÃO DESPROTEGIDA
Peço atenção para a expressão saúde pública, pois não mais que 10% dos cariocas e fluminenses têm condições de recorrer a unidades particulares, incluindo os que possuem planos de atendimento medico. Quanto custa uma consulta? Uma internação? Uma operação?
Basta comparar os preços com a média salarial dos cariocas e fluminenses. E é preciso acrescentar a este quadro de dificuldade o risco de vida a que ficam expostas as pessoas em inúmeras situações de emergência. Não podemos deixar acontecer nunca mais o silêncio das emergências, disse o médico Luiz Antônio. Principalmente porque – acrescentou na entrevista ao O Estado de São Paulo – é obrigação das OS, contratualmente, suprir as unidades de medicamentos e materiais. Não podem passar o problema para a Secretaria. Mesmo se houver atraso de pagamento, elas têm de suprir.
Reconheceu, e a repórter assinalou, terem sido contratados serviços que não pode manter agora. Logo, destacou erros de previsão, os quais, além da concepção contraditória, levaram o poder público a um estranho endividamento na esfera de 1 bilhão e 300 milhões de reais. O Secretário que assume em janeiro, e que, no momento, é Secretário de Saúde em Nova Iguaçu, nas inspeções que já efetuou na rede estadual encontrou leitos vazios, inclusive no Hospital Getúlio Vargas. Omissão.
DEMANDA VAI AUMENTAR
Dentro deste panorama, assinalo, é preciso considerar que a demanda por saúde pública tende a aumentar – primeiro, em consequência do desemprego que sobe e da ansiedade que acarreta; segundo, em decorrência da violência que envolve e aterroriza a cidade do Rio de Janeiro e toda a região do Grande Rio. Os fatos focalizando a luta entre policiais e traficantes reforçam tal tendência. Com isso, os casos de emergência vão avançar cada vez mais. A desordem urbana é outro fator a ingressar na média com peso acentuado.
Enfim, entre todas as razões expostas, chega-se à conclusão de que a saúde pública é uma batalha diária que o governo do RJ não pode continuar perdendo. Simplesmente porque está em jogo a vida humana. E a vida humana não tem preço.

31 de dezembro de 2015
Pedro do Coutto

PT, GOVERNO, DILMA E LULA NUM IMPASSE IRREVERSÍVEL


Charge de Paixão (reprodução da Gazeta do Povo)




Mais do que um sinal de rompimento, foi uma declaração de guerra ao governo Dilma a mensagem distribuída nas redes sociais, segunda-feira, com a assinatura do presidente do PT, Rui Falcão. De início, leia-se Lula como o signatário real.
Significa o quê, nessa passagem de ano, a veemente crítica da direção dos companheiros à política econômica reafirmada dias atrás pelo novo ministro Nelson Barbosa? Nada mais, nada menos, do que o estado de beligerância entre o criador e a criatura. Referindo-se à participação da CUT e do MST na condenação às diretrizes adotadas antes por Joaquim Levy e agora pelo substituto, o PT demonstra repúdio e rejeição aos métodos de Madame para enfrentar a crise econômica.
Nada de apoiar as soluções de mercado, neoliberais, que só tem feito aumentar o desemprego em massa, os impostos, taxas e tarifas, o custo de vida e a redução de direitos sociais. Esse modelo só beneficia as elites, fechando as portas para a retomada do crescimento. Não dá para, através dessas iniciativas, devolver à população a confiança perdida. De um ano para cá vem despencando a popularidade de Dilma, do governo e do PT. Como persistir na alta de juros e nos cortes em investimentos? Responsabilidade e ousadia são recomendações a contrapor à estratégia econômica atual.
LULA INSISTE
Faz tempo que o Lula vem batendo nessa tecla, ignorado pela sucessora e agora disposto a seguir isolado e isolando o grupo encastelado no palácio do Planalto. Porque o PT é o Lula, e o Lula, o PT. Importa menos saber se o desmonte do outrora objetivo maior do partido, de mudar o Brasil, acontece por obra e graça daqueles que o representam no governo.
O resultado do choque de concepções tornou-se público. Tem-se a impressão de ser definitiva a separação. Nem Dilma cederá aos apelos do PT e do Lula, nem esses admitirão ir para o precipício. Em meio ao impasse, identifica-se a sombra do impeachment, hoje esmaecida, mas capaz de ressurgir por conta da presença de deputados e senadores em suas bases, durante o recesso parlamentar. Queixas e reclamos da sociedade só fazem crescer, sem que o governo demonstre disposição de mudanças. Com todo o respeito, sem programas de recuperação e de reaproximação do governo com a opinião pública, logo se fará sentir a voz rouca das ruas.

31 de dezembro de 2015
Carlos Chagas

PF INCLUI FOTO E DADOS PESSOAIS DE LULA EM INQUÉRITO DA LAVA JATO

INVESTIGAÇÃO SOBRE A ODEBRECHT INCLUI DADOS DO EX-PRESIDENTE

INVESTIGADORES INCLUÍRAM ESSE DOCUMENTO AOS AUTOS PARA REFORÇAR A LINHA DE INVESTIGAÇÃO SOBRE AS RELAÇÕES DO EX-PRESIDENTE COM A ODEBRECHT. FOTO: LULA MARQUES

A Polícia Federal anexou aos autos do inquérito da Operação Lava Jato que investiga a Odebrecht, maior empreiteira do País, fotos e planilhas com dados pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do sócio dele na LILS Palestras, Eventos e Publicações, Paulo Okamotto. A LILS foi criada para administrar a rotina de contratos de Lula com empresas.

A PF juntou ao documento cópia do Pedido de Compra 5318, datado de 4 de julho de 2013, emitido pela Odebrecht e tendo como "fornecedora" a LILS, no valor de R$ 400 mil, para "apresentação de palestras".

Os investigadores incluíram esse documento aos autos para reforçar a linha de investigação sobre as relações do ex-presidente com a Odebrecht, que está sob suspeita de ter integrado cartel para fraudar licitações bilionárias da Petrobras no período entre 2004 e 2014 (governos Lula e Dilma). "Conforme se apurou da investigação, os representantes das empresas do Grupo Odebrecht associaram-se aos administradores de grandes empreiteiras com atuação no setor de infraestrutura para, de forma estável e permanente, com abuso do poder econômico, cometer crimes e dominar o mercado de grandes obras de engenharia civil, eliminando a concorrência", diz a PF.

Sobre os R$ 400 mil recebidos, a LILS recolheu a título de impostos R$ 8 mil aos cofres municipais de São Bernardo do Campo, onde fica a sede da LILS e a residência de Lula.

Em um trecho do relatório, a PF faz alusão a dado atribuído pela revista Veja, em agosto, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras - órgão de inteligência do Ministério da Fazenda - sobre movimentação de R$ 27 milhões da LILS entre abril de 2011 e maio de 2015. Desse total, R$ 10 milhões teriam como depositantes empreiteiras envolvidas na Lava Jato.



31 de dezembro de 2015
diário do poder

THE ECONOMIST PREVÊ DESASTRES ECONÔMICO E POLÍTICO PARA O BRASIL

THE ECONOMIST: DILMA NÃO TEM ESTÔMAGO PARA AS 'ESCOLHAS DURAS'

REVISTA BRITÂNICA DEDICA CAPA E EDITORIAL AO PAÍS E AFIRMA QUE 'ESCOLHAS DURAS' PODEM COLOCÁ-LO 'DE VOLTA NOS TRILHOS', MAS QUE DILMA NÃO TEM ESTÔMAGO PARA ELAS (THE ECONOMIST/REPRODUÇÃO)

O Brasil deveria começar 2016, ano em que o País será o primeiro da América do Sul a sediar uma Olimpíada, com um humor "exuberante", mas enfrenta um "desastre econômico e político", afirma a revista britânica The Economist na principal reportagem em sua página na internet nesta quarta-feira, 30, ilustrada com uma foto da presidente Dilma Rousseff. A publicação acredita que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pode conseguir realizar mais coisas na política econômica, por ter apoio do PT, mas vê dificuldades no avanço de reformas mais substanciais em meio às discussões sobre o impeachment.

"Apenas escolhas duras podem colocar o Brasil de volta aos trilhos. Mas Dilma Rousseff não parece agora ter estômago pela elas", afirma a Economist na longa reportagem sobre o país, que recebeu o título "A queda do Brasil". A expectativa era de que o Brasil estivesse na vanguarda do forte crescimento dos emergentes, mas ao invés disso tem que lidar com turbulências políticas e econômicas e "talvez com o retorno de uma inflação galopante".

O texto relata uma série de eventos que ocorreu este mês no país, incluindo a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a perda do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch, a segunda a retirar a nota, este mês, após a Standard & Poor's, em setembro. "Ao mesmo tempo, a coalizão do governo do Brasil tem sido desacreditada por um gigantesco escândalo de corrupção em torno Petrobras", afirma o texto, destacando que Dilma enfrenta ainda a abertura de um processo de impeachment.

A Economist destaca que a previsão é que a economia brasileira encolha entre 2,5% e 3% em 2016, seguindo uma recessão em 2016. Mesmo a Rússia, afetada pela queda livre dos preços do petróleo e sanções dos Estados Unidos e Europa, "deve ir melhor" no ano que vem, destaca a reportagem.

Assim como outros grandes países emergentes, o Brasil vem sendo afetado pela queda mundial dos preços das commodities, afirma a publicação inglesa. Mas Dilma conseguiu tornar as coisas ainda piores, ao tomar medidas de estímulo à economia consideradas pela Economist como extravagantes e imprudentes, que incluem corte de impostos para o setor empresarial.

"Gestores de crise do Brasil não têm o luxo de esperar por tempos melhores para começar a reforma", afirma a revista, destacando que a dívida bruta do país, que beira os 70% do Produto Interno Bruto (PIB), é alta para um país de renda média e tem tendência de crescer mais se nada for feito.

Ministério da Fazenda. Para a The Economist, Barbosa, embora tenha participado do "desastroso" primeiro mandato de Dilma, pode ser capaz de realizar mais coisas na economia. "Ele tem apoio político dentro do PT. Também tem poder de barganha, porque Dilma não pode se permitir perder outro ministro da Fazenda", afirma a reportagem. Um dos primeiros testes do novo ministro será a capacidade de convencer o relutante Congresso a aprovar a CPMF, destaca a publicação.

Apesar das vantagens Barbosa tem, a Economist afirma que é "difícil se sentir otimista com as perspectivas de reforma" no Brasil neste momento. As discussões sobre o impeachment devem dominar a agenda política por meses e o PT não tem apetite por "austeridade" na política econômica, conclui a reportagem. (AE)



31 de dezembro de 2015
diário do poder

DA MANDIOCA ÀS MENTIRAS, UM ANO PARA ESQUECER

ANO FOI MARCADO POR MENTIRAS E INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO DILMA

ANO FOI MARCADO POR MENTIRAS E INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO DILMA. FOTO: VALTER CAMPANATO/ABR

O ano entrará para a História como o Ano da Mentira, em que a presidente Dilma esqueceu os compromissos de campanha e fingiu não ser a chefe do governo que permitiu a gatunagem na Petrobras. Ela é a grande “premiada” de 2015, um ano para esquecer, marcado também pela incompetência da oposição, que não conseguiu liderar o desejo expresso de impeachment, segundo as pesquisas, de quase 80% da população.


Figurante do Ano
Prêmio vai para Aécio Neves (PSDB-MG) que se apequenou na crise e relutou em assumir o papel de líder da oposição a um governo no chão.

Mandioca Doida

Dilma ganhou o troféu com sua coleção inacreditável de asneiras, da “homenagem à mandioca” à jura de “dobrar a meta” de coisa alguma.

A protegida
A ex-chefe de gabinete da Presidência e amiga íntima de Lula, Rosemary Noronha continua poupada de punição, de exposição e de explicações.

Troféu Lava Alma

A taça, medalhas e aplausos vão para o juiz federal Sérgio Moro e para os membros do Ministério Público Federal, representados na premiação pelo procurador Deltan Dallagnol, que afligiram corruptos poderosos do País.



31 de dezembro de 2015
diariodo poder

TESTEMUNHAS RELATAM VISITAS DE LULA E DE SUA MULHER A APARTAMENTO REFORMADO PELA OAS NO GUARUJÁ

MP APURA VISITAS DE LULA AO TRÍPLEX QUE OAS REFORMOU NO GUARUJÁ

OS TRÊS ÚLTIMOS ANDARAM DESTE PRÉDIO, NA PRAIA DO GUARUJÁ, COMPÕEM O TRÍPLEX ATRIBUÍDOS A LULA.


Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, diferentes testemunhas atestaram que o apartamento tríplex do edifício Solaris, na praia do Guarujá, em São Paulo, foi construído e reformado pela OAS para a família do ex-presidente Lula, ao contrario das tentativas de desmentido.

Os promotores do caso, os mesmos que já investigavam os desvios milionários na Bancoop, a cooperativa habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, há décadas controlados pelo PT, agora apuram se a empreiteira OAB, uma das mais enroladas no petrolão, usou apartamentos no prédio do Guarujá para lavar dinheiro e beneficiar indevidamente figurões como Lula.

Os depoimentos confirmam denúncia da revista Veja, publicada em outubro, e trazem detalhes de como a reforma no apartamento de Lula. 
Um engenheiro que trabalhava para a OAS quando a obra foi executada contou que Lula fez uma "vistoria-padrão" no apartamento. Ele disse que apenas abriu a porta do tríplex para o ex-presidente, que estava acompanhado do coordenador de engenharia da empreiteira.

O dono da empresa especializada em reformas contratada pela OAS para remodelar o apartamento disse que estava na obra quando foi surpreendido pela chegada da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de mais três homens - entre eles Lulinha e o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, o amigo de Lula que mais tarde viria a ser preso pela Lava-Jato.

O zelador do prédio contou aos promotores que Lula e Marisa estiveram no imóvel pelo menos duas vezes e que, para a chegada dos visitantes ilustres, a OAS ordenou que o prédio passasse por uma limpeza e fosse decorado com "arranjos florais". 
O zelador disse ainda que, durante uma das visitas, seguranças de Lula travaram o elevador enquanto o petista estava no imóvel, o que fez com que moradores de outros apartamentos se queixassem.

A promotoria tende a ajuizar um processo contra os envolvidos no caso, segundo divulgou Veja. Ao mesmo tempo que agradava Lula, a OAS multiplicava o saldo devedor de outros mutuários da Bancoop que haviam adquirido apartamentos. 
Do empresário Walter Didário, por exemplo, a empreiteira cobrou 600 000 reais além do que ele já tinha pago. "Eu me sinto um completo idiota", diz ele. 
A construção do edifício e a luxuosa reforma no tríplex não foram os únicos favores prestados pela empreiteira a Lula. Como também a revista revelou, a OAS bancou ainda a reforma do sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).


31 de dezembro de 2015
diário do poder

BARROSO E LEWANDOWSKI CONDUZIRAM O SUPREMO AO ERRO JUDICIÁRIO



Barroso e Lewandowski conseguiram aumentar o descrédito no STF












Todos sabem que, hipoteticamente, o Supremo Tribunal Federal não deve errar. Mas é claro que isso pode acontecer, somos humanos. O que não pode ocorrer, em qualquer situação, é que o mais importante dos tribunais do país seja submetido a manipulações e ardis para que a maioria dos ministros, inadvertidamente, seja levada a votar de forma equivocada, em desrespeito à legislação em vigor. Esta remota possibilidade significa a completa desmoralização da Suprema Corte e das instituições da República, não se pode concebê-la nem mesmo no terreno das hipóteses, é uma monstruosidade cívica, um crime de lesa-Pátria, algo que jamais pode acontecer.
Quando foram divulgados no YouTube os vídeos das sessões de julgamento da ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, impetrada pelo PCdoB contra o rito da Lei do Impeachment, e as gravações mostraram que o ministro Luís Roberto Barroso havia falseado sua argumentação e induzido outros ministros a erro, aqui na Tribuna da Internet  fiz questão de ressalvar que não teria havido conivência dos demais integrantes do Supremo.
Houve comentários pesados ao artigo, sustentando a tese de que não seria cabível que vários ministros tivessem comparecido à sessão de julgamento sem se interessarem em conhecer o Regimento da Câmara, que seria justamente o tema em questão. Ou seja, teriam aceitado os ardis do voto de Barroso conscientemente. Mas isso, felizmente, não aconteceu. Não houve complô, conforme veremos a seguir.
BÉJA EXPLICOU A ILEGALIDADE
No magnífico artigo que escreveu aqui na TI no último domingo, em que apresentou mais detalhes sobre o erro judiciário cometido pelo Supremo, o jurista Jorge Béja explicou por que a maioria dos ministros caiu na esparrela de Barroso.
O fato é que a sessão do dia 16 de dezembro, prorrogada para o dia 17, não foi convocada para discutir o mérito da questão. Conforme Béja esclareceu, nos termos da Lei 9882/99, que regula o processo e julgamento da ação impetrada pelo PCdoB (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), o Supremo primeiro convoca a sessão para julgar as liminares concedidas pelo relator. Depois da manutenção ou rejeição das liminares, o relator então abre prazo de 10 dias para contestação e considerações finais, e somente então marca nova data exclusivamente para o julgamento do mérito.
Por isso, assinalou Béja, os ministros não estavam preparados para estudar a causa, não tinham consultado a legislação e o Regimento da Câmara. Todos foram para a sessão para examinar e decidir apenas e tão somente a respeito das liminares, coisa simples, não é preciso muita preparação. Só quem estudou em profundidade a questão foi o relator Edson Fachin, mas ainda é inexperiente, não teve condições de enfrentar o rolo compressor das falácias do ministro Barroso, que foi tão convincente que acabou recebendo o inadvertido apoio da maioria dos ministros.
LEWANDOWSKI ARREMATA O GOLPE
No dia seguinte, sexta-feira antes do Natal, última sessão do Supremo antes do recesso, o presidente Ricardo Lewandowski completou o serviço iniciado por Barroso. Na parte final da Ata, ele inseriu a transformação da sessão, que fora convocada apenas para exame de liminares, mas de repente passou a valer também como julgamento definitivo do mérito. Com isso, o criativo Lewandowski revogou a Lei 9882/99 e os dispositivos constitucionais que garantem o amplo direito de defesa e a formação do devido processo legal.
Certamente, Lewandowski julgava que ninguém iria perceber sua “pedalada jurídica” e tudo ficaria impune. Esqueceu que no Brasil ainda existem juristas, como Jorge Béja, que colocam seu conhecimento e sua cultura a serviço dos interesses nacionais. Com precisão cirúrgica, Béja apontou em detalhes todas as ilegalidades cometidas propositadamente pelo presidente do Supremo, que deveria se aposentar com urgência e arrumar logo um emprego no governo, que parece ser sua irresistível vocação.
NÃO HOUVE COMPLÔ
O mais importante é que não houve complô. Os demais ministros não perceberam que estavam sendo manipulados. É claro que estão sentindo enorme decepção por terem participado desse julgamento irregular, em que até a Ata que assinaram foi fraudada. De toda forma, é um alívio saber que eles não participaram da trama. Isso significa que as pessoas de bem deste país ainda podem ter um fio de esperança em uma Justiça mais limpa. Temos de acreditar nisso.

31 de dezembro de 2015
Carlos Newton

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PROFECIA

Terrivel profecia para brasil em 2016 vi e decidi replicar isso ...

https://www.youtube.com/watch?v=J92LZ_dAh14
7 de nov de 2015 - Vídeo enviado por MELHORES VIDEOS DO YOUTUBE #RIO GRANDE DO SUL
Terrivel profecia para brasil em 2016 vi e decidi replicar isso e diferente de tudo que voce ja viu ..

29 dedezembro de 2015
m.americo


NOTA AO PÉ DO VÍDEO

Diante de uma catástrofe apocalíptica de tal vulto, creio que poucos sobreviverão para comprová-la. E estarão tão aturdidos e enlouquecidos, que talvez não possam emitir nenhum juízo...
E para quem? E como? 
De profecias o mundo está cheio, e segundo algumas, já deveria ter desaparecido da Via Látea. Em todo caso, como dizia São Tomé, que os poucos de nós "vejam para crer"...
m.americo

LIVRO: OS EXILADOS DA CAPELA EM ÁUDIO VÍDEO - PARTE 3 FINAL

LIVRO: OS EXILADOS DE CAPELA EM ÁUDIO VÍDEO - PARTE 2

LIVRO: OS EXILADOS DA CAPELA EM ÁUDIO VÍDEO - PARTE 1

Livro Os Exilados da Capela em Áudio Vídeo Parte 01 ...

https://www.youtube.com/watch?v=bT3GkveY51Q
10 de ago de 2015 - Vídeo enviado por harmoniaeluz
Livro Os Exilados da Capela em Áudio Vídeo Parte 01.



29 de dezembro de 2015
m.americo

OS EXILADOS DE CAPELA