"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O LADRÃO DE OCASIÃO E A CORRUPÇÃO COMO MÉTODO

Ou: O melhor remédio contra a roubalheira se chama PRIVATIZAÇÃO!

Eu tinha ficado bastante insatisfeito com a conclusão a que chegara o procurador Deltan Dallagnol em sua cruzada, à qual ele pretende emprestar um sotaque cívico-político, em defesa da moralidade publica. 
Em entrevista ao Estadão, indagado sobre a dificuldade para implementar as 10 medidas que o Ministério Público considera importantes para combater a corrupção, ele respondeu, leiam com atenção:
“Vou citar duas dificuldades. A primeira é a passividade. (…) Se queremos um país melhor, a saída não é ficar reclamando e esperar que ele caia dos céus. Devemos arregaçar as mangas e fazer nosso melhor para que ele aconteça. Hoje a sociedade tem, mais e mais, essa percepção, e estou impressionado com o engajamento na colheita das assinaturas para as 10 medidas. Gente de todo lado do país está fazendo isso. A segunda é a partidarização do discurso ou a crença ilusória de que resolveremos o problema da corrupção com a mudança de governos ou partidos. Precisamos de sistemas e instituições saudáveis que impeçam a corrupção independentemente de quem está no poder. O que a história nos mostra, aliás, é que a corrupção não tem cor ou partido.”
Sim, é certo que precisamos de instituições saudáveis — e quero chegar a elas —, mas a fala de Dallagnol, a meu ver, iguala os desiguais. Que a corrupção não seja característica exclusiva do PT, isso é evidente. Mas não é menos evidente que só o partido a transformou em categoria de pensamento e num método de governo. E isso faz toda a diferença, sim, senhores!
No que diz respeito a esse particular, o também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, parece ter sido mais preciso. Nesta segunda, afirmou:
“O que nossos colaboradores apontam é que houve uma sistematização da corrupção no governo do PT, como compra de apoio parlamentar”.
Eis o ponto. Toda corrupção é maléfica e maligna. Toda corrupção sangra os cofres públicos. Toda corrupção pune especialmente os mais pobres. Mas é preciso que se distinga a corrupção como desvio da norma da corrupção como método de governo; é preciso que se evidenciem as diferenças entre a corrupção que constrange o próprio corrupto (que admite estar praticando o mal) daquela que se quer uma nova norma.
E por que é preciso fazer a distinção? Para ser mais ameno com um tipo de corrupção do que com o outro? Não! Ambos merecem ser tratados com extrema severidade. É preciso fazer a distinção para que se trave o bom combate.
O Ministério Público promove uma cruzada em defesa de suas 10 medidas, que elenco abaixo, na forma reduzida em que circulam. Leiam. Volto em seguida.
1) Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação;
2) criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos;
3) aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores;
4) aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal;
5) celeridade nas ações de improbidade administrativa;
6) reforma no sistema de prescrição penal;
7) ajustes nas nulidades penais;
8) responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2;
9) prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado;
10) recuperação do lucro derivado do crime.
Nem vou entrar no mérito de cada uma agora — há as muito simples de implementar e as nem tanto. Mas digamos que todas elas fossem positivas. Estaríamos longe, acreditem, de coibir de forma eficiente a corrupção.
Sabem por que o PT acabou desenvolvendo um sistema de gestão criminosa do Estado como nenhum partido antes havia conseguido? Porque ele é o mais estatista de quantos chegaram ao poder. Porque junto com a tomada da máquina, desde sempre apta a delinquir e a mobilizar delinquentes, houve também o aparelhamento do Estado e de seus entes associados, muito especialmente as estatais e demais empresas e instituições de natureza pública.
Que políticos, empreiteiros, consultores, lobistas e intermediários os mais diversos paguem pelo mal que fizeram e ainda fazem aos brasileiros. Mas o país continuará refém de larápios enquanto o Estado tiver o tamanho que tem; enquanto o Estado estiver onde não deve e não estiver onde deve; enquanto houver estado demais no petróleo, nas estradas e na geração e distribuição de energia, e estado de menos na saúde, na educação e na segurança pública.
Convém, assim, não confundir as coisas. Uma das tolices que me atribuem é ter escrito, em algum momento, que o PT inventou a corrupção. Nunca! Quem inventou foi a serpente. 
O que escrevo há muitos anos e sustento é que, antes, nenhum partido havia feito da corrupção uma forma de gestão. 
Revelou Pedro Barusco, por exemplo, que recebia, sim, “pixulecos” antes de os companheiros chegarem ao poder. Quando se tomou o Palácio, ele conheceu a profissionalização do esquema; a transformação da roubalheira num método.
E isso faz toda a diferença. O ladrão de ocasião faz mal aos contemporâneos. O ladrão de instituições inviabiliza um país.

03 de agosto de 2015
Reinaldo Azevedo

PENSANDO O DIA SEGUINTE


Foram precisos 35 anos de existência do PT e pouco mais de 12 anos de petistas como donos do poder, mas hoje enfim compreendemos, expomos e combatemos as falácias ideológicas desse partido e seus satélites, sejam eles partidos, veículos de comunicação, ONGs ou acadêmicos. Também sabemos identificar e descrever a pilantragem de seus métodos políticos, origem de toda a bandalheira que hoje chega a embotar nosso sentidos, tamanha a extensão e profundidade da pilhagem empreendida nos cofres públicos em nome de um projeto de poder autoritário, travestido de fenômeno popular.
Os discursos cheios de palavras vazias já não comovem, tampouco mobilizam; os ataques lançados contra os adversários são rechaçados ou viram motivo de chacota; outrora aplaudidos e incensados, petistas hoje são ridicularizados, hostilizados e vaiados em qualquer ambiente público que não esteja rigidamente controlado. O petismo hoje é sinônimo de ladroagem e motivo de vergonha para os que nele acreditaram sem contar com incentivos fiscais, subsídios, contratos ou cargos públicos.
E daí?
Este governo é um cadáver adiado, que pode procriar se seus opositores, especialmente os que estão à direita, não se organizarem para ocupar espaços de discussão, análise, gestão, criação de saber e valor. Saber identificar e combater as mentiras e incoerências esquerdistas é apenas um primeiro passo.
Há que se dar os passos seguintes, e rapidamente. Caso contrário, toda esta mobilização e energia hoje dedicada a denunciar e combater o petismo se dispersa e resulta em nada.
Seguem algumas propostas do que considero essencial para que este embrião de movimento conservador venha a ter alguma influência concreta na política nacional.
1 – Reconhecer a necessidade e importância da composição
Embora seja frequente dizermos e ouvirmos que o Brasil é um país conservador, o conservadorismo é discurso marginal no cenário político brasileiro, e assim vai continuar por muito tempo. Os interditos criados às pautas conservadoras foram eficazes o suficiente para criar um abismo entre os valores mais profundos do brasileiro e seu pensamento político, de forma que a transposição desses valores morais para a decisão do voto é vista, ainda que instintivamente, como algo errado.
Para mudar isso, os conservadores devem reconhecer o tamanho das dificuldades hoje existentes e começar a buscar composições, com liberais, sociais democratas, democratas cristãos e outras tendências hoje melhor estruturadas partidariamente.
A criação de um partido novo de direita é o caminho mais longo para a frustração e o fracasso. Marina, com muito mais capital político e financeiro, até hoje não conseguiu tirar a rede do papel. O NOVO, projeto de partido de direita mais avançado no país, continua patinando e, se não houver uma grande mudança de rumos, corre o risco de ser uma contradição quando enfim conseguir seu registro, pois já velho.
Mais sensato e prudente seria se alguns conservadores, os mais propensos e aptos à lide política, filiassem-se em algum dos partidos já existentes e, dentro deles, começassem a incutir pautas e valores conservadores, sempre em composição com outros interesses, desde que legítimos e honestos.
Para que isso ocorra, é necessário que os “reaças” ou conservadores abandonem desde já a pretensão de transformar o conservadorismo em ideologia. Ser conservador não significa construir um repertório de valores que esgota uma visão de mundo passada, presente e futura, mas sim ser um analista, crítico e defensor dos valores, convenções e costumes construídos, testados e aperfeiçoados ao longo da experiência civilizatória humana. É, como diz Russel Kirk, “acreditar que há uma ordem moral duradoura” e perseverar em prol desta ordem, seja lá dentro de qual contexto e estrutura você esteja.
2 – Construir pautas relevantes e abrangentes
Os governos Lula e Dilma nos acostumaram com uma das situações mais perversas: o presente eterno. Não há um horizonte em vista, um objetivo de longo prazo, uma ambição concreta que estimule as pessoas a correr riscos, assumir sacrifícios e perdas em nome de uma mudança estrutural da realidade cotiana, nada. É apenas a busca do dia seguinte, e salve-se quem puder.
Se hoje Dilma renunciasse ou fosse destituída pelo Congresso, qual seria o plano dos que assumiriam o poder? Mais especificamente, qual seria o plano da direita? Redução da maioridade penal? Revogação do estatuto do desarmamento? São pautas importantes, mas residuais em termos de transformação da realidade do país.
Somos um país de selvagens. Matamos intencionalmente mais de 55 mil pessoas por ano (contabilizadas). Somos o 112º país no ranking mundial de saneamento básico, com mais de 32 milhões de residências sem coleta e tratamento de esgoto. Sangue e merda são matérias-primas abundantes e vistas com absurda naturalidade por aqui.
Pessoalmente, considero estas as duas pautas primordiais para o país: conter a selvageria dos homicídios e expandir a rede de saneamento básico drasticamente. Deixo para o prefeito de São Paulo, o descoladíssimo Fernando Haddad e seus acólitos, sonharem com emulações de Amsterdam, Nova York ou Londres.
Para uma mudança efetiva da nossa realidade, reduzir em pelo menos 50% o número de homicídios do país e em 70% o número de casas sem saneamento básico seria algo bem mais necessário e efetivo.
Há demandas e pautas aguardando planos para todos os gostos e especialidades, seja na educação, saúde, transportes, na pesquisa e tecnologia, na logística, no planejamento tributário, mas é necessário que os vários ramos da direita comecem a discutir e qualificar sua posição em relação a estes temas. Apenas apontar o engodo petista não nos levará muito longe, e essas discussões não ocorrem nas redes sociais. Para construir estas pautas e elas tornarem-se planos, é necessário muito estudo, muita conversa presencial, estrutura organizacional, e aí vem o ponto seguinte.
3 – Organizar-se Formalmente
Uma das grandes desgraças no petismo no poder foi o aparelhamento e a destruição da credibilidade do conceito de “sociedade civil organizada”. Antes vistas como sopro renovador nas ações e organizações sociais, as ONGs, em sua grande maioria cooptadas ou subservientes à pauta esquerdista, tornaram-se sinônimos de governismo, adesismo, oportunismo. Claro que esta conotação negativa afastou deste tipo de organização todos aqueles contrários ao petismo e ao esquerdismo em geral.
É hora de corrigir este equívoco. As estruturas jurídicas que dão suporte às ONGs são ideologicamente neutras e muito úteis para estruturar grupos com foco e objetivos definidos. Fazer parte da sociedade civil organizada é uma tarefa à qual a direita não pode mais se furtar, sob pena de continuar patinando num vitimismo estóico que só beneficia as esquerdas.
Novamente valendo-me das palavras de Russel Kirk, é princípio conservador “defender comunidades voluntárias, da mesma forma que opor-se a um coletivismo involuntário”. São as associações de bairro, os grupos de interesse específico, as organizações de classe, os sindicatos, os institutos e organizações de mobilização e pressão que dão à sociedade um mínimo direcionamento e dimensionamento para a multiplicidade de interesses e fluxos de conhecimento, poder e dinheiro que compõem o tão falado “interesse público”.
A direita, seja ela de caráter liberal ou conservador, não pode furtar-se a participar dessa dinâmica, criando associações que reúnam seus acadêmicos, empresários, estudantes, em torno de questões específicas. Só a partir desta formalização é possível captar e direcionar os recursos humanos e materiais necessários para a construção das pautas e planos mencionados no item anterior.
Os reaças já descobriram que não estão sozinhos, graças à internet. Também descobriram, à custa de muita briga e desgaste, como combater o discurso e a ação esquerdista. Falta agora organizarem-se para levar esta combatividade a um novo patamar. Estamos atrasados.
03 de agosto de 2015
in penso estranho

A MAIS BEM SUCEDIDA ESTRATÉGIA DA ESQUERDA






"A mais bem sucedida estratégia da esquerda. Una-se ao seu inimigo e subverta seus valores. A velha ideia de destruir o inimigo de dentro pra fora. "Sou maconheiros e de direita", " sou feminista e de direita", "sou católico e de esquerda". O marxismo é um câncer, a maior fraude ideológica da história. Nossa sociedade já está tomada por esse câncer. Isso fica bem claro quando apenas uma opinião diferente vira discriminação, preconceito e opressão."


03 de agosto de 2015
in graça no país das maravilhas

OPERAÇÃO LAVA JATO: FASE PIXULECO

"DURA LEX, SED LEX"

José Dirceu instituiu o petrolão, afirma Ministério Público. Questionado se a Lava Jato mira também o ex-presidente Lula, o procurador afirmou que "ninguém está isento de investigações"


http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/jose-dirceu-instituiu-o-petrolao-afirma-ministerio-publico

Ao prender nesta segunda-feira o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a Operação Lava Jato chegou nesta segunda-feira a um dos "instituidores do petrolão", segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa que investiga o megaesquema de corrupção que sangrou os cofres da estatal. 

De acordo com o Ministério Público, o mensaleiro foi um dos principais líderes na instituição do petrolão, ainda quando era ministro da Casa Civil, no primeiro mandato do governo Lula. 
Questionado se a Lava Jato mira também o ex-presidente Lula, o procurador afirmou que "ninguém está isento de investigações". 
Ele lembrou, contudo, que parte das apurações segue em sigilo. Sobre os demais artífices do petrolão, o procurador afirmou que "estão sendo investigados" - e que esta estapa da Lava Jato mira os núcleos empresarial e político.

Segundo o MPF, o ex-ministro deu continuidade ao esquema durante o mensalão e se beneficiou dele mesmo após o julgamento do Supremo Tribunal Federal que o mandou para a cadeia. "Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema na Petrobras e, durante o período de ministro da Casa Civil, aceitou e se beneficiou desse esquema", afirmou o procurador. 

"Temos uma operação que vai além do Dirceu recebedor, mas sim como instituidor do esquema Petrobras, ainda no tempo da Casa Civil", continuou. "Dirceu era aquele que tinha a responsabilidade de definir os cargos na administração Lula. No momento em que ele aceitou a nomeação de Renato Duque para a Petrobras, teve início o trabalho de captação das empreiteiras". 

O MPF afirma, também, que o ex-ministro recebeu dinheiro do esquema criminoso mesmo preso. De acordo com o procurador, a investigação e a prisão não inibiram a atuação de Dirceu.

Ainda segundo Santos Lima, Dirceu "repetiu o esquema do mensalão" - desta vez, contudo, com uma diferença crucial: o ex-ministro não se utilizou do dinheiro para compra de apoio de parlamentares, mas em benefício pessoal. 
"A responsabilidade do Dirceu é evidentemente, aqui, como beneficiário, de maneira pessoal, não mais de maneira partidária, enriquecendo pessoalmente", afirmou o procurador.

03 de agosto de 2015
Veja.com

SÓ?! CADÊ O RESTO DA GRANA???

José Dirceu: além da prisão, R$ 20 milhões bloqueados pela justiça

Foto: Dida Sampaio/Estadão
Foto: Dida Sampaio/Estadão

A informação é do blog de Fausto Macedo, com Julia Affonso e Ricardo Brandt, do Estadão. Trecho a seguir:
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato decretou o bloqueio de até R$ 20 milhões do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula). 
O magistrado confiscou ainda o mesmo valor de outros 7 alvos da investigação que levou à deflagração da Pixuleco, 17º capítulo da Lava Jato: Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de José Dirceu, JD Assessoria e Consultoria, empresa controlada pelo ex-ministro e já desativada, Julio Cesar dos Santos, ex-sócio de Dirceu, Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, TGS Consultoria e Assessoria em Administração, lobista Fernando Moura, ligado ao PT, e Olavo de Moura Filho.
O documento, em pdf, está disponível aqui.

03 de agosto de 2015
implicante

LÍDER DO PT CONFESSA: PARTIDO CHEGOU AO FIM DE UM CICLO

Dilma Rousseff - Tarso Genro
A seguir, trecho de entrevista com Tarso Genro conduzida pela jornalista Vera Rosa, no Estadão:
“O PT chegou ao fim de um ciclo?
Esse PT que está aí chegou nitidamente ao fim de um ciclo. Sofreu dois baques muito fortes, não se auto reformou, não capitaneou uma grande mudança pela reforma política nem uma grande luta popular para proibir o financiamento empresarial das campanhas. O PT se transformou num partido excessivamente longa manus (executor de ordens) de quem está no poder.
E o governo do PT também chegou ao fim desse ciclo?
Eu diria que, se essa política monetária e econômica for mantida, estaremos preparando o caminho para uma candidatura do PMDB ou do PSDB ser a mais forte. A base social do PT e do campo político da esquerda poderá chegar desesperançada em 2018, proporcionando uma saída conservadora para a crise.”
É claro que devemos ler com cautela essas opiniões, pois também ele é petista e tem sua agenda partidária e eleitoral. Mas é sintomático que esse “fim de ciclo” já seja uma realidade mesmo entre líderes do partido.
Mantidas as reservas, isso merece alguma comemoração.
03 de agosto de 2015
implicante

DIFERENÇA ENTRE JOSÉ DIRCEU E MARCOLA?

Ambos continuaram comandando o crime depois de condenados e presos. Simples assim. Pobre Marcola, em prisão de segurança máxima. Já Dirceu numa mansão no Lago Sul. Pobre Marcola, um negocinho de pó e maconha. Já Dirceu um pixuleco de no mínimo R$ 40 milhões. Até quando?


03 de agosto de 2015
in coroneLeaks

PT ABANDONA JOSÉ DIRCEU OFICIALMENTE



O Partido dos Trabalhadores refutou, por meio de seu presidente, Rui Falcão, em nota oficial, as acusações de que teria recebido R$ 10 milhões em espécie, como declarou o lobista Milton Pascowitch, delator da Operação Lava Jato. As revelações de Pascowitch, que cumpre prisão domiciliar, provocaram a Operação Pixuleco, 17.º capítulo da Lava Jato, cujo alvo maior é o ex-ministro-chefe da Casa Civil (Governo Lula), José Dirceu.

Segundo Pascowitch, de um total de R$ 14 milhões em propinas do esquema Petrobrás, R$ 10 milhões foram pagos na sede do PT em São Paulo. Rui Falcão, presidente nacional do PT, reagiu enfaticamente às suspeitas contra seu partido. Ele disse, na nota oficial, que o PT não realizou ‘operações financeiras ilegais’. O partido do governo também rejeita a suspeita de que teria participado de esquema de corrupção.

“Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, destaca Rui Falcão.

LEIA A NOTA OFICIAL DO PT NO DIA DA PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU PELA OPERAÇÃO PIXULECO

“O Partido dos Trabalhadores refuta as acusações de que teria realizado operações financeiras ilegais ou participado de qualquer esquema de corrupção. Todas as doações feitas ao PT ocorreram estritamente dentro da legalidade, por intermédio de transferências bancárias, e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”

Rui Falcão, presidente nacional do PT”
03 de agosto de 2015
in coroneLeaks

"ACABOU O MITO" - DIA JEFFERSON APÓS A PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU

ELE DENUNCIOU O MENSALÃO EM 2005, COMANDADO POR JOSÉ DIRCEU


"NÃO TENHO SENTIMENTO DE REVANCHE, DE RESSENTIMENTO. TENHO PENA DELE. ACABOU O MITO”, AFIRMOU O DELATOR (FOTO: REPRODUÇÃO)


O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que cumpre pena em regime domiciliar desde maio passado, disse nesta segunda-feira (3) não ter motivos para comemorar a prisão do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), investigado na Operação Lava Jato. “Não me regozijo, não tenho sentimento de revanche, de ressentimento. Tenho pena dele. Acabou o mito”, afirmou. “Sei o que é estar lá (na prisão)”, comentou Jefferson.

Em 2005, Jefferson denunciou o esquema do mensalão e apontou Dirceu como o comandante do esquema de suborno de parlamentares fiéis ao governo Lula. O petebista teve o mandato cassado em setembro daquele ano. Em novembro, a Câmara cassou o mandato de Dirceu.

“Não é fácil para ele. Já tem 69 anos, casou-se recentemente, tem uma filha pequena. A família se extingue. Ainda será levado para o Paraná, longe de casa. Tem esposa nova, que precisa do marido. Não tenho revanchismo. Sinto por ele, mas a Justiça é implacável”, disse Jefferson. 

Condenado a sete anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, Dirceu passou a cumprir prisão domiciliar em outubro do ano passado e desde então vive em Brasília com a mulher, Simone Pereira, e a filha caçula, Maria Antônia, de seis anos.

Em fevereiro do ano passado, Jefferson começou a cumprir a pena de sete anos e 14 dias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Depois de 14 meses, recebeu autorização para cumprir o restante da pena em casa. 
Jefferson rejeita o rótulo de delator. “Delação é coisa de canalha”, costuma dizer.

“É a terceira prisão da vida de José Dirceu, não é brincadeira. O juiz Sérgio Moro deve ter provas contundentes. Ele não joga para a plateia. Aquela rapaziada do Ministério Público é muito séria, sem extremismo”, elogiou Jefferson. 
Antes da prisão pelo mensalão, Dirceu, líder estudantil nos anos 1960, foi preso em 1968 e trocado, no ano seguinte, pelo embaixador americano Charles Elbrick.

“O Executivo e o Legislativo estão desmoralizados e o Judiciário, muito sólido. É quem alicerça a democracia hoje. Os homens mais ricos do Brasil, os políticos mais poderosos, os burocratas estatais mais influentes estão presos. O povo está vendo que não ficaram impunes”, disse Jefferson, presidente de honra do PTB.

Na avaliação do petebista, as prisões dos investigados fragilizam as manifestações contra a corrupção e de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. 
“O juiz Sérgio Moro esvazia as passeatas do dia 16 de agosto (data marcada para uma série de manifestações em todo o País). O povo planeja ir para a rua pedir justiça, mas a justiça está sendo feita”, diz.

Proibido de participar de encontros políticos, reuniões públicas e de sair à noite, Jefferson, de 62 anos, diz que o Executivo e o Legislativo, extremamente desgastados, parecem “o roto falando do esfarrapado”. O ex-deputado não engrossa o coro dos que defendem a saída da presidente Dilma.

“Não adianta pregar ruptura institucional, porque não há líderes nacionais. Tem o Fernando Henrique Cardoso, mas já está com 84 anos”, afirma Jefferson. (AE)



03 de agosto de 2015
diário do poder

LONDRES REJEITA APELAÇÃO DE EMPRESAS LIGADAS A MALUF

TRIBUNAL VETA PEDIDO DE RASTREAMENTO DE VALORES NA CONTA DE DOLEIRO

A CONDENAÇÃO DEFINITIVA RESULTA NO BLOQUEIO DE RECURSOS DA KILDARE E DA DURANT (FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO)


A Corte de Apelação do Reino Unido sepultou definitivamente as pretensões de empresas ligadas ao deputado Paulo Maluf (PP/SP) que pretendiam se livrar de condenação imposta pela Ilha de Jersey – paraíso fiscal onde o ex-prefeito (1992/1996) teria mantido valores supostamente desviados de obras emblemáticas de sua gestão, como o Túnel Ayrton Senna e a Avenida Água Espraiada.

Os magistrados do Privy Council rejeitaram recurso da Durant e Kildare, pelas quais circularam dinheiro que o Ministério Público de São Paulo afirma ter tido origem em propinas na administração Maluf.

A Kildare e a Durant possuem ações da Eucatex, grupo que pertence à família Maluf.Por conta bancária dessas empresas, Kildare e Durant, segundo o Ministério Público de São Paulo, passaram dinheiro desviado do Tesouro paulistano.

Na apelação ao Privy Council, sediado em Londres, Kildare e Durant pretendiam rastreamento dos dados da conta Chanani, controlada por um doleiro de São Paulo acusado de ter enviado dinheiro dos Maluf para Nova York.

O argumento central das empresas é a suposta conexão entre os ativos delas confiscados e a conta Chanani, usada para a lavagem de dinheiro desviado das obras de Maluf.

O rastreamento, segundo as empresas, provaria que a conta Chanani não pertencia a elas, mas ao doleiro. O Privy Council julga exclusivamente casos cercados de relevância, como no Brasil o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.

A decisão definitiva da Corte londrina representa uma vitória histórica da Procuradoria-Geral do Município e o Ministério Público do Estado de São Paulo.

O ponto central do recurso das empresas ligadas a Maluf é que entre os US$ 10,5 milhões que a Corte de Jersey reconheceu fraudatórios e mandou repatriar, apenas US$ 7,7 milhões tinham a origem comprovada.

Para a Kildare e a Durant os outros US$ 2,3 milhões não poderiam ser atribuídos ao esquema e deveriam ser liberados, porque o Município de São Paulo não teria conseguido realizar a prova do caminho do capital.

Na prática, as empresas sustentaram que a Chanani não era uma conta usada por elas, mas que abrigava ativos de outras fontes. A decisão do Privy Council foi recebida com empolgação pelos advogados que a Prefeitura de São Paulo contratou em Londres para acompanhar o caso. Os advogados estavam apreensivos.

Para a Prefeitura, embora os valores envolvidos sejam bastante inferiores ao de atos de corrupção recentemente identificados, o resultado é juridicamente significante. O Privy Council se refere a vários precedentes negativos, que porém não aplicou a este caso, em que o ‘desaparecimento’ do capital e seu surgimento em contas estrangeiras é inerente aos métodos de lavagem internacionais.

No julgamento, os advogados da Prefeitura e os das empresas ligadas a Maluf realizaram explanações orais de suas razões e o resultado era incerto. A condenação definitiva resulta no bloqueio de recursos da Kildare e da Durant. Se esses valores não forem suficientes para cobrir as consequências da sanção, ativos das empresas serão liquidados.

Paulo Maluf sempre negou, desde o início das investigações sobre valores a ele atribuídos na Ilha de Jersey, envolvimento em desvios em sua gestão na Prefeitura de São Paulo.

A assessoria do ex-prefeito afirma que Maluf não tem conta em Jersey. (AE)



03 de agosto de 2015
diário do poder

O BRASILEIRO É UM MILAGRE

A frase é de Câmara Cascudo: “o melhor produto do Brasil ainda é o brasileiro”. Sábias palavras!

Fiquei a pensar nelas há alguns dias, ao ler uma coletânea de financiamentos concedidos pelo Brasil, nas últimas décadas, a empresas e até mesmo países estrangeiros. Ora é uma empresa europeia que duplica seu parque industrial com a nossa ajuda, ora é um país africano que melhora sua infraestrutura graças aos nossos cofres.

Nada contra ajudar outros povos, e fique isto bem claro. Mas que não nos esqueçamos, jamais, do notável povo que habita esta terra - um povo que nunca retirou seu sustento de guerras ou invasões, e cujos ancestrais conseguiram o milagre de fazer grande um país pilhado e saqueado ao longo de séculos. Sim, eis aí uma verdade pouco divulgada e pouco comentada, mas que deve ser dita: o povo brasileiro é um milagre!

Inicio trazendo recente estudo da "London Business School", divulgado recentemente, a mostrar que, entre 21 países pesquisados, o Brasil tem o povo mais empreendedor. De cada oito brasileiros, um está tocando seu próprio negócio. Nos Estados Unidos, o segundo colocado, a relação é de dez para um. No Japão, de cem para um.

O incrível é que o brasileiro, em sua ânsia empreendedora, não se intimida sequer diante da insensibilidade e baixa inteligência da burocracia. Assim, por exemplo, enquanto nos Estados Unidos são necessários quatro dias para a abertura de uma empresa, aqui gastamos 86. Por conta disso, 76% das microempresas brasileiras funcionam sem autorização.

E os processos trabalhistas? Nos Estados Unidos, 75.000 anuais. Aqui no Brasil, 2,2 milhões. Mas não desanima, o brasileiro!

A carga tributária é terrível: no dito "Primeiro Mundo", oscila entre 20 e 24% do PIB. Enquanto isso, o empresário tupiniquim lida com espantosos 36% do PIB, um recorde mundial! Detalhe: no mais das vezes, sem contraprestação da Administração.

E isto tudo sem crédito. Recordo-me, por exemplo, de notícia que li em um jornal de grande circulação e que dá bem a ideia da situação: "Crédito para micros não sai do papel".

Ouso, aqui, acrescentar que, com preocupante freqüência, sequer com a estabilidade das regras, indispensável para qualquer negócio, o empresariado tem contado - recente estudo do IDESP, realizado junto a 800 empresas, apontou que a morosidade do Judiciário, dado causar insegurança jurídica, acarreta perdas de US$ 100 bilhões de dólares por ano, em redução de investimentos e dispensa de pessoal!

Mas o brasileiro é mesmo um forte, como dizia o poeta: nossas microempresas, mesmo diante deste tenebroso quadro, têm sido gigantes em suas fraquezas.

Assim, as micro e pequenas empresas já são 3,4 milhões, ou 98% das empresas instaladas no Brasil. Empregam 35 milhões de pessoas, ou metade da população ocupada. Participam com 20% do PIB, ou 200 bilhões de reais. Respondem por 12% das exportações, ou 20 bilhões de reais.

Apenas para que se tenha uma idéia, somente a microindústria do artesanato emprega 8,5 milhões de pessoas, que produzem 2,3% do PIB - é quase o que representa a indústria automobilística, responsável por 3% do PIB.

Diante deste quadro, que privilegia tantas empresas estrangeiras em detrimento das brasileiras, talvez fosse oportuna uma reflexão sobre as palavras de Bernard Shaw, segundo quem “o maior dos males e o pior dos crimes é a pobreza”. Ou as de Lamennais: “o grito dos pobres sobe até Deus, mas não chega aos ouvidos do homem”.


03 de agosto de 2015
Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo


NOTA AO PÉ DO TEXTO

Com certeza, Millor Fernandes completaria: "exceto o eleitor..."

m.americo

PROFISSIONAL DA CORRUPÇÃO


MORO DIZ QUE DIRCEU TEM ‘HABITUALIDADE DO CRIME’
JUIZ DESTACA QUE O MENSALEIRO ‘PERSISTIU’ NA CORRUPÇÃO

O JUIZ MORO APONTA PARA O RISCO DE O EX-MINISTRO DISSIPAR PATRIMÔNIO ADQUIRIDO COM RECURSOS DESVIADOS (FOTO: ABR)
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Operação Lava Jato, afirmou no decreto de prisão de José Dirceu que a prova do recebimento de propinas pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil (Governo Lula) mesmo durante o julgamento do Mensalão ‘reforça os indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime’. Para o juiz da Lava Jato, a conduta de Dirceu ‘recomenda, mais uma vez, sua prisão para prevenir risco à ordem pública’.
Dirceu foi preso na manhã desta segunda-feira, 3, em Brasília, onde já cumpria prisão em regime domiciliar como condenado do Mensalão. Sua prisão, no âmbito do escândalo Petrobrás, foi ordenada em caráter preventivo, ou seja, agora ficará em regime fechado em Curitiba, base da Lava Jato.
O juiz Moro aponta para o risco de o ex-ministro dissipar patrimônio adquirido com recursos desviados de contratos da estatal petrolífera. “Tratando-se, ainda, de propinas milionárias e não tendo havido ainda a identificação completa de seu destino final, persiste o risco de que os ganhos sejam lavados ou dissipados no curso das investigações ou da ação penal, afetando as chances de sequestro e confisco.”
Para Moro, “o apelo à ordem pública, seja para prevenir novos crimes, seja em decorrência de gravidade em concreta dos crimes praticados, já bastaria à manutenção da preventiva”. No caso Petrobrás, segundo o juiz, ‘há um detalhe adicional’.
José Dirceu de Oliveira e Silva foi condenado criminalmente pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal por crimes de corrupção passiva na Ação Penal 470 (Mensalão), em julgamento finalizado em 17 de dezembro de 2012. Ele foi preso em 15 de novembro de 2013. Em 28 de outubro de 2014, o STF autorizou o cumprimento do restante da pena de Dirceu em prisão domiciliar.
“As provas são no sentido de que (Dirceu) estava envolvido no esquema criminoso que vitimou a Petrobrás enquanto já respondia, como acusado, a Ação Penal 470, e que persistiu recebendo vantagem indevida durante todo a tramitação da ação penal, inclusive durante o julgamento em Plenário, o que caracteriza, em princípio, acentuada conduta de desprezo não só à lei e à coisa pública, mas igualmente à Justiça criminal e a Suprema Corte.”
Moro ressalta que enquanto os ministros do STF ‘discutiam e definiam, com todas as garantias da ampla defesa, a responsabilidade de José Dirceu pelos crimes, alguns deles, aliás, sendo alvo de severa crítica pública por associados ao ex-ministro da Casa Civil, o próprio acusado persistia recebendo vantagem indevida decorrente de outros esquemas criminosos, desta feita no âmbito de contratos da Petrobrás’.
O juiz destaca que os prejuízos decorrentes do escândalo na Petrobrás são muito superiores aos do Mensalão. “Embora aquele caso (Mensalão) se revestisse de circunstâncias excepcionais, o mesmo pode ser dito para o presente, sendo, aliás, os danos decorrentes dos crimes em apuração muito superiores aqueles verificados no precedente citado. Necessária, portanto, a prisão preventiva para proteção da ordem pública, em vista da gravidade em concreto dos crimes em apuração e da necessidade de prevenir a sua reiteração, já que o esquema criminoso sequer se restringiu à Petrobrás.”
O magistrado chamou a atenção para o fato de José Dirceu ter desativado sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria – pela qual recebeu pelo menos R$ 39 milhões supostamente valores de propinas – quando a Lava Jato já fechava o cerco a ele. Para Moro, o risco de recebimento sem interrupção de propinas não foi eliminado pelo fato de Dirceu ter, ao longo de 2015 e mesmo após à divulgação da notícia de que estaria sendo investigado na Operação Lava Jato.
O juiz faz menção ao lobista Milton Pascowitch, delator da Lava Jato que revelou como José Dirceu recebia propinas. “As provas são no sentido de que ele (Dirceu) teria recebido apenas parte da propina por intermédio de simulação de contratos de consultoria da referida empresa (JD Assessoria e Consultoria), enquanto outra parte foi recebida subrepticiamente conforme descrições detalhadas e, no que foi possível documentadas, de Milton Pascowitch.” (AE)

03 de agosto de 2015
diário do poder

VACCARI DISCUTE DELAÇÃO E O PT ENTRA EM PÂNICO

NEGOCIAÇÃO DE DELAÇÃO DE EX-TESOUREIRO CAUSA PÂNICO NO PT
O 'RISCO VACCARI' ASSOMBRA A ALTÍSSIMA CÚPULA PETISTA. FOTO: GERALDO BUBNIAK/AE

A cúpula do PT tem discutido o “risco João Vaccari Neto”, ex-tesoureiro preso pela PF na Lava Jato. Ele se queixa de “abandono” e tem citado o exemplo do que aconteceu ao mensaleiro Marcos Valério, condenado a quase 40 anos de prisão por fechar a boca. Vaccari insinua sempre uma possível delação premiada. Não fechou acordo ainda em razão de apelos dramáticos do ex-presidente Lula, anteriores à sua prisão.

Líderes do PT contam que a pressão em Vaccari deve aumentar após o acordo de delação que tirou o lobista Mário Góes da prisão.

João Vaccari Neto está em cana desde abril e já teve seu pedido de soltura negado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava jato.

O ex-tesoureiro Vaccari sabe que, sem delação, terá pena longa. Ele foi acusado por pelo menos cinco delatores, na Lava Jato.

Denunciaram Vaccari, entre outros, Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Hermelino Leite e Augusto Ribeiro Mendonça.



03 de agosto de 2015
diário do poder

PT FICA EM SITUAÇÃO DIFÍCIL APÓS PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU, AFIRMA OPOSIÇÃO

PARA MEMBROS DA OPOSIÇÃO, PARTIDO DE LULA E DILMA SE COMPLICOU

NO GOVERNO LULA DIRCEU COMANDOU A CASA CIVIL. FOTO: DIDA SAMPAIO/AE

Representantes de partidos de oposição avaliam que a prisão do ex-ministro José Dirceu, na manhã desta segunda-feira, 3, deixa ainda mais complicada a situação do PT e do governo. Dirceu integrava a cúpula do partido até sua prisão por envolvimento no mensalão. No governo Luiz Inácio Lula da Silva, ele comandou a Casa Civil.

"É um quadro cada vez mais complicado para o PT e para o governo, um quadro que gera ainda mais dificuldade política para eles", disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). "O PT, como um todo, está cada vez mais em uma situação difícil. Os seus nomes mais importantes totalmente envolvidos, presos. José Dirceu é um quadro que mostra que o PT, no governo, desmantelou toda a estrutura do Estado brasileiro. Temos um quadro caótico de governança", afirmou o parlamentar.

No PSDB, a avaliação é que a prisão de Dirceu liga Lula diretamente ao esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. "Com certeza, piora o clima para o governo e o PT, e aproxima de Lula", disse o vice-líder tucano na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT).

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse em nota que "demonstra que é preciso criar no País um novo governo para que ele possa, junto com a Justiça, corrigir os rumos do Brasil". O deputado afirmou que "há o encaminhamento de que o impeachment pode se tornar necessário" e que este é o momento "para fazer a intervenção constitucional, legítima para dar um paradeiro nisso tudo", já que, para o parlamentar, "a ingovernabilidade está instalada no País".

"Essa prisão significa um passo importante para a elucidação de quem é o chefe dessa organização criminosa", disse o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR).



03 de agosto de 2015
diário do poder