"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A CORRUPÇÃO E OS DESPACHANTES



Uma das consequências da corrupção instalada no país é o desleixo dos funcionários públicos no atendimento ao cidadão.

Alguém compra um automóvel O Km e a autoridade de trânsito preenche o documento do veículo, por desídia ou má-fé, com dados divergentes da nota  fiscal.

Anos depois o proprietário quer vender seu carro, mas um tal de laudo de verificação, aponta a falha.

Gentis despachantes se oferecem para corrigi-la  por uma quantia vultuosa. Usam o sutil argumento: “sem a correção dos dados você não vai conseguir vender para ninguém.”

Parece uma forma politicamente correta de extorsão.

País civilizado é país sem burocracia, sem despachante e sem corruptos no poder.
 
Precisamos “despachar” todos para o bem do Brasil.
17 de setembro de 2014
 Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A POLÊMICA EQUIVOCADA



“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE"
                                                       
O último artigo que representa o pensamento do Clube Militar tornou-se, por seu controverso conteúdo, já bastante difundido, fonte que permite a uns e outros, mal intencionados ou não, afirmarem que os militares, de forma geral, estejam apoiando a candidata Marina Silva, apresentada como “um fio de esperança”, e, também, motivo para análises outras do possível desfecho eleitoral em outubro vindouro. A começar, ouso dizer que se Marina é um “fio de esperança”, é a esperança de que a desgraça continue a solapar e a destruir a Nação brasileira, já tão martirizada pelos governos do PT.

Marina é, sem dúvida, por seu passado e por suas posições atuais, uma verdadeira fraude em matéria de democracia, de ideologia e de capacidade para dirigir o País e tirá-lo do atoleiro em que o meteu o apedeuta Lula, atoleiro agravado pelo desgoverno Dilma.

Marina Silva começou sua militância política, no Acre, como militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR), com o codinome de Sara, sob a liderança de José Genoino, lutando contra os governos militares, fazendo agitação e propaganda entre os trabalhadores rurais na Região de Xapuri, apoiada e protegida pelo então Bispo local, D. Moacyr Grechi, adepto da Teologia da libertação, fundador da Comissão Pastoral da Terra, berço do MST. Marina foi a fundadora da CUT no Acre e tornou-se militante do PT onde abrigou-se com o núcleo do PCR. Rompeu com a Igreja Católica para tornar-se evangélica e ambientalista radical.

Após sair do PT, filiou-se ao PV e, para viabilizar sua candidatura, fundou a Rede, estruturada em “sovietes”, visando a chamada “democracia direta”, um passo para o autoritarismo. Não o conseguindo, filiou-se ao PSB, partido que também integra o FORO DE SÃO PAULO, organização criada por Lula e Fidel Castro e que reune o rebotalho do atraso marxista e revolucionário na América Latina. Seu marido é secretário do atual governo petista do Acre e acusado de envolvimento em contrabando de toras de madeiras, segundo notícias da Imprensa.

Após a publicação do clube Militar, tenho visto mensagens, estupefato, até de militares, que aprovam Marina como o tal “fio de esperança”.

Não serão “fio de esperança” os vários candidatos militares ao Congresso e sobre os quais não se pronunciou o Clube Militar em apoio aos mesmos?

“Fio de esperança”, sem dúvida, é o candidato Aécio Neves. Não há outro! É nele que devemos concentrar os nossos votos, não influenciados por pesquisas induzidas que não sabemos se são fiéis à realidade. Há que levar-se em conta, também e principalmente, a mudança de humor dos eleitores com a explosão do super escândalo da Petrobras.

Caso haja segundo turno e se a Dilma for reeleita, dando continuidade a sua desastrosa Política Econômica, à atual Política Externa com viés ideológico e que não preza o interesse nacional, e à comunização do País, buscando uma nova correlação de forças entre a  buguersia e o propletariado (fato previsto pelo Foro de São Paulo por meio da manipulação dos movimentos sociais urbanos e rurais, uma das ferramentas para a instauração da ditadura do proletariado), em meio a ampla corrupção e o descalabro administrativo e moral já existentes, caminharemos, provavelmente, para uma convulsão social, com obrigatória intervenção das Forças Armadas.

Se a messiânica Marina for a escolhida, teremos mais do mesmo com ênfase no radicalismo ambientalista, governando, Ela,  com o aparelhamento do Estado e do Governo, implantado pelo PT.  Deste aparelhamento não conseguirá se livrar pelos laços que tem com o PT, criados por mais de 20 anos de militância no mesmo e para não inviabilizar o seu governo por uma reação dos milhares de petistas infiltrados na máquina administrativa governamental, orientados e manipulados pelo partido respectivo.

Após a equivocada polêmica provocada pelo Clube Militar, e disso é prova a repercussão havida, O Clube Militar deve, de imediato e não aguardando um segundo turno, posicionar-se de maneira explícita e pública, não deixando margem a dúvidas quanto ao seu pensamento a respeito do tema em tela, isto é, quanto ao pensamento da maioria de seus sócios militares, em momento tão grave e decisivo para o futuro do País e quando ainda nos resta um “fio de esperança”.

17 de setembro de 2014
Marco Antonio Felício da Silva é General na reserva.

VENDO A BANDA PASSAR



Eis que as condicionantes para o desencadeamento de mais uma guerra revolucionária no país já estão caindo de maduras e as hienas vermelhas partem para o ataque. A vitória de uma candidata de extrema esquerda nas últimas eleições foi o sinal verde para que se desse cabo da nacionalidade brasileira. A outra candidata derrotada entende que é chegado o momento de apoiar a facção vermelha que levou a melhor. Afinal de contas, nada a surpreender na medida em que, PT e PSB, ambos são   “farinha do mesmo saco escarlate”.

Mas, e daí? É claro que não se vai entregar o ouro de graça ao bandido. Nesta hora, que já é por demais tardia, uma parte da população (não mais aquela unida e coesa dos idos de 1964) está torcendo (não mais implorando porque de nada adiantou) pelas FFAA, aquelas dos ouvidos absolutamente moucos, já faz bastante tempo, perdidamente ultrapassadas pelos acontecimentos, atônitas frente à onda vermelha que se avoluma ensandecida, não é de hoje.  A lavagem cerebral, amadurecida desde 1985, havia submetido grande parte do povo brasileiro.  

Ditadura! Militares torturadores! DOPS! DOI-CODI! Anos de chumbo! etc., etc., etc.! Vocifera então uma multidão inebriada! Os centros de comunicação social das FFAA apáticos, mudos, tiranicamente inoperantes, não tinham cumprido a missão para a qual foram criados, qual seja à defesa diuturna de nossas Instituições. Vilipêndios de toda ordem, os mais torpes, provocativos, humilhantes, tiveram seu espaço, sem que ninguém, absolutamente ninguém, de dever e direito, ousasse emitir um único e gutural protesto público de indignação.

Alerta! Quem assiste TV, quem lê jornal, atualmente só está vendo a “verdade” do outro lado! Quem pode garantir que a maior parte da população vai apoiar as FFAA numa nova guerra civil? Até Rubens Paiva já ganhou busto de bronze, faceando a entrada do recentemente invadido 1º BPE-BATALHÃO MARECHAL ZENÓBIO DA COSTA, e ficou por isso mesmo. Literalmente, “o camelo conseguiu passar pelo buraco da agulha”, só faltando mesmo se rebatizar a unidade com outro nome mais em conta. E se virar moda? Daqui a pouco vão querer inaugurar um busto do traidor Carlos Lamarca de frente para os portões da nossa Academia Militar das Agulhas Negras!

Que não se duvide, a guerra revolucionária que estamos vivendo hoje é um “tsunami”, se comparada à “luta armada” dos idos 1960/1970. Aparelhos, regiões de homizio, locais de treinamento, doutrinação constante, depósitos clandestinos de armamento e de explosivos, apenas quem quer tampar o sol com a peneira ignora que estas realidades não estejam sendo vivenciadas hoje por todo o país. Só do PT, são em torno de 600.000 militantes espalhados pelo território nacional. A proporção ideal para fazer frente a um efetivo de guerrilha é de 10 (dez) militares para cada guerrilheiro e o Exército, que se saiba, possui em torno de 200.000 homens. Dessa terça parte, quantos já foram cooptados? Os soldados incorporados, quantos já foram inoculados pela cizânia “gramscista”? Sim porque no meu tempo de tenente/capitão existia carga horária de instrução de título “Guerra Revolucionária” para desintoxicar nossa juventude!

Mas, atualmente, comemorar a “ Revolução de 1964” está proibido, virou tabu! Atenção! Como está a cabeça do nosso recruta? Quem já contou para eles quem foi realmente o Capitão Carlos Lamarca? E o nosso Major José Júlio Toja Martinez, o nosso Soldado Mário Kozel Filho, alguma unidade já entrou em forma e desfilou em homenagem aos companheiros nas datas em que foram covardemente assassinados pelos “marighelas“ da vida?

Deus me livre! Nossa presidenta, a comandanta-em-chefa das FFAA entraria em transe! Perigo! A hora do tal “tranco forte” já passou. Vamos enfrentar, sim, um mega choque vermelho brutal, uma guerra de desgaste, de longa duração, uma verdadeira sangueira, cruel e sem limites. Uma reserva “raivosa”, nesta hora, para variar, vai ombrear com a ativa até a morte!

Enfim, que Deus nos proteja!

17 de setembro de 2014
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de infantaria e Estado-Maior na reserva.

O TORTURADOR



Como vocês devem se lembrar, desgostoso da vida e da política brasiliana, refugiei-me em Mumbai, Índia, a fim de dar continuidade aos meus estudos de Sânscrito. Já me encontro nesta terra há trinta dias, sentindo falta do feijão preto, da batata frita e do bife (carne de vaca impura) acebolado.  

Meditava sobre essas saudades, degustando um legítimo “Café do Brazil”, no Leopold Café, bar / restaurante grande e popular, situado em Colaba Causeway, bem em frente à Delegacia local, quando reparei num indivíduo barbudo, vestindo um hábito marrom, que conversava com o garçom que me atendia. Eu estava com a nítida impressão de ter visto uma estrela vermelha na gola da roupa daquele homem, que mais parecia um terrorista religioso, do que um Frei Franciscano. Apavorei-me, pois lembrei-me que, em 26 de novembro de 2008, naquele local, teve início o terrível ataque perpetrado por extremistas, que além de pulverizar o Leopold Café, causou uma quantidade enorme de vítimas (195 mortos) e destruiu grande parte do Taj Hotel, local onde estou hospedado.  

De imediato, chamei o garçom e pedi a conta. Para minha surpresa ele me informou que o “frei” havia pagado meu lanchinho da tarde. Procurei o cidadão no recinto para saber o “que coisa é essa?” e ele havia sumido.  

Chegando ao Taj, minha primeira preocupação foi saber se havia algum recado para mim.  

Surpresa!!!!!!!!!!  

Havia um convite formal da Comissão Nacional da verdade me convidando para realizar um depoimento sobre minhas atividades na época da ditamole. Pensei, são uns brincantes! Será que acham que vou interromper meus estudos para enxugar gelo, fazendo parte do circo que a eles garante o brioche de cada dia? 

Decidido a nem responder ao “convite”, subi aos meus aposentos, tomei um bom banho, vesti-me com um traje formal e, como se aproximava das vinte horas, dirigi-me ao The Zodiac Grill, localizado no Lobby do Taj. Sentei-me, ia chamar o garçom e, qual não é minha outra surpresa, o tal “frei”, de pé à minha frente, descaradamente pedia para sentar-se à minha mesa. Não houve tempo nem para responder negativamente. O espaçoso puxou a fina e confortável cadeira e refestelou-se, indo direto ao assunto, que passo a resumir: 

- Sr Jacornélio, estamos cooptando alguns bons e arrependidos brasileiros que militaram na repressão e oferecendo a eles uma irrisória compensação pecuniária. Já conversamos com vários, dentre eles, o Dr Cláudio Antônio Guerra e o TC Paulo Malhães (Dr Pablo). Dependendo do caso de necessidade do contrito, por exemplo: se ele for viúvo, solteiro, militar, com fama de maluco, em adiantado estado de putrefação mental, etc, a ajuda pode superar os cem mil reais. 

- No seu caso, um bom brasileiro que militou tanto nos porões aquáticos, quanto nos terrestres, com várias incursões aéreas, estamos dispostos a assumir suas despesas no Taj Hotel, dando-lhe como cortesia uma passagem de primeira classe até o Aeroporto do Galeão e uma ajuda de custos de cem mil reais, a mesma recebida por alguns de seus antigos chefes.  

Todo homem tem seu preço e aquele “frei” estava me tentando. Era a minha oportunidade de acertar as finanças, desequilibradas desde a minha saída da direção-geral do FUNPAPOL (Fundo Nacional de Pensão dos Anistiados Políticos). Sem delongas, aceitei e, dias depois, aportei no Galeão, sentindo-me um verdadeiro exilado anistiado, que voltava à terrinha. O mais comovente foi ser saudado pelo Samba do Avião, de autoria de Dilma Rousseff, ícone do retorno à pátria-mãe.  

No dia e hora marcados, lá estava eu, vestindo a minha camisa do Flamengo, para ser interrogado por aquele isento “tribunal”. Reparei que Pedro Bohomoletz de Abreu Dallari, Gilson Langaro Dipp, José Paulo Cavalcanti Filho e José Carlos Dias estavam com camisas do Vasco e que Rosa Maria Cardoso da Cunha, Maria Rita Kehl e Paulo Sérgio Pinheiro estavam com as do Fluminense (com muito pó-de-arroz). Simples coincidência, pensei! Nada a temer, afinal, eles estão à cata da verdade. 

Deu-se início ao ritual de qualificação: Nome: Jacornélio Manso Gonzaga, Nascido na cidade de Fortaleza/CE, em tanto do tanto de mil novecentos e tanto. Residente à Rua Arthur Barbosa, 668 - Bairro Caxambu – Petrópolis/RJ. Profissão: fitoterapeuta, especializado em cannabis sativa, formado pela Faculdade Alternativa da Universidade Federal de Santa Catarina; maquiador de pesquisas diversas, formado pelo IBOPE; doutor e professor titular de Ciência Politicamente Correta da Universidade de São Paulo. Codinome utilizado nos porões: Dr Cornélio.  
P: Em quais órgãos da repressão o senhor “trabalhou”, Dr Cornélio? 

R: No Rio de Janeiro: Destacamento de Operações de Informações do I Exército (DOI/I Ex); 1ª Companhia de Polícia do Exército da Vila Militar; Base Naval da Ilha das Flores;e, Base Aérea do Galeão. Em São Paulo: OBAN e Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI/II Ex). No Recife: Destacamento de Operações de Informações do IV Exército (DOI/IV Ex); e, em Belo Horizonte: no Quartel do 12º Regimento de Infantaria do Exército.  

P: O probo, íntegro e reto Governador de Sergipe, Jackson Barreto (PDT, PMDB, PSDB, PMN, PTB, PMDB – de novo), que responde a cinco ações penais, incluindo peculato e crime contra a administração em geral; que foi impugnado pelo ministério público, com base na Lei da Ficha Limpa; que, em 2009, apresentou uma PEC que previa a possibilidade de duas reeleições para membros do Executivo, a fim de permitir que Ignácio pudesse concorrer a um terceiro mandato; e, que foi eleito como o quarto maior ficha suja do Brasil pelo programa CQC da rede Bandeirantes, solicitou a esta Comissão que investigasse também o quartel do 28º BC, pois há relatos de estupro e um preso que ficou cego em razão do uso de uma venda de borracha. O que o Sr tem a relatar sobre o fato? 

R: Nunca usei essas coisas de borracha. Aliás, sempre pensei que esses emborrachados, embora vedassem, não fossem colocados nos olhos da cara. 

P: Além da Casa do terror, em Petrópolis, o Sr tem conhecimento de outros endereços clandestinos de prática de tortura? 

R: Sim, três: um em São Paulo (capital), situado na Rua Abolição, 297, Bela Vista (#); outro, na cidade do Rio de Janeiro, à Rua do Carmo, 38 - 3º andar – Centro (#); e, um dos mais atuantes, sito à Rua Antonio Cardoso Franco , 501 , Bairro Casa Branca, Santo André/SP (#), por onde passou um certo Prefeito da cidade. Inclusive, lá prestei assessoria aos agentes residentes, no período de 1º de dezembro de 2001 a 18 de janeiro de 2002.      
         (#)Diretórios do PT        

Por favor, Dr Cornélio, limite-se ao período de investigação compreendido por esta Comissão. Caso Celso Daniel (16/04/1951 – 18/01/2002) não é alvo de apuração. 

P: O Sr é acusado de usar a “roda de despedaçamento”, o “tubo de crocodilo” e a “manivela intestinal” quando do interrogatório, na OBAN, do combatente da liberdade: Diógenes José Carvalho de Oliveira. Procede? 

R: Não é verdade. O que eu fiz, na realidade, foi uma entrevista com o Diógenes, também conhecido à época pelos codinomes de “Leandro", "Leonardo", "Luiz" e "Pedro". Posteriormente, foi alcunhado de Diógenes do PT, quando, dizendo falar em nome do governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, solicitou que o então chefe da Polícia Civil, delegado Luiz Fernando Tubino, "aliviasse" a repressão aos bicheiros. 

Grande sujeito, arrependido, confessou-me que, em 1964, por insistência de Brizola, foi fazer um curso de guerrilha em Cuba, onde ficou um ano, tendo se “formado” como especialista em explosivos. 

Contra sua vontade, mas em nome da causa, foi obrigado, na madrugada de 20 de março de 1968, a deixar uma bomba-relógio na biblioteca da USIS, no consulado dos EUA, localizado no térreo do Conjunto Nacional da Avenida Paulista. Segundo ele, três estudantes que deviam estar gazeteando aula, foram feridos: Edmundo Ribeiro de Mendonça Neto, Vitor Fernando Sicurella Varella e Orlando Lovecchio Filho, que perdeu o terço inferior da perna esquerda.  

Sem sono e nada adepto da leitura de jornais, na madrugada de 20 de abril de 1968, Diógenes deixou mais uma bomba, desta vez nas instalações do "O Estado de São Paulo". Mais três inocentes feridos.  

Sofrendo de uma inexplicável dor de barriga e precisando de atendimento médico, o interrogado fardou-se de tenente e foi ao Hospital do Exército em São Paulo, em 22 de junho de 1968. Irritado com a demora do atendimento espinafrou o pessoal (sujou as calças por três vezes), mandou chamar o médico-de-dia e, preocupado com a reação dos enfermeiros, determinou a seus acompanhantes - 10 militantes da VPR – que tomassem os nove FAL, três sabres e 15 cartuchos 7,62 mm da aguerrida, letal e preparadíssima guarda daquele nosocômio.  

Quatro dias depois, 26 de junho de 1968, o perseguido, ainda agastado com o mau atendimento do Hospital Militar, resolveu queixar-se diretamente ao Comandante do II Exército. Para não chegar atrasado, foi de madrugada ao Quartel-General do Ibirapuera. Chegando próximo ao aquartelamento, o carro-bomba que dirigia, perdeu o controle, parece que foi o “burrinho de freio” que deu problema. Mais uma explosão, que, desta feita, matou uma das sentinelas, o soldado Mario Kosel Filho, e feriu mais seis militares.  

Viver na clandestinidade é um trabalho pouco remunerado e, em 1º de agosto de 1968, nosso amigo “completamente duro”, assaltou a módica quantia de NCr$ 46 mil do Banco Mercantil de São Paulo, Agência Itaim, na capital paulista. 

Em 20 de setembro de 1968, participou do assalto ao quartel da Força Pública, no Barro Branco. Na ocasião, uma “bala perdida” matou o soldado Antonio Carlos Jeffery, que estava de serviço.  

Diógenes, no dia da criança do ano de 1968, resolveu comemorar a data com a esposa e os filhos do Capitão Chandler, do Exército dos EUA, que fazia um Curso de Sociologia e Política na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. Esperou o militar tirar o carro da garagem e descarregou para o alto os seis tiros de seu revólver Taurus calibre.38. Infelizmente o cano estava torto e o capitão foi atingido pelos seis disparos, “justiçado” na frente de sua família.  

 “Didi” continuou, em São Paulo, seu profícuo trabalho pela democracia, realizando, em 27 de outubro de 1968, um atentado a bomba contra a loja Sears da Água Branca; em 06 de dezembro de 1968, um assalto à agência do Banco do Estado de São Paulo (BANESPA) da Rua Iguatemi, levando NCr$ 80 mil e ferindo, a coronhadas, o civil José Bonifácio Guercio; em 11 de dezembro de 1968, outro assalto - Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário, de onde foram roubadas cerca de meia centena de armas, além de munição - para variar, um civil, Bonifácio Signori, que não tinha nada a ver com a situação, foi ferido a tiros; e, em 24 de janeiro de 1969, coordenou o roubo de armas e munição no 4º RI, Quitaúna. 

Diógenes foi preso, em 02 de março de 1969, na Praça da Árvore, em Vila Mariana, São Paulo capital e, um ano depois, em 14 de março de 1970, foi um dos cinco militantes comunistas banidos para o México, em troca da vida do cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi. Pelo democrático trabalho realizado, Didi foi anistiado e indenizado.   

Quinze terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e da Resistência Democrática (REDE). participaram do seqüestro. Plínio Petersen Pereira, do MRT, e Denise Peres Crispim, da REDE, nunca foram presos. A CNV tem como ouvi-los, hoje?  

Não confundam as redes, a da Marina é REDE de sustentabilidade. É só COINCIDÊNCIA!   

P: A CNV tomou conhecimento que, em instalações da Rua Tutóia, o Sr preparou, para ouvir Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), o último dos “comandantes” da Ação Libertadora Nacional, os seguintes instrumentos de entrevista: “Forquilha do Herege”, ”Aranha Espanhola”, “Banco de Tortura”, “Cadeira Inquisitória” e “Cadeira do Dragão”. O que tem de verdade nessa acusação? 

R: Nada, pois o “da Paz”, embora se gabe de ter assassinado dez pessoas, inclusive um “capitão que nunca existiu”, nunca foi preso. Hoje ele se vangloria da execução de seus atos e, friamente, justifica as mortes, alegando que “guerra é guerra”. “Clemente” foi autor de vários assaltos a bancos, estabelecimentos comerciais, assassinatos e “justiçamentos” - ou planejamento deles - como o do seu próprio companheiro Márcio Leite Toledo, em 23 de março de 1971 e do presidente da Ultragaz em São Paulo, Henning Albert Boilesen, em 15 de abril de 1971.  

Eis aí, senhores membros da CNV, um excelente material para investigação por parte desta egrégia comissão, pois o “da Paz”, que dizia estar combatendo uma ditadura: 

- realizou treinamento militar na “demoniacracia” cubana; 

- recebeu de um general cubano (fuzilado, posteriormente) uma proposta de envio de médicos, ou melhor, de terroristas para ajudá-lo na derrubada de um Governo constituído e reconhecido por toda a comunidade internacional; 

- foi o último comandante da ALN, organização terrorista criada por Carlos Marighella; 

- não demonstrou nenhum momento, arrependimento ou lamentou por suas vítimas, demonstrando uma frieza impressionante diante dos crimes que cometeu; 

- mentiu, descaradamente, inventando uma fantasiosa e hollydiana ação contra do Gen Humberto de Souza Melo, comandante do então II Exército; 

- tem a “cara-de-pau”, como a dos senhores, de cobrar o julgamento daqueles que o combateram; e, 

- nunca cumpriu pena por seus crimes assumidos. 

Hoje, gozando de generosas indenizações concedidas a título de anistia, “da Paz” vive em paz no Rio de Janeiro. Veja seus depoimentos: 
 

Sr, Jacornélio, o senhor em vez de esclarecer fatos envolvendo a tortura, fica relembrando somente as ações praticadas pelos combatentes da liberdade, portanto, está encerrado este depoimento.  

 “Data Vênia”, Sr coordenador! Antes de encerrar, quero que me tirem uma dúvida. Acabei de ler o livro “mulheres que foram a luta”, por que a esmagadora maioria delas é composta por dragões? Tinha a finalidade de espantar a repressão? 

Esclarecimentos: 

- Este escrito, assinado no dia de São Jorge, o matador de dragões, é uma homenagem a todas as barangas que foram à luta. Salve Jorge! 

- A inserção do tal frei barbudo, que coopta Jacornélio, é um preito e um ato de galanteria dirigido ao agente “Barba”, que continua realizando seu trabalho “republicano” de aliciamento, com descaramento total e sem-vergonhice a toda prova. Salve Ignácio!  

17 de setembro de 2014
Jacornélio é mau, despótico e cruel. Sádico, se deleita em ver e fazer os outros sofrerem. Empresário do ramo da inquisição, ascendeu nas últimas décadas à condição de principal fornecedor de instrumentos de tortura para as delegacias de polícia e afins. 
Revisão: Paul Essence e Paul Word Spin (in memoriam).   
Brasília, 23 de abril de 2014. 

O MEDO COMO MÉTODO



O sociólogo Manuel Castells, um dos maiores especialistas em redes sociais, diz que o medo é a emoção primária fundamental, a mais importante de nossa vida a influenciar as informações que alguém recebe. Os recursos da moderna propaganda estão sendo usados à exaustão nesta campanha para explorar as descobertas mais recentes da neurociência, que já definiu que o eleitor vota mais com a emoção do que com a razão.

Mais uma vez o PT apela para um esquerdismo canhestro para tentar barrar a caminhada da hoje adversária Marina Silva, assim como fez com os candidatos do PSDB em pleitos anteriores. A privatização já foi o argumento da vez, mas como o próprio governo petista teve que privatizar portos, rodovias e aeroportos para destravar os investimentos, achou-se outro bode expiatório contra Marina, como o Banco Central autônomo ou o petróleo do pré-sal.

Sempre aparentando uma estratégia de esquerda, uma suposta defesa dos desvalidos, o que o PT faz é explorar o medo das camadas menos informadas da população criando fantasmas contra seus adversários. O fenômeno mais interessante desta eleição é a troca de posições entre os candidatos do PSDB e do PSB, com Marina Silva concretizando todos os projetos estratégicos previstos por Aécio Neves quando da campanha ainda participava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Contando com o esquema partidário do PSDB, bem mais capilarizado que o do PSB, Aécio pretendia neutralizar a força do PT no nordeste com boas votações em Estados daquela região onde a oposição se fortalecera depois da eleição de 2010, como Bahia e Ceará, além de contar com a vitória natural de Campos em Pernambuco.

Se em 2010 a presidente Dilma elegera-se com uma votação espetacular no Norte e no Nordeste, onde tirara mais de 11 milhões de votos de diferença para o candidato tucano no segundo turno, este ano alterações importantes indicavam que a votação naquelas regiões poderia ser diluída entre os três principais adversários, mesmo que Dilma continuasse com vantagens.

A entrada de Marina Silva na disputa, devido à morte trágica de Eduardo Campos, fez com que se concretizasse a mudança de quadro nas votações, mas a favor dela. Dilma, que teve uma média de 70% dos votos do nordeste em 2010, neste momento está com 47%, enquanto Marina tem 31%. Aécio está com a mesma votação que Serra teve em 2010: 8% dos votos nordestinos.

Em Pernambuco, Marina manteve a maioria dos votos de Campos e lidera com 45%, enquanto Dilma tem apenas 38%. Na Bahia, Dilma está à frente com 50%, mas na eleição de 2010 teve 67%. Em nenhum dos dois Estados, que reúnem 43% do eleitorado do nordeste, Aécio Neves está à frente, embora a coligação do DEM com o PSDB esteja vencendo a eleição para o governo na Bahia.

Na região sudeste, a presidente está com 28%, em contraponto aos 46% de votos que teve na última eleição, pois venceu em Minas. Marina hoje tem 36% dos votos do sudeste, mais que Serra em 2010, mesmo este tendo vencido em São Paulo. Marina no momento vence em São Paulo e disputa o segundo lugar em Minas com Aécio.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin pode vencer no primeiro turno. O PSDB tem vencido regularmente a eleição para presidente em São Paulo, mas desta vez quem está à frente é Marina. No Rio, onde a presidente teve uma vitória com 3,7 milhões (43,8%) no primeiro turno, e 4,9 milhões (60,5%) no segundo, a candidata Marina Silva lidera as pesquisas, impossibilitando que a presidente Dilma repita sua performance.

O esquema partidário paralelo que o candidato Aécio Neves montou com dissidentes da base aliada do governo do Estado, que rejeitaram o apoio do PT a Lindbergh Farias, não está funcionando a seu favor. No Sul, a presidente Dilma caiu de 43% para 35%, e tem a mesma votação que Serra teve em 2010. Marina tem 28%, enquanto Aécio mantém 20%.

Mais um exemplo de que as alianças feitas não estão alavancando Aécio: no Rio Grande do Sul, a senadora do PP Ana Amélia vence para o governo do Estado, mas Aécio está em terceiro lugar. Marina atualizou seu programa de governo, em especial na parte econômica, e encontrou semelhanças com o eleitorado do PSDB, o que facilitará uma transferência de votos no segundo turno.

O PT, por seu lado, conseguiu dar à campanha o tom de confrontação radicalizada que lhe propício. Marina terá que contar com a organização partidária dos aliados da oposição para fazer frente à máquina partidária petista no segundo turno.

17 de setembro de 2014
Merval Pereira é Jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras. Originalmente publicado em O Globo em 15 de setembro de 2014.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

PETISTAS TEMEM RISCO REAL DE A JUSTIÇA ENTRELAÇAR OPERAÇÕES LAVA JATO, PORTO SEGURO, MENSALÃO, BB E EIKE

 
O armageddon Petralha está mais próximo que nunca. A maior preocupação do grupo de Luiz Inácio da Silva não é com o depoimento que será prestado hoje à tarde, em videoconferência entre Salvador e Curitiba, pelo ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ao juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal, que cuida de vários processos da Operação Lava Jato. O terror imediato da cúpula petista é com os previsíveis desdobramentos de escândalos que podem se entrelaçar: Lava Jato, Porto Seguro, Mensalão e a bronca gigante prestes a estourar sobre o ricaço Eike Batista.

Um dos problemas que mais apavora é a ação do Ministério Público Federal sobre o Banco do Brasil. Principalmente sobre o presidente Aldemir Bendine - denunciado pelo motorista que serviu a ele e a Rosemary Noronha. Pior que isto e as delações premiadas de Paulo Roberto Costa só as ligações perigosas entre os principais fundos de pensão (Previ, Petros, Funcef e Prece), além do sistema BNDES e BNDESpar, com vários negócios bilionários em que petistas e aliados estão envolvidos. O mundo virá abaixo se as empreiteiras, confirmando uma ação de cartel em defesa judicial, concretizarem a ameaça de revelar, em processo de leniência, tudo sobre os mais variados escândalos, pagando multas, em troca de condenações judiciais.

Falando como testemunha na Lava Jato, Gabrielli deve acrescentar nada. No entanto, dependendo do que não revelar ou for obrigado a tentar desmentir, corre o risco de acabar comprometido pelas negociatas feitas pelo premiado delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da estatal. Gabrielli será forçado a alegar que “nada sabia” sobre a denúncia de Costa sobre um desvio de 3% do valor de cada contrato negociado na Petrobras para o pagamento de propinas a políticos de vários partidos.

A inacreditável tese de “ignorância”, comumente usada pelos petistas, será complicada de se sustentar, já que Gabrielli presidiu a Petrobras entre 2005 e 2012, mesmo período em que Paulo Roberto Costa cuidou do “abastecimento”. Pela estrutura decisória na Petrobras, altamente centralizada, é praticamente impossível supor que de nada saibam o presidente da empresa, seus conselhos executivo, administrativo e fiscal e a Presidência da República, cujo ocupante representa a União, controladora majoritária da companhia.

Os petralhas sabem muito bem que uma devassa nos contratos das chamadas Sociedades de Propósito Específico da Petrobras, com grandes empresas e empreiteiras, pode escancarar um esquema de incompetência e corrupção nunca antes visto na História do Brasil. Se Dilma vencer a reeleição, seu próximo mandato ficará inviabilizado pela explosão judicial de tais escândalos. Se Dilma perder, os inimigos terão farto material para destruir os petistas corruptos.

Viva a liberdade...


Releia o artigo de domingo: A Tragicomédia,sem graça, da sucessão na Roubobras

Legados da politicagem


Podres poderes
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

17 de setembro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

A DECADÊNCIA DAS ELITES



Antigamente havia entre os jovens da “burguesia”, rapazes e moças, um anseio de ascensão social.

Os homens solteiros imitavam seus pais e avôs. Vestiam-se bem, tinham bons modos e procuravam demonstrar sua aptidão para a vida  adulta.

Para as moças, a educação era voltada à comprovação de que possuíam todos os dotes de uma futura esposa para um homem bem sucedido. Falavam francês, um pouco de inglês e tinham noções de italiano, o suficiente para entender o libreto das óperas.

Tatuagem era coisa de estivador se porto. Barba por fazer, de cafajeste.

Quebrou-se o paradigma.

Hoje em dia quase ninguém sabe quem foram seus antepassados. Todo a esforço de gerações foi perdido.

Não se admira mais o caráter das pessoas. Precisa ter “grana”; ganha honestamente ou não.

Ser elite, o melhor entre os melhores, não vale mais nada neste universo em decadência.
 
Precisamos ter amor, esperança e muita fé para resgatar os valores corretos, redefinindo o modelo.
17 de setembro de 2014
 Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP


 

Inicialmente um texto de Reinaldo Azevedo:

Sintusp: Os democratas de Paulo Arantes e Chico de Oliveira gritam: "Viva o Hezbollah". Veja você mesmo.

Como vocês sabem, Tio Rei está disposto a ressuscitar Amaral Neto, o Repórter. Ele mostrava a belezura da nossa pororoca (antecipava o jornalismo que Lula quer fazer no Brasil), e eu demonstro a pororoca de besteiras dos esquerdopatas, que acaba indo parar, de forma liofilizada, no jornalismo dito sério. Dei destaque aqui, como sabem, a uma conversa entre três tenores da esquerdopatia uspiana - Francisco de Oliveira, Paulo Arantes e Laymert Garcia dos Santos - na Folha de domingo, pressurosamente glosada pelo jornalista, sem qualquer intenção crítica. Falavam sobre os novos amanhãs que saíam da invasão da reitoria, de que o Sintusp, o sindicato dos funcionários da USP, foi o grande promotor. No Estadão, Luiz Renato Martins, um radical de segundo time, também demonstrava como a solidariedade e o humanismo estavam nas bases daquele movimento - e ele dá destaque, inclusive, aos companheiros funcionários.

Vovò Diet, uma leitora desta blog, manda um vídeo de uma reunião do Sintusp em que os valentes debatem a guerra entre Israel e o Hezbollah. Moacyr Aizenstein, um professor da USP, protesta contra um folheto distribuído pelo Sintusp que prega a destruição do Estado de Israel. É impedido de falar pela malta, que o faz calar-se. Toma, então, a palavra Claudionor Brandão, diretor do sindicato. É um que aparece, em outro vídeo que já postei aqui, dando safanões em estudantes da Poli - os estudantes aos quais ele deveria servir (por isso ele é um "servidor"). O homem explica, então, que, como "marxistas revolucionários", eles são a favor da destruição de "todos os estados burgueses", inclusive, claro, o de Israel. Mais: diz que a luta que se trava lá não é religiosa, mas de classes.
Não era o bastante. Um certo Marco Antonio, da Liga Bolchevique Internacionalista, toma a palavra para demonstrar que o apoio ao Hezbollah era o apoio, em suma, ao começo do fim do capitalismo. De fato, diz ele, apoiar o Hezbollhah era apoiar "os companheiros da Volks".

Vejam o vídeo. Esses caras têm o apoio de Paulo Arantes, Francisco de Oliveira, Laymert Garcia dos Santos, Luiz Renato Martins e, por que não?, de uma parte da mídia brasileira, que reproduz de forma servil tudo o que eles pensam. Não acreditem no que digo deles. Acreditem no que eles dizem de si mesmos. Laura Capriglione, repórter da Folha, foi à reitoria e não percebeu nada disso. Viu um monte de estudantes sem qualquer vinculação política, em busca do novo. Ou, como disse Uirá Machado, também da Folha, de "algo de novo no ar, embora ainda não seja possível dizer exatamente o que (...)". É claro que eles disseram o quê: a reunião terminou com gritos de "Viva o Hezbollah, Viva o Hezbollah".
Eis o endereço:

Alguns leitores reclamam que não estão conseguindo acessar o vídeo em que os bravos do Sintusp pedem o fim do estado burguês de Israel. No meu micro, basta clicar duas vezes sobre a imagem. Mas tudo bem. O endereço é este: 

http://www.youtube.com/watch?v=RnljOrCf1b0&eurl=

O nome do vídeo (conforme está no original): "Debate do SINTUSP"

***
Terminado o texto do Reinaldo, mostro detalhes sobre quem são os grupelhos comunistas citados por Reinaldo Azevedo no artigo reproduzido acima: 

O que é a Liga Bolchevique Internacionalista (LBI)?

A Liga Bolchevique Internacionalista (LBI) foi constituída, a partir de uma cisão, em 1992, na então Organização Quarta Internacional (OQI), atual Partido da Causa Operária, hoje registrado perante a Justiça Eleitoral. Em julho de 1996 vinculou-se, como seção nacional, à Corrente Bolchevique por la Cuarta Internacional (CBQI), constituída na Argentina, que passou a defender a palavra-de-ordem de luta "por um governo operário e camponês", em contraposição à consigna apregoada peloPartido Obrero (PO) argentino e pelo Partido da Causa Operária (PCO), do Brasil, de luta "por um governo dos trabalhadores", considerada "não revolucionária".

A CBQI luta, com seções nacionais no Brasil, Argentina (além do Partido Obrero, também a chamada Fração Gamboa, do Partido Operário Revolucionário) e Chile, pela construção da Federação Socialista da América Latina. Em um panfleto datado de 12 de outubro de 2000 (tão logo foi deflagrada a Segunda Intifada, em setembro de 2000), a LBI deu vivas "à Intifada das massas palestinas rumo à destruição do Estado nazi-sionista de Israel! Abaixo os acordos de paz sustentados pela traidora OLP! Pela reconstrução do Partido Revolucionário do Proletariado Palestino, Árabe e Judeu!".

Mais recentemente, em janeiro de 2005, em Porto Alegre, por ocasião da realização do Fórum Social Mundial, a Liga Bolchevique Internacionalistamanteve reuniões com a Unión Socialista de los Trabajadores, da Argentina, e com a Tendência Revolucionária Operária e Camponesa (TROC), constituída por um grupo de militantes que rompeu com o Partido dos Trabalhadores em julho de 2004. Essas reuniões foram denominadas de pré-Conferência de Construção do Partido Operário Revolucionário Troskista, mais um centro internacional irradiador do trotskismo.

Nessa pré-Conferência foram aprovadas as bases programáticas desse novo Centro. 

É interessante assinalar apenas duas dessas bases programáticas: "Defesa das organizações que se enfrentam com o imperialismo e pela derrota e expulsão das tropas anglo-ianques no Iraque, Afeganistão, bem como pela destruição do Estado nazi-sionista de Israel, enclave do imperialismo no Oriente Médio"; "Denúncia dos governos de centro-esquerda burguesa como Chávez, Tabaré Vasquez, Lula e Kirchner na América Latina, por serem marionetes do imperialismo".

A Liga Bolchevique Internacionalista integra o P-Sol. Veja e comprove emhttp://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4209 .

Leiam também um trecho de matéria publicada em 23 de junho de 2007 pelo Estado de São Paulo ("Após 50 dias, alunos deixam reitoria"):

"Os estudantes saíram de cabeça para cima. Tiveram uma vitória significativa e mostraram para toda a sociedade a importância da universidade pública", disse o professor de História Oswaldo Coggiola (ver Observação ao final desta matéria), que esteve na ocupação durante a tarde. "Foi um dos movimentos mais bonitos que eu já vi na USP", afirmou Istvan Jancso, do Instituto de Estudos Brasileiros, um dos docentes do grupo de negociadores.

Quem é Oswaldo Coggiola?

O "professor de História, Oswaldo Coggiola", acima citado, é Osvaldo Luis Angel Coggiola, argentino radicado no Brasil, membro do Comitê Central do Partido da Causa Operária e integrante da direção do Comitê de Ligação pela Reconstrução da Quarta Internacional (CLR/QI). Coggiola é referido, com freqüência, em documentos da esquerda trotskista, como "representante do Partido Obrero no Brasil", do qual é também membro dirigente.

O Partido Obrero, da Argentina, tem por vezes se aliado à "Oposição Trotskista Internacional", cujo componente fundamental é a organização italiana "Proposta", que integra a Refundação Comunista (grupo que se desprendeu do Partido Comunista Italiano quando do desmoronamento do socialismo real, a partir de Nov 1989).

O CLR/QI, um dos grupos coordenadores do trotskismo internacional, realizou em Buenos Aires, no período de 20 a 22 Abr 2004, um Congresso Mundial. A CLR/QI agrupa seções nacionais em 12 países, entre os quais o PARTIDO OBRERO (PO) argentino, o PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) uruguaio e o PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA, brasileiro, tornado legal pela Justiça Eleitoral.

O Partido da Causa Operária também integra o P-Sol. Veja e comprove:http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4209.

***
Como tudo terminou:

O Globo - 26 jun 2007

USP: computadores e geladeira roubados
Funcionários voltam ao trabalho e se revoltam com danos da ocupação
Luís Kawaguti*

SÃO PAULO. O primeiro dia de trabalho na reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após 51 dias ocupada por estudantes foi de limpeza e de gestos de indignação dos funcionários. Computadores foram roubados, tiveram a memória apagada e peças subtraídas. Objetos pessoais e até uma geladeira sumiram. Pelo menos uma sala foi completamente destruída a golpes de enxada por alunos que deixaram o local na sexta-feira.

Os funcionários foram orientados a fazer boletins de ocorrência individuais nas delegacias para registrar furtos de objetos pessoais. A primeira atividade deles ontem foi uma reunião, às 9h, com a reitora, Suely Vilela. Eles receberam formulários para registrar danos materiais e de documentos, além de instruções para o preenchimento. O balanço detalhado dos prejuízos deve ficar pronto em cerca de 20 dias.

- Chegamos para trabalhar e encontramos nossa sala destruída. O trabalho de 12 anos foi todo perdido, e, por isso, ficamos revoltados. Estava tudo muito sujo, cadeiras e mesas quebradas e as cortinas, rasgadas. Do nosso setor, sumiram uma copiadora que ainda estava na caixa, dois laptops e uma geladeira - disse Angelina Gerhard, secretária da Pró-Reitoria de Graduação, departamento responsável pela coordenação dos cursos de graduação da USP.
 Débora Martinez, diretora do mesmo departamento, afirmou que os 12 computadores do setor tiveram as memórias apagadas e componentes eletrônicos subtraídos:

- Até CDs com cópias dos documentos foram roubados. Perdemos dados desde 2002. Mas podemos recuperar as informações.

No sábado, o corpo de segurança da USP havia informado que a reitoria contava com 150 computadores, mas apenas 80 deles foram encontrados.

* do Diário de S.Paulo

A desocupação da Reitoria da USP deixou seqüelas.

Os diversos grupos trotskistas que invadiram a Reitoria e lá permaneceram por mais de 50 dias - P/SOL. PCO. PSTU e LER/QI (Liga Estratégia Revolucionária/Quarta Internacional) - não chegaram a um acordo e se acusam mutuamente pelo "fracasso" da ocupação.

Qualquer semelhança com o que ocorreu na USP agora, em 2014, é pura coincidência...

17 de setembro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

COMPARTILHANDO A VERGONHA



   

(Ela tem 84 anos e expressou aquilo que todos os brasileiros decentes estão sentindo)

 
 
Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico,  antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.
Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais.
Pensar no bem do País é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder.
Vergonha de juízes vendidos.
Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros.
Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo.
Vergonha de ver a presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo.
Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta.
Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação. Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país?
Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS? ROTARY? Entidades de classe?
Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados?
Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.
Até quando isso vai continuar?
Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas?
Estou com muita vergonha do Brasil.
 
 
ONDE ESTÃO NOSSOS MAGISTRADOS?
ONDE ESTÁ A PROCURADORIA?
E OS NOSSOS MILITARES?
SERÁ QUE TODOS TEMOS QUE SER SUBMISSOS ?!?
 
17 DE SETEMBRO DE 2014
(Recebido por email)