"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DATAFOLHA/REDE GLOBO NA PRÓXIMA QUARTA


 
O Datafolha registrou pesquisa para a Rede Globo. Entra em campo na terça dia 15, encerra na quarta 16 e já divulga os resultados no Jornal Nacional. O questionário inclui uma questão interessante: qual candidato foi mais favorecido e qual foi mais prejudicado com a Copa do Mundo.

Resta saber se o entrevistado vai ter capacidade para responder questão tão complexa. Também questiona o trabalho do Felipão e prospecta quem deve ser o novo técnico, no caso de mudança, além de perguntar quem foi o maior responsável pela derrota diante da Alemanha: jogadores, treinador ou CBF. Não inclui imprensa nem governo.

Leia aqui o questionário completo. Será o primeiro levantamento depois da Copa e o primeiro para a Globo, que não vinha, até agora, apresentando resultados sobre a corrida presidencial.
 
14 de julho de 2014
in coroneLeaks
 
 

APÓS LEVAR REPRIMENDA DE AÉCIO, DILMA VOLTA ATRÁS EM INTERVENÇÃO NO FUTEBOL.

  E com rabo preso com a CBF, briga com Franklin Martins.
 
Dilma saiu em defesa do seu amigão, José Maria Marin, presidente da CBF. E mandou Franklin Martins retirar post do site Muda Mais que atacava o parceiro.

Três dias depois da derrota da seleção para a Alemanha, o futebol continuou alimentando o embate político entre os candidatos dos dois partidos que lideram a corrida presidencial.

O tucano Aécio Neves atacou a ideia de uma intervenção no esporte, defendida na véspera pelo ministro Aldo Rebelo, enquanto o Palácio do Planalto se apressava em minimizar as declarações. "Nada pode ser pior do que a intervenção estatal. O país não precisa da criação de uma Futebras'. Precisa de profissionalismo, gestão, de uma Lei de Responsabilidade do Esporte", disse. Ele ressaltou que "não é hora de oportunismo". "Principalmente daqueles que estão no governo há 12 anos e nada fizeram para melhorá-lo", afirmou, em nota publicada em suas redes sociais.
 
As críticas a uma suposta intervenção no futebol foram exploradas nos canais do PSDB ao longo do dia. "A investida da hora é tentar descolar-se do fracasso da seleção defendendo a renovação' do nosso futebol. Até instrumento para isso eles já têm: botar o Estado para intervir no esporte, a mesma receita que fracassa na economia", dizia texto sem assinatura no site do partido. Apesar de defender uma separação dos temas eleição e Copa, há dias Aécio vem usando a postura do governo diante do Mundial para fazer críticas à presidente.
 
ALDO RECUA

O tom da fala de Aldo Rebelo não agradou o Palácio do Planalto. O governo viu na frase do ministro brecha para novos ataques à petista, como acabou acontecendo. Após encontro com a presidente nesta sexta-feira (11), o ministro recuou de suas declarações e disse que o governo não pretende fazer qualquer tipo de intervenção nas entidades esportivas.

Assessores da presidente disseram reservadamente que o objetivo do governo é trabalhar em conjunto com jogadores, clubes e entidades para criar regras que exijam mais organização no futebol. Segundo esses assessores, o governo vai apoiar a ideia de que a CBF cuide só da seleção brasileira. O campeonato nacional de futebol ficaria a cargo de uma liga de clubes.

Apesar de negar a "intervenção", Rebelo defendeu nesta sexta a necessidade de "recuperar a capacidade de fiscalizar" o que for de "interesse público". Segundo o ministro, "o governo não pretende nomear dirigentes, interferir na escolha dos dirigentes". "Essa não é a função do governo ou do Estado brasileiro", disse o ministro. Ele voltou a defender projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que propõe o refinanciamento das dívidas dos clubes por até 25 anos, desde que eles sigam parâmetros de gestão financeira e responsabilidade fiscal. (Folha de São Paulo)
 
DO RADAR ONLINE (VEJA)
Fechou o tempo entre Dilma Rousseff e Franklin Martins no início da noite de anteontem. O motivo foi a publicação no Muda Mais, o site de campanha coordenado por Franklin, de um feroz ataque à CBF e a José Maria Marin. Irritada, Dilma ligou para Franklin e exigiu a retirada do post do ar. Ele não queria cumprir a ordem. Discutiram. Franklin ainda não absorveu o golpe, reclamou pesadamente com Rui Falcão. Os ânimos continuavam exaltados até a tarde de  ontem.

14 de julho de 2014
in coroneLeaks

PETROBRAS, NAS BARBAS DA DILMA, APROVOU R$ 1,3 BILHÓES EM ADITIVOS SEM CONCORRÊNCIA PARA PROPINODUTO DA ABREU E LIMA

 
 
Eduardo Campos e Dilma Rousseff em visita à refinaria Abreu e Lima. Ambos estão enrolados na construção da mesma. Campos foi arrolado como testemunha do ex-diretor da Petrobras, preso pela PF, Paulo Roberto Costa. Dilma comandou tudo na Petrobras e tinha a caneta na mão para evitar o superfaturamento da obra.
 
Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010. Na presidência da República, continuou prendendo e mandando soltar na estatal. Hoje O Globo revela mais um capitulo sobre este escândalo chamado refinaria Abreu e Lima. Leia abaixo.

Os dois consórcios e a empreiteira que aparecem numa planilha de repasses a empresas do doleiro Alberto Youssef conseguiram a aprovação de 84 aditivos em contratos firmados com a Petrobras para as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os aditivos elevaram em R$ 1,36 bilhão o valor dessas parcerias. A cada R$ 100 contratados por meio de licitação, mais R$ 16,30 foram acrescidos sem a necessidade de uma nova concorrência, apenas por meio de decisões dos gestores da refinaria.

O GLOBO teve acesso às cópias dos aditivos assinados para as obras de Abreu e Lima, empreendimento que teve um aumento de gastos de US$ 2,3 bilhões (R$ 5 bilhões) para mais de US$ 20 bilhões (R$ 44,2 bilhões). Um levantamento inédito mostra o aumento de 16,3% nos contratos com a Jaraguá Equipamentos e com os consórcios CNCC, formado pela Construtora Camargo Corrêa e pela Cnec, e Conest, constituído pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.

Os três grupos aparecem numa planilha apreendida pela Polícia Federal que registrou, segundo as investigações, repasses de R$ 31 milhões a empresas, algumas de fachada, de Youssef. Suspeita-se que o dinheiro foi destinado a pagamento de propina, em troca de contratos para a refinaria.

Os aditivos contratuais, num primeiro momento, ampliaram os prazos para a execução das obras. Depois, permitiram a inclusão de serviços e fornecimentos que não estavam previstos nos contratos originais, o que elevou o valor a ser pago às empreiteiras. Esses instrumentos foram assinados entre 2009 e 2014 pela presidência da refinaria.

EX-DIRETOR QUE ESTÁ PRESO PRESIDIA CONSELHO

Até abril de 2012, quando exercia o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa era o principal responsável pelas obras. Ele presidiu o Conselho de Administração da refinaria, inclusive após abril de 2012, como consta na denúncia do Ministério Público Federal (MPF) referente à Operação Lava-Jato. Contratos e aditivos passavam por deliberação do conselho.

No cargo de conselheiro, Costa “contava com o direcionamento” das licitações, conforme a denúncia do MPF. Após deixar a Petrobras, continuou exercendo influência nas decisões sobre a Abreu e Lima, segundo a denúncia. Outros servidores públicos são investigados. A suspeita é que tenham agido a mando do ex-diretor. Costa está preso no Paraná, sob suspeita de, com com Youssef, ter desviado e lavado dinheiro destinado a Abreu e Lima. O doleiro também cumpre prisão preventiva.

A Jaraguá aparece na planilha apreendida no escritório de Youssef com a indicação de quatro “repasses” e uma “comissão” à GFD Investimentos, pertencente ao doleiro. Em entrevista ao GLOBO, em 11 de abril, o executivo Paulo Roberto Dalmazzo, ex-CEO da Jaraguá, admitiu o pagamento de R$ 1,9 milhão a empresas de Youssef a título de “intermediação” para obtenção de quatro contratos com a Petrobras.

Os documentos obtidos pelo GLOBO mostram que quatro contratos da Jaraguá em Abreu e Lima foram aditivados 30 vezes pela gestão da refinaria, a partir de pedidos do presidente da empreiteira. Quatro desses aditivos ampliaram serviços e preços nos contratos, a partir de julho e agosto de 2013 — um aumento de R$ 50,8 milhões.

O aditivo número 6, por exemplo, elevou os custos com mão de obra em R$ 422,2 mil por conta de “interferências ocasionadas pelas interrupções nas vias de acesso”. As extensões nos prazos, segundo o mesmo aditivo, encareceram em mais de R$ 11 milhões os gastos com “equipamentos, mão de obra indireta e canteiro”.

Os maiores repasses às empresas de Youssef, segundo a planilha apreendida pela PF, foram feitos pelo consórcio CNCC. O documento registra 20 “repasses” e 15 “comissões” à GFD Investimentos e à MO Consultoria, empresa de fachada usada para lavar dinheiro, segundo a PF. Um único contrato do CNCC para obras de Abreu e Lima teve seus valores elevados de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,8 bilhões, por meio de oito dos 15 aditivos assinados.

PAGAMENTOS DE COMISSÃO

Em 15 de março de 2013, um aditivo incluiu no contrato serviços como o fornecimento de válvulas motorizadas, painéis elétricos e bombas centrífugas, entre outros, o que ampliou em R$ 22 milhões os valores a serem pagos ao CNCC. No mesmo dia, segundo a planilha, houve o pagamento de uma “comissão” de R$ 373 mil à GFD Investimentos. Os aditivos foram assinados entre setembro de 2012 e setembro de 2013. O maior, de R$ 212,7 milhões, ampliou serviços de montagem, canteiro de obras e mão de obra indireta.
Formado pelas construtoras Odebrecht e OAS, o consórcio Conest aumentou em 19,4% o valor de dois contratos para as obras da refinaria. Foram R$ 894,5 milhões a mais por meio de 39 aditivos, entre 2009 e 2014 e que elevaram o valor global de R$ 4,607 bilhões para R$ 5,501 bilhões. Na planilha, a empresa aparece como tendo repassado R$ 184 mil em julho de 2012 para a GFD a título de “comissão”.
O maior destes contratos, tinha valor inicial de R$ 3,1 bilhões e recebeu 15 aditivos, passando a R$ 3,7 bilhões.

DILMA E O GOVERNO DO PT NÁO TÊM MORAL PARA QUERER SANEAR O FUTEBOL BRASILEIRO

 

Collor, da base da Dilma, assinando como "testemunha" no contrato da Caixa com o Asa de Arapiraca: R$ 1 milhão por ano.

Quem é Dilma Rousseff, parceira de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, André Sanchez e outros pústulas do corrupto futebol brasileiro, para querer bancar a saneadora do esporte? Por acaso não é a Caixa Econômica Federal a maior patrocinadora dos clubes que são os maiores devedores do fisco?

Por acaso não são políticos da estirpe de um Fernando Collor de Mello que intermediaram o patrocínio milionário a timecos sem a mínima expressão, como o Asa de Arapiraca? A Caixa coloca mais de R$ 150 milhões por ano na camiseta de equipes para comprar o apoio da sua base no Congresso.
Se este dinheiro fosse bem aplicado e controlado, o futebol brasileiro seria melhor organizado. Qual o controle que o patrocinador exerce? Nenhum! A não ser fazer politicagem para Dilma Rousseff em tempos de eleição.

14 de julho de 2014
in coroneLeaks

DILMA TRAZ MÉDICOS CUBANOS, MAS QUER PROIBIR BRASILEIROS DE JOGAR FUTEBOL LÁ FORA

 

Ângela Merkel no vestiário com os jogadores alemães. Amanhã ela será aplaudida por todo o país, seja qual for o resultado em campo.

Nossa presidente é um poço até aqui de incoerência e incompetência. Na verdade, ao dar entrevistas, ela é um perigo. João Santana, seu santo marqueteiro e protetor, deveria proibi-la de falar longe do teleprompter ou da folha escrita.
Depois de "importar" mais de 14.000 médicos, sendo 12.000 cubanos, pagando a eles o que não paga aos profissionais do país, Dilma quer fechar as 'exportações' de atletas brasileiros para o exterior. Foi o que declarou em entrevista concedida, para vergonha nacional, para a rede mundial CNN. 

Dilma disse à incrédula jornalista que "o Brasil não pode mais continuar exportando jogador". E, para deixar claro que o "não pode" seria uma proibição pura e simples, ela emendou de bico:
"Um país, com essa paixão pelo futebol, tem todo o direito de ter seus jogadores aqui e não tê-los exportados".

Segundo editorial de hoje do Estadão, Dilma falou como quem quer cassar o direito constitucional dos brasileiros de ir e vir, dentro ou para além das fronteiras nacionais, como se o Brasil fosse uma Cuba ou Coreia do Norte. É de se lembrar que nem Cuba age assim, basta ver a exportação de médicos que promove e da qual Dilma tanto se beneficia do ponto de vista eleitoreiro.

Amanhã Dilma Rousseff estará com Ângela Merkel, no Maracanã. A primeira derrotada, a segunda vitoriosa. Dilma usa muito o exemplo do futebol alemão, que lhe assopraram no ouvido. Deveria perguntar para Merkel qual o segredo para o futebol alemão ter mudado, ter conseguido segurar os seus craques, ter chegado à final da Copa do Mundo no Brasil.

Certamente, a primeira coisa que Merkel dirá para nossa presidente é: " o segredo para melhorar não só o futebol, mas toda a economia, é o governo não meter o bedelho, Dilma Rousseff!"

14 de julho de 2014
in coroneLeaks

LIMINAR QUE BARRAVA CANDIDATURA DE ALEXANDRE PADILHA EM SÃO PAULO É DERRUBADA



Deputado Luiz Moura vai recorrer

A Justiça de São Paulo derrubou parte da liminar em favor do deputado estadual Luiz Moura que anulava os efeitos da convenção estadual do PT para as eleições deste ano. Com isso, a candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo paulista está confirmada. Mas caberá à Justiça Eleitoral decidir se o parlamentar pode ou não concorrer à reeleição.
 
A medida ocorre um dia após o PT recorrer da liminar pedida pelo deputado. Moura entrou com representação na Justiça comum contra decisão unânime da executiva estadual, tomada em 2 de junho, que o suspendeu por 60 dias. Isso impediu a inclusão do parlamentar na chapa de candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa.
 
Moura sofreu a sanção partidária após a divulgação de que ele havia sido visto com suspeitos de integrarem o crime organizado (PCC – Primeiro Comando da Capital). Em 2013, o Estado mostrou que o deputado já havia sido condenado por assalto a mão armada, nos anos 90, e que havia fugido da prisão.
 
A representação de Moura foi aceita em caráter liminar no sábado. Na decisão, não só ficou temporariamente inválida a suspensão partidária do deputado como foi considerada nula a convenção estadual de 15 de junho, que havia definido os candidatos do PT no Estado.
 
Mas agora o juiz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Cível da capital, entendeu que a suspensão de Moura deve continuar inválida e que ele poderá registrar sua candidatura na Justiça Eleitoral.
O magistrado deixa claro que cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a análise do registro do deputado e a eventual aceitação da candidatura a deputado estadual.
 
O advogado do partido, Marcelo Nobre, explicou que Moura ainda pode recorrer da decisão para a 2.ª instância do Tribunal de Justiça de São Paulo, “mas agora, quando recorrer, não terá só os argumentos dele”. “Terão os dele e os apontados também pelo PT.”
 
REGISTRO
 
Moura disse ao Estado que vai registrar sua candidatura na segunda-feira. O parlamentar, contudo, aguarda a decisão de outro recurso impetrado pelo PT no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pede para ser ratificada a decisão da reunião o que o suspendeu do partido.
Um dos argumentos do deputado para anular sua suspensão foi o de que o PT não permitiu seu direito de defesa. Moura chegou a comparar o tratamento recebido dentro do partido com o que os petistas reclamam de terem recebido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, durante o julgamento do mensalão.

14 de julho de 2014
Valmar Hupsel Filho
Estadão

FRANKLIN MARTINS, EX=MINISTRO DE LULA É PIVÔ DE CRISE NO COMITÊ DE DILMA



 

O comitê da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff enfrenta sua primeira crise interna na largada oficial da disputa eleitoral e corre o risco de perder um de seus coordenadores.

Ex-ministro do governo Lula, Franklin Martins, responsável pelo site  da campanha ”’Muda Mais”, entrou em atrito com interlocutores da presidente por causa de um post sobre a CBF, publicado depois do que foi classificado como ”terrível eliminação da seleção”, segundo informa neste domingo a Folha de S. Paulo.

Irritado, ele chegou a ameaçar deixar a campanha depois que integrantes do comitê ligados a Dilma pediram que fosse retirado o texto que apontava a CBF como responsável pela desorganização do futebol. ”Impera na CBF um sistema que em nada lembra uma instituição democrática e transparente.

É preciso mudar”, diz o texto do site. O pedido de retirada do post, no mesmo dia em que Dilma reclamou com o ministro Aldo Rebelo (Esporte) sobre suas declarações defendendo uma intervenção no futebol, não foi atendido por Franklin.
 

DA BOLSA À AGRICULTURA, É TUDO UMA BOLHA SÓ




 
Na Espanha, onde há apenas dois anos havia uma crise da dívida, os investidores estão tão ansiosos para comprar títulos do governo que, recentemente, aceitaram os juros mais baixos desde 1789.
Em Nova York, o arranha-céu art déco na One Wall Street foi vendido em maio por US$ 585 milhões. Apenas três meses depois, a estimativa de um boletim do setor imobiliário era de que seria vendido por US$ 466 milhões. Na França, uma empresa de TV a cabo chamada Numericable conseguiu recentemente levantar um empréstimo de cerca de US$ 11 bilhões, o maior negócio em títulos especulativos já registrado – e apesar do risco deste tipo de títulos, o juro foi apenas 4,875%.

Bem-vindos ao Boom Total – e, possivelmente, à Bolha Total. Globalmente, quase todos os ativos são caros em termos históricos. Não interessa o que, nem onde. Ações e títulos. Mercados emergentes e economias avançadas. Edifícios de escritórios urbanos e terrenos agrícolas do Iowa. O que quer que se possa imaginar está sendo negociado a preços elevados pelos padrões históricos em relação aos fundamentos. O inverso disso são retornos relativamente baixos para os investidores.

O fenômeno decorre de duas forças inter-relacionadas. No mundo, há muito mais dinheiro indo para as poupanças do que as empresas acham que poderão usar em investimentos produtivos.
Ao mesmo tempo, os principais bancos centrais há seis anos fazem campanha para manter os juros baixos, e criando mais dinheiro do ar, na tentativa de estimular o crescimento depois da crise financeira.

“Estamos num mundo em que há pouquíssimos ativos inequivocamente baratos”, disse Russ Koesterich, estrategista-chefe da BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, que se dedica a vasculhar o mundo em busca de oportunidades que ofereçam aos investidores o melhor retorno em relação ao risco. “Se você me pedir como encontrar um bom negócio lá fora, não tenho certeza de que encontrará algum.”

RISCOS

Por mais frustrante que a situação possa ser para os investidores, que esperam melhores retornos, a questão mais importante para a economia global é o que acontecerá a seguir. Quanto tempo durará este ambiente de baixos retornos? E que riscos poderiam surgir que só poderiam ser percebidos se e quando o Boom Total acabasse?
Ativos seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA, oferecem aos investidores retornos insignificantes há anos, desde o início da crise global. O que mudou nos dois últimos anos é que ativos de risco, como ações, títulos especulativos, imobiliários e de mercados emergentes, fizeram o mesmo.

Querem comprar ações de empresas americanas? No atual patamar do Índice S&P 500, cada dólar investido em ações compra cerca de 5,5 centavos de dólar em lucros corporativos, em comparação a 7,4 centavos há dois anos – e menos que antes da crise global de 2008.

Preferem um ativo mais sólido? O preço de edifícios de escritórios e de apartamentos subiu na mesma proporção; o espaço para escritórios nos bairros empresariais centrais em toda a nação custa em média US$ 300 o pé quadrado (um pé quadrado corresponde a 0,09 metro quadrado), em comparação a US$147 no início de 2010, segundo a Real Capital Analytics.
Em Manhattan, quem investiu num edifício de escritórios pode prever que os aluguéis vão trazer um retorno de 4,4%, conhecido como taxa de capitalização, inferior ao de 2007, o ápice do último boom.

E A EUROPA?

E os investimentos no exterior? Espanha e outros países do Sul da Europa que estiveram no centro da crise da dívida não são os únicos lugares em que os juros despencaram (até a Grécia conseguiu emitir títulos a juros favoráveis no início do ano).

Os mercados emergentes, que em geral têm juros maiores por causa de uma inflação mais elevada e de sua menor estabilidade política, também estão oferecendo juros baixos recordes.
Os títulos emitidos pelos governos do Brasil e da Malásia proporcionam um retorno relativamente baixo de cerca de 4%.

As altas valorizações agora não chegam aos extremos das alcançadas pelas ações em 2000 ou dos preços das casas em 2006. A novidade agora é que se aplicam a toda variedade de ativos. Em 2000, quando o mercado acionário era uma bolha especulativa, outros ativos como títulos, investimentos nos mercados emergentes e em imóveis pareciam razoáveis. / Tradução de Anna Capovilla


O HUMOR DO DUKE


      
Charge do Dia

14 de julho de 2014

MAIS UMA LEI QUE NÃO PEGOU?

     
http://www.valor.com.br/sites/default/files/fotoweb/Arruda_321_30_3455_2261.jpeg

 
Estão nossas instituições políticas e jurídicas a um passo da desmoralização, com base naquela vergonhosa e histórica realidade da existência de leis que pegam e de leis que não pegam. Fala-se da lei da Ficha Limpa, saudada há um ano como carta de alforria da moralidade, encontrando-se agora em sua prova definitiva.
 
Porque a finalidade da lei era impedir a candidatura de políticos condenados por corrupção em suas diversas modalidades. Para evitar a prática de injustiças ou perseguições, o texto exige duas condenações: na primeira instância, por um juiz singular, depois confirmada por um colegiado, na segunda instância.
 
O diabo é que a malandragem sempre encontra meios de burlar a melhor das intenções. Através decisões sucessivas, a chamada jurisprudência, a Justiça Eleitoral dispôs que a lei só pode ser aplicada no período anterior ao pedido de registro dos candidatos.
Quer dizer, mesmo o mais corrupto dos pretendentes às eleições, se puder postergar a segunda condenação antes do prazo fatal para o registro, ficará livre da aplicação do princípio da Ficha Suja.
 
Acaba de acontecer esse malabarismo com o ex-senador e ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda. Tirando irregularidades anteriores que o levaram a renunciar ao Senado, ele foi condenado na primeira instância por improbidade administrativa, obrigado a uma segunda renúncia, no caso do cargo de governador.
Havia sido flagrado recebendo dinheiro sujo, acusado de comprar o apoio da deputada Jacqueline Roriz. Ficou até mesmo preso, por 60 dias, por haver tentado influenciar testemunhas no processo.
 
Nada mais evidente do que a lei da Ficha Limpa interromper sua nova trajetória política, candidato que é, outra vez, a governador. E com a agravante de liderar as pesquisas eleitorais, sabe-se lá porque.
 
Pois Arruda conseguiu registrar sua candidatura no dia 5, quando vencia o prazo. Acontece que só no dia 9, numa dessas estranhas coincidências da política brasileira, a Segunda Turma Civil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal confirmou a primeira sentença. Isso por haver o ex-governador, através de competentes advogados, protelado a óbvia decisão. Resultado: tendo sua candidatura registrada, ele poderá, mesmo condenado por um colegiado, disputar as eleições e até, se eleito, tomar posse no cargo.
 
Além de desmoralizar a lei da Ficha Limpa, entrará no governo de Brasília como a raposa entra no galinheiro, ainda que tudo legalmente explicado.
 
Existem situações em que a lei deve ceder lugar ao bom senso. Essa é uma delas, emblemática para demonstrar a falência das instituições vigentes. Mais uma lei que não pegou? Onde se insere a majestade do Poder Judiciário?
 

O BRASIL TEM UMA DEMOCRACIA QUE SE NEGA À PARTICIPAÇÃO SOCIAL



 
Um grito geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais ligados ao status quo de viés conservador se levantou furiosamente contra o decreto presidencial que institui a Política Nacional de Participação Social. O decreto não inova em nada nem introduz novos itens de participação social. Apenas procura ordenar os movimentos sociais existentes, alguns vindos dos anos de 1930, mas que nos últimos anos se multiplicaram exponencialmente.

O decreto reconhece essa realidade e a estimula para que enriqueça o tipo de democracia representativa vigente com um elemento novo, que é a democracia participativa. Essa não tem poder de decisão, apenas de consulta, de informação, de troca e de sugestão para os problemas locais e nacionais.

Portanto, aqueles analistas que afirmam que a presença dos movimentos sociais tira o poder de decisão do governo, do Parlamento e do poder público laboram em erro ou acusam de má-fé. E o fazem não sem razão. Estão acostumados a se mover dentro de um tipo de democracia de baixíssima intensidade, de costas para a sociedade e livre de qualquer controle social.

Valho-me das palavras do sociólogo e pedagogo Pedro Demo. Em sua “Introdução à Sociologia”, diz: “Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis ‘bonitas’, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim.

PERFIL DE POLÍTICO

Político (com raras exceções) é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniguados, enriquecer-se à custa dos cofres públicos e entrar no mercado por cima… Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”.
Não faz uma caricatura de nossa democracia, mas uma descrição real daquilo que ela sempre foi em nossa história.

Mas ela pode ser melhorada e enriquecida com a energia acumulada pelas centenas de movimentos sociais e pela sociedade organizada que estão revitalizando as bases do país e que não aceitam mais esse tipo de Brasil.
Agora, esses atores sociais querem completar essa obra de magnitude histórica com mais participação. E eles têm direito a isso, pois a democracia é um modo de viver e de organizar a vida social sempre em aberto.

O ato de votar não é o ponto de chegada ou o ponto final da democracia, como querem os liberais. É um patamar que permite outros níveis de realização do verdadeiro sentido de toda a política: realizar o bem comum por meio da vontade geral que se expressa por representantes eleitos e pela participação da sociedade organizada.

BOBBIO

Isso, no pensar do teórico da democracia no século XX Norberto Bobbio, se viabiliza por meio da democracia formal e da democracia substancial. A formal se constitui por um conjunto de regras para chegar a decisões políticas por parte do governo e dos representantes eleitos.
Como se depreende, estabelece regras, mas não define o que decidir. É aqui que entra a democracia substancial. Ela determina certos conjuntos de fins.

Os movimentos sociais e a sociedade organizada, devido à gravidade da situação global do sistema-vida e do sistema-Terra, e na busca de um caminho melhor para o Brasil e para o mundo, querem oferecer tudo aquilo que possa contribuir na invenção de outro tipo de Brasil, no qual todos possam caber.

Uma democracia que se nega a essa colaboração é uma democracia que se volta contra o povo e, no termo, contra a vida. Daí a importância de secundarmos o decreto presidencial sobre a Política Nacional de Participação Social.

14 de julho de 2014
Leonardo Boff

JOAQUIM BARBOSA JÁ TEM MAIS DE 20 MIL SEGUIDORES NO TWITTER

 
Danilo Verpa-9.dez.2013/Folhapress


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, irá tirar férias entre 14 e 31 de julho. Neste período, o vice-presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, ficará responsável pelos processos em andamento.

Na semana passada, o ministro criou uma conta no Twitter com o perfil @joaquimboficial e desde então vem dando opiniões sobre a Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, Barbosa elogiou a vitória da Argentina sobre a Holanda nos pênaltis. “Saudável sobrevida latino-americana na Copa!”, escreveu o ministro, que já tem mais de 20 mil seguidores na rede social.

No fim de maio, Barbosa anunciou sua aposentadoria do STF, que estava marcada para julho. Na semana passada, no entanto, o ministro pediu o adiamento de sua saída para o dia 6 de agosto. A explicação dada é de que a transição para a equipe de Ricardo Lewandowski, que assumirá a presidência do tribunal, estaria sendo feita “às pressas”, já que julho é mês de recesso do Judiciário.

TRANSIÇÃO

De acordo com a assessoria de imprensa, mesmo tendo pedido adiamento da aposentadoria para facilitar a transição, o ministro pode tirar férias porque o processo é conduzido pela sua equipe de confiança.

Assim que retornar, Barbosa deverá presidir mais uma sessão da Corte, marcada para o dia 1º de agosto. O ministro já se despediu do cargo na semana passada quando presidiu o que seria sua última sessão.
Na ocasião, ele disse que seria um cidadão qualquer, “absolutamente livre para tomar posições que entender necessárias e apropriadas”.

Barbosa poderia permanecer até 2024, quando completará 70 anos, idade em que os ministros são obrigados a deixar o cargo. Ao se aposentar, Barbosa vai receber o salário integral de R$ 29,4 mil, segundo assessores.

14 de julho de 2014
Deu na Folha da Região

FATO CONSUMADO

E Felipão ainda sonha em continuar técnico da seleção, com apoio do futuro presidente da CBF   




A grande diferença entre as transmissão da Copa pela Globo e pela Band, para ficarmos apenas nos canais abertos, foi o comportamento contido da equipe da emissora carioca, capitaneada por Galvão Bueno, acerca dos muitos erros cometidos pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
Enquanto os narradores e comentaristas da Band desciam o malho em Felipão, a equipe da Globo tentava colocar panos quentes, preferindo culpar o baixo nível dos jogadores.

Baixo nível? Estavam ali, representando o Brasil, alguns dos mais bem-sucedidos jogadores do mundo. Todos eles milionários e alguns já multimilionários, inclusive o zagueiro mais caro de todos os tempos, Thiago Silva.

Na Globo, a única grande crítica a Felipão partiu de Galvão Bueno, ao enfim registrar que a seleção brasileira jamais treinava no campo maior da Granja Comary, com o técnico preferindo fazer uns bate-bolas em espaço reduzido, a pretexto de enfrentar marcação sob pressão. E seleção que não treina não pega conjunto, é óbvio.

UM RETRANQUEIRO

A verdade é que Felipão convocou os jogadores certos. Poderia ter levado Kaká, para dar mais experiência ao time, mas tudo bem, os jogadores disponíveis estão entre os melhores do mundo. O problema é escalar um time que consiga jogar junto.

Felipão escala mal porque é retranqueiro, no mau sentido, que não arma o time para ganhar, mas para não perder. Aliás, ele é um dos destaques da Era da Retranca,  que Zagallo tentou inaugurar em 1970, mas os já jogadores estavam acostumados a jogar para a frente, no estilo João Saldanha, desobedeceram às ordens de Zagallo e deram aquele show no tricampeonato.

De lá para cá, todas as seleções do mundo passaram a tentar jogar como o Brasil em 1970, com os laterais subindo e descendo, os atacantes marcando pressão e também subindo e descendo, como uma sanfona. E as exibições do Brasil nesta Copa passaram a ser uma espécie de Bíblia para treinadores do mundo inteiro.

A “Laranja Mecânica” da Holanda, sob comando do Cruijff, a França de Zidane e a Espanha de Iniesta não passaram de adaptações do esquema brasileiro de jogar. Nelson Rodrigues diria que esta observação é o óbvio ululante, mas parece que muita gente tem dificuldade de enxergar o óbvio.

TODO MUNDO JOGA IGUAL

No Brasil, Zagallo inaugurou a Era da Retranca, seguido por Parreira, Lazaroni, Felipão e a quase totalidade dos técnicos brasileiros, com raras exceções, como Telê Santana. De 1990 para cá, só deu retranca na seleção.

Hoje, todas as seleções jogam igual. Marcam pressão e contra-atacam com tudo, laterais subindo. A posse de bola é valorizada, com troca de passes a partir do meio do campo, tabelinhas e investidas na intermediária em busca do gol, quando os verdadeiros craques então fazem a diferença.

A diferença para os esquemas apresentados nesta Copa pelos outros semifinalistas (Alemanha, Holanda e Argentina) é que Felipão sempre dá prioridade à escalação de volantes que protejam a defesa, enquanto os outros técnicos preferem escolher volantes que também saibam atacar e avancem no ataque.

Para contrabalançar essa maneira equivocada de jogar, Felipão escala sempre um centro-avante, como Fred, e o resultado é que o Brasil acaba jogando com apenas 10 jogadores, porque Fred some em campo. Detalhe: Jô é melhor do que Fred, porque se desloca e busca jogo, mas também não serve para seleção.

RETRANCAGENS…

Na Copa que Parreira venceu, o Brasil era retranqueiro, mas tinha um grande líder no meio campo (Dunga) e dois atacantes diabólicos (Romário e Bebeto). O time ganhou a Copa, mas não convenceu.
E na Copa que Felipão venceu, o Brasil tinha Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Roberto Carlos, que desobedeciam Felipão, bagunçavam qualquer tentativa de jogar na retranca e partiam para cima do adversário.

Para encerrar: Felipão está completamente ultrapassado. Com esse método de não treinar coletivos, criou uma seleção sem conjunto e sem identidade. E com essa conversa fiada de formar a “família” Scolari, sob as ordens do paizão, criou uma geração de frouxos, que choram por qualquer motivo e até pedem para não bater o pênalti, como o “capitão” Thiago Silva. Jogadores com essa falta de personalidade não deveriam ser convocados. É preferível escalar 11 “feras”, com fez o Saldanha em 1970.

14 de julho de 2014
Carlos Newton

DECODIFICANDO AS OLIGARQUIAS E AS RECEITAS ORIGINÁRIAS DOS MINÉRIOS DO SUBSOLO DO BRASIL



As oligarquias se entendem como castas privilegiadas separadas dos demais e dos interesses gerais.

A oligarquia política é aquela elite social e econômica que governa um país em função de seus próprios interesses grupais.

Entretanto, as oligarquias não estão adstritas ao poder político nem ao governo de um Estado.
As oligarquias também se reproduzem em diversos outros tipos de instituições.

Existem grupos oligárquicos nas atividades comerciais, industriais, minerárias que se investem do poder de decidir sobre os demais residentes no território do Estado.
 
No Brasil, observa-se que tanto a oligarquia liberal quanto a oligarquia conservadora têm exercido o poder político de modo a defender os próprios interesses relativamente aos minérios que jazem no subsolo do território brasileiro. O poder político das referidas oligarquias sobre as minas – principalmente sobre aquelas onde se encontram os minerais geradores de energia – tem sido exercido através do conluio do silêncio.
 
Antes de ser um país agrário  tido como “celeiro do mundo” e antes de ser um país industrializado e detentor de alta tecnologia, algumas, genuinamente brasileiras, o Brasil é um país possuidor de algumas das maiores minas do planeta: é celeiro de minas de minerais estratégicos e de minerais geradores de energia.
 
SILÊNCIO TOTAL
 
Não há como justificar o silêncio sobre as minas do Brasil – porque fora do Brasil, através dos magnetômetros, as minas do Brasil estão todas mapeadas, inexistem segredos sobre as referidas minas do Brasil.
 
O Brasil é celeiro de minerais geradores de energia elétrica (urânio, o combustível do século) e de minerais imprescindíveis à industrialização de inumeráveis produtos de primeira necessidade ao redor do mundo (nióbio).
 
Sabido é que para governar um Estado, independentemente de seu tamanho – o governo tem que auferir dois tipos de receitas: receitas originárias e receitas derivadas de tributos.
As receitas originárias são aquelas que por determinação constitucional, originam-se do exercício das obrigações empresariais do Estado. As receitas derivadas advêm da arrecadação dos tributos.
 
Uma atividade de mineração monopolizada significa que o lucro da exploração dos referidos minérios monopolizados é receita originaria diretamente canalizada para a Caixa do Tesouro Nacional.
A atividade da mineração de minérios geradores de energia – nuclear, por exemplo – por determinação constitucional está monopolizada razão pela qual, é geradora de receitas originárias diretamente canalizadas para a Caixa do Tesouro Nacional.
 
ESTADO DE DIREITO
 
Quando se defende a possibilidade de se acabar com o monopólio do urânio está se defendendo que o Estado brasileiro deixe de ser um Estado democrático de direito, no qual os poderes públicos integralmente se submetem às disposições e garantias constitucionais.
 
Pragmaticamente, quando se defende a possibilidade de se acabar com o monopólio do urânio está se defendendo que a receita originada da exploração do referido minério deixe de enriquecer a CTN e passe a enriquecer a caixa dos tesouros nacionais de outros Estados que não o Brasil.
 
Os candidatos ao mais alto cargo público eletivo do Brasil sabem por dever do ofício pretendido – Presidência da República do Brasil – que somente existem duas formas de se conseguir receitas: a originária e a derivada. Os candidatos – ao exibirem as “plataformas”, as diretrizes básicas dos programas de governo de cada um – têm silenciado sobre as receitas originárias. Omitem a arrecadação das receitas originárias como se inexistentes.
 
A receita originária é o único tipo de receita que não onera o contribuinte. A arrecadação de receitas (a originária mais a derivada) auferidas pelo Estado é que torna o governo do Estado e o próprio Estado independentes para aplicá-las.
 
Em um Estado de formação continental como o Brasil as receitas originárias são imprescindíveis e indispensáveis. Sem as receitas originárias o país não teria como enfrentar as despesas que se fazem necessárias para infraestruturar o país e teria de cobrar cada vez mais tributos dos contribuintes brasileiros.
 
EM CAMPANHA
 
Até o momento nenhum candidato mencionou como pretende conseguir receitas para fazer face às despesas necessárias à infraestruturar o país nas áreas mais carentes: Saúde, Educação, Infraestrutura (autoestradas, ferrovias, saneamento etc.).

As receitas originárias – em todos os Estados desenvolvidos do mundo são as maiores receitas que os Estados auferem – sem onerar os respectivos contribuintes. Impossível ignorar ou conluiar a respeito da importância da arrecadação de receitas originárias com as quais os candidatos terão que contar para poder governar.

A receita originária é a mais importante receita auferida pela Caixa do Tesouro Nacional, porque não onera o contribuinte. Sem receita originária o governo é obrigado a exigir do contribuinte pagamentos de tributos cada vez maiores.
 
Recursos prometidos ou conseguidos pelos candidatos ao governo não são receitas e tornam dependentes o Estado e o governo que conseguiu os recursos. As mais conhecidas formas de conseguir recursos são: através de empréstimos bancários, garantidoS com os bens públicos do Estado; e através do fideicomisso.

O fideicomisso é uma espécie de arrendamento mercantil dos bens públicos do Estado. Os brasileiros abominam as duas formas de conseguir recursos.

E os candidatos têm que parar de pensar que estão falando para uma massa de ignorantes e explicar como pretendem administrar as receitas originárias das minas do território brasileiro, sem receio de desagradar às oligarquias brasileiras.

14 de julho de 2014
Profa. Guilhermina L. Coimbra

A RUA GRANDE E A ELEGÂNCIA DISTINTA DE D.EDWINE PASSARINHO NA TERRA DE SARNEY

 

12
 
Ao contrário de minhas filhas, que são da “geração shopping”, detesto shopping centers. Nunca gostei de comprar nada nem de comer nesses lugares!
Nas tais praças de alimentação, além de cadeiras desconfortáveis, a impressão que tenho é que a comida é de plástico, juro!
É um lugar muito barulhento e com cheiro de gordura velha, embora seja limpo! Prefiro comer em qualquer “sujinho” de rua do que em shopping!
Acho tudo de um artificialismo irritante… O pior é que, nas pouquíssimas vezes em que comprei alguma roupa em shopping, até a cor era outra quando eu a via em casa! Sinto-me tapeada, é sério!
Andei lendo que a iluminação é tão exagerada que muda a tonalidade das cores! E que, para que as roupas de inverno tenham boa saída, exageram na climatização. Inverno em shopping é invernão sempre!
 
Fora os cinemas, nada em shopping faz a minha cabeça! Gosto mesmo é de apreciar vitrines de rua! Entrar numa loja, sair, pegar um vento, entrar em outra, sem compromisso de comprar… Depois de bater perna para lá e para cá, voltar, pedir para ver de novo e até comprar… Falo de uma quase antiguidade, não é? Nem tanto! Em todos os grandes centros urbanos há nichos de rua com lojinhas bem transadas e até ateliês, dos populares aos glamorosos, com coisas boas e chiques para todos os bolsos!
 
Foi com imensa alegria que li: “O shopping center hoje é um ícone do capitalismo em decadência, e o principal rival dos shoppings é a internet, que permite fazer compras sem sair de casa”; e que a “morte de shoppings nos EUA acende alerta no Brasil”. E relembrei como a rua Grande era o eixo da moda de São Luís em minha adolescência e juventude, pois havia de um tudo da modernidade e da chiqueza em roupas, joias, bijuterias, móveis e eletrodomésticos!
COMÉRCIO DEGRADADO
Fiquei espantada há duas semanas quando estive lá! Foi um choque ver um comércio degradado e as travessas que viraram um comércio de rua desorganizado! Nada contra camelôs, que ganham o pão de cada dia de modo sacrificado e difícil. Sem falar que sou freguesa deles, pois há coisas que só eles vendem! Fala sério, quem resiste a um assédio benfeito de um camelô, que aqui chamávamos de “marreteiros”?! Quantas vezes comprei coisas das quais não necessitava, só pela boa lábia?

A rua Grande era a cara de dona Edwine Passarinho – elegante e distinta viúva que residia lá numa bela casa e se postava no parapeito de sua janela, todas as tardes, bem penteada, puro laquê, com brincos de pérolas enormes e muitas joias, além de bem vestida e maquiada, apreciando o “footing” (o caminhar a pé) que subia e descia a rua nos fins das manhãs e tardes, composto por estudantes dos colégios São Luís, Rosa Castro, Liceu, Ateneu, Instituto de Educação, Santa Teresa… Alguns colégios até proibiam as alunas de passearem na rua Grande de uniforme. De nada adiantava!

Dona Edwine Passarinho encarnava o que em Minas se chama de “namoradeira” – boneca artesanal em cerâmica, madeira ou gesso que decora janelas. E desconheço quem não a apreciasse. Cheguei até a presenciar uma briga entre duas amigas por causa dela quando especulávamos sobre a roupa que ela usava.
O mito que corria era que ela jamais repetia uma roupa para se postar em sua janela exibindo sua beleza e riqueza. Foi quando uma colega disse que aquela senhora era tão somente uma exibicionista. Ao que Miriam retrucou: “Eu não a critico, pois será que, quando jovem, ela podia se arrumar assim? Hoje pode! E sua presença torna a rua Grande ainda mais bela!”.

(transcrito de O Tempo)

14 de julho de 2014
Fátima Oliveira