"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

42 RAZÕES PARA O BRASIL NÃO ESQUECER A COPA 2014, A COPA DAS COPAS

42 motivos pelos quais não vamos esquecer a Copa no Brasil
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Do UOL, em São Paulo
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  • Arte UOL
Acabou. Um mês de Copa se passou, mudando a rotina dos brasileiros e de muitos gringos. E, apesar dos inúmeros problemas antes da competição e das dúvidas quanto ao seu sucesso, o Mundial foi uma experiência inesquecível. Então, listamos os principais motivos que comprovam que esta Copa não vai sair da sua cabeça.

1. Primeiro, porque em meio a tantos problemas, atrasos e protestos, você sequer tinha toda essa certeza toda de que a Copa ia acontecer


2. Você nunca teve TANTA gente para trocar as figurinhas do álbum da Copa e nem tanto gosto em completá-lo – mesmo tendo de colar Robinho no time do Brasil




3. Você adorou criticar a abertura da Copa do Mundo – principalmente quando se deu conta do que parecia aquele macacão azul da Claudia Leitte




4. Você teve esperança. Afinal, o Brasil mostrando fibra para virar o jogo contra a Croácia e Neymar marcar dois gols pareciam bons sinais de sucesso




5. A Copa do Mundo virou a Copa dos Memes. Bastou o primeiro jogo e um gol contra de Marcelo para a explosão nas redes sociais acontecer




6. Gols, gols, gols! Você se empolgou como nunca ao ver tantos gols. Principalmente na fase de grupos. Bom, e também na semi do Brasil...




7. A festa. Em Copabacana, na Vila Madalena ou no interior do país. Entre desconhecidos, amigos ou familiares. Nunca se festejou tanto - apesar de nem tudo ter sido na paz


8. Os gringos. Salvo algumas poucas confusões, a invasão estrangeira virou intercâmbio, festa e lição na hora de torcer na arquibancada


9. Você riu horrores da derrota da Espanha para a Holanda. Só não podia imaginar que os brasileiros não iriam rir por último


10. Você achou que veria Neymar dançando. Mas foi o "Armeration" que embalou o ritmo das comemorações


11. Você se divertiu como sempre vendo Galvão, desta vez como âncora do Jornal Nacional. Mas quem roubou a cena foi Patrícia Poeta dando sua bufada...




12. Você conheceu o técnico mais carisma do futebol, Miguel Herrera, com suas caras, bocas e superpoderes


13. Você viu um dos gols mais divertidos de uma Copa do Mundo. O autor: Van Persie. Até o avô do atacante prestou homenagem que bombou na web




14. Você se empolgou com os Estados Unidos e a explosão do "soccer" por lá. Mas, como sempre...


15. Você sorriu com o canto da boca ao ver dois fracassos. A queda vertiginosa da Espanha e a eliminação de Cristiano Ronaldo – que até tentou, mas não pôde carregar Portugal sozinho. Que injustiça...

16. Você viu que uma Copa cheia de gols também pode ser a Copa dos goleiros. Ochoa, Krul, Howard, Navas e Neuer brilharam




17. Você notou que não há limites para a zoeira quando se fala em tatuagens e cortes de cabelo




18. Você foi testemunha da mordida mais polêmica do mundo do esporte desde que Mike Tyson abocanhou a orelha de Evander Holyfield


19. Você amou a Alemanha, por seu carisma, festa, pelo carinho com os brasileiros e o futebol bonito de ver. Odiou pela goleada. Mas voltou a amar pelo profundo respeito que eles demonstraram mesmo após os 7 a 1




20. Você se surpreendeu com o povo brasileiro, mostrando seu valor. Da acolhida aos estrangeiros aos exemplos de generosidade, como no caso da mulher que achou 9 ingressos em uma mala e os devolveu

Bruno Thadeu/UOL


21. Falando em ingressos... Você relembrou os problemas de antes da Copa e tomou, ao menos um baque, quando foi desbaratado o esquema da máfia de ingressos com gente ligada à Fifa




22. Você viu como é facinho US$ 3 milhões em espécie virem de Gana e chegarem a um hotel brasileiro. Claro que com muita confusão: astros expulsos do time, briga, eliminação... Não foi fácil para os ganenses, mesmo de bolso cheio.




23. Sabe aquela pequena seleção que junta a torcida de um mundo todo por seu sucesso? Costa Rica foi o sucesso da da vez, com direito a esta festa na recepção




24. Você viu que Robben é tão bom corredor - bateu recorde de velocidade - quanto simulador de faltas. E o Neymar que era piscinero...




25. Você ficou bravo com o Messi. "Como não cumprimenta a criancinha?". Aí você viu que não era bem assim... Ah, e você viu o argentino brilhar como nunca pela seleção argentina




26. Você nunca prestou tanta atenção na mídia estrangeira. Quer dizer, até que as repórteres gringas...

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As repórteres mais gatas da Copa do Mundo112 fotos

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A repórter da Costa Rica Jale Berahimi também faz trabalhos de modelo e é a repórter da emissora Repretel responsável por mostrar o lado B da Copa Reprodução/Twitter

27. Você conheceu a criança argentina mais fofa do mundo. E viu que há esperanças para acabar com a marra de nuestros hermanos


28. Você pôde ver um homem cego e surdo "assistir" a uma partida de Copa, à sua maneira


29. Você achou que ia morrer do coração. Afinal, pra que tanta prorrogação?!


30. Você chorou. Seja no hino, no desabafo de Júlio César ou com as outras seleções, alguma lágrima você derramou. A seleção, então, nem se fala!

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A seleção não se cansa de chorar19 fotos

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Júlio César desabou ao dar entrevista para a Globo após a vitória do Brasil sobre o Chile nos pênaltis Leia mais Reprodução/TV Globo

31. Você em algum momento se rendeu aos encantos de David Luiz - sejam eles futebolísticos ou não, já que a mulherada adorou o fofinho cabeludo. Mas em campo, teve atuações lamentáveis contra Alemanha e Holanda


32. Você nunca esquecerá as frações de segundo que se passaram entre o chute de Pinilla e a explosão da bola no travessão - e, em geral, todo o drama de Brasil x Chile




33. Você achou que Neymar estava só ganhando tempo caído no chão. E ficou em choque quando viu as proporções da joelhada de Zúñiga

Reprodução


34. Se chorou, riu ou simplesmente ficou petrificado, você nunca esquecerá a sensação de ver o Brasil tomar 7 a 1 da Alemanha




35. Você viu as apostas mais malucas serem feitas. Há quem ganhou com a mordida de Suarez, e quem faturou com o vexame brasileiro. Mas o mico mesmo foi do Datena:


36. Você viu que maldição de Copa pesa, sim. Não é, Mick Jagger?


37. Você viu a criação de um novo Neymar, que foi obrigado a mostrar um outro lado após a lesão e a eliminação do Brasil, já sem ele. Até instrução ele deu.




38. Você experimentou o que é uma ressaca de Copa nos dias sem jogo. E teme pelo pior agora que ela acabou... #força


39. Mas, antes, você nunca esquecerá o que tem de bom em uma final da Copa...

REUTERS/Michael Dalder

40. Não, não isso. Você lembrará como foi bom foi ver os atacantes argentinos perderem gols feitos e deixarem Messi, o melhor (será?) da Copa, desconsolado em campo

Xinhua/Li Ga


41. E ficará na sua cabeça como Müller e Neuer souberam comemorar o tetra. Numa supervibe

42. E, por fim, você, que viveu intensamente um mês da Copa das Copas, vai esperar que essas lições tragam mudanças no futebol e fora dele.


NO FINAL...

«Le football est un jeu très simple qui se joue à vingt-deux et à la fin c’est toujours les allemands qui gagnent.»

 
«O futebol é um jogo muito simples, com vinte e dois jogadores. E, no final, quem ganha são sempre os alemães.»
 
Chavão citado volta e meia na França. Principalmente quando ganham os alemães.
 
14 de julho de 2014
in José Horta Manzano

OS BILHÕES DE DILMA

 

 Se você reparar bem, a cada abalo que o governo da presidente Dilma registra em sua sacolejada escala Richter, segue-se algum plano mirabolante ou algum anúncio bilionário destinado a acalmar as ondas. Seja o abalo moral ou político, a reação oficial vem sempre de um ou de outro modo.

Ora o governo anuncia providências estruturais que não funcionam (como essa de intervir no futebol e estancar a evasão de atletas para o exterior), ora reúne o ministério, os governadores, a imprensa, o empresariado, os movimentos sociais e informa que está destinando bilhões de reais para isto ou para aquilo.

Convenhamos, é um modo estranhíssimo de governar. É injustificável que, completados 93% de seu mandato e enquanto transcorre o 12º ano de gestão petista, o país ainda esteja sendo governado aos trambolhões, ao arbítrio do momento e seguindo o juízo das necessidades impostas pelas oscilações do Ibope.
De modo especial, tais improvisações parecem incompatíveis com o perfil segundo o qual a presidente foi repassada aos votantes no mercado eleitoral de 2010. São bilhões para cá e para lá, saídos do nada e conduzindo, na vida real, a coisa alguma. É o que se poderia chamar de capital volátil.
Faz lembrar aquelas maletas pretas dos filmes de ação, que supostamente deveriam conter vultosas quantias, mas estão recheadas de jornais com notícias antigas.
De fato, são eventos que, a despeito da pompa e circunstância, logo se tornam coisas esquecidas, cuja função se exauriu no momento de cada anúncio. E de nada vale ficar cobrando serventia maior para algo concebido apenas para ser divulgado.

Em plena campanha de 2010, a presidente anunciou para Porto Alegre o atendimento das duas principais reivindicações do Rio Grande do Sul: a duplicação da Travessia do Guaíba e o metrô. Nada. Só muito recentemente, quando seu governo já olha para inexorável ampulheta, ocorreu (solene, sempre solene) a assinatura do contrato para construção da Travessia. Ou seja, no Brasil, coisa alguma. E o metrô? Saiu de pauta para retornar, provavelmente, durante a campanha eleitoral. Não foi diferente, país afora, com o conjunto que se tornou conhecido como "as obras da Copa".

O quadro é o mesmo em todas as 12 capitais distinguidas com privilégio de sediar os jogos do já malvisto torneio. O adjetivo "malvisto" se aplica à sua realização aqui, com dinheiro do povo brasileiro. Em qualquer outro lugar é um bem aguardado evento. No Brasil, representa uma inversão na escala das prioridades nacionais, que transcorre em meio a obras paradas, atrasadas, incompletas por motivos técnicos e financeiros.

Em fevereiro deste ano, o jornalista Augusto Nunes desfiou em comentário o extenso conjunto de não-realizações do governo Dilma. Entre elas o também malvisto trem-bala, que - felizmente! - dorme em alguma gaveta muito antes de entrar na fase dos dormentes.
Entre muitas outras, também sesteiam nas prateleiras as anunciadas seis mil creches, as seis mil casas para os flagelados de cheias no Rio de Janeiro, os seis mil caminhões-pipa para resolver a falta de água de beber na região da seca e o fim da miséria com data marcada para terminar no início de 2015.

14 de julho de 2014
Percival Puggina