"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 24 de maio de 2014

O PT E A BASE GOVERNISTA SÃO OS MAIORES ALIADOS DA OPOSIÇÃO NA CPI DA PETROBRAS




São tantos os subterfúgios, as manobras espúrias, os arranjos vergonhosos, as chicanas e inúmeros artifícios utilizados pelo PT e a chamada base aliada, para impedir a justa e correta apuração dos fatos ocorridos na Petrobras, que o eleitorado brasileiro está plenamente convencido que realmente ocorreram graves irregularidades com relação à administração da estatal.

Até o eleitor menos informado percebeu que se procura encobrir algo de muito grave, e daí todo esse empenho governista de tumultuar, procrastinar e tentar impedir o correto funcionamento de uma CPI que realmente apure os fatos e não desta CPI de mentirinha instalada no Senado e composta só por quem realmente não quer apurar coisa nenhuma.

Dessa maneira, consiga ou não instalar conforme os requisitos previstos na legislação vigente a CPI de verdade, conforme solicitação feita ao Senado Federal e posteriormente ao Supremo Tribunal Federal, onde, por decisão monocrática e perfeitamente legal da ministra Rosa Weber, a Oposição já conseguiu o seu intento de denunciar as ilegalidades.

MANOBRAS ESPÚRIAS

Graças as manobras espúrias do PT e da base aliada, que agiram com evidente má-fé, tudo o que foi alegado pela Oposição está claramente provado. Este empenho insano dos contrários a instalação de uma CPI que realmente cumpra seu papel constitucional demonstra que a Oposição já saiu vitoriosa, por antecipação, neste triste episódio, que envergonha o Brasil e o eleitor brasileiro.

Realmente, o ditado popular “quem não deve não teme” encaixa como luva às mãos nesta tentativa desesperada e suicida do PT e da base aliada!

24 de maio de 2014
José Carlos Werneck

A CHANTAGEM DAS ARMAS




Mais uma vez, se repetem as cenas de vandalismo, e de aumento da violência, que se seguem à deflagração de greves policiais que ocorrem, com frequência, em diferentes estados da Federação.
E a Força Nacional e as Forças Armadas tem que ser convocadas para reestabelecer a ordem em vários pontos do país. O que aumenta o risco de conflitos, e de que as circunstâncias saíam do controle, com gravíssimas consequências tanto para os grevistas, como para a população.

Ninguém nega que a maioria dos policiais é profissional e bem preparada e que é preciso ganhar uma remuneração digna e estar bem equipado para fazer frente ao crime.

Mas o policial não pode achar que está acima dos cidadãos normais, nem acreditar que tem direito a aumentos de vencimento percentualmente dez, quinze vezes, superiores aos que recebem os brasileiros comuns. Esse é o caso, por exemplo, do pessoal das Forças Armadas, que vive no mesmo país, com os mesmos preços, custo de vida etc.

VIDA SACRIFICADA

A vida do policial é sacrificada, mas ninguém o obrigou a entrar na profissão. Ele não convocado e forçado a exercê-la. Pelo contrário, escolheu-a livremente, porque, quando prestou concurso, achou a situação e o salário atraentes, senão teria se encaminhado para um diferente destino profissional.
Urge achar outras soluções para os problemas de segurança pública – como a descriminalização da droga e a rediscussão da questão do estatuto do desarmamento – que não estejam voltadas apenas para a contratação permanente de sempre mais policiais e mais equipamentos.

Não se pode aceitar, nem imaginar, que a Nação, sequer por hipótese, fique à mercê da pressão de setores minoritários do funcionalismo. Esses setores, como todos os outros, de forma alguma podem colocar em primeiro lugar seus interesses – à frente do atendimento às necessidades dos cidadãos que pagam, com seus impostos, seus salários, e da própria sociedade como um todo.

24 de maio de 2014

UM PAÍS DIFERENTE



Uma no cravo: “Não apareça pensando que o Brasil é a Alemanha”. Outra na ferradura: “O Brasil é um país incrível”. Os dois conceitos, expressos pela mesma boca em menos de uma semana, mostram como a verdade é tão relativa quanto as projeções que os brasileiros fazem do desempenho da seleção na Copa. O francês Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, tem sido um dos melhores intérpretes do modus faciendi nacional, ora criticando a lentidão das obras nas 12 arenas esportivas que sediarão os jogos, ora alertando turistas contra a insegurança e a precária infraestrutura.
 
O fato é que o país tem decaído no ranking da reputação internacional. A própria organização da Copa tem contribuído para as manchas que se acumulam na imagem brasileira. Debaixo dessa aparente teia que une os fios da morosidade, da burocracia, da falta de planejamento, de alterações de projetos, improvisação e visões díspares, Valcke deve se sentir confortável para, vez ou outra, apertar os calos das autoridades.
 
Também é fato que o país não tem reagido no mesmo tom às ferinas cutucadas que recebe, ou por não desejar pôr lenha na fogueira, ou sob o argumento de que “somos a sexta economia do mundo, temos protagonismo importante nas relações internacionais e já fizemos muita coisa mais importante do que organizar uma Copa de futebol”.
 
Já não somos tão protagonistas como antes. Há cinco anos, o então presidente Lula era cumprimentado efusivamente por Barack Obama: “Este é o cara”. O Brasil orgulhava-se de ter liquidado seu débito com o FMI e exibir um dos mais eficazes programas de distribuição de renda do planeta. A situação, hoje, mostra o país deixando de ser a sexta economia para ocupar o nono lugar, atrás da Índia e da Rússia.
 
Intensificam-se os movimentos que, nesta semana, foram às ruas em cerca de 50 cidades; até policiais federais cruzam os braços. Fica claro que parcela ponderável das correntes que gritam palavras de ordem quer aproveitar os ventos favoráveis do clima pré-Copa.
 
PAÍS DO VICE-VERSA
 
Os ecos tornam-se mais fortes, as demandas, mais audíveis, e os ouvidos dos atores políticos, mais atenciosos. O Brasil é mesmo o país do vice-versa. Quem pregava, anteontem, a lição do medo? O PSDB da era Fernando Henrique. Deu certo. Quem pregava, ontem, a lição da esperança contra o medo? O PT da era Lula. Deu certo. Hoje, petistas usam o medo, e tucanos, a esperança, como alavanca das urnas.
 
Por fim, a inferência. Seja qual for o desempenho da seleção brasileira no tão aguardado evento, uma coisa parece certa: o Brasil não será o mesmo. O tal “legado da Copa” suscitará polêmicas: algumas arenas se transformarão em elefantes brancos? Haverá recursos para sua manutenção? À luz da arquitetura futurista dos estádios, como serão vistos escolas, hospitais, vias de acesso no entorno?
Jérôme Valcke, de longe, mas pertinho dos cofres locupletados da Fifa, deverá abrir um sorriso: “Que Brasil incrível; o passo maior que as pernas vai lhe dar dor de cabeça”.

(transcrito de O Tempo)

24 de maio de 2014
Gaudêncio Torquato 

DESTA VEZ NEM MESMO A TV GLOBO ACREDITOU NO IBOPE




O comentarista Ricardo Froes chama atenção para um fato importante. Quem se der ao trabalho de ir no site do TSE para saber as informações sobre a pesquisa do Ibope verá o seguinte: “Data de registro: 17/05/2014″ e, mais embaixo, “Data de início: 15/05/14″.

“Como é que pode ter início no dia 15 e só ser registrada no dia 17?”, indaga Froes, cheio de razão.
Já o comentarista Virgilio Tamberlini diz que também é muito estranho que a pesquisa do Ibope tenha sido registrada no dia 17 e já no dia 18 tenha começado a vazar. “Dias antes dela ser apresentada, o próprio Estadão escreveu sobre os contratos do Ibope com o governo federal. O mais estranho ainda é que ontem a TV Globo, via Jornal Nacional, não tenha ‘passado recibo’, pois apresentou apenas os índices de aprovação ou não do governo”, assinala Tamberlini.

Conversei com Pedro do Coutto, que é um dos maiores especialistas em pesquisas eleitorais e em 1982 denunciou a manobra do Proconsult para derrotar Brizola na eleição do Rio de Janeiro. Coutto também estranhou muito o fato de o Jornal Nacional não ter noticiado a pesquisa eleitoral, limitando-se a citar os números sobre os índices de aprovação do governo.
Traduzindo: desta vez, nem mesmo a TV Globo acreditou no Ibope.

24 de maio de 2014
Carlos Newton

O HUMOR DO DUKE


 
Charge O Tempo 23/05
24 de maio de 2014

FALTA AUTORIDADE

 


 
Falta autoridade no país. Nada que se confunda com ditadura ou regime de exceção. Pelo contrário. Torna-se imprescindível demonstrar que democracia não é sinônimo de baderna. Que a liberdade não pode conviver com o caos.
 
Torna-se inadmissível numa sociedade livre e organizada o que temos assistido nas últimas semanas em matéria de greves, depredações, ocupação de áreas públicas e privadas, bem como ruas e avenidas.
 
Engana-se quem imaginar que terminada a copa do mundo tudo voltará ao normal, ou seja, a um sistema que admite o debate aberto, protestos, manifestações e até paralisações, mas sem perturbar a não ser de forma rápida e sem violência a vida do cidadão comum. É aquela história que ouvíamos em criança, do tigre da Índia.Velho, sem forças para perseguir os bichos da floresta, o animal postou-se na entrada de uma aldeia e passou a comer crianças. Gostou, não precisava fazer força e não queria outra refeição. Até que um dia a comunidade organizou-se e conseguiu matá-lo.
 
A greve é necessária, em muitas situações. Deve ser feita contra o patrão, seja ele empresário ou governante. Jamais contra o povo. É preciso inteligência, muito mais do que truculência.
 
Tome-se os rodoviários de São Paulo. Em vez de deixar os ônibus nas garagens, furar seus pneus e até estimular para que sejam queimados, por que não continuar circulando , mas com as catracas abertas? Sem cobrar passagem, fazendo feliz a multidão de usuários. Cada categoria de reivindicantes encontrará seu artifício para obter resultados até mais eficazes.
 
Quanto às depredações, é uma questão de polícia. E bem simples, se desenvolvido um sistema de informações mesclado à repressão necessária. Cadeia nos vândalos. Não seria difícil um entendimento com o Judiciário para tornar difíceis os recursos que em poucas horas levam os bandidos de volta às ruas,
 
Do jeito que as coisas vão, viver ficará impossível, no Brasil. Claro que menos para os governantes, isolados em seus gabinetes refrigerados e dispondo, quando não de helicópteros, ao menos de carrões de luxo. Não é com eles a greve dos ônibus, assim como as greves dos hospitais, da polícia, dos professores, dos aeroviários, dos metalúrgicos ou quaisquer outras categorias. Disporão sempre de privilégios especiais, jamais receberam salário mínimo. Em suma, a autoridade perdida começaria por eles, se descessem à planície. Para exercê-la, precisariam sofrer os males de sua ausência.
 
TODO O PODER AO JUDICIÁRIO
 
Em 1945, quando depuseram Getúlio Vargas, os militares não assumiram o poder. Foram buscar o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, para ocupar a presidência da República até a realização de eleições livres e diretas. Nos estados, foram recrutados os presidentes dos Tribunais de Justiça para substituir os governadores. A palavra de ordem no país era “todo o poder ao Judiciário”. Até que funcionou, naquela emergência.

24 de maio de 2014
Carlos Chagas

COMERCIAIS HONESTOS

TIM



24 de maio de 2014
rosa dos anjos

 

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Juiz adverte que parlamentares não são réus na Lava Jato para impedir que STF intervenha nos processos

Enquanto isso, na CPI da Safadena, nada dá em coisa alguma...

Tem tudo para ser “um tiro n´água” a estratégia - juridicamente armada nos bastidores políticos – para que o Supremo Tribunal Federal passe o rodo no processo da Operação Lava Jato. Antecipando-se ao movimento dos que desejam atrapalhar seu trabalho, o juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou ontem ao ministro Teori Zavascki, do STF, que os deputados André Vargas (PT-PR), Luiz Argôlo (Solidariedade-BA), Cândido Vacarezza (PT-SP) e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) não são investigados pela Lava Jato, embora seus nomes apareçam em envolvimentos com o doleiro Alberto Yousseff.

A mensagem do juiz ao supremo ministro teve o objetivo claro de impedir que Teori consiga avocar, para o STF, em Brasília, os quatro processos que correm na Justiça Federal do Paraná sobre a Operação Lava Jato. A tirada administrativa do juiz Sérgio Moro neutraliza a canetada pretendida por Teori Zavascki – que vem insistindo na interventora tese de que só o STF pode decidir pelo desmembramento de processos. No caso, não tem desmembramento de coisa nenhuma. As ações são diferentes. A hipótese de uma futura “juntada”, para preparar a tradicional pizza, se torna manjada e fica previamente desmoralizada.

O mais recente indicado pelo governo petista ao STF já tinha dado uma pisada na toga, em plena véspera da Copa do Jegue, ao decretar, em pleno domingo (por que não na segunda-feira) a soltura de Paulo Roberto Costa. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras estava preso por um motivo justo e perfeito: foi detido, em flagrante pela Polícia Federal, tentando destruir provas. O STF tomou a estranha decisão de facilitar a vida de quem tentou obstruir o trabalho da Justiça, já que a PF fez operações de busca e apreensão na casa dele por ordem judicial – e não por conta própria.

A apressada libertação de Paulo Roberto Costa – deixando presos os demais réus – teve duas interpretações bem claras nos meios políticos e jurídicos. Primeiro, Paulo Roberto parece ser mais poderoso do que supunha a vã filosofia dos mortais analistas, para obter tal privilégio com tanta rapidez. Segundo, a decisão provisória de um ministro do Supremo, indicado politicamente para o cargo vitalício pelo governo, desgastou a imagem da Justiça perante o segmento esclarecido da opinião pública. Novamente, a inteligência coletiva verificou que, no Brasil da Impunidade, só fica preso quem não tem efetivo poder. Se tiver, ou não é punido, ou ganha liberdade mais depressa. O “rigor seletivo” atinge apenas os inimigos do poder vigente...

Lavagem de segunda


O que esperar de uma classe política em que 121 congressistas, de 16 partidos políticos, receberam doações de R$ 29,7 milhões oriundas de 18 grupos empresariais citados ou investigados pela Operação Lava Jato?

Será que o poderoso Paulo Roberto Costa teria a resposta rápida como a ducha geladinha que tomou na cadeia?

Ou tem gente mais poderosa, acima dele, que poderia responder melhor a essa perguntinha idiota?

Depósitos estranhos

Um dos maiores entusiastas da nada fácil reeleição de Dilma Rousseff, o senador e ex-presidente da República (autodeposto em 1992) Fernando Collor de Mello ficou muito PT da vida com a 13ª Vara Federal do Paraná.

Tudo porque o juiz Sérgio Moro tornou público que informara ao STF que a Polícia Federal encontrou, no escritório do doleiro Alberto Youssef, comprovantes de depósitos bancários em espécie, no valor de R$ 50 mil, em nome do senador Collor.

Segundo a PF, os R$ 50 mil foram depositados para Collor de Mello em oito pagamentos fracionados, nos valores de R$ 1.500; R$ 9.000: R$ 1.500; R$ 9.000; R$ 8.000; R$ 9.000; R$ 8.000; e R$ 4.000.

Desconhecimento

Detalhe importante: o juiz Moro também informou ao STF que Collor não é réu – e muito menos é investigado pela Lava Jato:

"Tal prova e eventual relação entre o suposto doleiro e o referido senador era absolutamente desconhecida deste juízo, tendo sido encontrada fortuitamente durante a busca e apreensão. Inviável antes da busca, concluir pela presença de indícios de crimes praticados por parlamentar e pela competência do Supremo Tribunal Federal, já que surgiram somente após a diligência".

Em resumo: Collor, inocentado tardiamente pelo STF pelas broncas que o levaram a ser saído da Presidência da República, é um perseguido do destino político tupiniquim...

Arrependimento?

O deputado federal André Vargas deve ter ficado feliz da vida ao saber, oficialmente, que não é réu na Lava Jato.

O parlamentar deveria até apelar aos amigos petistas que lhes viraram as coisas quando a bronca estourou, implorando-lhes que voltem a aceitá-lo como filiado ao Partido dos Trabalhadores que ajudou a fundar.

Ilustre membro da chamada “República de Londrina”, Vargas deveria denunciar a ditadura petista, pedindo uma anistia ampla, geral e irrestrita para seu caso.

O coitado nem tem partido para poder disputar sua reeleição, em outubro...

Pesquisa esquisita


Só o Palhaço do Planalto deve estar achando graça da recente pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial.

Ontem, no hilário bastidor do Congresso, um parlamentar comediante chegou a comentar:

“Já sei por que a Dilma subiu devagarzinho na pesquisa: ela foi de jegue...”

Suspeita geral

Só idiota pode acreditar no resultado de uma pesquisa com aquela amostragenzinha de 2002 pessoas, feita ninguém sabe bem onde, ouvindo qualquer um.

Está na hora de serem revistos os critérios de divulgação e procedimentos de realização de pesquisas eleitorais no Brasil.

Em cada divulgação, fica aquela suspeita de tentativa de indução da opinião pública – o que é péssimo para qualquer democracia.

Cartão amarelo da Anistia Internacional


Autoridades de segurança do Brasil gostaram nada da mais recente peça propagandística da campanha "Brasil, chega de bola fora", lançada no dia 8 de maio, pela Anistia Internacional.

Veiculado no YouTube, o anúncio mistura imagens reais de abusos da polícia contra manifestantes e a disputa, ficcional, de uma partida entre a equipe do choque e o time do protesto, advertindo que o mundo está vendo" ("the world is watching"):

"Em menos de um mês o Brasil vai receber a Copa do Mundo. O governo tem que assegurar que os únicos tiros sejam em campo. É por isso que estamos mostrando um cartão amarelo às autoridades".

Sorry, Seleção!


A versão parodiada da famosa “Pra frente, Brasil”, cantada por Ana Flávia Galvão, que dirige o episódio acima, já faz o maior sucesso entre a galera que faz críticas objetivas à Copa do Jegue.


Para quem não conhece a original “Pra frente Brasil”, composta por Miguel Gustavo, para a Copa de 70, é só escutar, abaixo.


Bolshoi, arte e cidadania
 

O livro "Escola Bolshoi - Arte e Cidadania" será lançado em Moscou, no dia 3 de Junho.

O evento tem um repeteco na Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville, no dia 25 de Junho.

A obra é uma parceria do Ministério da Cultura, da Copper Trading e da KBMK Empreendimentos.
Tiro rápido
 
Do advogado Antônio Ribas Paiva, presidente da Associação dos Usuários de Serviços Públicos:
 
"A desigualdade aumenta porque a corrupção política exaure as oportunidades. Thomas Piketty culpa os ricos, mas está a serviço da corrupção política".

Exemplo do Francisco

O Hermano Papa Francisco, rubro-negro honorário que vai torcer pela Argentina na Copa, demonstra qual deve ser o papel do verdadeiro líder.

Como membro da Companhia de Jesus, é comum o Pontífice celebrar uma missa para os jardineiros e o pessoal de limpeza do Vaticano.

Na hora em que pede para todos orarem em silêncio, Francisco se desloca para os últimos bancos da capela, para que todos se concentrem na imagem de Jesus Cristo, e não na do dirigente mortal da Igreja Católica.

Aproveitando a deixa, bem que o papa podia fazer uma reza forte para ver se consegue o milagre de o Flamengo voltar a ser um time de futebol de verdade...

CNBB pisando na batina?
 

Vai e volta

Problema de Comunicação


Tem culpa zelites?


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

24 de maio de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

MENSAGEM A GARCIA



Há cerca de 50 anos o filósofo francês Roger Garaudy, que foi Secretário-Geral do Partido Comunista Francês, já perguntava no título de um de seus livros: “Podemos ser comunistas, hoje?”.

Na atualidade, a resposta a essa pergunta demanda uma urgência maior, considerando a perplexidade da esquerda em todo o mundo, face ao volume da derrota que lhe foi imposta pelas manifestações, nas ruas, do povo da Europa Oriental. Povo que os comunistas tinham como sua base social.

Após a ditadura do proletariado, imposta pelas exigências da revolução socialista, emergiria o Estado feliz e paradisíaco da liberdade. Um Estado sem explorados e sem exploradores. Era esse o resumo da cartilha marxista. Todavia, malgrado a queda, sempre existirão pessoas com tendência a considerar o comunismo como um tribunal inevitável para as mazelas do capitalismo, de antemão condenado.

Embora a caminhada para a utopia tenha sido uma viagem efêmera, muitas pessoas ainda não se desvencilharam dela e não desistiram de tentar de novo, num boca-a-boca, tentando reanimar a doutrina, seja fazendo um balanço das perdas com a experiência vivida, seja retomando-a a partir do ponto em que ela teria sido desviada do destino correto. Isso levaria, inevitavelmente, a um retorno a Marx. Um retorno ao Século XIX.

Para os comunistas, o momento ainda é de depressão, depois da euforia provocada pelo marxismo-leninismo, pelo pensamento de Mão-Tsetung, pelo guevarismo, pelo fidelismo, pelo gramscianismo, pelo trotskismo e, enfim, pelo eurocomunismo, o momento atual, ainda é de uma grande ressaca, pois, afinal, não foram eles que abandonaram o comunismo. O comunismo foi quem os abandonou.

Todavia, isso provavelmente não irá durar muito, pois não há como deixar de admitir que sempre existirão partidos de esquerda, pois a sociedade, qualquer que ela seja, “produz desigualdades assim como combustíveis fósseis produzem poluição” (frase do historiador marxista Eric Hobsbawn).

Mas, como chegar às transformações que o partido requer? Com que mesclas de idealismo e realismo ele deveria passar a atuar? São perguntas ainda sem resposta.

Afinal, o comunismo morreu? Em termos, pois seu cadáver permanece insepulto, pois como idéia-força ele deixou profundas e extensas raízes em todo o mundo. Fracassou, isso sim, um tipo de comunismo, aquele que realmente existiu, como nossa geração é testemunha privilegiada. Foi o fim de uma época histórica, que não voltará.

Uma das questões fundamentais para que os comunistas voltem às atividades tem que ser um ajuste de contas entre eles próprios, medindo suas insuficiências, restaurando seus perfis e aprendendo a conviver com a sociedade e não apenas com o seleto grupinho de dirigentes, e fazendo uma revisão do que até aqui foi entendido como socialismo.

Sem pluralismo, sem liberdade de expressão, sem a livre circulação de idéias, sem democracia, sem a participação democrática dos filiados nas grandes questões, em substituição às propostas de “Resoluções Políticas” definidas por restritos Comitês, sem que os dirigentes sejam realmente eleitos pelos filiados e não por listas adrede preparadas pelo aparelho dirigente ou por cooptação, o comunismo não terá condições de ressurgir.

Nesse sentido, não há como negar que a União Soviética prestou um relevante serviço à humanidade, comprovando, na prática, que o socialismo não funciona, pois constituiu uma sociedade que entregou ao partido as decisões econômicas e o controle sobre a vida das pessoas. E ao Estado, a propriedade dos meios de produção.

A lucidez para encarar a falência da doutrina científica, neste início de Século, é uma necessidade intelectual e política, embora seja necessário reconhecer que um partido concebido para derrubar um sistema político-social e implantar outro, seu antípoda, tenha exigência distintas daquelas dos partidos tradicionais, e que o abandono dessas exigências implicaria em renunciar aos dogmas fundamentais da doutrina.

24 de maio de 2014
Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.

UM CONTO DE DOIS PARTIDOS


 

Vermelho ou azul? PT ou PSDB? O PT controla o governo federal há quase 12 anos; o PSDB o controlou durante os oito anos anteriores. Lula e FH polarizam paixões políticas conflitantes. Não por acaso, a análise política convencional, refratada pela imprensa e nas redes sociais, costuma retratar o sistema político brasileiro à luz do modelo bipartidário.

A série histórica de pesquisas do Ibope evidencia que esse modelo chegou a funcionar como uma simplificação razoável ao longo dos mandatos de FH, mas se tornou completamente inadequado desde a ascensão de Lula ao Palácio do Planalto. Hoje, só existe um grande partido nacional, que é o PT. Entretanto, o partido dominante ingressou numa nítida, talvez irreversível, trajetória de declínio.

Uma pesquisa realizada em 1988, nos meses derradeiros da Assembleia Constituinte, revelou que o PSDB tinha a preferência de quase 25% dos eleitores, enquanto o PT contava com apenas 12%. Contudo, os dois partidos percorriam trajetórias históricas inversas: em 1995, no início do primeiro governo FH, o PT assumiu a dianteira com 22% das preferências, e, em 1999, menos de um ano após a reeleição, a disputa estava igualada, com 18% para cada um. Três anos mais tarde, durante a campanha que conduziria Lula à Presidência e impulsionado pelas crises do segundo mandato tucano, o PT atingiu o seu apogeu, convertendo-se no partido de 34% do eleitorado.

Três governos petistas sucessivos inverteram o sentido da trajetória. A última pesquisa da série, realizada em março, mostrou o PT de volta a 1995: são 21% os que, hoje, preferem o partido. Contudo, o retorno às taxas de duas décadas atrás é uma ilusão estatística. A base eleitoral petista sofreu mudanças dramáticas no plano etário. No período 1995-2002, tempos de oposição a FH, os jovens com até 24 anos representavam 27% dos eleitores do partido, mais que os 25% de eleitores com mais de 40 anos. Hoje, em contraste, entre os que declaram voto no PT, apenas 17% são jovens, enquanto 38% têm mais de 45 anos.

A distribuição etária do eleitorado petista é um espelho bastante fiel da pirâmide etária brasileira. De um lado, isso atesta o enraizamento social do partido, que é um traço marcante na paisagem política do país. De outro, indica que o PT não mais se identifica com a aspiração de mudança. O partido de Lula converteu-se em pilar da ordem — ou melhor, da “velha ordem’’. Sua mais recente peça de propaganda tenta atemorizar os espectadores contrapondo o presente (supostamente estável e próspero) ao passado (supostamente desastroso). A renúncia ao discurso sobre o futuro, mesmo se justificado pelas circunstâncias perigosas que cercam a campanha de reeleição de Dilma, atesta o encerramento de um ciclo. No fim, o medo derrotou a esperança.

A base eleitoral petista também se deslocou regionalmente. Em 1995, o Sudeste concentrava mais da metade do eleitorado do partido e o Nordeste, apenas 24%. Hoje, são 43% e 32%. No Sul, estão apenas 9% dos que declaram voto no PT. O partido de Lula nasceu em São Paulo e se consolidou com os triunfos eleitorais de Luiza Erundina, na capital paulista, e de Olívio Dutra, em Porto Alegre, ambos em 1988.

Na última década, a preferência pelo partido tornou-se mais rarefeita na heterogênea classe média do Centro-Sul, que abrange os trabalhadores qualificados. Ao mesmo tempo, expandiu-se no Nordeste, região mais dependente das transferências de recursos do governo federal, sob o influxo tanto dos aumentos reais no salário mínimo e nas aposentadorias quanto no Bolsa Família. A relativa “nordestinização” do PT não indica força: eleitoralmente, o partido depende cada vez mais do controle da máquina de Estado.

O declínio petista não foi replicado por uma recuperação dos tucanos. Ao contrário do que sugeriria o modelo bipartidário, a curva histórica declinante do PSDB acentuou-se ao longo dos governos petistas. Dos 18% do eleitorado de 1999, o partido de FH recuou para 14%, em 2001, e 8%, em 2006, quando foi ultrapassado pelo PMDB, até atingir a melancólica marca dos atuais 5%. Em contraste com o PT, os tucanos fracassaram no imperativo de formular uma narrativa política oposicionista — um fracasso, aliás, patente durante as campanhas presidenciais de Geraldo Alckmin e José Serra. O eleitorado que debandou do PT não rumou para a esquerda, como atesta a crônica fraqueza do PSOL, mas dispersou-se e, em parte, dirigiu-se para a utopia gelatinosa de Marina Silva. Já o PSDB parece ter perdido simpatizantes para todos os demais partidos — e, em especial, para a aversão profunda ao sistema político-partidário tão bem exposta durante as “jornadas de junho” do ano passado.

O panorama político não pode ser descrito nos termos do modelo bipartidário, mas exibe notável polarização. O Brasil tem um único grande partido nacional, mas também uma disseminada resistência à hegemonia petista. FH se elegeu e se reelegeu no primeiro turno. Lula só carimbou a reeleição no segundo turno e Dilma, igualmente, precisou dele — apesar, nos dois casos, das conjunturas econômicas favoráveis que impulsionavam as candidaturas governistas e da notória ausência de um discurso oposicionista coerente. O projeto continuísta de Dilma enfrenta o desafio da reversão do ciclo econômico, mas, ainda assim, pode ter sucesso, pois o PSDB carrega o fardo da reiterada incompetência de fazer oposição.

As sondagens eleitorais descortinam um cenário atravessado pela aspiração de mudança. Diferentemente de 2006 e 2010, a derrota do governo seria um resultado mais normal que a vitória nas eleições que se avizinham. Contudo, um triunfo tucano depende crucialmente da capacidade de Aécio Neves produzir uma pequena mágica: o candidato precisaria conectar-se com as ruas, dizendo em poucos meses aquilo que seu partido não disse em tantos anos. Na TV, o PT acaba de desafiá-lo a fazer isso.

24 de maio de 2014
Demétrio Magnoli é sociólogo. Originalmente publicado em O Globo em 22 de maio de 2014

O LEGADO



 
Todo o mundo tem o direito de criar um movimento de protesto. Ninguém é obrigado a ficar satisfeito com seu salário ou com suas condições de trabalho. O problema é quando quem protesta se leva tão a sério que resolve batizar seu movimento. Nos últimos dias, temos convivido com bobagens como o Movimento de Decoração AntiCopa e o Dia Internacional da Luta Contra a Copa. Acho que é esse o principal legado da Copa: movimentos de protesto  batizados com nomes ridículos.

Não é o que a gente esperava. Há sete anos, nossas autoridades políticas e esportivas nos convenceram de que sairíamos deste campeonato mundial de futebol com a Baía da Guanabara despoluída, o metrô do Rio chegando à Barra, o Aeroporto do Galeão com alguma escada rolante funcionando. Foi muita ingenuidade. A Copa está aí, e a gente não tem nem todos os estádios prontos. Pra falar a verdade, a gente nem precisava de tantos estádios. Mas o Brasil é superlativo, quis fazer a Copa das Copas e está se conformando com uma Copinha.

Em entrevista na última terça-feira, a presidente Dilma, garantindo que os brasileiros tratarão bem os turistas estrangeiros que vierem para a Copa, disse que “é uma postura que é necessária que tenhamos todos e isso vai ser um critério para ver como esse país é capaz de receber bem”. Quando ouço a presidente Dilma, sempre fico em dúvida sobre qual língua ela está falando. Português, tenho certeza  que não é. Mas o que não me deixa dúvida alguma é de quanto ela é cara de pau. Na mesma entrevista, disse que os aeroportos estão “encaminhados”. Como é que é? Falta menos de um mês para a Copa e ela acha que o governo cumpriu seu papel com “aeroportos encaminhados” ? O Galeão reformado foi uma promessa de Dilma, de Lula, de Sergio Cabral e de Eduardo Paes. Governos federal, estadual e municipal se juntaram para dizer que o campo de pouso ali na Ilha do Governador seria um modelo para o mundo. Agora, sete anos depois, a Dilma vem dizer que ele está na lista de “aeroportos encaminhados”? É ou não é muita cara de pau?

Este pode ser o legado da Copa: aeroportos encaminhados. Talvez isso signifique um Galeão com áreas obstruídas por tapumes. Não. O Galeão está cheio de tapumes há uns 20 anos.  Esquece, Dilma! Nem isso vai ficar de legado.

Houve quem acreditasse que os legados seriam um tatuzão, pelo menos um tatuzão, e a possibilidade de se abrir um túnel para o metrô em meio a ruas ocupadas por edifícios que já estão lá há décadas. Nada de se preocupar com caminhos alternativos. O tatuzão cava o túnel e não causa danos no que já está construído em cima. Agora, a população de Ipanema descobre que o legado, na verdade, é um buraco de proporções gigantescas na Rua Barão da Torre e prédios residenciais perigosamente abalados por rachaduras enormes.

Os Jogos Pan-Americanos já foram realizados no Rio e não deixaram legado. A Copa do Mundo acontecerá em 12 cidades (um exagero!) e, até agora, nada indica que deixará algum legado em alguma delas. Ainda faltam dois anos para os Jogos Olímpicos chegarem ao Rio, mas a cidade ainda não mostrou que é capaz de preparar algum legado para quando eles acabarem. Sei lá. Vai ver que a gente gosta só de festa. Vai ver que o legado, a parte séria dessas competições internacionais, dá muito trabalho. O certo é que, pelo visto, Rio de Janeiro e legado não combinam. Poucas cidades do mundo têm a chance de organizar, quase ao mesmo tempo, as  maiores competições esportivas do planeta. Nenhuma cidade do mundo perderia a chance de se aproveitar disso. O Rio perdeu.

24 de maio de 2014
Artur Xexéo é jornalista-colunista de O Globo.

CUBA: UMA NAÇÃO QUE AGONIZA

 
 
                              
               
               

 
Médico salvadoreño narra las impresiones de su viaje a Cuba.
Hablar de Cuba es hablar de un paraíso donde la belleza natural se entremezcla con el sueño de todo un pueblo bueno y trabajador.

Estoy sentado en el balcón de un hotel de La Habana, viendo uno de los atardeceres más alucinantes que jamás haya imaginado, con una mezcla de sentimientos tan fuertes como el olor de los puros cubanos. Pensé que escribir unas líneas sobre Cuba iba ser de lo más sencillo después de estar aquí por 2 semanas, pero es difícil ser objetivo cuando las ideas se nublan y los ojos se humedecen constantemente con la cantidad de sensaciones vividas en estos días. Fui invitado por las autoridades de salud de este bello país con motivo de un congreso médico, organizado por los galenos cubanos.

En el congreso tuve la oportunidad de ver al legendario Fidel Castro, que no es más que los miserables restos de un fanático anciano de lo que ha de haber sido un fornido guerrillero. Llegó fuertemente custodiado en su caravana de tres grandes Mercedes Benz negros, iguales a los que utilizó el general Pinochet y también Idi Amin, dictador del África y asesino legendario. Casualidades de la vida, pensé.

Vi y escuché a un fanático anciano vestido de verde olivo hablar confusamente en el foro por más de una hora sobre mil cosas, palabras sueltas, huecas de sentido, sin mensaje alguno, desde la guerra en Irak hasta el bloqueo de Cuba.

Como médico llegué a Cuba sabiendo que si bien aquí no habría libertades, el sistema de salud era uno de los mejores del mundo, pues así lo reflejan sus indicadores de salud y sociales y nos lo repiten constantemente los dirigentes del FMLN.

No sé qué parámetros utilizan los políticos en Cuba, pero ayer un niño que parecía de siete años me contó que acababa de cumplir 15 años, y en sus pellejos traslucía una desnutrición severa y crónica además de un sin número de enfermedades crónicas ya controladas desde hace muchos años fuera de Cuba.

Pedimos visitar un hospital y recién a los 4 días del pedido se nos llevó a un hospital turístico exclusivo para extranjeros, elegante e impecablemente limpio (administrado y manejado por médicos españoles), para después enterarnos que los hospitales públicos están paupérrimos y se ven mucho más destrozados que nuestro hospital Rosales.

Los Hospitales para el pueblo cubano son viejos y sucios, sus instrumentos pertenecen a una era acabada hace 50 años, con filas eternas de gente esperando ser atendida, escasos de medicinas y con un personal de salud exigiendo, por debajo de la mesa, algunos dólares extras a los usuarios si quiere que el enfermo se atienda oportunamente y con mejores medicinas que la tradicional aspirina. El día de la visita me enteré que no se podía operar porque hacía una semana que no había OXIGENO.

Y mi mayor sorpresa fue saber que un médico especialista gana por mes la cuantiosa suma de $ 20. Así es, 20 dólares al mes, cuando una botella de agua cuesta 1 dólar en la calle. Agua que no se puede tomar del chorro pues está contaminada, según nos advirtieron los colegas de Cuba. Aun no me recuperaba de mi sorpresa cuando me enteré que cualquier belleza cubana y de las que hay muchas, se entrega a cualquier extranjero por $ 5 dólares sin pensarlo dos veces aun poniendo en peligro su salud (le sería imposible conseguir medicamentos para una Blenorragia, ni que hablar de una sífilis o SIDA) y su libertad por varios años en prisión por prostitución con extranjeros.

Si todo esto sucede en La Habana, no me imagino lo que será en las provincias rurales. En Cuba verdaderamente no hay mendigos harapientos, ni niños descalzos deambulando por las calles.
Pero sobran los viejos, jóvenes y niños que se acercan a los turistas en los restaurantes rogando por unas monedas o un pedazo de pan.

Los turistas tienen acceso a los lugares creados exclusivamente para ellos, hoteles gigantescos, restaurantes de lujo, todo en dólares por supuesto. Los cubanos solo pueden ser testigos pasivos de la buena vida que se ofrece al extranjero. Como me comentó un taxista, con los ojos humedecidos por la rabia y la tristeza: acá los turistas son los humanos y nosotros somos los extraterrestres, o peor que animales.

Descubrir Cuba y su gente es descubrir el heroísmo y la valentía de un pueblo que sobrevive en un régimen de opresión, miedo y miseria. Gracias al auge del turismo que hay en este país, los cubanos pueden ver ahora las diferencias entre ellos y el mundo libre.

Al bajar del avión se me acercó calladamente un señor y luego de preguntarme de dónde era, me pidió un periódico de El Salvador; están hambrientos de noticias reales del mundo real, no de este fantasma creado por sus fanáticas autoridades, que acá ya nadie se la cree.

Muchos me han preguntado por nuestro ex-presidente Flores; quieren saber cómo es su personalidad; están impresionados con él, ya que es el único que ha puesto a Fidel en su sitio.

De esto se han enterado porque alguien les ha contado, ya que esta noticia, como muchas otras, nunca se transmitió en Cuba.

La semana pasada fueron fusilados en La Habana tres jóvenes porque soñando con su libertad, trataron de huir de Cuba en una lancha robada. Por este grave delito, fueron juzgados en un día y 24 horas... después, fusilados salvajemente y en público, como ejemplo para el pueblo de lo que le puede suceder al que esté en contra del régimen.

Cuando me contaba este injusto hecho, una hermosa cubana con una mirada conformista, sólo se me ocurrió decirle que hay que tener fe en que las cosas van a cambiar pronto. Qué estúpido me sentí cuando me contestó que eso esperan desde hace 52 años y acá siguen muriendo muchos. Unos a tiros, como estos tres jóvenes y cientos que viven pero les han fusilado la esperanza de ser libres, trabajar y superarse, de exigir sus derechos sin ser reprimidos.

Pero sería injusto hablar de Cuba y sólo mencionar las miserias de un régimen obsoleto y tirano.
Y AHORA siguen Venezuela, Argentina, Ecuador, Bolivia-Nicaragua, y si se descuidan también México.

Hablar de Cuba es hablar, del ritmo y de la calidez de su gente, de la mirada buena y perdida de su pueblo, de las bellezas de sus calles con olor a sal, tabaco y ron.

Hablar de Cuba es hablar de un paraíso donde la belleza natural se entremezcla con el sueño de todo un pueblo bueno que sigue esperando su verdadera revolución...

Dr. Rodrigo Siman Siri. Director Nacional Programa Nacional de
Infecciones de Transmisión Sexual ITS/VIH/SIDA
MINISTERIO DE SALUD, EL SALVADOR
*Médico Pediatra"
 
 
 
CONSEJO... Cuando algo no sea justo no puedes guardar silencio...
 
24 de maio de 2014
recebido por email
 
http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2014/05/cuba-uma-nacao-que-agoniza.html