"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A SEDE BRASILEIRA POR SANGUE VENEZUELANO

                     
          Artigos - Governo do PT        

A essas “organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores” que tão diligentemente apóiam o regime criminoso de Nicolás Maduro, quero lembrar que o sangue de Jimmy Vargas, Génesis Carmona e Jhony Carvallo estão em suas mãos.


O governo venezuelano tem mostrado há semanas, de maneira claríssima e indisfarçável, o seu verdadeiro caráter. O regime comandado por Nicolás Maduro tem utilizado todo seu aparato oficial e extra-oficial de repressão sem nenhum pudor: a Guarda Nacional Bolivariana – que é uma filha diletíssima da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana – tem atuado de maneira sanguinolenta na contenção dos maciços protestos populares; grupos paramilitares – como os coletivos La Piedrita e Tupamaros –, treinados e armados pelo regime bolivariano, espalham o terror em ataques móveis, atirando a esmo contra os manifestantes e executando-os a sangue frio; esquadrões militares cubanos enviados pelos irmãos Castro agem no seqüestro de alvos importantes para o governo venezuelano, como foi o caso do General de Brigada Ángel Vivas – que resistiu bravamente, mesmo que isso lhe tivesse custado a própria vida. Se ainda havia alguma dúvida sobre o caráter totalitário do governo venezuelano, que desde Chávez mergulhou aquele país numa crise social e econômica sem precedentes na história da Venezuela, não resta mais dúvida alguma.
Coletivo La Piedrita e suas crianças milicianas devidamente armadas.
General de Brigada Ángel Omar Vivas Perdomo resistindo
às forças cubanas que,a mando de Maduro, tentavam prendê-lo.

Ainda que a frágil máscara de democracia do regime venezuelano tenha sido totalmente obliterada pelos recentes acontecimentos naquele país, e apesar da profusão de fotografias e vídeos amadores que, graças à internet, tem rodado o mundo – afinal de contas, o governo bolivariano da Venezuela tem “democraticamente” cerceado o exercício da imprensa local e internacional –, um grupo de grandes organizações de “movimentos sociais” entregou à missão diplomática venezuelana no Brasil uma carta de apoio ao regime de Maduro. A carta foi publicada originalmente em espanhol no site da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela no Brasil. Abaixo, segue a íntegra da tradução para o português (grifos meus):

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Carta ao Presidente Nicolás Maduro e ao Povo Venezuelano

Nós, dirigente das organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores que acompanhamos a campanha “Brasil está com Chávez”, vemos com muita preocupação os recentes acontecimentos na Venezuela e alertamos o povo brasileiro sobre mais uma nova tentativa antidemocrática para derrubar o Governo Bolivariano da Venezuela.

Há vários meses acompanhamos a situação Venezuela e sabemos dos embates de setores da elite, com interesses econômicos contrários aos da maioria da população, que têm promovido uma “guerra econômica”, promovendo a especulação, o desabastecimento e a inflação excessiva de preços, prejudicando a grande parte da sociedade venezuelana.

Esses grupos opositores tentam responsabilizar o Governo pela situação econômica, assim como por outros problemas no país e, sob essa alegação, em 12 de fevereiro passado, marcharam em protesto por várias cidades do país. A intenção dos líderes opositores, como o ex-prefeito de Chacao, Leopoldo López, era a de permanecer na rua até conseguir “a saída” do governo atual.

A maioria dos participantes foi de estudantes e as manifestações, em sua maior parte, ocorreram de maneira pacífica até que grupos violentos provocaram ações como o confronto com as forças de segurança, ataques contra o Ministério Público, o assalto à residência do Governador do estado de Táchira, a depredação do Metrô de Caracas e do serviço de Metrobus com passageiros a bordo, entre outros. Como resultado, três pessoas foram mortas e mais de 60 ficaram feridas.

Posteriormente, iniciou-se de imediato uma campanha nas redes sociais afirmando falsamente que na Venezuela havia uma repressão massiva contra os estudantes. Fomos testemunhas do uso de inúmeras imagens manipuladas para condicionar a opinião pública internacional contra o Governo venezuelano. Os Estados Unidos, de maneira pública e privada, também se manifestou contra o governo do presidente Nicolás Maduro, exigindo mudanças em suas políticas.

A coincidência conjuntural de todos esses elementos lembra velhas fórmulas golpistas já vividas em nossa região e em outros lugares do mundo. Isso nos obriga a pensar que existe uma possibilidade real de que setores extremistas da oposição venezuelana e interesses estrangeiros estejam tentando forçar uma saída não-constitucional ao Governo Bolivariano. Por isso, consideramos importante fazer um chamado de alerta à população brasileira para que acompanhe de perto os acontecimentos e manifestamos nossa solidariedade ao povo venezuelano nesta hora difícil.

Sabemos que todas as venezuelanas e venezuelanos têm o direito legítimo de protestar e que isso está garantido na Constituição de 1999, que, ademais, é uma das mais avançadas do mundo em termos de participação popular na política e na sociedade. Não obstante, o direito de manifestação não pode ser usado para justificar atos de violência, nem para promover uma saída golpista, não-constitucional e antidemocrática ao governo atual.

Apoiamos o direito das venezuelanas e dos venezuelanos de decidir seu futuro político dentro do marco legal da Constituição e mediante os mecanismos eleitorais e participativos previstos, como o referendo revogatório.

Repudiamos os atos de violência ocorridos nos últimos dias e manifestamos nossa completa solidariedade aos familiares das vítimas.

Repudiamos também a campanha nas redes sociais e a cobertura parcial e tendenciosa dos meios de comunicação que distorcem a realidade venezuelana para satanizar o governo do Presidente Nicolás Maduro.

Repudiamos qualquer forma de ingerência por parte do governo dos Estados Unidos ou de qualquer outro país nos assuntos internos da Venezuela.

Clamamos o governo brasileiro a se solidarizar com o governo do Presidente Nicolás Maduro ante os recentes embates e ao povo brasileiro para que não se deixe manipular pela campanha midiática de difamação contra o Governo Bolivariano da Venezuela.

Manifestamos novamente nossa total solidariedade ao Governo Bolivariano, que nos últimos 15 anos, e apesar de repetidas tentativas de desestabilização, alcançou sucessos substanciais em melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, como a erradicação do analfabetismo, a ampliação do cuidado médico e de ingresso nas universidades, a diminuição da pobreza, a democratização das comunicações e, sobretudo, a ampliação dos direitos de participação política de todos os setores da população.

Fazemos um chamado à oposição venezuelana que se mantenha no caminho constitucional e se afaste dos grupos violentos que põem em risco o futuro da democracia venezuelana para todos. Um golpe de Estado na Venezuela seria um retrocesso na consolidação democrática que viemos construindo em toda a região.

Não ao golpismo!
Viva o Povo Venezuelano!

Brasília, 21 de fevereiro de 2014.


Subscrevem:

União Nacional dos Estudantes (UNE)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Consulta Popular
Levante Popular da Juventude
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Campo (MTC)
Via Campesina – Brasil
Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF)
Juventude Revolução
Núcleo de Estudos Cubanos da Universidade de Brasília (Nescuba)
Juventude Libertária Anticapitalista
Marcha Mundial das Mulheres – Distrito Federal
Esquerda Popular Socialista do Partido dos Trabalhadores (EPS/PT)
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf)
Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal
Central de Movimentos Populares do Distrito Federal
Associação Médica Nacional Dra. Maíra Fachioni
Comitê de Defensa da Revolução Cubana Internacionalista
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS)
Movimento Democracia Direta (MDD)
Comitê Brasil está com Chávez


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A UNE, que tem apoiado e participado efusivamente dos protestos promovidos no Brasil desde meados do ano passado – e que não raro respaldou a violência perpetrada por Black Blocs –, não hesitou em dar o seu apoio a um governo que vem, nas últimas semanas, seqüestrando, torturando e assassinando estudantes que protestam de maneira pacífica. Um grupo de pesquisa oficial da Universidade de Brasília, o Núcleo de Estudos Cubanos (do qual já falamos aqui no blog há tempos), também não pensou duas vezes em garantir seu apoio a um governo que tem trucidado impiedosamente a população que deveria proteger. Até mesmo o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal arrogou-se o direito de apoiar um governo que tem sistematicamente ameaçado com demissão e prisão seus servidores públicos que se negarem a participar de manifestações públicas a favor do governo, como aconteceu recentemente aos funcionários da PDVSA.

A essas “organizações políticas, movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores” que tão diligentemente apóiam o regime criminoso de Nicolás Maduro, quero lembrar que o sangue de Jimmy Vargas, Génesis Carmona e Jhony Carvallo estão em suas mãos.
 
Génesis Carmona, Miss Turismo Carabobo 2013, 22 anos,
assassinada por milicianos tupamaros pró-Maduro.
 
Jimmy Vargas, estudante assassinado pela Guarda Bolivariana Nacional,
sendo velado por sua mãe, Cármen González.
 
Jhony Carvallo, 41 anos, executado em Cagua, estado de Aragua,
por forças leais a Nicolás Maduro.

"COMO VENCER A GUERRA CULTURAL" - DE PETER KREEFT


          Artigos - Cultura 
livrokreeftO livro de Peter Kreeft é mais que um chamado à realidade, é uma convocação dos cristãos para a guerra.


A sociedade está em crise, e esta é uma constatação inescusável para qualquer um que se proponha a examinar o mundo à sua volta. Há a banalização da violência e a disseminação da criminalidade.


No entanto, o que mais atormenta as pessoas são as questões sociais e culturais, a reformulação dos valores e da moral. Este movimento não é espontâneo. Não é fruto do “progresso” ou consequência do “desenvolvimento”. É o resultado de uma verdadeira guerra.

Como Vencer a Guerra Cultural é um chamado à realidade. Peter Kreeft - professor de filosofia do Boston College e do King´s College - alerta os incautos e desavisados, os iludidos e conformados, sobretudo os cristãos, que insistem em proclamar paz, paz, paz: estamos em uma guerra e diante de um exército da destruição.
Milícias revolucionárias que – tomadas por um surto psicótico de autodivinização - reivindicam poder para destruir as estruturas sociais – a moral judaico-cristã, denunciada como a fonte e a origem da injustiça e do mal - para erguerem um “novo mundo” das ruínas e dos escombros.

O livro de Peter Kreeft é mais que um chamado à realidade, é uma convocação dos cristãos para a guerra. Os católicos são “pacíficos”, porém, não “pacifistas”, advertia o Papa Paulo VI. Não devem aceitar tudo e qualquer coisa sob o pretexto da “paz” e do “amor”, porque amor também é “luta”. Basta olhar o amor de um pai e de uma mãe pelo filho para reconhecer que ele é uma guerra contra o ódio, a deslealdade e o egoísmo. Não há amor sem odiar o mal – e o maligno - e sem o compromisso com a verdade.

Trata-se de uma guerra espiritual travada no campo de batalha cultural. A lei de Colson – exposta em um diagrama lógico que envolve “Comunidade” versus “Caos” e “Consciência” versus “Polícia” - é um esquema útil para compreender os termos deste conflito. É importante identificar o “inimigo”, mas também os seus colaboradores.
Por isso Kreeft denuncia os “especialistas” e “intelectuais”, que ele chama de “experts”. São agentes que ocupam centros de ensino e universitários, a mídia e a imprensa. Suas armas são artifícios retóricos e pseudofilosofias, utilizados para justificar a “transformação da sociedade” e impor todo tipo de absurdo: desde o aborto – o assassinato de crianças - à revolução sexual gayzista-feminista, o vício das drogas, etc.

Neste conflito o cristão não está desamparado. Ele tem um poderoso estímulo para lançar-se ao combate: o dever de santidade. Seus modelos são os santos e o próprio Filho de Deus. Kreeft desconstrói a imagem “pacifista” de Jesus Cristo, forjada para domesticar os cristãos e que contrasta com Aquele que advertiu: “Mas qualquer um que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar” (Mc 9, 42). Quanto aos santos, não, eles não são ascetas que abandonaram o mundo para uma vida na estratosfera:

“[...] os santos amam a verdadeira paz. Eles também odeiam a falsa paz, a paz baseada em mentiras. Os santos odeiam a violência e a intolerância para com os pecadores. Mas eles odeiam também a tolerância ao pecado. Os santos amam mais os pecadores e menos os pecados do que todas as outras pessoas. Essas duas excentricidades confundem as pessoas e, não raro, as ofendem” (p. 130).

É uma guerra com a espada trazida por Cristo, que separa, de um lado a pessoa, inviolável, mas do outro o pecado – intolerável em pensamentos e palavras, atos e omissões.

Kreeft adverte. Na guerra denunciada não está em jogo apenas a “sociedade”. Estão em risco sobretudo as almas (p. 136). almas conformadas ou que se degradam alimentando-se com uma cultura da morte, com uma “espiritualidade” pueril.
Que investem em uma felicidade forçada e em uma paz fingida. Elas podem estar decidindo a sua eternidade ao disseminar o mal, enquanto muito insistem em escondê-lo ou negá-lo. Para estas almas, mas também para as que preenchem as fileiras do combate, um anúncio sobre a sua condição: “a estrada do paraíso perdido até o paraíso reconquistado está encharcada de sangue.
Bem no centro da história está uma cruz – um símbolo de conflito mais do que qualquer outro” (p. 23). O livro de Kreeft é edificante, porque mostra a dignidade de percorrer este caminho.

27 de fevereiro de 2014
Bruno Braga

KREEFT, Peter. “Como vencer a guerra cultural”: um plano de batalha cristão para uma sociedade em crise. Tradução Márcio Hack. Ecclesiae: São Paulo, 2011.

QUEM SE LEMBRA DO VELHO CLÔ?

Na novela “Fina Estampa”, da Rede Globo, Marcelo Serrado interpreta Crodoaldo Valério. “Crô” - para os íntimos - é um mordomo gay que muito tem contribuído para os índices de audiência da trama. O hipocorístico do nome do personagem, com a troca de uma das letras, remete a uma personalidade homossexual também bastante popular: o falecido Clodovil Hernandes – o velho “Clô”. A associação, no entanto, já não parece tão evidente: não se sabe se por uma consequência do tempo, ou por um propósito não declarado abertamente. 
 

Em favor desta última hipótese, uma de declaração do Deputado Federal e líder do movimento LGBT, Jean Wyllys, pode lançar alguma pista:
 
Antes de mim, teve o Clodovil [Hernandes] (...) Mas ele não encampava a luta do movimento, pelo contrário. Em entrevistas, era radicalmente contra as paradas gays (...) O Deputado Clodovil não oferecia perigo, compreendeu? O problema é chegar aqui e reclamar por direito. [1]
 
A consideração do porta-voz do movimento gay é apenas o rastro a ser seguido para constatar que a diferença com velho Clô não era apenas de “adesão à causa”. Um registro do lançamento da “Frente Parlamentar pela livre expressão sexual”, realizado no Congresso Nacional em 2007 [2], revela divergências mais profundas. Nele Clodovil aparece discursando para a militância gayzista:
 
Eu daria um viva à vida, que seria muito melhor que um viva a qualquer causa (...) Nenhum de nós teria nascido se não houvesse a mãe; então, eu não sei o porquê desta luta – para provar o quê se nós somos filhos de heterossexuais? (...) Isto não é liberdade, está se transformando em libertinagem (...) Esta Parada Gay, eu nunca iria a ela (...) Eu não tenho orgulho nenhum de ser gay, eu tenho orgulho de ser quem eu sou (...) Eu sou a favor da família. Eu acho que eu nasci de um homem normal e de uma mulher normal (...) Eu acredito em Deus. [Os destaques são meus].
 
Enquanto discursava Clodovil era vaiado – e debaixo dos brados de palavras de ordem, abandonou o microfone: “Não adianta, não adianta, realmente (...) vocês sempre entenderão da maneira que convêm a vocês”.
 
Fica claro que as divergências entre Clodovil e o movimento gay – e consequente com um de seus líderes, Jean Wyllys - não esta somente na adesão a “uma causa”, na defesa de uma “bandeira”. Como a militância gayzista é um dos braços do movimento revolucionário, eles têm alguns princípios em comum: atingir a “família tradicional” e a “religião”. No meio da confusão dos protestos e reivindicações a herança do profético manifesto revolucionário marxista - contra a “família burguesa”; contra o “ópio do povo”, a religião - torna-se cada vez mais velada. 
 
Se não é possível destruí-las completamente, é necessário reformular tanto a “família tradicional” quanto a “religião”. No Brasil a primeira já foi atingida com os artifícios e subterfúgios da decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a união homoafetivo como entidade familiar [3]. Quanto à religião, apesar dos insucessos das investidas mais audaciosas – como a do temporariamente suspenso PL-122 -, alguns resultados podem ser constatados – por exemplo, as transformações pelas quais passaram os santos da Igreja Católica na Parada Gay de 2011:
 
 

Em tempos de “transformações”, até mesmo o ator que interpreta o personagem “Crô” é constrangido pelos absurdos e confusões mentais provocados pelas investidas revolucionárias. Hesitante, reforçando o apoio à união homoafetiva e a políticas gayzistas, o ator Marcelo Serrado comete um pecado contra o decálogo “politicamente correto”: ele afirma que não gostaria que sua filha de 7 anos assistisse a um “beijo gay” em uma novela [4]. A patrulha do movimento revolucionário não tardou na censura e crítica – porque para a “transformação do mundo” não pode restar nada daquilo que mesmo o velho, e esquecido, Clô, com suas extravagâncias e afetações, sabia ser fundamental.

 
Referências.
 
[1]. Jean Wyllys em entrevista para a revista “Rolling Stone” [http://www.rollingstone.com.br/edicao/59/a-cruzada-libertadora-de-jean-wyllys]. 
 
[3]. Cf. BRAGA, Bruno. “Família do ‘Novo Milênio’?” [http://b-braga.blogspot.com.br/2011/08/familia-do-novo-milenio-bruno-braga.html].
 
[4]. Cf. Jornal “Folha de São Paulo”, 08 de Janeiro de 2012.
 
27 de fevereiro de 2014

DISCUTINDO COMIGO MESMO

 

a1

Eu já me exasperei muito na vida. Hoje procuro conter-me.
Assisti à minha dose de revoluções e vi que o mais que se consegue com elas, em matéria de progresso institucional, é perder tempo. Mas é possível dispensar a revolução num país como este?

Hoje, por exemplo, foi dia. Como não me exasperar vendo aqui na TV o espetáculo revoltante dos quinta-colunas plantados dentro do STF pelo PT com a missão explícita de desmontar essa instituição, invalidar suas decisões mais recentes e importantes e, com isso, matar a função do Poder Judiciário num país em que o Legislativo já é um cadáver afogado em dinheiro e que beira o estado de anomia?

a1

Tudo isso poucas horas depois de ter comentado na Radio Bandeirantes o fato de um prisioneiro condenado, o sr. Delúbio Soares, ter derrubado dois diretores da prisão em que está enjaulado porque tem costas quentes da Presidência da República para baixo para desafia-los e manter privilégios inaceitáveis. E ainda estomagado por ter tido de tragar ainda ontem a arrogante resposta das mais altas autoridades da republica petista  - “É isso mesmo, e daí?” – à  descoberta de que a horda do MST que, ha alguns dias, marchou sobre Brasilia e tentou invadir o Supremo Tribunal Federal foi financiada por verbas públicas!
Só tendo sangue de barata!

O que eu ia escrever hoje parava no esbarro que dei com a origem de uma citação recorrente de que poucos conhecem a origem.

a1

Eram só os cinco parágrafos que destaco a seguir em itálico:

“Nos meados de janeiro, voltando das férias onde andei dando uns mergulhos na História do Brasil, escrevi o artigo “Abaixo a revolução” (aqui) comparando a história das instituições latinas e saxônicas e mostrando que a nossa marca recorrente é a da ruptura e a da revolução enquanto a deles é a da continuidade, tudo isso para concluir que, não por acaso, uma conduziu à democracia e aquela que mais grita e derrama sangue em seu nome não.
Hoje de manhã deparei-me com uma citação de George Santayana, espanhol de origem mas que passou boa parte da vida nos EUA e pensou e escreveu sua obra em inglês, que eu mesmo já repeti centenas de vezes sem nunca ter sabido de onde vinha e, muito menos, qual era o contexto em que se inseria.

a1

Ela resume a essência do que tentei dizer naquele artigo com muito mais precisão e muito menos palavras, pelo que eu humildemente ofereço-a a vocês.

“O progresso não pode ser identificado à mudança; ao contrário ele é fruto da capacidade de reter e acumular experiência. Quando a mudança é radical não fica nada para ser melhorado e, consequentemente, não se pode fixar um direcionamento para fazer com que aquilo que já não existe se torne melhor: e onde a experiência não se fixa e perde-se após cada ato, como acontece entre selvagens, a infância se perpetua. Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”.

a1

Ele está indiscutivelmente certo e a História está aí para confirma-lo. Não é uma teoria. O que ele afirma é uma constatação, de modo que não se trata de renegar o que eu disse no artigo citado.

Mas enquanto eu editava essa materícula a televisão, aqui no canto do meu olho, despejava-me no fígado a imoralidade flácida e melíflua desse senhor Barroso que dona Dilma plantou no STF, como disse o ministro Joaquim com palavras mais brandas, porque ele concordou em entregar antes o voto que vendeu e depositou ontem.

Não ha, honestamente, como não entender a exasperação do ministro Joaquim Barbosa diante do cinismo dos quinta colunas com que se tem enfrentado, sobretudo pela tática dessa “polidez” pastosa que empregam, naquela velha tradição ibérica do “hímen complacente” que se deixa penetrar por todos os buracos mas volta sempre, com cara de santo, ao “estado de virgindade“.

a1

O ministro Joaquim tenta fazer valer a lei, por dentro de canais institucionais torcidos exatamente para manter  ”quem pode” fora do alcance dela, a exemplo do que fizeram, ha mais de 400 anos, os juristas que plantaram a pedra fundamental da democracia moderna na Inglaterra seiscentista submetendo o rei.

Eles conseguiram. Mas naquele exato momento, lá vão 400 anos, a latinidade deu um “cavalo-de-pau” na pista do progresso institucional e passou a seguir no rumo contrário. Desde então, a continuidade, aqui, consiste em permanecer na iniquidade. E como permanecemos nela desde sempre, é só no refino da iniquidade que temos “retido e acumulado experiência“.

Como inverter novamente o rumo sem uma revolução? E, se fizermos mais uma, como acumular experiência para um progresso real das instituições com a suspensão da vigência das instituições que é o que caracteriza a revolução?

a1

Eis aí inteiro, portanto, o dilema latino. Eis aí o drama em que se tem debatido o Brasil honesto, intensamente vivido por quatro gerações de minha família, em que a esquerda honesta e os liberais honestos, aquela meia dúzia de sempre, vão sendo empurrados pelo desespero da resistência mole do “hímen complacente” dos carcomidos da hora até pescarem alguém das bordas da política, tentando convencer-se de que é um laivo de virtude aquilo que, na verdade, são apenas vícios que ainda não tiveram a chance de se revelar, e contribuir contrafeitos para coloca-los em posição de se mostrar os carcomidos que são, acabando, ao fim de tudo, os dois – liberais e esquerdistas honestos – por seguir juntos para o degredo pela mão do novo monstrinho que seu desespero acabou ajudando a criar.
Foi assim com a República, foi assim com Getúlio Vargas, foi assim com os militares, foi assim com Collor, foi assim com o PT.

a1

Quem sabe, neste país dos avessos, a solução venha agora com uma revoluçãozinha encerrada dentro dos limites das prisões, como esta que os dois diretores demitidos por Delúbio estão dizendo ao país que não poderão conter se as coisas continuarem como vão, para mostrar ao mundo aqui de fora que esse tipo de crime já nem o crime admite?
Ou será que eles vão conseguir esculhambar até mesmo a ancestral e implacável “Lei do cão“?

Sei lá!
Não é atoa que as ruas estão pegando fogo. Vai piorar muito antes de melhorar!

27 de fevereiro de 2014
vespeiro

VERGONHA!


BRASIL UM PAÍS DE JUSTIÇA SÓ PARA PPP (POBRE, PRETO E PUTAS).


TEMPO REAL Maioria do STF absolve Dirceu e mais 7 do crime de formação de quadrilha
Com os votos de Teori Zavascki e Rosa Weber, placar no Supremo está em 6 a 1. Decisão não tem impacto sobre outras condenações, mas vai reduzir as penas dos réus.

FOTO DO MINISTRO TOFFOLI DO STF  E DO SEU IRMÃO BEIJANDO O DEDO DURO (AGRADECENDO A NOMEAÇÃO DO MANINHO...)
 
 
27 de fevereiro de 2014

ELA FALA PELO BRASIL. QUE DEUS NOS AJUDE!


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SbZIurqJLWo


Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros — e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, "haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países" — reduzindo a UE à categoria de "país".

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: "A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo — derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)". Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são "plantadas pela natureza".

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. "Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali.
O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger." É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que "nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica". Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE "de uma forma mais filosófica" — e, numa frase que faria Kant chorar, disse: "Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial".

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu — isto é, alhos e bugalhos. "Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas.

Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando… aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet."

Há muito mais — tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários — um vexame para o País.

27 de fevereiro de 2014
Editorial do Estadão
 

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Crítica ao “voto político” que poupa a quadrilha do mensalão pode ser a saideira de Barbosa do STF

A revolta contra o que chamou de “voto político” em favor dos réus condenados por formação de quadrilha no mensalão tende a ser um dos últimos gritos de guerra de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Tudo indica que Barbosa vai antecipar sua aposentadoria. Em princípio, não deve encarar a aventura de entrar na política. Mas, até o final de março, tudo pode acontecer. A avaliação geral é que o espectro da ilegitimidade ameaça tomar conta do Brasil, em curto prazo.
 
A provável decisão do STF em favor dos mensaleiros, aliviando a barra na interpretação sobre o que é formação de quadrilha, vai encarar a porteira da impunidade para crimes do colarinho branco no Brasil, beneficiando políticos e empresários parceiros na corrupção. Mesmo após tal advertência feita pelo ministro Luiz Fux, a maioria de seus companheiros preferiu aliviar a punição dos condenados na Ação Penal 470. Decisão nada surpreendente para mortais elevados ao olimpo do Supremo pela canetada do regime petista - em pleno estado autoritário de direito em que vivemos.
Os petistas vão festejar duplamente a antecipada saída de Barbosa. Terão a chance de indicar, bem depressa, mais um apadrinhado para a vaga dele. Será mais um avanço no aparelhamento do STF – que ajudará na maioria folgada em votações polêmicas. E com a saída imediata de Barbosa o comando da Justiça fica com o vice Ricardo Lewandowski – que só assumiria a presidência, normalmente, em novembro. Para completar a festa, no meio do ano, o “ex-petista” José Dias Toffoli assume a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral.
Assim que Barbosa sair, e for indicado mais alguém de confiança do PT para o STF, um dos primeiros passos será a colocação em pauta de votação de um novo questionamento da Lei de Anistia de 1979. O cenário para este previsível espetáculo já está armado pela tal “Justiça de Transição” (aliás, ninguém explica: transição para quê, nem para onde?), que é um movimento patrocinado por uma ONG financiada por recursos transnacionais.
Um de seus alvos principais é acabar, definitivamente, com qualquer hegemonia das forças armadas. A punição exemplar de alguns militares como “criminosos torturadores” simbolizará a desmoralização final da instituição militar – que é a garantidora efetiva da soberania. Viabilizada pela revogação unilateral da Lei de Anistia (punindo apenas os agentes do Estado e não os militantes meliantes de esquerda que roubaram, mataram, sequestraram e praticaram atos de terror na Era pós-1964), a esquerda cumpre seu objetivo primordial no serviço que presta à Oligarquia Financeira Transnacional: queimar o filme dos militares para que não possam esboçar qualquer reação – parecida com a de 1964.
O jogo está manjadíssimo. O primeiro ponto é garantir a hegemonia no Legislativo e avançar na do Judiciário. O segundo é avançar no aparelhamento do Executivo, permanecendo no poder - com a ajuda providencial da fraude eleitoral ou do clientelismo das bolsas vagabundagem que garante o voto de cabresto nas regiões ignorantes do Norte-Nordeste.
 
O terceiro movimento – urgente - é reconquistar a confiança e o apoio da Oligarquia Financeira Transnacional para que tudo isso dê certo e o sistema capimunista continue avançando no Brasil. Se tudo der certo, e Dilma conseguir o milagre de se reeleger, a intenção imediata é a implantação de uma assembleia para reformar a Constituição, para adequá-la aos planos da turma do Foro de São Paulo, que sonha com mais poder e muito dinheiro para viabilizar suas fantasias oníricas.
 
O esquema petralha é ilegítimo, porque não favorece o interesse público e nem garante os direitos individuais. Por isso, tem de ser combatido cirurgicamente. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira precisam focar em uma bandeira imediata: Legitimidade, já! Só a reconquista da Legitimidade no Brasil permitirá avanços institucionais concretos. O ilegítimo e corrupto modelo em vigor só serve à governança do crime organizado, através das diversas quadrilhas, que agora a maioria do STF resolveu perdoar...
 
Legitimidade, já! Sem ela, o Brasil pode mergulhar em um caos institucional que terá repercussões negativas para o resto do mundo. A consolidação autoritária por aqui tende a comprometer a democracia e a sustentabilidade da economia liberal. Só com Legitimidade conseguiremos reformular um projeto nacional federalista, com reformas políticas e tributárias capazes de viabilizar a produção riquezas sob um regime que respeite os valores humanos essenciais.
A Cadeia da Legitimidade vai tirar do poder a petralhada e seus comparsas. Eis a aposta para este ano conturbado e instável de 2014.
 
Mancada Suprema
 
O STF deve dar pelo menos seus votos favoráveis para acatar os embargos infringentes para reverter a condenação por formação de quadrilha de Delúbio Soares, José Genoino, José Dirceu, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.
Ontem, votaram a favor deles os ministros Luiz Roberto Barroso, Cármen Lúcia, José Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.
 
Logo mais, eles devem contar com o reforço de Rosa Weber e Teori Zavascki.
 
Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello sairão derrotados, junto com Joaquim Barbosa e o relator Luiz Fux, na defesa da manutenção da condenação por formação de quadrilha.
Batalha verbal perdida
 
Sinal dos nebulosos tempos políticos em que vivemos foi o embate, ontem, no plenário do STF, entre o presidente Joaquim Barbosa e o ministro Luiz Roberto Barroso.
Barroso argumentou: “O Supremo Tribunal Federal é um espaço da razão pública, e não das paixões inflamadas. Antes de ser exemplar e simbólica, a Justiça precisa ser justa, sob pena de não poder ser nem um bom exemplo nem um bom signo”.
Barbosa retrucou: “O tempo em que essa quadrilha movimentou toda essa montanha de dinheiro (R$ 70 milhões, comprovados), a forma como esse dinheiro era distribuído aos parlamentares, tudo isso foi objeto de debate intenso aqui neste plenário. Agora, Vossa Excelência me chega aqui com uma fórmula prontinha, não é? Já proclamou inclusive o resultado do julgamento. Vossa Excelência já disse qual é o placar antes mesmo de o colegiado ter votado. A sua decisão não é técnica. É simplesmente política. É isso que estou dizendo”.
Barroso devolveu: “Para mal dos pecados de Vossa Excelência, o meu voto vale tanto quanto de Vossa Excelência. O esforço para depreciar quem pensa diferentemente, com todo o respeito, é um déficit civilizatório. Quem pensa diferente de mim só pode estar mal intencionado ou com motivação indevida: é errada essa forma de pensar. Precisamos evoluir. Discutir o argumento e não a pessoa. É assim que se vive civilizadamente”.
 
Pergunta sem resposta
Barbosa atirou novamente: “Em que dispositivo do Código Penal se encontram esses parâmetros tarifários que Vossa Excelência está utilizando no seu voto? Isso não existe. É pura discricionariedade de Vossa Excelência. Admita isso”.
Dias Toffoli saiu em defesa de Barroso, atacando:
“Presidente, vamos ouvir o voto do colega. Todos nós ouvimos Vossa Excelência votar horas e horas, dias e dias, sem interrompê-lo”.
 
Barbosa chutou o balde de Toffoli: “Não seja hipócrita”.
 
Toffoli fez apenas muxoxo: “Vossa Excelência não quer presidir deixando ele proferir o voto. Só porque o voto discorda da opinião de Vossa Excelência!”

Zé Lampião
 
O relator Luiz Fux deixou claro que “a complexidade do esquema, que atendeu a todos e a cada um dos integrantes da quadrilha, retrata a existência de união estável de três ou mais pessoas para o cometimento de crimes”.
 
Fux produziu uma imagem perfeita para defender o absurdo da absolvição aos mensaleiros no crime de quadrilha:
 
“O bando de Lampião trazia desassossego assim que chegava a cidades do interior, ofendendo a paz social. A associação (do mensalão) também trouxe profunda intranquilidade, não para pequenas sociedades, mas para a República, fazendo desmoronar no ideário de todos os cidadãos brasileiros a crença na democracia. Intranquilidade social maior dificilmente ocorrerá”.
 
Já que a maioria do STF preferiu jogar a favor da quadrilha, a previsão otimista de Fux não deve se concretizar...
Ataque aos militares?
As Legiões enxergaram no voto de Luiz Roberto Barroso uma menção indireta ao regime militar:
 
“Por essa razão, continuaremos a viver um abominável espetáculo de hipocrisia, em que todos apontam o dedo para todos, enquanto muitos procuram manter ocultos os seus cadáveres no armário. Pior que tudo: temos um sistema político que não atrai vocações, que não mobiliza a juventude, compreensivelmente afastada pelo medo do contágio das práticas aqui denunciadas e condenadas. Vivemos a derrota do idealismo, diluído no argentarismo e na criminalidade política”.
Barroso insiste em repetir, sempre que pode, a frase “muitos procuram manter ocultos os seus cadáveres no armário”...
 
Erramos feio...
O Alerta Total errou feio na previsão de que o General Carlos Alberto dos Santos Cruz estaria cotado para receber a quarta estrela, em março.
 
O General de Divisão, bem sucedido no comanda da campanha da ONU no Congo, já foi transferido para a reserva em 9 de novembro de 2012.
Pelo erro imperdoável, nosso redator será rebaixado ao posto de cabo da faxina, tão logo possa se alistar no Exército Transnacional que a Unasul pretende criar...
 
Machismo mata

A ousada foto da ativista Sara Winter, do grupo Bastardxs, ganha repercussão mundial, após protesto contra o machismo, no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.
 
O ato foi uma reação a entrevista do ator Bruno Gissoni – que argumentou que “um pouco de machismo faz bem”.
Algemada em uma grade, a ex-ativista do grupo Femen, ficou nua para passar a mensagem de que “machismo mata”...
Mais Médicos para quem precisa...


Dança com Bobos


Libera Geral


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

27 de fevereiro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

JUÍZA PE PRESSIONADA PARA CONDENAR LEOPOLDO LÓPEZ!!!


Essa edição de hoje o Notalatina traz, em primeiro lugar, um vídeo divulgado agora há pouco por NTN24, denunciando algo que já imaginávamos pois é rotina na Venezuela desde os tempos de Chávez. A juíza Yaclenis Tovar Guillén, que julgou e mandou encarcerar Leopoldo López, afirma a Gabriela Amata através de conversas pelo watsap, que sofreu pressões para condená-lo sob ameaça de perder o emprego.
 
Gabriela é venezuelana e amiga de infância da juíza, mas vive nos Estados Unidos e resolveu fazer a denúncia porque acredita que o que se discute hoje acerca do país estão acima de questões pessoais. Além disso, ficou muito chocada com o comportamento ilegal da amiga, pois diz que é uma juíza da República e deveria fazer cumprir a lei.

Recordo que em 2012 apresentei duas denúncias, em 20 de abril e em 10 maio, sobre dois ex-juízes venezuelanos que fugiram para a Costa Rica e lá resolveram falar em juízo que eles próprios cometeram crimes ao sentenciar pessoas inocentes, como os delegados Vivas, Forero e Simonovis, a juíza María Lourdes Afiuni e Alejandro Peña Esclusa, imputando-lhes crimes que eles jamais cometeram.
Eles apresentam as provas de seus delitos afirmando que em todos esses julgamentos e condenações, era Chávez quem decretava quem e por quanto tempo deveria ser condenado. As duas edições podem ser vistas aqui e aqui.
 
Vejam a reportagem de NTN24: 
 
Mas a edição de hoje apresenta outros vídeos e outros comentários, que certamente a imprensa não vai comentar porque são fatos que, ou ela desconhece, ou não está interessada em dar a conhecer. Ontem eu assisti ao vivo pela CNN em Espanhol a magnífica entrevista que Fernando del Rincón fez com o general Ángel Vivas em sua residência em Caracas, depois de tê-la visto pela internet pela manhã. Como os assuntos abordados ontem não davam margem para essa publicação que eu desejava dar destaque, publico-as agora.
 
Fernando não entrevistou apenas o general Vivas. Ele foi ouvir “o outro lado” e entrevistou o líder dos Tupamaros, Alberto “Chino” Carías, ou simplesmente “Comandante Carías”, cujos vídeos seguem após os da entrevista com o general Vivas e que merecem comentários à parte.
O general mostrou-se firme em suas convicções e juramento feito ainda jovem, assim como mantém muito claro o seu dever à legítima defesa de sua casa e sua família.
Disse, com preocupação, que “devemos resgatar a república democrática livre dos poderes estrangeiros que procuram dirigir o destino dos venezuelanos”.
 
Assistam aos vídeos:
 
Ele afirma que não vai se entregar a uma ditadura e que, ademais, o que ele fez foi oferecer aos resistentes conselhos sobre auto-defesa, orientações de como os civis desarmados possam se defender; é sua obrigação como militar.
Agora, não basta apenas imputar ao general crimes que ele não cometeu e mandar caçá-lo como a um marginal, Diosdado Cabello fez um denúncia em seu programa “Con el mazo dando”, onde apresentou a foto de um “arsenal” que, segundo ele, pertencia ao general Vivas e que, portanto, tratava-se de um homem perigosíssimo! 
 
Entretanto, Fernando del Rincón assistiu ao programa e deu-se ao trabalho de pesquisar, pois quando esteve com o general em sua casa viu todas as armas que ele possuía, assim como os registros de cada uma delas. Assistam o desmascaramento feito em um canal de televisão internacional e cuja audiência é altíssima no vídeo abaixo:
 
Na entrevista com “Chino” Carías, o chefe dos Tupamaros nega todas as acusações feitas por Fernando, de que esses bandos armados compartilham com a Guarda Nacional o acosso e assassinatos cometidos contra os estudantes, mas suas palavras tornam-se patéticas porque enquanto ele falava, a CNÑ apresentava cenas já conhecidas do mundo todo.
Nessa entrevista “Chino” afirma que a desestabilização é produto de “para-militares colombianos, pagos por Uribe, o grande narco-traficante colombiano, com o governador Capriles Radonski, María Corina Machado e com setores do braço armado da oposição que se chama “Bandera Roja”. 
 
O curioso a respeito desse bando delinqüencial é que foi aí que Carías iniciou sua vida de terrorista aos 12 anos, conforme ele próprio afirma a Antonio Salas no livro “El Palestino”. Vejamos o que ele disse na página 259, a alguém em quem ele confiava e, portanto, não mentiria:
 
“Aos doze anos, um primo meu se incorporou ao Bandera Roja, nesse momento um partido em armas, que enfrenta as políticas de fome dos governos de turno. E esse idiota me incorporou justo quando mataram Tito González Heredía, um guerrilheiro legendário venezuelano que fundou Bandera Rojas...”. Assistiam a primeira parte dessa entrevista:
   
Na segunda parte Carías continua mentindo e dizendo-se mais pacífico do que Madre Teresa de Calcutá, que não são violentos nem andam armados. “Condenamos a violência, venha de onde vier”, disse ele, acrescentando que os tupamaros não têm relação alguma com o Governo, apenas defendem a Constituição e o legado de Chavez.
Ele é procurado em vários países por suas relações com vários grupos terroristas, como ETA basco, IRA, Hezbolla, etc., além de ser amigo pessoal e ter facilitado para Antonio Salas o encontro com Carlos “o Chacal”. Assistam quanto cinismo:
 
E para encerrar esta edição, apresento um vídeo gravado com “Chino” Carías em 2009, por um canal de televisão do Peru, onde ele esteve visitando os membros do bando terrorista “Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), do qual ele é presidente do capítulo na Venezuela. Aí vocês podem vê-lo como realmente é, o que deseja e como age.
Sem disfarces. Somado aos “Avispas Negras” enviados pelos Castro, fica claro e evidente que Maduro não renuncia nem deixa o poder de forma legal. Beira à patetice ou ao desconhecimento absoluto sobre o regime castro-comunista, o que andam afirmando pela rede que os Castro “já estão abandonando Maduro à própria sorte”. 
 
Bem, mais informações deixo para o meu programa Observatorio Latino na Radio Vox.Fiquem com Deus e até a próxima!
 
27 de fevereiro de 2014
Traduções e comentários: G. Salgueiro