Este é um blog conservador. Um canal de denúncias do falso 'progressismo' e da corrupção que afronta a cidadania. Também não é um blog partidário, visto que os partidos que temos, representam interesses de grupos, e servem para encobrir o oportunismo político de bandidos. Falamos contra corruptos, estelionatários e fraudadores. Replicamos os melhores comentários e análises críticas, bem como textos divergentes, para reflexão do leitor. Além de textos mais amenos... (ou mais ou menos...) .
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
VÃ FILOSOFIA
Os franceses obviamente vivem melhor que os brasileiros. Têm mais renda, empregos bem remunerados, boas aposentadorias, saúde e escola públicas de qualidade, transporte público entre os melhores da Europa e, pois, do mundo, belas estradas. Além disso, os franceses inventaram e cultivam com cuidado e inovação algumas das melhores coisas da vida: a velha e a nova cozinha, os vinhos, os queijos, a moda e o estilo das mulheres. Em resumo: civilização, arte, cultura.
Mas em todas as pesquisas sobre felicidade pessoal — o modo como cada um percebe sua vida e seu futuro — o francês aparece no fim da lista. Declara-se infeliz e, não raro, muito infeliz. Já os brasileiros aparecem nas primeiras colocações.
Na ultima edição do Barômetro Global de Otimismo, do Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN), entre os moradores de 65 países, o brasileiro aparece como o décimo mais feliz. Nada menos que 71% dos brasileiros se declararam satisfeitos com a própria vida.
É verdade que piorou um tanto. Em 2012, 81% se consideravam de bem com a vida. Mas os 71% da ultima pesquisa ainda superam a média mundial.
Aliás, houve aqui um movimento invertido. Se o número de brasileiros felizes caiu no ano passado, no mundo, a porcentagem de felicidade aumentou, de 53% para 60%.
Já na França, apenas 25% dos entrevistados se declararam felizes; 33% consideram-se infelizes; 42% nem uma coisa nem outra, o restante nem respondeu.
Pode-se dizer que a França ainda passa por uma crise longa e dolorosa, com aumento do desemprego. Mas isso ocorreu em praticamente toda a Europa e não cresceu da mesma maneira o número de infelizes.
Na Inglaterra, um país parecido com a França, tirante a comida e os vinhos, 53% se consideram felizes. Na Grécia, onde a crise foi mais devastadora, 30% dos habitantes se consideram felizes, número maior que os infelizes (23%).
E, para complicar de vez a questão, reparem nestes dados: afegãos felizes, 59%; sudaneses do Sul, 53%; palestinos em seus territórios, 20% (só aqui um número menor do que na França).
E então? Na edição especial de fim de ano, a revista “Economist” trouxe um excepcional ensaio sobre a malaise francesa. Tem a ver com a situação atual, mas pouco. Tem também algo a ver com a perda da importância global, inclusive a língua. E muito a ver com a cultura que forma e desenvolve um estado de espírito miserável.
Invertendo os termos, talvez se possa entender por que tantos países emergentes aparecem na ponta do ranking da felicidade. Além do Brasil, estão entre os dez mais animados: Colômbia (86% de moradores felizes), Arábia Saudita (80%), Argentina (78%), México (75%), Índia (74%) e Indonésia (74%).
Os emergentes, com poucas exceções, tiveram desempenho extraordinário desde o inicio deste século. Equilibraram suas economias, eliminaram velhos fantasmas, como a inflação, cresceram, ganharam renda e reduziram o número de pobres. E passaram com menores danos pela crise global justamente porque suas economias estavam com os fundamentos arrumados.
O sentimento geral é de melhora constante, o que deixa o pessoal mais animado em relação ao futuro. A vida normal nos emergentes, digamos assim, é de crescimento e melhora. Há de tudo por fazer e consumir: de metrôs a mais comida; de residências a celulares; de usinas hidrelétricas a motos. Mesmo em um ano fraco, permanece a sensação de que há muita coisa por fazer — e, pois, muitas oportunidades.
Já na Europa rica, parece que está tudo feito e que, daqui em diante, só pode piorar. O pessoal precisa se esforçar para manter o que tem e não sabe se isso é possível. Ou seja, é forte o sentimento de que se perderá algo, inevitavelmente, e que as novas gerações não serão tão ricas quanto a de seus pais.
Resumindo: nos emergentes, os habitantes estão em condições econômicas piores, mas vêm melhorando e mantêm a expectativa de melhora. Nos ricos, a sensação seria a de que a festa está acabando.
Entre os dez de mais bom astral, há apenas dois países ricos, FinIândia (com 78% de felizes) e Dinamarca (74%). Em comum: pequenas nações, pequenas populações, mais fácil de manter o padrão. Explica?
E quem são os mais felizes?
Os 88% dos 890 mil moradores das ilhas de Fiji, no Pacífico Sul. Têm um PIB per capita de 4.500 dólares, o que os classifica como pobres, numa economia dominantemente de subsistência. Passaram por uma sequência de golpes militares, o atual governo é ditadura. O lugar é lindo.
Vai saber.
16 de janeiro de 2014
Carlos Alberto Sardenberg é jornalista.
O Globo
CENTRO DA CIDADE DE SÃO PAULO: ÁREA PRIVATIVA DE CONSUMIDORES DE DROGAS
A declaração absurda de Haddad sobre a Cracolândia
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma piada.
Leio na Folha a declaração que ele deu sobre a Cracolândia:
“Conseguimos mudar a cara da região em apenas dois dias”.
Santo Deus!
Ele se refere ao desmonte de uma favela que havia sido criada praticamente no meio da rua. Criada, atenção!, na sua gestão, sob os seus olhos, sob os cuidados de seu governo inerme.
Moravam lá cerca de 300 pessoas. Haddad resolveu lhes pagar R$ 450 por mês, com casa e comida de graça. Elas, claro!, acharam um bom negócio. Nem mesmo precisam parar de consumir a droga ou fazer tratamento. Nada disso!
O prefeito lhes dará a grana para comprar as pedras — claro, eventualmente, elas podem comprar iogurte.
O resto da Cracolândia segue sendo a miséria de sempre. Mas, para o prefeito, a cara da região já mudou. Faça o seguinte, paulistano: tente transitar ali pela praça Sagrado Coração de Jesus para ver como estão as coisas… Eu estou brincando. Não vá!
A região reúne um público de dois mil dependentes, mais ou menos. Os hotéis de Haddad oferecem abrigo para 300. Atenção! Eles vão dormir lá. Durante o dia, estão circulando pela praça.
E por que o mistificador é tratado por setores da imprensa como um gênio? Em primeiro lugar, afinidades ideológicas. Em segundo, porque a causa de fundo que os une é a descriminação das drogas.
Na prática, o prefeito declarou o Centro da cidade uma área livre para o consumo, com patrocínio público.
Parte do jornalismo acha que isso é progressista.
16 de janeiro de 2014
Reinaldo AzevedoLO
COISA DE 'COMUNA'?
Coisa de "comuna"?
Um tal senhor Gilberto Carvalho, que participava de um evento chamado Congresso Nacional da Juventude Camponesa, e que não se sabe porque é o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse, segundo O Globo, nesta quinta-feira (16), no Recife, que “não convém nenhuma atitude repressiva aos rolezinhos”.
E ainda teria dito que " pode notar de imediato é que o “rolezinho” é “uma manifestação clara da juventude que não tolera mais a limitação de espaços, a segregação de espaços só para aqueles que são bons consumidores, não aceita mais a discriminação por raça, por orientação social, seja o que for”...
Putz! Como é inocente este senhor! Seria conveniente que ele levasse os "sem terra" para invadirem " pacificamente" e "sem segregação de espaços" a sua "Fazendinha".
Que tal Ministro? Não seria uma boa idéia?
O senhor abre a sua casa para os tais "sem teto", a sua Fazenda para os tais "sem terra", e então todos passaremos a concordar, pelo menos em parte, com o senhor!
Sei que o senhor é muito inocente, nada disse por mal, mas este seu discurso ( alguém deve ter lhe ensinado errado, por certo ) é coisa de comunista, de gente irresponsável, não de alguém que preza a democracia, o direito a propriedade, a liberdade do exercício da atividade econômica, aos bons costumes e a paz social.
16 de janeiro de 2014
blog do mario fortes
CONSELHEIROS DA PETROBRAS JÁ SABEM - POR CARTA, QUE TERÃO DE EXPLICAR NA JUSTIÇA, DESMANDOS NA EMPRESA
Dilma e Graça pilotam a Petrobras: investidores pressionam por resultados
O Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa protocolou, nesta quarta-feira (15), carta dirigida individualmente aos dez conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras, colocando-os a par da correspondência encaminhada em 27 de dezembro de 2013 à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que também é integrante de citado “Conselhão”. A mensagem reitera, formalmente, que o Instituto pretende recorrer à Justiça brasileira e norte-americana para pedir a apuração de desmandos de gestão na empresa, solicitando, também, ressarcimento aos acionistas pelos prejuízos gerados.
Receberam a carta os conselheiros Guido Mantega (presidente), Maria das Graças Foster (presidente da empresa), Luciano Coutinho (presidente do BNDES), Francisco de Albuquerque (General de Exército), Sérgio Quintella (empresário), Márcio Zimmermmann (Secretário executivo do Ministério das Minas e Energia, Miriam Belchior (ministra do Planejamento), Jorge Gerdau (empresário), Mauro Cunha (Presidente do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e José Maria Rangel (representante dos empregados da companhia). No documento, foi anexado o artigo publicado no Alerta Total de 6 de janeiro de 2014 com o título “Graça Foster será compelida a falar na Justiça dos EUA sobre sociedadePetrobrás-White Martins na Gemini”.
O artigo mostra o quanto ficou explosiva a situação depois que, em 4 de dezembro último, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu abrir dois processos contra a sociedade: um, para apurar denúncia feita por infração contra a ordem econômica cometida pela Gemini, e o outro, para rever a autorização que o Órgão havia dado (condicionalmente) para a constituição da sociedade entre a Petrobras e a White Martins – empresa que pertence à Praxair, dos EUA.
Além das decisões do Cade, os conselheiros foram colocados diante do fraudulento Acordo de Quotistas que deixou a Gemini refém de sua sócia majoritária, White Martins. Firmado em janeiro de 2004, mais de seis meses antes de o Conselho Diretor da Petrobras autorizar sua participação na sociedade, tal espúrio Acordo permite que a sócia majoritária superfature, ao seu livre arbítrio, contra a sociedade.
Interessante notar que, até hoje, ninguém teve a ousadia de contestar as acusações que comprovam as falcatruas contidas em tal Acordo de Quotistas. Agora, o caso tende a ter repercussões na campanha eleitoral de 2014. O motivo: o acordo foi firmado no período em que a hoje Presidenta Dilma Rousseff acumulava os cargos de Ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
Carta idêntica à dirigida aos conselheiros do Conselho de Administração também foi dirigida aos conselheiros do Conselho Fiscal da Petrobras: Walter Luis Bernardes Albertoni, Reginaldo Ferreira Alexandre, Marisete Fátima Dadald Pereira, César Acosta Rech e Paulo José dos Reis Souza.
Acontece que, diferentemente do Conselho de Administração, que protocolou a carta, o Conselho Fiscal colocou entraves, impossibilitando o seu recebimento. Diante disso, o Instituto fará a carta chegar às pessoas acima relacionadas por outros meios.
Carta aos Conselheiros
É a seguinte a carta assinada pelo presidente do Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa, Romano Guido Allegro:
Em 27 de dezembro de 2013, o Instituto Brasileiro de Ativismo Societário e Governança Corporativa protocolou documento dirigido à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, solicitando esclarecimentos sobre denúncia relativa à Gemini – sociedade da Petrobras com a White Martins para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito.
Conforme consta de referido documento, o Instituto solicitou tais esclarecimentos, pois pretende utilizar os fatos relatados em citada denúncia para subsidiar ações que pretende mover junto à Justiça do Brasil e à Justiça dos Estados Unidos com dois objetivos: 1- defender os interesses dos sócios minoritários da Petrobras; 2- responsabilizar os administradores que prejudicaram a Petrobras e o Brasil.
Transcrevendo a íntegra do documento dirigido pelo Instituto à presidente da Petrobras, e comentando prováveis desdobramentos do mesmo, em 6 de janeiro de 2014, o blog Alerta Total publicou o anexo artigo “Graça Foster será compelida a falar na Justiça dos EUA sobre sociedade Petrobrás-White Martins na Gemini”.
Como entre os prováveis desdobramentos se encontra a oitiva de conselheiros do Conselho de Administração da Petrobras nos processos judiciais a serem movidos pelo Instituto, o artigo anexado concluiu – acertadamente, a nosso ver – que se espera que Graça Foster leve ao conhecimento de seus pares no Conselho os fatos denunciados sobre a sociedade em questão.
Acontece que, conforme informou o artigo, no documento DG&E nº 75/2010, de 02 de dezembro de 2010 – enviado como resposta a uma denúncia de descalabros na mesma Gemini, encaminhada a diversos integrantes do Conselho de Administração da Petrobras – a então diretora de Gás&Energia Graça Foster, afirmou que “os fatos ora noticiados não são novos, bem como todos os esclarecimentos sobre o assunto lhe foram exaustivamente prestados, não restando mais nada a ser acrescentado”.
Considerando que a acima transcrita afirmativa de Graça Foster foi energicamente refutada pelo autor da denúncia aos Conselheiros (o engenheiro João Batista Pereira Vinhosa, o mesmo autor das novas denúncias feitas ao Instituto), considerando, também, que a denúncia apresentada ao Instituto contém gravíssimos fatos novos, e considerando, ainda, que diversos dos atuais conselheiros não integravam o Conselho de Administração da Petrobras à época da afirmativa da então diretora Graça Foster, resolvemos encaminhar a presente correspondência, individualmente, a cada um dos conselheiros.
Finalizando, informamos que cópia desta correspondência será encaminhada ao Procurador da República Marinus Marsico, representante do Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União.
Me dá um dinheiro aí?
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, odiou que o “Relatório Reservado” (newsletter da área de negócios e finanças) tenha divulgado que a empresa está negociando com o China Development Bank um novo e substancial empréstimo de US$ 3 bilhões.
Em 2009, o mesmo banco chinês fez um empréstimo de US$ 10 bilhões à estatal, tudo negociado pelo Barbassa.
Parte expressiva dos recursos novos, além de reforçar o caixa da empresa, deverá ajudar a Petrobras no financiamento das operações no mega campo de Libra, que tem como sócios a anglo-holandesa Shell e os próprios chineses
Além das alturas
Esperança de Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp):
"Ao aumentar em 0,5 ponto percentual a Selic em sua reunião de hoje, o Copom sinaliza sua preocupação com a resistência da inflação, que vem se mantendo elevada apesar do controle de alguns preços públicos e do nível fraco da atividade econômica. É de se esperar que, agora, esse processo de elevação da taxa básica de juros seja interrompido, tendo em vista seu impacto negativo sobre a atividade econômica nos próximos meses. Mais importante do que a alta da Selic para conter a inflação seria a definição, por parte do governo, de uma política fiscal mais apertada baseada na contenção de gastos de custeio",
Como o desgoverno petralha dificilmente fará nada do que recomenda Rogério Amato, podemos esperar novos aumentinhos dos juros, a cada dor de barriga da equipe econômica e dos ortodoxos membros do COPOM do BC do B...
Fuga dos dólares
A incerteza dos investidores com a economia brasileira tem sido a explicação mais comum para justificar a fuga de dólares no começo deste ano reeleitoral.
Neste ano reeleitoral de 2014, o déficit em transações correntes deve ficar em cerca de US$ 76 bilhões e pode levar a uma desvalorização do real, prejudicando, também, o balanço de pagamentos do Brasil.
O Banco Central do Brasil informou que, nos primeiros 10 dias de janeiro, US$ 1,217 bilhão deixou o país, já descontando o que ingressou.
No ano passado, o Brasil registrou a saída de US$ 12,7 bilhões, já descontado o que entrou de moeda americana.
Substituição no Banco do Vaticano
O cardeal brasileiro Dom Odilo Scherer foi tirado pelo Papa Francisco da comissão responsável por supervisionar as operações financeiras do “Banco do Vaticano”.
Também rodou o assistente e secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, que foi amplamente culpado por muitas das falhas administrativas do Vaticano, na gestão Bento 16.
Vaticanistas avaliam que a substituição pode ser considerada uma sinalização de desprestígio de Dom Odilo na Santa Sé...
Novos membros
Apenas o cardeal francês Jean-Louis Tauran permaneceu no cargo de conselheiro do Instituto de Obras Religiosas.
Vai trabalhar junto com os recém nomeados Pietro Parolin (secretário de Estado do vaticano), Santos Abril e Castello (cardeal e amigo pessoal do papa), Christoph Schönborn (cardeal arcebispo de Viena), e Thomas Collins (cardeal arcebispo de Toronto).
No seu estilo direto de gestão, o Papa Francisco espera que os peritos revelem suas primeiras conclusões na próxima reunião de fevereiro do “G8” (grupo de oito cardeais encarregados de reformas no Vaticano).
Pouco a pouco, o Papa vai desmantelando o círculo do ex-secretário de Estado Tarcisio Bertone, frequentemente culpado pelas turbulências no papado de Bento XVI.
Amor pelo emprego
Os boatos de um romance com o presidente francês, François Hollande, custaram à bela atriz Julie Gayet, de 41 anos, um cobiçado cargo em uma instituição cultural francesa em Roma.
O gabinete da ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, negou a oficialização de Julie como membro do corpo de jurados que deve escolher os bolsistas da Villa Médicis, sediada na Itália:
“ Dada a sua carreira como atriz e produtora, Julie Gayet é definitivamente qualificada para o papel. No entanto, devido à atual situação particular não vou convocá-la”.
Explica, Barbosão...
Quando voltar das “férias” na Europa...
O super presidente do STF, Joaquim Barbosa, deverá decidir se manda prender o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), condenado no processo do mensalão.
Barbosa pode determinar o cumprimento da pena de Jefferson em regime domiciliar, devido à condição frágil de saúde do ex-parlamentar, que se trata de um câncer no pâncreas.
Por enquanto, Jefferson aguarda a decisão de Barbosa em liberdade.
Vida dura...
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, receberá R$ R$ 14.142,60 em diárias para trabalhar, entre 20 e 30 de janeiro, em Paris e em Londres.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, receberá R$ R$ 14.142,60 em diárias para trabalhar, entre 20 e 30 de janeiro, em Paris e em Londres.
Oficialmente, as férias de Barbosa foram canceladas para que ele participe de eventos no King's College, na Inglaterra, e na Universidade Paris-Sorbonne, na França.
As duas instituições pagaram as passagens do Barbosa, mas as diárias ficam a cargo do STF.
Coração de estudante
Estudantes da Universidade Gama Filho acamparam em frente ao Palácio do Planalto no início da noite de ontem.
Prometem sair só depois de falar com a Presidenta Dilma Rousseff, cobrando uma solução para o ato autoritário e interventor do MEC, descredenciando a UGF e a UniverCidade – ambas sob gestão do grupo Galileo Educacional.
Dilma deve estar adorando o fato de o MEC ter lhe arranjado mais um problema gratuito, não bastassem os que ela já tem de sobra...
Socorro, Presidentro!
Chamada Geral
Acomodação
Frase do Dia
Desabafo do veterano apresentador de TV Marcos Hummel sobre a conjuntura nacional:
“O futuro do Brasil depende de duas coisas: mais escolas e mais cadeias”.
Desgovernados pelo crime
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
16 de janeiro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
O DIREITO DE INVESTIGAR OS POLÍTICOS
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) espera que a Resolução 23.396, e ditada pelo Tribunal Superior Eleitoral, seja urgentemente revista pelo TSE, priorizando a adequação dos procedimentos de investigação de crimes eleitorais ao sistema investigatório, construído pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código de Processo Penal, em que a autoridade policial é obrigada a instaurar investigação diante de qualquer crime que chegar ao seu conhecimento.
No entendimento da ADPF, ter que esperar pela autorização de um Juiz competente esvaziará o princípio da oportunidade na coleta de provas, além de contrariar a celeridade processual, tão caro nas apurações eleitorais, podendo redundar em impunidade.
Para a ADPF, a criminalidade eleitoral, quando praticada, é bastante complexa, podendo haver forte vinculação aos crimes de corrupção pública. Assim, torna-se necessário uma pronta ação policial com a instauração imediata de procedimento adequado e o devido acompanhamento do Poder Judiciário e do Ministério Público, sendo fundamental a estrita observância dos princípios do Estado Democrático de Direito e da dignidade da pessoa humana.
Diante dessa realidade, acreditamos ser imprescindível que a Polícia Federal possa atuar com liberdade na apuração e investigação de possíveis crimes eleitorais, independente de requisição à autoridade judicial competente.
No entendimento da ADPF, ter que esperar pela autorização de um Juiz competente esvaziará o princípio da oportunidade na coleta de provas, além de contrariar a celeridade processual, tão caro nas apurações eleitorais, podendo redundar em impunidade.
Para a ADPF, a criminalidade eleitoral, quando praticada, é bastante complexa, podendo haver forte vinculação aos crimes de corrupção pública. Assim, torna-se necessário uma pronta ação policial com a instauração imediata de procedimento adequado e o devido acompanhamento do Poder Judiciário e do Ministério Público, sendo fundamental a estrita observância dos princípios do Estado Democrático de Direito e da dignidade da pessoa humana.
Diante dessa realidade, acreditamos ser imprescindível que a Polícia Federal possa atuar com liberdade na apuração e investigação de possíveis crimes eleitorais, independente de requisição à autoridade judicial competente.
16 de janeiro de 2016
Marcos Leôncio Ribeiro, Delegado Federal, é Presidente da ADPF.
Marcos Leôncio Ribeiro, Delegado Federal, é Presidente da ADPF.
SÃO PAULO NÃO É NAIROBI
Tomara que a cena de Nairobi não se repita por aqui...
Imaginem um espaço que, por maior que seja, é fechado...onde não há ventilação natural, onde estão a venda produtos muito caros em lojas de grifes capazes de despertar a cobiça de qualquer um...Pensem num lugar onde a responsabilidade por chamar a polícia é dividida entre vários lojistas e onde a administração geral de tudo não é rapidamente acessível aos consumidores..
Visualizem uma área fechada onde um incêndio pode se propagar rapidamente causando, senão mortes, um grande prejuízo. E onde, acima de tudo, o enfrentamento com forças policiais teria que se dar em ambiente interno...ambiente sem espaço para lançamento de bombas de gás lacrimogêneo ou para usar cães e onde, tradicionalmente, há grande número de mulheres e crianças...Imaginaram tudo isso? Pois bem, o lugar se chama Shopping Center!
Não há como negar: está sendo genial a estratégia da corja petista... Em 2013 levaram o caos às ruas. Apanharam muito da polícia e aprenderam mais ainda com ela. Mudaram o campo de batalha e agora vão atacar o “coração do sistema capitalista”, não é?? Essas instituições “nojentas” e que promovem a “segregação das classes trabalhadoras” - os shoppings.
Talvez a pergunta mais importante que deve ser feita sobre tudo isso seja a seguinte: Quem deu essa idéia a esses marginais que agora provocam os tais “rolezinhos”?? Algum de vocês vai querer me convencer que eles aprenderam tudo isso sozinhos? Que não há absolutamente coordenação tática alguma nesse tipo de coisa??
Meus amigos, em setembro de 2013 terroristas islâmicos atacaram o shopping Westgate, em Nairóbi no Quênia e deixaram o seguinte saldo: 61 civis mortos, além de seis membros das forças de segurança e cinco criminosos. No total, 240 pessoas ficaram feridas e 11 detidas. Ninguém mais lembrava, né? Pois é, eu lembro! Não tem absolutamente nada a ver com o Brasil e com esses marginais que fizeram os ataques em São Paulo. Serve apenas para lembrar a dificuldade que as forças de segurança tiveram para enfrentar os terroristas lá dentro.
Em 2013 a polícia brasileira deu provas constrangedoras de que é refém da imprensa amestrada. Não havia apresentador de TV que não mencionasse, quase sempre em primeiro lugar, a possibilidade de terem ocorrido excessos por parte da polícia, lembram? E se dessa vez a imprensa não conseguir filmar nada?? E se ela não puder entrar no Shopping e transmitir o “rolezinho” ao vivo?? E se a versão que chegar à imprensa, depois de alguma tragédia, for aquela dos manifestantes? Algo tipo um “Carandiru da Classe Alta” - “a polícia chegou batendo e atirando em todo mundo, meu! Nóis nem tava nos esquema. Não foi nóis que tacô fogo nas loja, não...”
Vocês já notaram que tudo no Brasil oscila entre Teoria da Conspiração e o Luto Coletivo? Existe algum meio termo quando se discute segurança pública nesse país? Existe discussão real sobre segurança pública aqui? Alguém realmente tomou alguma providência para evitar uma tragédia nesse tipo de coisa? Gente pisoteada..lojas pegando fogo. Crianças mortas? Ou é tudo exagero, meu??
Vou terminar por aqui: cansativo escrever fazendo tanta pergunta sem oferecer resposta alguma... Vai ver tudo não passa de fantasia minha, não é? Talvez eu esteja vendo televisão demais ou a minha raiva do PT seja tão grande que eu esteja “sempre colocando ele por trás de tudo que acontece de ruim”.
Afinal não há porque se preocupar... Não existe terrorismo no Brasil e essa coisa de “rolezinho” não é tão perigosa assim...
Vai ver é isso mesmo... Não vai ter tragédia nenhuma no Brasil – São Paulo não é Nairóbi.
16 de janeiro de 2014
Milton Simon Pires é Médico.
JUROS MAIS ALTOS - COMO FICA PARA OS ENDIVIDADOS E INVESTIDORES?
Uma recente notícia referente ao juro é assustadora para quem está endividado ou precisará fazer empréstimos ou parcelamentos. Na primeira reunião de 2014, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou, nesta quarta-feira (15), a elevação da taxa básica de juros (Selic) de 10,00% para 10,50% ao ano.
Para alguns investidores a noticia é boa, principalmente para as aplicações de renda fixa atreladas a ela, como os CDBs pós-fixados, os fundos DI e as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos negociados via Tesouro Direto.
Entretanto, não foi alterado o rendimento da poupança pela alta da Selic, já que quando a taxa é maior ou igual a 8,50% ao ano, a poupança paga sempre 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR), a mesma remuneração atribuída aos depósitos feitos até 4 de maio de 2012, que seguem a regra antiga.
Por outro lado, para quem tem dívidas chegou a hora de acender o sinal de alerta, parar para ver o quanto de juros está pagando. Pode ter certeza que a falta de preocupação com os juros poderá ocasionar sérios problemas com as dívidas e inadimplência no futuro, pois, é isso que ocasiona a bola de neve que acaba com as finanças faz famílias.
É primordial combater esse problema, alerto que é preciso descobrir a causa deste endividamento, a maior parte do endividamento das famílias brasileiras é gerado por desequilíbrio financeiro, ou seja, gastar mais do que se ganha. É preciso reestruturar o orçamento financeiro ou assumir o controle financeiro.
O pagamento de juros deve ser evitado e para isso é preciso criar o hábito e costume de poupar antes de gastar, quando entramos no endividamento mesmo que com taxas de juros menores, gastamos mais dinheiro e certamente com isto deixamos de realizar outros desejos e necessidades. É preciso construir uma nova cultura com relação à administração de nosso dinheiro e para isso temos que aprender a evitar os impulsos e apelos do marketing publicitário e do crédito fácil, mesmo com a queda do juros que é um grande incentivador do consumo. Cuidado para não comprar aquilo que não sonha, com o dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que muitas vezes nem conhecemos.
Já para quem não está endividado, mas quer entrar em uma linha de parcelamento, empréstimo ou financiamento é o momento de pensar melhor antes de cair nesse rumo, já que o aumento da taxa de juros deixa esses mais caros, forçando o consumidor a comprar menos e, com isso, evitando uma pressão inflacionária. As compras desenfreadas que as pessoas estão expostas atualmente tendem a reduzir.
Mais sobre investimentos
Outro reflexo da elevação da taxa de juros é o aumento do rendimento das demais aplicações de renda fixa, quando essas estão atreladas aos juros, como é o caso dos CDBs pós-fixados, fundos DI e Letras Financeiras do Tesouro, vendidas via Tesouro Direto.
Mas, a pergunta que muitos me fazem é se isso significa que devemos direcionar todos nossos recursos a essa aplicação. Não, na verdade chegou o momento de uma análise aprofundada para quem for aplicar, definindo claramente os objetivos, e direcionando o dinheiro. Em uma primeira análise posso afirmar que para investimentos de curto prazo é interessante colocar seu dinheiro nesta modalidade.
16 de janeiro de 2014
Reinaldo Domingos, educador financeiro
Reinaldo Domingos, educador financeiro
FUTUROLOGIA BOLÍSTICA-ELEITOREIRA

Imaginemos, num exercício de futurologia, que o Brasil conquiste o campeonato mundial daqui a cerca de seis meses, em pleno Maracanã, como, em princípio, todo o país deseja.
Prosseguindo, no entanto, em ritmo de premonição, deve-se levar em consideração que estaremos a menos de três meses das eleições presidenciais que prometem ser as mais renhidas dos últimos tempos.
É óbvio, então, que o governo federal saberá tirar proveito político da conquista, sendo até provável, face à festa feérica que se seguirá, que a Presidente Dilma proceda à entrega da taça, ladeada pelos cardeais da FiFA, ao nosso Neymar, sem medo de ouvir a estrepitosa vaia que a traumatizou em outra ocasião.
Certamente, ficaremos saturados com as mensagens ufanistas que, turbinadas pela propaganda oficial, mostrarão, mais uma vez, que o mundo se curvou diante dessa maravilhosa terra de Pindorama, que tudo foi possível com o trabalho iniciado a partir de 2003, quando o PT assumiu o poder, e que as conquistas mundiais anteriores não eram autênticas, discurso bem à feição do frequentemente proferido pelo partido do governo, dando conta de que descoberta do Brasil somente ocorreu a partir daquele ano.
Daí até o mês de outubro, assistiremos a uma inexorável progressão que dificilmente tirará a vitória nas urnas da situação, em virtude do baixo nível do eleitorado que, anestesiado, esquecerá que a economia está em estado cataléptico, que os serviços públicos, como a saúde e a educação, não atendem a requisitos mínimos e que a segurança devida ao cidadão está impotente diante da crescente violência e do desprezo pela lei.
Por outro lado, se o Brasil não conquistar o título e, consequentemente, as condições forem mais adversas para o Planalto, não sendo, como é provável, vencer a eleição, o que constituirá um sopro de esperança, é quase certo que o PT, através de seus aparelhamentos e clientelismos inchantes, promova uma vingança maligna durante o curto (felizmente curto!) tempo de governo restante, tentando paralisar o país. Assim, é valido investigar cuidadosamente por qual cenário será preferível torcer.
16 de janeiro de 2014
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.
PMDB AGORA QUER COMANDAR PASTA QUE CUIDA DE PORTOS
Pleito inicial do partido na reforma era a Integração Nacional, mas Dilma não quer tirar o ministério do Pros
Presidente deve se encontrar com Lula na segunda-feira para discutir as mudanças no primeiro escalãoEnquanto a presidente Dilma Rousseff tenta aplacar o apetite de aliados por cargos na reforma ministerial, o PMDB apresentou uma demanda de última hora: agora, o partido quer a Secretaria de Portos.
A petista abriu as negociações sobre as trocas no primeiro escalão na segunda-feira, de olho em ampliar seu tempo de rádio e televisão na disputa presidencial deste ano. Ou seja: terá de usar as mudanças para contemplar o maior número de partidos.
A estratégia acabou desagradando o PMDB. A legenda foi informada de que a presidente resistia em ampliar o espaço do partido, hoje com cinco vagas na Esplanada.
Ontem, Dilma se reuniu novamente com seu vice, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Inicialmente, o PMDB almejava o comando do Ministério da Integração Nacional, hoje com o Pros. Com a resistência de Dilma, a legenda passou a pleitear a Secretaria de Portos, até agora vista como uma espécie de "primo pobre" da Esplanada.
O PSD também tem interesse pela vaga, hoje ocupada pelo técnico Antônio Henrique. Trocar Portos por algum dos cinco ministérios do PMDB, como Turismo, foi uma das alternativas propostas ao Palácio do Planalto durante a reunião de ontem.
Segundo peemedebistas, na nova conversa, a presidente baixou o tom sobre as dificuldades para contemplar as demandas do partido, o que foi interpretado como um sinal de que o clima melhorou.
"Ainda não há definição", disse o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). "O PMDB não está colocando a faca no pescoço da presidente para exigir mais ministérios", completou.
O senador disse ainda que, se fizer as contas, pelo tamanho e peso, o PMDB mereceria mais espaço na Esplanada. Questionado se não há incoerência pelo partido já ter defendido a redução de ministérios, Raupp afirmou que, como não houve mudança, é natural o PMDB lutar por seu fortalecimento.
Além do PMDB, Dilma já falou sobre a reforma com o PT e o PSD. Ela ouvirá também o ex-presidente Lula para desatar os nós da reforma. Há a possibilidade de que o encontro ocorra na segunda-feira, em Brasília.
A palavra final sobre o desenho da reforma deve ser dada só depois do dia 29, quando Dilma voltar de compromissos internacionais.
Até agora, o tema ainda traz mais pendências que definições. O ministro Aloizio Mercadante (Educação), sempre apontado por interlocutores como o futuro chefe da Casa Civil no lugar de Gleisi Hoffmann, ainda não foi formalmente convidado.
Dilma também não decidiu quem substituirá, na Saúde, o petista Alexandre Padilha, que sairá do governo para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.
Insatisfeita com os sinais do Planalto sobre a reforma, a cúpula peemedebista fez reunião na noite de ontem, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice.
Os peemedebistas dedicaram boa parte do encontro a alianças regionais. Há quem defenda que, diante das dificuldades na reforma, a sigla adote mais independência nas chapas estaduais.
16 de janeiro de 2014
NATUZA NERY, MÁRCIO FALCÃO E TAI NALON - Folha de São Paulo
TRËS ERROS COM UMA CAJADADA
O governo pagou pelo menos R$ 22,6 bilhões no ano passado, pagará mais neste ano e ainda teve de enfrentar um fiasco humilhante por três erros cometidos com uma só decisão. Ao tentar renovar à sua maneira as concessões do setor elétrico, a presidente Dilma Rousseff pretendeu também reduzir as contas de energia e conter o aumento dos indicadores de inflação. Truques semelhantes foram encenados para controlar as tarifas de transporte urbano e para atrasar o aumento - há muito necessário - dos preços de combustíveis. Apesar dessas manobras, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação, subiu 5,91% e superou a alta do ano anterior, de 5,84%.
O primeiro erro foi a tentativa de administrar o índice, em vez de cuidar seriamente das pressões inflacionárias. O evidente fracasso afetou a credibilidade do governo, já reduzida por uma porção de trapalhadas, e alimentou expectativas de inflação ainda mais alta neste ano. A missão do Banco Central (BC), único órgão federal empenhado de fato no combate à alta de preços, ficou mais difícil, especialmente porque uma política fiscal mais séria é altamente improvável em ano de eleições.
O segundo erro consistiu em jogar mais um encargo sobre o governo federal, num ano previsivelmente ruim para as contas públicas. Os R$ 22,6 bilhões incluem as indenizações pagas a concessionárias pela renovação antecipada dos contratos (R$ 12,7 bilhões até novembro) e os subsídios para contenção do preço da energia (R$ 9,9 bilhões). Oficialmente, o Tesouro só custeou cerca de R$ 8 bilhões dos subsídios, porque o resto saiu de fundos próprios do setor energético. Mas o Tesouro terá provavelmente de intervir para realimentar esses fundos, já quase esgotados.
O Executivo chegou a montar no fim do ano um esquema para essa finalidade, com participação da Caixa Econômica. Mas o uso da Caixa apenas disfarçaria o caráter fiscal da operação, evidente para a imprensa e para os analistas privados. O Ministério da Fazenda abandonou o plano pelo menos provisoriamente. Poderá tentar de novo a manobra neste ano.
Não há, no entanto, como evitar um enorme problema para as finanças federais. Indenizações e subsídios serão pagos ou pelo Tesouro, afetando diretamente as contas fiscais, ou por fundos do setor elétrico, desviando recursos necessários às políticas de desenvolvimento. A transferência de recursos por meio de bancos oficiais serve apenas para maquiar de forma precária o custo fiscal da operação. Nenhum truque desse tipo funciona mais como disfarce. Em pouco tempo a manobra se torna visível e sem grande mistério para quem acompanha profissionalmente a gestão das contas públicas. Neste ano, o governo terá de continuar pagando as indenizações pela renovação antecipada e a subvenção da energia consumida a preços favorecidos.
O terceiro erro foi cometido quando o governo se arriscou a comprometer um pouco a credibilidade da política fiscal. Tarifas contidas de forma voluntarista podem atrair a simpatia de uma parte do público e render vantagens eleitorais. Mas afetam a confiança dos profissionais mais informados sobre questões financeiras e sobre gestão pública. Isso pode resultar, por exemplo, no corte da nota de crédito do Brasil.
Mesmo sem esse corte, o financiamento do governo pode ficar mais caro. A mera rolagem da dívida pública tende a tornar-se mais custosa. Esse efeito já tem sido notado nas operações do Tesouro. O risco, neste ano, é ampliado pela redução dos incentivos monetários nos Estados Unidos. Essa mudança já afeta os mercados financeiros e torna menos generosa a oferta de financiamentos. Tomadores de recursos com a credibilidade reduzida serão, presumivelmente, os mais prejudicados. Ao dar prioridade aos objetivos eleitorais, a presidente Dilma Rousseff parece haver negligenciado, perigosamente, a preocupação com a credibilidade.
Uma piora nas condições de financiamento, em 2014, afetará a ação do governo tanto neste ano quanto no próximo, início do mandato de quem vencer a eleição presidencial. O vencedor, tudo indica, terá um primeiro ano muito complicado.
16 de janeiro de 2014
Editorial O Estado de S.Paulo
SOBREVIVER[A SÃO PAULO APÓS O TSUNAMI DE INCOMPETÊNCIA PETRALHA?!
Haddad politiza os “rolezinhos”, empresta-lhes caráter racial, decide negociar com os organizadores e, para não variar, apaga incêndio com gasolina. Tomara que São Paulo sobreviva à sua passagem
A impopularidade está levando o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a uma escalada de desatinos, ainda que conte com o apoio entusiasmado de setores importantes da imprensa. Na terça, veio à luz o programa “Bolsa Crack”. Nesta quinta, ficamos sabendo que este gigante decidiu negociar com… organizadores de rolezinhos! Assim, o que tinha tudo para ser uma onda, dessas que passam — até porque os amigos e familiares dos “rolezeiros” também frequentam shoppings —, ganha um ar de coisa politicamente grave, séria.
Parece que tentar conduzir Haddad à razão não é nem fácil nem difícil; é apenas inútil.
Vamos ver. O homem decidiu elevar o IPTU de São Paulo a alturas escorchantes e não quis negociar com ninguém. Nem com os vereadores de sua própria base. A coisa acabou na Justiça. Decidiu espalhar faixas de ônibus cidade afora, onde eram e onde não eram necessárias, e também achou que não tinha de conversar. Sua reputação, hoje, na cidade, não é das melhores.
Aí ele teve uma ideia luminosa: por que não conversar com os líderes dos rolezinhos? E o prefeito escalou, então, o secretário da Igualdade Racial, Netinho de Paula, para procurar os chamados “líderes” desses eventos. Um encontro deve acontecer na Prefeitura. O conjunto da obra é de uma impressionante irresponsabilidade. Ao escalar justamente o Secretário da Igualdade Racial, Haddad está a sugerir que a cor da pele é um componente importante da questão, o que é absolutamente falso. Essa já é uma perigosa politização do caso.
Netinho diz que o prefeito vai conversar também com os shoppings para que os jovens possam frequentá-los normalmente. Ora, boa parte desses estabelecimentos, não custa notar, fica em áreas periféricas da cidade. Não se tem notícia de que pessoas tenham sido impedidas de neles entrar em razão da cor da pele, da origem social, da orientação sexual ou de qualquer outra coisa. Netinho também teve a sua ideia luminosa. Afirmou que os rolezinhos poderiam acontecer nos estacionamentos… Imaginem vocês… Centenas ou milhares de pessoas promovendo seus eventos em meio a automóveis. Seria um bom caminho para espantar os consumidores.
Grupos de esquerda, movimentos sociais, autoridades e, infelizmente, jornalistas, como alertei aqui na segunda, contribuíram para emprestar um sotaque político ao que não passava de uma brincadeira meio irresponsável de adolescentes. Em junho, os “black blocs” foram tratados por alguns bocós como “excelências”. Agora, ora vejam!, Haddad transforma organizadores de rolezinhos em vozes autorizadas, com as quais se deve negociar. Um dos rapazes confessou o que queria: apenas beijar algumas meninas na boca.
O prefeito vai demonstrando, assim, que, em São Paulo, para ser ouvido ou ter uma reivindicação atendida, basta transgredir a lei ou se impor pela violência. Se quebrar e incendiar ônibus, o reajuste da passagem é suspenso. Se erguer uma favela no meio da rua, ganha casa, salário e comida. Se promover desordem num shopping, é chamado a negociar como se fosse uma autoridade.
Não será fácil, no futuro, administrar essa herança maldita do Jânio Quadros da esquerda engomada.
16 de janeiro de 2014
A MANOBRA DE TOFFOLI PARA INSTITUIR SUA "PEC 37" NAS ELEIÇÕES
A manobra de Toffoli para amordaçar o Ministério PúblicTribunal Superior Eleitoral aprovou resolução que limita a atuação do Ministério Público durante as eleições; PGR deve acionar o Supremo
Ministro José Dias Toffoli, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(Nelson Jr./SCO/STF)
No apagar das luzes de 2013, quando a onda de manifestações era passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu impor um outro tipo de mordaça no Ministério Público, desta vez em âmbito eleitoral. Pelas mãos do ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e a quem caberá a tarefa de conduzir o tribunal durante as eleições, foi aprovada a resolução 23.396/13. A nova regra estabelece que, com exceção dos casos de flagrante delito, o "inquérito policial eleitoral somente será instaurado mediante determinação da Justiça Eleitoral". Ou seja: para investigar um caso, o Ministério Público precisará de autorização prévia do juiz eleitoral.
Embora o mentor da resolução tenha sido Toffoli, os demais ministros do tribunal avalizaram a medida – o único voto contrário foi o de Marco Aurélio Mello. Nos bastidores do TSE, a avaliação de advogados e procuradores é que a matéria foi aprovada de forma açodada. Durante a sessão, somente os ministro Henrique Neves e Laurita Vaz se manifestaram – e de forma breve e lacônica. “O que se pretende é concentrar no juiz eleitoral toda e qualquer investigação para que não se façam investigações que eventualmente podem vir à tona ou não”, disse Henrique Neves.
Segundo um ministro da Corte, o tema será rediscutido em fevereiro – esse tipo de resolução pode ser modificada na volta do recesso. Não é possível afirmar se o tribunal irá recuar da medida. Mas é possível afirmar que Toffoli colocou o tribunal em situação delicada. Em ano eleitoral, é fato que o número de investigações contra candidatos desagrada a classe política. Em alguns casos, essas investigações se transformaram em processos – o país tem hoje, por exemplo, doze governadores na berlinda.
Ofensiva – Entre integrantes do Ministério Público, a sensação é de que começou a ganhar corpo mais uma tentativa de tolher a atuação de promotores e procuradores, desta vez no campo eleitoral – como em casos de compra de votos ou uso da máquina. A Constituição estabelece como função institucional do Ministério Público “requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais”. Não há exceção na Constituição quando o crime é eleitoral.
“É uma nova tentativa de barrar o Ministério Público, desta vez em investigações eleitorais. É um retrocesso para a história e um estímulo a crimes como corrupção eleitoral e uso indevido da máquina”, diz a 1ª vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Norma Cavalcanti. “Essa resolução é um prato cheio para a criminalidade, é absurda, opaca e exótica, é de um casuísmo tamanho que não sabemos a que interesses servem."
Na avaliação do juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ao impor um juiz eleitoral como “intermediário” entre o Ministério Público e a investigação de um candidato, a resolução abre espaço para que as investigações travem nas mãos da Justiça, tornando mais demorada a punição efetiva do candidato irregular. “Fica mais burocrático e demorado o processo de abertura de inquérito porque a resolução submete a abertura de inquérito ao crivo do Poder Judiciário”, afirma. “Essa medida vai na contramão do que exigiu a sociedade, que tomou as ruas e protestou contra a PEC 37."
Poder de polícia – Nas discussões sobre a redação que seria dada à resolução que trata dos crimes eleitorais, a Polícia Federal também pediu para ter a prerrogativa de abrir inquérito sem a necessidade prévia de requisição ao Ministério Público ou à Justiça Eleitoral. Na redação final votada no plenário do TSE, porém, Toffoli não atendeu ao pleito dos policiais.
"No entendimento da ADPF, ter que esperar pela autorização de um Juiz competente esvaziará o princípio da oportunidade na coleta de provas, além de contrariar a celeridade processual, tão caro nas apurações eleitorais, podendo redundar em impunidade", afirmou, em nota, Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.
Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prometeu ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o TSE não recue da resolução. O ministro Marco Aurélio fez coro à PGR e pediu que o tribunal reconsidere a medida para evitar "um desgaste maior", algo que, a julgar pelos últimos passos, não parece preocupar o futuro presidente da Corte eleitoral.
16 de janeiro de 2014
Laryssa Borges - Veja
Assinar:
Postagens (Atom)












