"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

MAIS UMA APROPRIAÇÃO INDEVIDA... RESPEITAR QUEM OU O QUÊ, SE TUDO FICA COMO DANTES NO QUARTEL D'ABRANTES?

Novamente, Dilma usa TV para cometer crime de campanha eleitoral antecipada. Até quando?
 
Leiam. abaixo, nota oficial do PSDB:
 
Pela 16ª vez, em apenas dois anos e dez meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff contraria a legislação em vigor e apropria-se, indevidamente, de mais uma Rede Nacional de Rádio e TV, reduzindo um instrumento do Estado brasileiro a mera ferramenta de propaganda política e eleitoral.
 
Trata-se de mais uma vergonhosa tentativa de impor à opinião pública a versão da realidade que interessa ao governo. Pena que, tratando da Petrobras, a presidente não tenha reservado parte do tempo para esclarecer os brasileiros sobre a gigantesca desvalorização que administrações do PT causaram à empresa, comprometendo importante patrimônio dos brasileiros.
 
O PSDB repudia, mais uma vez, a despropositada e intencional mistura entre os limites e deveres da presidente e os interesses da candidata à reeleição.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente nacional do PSDB
Brasília, 21.10.2013

MARINA SILVA MENTE SOBRE O DESMATAMENTO


Marina mentindo no Roda Viva, ontem.
 
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva voltou a dizer no final da noite desta segunda-feira, 21, que a marca do governo Dilma Rousseff é o "retrocesso" sob o ponto de vista da agenda do desenvolvimento sustentável.
Ela citou como exemplo a aprovação do novo Código Florestal, bastante criticado por ambientalistas, e o aumento do índice de desmatamento durante a gestão da petista.
 
É mentira da Marina Silva.
 
Em 2008, ano em que ela deixou o Ministério do Meio Ambiente, o desmatasmento na Amazônia foi de 12.000 km2. Em 2012, este número caiu para 4.656 km2.
O Código Florestal foi um avanço, especialmente porque acabou com a ditadura das ongs internacionais e dos ambientalistas seguidores, verdadeiros asseclas da candidata, que infernizaramn a vida dos produtores e empreendedores enquanto ela estava no ministério. O Brasil tem uma das leis ambientais mais severas do mundo e, mesmo assim, mantém 61% do seu território inteiramente preservado. Mais do que qualquer outro país no mundo.
 
22 de outubro de 2013
in coroneLeaks

LIBRA: A MENTIRA DOS 85% CONTINUA E NINGUÉM DESMENTE


A União e a Petrobras ficarão com 85% da renda do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, segundo estimativas feitas pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, nesta terça-feira (22).
 
O consórcio foi o único a apresentar proposta no evento realizado na segunda-feira, com uma oferta mínima de óleo lucro de 41,65 %--parcela de petróleo destinada à União após serem descontados todos os custos de produção.
 
Tolmasquim disse que a União vai arrecadar R$ 15 bilhões com bônus de assinatura, R$ 270 bilhões em royalties, R$ 736 bilhões de reais em óleo lucro e mais 34% de imposto sobre a renda das empresas do consórcio.Para ele, os números são incontestáveis e compravam o sucesso do certame e do novo modelo de partilha de produção.
 
"A renda que fica com o Estado brasileiro e suas empresas equivale a 85% do total obtido de Libra. É difícil dizer que isso é um mal negócio", disse ele durante o Congresso Brasileiro de Energia, no Rio de Janeiro.
 
Observação: veja o post abaixo. A conta do imbecil da Empresa de Pesquisa Energática, que é do ministério das MInas e Energia, está errada. Se as empresas do consórcio lucrarem 10% bruto, pagarão 3,4% de imposto. O imposto é de 34%, mas é sobre o lucro e não sobre a receita bruta. Estou errado? Ou desde quando alguém investe 60% do total para ficar com apenas 15% da receita?
 
22 de outubro de 2013
in coroneLeaks

LIBRA - NOME MAL ESCOLHIDO

 

Distintos e cultos, todos os meus leitores sabem que os combustíveis fósseis ― petróleo, carvão, gás natural ― constituem reservas finitas. O que está aí, está aí. O que não está vai levar milhões de anos para se formar. Estima-se que certos jazimentos explorados atualmente começaram a se constituir 650 milhões de anos atrás.
 
Em pouco mais de duzentos anos, desde que as propriedades do vapor d’água foram postas ao serviço da indústria, a humanidade praticamente esgotou suas reservas de carvão. Com exceção do que ainda dorme no subsolo chinês, as jazidas carboníferas do planeta já não apresentam mais grande interesse econômico ― seu preço de venda não justifica investir na exploração.
 
Leilão
Leilão
 
A revolução industrial chinesa, que tem lugar justamente nos tempos atuais, vai extinguir em pouco tempo as reservas de carvão daquele país. Assim como muitas crianças de hoje nunca viram uma vaca ou uma galinha viva, nossos netos conhecerão carvão em museus de História Natural.
 
Graças a novas técnicas de fraturação hidráulica (conhecidas em inglês como fracking), a exploração de gás de xisto tornou-se economicamente rentável.
Esse combustível se encontra difuso nas profundezas da terra, nos interstícios entre camadas de rocha. Para extraí-lo, é preciso projetar jatos d’água com potência suficiente para fraturar a rocha. Estilhaçadas as pedras, recolhe-se o gás. Receoso dos danos que essa prática possa causar ao meio ambiente, o parlamento francês acaba de bani-la do território nacional.
 
Estes últimos 10 anos, os Estados Unidos lançaram-se de cabeça nessa nova fronteira. Em 2013, a exploração intensiva do novo combustível os tornou campeões mundiais na categoria de produção de hidrocarbonetos (petróleo + gás). Desbancaram até a Rússia.
 
Já disse antes e repito aqui que considero insensata essa pilhagem de riquezas sabidamente não renováveis. A humanidade já está suficientemente crescidinha para entender que não convém agir como se o mundo fosse acabar amanhã de manhã. Pode até ser que acabe. Mas… e se não acabar?
 
Os hidrocarbonetos são uma riqueza demasiadamente preciosa para ser queimada em motores de automóveis. São moléculas de grande valia na química, na farmacêutica, na vida de todos os dias.
Não podemos fazer como se, depois de nós, estivesse programado o dilúvio universal. Nossa era será amaldiçoada pelos que nos sucederem, dentro de 50 ou 100 anos, quando todas as reservas estiverem esgotadas.
 
Estes dias, fala-se muito na exploração do óleo que se supõe dormir sob espessas camadas de sal, no fundo do oceano, ao largo da costa sudeste brasileira. A ideia do momento é compartilhar a exploração dessas reservas com empresas estrangeiras.
Nosso atuais governantes, que, curiosamente, são os mesmos que costumavam vituperar contra privatizações e tachar seus predecessores de entreguistas, são os mais entusiastas.
 
Despreparados, incultos, egoístas e imediatistas, nossos figurões não parecem se importar nem um pouco com a pilhagem de nossas reservas estratégicas. Pior que isso, não hesitam em associar-se aos chineses, notórios dizimadores da natureza. É uma irresponsabilidade.
Libra, que nome mal escolhido! Etimologicamente, a palavra é parente de equilíbrio.
 O equilíbro é filho legítimo do bom-senso. O bom-senso exige que se pesem os prós e os contras, que se consulte, que se debata, que se ponham os fatos na balança
.
Libra (balança) desequilibrada Crédito: Ugurhan Betin
Libra (balança) desequilibrada
Crédito: Ugurhan Betin
 
O ouro e a prata escondidos em nosso subsolo já acabaram ― foram financiar a revolução industrial inglesa.
Agora, em pleno século XXI, com finalidades espúrias, imediatistas e eleitoreiras, estamo-nos preparando para dizimar um dos últimos trunfos que nos restam. Seria tão mais útil investir essa dinheirama na instrução pública.
Os brasileirinhos do futuro agradeceriam e, de quebra, teriam ainda à disposição, intacto, o tesouro que, segundo dizem, dorme debaixo de um túmulo de sal.
 
A destruição da Mata Atlântica se fez ao longo de séculos ― os responsáveis foram numerosos, e seus nomes não ficaram registrados. A destruição da Amazônia, atualmente em cartaz, estará consumada dentro de poucas décadas.
Seus autores ― por ação ou por omissão ― terão sido todos os governos dos últimos 50 anos.
O desbaratamento de nossas reservas do pré-sal tem um único autor. E ele é conhecido: o atual governo brasileiro. É ato criminoso, que a História julgará.
 
22 de outubro de 2013
José Horta Manzano

BRASILEIRO NUNCA PAGOU TANTOS IMPOSTOS COMO NO MÊS DE SETEMBRO




 
O governo federal arrecadou R$ 84,212 bilhões em impostos e contribuições em setembro, informou a Receita Federal nesta terça-feira (22).
 
O número representa alta real de 1,71% sobre igual mês do ano passado.
 
Pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de que a arrecadação somaria R$ 85 bilhões no mês passado, com as projeções variando entre R$ 80 bilhões e R$ 86 bilhões.
 
O desempenho da arrecadação relaciona-se com o avanço da economia, já que o pagamento de impostos aumenta à medida que o faturamento das empresas cresce. Como o PIB (Produto Interno Bruto) vem se expandindo pouco este ano, o mesmo acontece com o recolhimento de impostos.
 
A política de desonerações, implementada como forma de reanimar a economia, também contribuiu para o arrefecimento da arrecadação em relação ao ano anterior.
 
DESONERAÇÕES
 
Até agosto, o governo abriu mão de R$ 51 bilhões em impostos por conta dos programas de isenção fiscal, um crescimento de quase 72% frente ao mesmo período do ano passado, quando a perda com desonerações foi de R$ 29,7 bilhões.
 
O governo precisa que a arrecadação volte a crescer para que consiga cumprir a meta de economia para o pagamento dos juros da dívida pública, o chamado superavit primário. A meta para todo setor público já foi reduzida de 3,1% do PIB para 2,3% do PIB este ano.

22 de outubro de 2013
DA REUTERS

"TENEBROSAS TRANSAÇÕES"

À sombra dos bancos centrais, a colombiana InterBolsa, com sucursal no Brasil, construiu pontes para o narcotráfico mexicano no mercado de capitais

Com discrição, na quinta-feira 10 de outubro o Banco Central comunicou ao governo da Colômbia o cancelamento do registro da corretora brasileira do grupo colombiano InterBolsa, responsável pela gestão de US$ 5 bilhões em investimentos de 40 mil clientes em nove países — sete mil no Brasil e três mil nos Estados Unidos.
 
O governo brasileiro agiu dez meses depois do colapso da matriz em Bogotá, na esteira de fraudes com ações e lavagem de dinheiro. O governo colombiano liquidou o grupo no início deste ano, interveio em 30 empresas e socorreu outras 28 com dinheiro público — “para evitar risco sistêmico”, justificou o presidente Juan Manuel Santos.
 
InterBolsa era a joia do conglomerado construído por três famílias (Jaramillo, Ortiz e Leyton) influentes na praça colombiana. Seus interesses se espraiavam pela agricultura, indústria, aviação e chegavam ao futebol (Millionarios F. C.).
 
Jaramillo, Ortiz e Leyton faziam parte da elite do mercado financeiro brasileiro desde 2010, quando adquiriram uma das maiores corretoras nacionais (Finabank). Montaram sede na Avenida Faria Lima, em São Paulo, receberam várias certificações da BM&F/Bovespa (Qualificação Operacional, Execution Broker, Agro Broker e Home Broker etc.) e fizeram acordos com o Banco do Brasil para negociar ações brasileiras no exterior.
 
O império ruiu em novembro de 2012 quando foi percebida a manipulação nos preços de ações da têxtil Fabricato, vendida por US$ 45 milhões a um grupo brasileiro. Elas subiram 350% no espaço de 18 meses. A onda de choque foi amplificada com a descoberta de negócios em “pirâmide” — modalidade de golpe formulada por Carlo Ponzi na Nova York de 1919 e ali renovada oito décadas depois por Bernard Madoff (Ponzi morreu como indigente no Rio e Madoff cumpre 150 anos de prisão por detonar a crise bancária mundial de 2008).
 
O caso de Jaramillo, Ortiz e Leyton vai além, segundo investigações da Receita dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) e da Procuradoria da Colômbia. Eles construíram pontes no mercado de capitais do continente para a lavagem de dinheiro do Cartel de Sinaloa, facção dominante no narcotráfico mexicano. As provas foram coletadas pelo agente do IRS Kurt Evan Hartwell e corroboradas pelo procurador colombiano Eduardo Montealegre, com a colaboração de Carlos Eduardo Leyton, sócio da InterBolsa.
 
O cartel controla a distribuição de drogas em 78 cidades americanas. É comandado por Joaquín “Chapo” Guzmán, de 56 anos. Desde a morte de Osama bin Laden, ele se destaca no topo da lista de procurados pelo FBI. EUA e México oferecem US$ 35 milhões por sua cabeça.
 
Ainda não se conhece a extensão das tenebrosas transações com o dinheiro de El Chapo em bolsas de valores do continente. É certo que ocorreram a despeito da celebrada vigilância dos bancos centrais, inclusive do Brasil. Também é certo que essa leniência costuma ter um custo político alto para os governos — como já percebeu o presidente colombiano Juan Manuel dos Santos em sua campanha pela reeleição no ano que vem.

22 de outubro de 2013
José Casado
O Globo

VALÉRIO, OPERADOR DA GANGUE DE LULA, AGUARDA PRISÃO E ESTRUTURA VIDA NO INTERIOR

 
Operador do mensalão estrutura vida no interior para evitar prisão de segurança máxima.  Plano de Marcos Valério inclui a mudança de domicílio e a formalização de união estável com uma jovem de 21 anos
 

O publicitário Marcos Valério
Foto: Jackson Romanelli/Infinito/1-2-2013
O publicitário Marcos Valério Jackson Romanelli/Infinito/1-2-2013

Sob a ameaça de passar o resto da vida na cadeia, Marcos Valério Fernandes de Souza reorganizou sua vida para tentar para cumprir pena no modesto presídio Promotor José Costa, em Sete Lagoas, a 80km de Belo Horizonte. O planejamento não só envolve mudança de domicílio como também a formalização de união estável com uma jovem de 21 anos por meio de um contrato de gaveta. O objetivo do operador do maior escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Lula é evitar a penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, na Região Metropolitana de BH, destino certo dos bandidos mais perigosos do estado.
 

O operador do mensalão já obteve sua primeira vitória a fim de escapar da penitenciária Nelson Hungria. No cadastro da Polícia Federal (PF) em Minas, consta que Valério possui a fazenda Santa Clara como moradia oficial. Ele reside hoje em uma mansão na fazenda Santa Clara, em Caetanópolis, cidade a 30km de Sete Lagoas, com pouco mais de dez mil habitantes e que não tem presídio. A solicitação para cumprir pena em Sete Lagoas será apreciada pela Vara de Execuções Criminais e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.
 
Responsável pela defesa de Valério, o criminalista Marcelo Leonardo disse ao GLOBO que cabe ao réu o direito de cumprir pena próximo ao local de sua residência.
 
- O condenado tem direito de cumprir a pena preferencialmente próximo de sua residência e da família.
 
Prisão menor não tem bloqueador de celular
 
Com 430 detentos, divididos em quatro alas - um quinto pavimento está sendo construído -, o local, visitado pelo GLOBO na última semana, não possui bloqueio de proteção para celular e nem tem previsão de ter. De janeiro para cá, dois pentes-finos nas celas resultaram na apreensão de vários aparelhos e porções de drogas.

Para assegurar o direito de receber visitas íntimas, Valério se casou recentemente com uma jovem baiana de 21 anos, moradora de Sete Lagoas. O casamento foi celebrado através de um contrato de união estável, sem registro em cartório, mas oficialmente feito por um advogado e amigo íntimo dele. Valério e sua primeira mulher, Renilda Santiago, mãe de seus dois filhos, romperam o matrimônio em meio ao julgamento do mensalão pelo STF.
 
Diferentemente da penitenciária Nelson Hungria, que abriga hoje quase dois mil detentos - entre eles, o traficante internacional de fuzis Márcio de Souza e Silva, o Márcio Carioca, ligado a Nem da Rocinha -, Valério terá em Sete Lagoas a companhia de condenados por pequenos furtos.
 
O operador do mensalão teme, na Nelson Hungria, a repetição da experiência que teve em Tremembé (SP), onde, segundo ele, teria passado 97 dias de terror. Em relato informal para agentes da Polícia Federal de Belo Horizonte, alguns dias depois de ser solto, Valério mostrou a arcada dentária refeita, diversos cortes nas costas e revelou que foi vítima de violência no presídio de São Paulo. A temporada em Tremembé aconteceu após Valério ter sido fisgado durante a Operação Avalanche, da PF, em outubro de 2008, acusado de participar de uma fraude tributária de R$ 105 milhões.
 
Nos últimos seis meses, o operador financeiro do mensalão passou a circular com desenvoltura na turística Sete Lagoas, cidade com cerca de 215 mil habitantes, conhecida por suas grutas, serras e lagoas. Já foi visto passeando no shopping, prestigiando um evento de quitutes da culinária mineira, em baladas em casas de shows, em cervejarias e pizzarias ao redor da Lagoa Paulino, um dos principais cartões-postais de Sete Lagoas.

Valério já possui até conselheiro espiritual na cidade
 
Na cidade, Valério já possui até conselheiro espiritual, o padre e vereador Décio Márcio Majela Abreu (PP). Ao GLOBO, o parlamentar contou que conheceu Valério há oito anos, no confessionário da igreja, e que hoje ele o considera um amigo.
 
- Quando precisa de uma orientação espiritual, ele me procura. O primeiro atendimento foi no antigo local de trabalho dele em Belo Horizonte. Depois rezei umas quatro missas na fazenda de Caetanópolis. Digo que tenho um relacionamento de amizade com o Marcos. Ele é cristão, e assistência religiosa é um direito de qualquer cidadão.
 
Caso vá mesmo cumprir pena em Sete Lagoas, Valério terá direito a uma TV de 14 polegadas, rádio AM/FM, revistas e livros à vontade, excluindo conteúdos pornográficos, banho de sol diário de duas horas, visita de parentes nos fins de semana e encontros íntimos, de segunda a sexta. Durante o período recreativo, poderá jogar futebol. Ou, se preferir, poderá frequentar escola ou trabalhar numa fábrica de tijolos. Se conseguir entrar na lista dos presos de confiança da cadeia, poderá até sair para trabalhar fora da unidade prisional.

22 de outubro de 2013
Ezequiel Fagundes - O Globo

O PERSONALISMO NA POLÍTICA

Há quem condene o personalismo na política - o fato de que certos líderes são tão fortes, alguns até carismáticos, que ofuscam seus partidos. A grande agremiação brasileira que já nasceu declarando guerra ao personalismo é o PSDB.


Dos partidos atuais, foi também o mais preocupado com as instituições, proclamando apoiar o parlamentarismo - embora nada tenha feito por este quando ocupou a Presidência da República. Toda teoria tem dificuldades na prática. Mas faz parte da lógica política, mesmo parlamentarista, ter líderes poderosos.

Um partido não disputa a hegemonia se não tiver grandes nomes. Isso, todos requerem. Só que isso não significa personalizar a política, coisa que o PSDB não faz nem fez.

Desde a democratização de 1985, destacaram-se quatro líderes personalistas entre nós. Um deles foi um problema, Fernando Collor: seu apelo pessoal ao eleitorado não tinha sustentação partidária ou social. Ganhou a Presidência graças ao vazio de alternativas.

Logo depois de seu impeachment, uma emenda constitucional extinguiu a eleição solteira para presidente da República, praticamente eliminando os riscos de elegermos um candidato sem bases sólidas.

Mas também tivemos Leonel Brizola, Lula e Marina. Dos grandes líderes pré-1964, foi Brizola o que mais se destacou e mais tempo durou após o longo interlúdio ditatorial. Seus desafetos o chamavam, injustamente, de caudilho. Tinha carisma. Mas sempre fortaleceu o partido em que estivesse.

Liderou a ala esquerda do Partido Trabalhista Brasileiro, legenda que teria retomado na década de 1980, não fossem as manipulações do Palácio do Planalto. Fundou, então, o Partido Democrático Trabalhista, que dirigiu até morrer.

A mesma lealdade a valores marca Lula e Marina. Ele sempre foi do PT e o PT sempre foi ele. Mas Lula e o partido se estressaram, entre 1998 e 2002 - sua última derrota e sua primeira vitória.

A esquerda do PT aprovava propostas radicais, que, na prática, barravam sua rota para a Presidência. Pois votos, quem tinha era Lula. Assim, para concorrer em 2002, exigiu uma guinada pragmática. Não queria mais marcar posição. Queria vencer, mudar o País, mesmo que menos do que o ideal.

Mas ficou uma marca no PT, que um dia ele terá de enfrentar. O partido que surgiu em 1982, como o mais moderno de todos, nunca se emancipou de seu líder. Lula não é autoritário. Mas é quem escolhe os candidatos petistas aos principais cargos em disputa.

Indicou Dilma para a Presidência, Haddad para a prefeitura mais rica do país, Padilha para o Estado mais populoso. Tem dado certo, mas à custa de não haver escolha dentro do partido. O PT ganha a eleição, mas não por um processo interno e sim por uma decisão externa à militância. A vantagem é que Lula acerta. A desvantagem é que quem acerta é Lula.

Cedo ou tarde, o PT precisará amadurecer. Muito se tem dito que o PSDB precisa renovar suas lideranças, que está na hora de ter nomes novos, que essa é uma transição difícil. É verdade.

Mas o PT pode estar fadado a viver um momento pior. Perdeu a cultura do debate interno. Terceirizou em Lula suas decisões. Isso constitui um risco. Basta que perca uma eleição decisiva. Sua travessia do deserto pode ser penosa.

Mas, para completar o percurso pelos líderes personalistas, Marina Silva é a mais recente. Sem dúvida, ela é modesta; não tem nenhum traço de arrogância; mas seus votos e decisões, criando o Rede ou se aliando ao PSB, são dela e não do grupo. Também aqui, há uma vantagem a curto prazo e um problema a médio.

Marina traz votos, porém não os consolida. Não é óbvio que consiga transferi-los. Mas o sinal preocupante é que aparenta ter menos compromisso, do que Lula e Brizola, com os partidos por onde passa. É a menos institucional dos três.

Depois que deixou o PT, onde se formou, esteve no PV, criou o Rede e foi dar no PSB. Defendo com unhas e dentes seu direito de concorrer no ano que vem ao cargo que quiser e puder. Mas me inquieta um percurso que vai da esquerda para a ecologia, da ecologia para a sustentabilidade, tema hoje querido dos economistas ex-tucanos e que não é a mesma coisa que a defesa do verde, da sustentabilidade para um partido que tem socialismo hoje apenas no nome, salvo se for para homenagear Roberto Amaral e Luiza Erundina.

Cristian Klein sugeriu aqui que Marina seria mais popular entre os que têm aversão à política; chamemos as coisas por seu nome, analfabetismo político; cidadania não é só pleitear direitos, protestar contra uma categoria política desprestigiada, é sobretudo traduzir suas reivindicações na linguagem da política.

Por circunstâncias que escaparam a sua vontade, dos três bons líderes personalistas que analisei, Marina é a única a ter mudado tanto de partido. Leva a extraordinária bagagem de seu apelo pessoal. Mas isso, que na conjuntura dá votos, na estrutura gera rachaduras.

Lula e Brizola temperavam seu apelo pessoal, seu carisma, identificando-se a seus respectivos partidos. Era este o "check and balance" do risco que representa, para as instituições, o personalismo. O paradoxo da situação é que o Rede - como o PT, em seu tempo heroico - inclui gente muito qualificada.

O apelo pessoal de Marina é inegável e constitui o maior trunfo do Rede e, hoje, do PSB. Mas esse trunfo exige cautela. O personalismo não é fácil para a democracia. Ele existe, não deve ser extirpado, mas precisa de contrapesos.

Vejamos se e como Marina consegue institucionalizar seu inegável êxito pessoal. Porque ela é leal a seus valores, mas não tem um vínculo tão forte com as organizações partidárias.

22 de outubro de 2013
Renato Janine Ribeiro, Valor Econômico

ÓLEO DO PRÉ-SAL, DINHEIRO DE ONDE?

 

O novo desafio da Petrobrás, depois do leilão do Campo de Libra, é conseguir o dinheiro necessário para o desenvolvimento e a exploração da maior reserva de petróleo já entregue à atividade empresarial no Brasil. Com uma dívida de US$ 112,7 bilhões no fim do segundo trimestre, a maior estatal brasileira é também a maior devedora do mundo entre as companhias abertas não financeiras, de acordo com o Bank of America.

A segunda na classificação do banco, a China State Grid, devia US$ 104 bilhões na mesma data. A terceira, a americana Verizon, US$ 98 bilhões. Com participação de 40% na área leiloada ontem, a Petrobrás ainda terá de ficar com pelo menos 30% nas próximas licitações, se forem mantidos os critérios adotados até agora para o modelo de partilha. A empresa terá caixa suficiente para seus compromissos, disse no fim de semana o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Tesouro, portanto, ficará dispensado de qualquer socorro. Isso pode ser verdadeiro no curtíssimo prazo, quando será preciso desembolsar R$ 6 bilhões para o bônus do leilão, valor correspondente à participação no consórcio.

As demais participantes são a anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC (10%) e CNOOC (10%). O pagamento do bônus será só o começo de gastos enormes e a rigor imprevisíveis por causa das dificuldades tecnológicas do empreendimento.
 
O leilão pode ter sido um sucesso, na avaliação oficial, mas o modelo dificilmente será mantido, segundo opinam especialistas. Só 11 empresas se inscreveram para a disputa e apenas 5 - as integrantes do consórcio vencedor - acabaram apresentando um lance, embora houvesse 40 em condições de entrar no jogo. Várias razões aconselham a alteração de critérios. A recém-criada Pré-Sal Petróleo (PPSA) poderá interferir nos critérios técnicos de exploração e terá prerrogativa de veto em questões importantes, mesmo sem entrar com dinheiro.

Nem a Petrobrás terá tanta influência, mesmo controlando, por exigência legal, pelo menos 30% de cada área licitada. Essa participação, somada à condição de operadora única dos campos, também pode ser, e parece ter sido no leilão de ontem, um fator de hesitação para muitas empresas. Além de tudo, é preciso levar em conta a sobrecarga financeira e operacional imposta à Petrobrás. Esse fator poderá complicar a realização dos próximos leilões ou forçar a estatal a reduzir outros itens de seu plano de investimentos.
 
O próprio governo tem dificultado e poderá continuar atrapalhando a geração de caixa da Petrobrás. O empecilho mais evidente é a política de controle de preços dos combustíveis, um artifício usado pelas autoridades para administrar os indicadores de inflação. Além de complicar a situação financeira da empresa, essa política, adotada há muitos anos, prejudicou também os investimentos na produção de etanol.
 
Nenhum outro país teria condições tão favoráveis quanto as do Brasil para ser um grande exportador de álcool combustível, mas, quando o governo americano anunciou a abertura de seu mercado, os produtores brasileiros estavam sem condições de aproveitar a oportunidade.
A incapacidade de fixar prioridades e a falta de foco das políticas também têm impedido a Petrobrás de alcançar os objetivos em sua área de negócios. Convertida em instrumento de política industrial, por uma das confusões petistas, a empresa tem sido forçada a dar preferência a equipamentos nacionais.

O governo parece disposto a insistir nesse erro. A exploração do pré-sal vai fortalecer a indústria naval e os fornecedores de equipamentos, disse ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Sem dúvida, essa pode ser uma das boas consequências dos investimentos no setor de petróleo - se a indústria brasileira for capaz de competir.
Será um erro grave sobrecarregar a exploração do pré-sal com os custos de uma política industrial superada. A preferência à indústria naval brasileira já resultou no fiasco de um navio lançado oficialmente com discurso presidencial e só posto em operação mais de um ano depois, quando teve, finalmente, condições de navegar. O País pode ganhar com mais foco e menos demagogia.

22 de outubro de 2013
O Estado de S.Paulo

DILMA ENVIA FERNANDO PIMENTEL À VENEZUELA PARA TENTAR SALVAR O GOVERNO DO TIRANETE NICOLÁS MADURO


 
Acima Fernando Pimentel com Maduro, dando uma força para o companheiros bolivarianos e o cartoon do Sponholz retratando o resultado do comunismo chavista.
O mundo inteiro sabe que a Venezuela é um país destroçado pelo comunismo chavista. O país detém recordes de inflação e até mesmo o guru do finado caudilho Hugo Chávez, o alemão Heinz Dieterich, que comanda uma cátedra comunista na Universidade Autônoma do México, previu na semana passada que o filhote de Chávez, Nicolás Maduro, não emplaca 2014.
 
Foi aí que o Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro, e dirigida pelo PT, entrou em campo. A previsão alemão-mexicano acendeu literalmente a luz vermelha, como convém ao caso.
 
Tanto é que Dilma decidiu enviar à Venezuela, o seu amigo do tempo da “guerrilha”, o mineiro Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para gerar, digamos assim, um fato positivo para o governo do tiranete bolivariano que está no fundo do poço. 
 
Segundo se pode constatar na matéria que segue abaixo no original em espanhol, publicada pelo site do jornal El Nuevo Herald, de Miami (EUA), Pimentel endossou a cantilena mentirosa de Nicolás Maduro, que aponta a escassez de alimentos e até mesmo de papel higiênico, como consequência de ‘guerra econômica’.
Anunciou também que uma equipe de especialistas brasileiros em finanças irá à Venezuela para dar uma força à combalida ditadura comunista.
 
“Agora é um momento, sabemos que toda a força política, o povo da Venezuela têm de reagir a esta guerra econômica e nós viemos aqui para dizer que estamos juntos”.
 
Vejam como os comunistas são os mestres da mentira e do ilusionismo. Ao longo de 14 anos no poder, o tiranete Hugo Chávez promoveu um programa de estatização com a expropriação de fábricas e fazendas produtoras de alimentos.
 
O sistema produtivo venezuelano foi arrasado. Esse país de 28 milhões de habitantes deveria ser nação mais próspera da América Latina, haja vista para o fato de que detém a maior jazida petrolífera do planeta.
 
Em decorrência da loucura do comunismo chavista, os cidadãos dessa Nação que fundou a Opep, não dispõem sequer de papel sanitário para sua higiene diária, sem falar no fato de que são obrigados a passar horas por dia em filas de supermercado para comprar coisas como farinha de milho. E papel higiênico, é claro.
 
Com toda a certeza, os aspones de Pimentel não se esqueceram de incluir na mala diplomática do Ministro alguns rolos de papel higiênico. 
Leiam no original em espanhol a matéria da visita de Fernando Pimentel à Venezuela:
 
EN ESPAÑOL - Venezuela y Brasil revisaron este lunes la marcha de sus acuerdos comerciales y ratificaron su alianza en el terreno alimentario al activar planes para que a Caracas lleguen productos brasileños destinados a mitigar los focos de desabastecimiento que sufre la economía venezolana.
 
Ambos Gobiernos reafirmaron su estrecha relación en el marco de una visita de una delegación de autoridades brasileñas a Caracas encabezada por el ministro de Comercio e Industria, Fernando Pimentel.
 
La comitiva brasileña mantuvo una serie de encuentros con el vicepresidente económico de Venezuela, Rafael Ramírez, con el ministro de Industria, Ricardo Menéndez, y por la noche fue recibida en el Palacio de Miraflores por el presidente, Nicolás Maduro.
 
Maduro agradeció la visita y sostuvo que ambos Gobiernos mantienen una “supervisión permanente” sobre los proyectos bilaterales, en línea con el acuerdo alcanzado en junio pasado sobre la creación de un grupo de trabajo para supervisar la marcha de los proyectos económicos y forjar una visión industrial conjunta.
 
“Hay un primer tema, muy importante para Venezuela, el tema productivo, hemos revisado y hemos ratificado la alianza industrial productiva para el desarrollo y la diversificación de nuestra economía que tenemos con Brasil”, dijo Maduro en una breve declaración a periodistas tras su encuentro con Pimentel.
 
El presidente venezolano destacó sin dar detalles que se acordó también “forjar una alianza financiera de nuevo tipo” y que para darle forma está prevista la visita a Venezuela de una comisión experta en finanzas del Gobierno brasileño.
 
También reveló que con Pimentel hablaron de la coyuntura financiera que se vive en Venezuela, donde según dijo hay una “guerra económica”, y afirmó que Brasil manifestó “todo el interés de apoyar a Venezuela en el abastecimiento”.
“Ya hemos hecho los planes para que de manera inmediata desde Brasil salgan los productos que hacen falta en Venezuela”, señaló.
 
A su turno, Pimentel dijo a Maduro que Venezuela puede contar con “el apoyo decidido de Brasil, del Gobierno de la presidenta Dilma (Rousseff)”.
“Ahora es un momento, sabemos que toda la fuerza política, el pueblo de Venezuela tienen que reaccionar a esta guerra económica y nosotros venimos aquí para decir ’estamos juntos’”, manifestó.
Brasil y Venezuela son socios en el bloque suramericano Mercosur.
 

TRÁFICO DE DROGAS SUSTENTA O TERRORISMO DO HEZBOLLAH.


 
A ONU marcou o dia 26 de junho como o Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico de Drogas. O dia é muito mais do que a prevenção da toxico-dependência. Ele também destaca uma preocupação internacional urgente: as organizações de venda de drogas em todo o mundo. O Hezbollah, grupo terrorista que quer destruir Israel, é um dessas organizações.
 
O grupo financia o seu terrorismo usando uma operação de tráfico de drogas muito sofisticada. Apesar das objeções do mundo, o Hezbollah continua a lucrar com as suas vendas de drogas. Parar o seu tráfico de drogas pode ser um passo importante para prevenir os seus atos globais de terror.
 
O Hezbollah tira principalmente os seus lucros da venda de drogas na América Latina, mas as suas atividades foram rastreadas em vários continentes.
O grupo combina os seus lucros da venda de drogas com as receitas da vendas de carros roubados na África. Até ter sido descoberto por investigadores, este esquema de lavagem de dinheiro global mascarava os ganhos do Hezbollah.
A preocupação com os crimes do Hezbollah cresce na comunidade internacional.
 
Em Abril deste ano, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tomou medidas contra o Hezbollah por este trabalhar como um cartel de drogas. O departamento também tem na lista negra duas instituições financeiras libanesas, acusando-os de transferência de dezenas de milhões de dólares para o grupo terrorista.
 
Em 2001, fontes de segurança internacionais identificaram residentes libaneses que operavam para o Hezbollah na tríplice fronteira da América do Sul (Argentina, Paraguai e Brasil).
A área tornou-se uma importante fonte de financiamento para as atividades terroristas do Hezbollah. Em Outubro de 2008, os investigadores descobriram uma operação de contrabando de cocaína na Colômbia, observando que “os lucros das vendas foram financiar o Hezbollah.
 
Na Alemanha, as autoridades prenderam dois suspeitos no aeroporto de Frankfurt, depois de terem descoberto a ligação de quatro indivíduos libaneses a cerca de 10 milhões de euros de lucros da droga. As autoridades acusaram os suspeitos de negociar drogas e enviar o produto para parentes diretamente ligados a altos funcionários do Hezbollah. Em 2011, o governo dos EUA apreendeu os lucros da droga ligados a Ayman Joumaa, um traficante de drogas e lavagem de dinheiro, ligado ao Hezbollah. A sua rede ganhava cerca de 200 milhões de dólares por mês. Mais recentemente, em Junho deste ano, quatro homens libaneses foram autuados por atuarem como “embaixadores” do Hezbollah na África Ocidental.
 
O tráfico de drogas do Hezbollah continua a ser uma grande ameaça para a comunidade internacional. Nos últimos meses, o grupo intensificou as suas atividades enquanto disparava a turbulência política na Síria, um forte aliado e financiador.
 
Com o mundo a tomar uma posição contra o tráfico de drogas, é importante para todos nós entendermos de onde é que o Hezbollah retira o seus lucros. Dinheiro de tráfico de drogas financia o Hezbollah e o assassinato de pessoas inocentes através do terrorismo em todo o mundo.
 

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

                         O petróleo é deles.
 
22 de outubro de 2013

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Com entrega de reserva estratégica de Libra, Dilma deve arrumar mais dívidas para o Brasil e a Petrobras
Embora a Presidenta Dilma Rousseff seja forçada psicologicamente a ocupar uma cadeia nacional de rádio e televisão para repetir, ontem à noite, a mentira de que o leilão de Libra não significa a privatização do petróleo brasileiro, a verdade demonstra o contrário.
Como de costume, nossa reserva estratégica de 12 bilhões de barris de petróleo foi entregue às principais transnacionais dos controladores da Oligarquia Financeira Transnacional.
 
Na prática, o País abriu mão de suas reservas estratégicas de óleo & gás do pré-sal – que só devem ser exploradas comercialmente, de verdade, daqui a uns 20 ou 30 anos, principalmente para atender ao mercado da China - nação com super economia capimunista, politicamente autoritária, é inteiramente controlada, de fato, pelo capital anglo-americano. De fato, quem vai ditar o destino do pré-sal é a anglo-holandesa Shell, junto com a francesa Total, cada uma com 20% do negócio leiloado.
 
As presenças das chinesas CNOOC e China National Petroleum no “maior consórcio do mundo” (como festeja a Dilma) é a indicação para onde se destina o recurso que poderia servir estrategicamente ao Brasil, mas não vai, porque somos um país subdesenvolvido, em decomposição moral, sem rumo político, destituído de Projeto de Nação e cada vez mais sem soberania.
Novamente, vale a regra de sempre: consumir o ouro negro que for extraído do território brasileiro, para guardar a reserva anglo-americana...
 
Existem algumas certezas e várias dúvidas no negócio. Certo é que os controladores globalitários conseguiram adquirir mais uma grande reserva de petróleo para ser usada quando convier. Grande dúvida é se a Petrobras terá capacidade financeira para cobrir grande parte dos US$ 700 bilhões estimados apenas para a fase de exploração e desenvolvimento da produção em Libra.
Muito provavelmente, na hora em que faltar dinheiro, a Petrobras será automaticamente forçada pelos parceiros a abrir mão de grande parte da participação acionária em Libra (por ironia, a moeda inglesa).
Certamente, o Brasil será forçado pela Oligarquia Financeira Transnacional a fazer uma mega dívida externa para arrumar grana para a aventura do pré-sal.
 
Outra dúvida maior ainda. Dependendo da cotação internacional do petróleo, a custosa exploração do pré-sal brasileiro pode nem valer a pena no curto e médio prazos, ficando como uma reserva para emergências daqui a uns 50 ou 60 anos.
 
O negócio vai depender muito se é consistente ou não a versão de que o gás de xisto vai tornar os Estados Unidos independente energeticamente. Se for, o óleo de alta qualidade do pré-sal vai ser destinado para a indústria química de ponta – e não como fonte energética.
 
Em resumo, o capimunismo tupiniquim, com a petralhada operando de fantoche dos controladores globalitários, deu mais uma prova de burrice e entreguismo.

Medinho


Cachorro, o culto


Com o pré-sal, Dilma fez uma grande cachorrada com o Brasil e a Petrobras...
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

22 de outubro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

GOTA



Balança, balança, balança, mas não adianta o último pingo sempre fica para incomodar. Pior mesmo é achar que lavou as mãos e está tudo resolvido. Pôncio Pilatus fez isso e onde vocês acham que foi parar o último pingo? Lembrando que nessa época ainda não se utilizavam cuecas. Aliás, esse tipo roupa íntima masculina só foi inventada, ou regularizada, no século XX.
 
Por falar nisso, foi período da história de maior evolução das ciências, da tecnologia e do poder. O “poder” é algo que define a essência do século XX. Desde sempre foi conquistado pela força. Então, ganhava mais poder aquele que tinha melhores condições tecnológicas e estudos estratégicos para vencer as batalhas.
 
Andamos de Metrô graças ao inventor do motor elétrico. Demoramos tanto de Metrô graças a alguém que fez a distribuição logística dos locais de trabalho e moradia. Mas nenhum desses dois indivíduos praticava sexo, senão teriam pensado em inventar métodos anti-concepcionais mais efetivos. Logo, desperdiçamos nosso tempo dentro de um Metrô cheio. Lotado. Entupido... Só Deus consegue definir, pois a Física já desistiu.
 
“Crescei-vos e multiplicai-vos”. Parece uma ordem divina. Na verdade é uma filosofia mercadológica. É necessário gerar indivíduos que consumam. A fábrica da pobreza.
 
Mas sem a tecnologia como poderíamos viver? Como passar quinze dias sem ver televisão? Como viver sem celular, youtube, twitter, facebook? Como limpar a bunda sem papel higiênico?
 
Por outro lado, para quê viver estressado? Para quê pagar por terapia? Para quê viver tomando remédio para estômago, rim, coração, cutícula, ereção?
 
Pois é! Não adianta apenas balançar, tem que existir algum jeito de neutralizar esse pingo. Um pingo pode destruir aquilo que com tanto afinco foi logrado. Um pingo pode fazer derramar um copo lotado. É literalmente a gota dágua. Não necessariamente de água! O importante é não dar um tiro no pé. Ou pior, o pingo cair no pé. Se for entre os dedos vai dar frieira.

22 de outubro de 2013
Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

AS TRÊS VIAS DE ACESSO *


 Após ler minha crônica sobre os cavacos do ofício do jornalismo, uma amiga me pergunta porque não estou lecionando numa universidade. Coincidentemente, a resposta está no artigo de Cláudio de Moura Castro, na Veja da semana passada:

“Na UFRJ, um aluno brilhante de física foi mandado para o MIT antes de completar sua graduação. Lá chegando, foi guindado diretamente ao doutorado. Com seu reluzente Ph.D., ele voltou ao Brasil. Mas sua candidatura a professor foi recusada pela UFRJ, pois ele não tinha diploma de graduação. Luiz Laboriou foi um eminente botânico brasileiro, com Ph.D. pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e membro da Academia Brasileira de Ciências. Mas não pôde ensinar na USP, pois não tinha graduação”.

Estas peripécias, eu as conheço de perto. Começo pelo início. Nunca me ocorreu lecionar na universidade. Eu voltara da Suécia, cronicava em Porto Alegre e fui tomado pela resfeber, doença nórdica que contraí na Escandinávia. Traduzindo: febre de viagens. Li nos jornais que estavam abertas inscrições para bolsas na França e me ocorreu passar alguns anos em Paris. A condição era desenvolver uma tese? Tudo bem. Paris vale bem uma tese. Tese em que área? Busquei algo que me agradasse. Na época, me fascinava a literatura de Ernesto Sábato. Vamos então a Paris estudar Sábato.

Mas eu não tinha o curso de Letras. O cônsul francês, ao me encontrar na rua, perguntou-me se eu não podia postular algo em outra área. Em Direito havia mais oferta de bolsas. Poder, podia. Eu cursara Direito. Mas do Direito só queria distância. Mantive minha postulação em Letras. Para minha surpresa, recebi a bolsa. A França me aceitava, em função de meu currículo, para um mestrado em Letras, curso que eu jamais havia feito. Nenhuma universidade brasileira teria essa abertura. Aliás, os componentes brasileiros da comissão franco-brasileira que examinava as candidaturas, tentaram barrar a minha. Fui salvo pelos franceses.

Fui, vi e fiz. Em função de meu currículo, aceito para mestrado, fui guindado diretamente ao doutorado. Tive o mesmo reconhecimento que o aluno do MIT. Acabei defendendo tese em Letras Francesas e Comparadas. Menção: Très bien. Não me movera nenhuma pretensão acadêmica, apenas o desejo de curtir Paris, suas ruelas, vinhos, queijos e mulheres. A tese não passou de diletantismo. De Paris, eu escrevia diariamente uma crônica para a Folha da Manhã, de Porto Alegre. Salário mais bolsa me propiciaram belos dias na França. Foi quando minha empresa faliu. Conversando com colegas, fiquei sabendo que um doutorado servia para lecionar. Voltei e enviei meu currículo para três universidades. Sei lá que loucura me havia acometido na época: um dos currículos enviei para o curso de Letras da Universidade de Brasília.

Fui a Brasília acompanhar meu currículo. Procurei o chefe do Departamento de Letras. Ele me cobriu de elogios, o que só ativou meu sistema de alarme. Que minha tese era brilhante, que meu currículo era excelente, que era um jovem doutor com um futuro pela frente. Etc. Mas... eu tinha apenas os cursos de Direito e Filosofia, não tinha o de Letras. Me sugeria enviar meu currículo ao Departamento de Filosofia, já que a tese tinha alguns componentes filosóficos.

Ingênuo, fui até o Departamento de Filosofia. O coordenador me recebeu muito bem, analisou minha tese, cobriu-a de elogios. Mas... eu não tinha o Doutorado em Filosofia. Apenas o curso. Considerando o grande número de artigos publicados em jornal, sugeria que eu fosse ao Departamento de Comunicações. Besta atroz, fui até lá. O coordenador considerou que meu currículo como jornalista era excelente. Mas... eu não tinha o Curso de Jornalismo.

Na Universidade Federal de Santa Catarina abriu um concurso para professor de Francês. Já que eu era Doutor em Letras Francesas, me pareceu que a ocasião era aquela. Duas vagas, dois candidatos. Fui solenemente reprovado. Uma das alegações foi que eu falava francês como um parisiense, e a universidade não precisava disso. A outra, e decisiva, era a de que eu tinha doutorado em Letras Francesas, mas não tinha curso de Letras.

Já estava desistindo de procurar emprego na área, quando fui convidado para lecionar Literatura Brasileira, na mesma UFSC que me recusara como professor de francês. Convidado como professor visitante, o que dispensa concurso. Mas o contrato é por prazo determinado, dois anos. O curso precisava de doutores para orientar teses e eu estava ali por perto, doutor fresquinho, recém-titulado e livre de laços com outra universidade. Fui contratado.

Acabei lecionando quatro anos, na graduação e pós-graduação. Findo meu contrato, foi aberto um concurso para professor de Literatura Brasileira. Me inscrevi imediatamente. Uma vaga, um candidato. Me pareceram favas contadas. Ledo engano. Eu não tinha o curso de Letras. Fui de novo solenemente reprovado. Não tinha graduação em Letras.

Na mesma época, abriu um concurso na mesma universidade para professor de espanhol. Ora, eu já havia traduzido doze obras dos melhores autores da América Latina e Espanha (Borges, Sábato, Bioy Casares, Robert Arlt, José Donoso, Camilo José Cela). Vou tentar, pensei. Tentei. Na banca, não havia um só professor que tivesse doutorado. Pelo que me consta, jamais haviam traduzido nem mesmo bula de remédio. Mais ainda: não tinham uma linha sequer publicada. Novamente reprovado. Minhas traduções poderiam ser brilhantes. Mas eu jamais havia feito um curso de espanhol.

Melhor voltar ao jornalismo. Foi o que fiz. Anos mais tarde, já em São Paulo, por duas vezes fui convidado para participar de uma banca na Universidade Federal de São Carlos, pelo professor Deonísio da Silva, então chefe de Departamento do Curso de Letras. Uma das bancas era para escolher uma professora de Literatura Espanhola, outra uma professora de Literatura Brasileira. Deonísio sugeriu-me participar, como candidato, de um futuro concurso. Impossível, eu não tinha o curso de Letras. Quanto a julgar a candidatura de um professor de Letras, isto me era plenamente permissível.

Por estas e por outras – e as outras são também importantes, mas agora não interessam – não estou lecionando. Diz a lenda que na universidade da Basiléia havia um dístico no pórtico, indicando as três vias de acesso à universidade: per bucam, per anum, per vaginam. Lenda ou não, o dístico é emblemático. A universidade brasileira, particularmente, é visceralmente endogâmica. Professores se acasalam com professoras e geram professorinhos e para estes sempre se encontra um jeito de integrá-los a universidade. A maior parte dos concursos são farsas com cartas marcadas. Pelo menos na área humanística. As exceções ocorrem na área tecnológica, onde muitas vezes a guilda não tem um membro com capacitação mínima para proteger. Contou-me uma professora da Universidade de Brasília: “eu tive muita sorte, os dez pontos da prova oral coincidiam com os dez capítulos de minha tese”. O marido dela era um dos componentes da banca. A ingênua atroz – ou talvez cínica – falava de coincidência.

Na universidade brasileira, nem um Cervantes seria aceito como professor de Letras, afinal só teria em seu currículo o ofício de soldado e coletor de impostos. Um Platão seria barrado no magistério de Filosofia e um Albert Camus jamais teria acesso a um curso de Jornalismo. No fundo, a universidade ainda vive no tempo das guildas medievais, que cercavam as profissões como quem cerca um couto de caça privado. Na Espanha e na França, desde há muito se discute publicamente a endogamia universitária. Aqui, nem um pio sobre o assunto. E ainda há quem se queixe quando os melhores cérebros nacionais buscam reconhecimento no Exterior.
* – Me escreve Jorge Brum:

Prezado Janer,
após ler o seu artigo "a mais confortável entre as corrupções", teria a acrescentar mais uma prática usual dentro das universidades públicas, só passa no concurso quem eles querem por lá dentro, na verdade o concurso é pró-forma, se não for a pessoa que eles querem por no "departamento", darão um jeito de tirar alguns "pontos" no currículo, só passa no concurso o professor que tiver a "mesma linha de pensamento" do "chefe" do departamento. Também tem as bancas de doutorado, onde os professores avaliadores da banca são amigos (as) do candidato (a) ao título de doutor, um verdadeiro chá das cinco entre comadres!! As teses são as mais estapafúrdias teorizando literalmente sobre a rebimboca da parafuseta. Tem alunos que fazem a faculdade, e em seguida já fazem mestrado e doutorado e prestam o "concurso" e se tornam professores. E a experiência profissional? Não precisa, basta ser amigo das pessoas certas, para estar confortavelmente em um emprego público, com aposentadoria integral vitalícia... experiência profissional? É para os trouxas que ralam na iniciativa privada.

Meu caro Brum: conheço de perto o problema. Segue artigo que publiquei há sete anos, em junho de 2006.


22 de outubro de 2013
janer cristaldo