"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SENADOR BOLIVIANO DENUNCIA ENVOLVIMENTO DE LÍDERES DO GOVERNO COM O NARCOTRÁFICO

Mesmo sem ter salvo conduto da Bolívia para deixar o país, Roger Pinto viajou em um carro da embaixada brasileira até Corumbá.  Itamaraty fará inquérito sobre entrada de político boliviano no país

O senador boliviano Roger Pinto (centro) com Ricardo Ferraço na chegada a Brasília
Foto: Terceiro / Reprodução/GloboNews
O senador boliviano Roger Pinto (centro) com Ricardo Ferraço na chegada a BrasíliaTerceiro / Reprodução/GloboNews

Depois de chegar ao Brasil com a ajuda da embaixada brasileira, o senador boliviano que estava asilado há um ano em La Paz, defendeu-se das denúncias de crimes de corrupção que pesam contra ele na Bolívia, e revelou que denunciou o envolvimento de líderes do governo de seu país com o narcotráfico. Em entrevista à GloboNews, Roger Pinto Molina disse que se coloca à disposição do Brasil para ratificar denúncias. Mesmo sem ter salvo conduto do governo da Bolívia para deixar aquele país, o político da oposição viajou de carro por cerca de 1,6 mil quilômetros de carro até a cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul.
- Superado esses 455 dias de lamento, sofrimento, eu vou me colocar à disposição das autoridades brasileiras para ratificar aquelas denúncias. Pedi para o presidente Evo Morales para investigar e ele optou, como faz sempre, pelo insulto, pela calúnia, pela desqualificação da oposição - afirmou à GloboNews. - Pedi para o presidente Evo Morales investigar e ele optou, como sempre, pelo insulto, pela calúnia, pela desqualificação da oposição.
 
Depois de passar 15 meses na representação brasileira na capital boliviana, o senador chegou a Brasília no sábado. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que irá abrir inquérito sobre o ingresso do político em território brasileiro e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis. O governo boliviano se mostrou surpreso com a fuga e vai acionar a Interpol sobre o caso.
 
Segundo Ricardo Ferraço, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o estado de saúde do político estava se deteriorando. Para Ferraço, Molina é “refugiado” e não “foragido”.
 
- Ele estava todo esse tempo sem tomar sol, sem visita, em uma situação deprimente, sub-humana - afirmou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. - Ele não é foragido. Ele foi recepcionado em Corumbá, adotou todos os procedimentos. O governo brasileiro já tinha concedido asilo político antes do salvo conduto. Ele está acolhido no Brasil como refugiado, como perseguido político.
 
De acordo com o site G1, em junho deste ano, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Itamaraty se posicionaram contra a ajuda ao senador, que queria deixar a Bolívia rumo ao Brasil. As informações prestadas pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo dos Santos, estão inclusas nos pareceres e balizaram posicionamentos da AGU e da PGR encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação apresentada pelo político boliviano.
 
Para a Bolívia, fugitivo da justiça
 
Depois de afirmar que a fuga poderia afetar as relações internacionais entre os dois países, o governo boliviano voltou atrás neste domingo e evitou polemizar com o Brasil sobre a fuga. Mesmo assim, o senador agora é considerado um fugitivo da justiça para a Bolívia.
 
- A fuga do senador não afeta nem afetará as relações bilaterais com o Brasil, que se mantêm em absoluta cordialidade e respeito - disse neste domingo a ministra de Comunicação da Bolívia, Amanda Dávila.
 
Em nota, o Itamaraty informou que irá abrir inquérito sobre o caso. Com a chegada do político, o chanceler Antonio Patriota, cancelou viagem oficial à Finlândia para companhar o caso.
 
“O ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do senador boliviano da embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. (...) O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.”
 
Molina, de 52 anos, é líder da oposição no Congresso boliviano. Ele foi condenado a um ano de prisão na Bolívia, por suposto envolvimento em corrupção. Em junho, dez dias depois de se abrigar na embaixada brasileira em La Paz, o governo brasileiro concedeu asilo ao senador, que se diz vítima de perseguição política do governo boliviano.

26 de agosto de 2013
O GLOBO  com agências internacionais

BRASILEIRA É BARRADA EM VOO APÓS COMENTÁRIO SOBRE TERRORISMO

 
Uma brasileira foi impedida de embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da Qatar Airways para Bali, Indonésia, na madrugada deste domingo. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o pai da jovem, que não iria embarcar, teria feito um comentário sobre terrorismo na fila de check-in.
De acordo com a jovem, funcionários da companhia aérea a abordaram depois de o pai dela, o economista Renato Camargo da Silva, ter feito uma brincadeira. “Ainda bem que não acharam que você é terrorista”, teria dito Silva. Graduada em Gestão Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP), Thais Buratto da Silva, 24 anos, participaria de um no exterior.
A passageira tentou explicar a situação, mas, segundo ela, funcionários da companhia aérea não aceitaram as explicações. O pai de Thais afirmou que a abordagem da empresa aérea foi muito grosseira e ressaltou que a filha não fez nenhuma insinuação sobre terrorismo.  A Qatar Airways disse, por meio de assessoria de imprensa, que o veto à passageira ocorreu por “questões de segurança”. 
A Polícia Federal do aeroporto afirmou que não encontrou nenhuma notificação sobre o caso. A jovem, no entanto, disse que iria registrar uma ocorrência no aeroporto por orientação de seu advogado, que entrará com uma ação por danos morais e materiais contra a companhia aérea.
26 de agosto de 2013
 Terra

ANALISTAS PROJETAM INFLAÇÃO MAIOR NO ANO E ALTA DA SELIC NESTA SEMANA

Segundo a pesquisa Focus, juro Selic deve subir 0,5 ponto nesta quarta-feira; inflação medida pelo IPCA deve encerrar o ano em 5,80%
O relatório de mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 26, pelo Banco Central, trouxe uma elevação generalizada das estimativas para a inflação deste ano. A mediana para o índice de 2013 passou de 5,74% para 5,80%. Há quatro semanas estava em 5,75%. Para 2014, a mediana das previsões para o IPCA subiu de 5,80% para 5,84% ante taxa de 5,88% vista um mês atrás.
Já entre os profissionais ouvidos na pesquisa que mais acertam as previsões para o médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, o IPCA de 2013 deverá ficar em 5,57%, e não mais em 5,47% como era esperado uma semana antes - quatro semanas atrás, a mediana estava em 5,81%. No caso de 2014, esse mesmo grupo manteve a taxa de 5,80% ante a de 5,97% vista há um mês.
Já para o curto prazo, os analistas revisaram para baixo suas estimativas para o IPCA de agosto, que passou de 0,29% para 0,26%. No caso de setembro, houve manutenção da mediana em 0,45%. Há um mês, a mediana para estas projeções estavam respectivamente em 0,29% e 0,44%.
Juro
Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para o rumo da Selic, atualmente em 8,50% ao ano, os analistas mantiveram a projeção de que a alta será de 0,50 ponto porcentual, para 9,00% ao ano.
Para o final de 2013, no entanto, eles revisaram as estimativas de 9,25% para 9,50%. Há um mês, a expectativa era de uma variação de 9,25% ao final de dezembro de 2013. No caso de 2014, a Focus revelou que a mediana das previsões para a Selic seguiu em 9,50% ao ano ante taxa de 9,25% vista quatro semanas atrás.
Câmbio
Mesmo depois de o BC mostrar artilharia pesada no mercado cambial e passar a realizar leilões diários, analistas financeiros projetam que o dólar fechará o ano mais elevado, em R$ 2,32 ante taxa de R$ 2,30 vista no levantamento anterior. Há um mês, a expectativa mediana era de uma cotação de R$ 2,25 para o período. Com isso, o câmbio médio de 2013 passou de R$ 2,18 para R$ 2,19. Há um mês, estava em R$ 2,14.
Para o final de 2014, o movimento das previsões para o dólar também foi no mesmo sentido, passando de R$ 2,35 para R$ 2,38. Quatro semanas atrás, a mediana dessas expectativas estava em R$ 2,30. Com isso, o câmbio médio para 2014 passou de R$ 2,30 para R$ 2,32. Quatro semanas atrás, estava em R$ 2,26.
PIB
Na semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para baixo suas projeções para a expansão da atividade deste e do próximo ano. De acordo com o levantamento, o Brasil crescerá 2,20% em 2013. Na pesquisa anterior, a projeção era de uma expansão de 2,21% e, há quatro semanas, de 2,28%.
Já a previsão mediana para a produção industrial deste ano subiu no período. Segundo o Focus, o setor deve ter expansão de 2,11% em 2013, e não mais de 2,08% como esperavam na pesquisa anterior ou de 2,10% no levantamento feito um mês atrás.
Para 2014, os economistas revisaram de 2,50% para 2,40% a mediana das previsões para o crescimento do País, que há um mês era aguardado em 2,60% e um dos motivos que levaram à mudança foi a alteração do humor em relação ao setor manufatureiro, que deverá se expandir apenas 2,90% no ano que vem, e não mais 3,00%, como era previsto no levantamento anterior e também há quatro semanas.
Déficit
O mercado financeiro pouco se mexeu em relação às projeções para as transações correntes, mesmo após o Banco Central ter divulgado um déficit surpreendente do resultado de julho, negativo em US$ 9 bilhões. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada na manhã de hoje, a previsão mediana para o rombo da conta corrente foi mantida em US$ 77 bilhões, como já constava no levantamento anterior. Há um mês, a expectativa mediana estava no vermelho, em US$ 76,15 bilhões.
Para 2014, o movimento, inclusive, foi de redução da previsão para o déficit, com a mediana passando de US$ 79,46 bilhões para US$ 78,55 bilhões. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 79,50 bilhões.
Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do déficit não será integral desta vez. Há 37 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 54 semanas para o de 2014.
Além do resultado de julho, outro dado que corroboraria com a projeção de um déficit menor é a expectativa de piora para a balança comercial deste ano. De acordo com a Focus, a mediana das estimativas para o saldo passou de superávit de US$ 4,35 bilhões para US$ 3,40 bilhões. Um mês atrás estava em US$ 5,70 bilhões. Para 2014, no entanto, houve elevação da mediana para o saldo, que passou de US$ 8 bilhões para US$ 9 bilhões - quatro semanas atrás estava em US$ 8,92 bilhões.
Já relação dívida/PIB voltou para o patamar de 35,00% em 2013, como estava há um mês, depois de ter marcado a taxa de 34,90% na semana passada. Para 2014, foi mantida a projeção mediana de 34,70% vista no levantamento anterior. Um mês atrás, estava em 35,00%.
26 de agosto de 2013
Célia Froufe - Agência Estado

TEORIA CONSPIRATÓRIA DA NOVA ORDEM MUNDIAL SOBRE O MICROONDAS

A propósito de um post sobre os malefícios do microondas, recebi e publiquei o comentário de um leitor do blog. Cheguei a responder, mas exclui, pois o espaço não permitiu a publicação por ser extenso demais. Razão porque estou publicando a resposta como um post.

As propostas da Nova Ordem Mundial direcionam-se para outros fins, de natureza, principalmente, econômica. Seria cômica uma teoria conspiratória para inibir o uso do micro-ondas, quando sabemos que muitos outros eletrodomésticos consomem muito mais. Não vou entrar no mérito da opinião do leitor, sobre tal conspiração da Nova Ordem, mas exponho uma tabela de consumo dos nosso equipamentos mais comuns, para que bem se possa avaliar a posição do microondas. Sem terrorismo, mas fica ao alcance de qualquer um, fazer uma pesquisa para apurar se há ou não danos a saúde, que possam ser provocados pela maquininha...
Abaixo o comentário do leitor.

"Balela! O que esta por trás desta "pavorosa" boataria é o interesse da Nova Ordem Mundial em diminuir o consumo de ENERGIA elétrica no Mundo! Então haja pânico! Não há nada ,absolutamente nada cientificamente falando que ondas curtas ou micro-ondas deixem resíduos radiativos. estão sim é querendo que o povo NÃO CONSUMA ENERGIA que eles os REIS DO MUNDO não podem mais suprir". Em MICROONDAS, ETA MAQUININHA BANDIDA...


Custo do Consumo de Energia Elétrica dos Eletrodomésticos. Além de toda discussão que se tem em torno do consumo da energia elétrica por conta do aquecimento global, não se pode esquecer desse item quando o assunto é também as finanças pessoais.

Não é de hoje o discurso que chuveiro elétrico, secadora de roupa, torneira elétrica e ferro elétrico são os maiores “vilões” quando se trata consumo.
A seguir, apresentamos uma tabela que classifica os principais aparelhos eletrodomésticos por potência, número de dias de uso por mês, tempo médio de uso por dia, consumo médio mensal e gasto total mensal. Para o cálculo, foi considerada a média do custo do KWh de R$ 0,35, sem impostos.
Analise a tabela, avalie seu consumo e verifique a possibilidade de economizar. Seu bolso agradece.

Consumo médio mensal dos principais aparelhos eletrodomésticos
Aparelho
Potência média (watts)
Número estimado de dias de uso/mês
Tempo médio de uso por dia
Consumo médio mensal (kWh)
Gasto mensal (R$)
Aparelho de som
20
30
4 h
2,4
0,84
Ar condicionado
3500
30
8 h
360,0
126,00
Aspirador de pó
1000
30
20 min.
10,0
3,50
Cafeteira elétrica
100
30
1h
30,0
10,50
Chuveiro elétrico**
3500
10
40min
70,0
24,50
Ferro elétrico
1000
12
1h
12,0
4,20
Freezer*
400
30
10h
120,0
42,00
Forno a resistência
1500
30
1h
45,0
15,75
Microondas
1300
30
20min
13,0
4,55
Geladeira 1 porta*
200
30
10h
60,0
21,00
Geladeira 2 portas*
300
30
10h
90,0
31,50
Lavadora de louça
1500
30
40min
30,0
10,50
Lavadora de roupas
1500
12
30min
9,0
3,15
Secadora de roupas
3500
12
1h
42,0
14,70
Torneira elétrica
3500
30
30min
52,0
18,20
Ventilador
100
30
8h
24,0
8,40

CHESF NÃO CONCLUI SISTEMA DE TRANSMISSÃO, MAS EMPLACA 25 NOVOS PROJETOS DE EÓLICAS

Chesf leva eólicas sem entregar linhas.  Empresa não concluiu sistema de transmissão de dezenas de parques, mas emplacou 25 novos projetos de usinas movidas a vento
 
 
O leilão de energia eólica realizado na sexta-feira chamou a atenção por três motivos. Primeiro, pela agilidade no bater do martelo. Durou 40 minutos, quando normalmente as disputas duram por horas. Segundo, pela parca presença dos investidores privados. A terceira surpresa foi a agressividade da Chesf. Em parceria com outras empresas e fundos de investimento, emplacou 25 dos 66 projetos vencedores - 38% do total.
 
Não haveria estranhamento não fosse a mesma Chesf uma referência negativa na energia movida a vento. A empresa venceu muitos leilões de linhas de transmissão para parque eólicos no Nordeste, mas até hoje não concluiu os projetos.
 
As empresas do sistema Eletrobrás, Furnas e Chesf, habilitaram 38 dos 66 projetos - 58% do total. Pelos cálculos da Thymos, consultoria do setor de energia, a presença das estatais superou a média. Nos dois últimos leilões de parque eólicos, realizados em 2011, elas detinham 25% e 50% dos projetos vencedores. A líder disparada era a Eletrosul e a Chesf, apenas a lanterninha. No leilão de sexta-feira, a Eletrosul nem sequer participou.
 
Thaís Prandini, diretora executiva da Thymos, tem duas leituras para a supremacia das estatais no leilão de eólicas. "De um lado há o aspecto positivo: apesar de a Eletrobrás estar num processo de reestruturação, mostra que ainda pode investir e buscar alternativas para melhorar as receitas", diz Thaís. "Por outro lado, dá um pouco de medo ver a Chesf, que tem um histórico ruim no setor de eólicas, com tantos projetos: a empresa se enroscou na construção de linhas de transmissão e não há garantias de que não fará o mesmo na geração."
 
A Chesf entrou com força nos recentes leilões de transmissão e arrematou a maioria das linhas no Nordeste, a sua área de atuação. Levou, mas tem dificuldade para entregar. Os projetos estão atrasados, o que criou um efeito dominó de prejuízos e distorções no mercado de eólicas.
 
Efeito dominó. Por causa da Chesf, o governo reviu as regras e prazos para a expansão dos parques eólicos. Como o investidor tem direito de receber o pagamento quando conclui o parque - haja ou não conexão à rede -, o atraso faz com que os consumidores paguem por uma energia que não recebem. Estima-se que a conta chegue a R$ 800 milhões neste ano.
 
Para evitar o aumento desse gasto e o transtorno para a imagem do governo, foi oferecido aos investidores a possibilidade "concatenar" os projetos: atrasar o parque para que seja inaugurado com a linha.
 
Mudou-se também a regra para a expansão das linhas de transmissão. Inicialmente, ficou definido que os parques não arcariam com a conexão com a rede. Grupos de parques seriam ligados a estações coletoras, chamadas ICGs, que, por sua vez, seriam ligadas à rede.
 
Para definir o número e a localização das ICGs, o governo primeiro fazia os leilões de geração e, depois, os de transmissão. Como a Chesf não conseguiu cumprir o cronograma, a ICG foi estigmatizada e abandonada. A partir do leilão de sexta-feira, quem vence precisa arcar com o custo da conexão a uma rede já existente. Não serão feitos leilões para a construção de novas linhas por enquanto.
 
Especialistas avaliam que o governo adotou "gambiarras" para contornar os contratempos criados pela estatal. "O problema foi a Chesf entrar em todos os leilões porque queria o domínio do Nordeste", diz Adão Linhares Muniz, presidente Câmara Setorial de Energia Eólica do Ceará. "Mas em vez de punir a empresa, o governo fez como o marido da piada: ao descobrir que estava sendo traído, tirou o sofá da sala."
 
Romeu Rufino, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica discorda. "A Chesf causou um enorme transtorno e foi punida: recebeu multa e teve a participação nos leilões limitada", diz Rufino. A Aneel agora estuda com a Advocacia-Geral da União entrar com uma ação de reparação de danos.
 
Enquanto isso, porém, o investidor se mostra mais arredio. O baixo quórum das empresas privadas no leilão, em parte, é atribuído às mudanças das regras. Além de estudar a posição dos cataventos, o investidor agora precisa fazer um projeto de conexão à rede mais próxima, o que demanda tempo para avaliar riscos e retornos. Poucas privadas arriscaram voos solos, como Enerfin, Wobben e Renova, que juntas tiveram 13 projetos vencedores. Grandes empresas, como a CPFL, não participaram.

26 de agosto de 2013
Alexa Salomão - O Estado de S.Paulo

AS CHANCES DE EDUARDO CAMPOS

Confesso ter minimizado, indevidamente, o alcance das aspirações presidenciais de Eduardo Campos. O governador de Pernambuco não é o candidato com mais chances em 2014, à primeira vista, mas no quadro atual desfruta de condições singulares que podem ser bastante favoráveis.
 
Vejamos. Campos é o único candidato que, provindo da base de governo, à qual ainda pertence, é capaz de conquistar votos na oposição. Neto de Miguel Arraes, o governador mais odiado pela direita golpista de 1964, tem boas credenciais no campo que vai da esquerda ao centro. E é presidente do PSB, que disputa com o PMDB o segundo lugar na aliança governamental; dependendo do critério, é um ou outro.
 
Também é quem melhor dialoga com a oposição. Sim, o PMDB pode flertar com ela, mas não dispõe, nem em Michel Temer, de um líder tão livre como Campos para dizer o que pensa. E o que ele pensa agrada a uma parte do eleitorado e dos potenciais financiadores do PSDB.
 
O governador de Pernambuco no 2º turno muda tudo
 
Se o PT lidera há bom quarto de século a centro-esquerda em nosso País, e desde 1989 é uma das duas forças principais na política brasileira, a liderança da centro-direita cabe, desde 1994, ao PSDB. Mas é essa liderança que agora entra em xeque. Ou seja, a centro-direita existe e continuará existindo. Disputará com o PT, no voto, a hegemonia política no País. Mas hoje sofre uma crise de liderança que, na verdade, é uma crise interna do PSDB, afetando a vasta faixa de opinião que ele tem representado.
 
Os conflitos entre Aécio Neves e José Serra pela candidatura à Presidência em 2014, intermináveis, são sinal disso. Podem resultar de ressentimentos, talvez do político paulista. Mas na verdade se trata de uma crise de destino do PSDB e de uma crise de representação da centro-direita.
Estas duas crises merecem tratamento à parte, o que faremos em artigo futuro. Mas, por ora, vamos à conjuntura que favorece Eduardo Campos.
 
Caso Serra deixe o PSDB para candidatar-se por outro partido, quase certamente selará sua derrota, mas também a de Aécio. Por derrota, aqui, não entendo perder, no segundo turno, para o PT. Entendo algo maior e pior: nem mesmo chegar ao segundo turno. Aqui crescem as chances de Campos, assim como as de Marina Silva.
 
Agora, o desentendimento interno ao PSDB - ou, se quiserem, a cisma de Serra se dispondo até mesmo a realizar um cisma dentro do partido - já basta para enfraquecer os tucanos, mesmo que Serra não saia. Consta que, na melhor das hipóteses para Aécio, que é sua indicação presidencial sem a saída de Serra, este último fará corpo mole na campanha. Isso é ruim em termos de imagem. Basta lembrar a recente eleição paulistana, em que Marta Suplicy, frustrada pelo dedaço de Lula no intento de concorrer à prefeitura, se afastou da campanha de Haddad, somente se integrando nela nas semanas finais e cruciais. Coincidência ou não, foi quando Haddad disparou para a vitória. Pois é. Um boicote interno à candidatura Aécio já faria muito mal. Mais uma vez, a conjuntura favorece Campos - e Marina.
 
E há mais uma perspectiva no horizonte. Será lamentável se uma força de opinião significativa como o Rede não puder concorrer em 2014. Mas, se o TSE puser paradeiro ao atraso dos cartórios eleitorais na verificação das assinaturas, o Rede não poderá culpar a ninguém por um eventual fracasso. Terá sido Marina que demorou mais de dois anos a se definir.
 
Aliás, mesmo que Marina concorra, a ausência de palanques nos Estados expõe sua aspiração a sérias dificuldades. Suas perspectivas de sucesso são as mais difíceis, hoje, de medir.
 
O que resultaria de um forfait da Rede ou do fracasso da candidatura de Marina Silva, somada a uma crise no PSDB? Aumentarão as chances para Eduardo Campos. Ele pode ganhar a preciosa indicação da segunda vaga (a primeira sendo do PT) para o turno final das presidenciais. Pode realizar o que é o sonho de Aécio, o discurso do político mineiro, que consiste em propor um governo pós-PT e não anti-PT. Também isso não é fácil, mas Campos não está marcado pelo ódio ao petismo, longe disso; e soube distanciar-se do PT não nos tempos de Lula, mas depois que ele deixou a presidência para uma sucessora sem o seu carisma. Mesmo a eleição no Recife, em 2012, que foi a segunda vitória de Campos sobre o antigo e ainda atual aliado (a primeira se deu em 2006), se deu no quadro de um enorme desgaste do então prefeito petista da capital pernambucana.
 
Um candidato que vem da centro-esquerda, comprometido com causas sociais, com fama de bom gestor, falando aos empresários e que permita vivermos uma campanha que atenue o clima de ódio que cresceu entre PSDB e PT: este o perfil que Campos construiu. Isso não basta para vencer mas, numa conjuntura em que a Rede não compareça e os tucanos se dividam, pode dar certo.
 
O cerne da coisa é: o que se está disputando?
 
Serra só pode disputar a Presidência. Estar no segundo turno não lhe basta.
 
Mas, para Aécio, Marina ou Eduardo Campos, ganhar um lugar no segundo turno já é uma grande vitória. Nas últimas três eleições, o segundo turno foi do PT e do PSDB. Agora, pela primeira vez, o lugar do PSDB está a perigo. Quem ganhar essa posição se consagra, mesmo perdendo na final do campeonato presidencial, como líder da oposição num talvez desgastado quarto mandato petista. Torna-se líder da centro-direita. E, com isso, muda os termos em que a nossa política está sendo jogada. Imaginem uma centro-direita cujo lema é o discurso sustentável. Ou que tenha em Eduardo Campos a expectativa de uma síntese entre o que é melhor do PT e o melhor do PSDB. Tudo muda.
 
26 de agosto de 2013
Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo.
Valor

CRISE DOS MÉDICOS

Atrapalhou-se outra vez o governo federal na condução do programa Mais Médicos. Agora, no anúncio de que pretende importar 4.000 profissionais de Cuba para suprir a carência em periferias e regiões distantes das grandes capitais do país.
 
No dia seguinte à celebração do acordo entre as duas nações, intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Ministério Público do Trabalho declarou que abrirá inquérito para apurar irregularidades na forma de contratação escolhida pela presidente Dilma Rousseff.
 
Diante do desinteresse dos médicos locais em preencher as vagas mais remotas, é bem-vindo o esforço de trazer profissionais do exterior. Deveria ser óbvio, no entanto, que tal iniciativa não pode ser conduzida ao arrepio da lei.
 
O programa Mais Médicos prevê remuneração mensal de R$ 10 mil --independentemente da nacionalidade-- para esse atendimento às populações marginalizadas.
 
Com os cubanos, a contratação não se dará de forma direta. As verbas serão pagas ao regime castrista, que então repassará um percentual aos médicos em território brasileiro. Trata-se, portanto, de terceirização da atividade (proibida por lei) e discriminação entre os cidadãos de Cuba e os demais participantes do programa.
 
Não se pode afastar também o temor de que os cubanos tenham remuneração inferior ao salário mínimo brasileiro, hoje em R$ 678. Quando atuam no próprio país, não ganham mais de R$ 100 por mês. Os que atuam na Venezuela recebem cerca de R$ 550.
 
É, em todo caso, inadmissível que o governo federal contrate médicos sem saber quanto os profissionais de fato receberão pelo trabalho prestado.
 
Há razoável distância, no entanto, entre os problemas legais do acordo e a acusação de que configuraria trabalho escravo, como fez o presidente da Federação Nacional de Médicos, Geraldo Ferreira.
 
Além de salários aviltantes, seria preciso haver condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado e servidão por dívida para configurar trabalho escravo. Tais elementos não estão presentes.
 
A crítica do Conselho Federal de Medicina é mais pertinente. Para a entidade, o convênio com Cuba seria uma medida eleitoreira.
 
No afã de obter resultados políticos positivos na área da saúde, o governo Dilma cometeu grave equívoco. Atropelar a legalidade apenas reforça os argumentos daqueles que, movidos pelo corporativismo, sempre se opuseram à importação de médicos ao país.
 
26 de agosto de 2013
Editorial Folha de São Paulo

CUBA VETOU IDA DE SNOWDEN AO PAÍS POR PRESSÃO DOS EUA - DIZ JORNAL

 


1º.ago.2013 - Imagem de vídeo do canal de TV russo "Russia24" registra visto
temporário de Edward Snowden, mostrado por seu advogado Anatoly Kucherena
 nesta quinta-feira (1º). Snowden, procurado pelo governo americano por revelar
detalhes sobre um programa de espionagem da Agência Nacional de Segurança
dos Estados Unidos, obteve status de refugiado na Rússia, segundo o site Wikileaks.
Kucherena disse que a permissão para ficar no país tem validade de um ano 
Leia mais Russia24/AP
 
O ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden viajou de Hong Kong a Moscou com a ideia de seguir para um país da América Latina via Cuba, mas o país se negou a recebê-lo, afirma o jornal russo "Kommersant", que atribuiu o veto a pressões dos Estados Unidos.
 
Segundo fontes ouvidas pelo "Kommersant", o ex-consultor dos serviços de inteligência dos Estados Unidos nunca chegou a embarcar em um voo com destino a Cuba porque as autoridades de Havana informaram a Moscou que o voo não seria autorizado a pousar se transportasse Snowden.
 
Uma fonte do jornal afirmou que Washington advertiu Cuba - assim como outros países - sobre as consequências de uma ajuda ao americano.
 
Segundo uma autoridade russa citada pelo jornal, Snowden, que fez uma primeira escala em Hong Kong, havia contactado representantes russos para explicar que pretendia viajar a um país da América Latina passando por Moscou e Cuba.
 
A fonte disse que Snowden permaneceu dois dias no consulado russo de Hong Kong.
De acordo com outra fonte, ligada ao ex-consultor, Snowden, nascido em 21 de junho de 1983, chegou a comemorar seu aniversário no consulado russo na zona administrativa chinesa.
O americano está na Rússia, país que lhe concedeu asilo.

Embarque frustrado

O ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) que revelou ao mundo a dimensão da vigilância eletrônica americana, desembarcou em 23 de junho no aeroporto Sheremetievo de Moscou, procedente de Hong Kong. Apesar de estar registrado no voo da Aeroflot com destino a Cuba, Snowden não embarcou no avião.
 
Pouco depois da chegada do americano a Moscou, o presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia não estava a par de nada e que o desembarque havia sido "totalmente inesperado".
Washington pediu em várias ocasiões a extradição de Snowden para os Estados Unidos, onde ele é acusado de espionagem.
 
26 de agosto de 2013
 UOL

STF AUTORIZA INVESTIGAÇÃO CONTRA MINISTRO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL

Fernando Bezerra Coelho é suspeito de contratar, de forma irregular, empresa para fornecer material hospitalar e malversação de recursos públicos do SUS


Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB-PE)
Foto: André Coelho / O Globo
Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB-PE)ANDRÉ COELHO / O GLOBO


 
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), por suspeita de contratação irregular de uma empresa para fornecer órteses e próteses e de malversação de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS), quando o atual ministro era prefeito de Petrolina (PE). Toda a licitação foi feita em apenas um dia e, segundo o ex-procurador geral da República, Roberto Gurgel, há indícios de fraude. Fernando Bezerra Coelho nega qualquer irregularidade.
 
Na petição inicial, o ex-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, cita o resultado de uma ação civil pública de improbidade administrativa, do Ministério Público de Pernambuco, que constatou dispensa ilegal na licitação da empresa SP Síntese Ltda, para atender o Hospital Dom Malan. De acordo com Gurgel, a ação mostrou que, num só dia, ocorreram todos os procedimentos para a licitação, da abertura do certame à assinatura do contrato.
 
O procurador geral também estranha na petição que a declaração de exclusividade da SP Síntese Ltda na revenda do material hospitalar, argumento para justificar a dispensa, tenha sido emitida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrolina apenas seis meses após a licitação.
 
"Posteriormente, aquela entidade (a Câmara de Dirigentes) declarou a inexistência em seu banco de dados de qualquer empresa desse segmento", escreveu Gurgel na petição.
 
Os indícios de fraude são reforçados ainda pelo fato de, segundo Gurgel, a pessoa jurídica SP Síntese Ltda. ter sido constituída em 9 de janeiro de 2001, ou seja, cerca de três meses antes de ser contratada pela Prefeitura de Petrolina. Existe ainda suspeita de fraude na celebração de quatro termos aditivos, em 2002, 2003, 2004 e 2005, que teriam sido fechados sem amparo legal, já que o contrato expirou em 19 de abril de 2003.
Atendendo ao pedido de Gurgel, Gilmar Mendes determinou a a quebra de sigilo bancário da empresa no começo do mês.
 
Prefeito de Petrolina por três mandatos - foi eleito em 1992, 2000 e 2004 -, Bezerra Coelho afirmou, em nota enviada ao GLOBO, que "a contratação por inexigibilidade de licitação se deu no âmbito da Secretaria municipal de Saúde e fundamentou-se na inexistência de outras empresas aptas a fornecer tais materiais cirúrgicos na região de Petrolina à época".
 
O ministro ressaltou ainda que se trata apenas de uma investigação, e que a contratação foi "amparada em regulares processos administrativos que atestaram a inexistência de competidores habilitados e interessados para o fornecimento".
 
"Sobre os pagamentos realizados pela Prefeitura, que somaram o montante de R$ 215.746,82, é importante destacar que os preços dos materiais adquiridos respeitaram rigorosamente a tabela estabelecida pelo Sistema Único de Saúde. (...) A total ausência de fundamento na imputação de irregularidade relativa aos mencionados procedimentos licitatórios será evidenciada após a apresentação dos devidos esclarecimentos e com a completa e oportuna colheita dos elementos relacionados ao caso.", diz a nota.
 
26 de agosto de 2013
GUILHERME AMADO - O Globo

UMA AGU DA BOLÍVIA E DE CUBA


A Advocacia Geral da União ( AGU ) está se transformando na banca de defesa das piores ditaduras. Afirma que os médicos cubanos não terão asilo, se pedirem, que serão devolvidos a ferro para a ditadura de Castro.
E também está questionando o asilo concedido ao senador boliviano Roger Pinto, de 53 anos, que chegou ao Brasil no sábado (24) depois de viver mais de um ano na embaixada brasileira em La Paz, onde se refugiou em 28 de maio de 2012.
O boliviano entrou no Brasil em carro do Itamaraty, foi escoltado por fuzileiros navais e está na casa do senador Ricardo Ferraço, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Mas Luiz Adams (foto), o Advogado Geral da União, insiste na proteção a ditadores e a regimes totalitários. Uma vergonha para a democracia brasileira.

MINHA CASA, MINHA VIDA: ANTES DA ENTREGA, BAIRROS INTEIROS SÃO INVADIDOS POR MOVIMENTOS SOCIAIS E ATÉ TRAFICANTES


Sempre que chove, a casa de Adriana Ferreira, 44, fica alagada. Moradora de uma área de risco em Fortaleza, ela diz ter perdido a conta dos escorpiões que viu e dos eletrodomésticos que perdeu nessas enchentes.  Em 2009, a dona de casa achou que seu problema seria resolvido, foi contemplada com uma unidade do conjunto habitacional em construção pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.  Mas até hoje ela não pôde se mudar: o conjunto de 816 unidades foi invadido em outubro de 2012 --entre os invasores estão traficantes, segundo a polícia cearense.
 
A situação se repete em diferentes cidades: conjuntos habitacionais do governo federal têm sido invadidos antes de serem entregues.São obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ou do Minha Casa Minha Vida, dois dos principais programas da gestão da presidente Dilma Rousseff.
Além do Ceará, a Folha identificou casos na Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo--onde um conjunto invadido na zona leste tem até síndicos e é cobrado R$50 de condomínio dos moradores.
 
As invasões, em geral, são articuladas por movimentos de sem-teto ou por líderes comunitários de bairros próximos. Em casos extremos, há participação de traficantes.Guilherme Boulos, representante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), diz que a maioria das invasões são de grupos sem organização de entidades nacionais e que o movimento só invade os conjuntos se houver irregularidades nas obras. As invasões ocorrem com facilidade. Já a saída, não: Caixa Econômica Federal ou prefeituras esperam meses na Justiça a reintegração de posse.
 
Em Porto Velho, por exemplo, a prefeitura classifica a situação como uma "indústria de invasões". Na cidade, 1.064 famílias invadiram e estão há cerca de um ano em três condomínios do PAC que custaram R$ 30 milhões. Na parede de uma das casas, o recado: "Lotado, tem dono".  Em Teresina, o atraso nas obras de um conjunto com 4.300 unidades incentivou 116 famílias sem-teto a invadirem algumas das casas. Em Maringá (PR) e em Natal, invasores foram expulsos por decisão judicial e voltaram pouco tempo depois, permanecendo até hoje. Glaydson Andrade, 26, vive com a mulher e cinco filhos em uma dessas casas invadida em Natal. "Não tinha onde morar. Como vou viver com essas crianças se sair daqui?", disse o desempregado.
 
(Folha Poder)
 
26 de agosto de 2013
in coroneLeaks

GOVERNO DO PT PUNIR EMBAIXADOR BRASILEIRO NA BOLÍVIA QUE POSSIBILITOU A FUGA DO SENADOR BOLIVIANO PERSEGUIDO PELO DITADOR EVO MORALES



Esta foto que circula pelas redes sociais diz tudo

O colega Augusto Nunes pertence a um restrito time de jornalistas que é incapaz de escrever um texto capenga, mal redigido, truncando ou ainda tentando arranjar contraditas para exibir-se como imparcial, isento e outras bobagens correlatas exercitadas por contumazes picaretas da comunicação. Augusto vai ao ponto sempre. E não abre mão nem a pau de defender o Estado de Direito democrático, mormente quando se dedica à produção de textos de opinião. Aliás, o jornalismo opinativo brasileiro deu entrada na UTI no exato instante em que o chefe do mensalão subiu a rampa do Palácio do Planalto. Sobram poucos com coragem de opinar. A maioria se especializou em opinar apenas a favor do governo do PT e seus áulicos. 
 
Portanto, constitui sempre um verdadeiro deleite ler os texto de Augusto Nunes, como este que vou reproduzir abaixo sintetizando a rocambolesca história do Senador boliviano que ficou preso na embaixada brasileira em La Paz. Lembra o vergonhoso caso de Manuel Zelaya, em Honduras. A diferença é que Zelaya usou a sede da diplomacia brasileira em Tegucigalpa como o seu bunker, porquanto é tido como “companheiro”. Já o Senador boliviano, por ser de oposição, amargou um ano de prisão dentro da Embaixada brasileira por ordem de Evo Morales. Bom, antes disso, esse índio cocaleiro estatizou instalações da Petrobras sob os aplausos de Lula e de seus sequazes.
Aqui vai o artigo de Augusto Nunes. Resume tudo com seu estilo inconfundível e revela como o lulismo destruiu a diplomacia brasileira. Leiam: 
 

Se conseguisse manter na vertical a espinha dorsal, o chanceler Antonio Patriota estaria celebrando desde sábado, a exemplo dos democratas do mundo inteiro, a chegada ao Brasil de um perseguido político asilado há 15 meses numa representação do Itamaraty — e impedido de dali sair pela arrogância de um tirano de ópera-bufa. Como vive de joelhos, Patriota determinou a a divulgação da seguinte nota sobre a libertação do senador boliviano Roger Pinto Molina:
 
O Ministério das Relações Exteriores foi informado, no dia 24 de agosto, do ingresso em território brasileiro, na mesma data, do Senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado há mais de um ano na Embaixada em La Paz. O Ministério está reunindo elementos acerca das circunstâncias em que se verificou a saída do Senador boliviano da Embaixada brasileira e de sua entrada em território nacional. O Encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, Ministro Eduardo Saboia, está sendo chamado a Brasília para esclarecimentos. O Ministério das Relações Exteriores abrirá inquérito e tomará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
 
“A nota de hoje do Ministério das Relações Exteriores reflete a crise moral por que passa a diplomacia brasileira”, retrucou o advogado Fernando Tibúrcio, que defende o parlamentar cassado e caçado por Evo Morales. “Ao invés de proteger e prestigiar um funcionário que deveria ser visto como exemplo, alguém que corajosamente tomou a única medida cabível numa situação de emergência, o Itamaraty optou por jogar Eduardo Saboia aos leões. Pior, inviabilizou a sua volta à Bolívia, por razões óbvias de segurança”.
 
Tibúrcio constatou que, na ânsia bajular o lhama-de-franja, o chanceler “não foi capaz nem mesmo de lembrar que a esposa do Ministro Conselheiro Eduardo Saboia, funcionária do Consulado-Geral em Santa Cruz de la Sierra, e os filhos do casal, permanecem na Bolívia”. A nota oficial abjeta confirma que, se dependesse do ministro, a clausura de Pinto Molina se estenderia por muitos meses, ou anos. A sorte do senador é que ainda há no Itamaraty homens que honram o legado da instituição, cultivam valores morais e não desengavetam os direitos humanos apenas quando lhes convém.
 
“Se tudo deu certo, se uma grave questão humanitária foi resolvida, foi graças aos funcionários da embaixada”, afirma Tibúrcio. Segundo o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores e um dos participantes do resgate de Pinto Molina, a vítima de Evo Morales viajou de La Paz para o Brasil acompanhado por Eduardo Saboia e escoltado por fuzileiros navais que integram o esquema de segurança da embaixada. (Nessa espécie de missão no exterior, militares se subordinam não ao Ministério da Defesa, mas ao chefe da representação diplomática).
 
Na viagem de 22 horas até Corumbá, a 1.600 km de distância, os dois carros com placas consulares que transportaram o grupo passaram por cinco postos policiais antes de alcançar a fronteira da Bolívia com Mato Grosso do Sul. Já em território brasileiro, Saboia telefonou para Ferraço. “Ele me disse que não tinha como levar o senador até Brasília”, relata o parlamentar capixaba. “Tentei falar com o presidente Renan Calheiros e com outras autoridades, sem sucesso. Então consegui um avião e fui buscá-lo e levá-lo para Brasília”.
 
Ferraço confirmou que Sabóia se vinha mostrando crescentemente preocupado com a situação de Pinto Molina: “Ele me disse que advertiu o Itamaraty, porque a situação logo ficaria inadministrável. Molina estava com depressão, sua saúde estava se deteriorando”. Inconformado com o teatro do absurdo, Saboia avisou que, se aparecesse alguma oportunidade, ele próprio trataria de resolver o impasse. “Não sei se o governo acreditou”, diz Ferraço.
 
Não acreditou, grita a reação repulsiva dos condutores da política externa da cafajestagem. Também surpreendido com a viagem rumo à liberdade do senador que ousou enfrentá-lo, Evo Morales determinou ao Ministério das Relações Exteriores que rebaixasse Pinto Molina a “fugitivo da Justiça”. Se pudesse, o chanceler de Dilma Rousseff já teria deportado o perseguido. Agora é tarde: por enquanto alojado na casa de Ferraço, Roger Pinto Molina é um asilado político que o governo está obrigado a proteger.
 
Os democratas venceram mais uma. E terminaram o fim de semana estimulados pela reafirmação de que um Eduardo Paes Saboia vale mais que centenas de antonios patriotas.

26 de agosto de 2013
Aluízio Amorim
 
 

BRAZILIAM JOKE



Piadinha transnacional usando Dom Pedro I. Alguém duvida que a turma lá
fora está a fim de tirar a petralhada do poder?
 
26 de agosto de 2013
 
NOTA AO PÉ DO VÍDEO

Repeti a piadinha, isoladamente, porque sempre é interessante destacar alguns absurdos que são jogados na cara da nação, sem que ocorra qualquer desagravo, sem que as "instituições" - assim ditas - se manifestem.
m.americo

O FRACASSO DA POLÍTICA EXTERNA DE OBAMA

É um privilégio ser cidadão americano e trabalhar em política externa, como tenho feito desde os anos de 1970, fazendo parte em pequena escala, no projeto maior de encontrar a posição do meu país no mundo. Agora porém, no governo de Barack Obama, decisões tomadas em Washington, diminuíram dramaticamente sua importância. É preocupante e desanimador. Além de não ser mais um privilégio.

Seja durante a estruturada Guerra Fria, ou as duas décadas caóticas que se seguiram, o tamanho da economia americana, tecnologia de ponta, poder militar e decência moral significavam que mesmo quando não atuava, o governo americano era considerado tanto quanto, ou mais que os demais países, no cenário mundial. Espirros em Washington se transformavam em gripe em outros lugares.

Presidentes fracos e sem importância como Jimmy Carter e Bill Clinton faziam diferença, apesar deles mesmos, como no caso da revolução iraniana de 1978-1979 ou no conflito árabe-israelense nos anos de 1990. Presidentes fortes e ativos como Ronald Reagan e George W. Bush tiveram mais impacto ainda, acelerando o colapso soviético ou invadindo o Afeganistão e o Iraque.

Mas agora, com Barack Obama, os Estados Unidos atingiram uma irrelevância surpreendente no Oriente Médio, região mais conturbada do planeta. Inconstância, incompetência e inércia fizeram com que a administração se tornasse impotente. Na arena da política externa, Obama age como se preferisse ser o primeiro ministro da Bélgica, um pequeno país que normalmente copia as decisões de seus vizinhos de maior extensão territorial ao votar nas Nações Unidas ou dispensar ares de superioridade sobre problemas distantes. Os belgas, obviamente, "não desejam desempenhar uma função ativa", usando a famosa frase vinda da Casa Branca de Obama.


O discurso de 2009 de Obama no Cairo ocorreu há muito tempo.
O Catar (com uma população de 225.000 habitantes) tem comprovadamente maior impacto que os Estados Unidos, que são 1.400 vezes maiores (com uma população de 314 milhões de habitantes). Observe como, nos dias de hoje, Obama fica em segundo plano em relação aos emires de Doha: eles tomam a dianteira, fornecendo armas aos rebeldes da Líbia, ele vai atrás. Eles ajudam ativamente os rebeldes da Síria, ele hesita. Eles fornecem bilhões de dólares para a nova liderança do Egito, ele vacila. Eles apóiam incondicionalmente o Hamas em Gaza, ele continua com a ilusão do "processo de paz" israelense-palestino. Para alcançar esse fim, o secretário de estado americano fez seis viagens a Israel e aos territórios palestinos em quatro meses em busca de uma iniciativa diplomática, na qual praticamente ninguém mais acredita que irá acabar com o conflito árabe-israelense.



Doha, agora com mais influência que Washington no Oriente Médio.

 
Enquanto isso, o secretário de estado americano telefonou 17 vezes para o líder egípcio Abdul-Fattah al-Sisi para trocar ideias em conversas que duraram entre 60 e 90 minutos, ainda assim não conseguiu convencer Sisi a desistir do uso da força contra a Irmandade Muçulmana. Mais impressionante ainda, aparentemente Sisi se recusou a atender um telefonema de Obama. A ajuda anual americana de um 1,5 bilhão de dólares ao Egito, repentinamente parece ser insignificante se comparada aos 12 bilhões dos países do Golfo Pérsico, juntamente com promessas de compensar quaisquer outros cortes de ajuda do Ocidente. Os dois lados da profunda divisão política no Egito acusam Obama de favorecer o lado oposto, resultando no amaldiçoamento do seu nome. Enquanto dezenas de igrejas coptas eram incendiadas, ele jogava seis partidas de golfe. Ironicamente, foi no Egito que, há longínquos quatro anos, Obama proferiu aquele importante discurso repudiando a política de George W. Bush, com aparente triunfo.


Woodrow Wilson (1913 a 1921) foi o primeiro dos quatro presidentes democratas a aumentar consideravelmente o poder do estado.
 
As ambições de Obama se concentram em outra coisa, no aumento do papel do governo dentro dos Estados Unidos, simbolizado pelo Obamacare. Assim sendo, ele coloca a política externa em segundo plano, um ônus indesejável, algo para se livrar antes de tratar de assuntos mais interessantes. Ele supervisiona a retirada do Iraque e do Afeganistão pouco se importando com as consequências. Sua única realização na política externa, alardeada ad nauseam, foi a execução de Osama bin Laden.

Até agora, o custo aos interesses americanos pela inépcia de Obama não tem sido alto. Mas isso pode mudar rapidamente. Mais preocupante ainda, o Irã poderá alcançar rapidamente o êxito nuclear e começar a jogar por aí esse novo peso na equação, isso sem falar no posicionamento dessas novas armas. O novo regime no Egito poderia voltar ao seu antiamericanismo e antissionismo, elementos importantes no Egito já estão pedindo a rejeição da ajuda americana e o fim do tratado de paz com Israel.

Como americano que vê seu país como força do bem, tais acontecimentos são dolorosos e assustadores. O mundo precisa dos Estados Unidos ativo, reflexivo e confiante. O historiador Walter A. McDougall afirma corretamente que "o nascimento dos Estados Unidos da América é o evento central dos últimos quatrocentos anos " e sua civilização "agita a trajetória de todas as outras civilizações, pelo mero fato de existir". Bem, não há tanto agito ultimamente, que o triste presente seja breve.

26 de agosto de 2013
Daniel Pipes
The Washington Times
Original em inglês: Obama's Foreign Fiasco
Tradução: Joseph Skilnik