domingo, 24 de julho de 2016

MERITOCRACIA? O PARADOXO DE MISES



Meritocracia é a crença de que os achievements individuais podem ser objetivamente comparados e hierarquizados de tal forma a facilitar a escolha e seleção de pessoas para ocupar um emprego, obter uma promoção e desenvolver uma carreira profissional de sucesso.

Supõe-se que a meritocracia exista efetivamente em algumas áreas, como as universidades Americanas e Européias.

Ora, o caso de Ludwig von Mises mostra que meritocracia é uma crença, uma quimera.

Mises nunca conseguiu obter uma posição de full professor com tenure na nativa Austria ou nos EUA.

Mises não é apenas um dos maiores economistas do século XX, ele é um dos maiores pensadores do séc. XX.

Como explicar que seu colega de turma Schumpeter fosse o bambambam de Harvard, que os pupilos de Mises, Machlup, Haberler e Hayek ganharam apontamentos de full professor em grandes universidades quando tinham 30 e poucos anos, e para ele nada se concretizou?

Após muito debate e discussão concluiram que Mises nunca foi bem sucedido por 3 motivos: Mises

1) era conservador;

2) era Judeu;

3) era obnóxio.

O paradoxo de Mises envolve os dois primeiros motivos: Na Austria todos os conservadores eram anti-semitas e todos os Judeus que poderiam suportar seu apontamento universitário eram comunistas.

Nos EUA no pós-guerra o anti-semitismo universitário ainda era forte, fato exemplificado pelo caso de Samuelson, que não foi contratado por Harvard, apesar de ser um rising star e seu estudante mais brilhante.

Mas o enigma de Mises tem ainda o elemento

3) sua personalidade forte, inflexível, doutrinária;

Mises tomava ofensa facilmente e considerava corretamente que todos os inimigos da Liberdade são canalhas.

Se a ‘meritocracia’ falhou com Mises, pior para ela.​



24 de julho de 2016
in selva brasilis

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