"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 10 de dezembro de 2016

STF: COMO ITALIANOS E ALEMÃES DO SÉCULO PASSADO




O conchavo entre Renan Calheiros e o STF é incrivelmente análogo à forma como se iniciaram alguns dos totalitarismos do século XX.

Para todos aqueles que não entendem como o povo alemão se subjugou ao Nazismo, ou o povo italiano ao Fascismo, o Brasil de hoje lhes dá uma boa oportunidade de entender como o povo “bem intencionado” e em busca de justiça é capaz de defender o que há de pior e legitimar ditaduras.

A atuação do STF brasileiro nos últimos cincos anos, decisão após decisão, revela o perfil ditador da corte atual, que não respeita o Estado Democrático de Direito e o tripartição de poderes necessária para mantê-lo. O STF, às claras, em plena luz do dia, constantemente invade a seara alheia e julga, como quer, independente do texto legal, o que quiser.

Criam-se justificativas. Inventam-se motivos do mais variados para uma decisão. Sem necessariamente estarem estas justificativas e motivos descritos em leis e regimentos vigentes. A palavra dos juízes é a nova lei. Basta que o julgamento se finde para valer.

O Legislativo? Já ficou para segundo plano, não tem autonomia para contestar as “leis” que partem do Supremo e pode ver “suas” leis, estas sim, de verdade, que surgem a partir de amplo debate em comissões e em plenário, serem simplesmente declaradas inconstitucionais pelo STF.

É o STF, hoje, que diz como tudo no país deve funcionar. Que diz o que está escrito e o que não está na Constituição, independente do que lá conste realmente. Não há um rito institucional em que eles não se metam. Desde o impeachment até decisões sobre quem perde mandato e quando deve perder.

Os juízes seguem sendo julgados pelos pares. Já os senadores e deputados são julgados pelos juízes, com todo rigor.

Isto não seria um problema se as leis e a Constituição, como são, sem distorções meticulosas e descaradas, como só um Barroso sabe fazer, fossem respeitadas.

O cenário hoje é caótico. A crise institucional não tem hora para terminar, do contrário, está apenas começando e pode descambar em algo muito feio — Forças Armadas, já ouviu falar?

O STF quer mandar sozinho no país e, na prática, tem conseguido, pois é quem determina o rito da vida de cada um nós. Não temos mais os três poderes equilibrados, e o mais espantoso de tudo é que a maioria do país bate palma.

Olha-se para o alvo das decisões apenas, sem verificar o seu conteúdo e forma. Ora, nem contra o maior salafrário do país, a. k. a, Renan Calheiros, pode-se tudo. Não é preciso destruir o Estado Democrático de Direito para detê-lo. Sério. Não vale a pena.

Mas o povo, distante deste entendimento, clama hoje por mais decisões monocráticas, por mais ingerência, por mais invasão em outros poderes. Em suma, pede por uma ditadura togada.

Que pelo artifício da toga, não deixa sê-lo, ora, uma ditadura.

Observe a sua volta e, de repente, poderá entender alemães, italianos e outros povos que, em outras épocas, deram base para implantação de um regime totalitário em nome de certa justiça.


10 de dezembro de 2016
Fernando Henrique
senso incomum

SUPREMA DERROTA DO ATIVISMO JUDICIÁRIO

A maior ameaça que existe hoje à nossa ainda frágil democracia se chama Supremo Tribunal Federal, com sua atual composição e sua inequívoca vocação para o ativismo judiciário ideologicamente orientado. Essa suprema corte viciada, composta por ministros que estão em sua maioria ocupados em atender a uma agenda ideológica à revelia do texto constitucional, se constitui no exemplo mais acabado da delinquência institucional instaurada no país durante a era petista, e que permanece como herança maldita mesmo após o petismo ter sido apeado da presidência.

A decisão tomada ontem pela suprema corte não foi uma decisão “acertada” como muitos estão afirmando. Tratou-se de um claro recuo, seguramente negociado nos bastidores. Um recuo ante à possibilidade bastante real de que o Senado não acataria a decisão de afastamento de seu presidente, caso a medida liminar de Marco Aurélio Mello fosse confirmada pelo plenário da corte. Foi um episódio em que nossa suprema corte de vocação bolivariana e descomprometida com o texto constitucional viu-se pela primeira vez confrontada em seu ativismo judiciário e sua militância política.

A solução adotada ontem ainda assim é ruim e inconstitucional. Como bem observou o advogado Taiguara Fernandes de Souza, a decisão tomada estabelece que réus que ocupam cargos na linha sucessória podem permanecer nos seus cargos, porém não podem ocupar a presidência da república caso essa situação se configure. Oras, mas como é o próprio STF que decide quem irá ou não se tornar réu na sua própria instância, por óbvio, isso significa que o supremo detém o poder de dizer quem pode ou não ser presidente da república. E obviamente não há nada no texto constitucional que dê amparo a essa interpretação.

A decisão de ontem da suprema corte não representou uma vitória de Renan Calheiros no sentido que a grande imprensa e muitos ativistas estão descrevendo. A atuação do presidente do Senado vinha se pautando pela tentativa de proteger e blindar a classe política fisiologista e patrimonialista da qual ele faz parte e é sua principal expressão. Seu esforço para aprovar o PL280 e de votar em regime de urgência a estrovenga jurídica em que se transformou o projeto das Dez Medidas Contra Corrupção (que já eram criticáveis na sua forma original) demonstraram isso. Porém, no novo ambiente político que se formou após o imbróglio com o STF, é pouco provável que essas duas matérias venham a plenário antes do fim do recesso parlamentar.

Se houve vitória relevante ontem foi a de Michel Temer, uma vez que os riscos para a votação da PEC241 foram dissipados. O principal derrotado foi o ativismo judiciário inconstitucional do STF, que se viu obrigado a recuar na sua vocação de interferir no legislativo, desrespeitando a independência dos três poderes. Sai perdendo também o moribundo petismo, que viu suas divergências internas expostas ante às expectativas distintas quanto a atuação que deveria ter Jorge Viana, caso esse viesse a assumir a presidência do Senado. Se o supremo saiu fragilizado e se o petismo ficou ainda mais exposto em suas fissuras internas, podemos concluir que o saldo da crise até aqui é positivo para o país.


10 de dezembro de 2016
critica nacional

GRUPO CATÓLICO ORGANIZA ATO CONTRA DECISÃO DO STF SOBRE ABORTO

A decisão tomada há alguns dias por uma das turmas do Supremo Tribunal Federal de permitir o assassinato de fetos até o terceiro mês de gestação é imoral e ilegítima, como mostramos nesse artigo aqui. Tal decisão vai contra a índole e os valores morais e éticos abraçados pela imensa maioria dos brasileiros, e justamente por isso está suscitando uma reação na sociedade civil organizada.

Uma das primeiras reações ocorrerá nesse sábado: um grupo de católicos da capital paulista está organizando um Terço Público Contra o Aborto. O evento religioso será realizado nesse sábado, dia 10 de Dezembro, às 14:00 horas na Praça Pérola Byington, que fica na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 683. O grupo sugere que as pessoas levem cartazes se manifestando contra a decisão do STF e em favor da vida, principalmente considerando que esse sábado é o Dia Internacional dos Direitos Humanos.


10 de dezembro de 2016
critica nacional

PETISTAS QUE ENVERGONHARAM O BRASIL NA ALEMANHA NÃO SÃO "A CLASSE OPERÁRIA"




Conforme o Antagonista, Sérgio Moro foi vaiado por 30 petistas em evento numa universidade em Heidelberg e aplaudido de pé por 570 pessoas.

Claro que a escória foca apenas em citar os que vaiaram, pois sempre dependem de narrativas falsas, arquitetadas e propagadas em modo psicopático, sem qualquer apreço pela verdade.

Mas de uma coisa podemos ter certeza: aqueles que foram vaiar Moro em nome do PT não são nem de longe a “classe operária”.

Ao contrário: são uma elite que entende que precisa se aliar a tiranos saqueadores do estado. Eles são definitivamente inimigos dos pobres e dos operários.


10 de dezembro de 2016
ceticismo político

A VELHA, BRANCA E RICA DILMA PASSOU 5 ANOS ALIADA COM O GOVERNO "VELHO, BRANCO E RICO"





O lado mais divertido de analisar as narrativas de uma pessoa tão cruel e desprovida de senso moral como Dilma é que sempre encontramos oportunidades maravilhosas para fazer aquilo que Saul Alinsky indicou: “fazer seu adversário sucumbir pelo seu próprio livro de regras”.

Em geral, isso se baseia em expor a hipocrisia de uma pessoa. É quando usamos contra uma pessoa as regras que ela mesmo definiu. Ou quando comparamos declarações dadas pela pessoa em momentos diferentes.

Dilma declarou ao Financial Times que o governo Temer era composto de “velhos, brancos e ricos”. Bem, mas se isso é um problema, o que dizer do fato de ela ser branca, velha e rica? Aqui ela já sucumbe pelo seu próprio livro de regras.

Mas não é só: ela passou simplesmente cinco anos aliada exatamente com esses mesmos “velhos, brancos e ricos”. E lá se vai o livro de regras de Dilma fazendo-a sucumbir de novo.

De fato, Saul Alinsky tem muito a ensinar a direita. É divertido, pelo menos!


10 de dezembro de 2016
ceticismo político

PARLAMENTO SUL-COREANO APROVA IMPEACHMENT DA PRESIDENTE PARK GEUN-HYE POR TRÁFICO DE INFLUÊNCIA



O Parlamento da Coreia do Sul aprovou, nesta sexta-feira (9), a destituição da presidente Park Geun-hye, envolvida em grave escândalo de fraude e tráfico de influência. A responsabilidade agora está com o Tribunal Constitucional. Em até 180 dias, pelo menos seis de seus nove juízes precisam referendar a decisão do Congresso sul-coreano.

A moção de destituição, apresentada na véspera pela oposição, foi aprovada de forma anônima com 234 votos a favor, 56 contra, sete nulos e duas abstenções. O resultado revela que o impeachment ganhou o apoio de dezenas dos correligionários de Park. Para aprová-lo eram necessários 200 votos, ou dois terços dos deputados da Casa legislativa.

O cargo da presidente fica agora nas mãos do primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, até a decisão do Tribunal Constitucional. Caso o impeachment seja confirmado, o país terá prazo de 60 dias para realizar nova eleição presidencial.

A transferência do poder levou o premiê a ordenar o ministro da Defesa sul-coreano a colocar os militares em estado de alerta para qualquer eventual provocação da Coreia do Norte. Até o momento não foi registrado nenhum incidente.

Park, 64 anos e a primeira mulher a ocupar a Presidência da Coreia do Sul, é acusada de conluio com um amiga íntima e dois ex-assessores suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares a duas fundações criadas para apoiar suas iniciativas políticas. A presidente, cujo mandato de cinco anos termina em fevereiro de 2018, nega o delito, mas pediu desculpas por negligenciar seus laços com a amiga, Choi Soon-sil.

O escândalo, que ficou conhecido como “Choi Soon-sil Gate”, reduziu a taxa de aprovação da presidente para 4%, o menor índice já alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

Park tem sofrido grande pressão para deixar o cargo. Há seis semanas que, todos os sábados, são convocadas manifestações na capital, Seul, onde dezenas de milhares têm pedido o impeachment da presidente.

As pesquisas de opinião também confiram o apoio da população à destituição de Park. Uma sondagem divulgada na quinta-feira indicou que 78% dos entrevistados querem o impeachment. (Com agências internacionais)


10 de dezembro de 2016
ucho.info

JORNAL NACIONAL: A ODEBRECHT INICIA A DEVASTAÇÃO: TEMER E CÚPULA DO PMDB É ATINGIDA COM FORÇA!

NÃO HÁ COMIDA, NEM PAPEL HIGIÊNICO NA VENEZUELA,MAS TEM HOLOGRAMA DE HUGO CHAVEZ 'PASSEANDO'

Chega a parecer tragicômico.


A ditadura chavista vem destruindo a Venezuela há anos e anos, ainda assim recebendo apoio dos esquerdistas de todo o mundo, especialmente da América do Sul. O país atravessa momento de escassez de comida e até de papel higiênico. A miséria extrema em que fatalmente resulta qualquer forma de socialismo.

Pois o governo ainda assim não abre mão do “culto à imagem”, tão caro a esse tipo de regime opressor.

Agora, há hologramas de Hugo Chavez caminhando por Caracas. Isso mesmo: aquelas imagens em vídeo projetadas de forma a parecer que a pessoa ali está, no geral com resultado um tanto tosco.

Socialismo é isso: o enaltecimento do líder opressor vem antes da cesta básica ao povo.


10 de dezembro de 2016
implicante

A DELAÇÃO PREMIADA DA ODEBRECHT E A EVOLUÇÃO DA LAVA JATO

JORNAL DA GLOBO > DELAÇÃO DA ODEBRECHT

NÃO ENGOLIU!

GLOBALISTAS SURTAM COM TRUMP VIRANDO O JOGO

ELES SÓ ACEITAM A DEMOCRACIA SE GANHAREM

QUE COISA FEIA. MIRIAM LEITÃO MENTINDO E ESCONDENDO O SEU PASSADO

QUE COISA FEIA MIRIAN LEITÃO MENTINDO E ESCONDENDO SEU PASSADO


10 de dezembro de 2016
postado por m.americo

REPÚBLICA DESMORONANDO: NUM SÓ DIA BOMBAS QUE ATINGEM LULA, DILMA, TEMER, GLEISI E ALCKMIN



Mais do que nunca, a crise está generalizada

A delação da Odebrecht está saindo do forno. Enquanto isso, a República treme nas bases. Este 9 de dezembro amanheceu com Geraldo Alckmin recebendo caixa 2 em dinheiro vivo na Folha de S.Paulo. E terminou com Michel Temer recebendo 10 milhões de reais da mesma empreiteira nas páginas da revista Veja.

Trata-se do atual presidente e daquele que vinha sendo considerado favorito para 2018. Mas não são os únicos.

Dilma Rousseff é capa da revista IstoÉ mandando a Odebrecht doar R$ 4 milhões a Gleisi Hoffmann. E Lula foi denunciando uma quarta vez, dessa vez pela operação Zelotes.

Se o Brasil vem vivendo dias complicados pelo menos desde 2013, nada indica que 2017 será um período tranquilo. Muita água ainda há de rolar até a próxima eleição.

Trata-se, contudo, de um remédio amargo que o país precisa engolir. Ou jamais tomará jeito.


10 de dezembro de 2016
implicante