"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CABRALZINHO É O GRANDE CRIMINOSO E PEZÃO PARECE SER APENAS SEU CÚMPLICE


Resultado de imagem para turma do guardanapo
Em Paris, com a turma, Cabral dança na “boquinha da garrafa”
O Rio de Janeiro está vivendo ambiente parecido com revolução francesa. Helicópteros sendo derrubados, ex-governadores indo para cadeia, muitos tumultos na rua, com o estado e suas instituições em falência. Não tenho nenhuma procuração para defender o ex-governador Garotinho (para mim, na verdade, ele muitas vezes se comportava mais como um molequinho), mas de certa forma dou razão para a Rosinha, ao reclamar que está sendo desproporcional a punição ao seu marido em relação ao outro meliante, esse sim, um “molequinho” muito mais ladrão e irresponsável.
Garotinho é criticado e agora acusado de prática da pior espécie de politica rastaquera, um clientelismo bem horroroso que deixa milhares e até mesmo milhões de desvalidos a mercê de esmolas oficiais.
Já o outro molequinho, o Serginho Cabralzinho Filhinho, como bem gosta de dizer o Helio Fernandes, roubou bilhões, é o maior responsável por todos os descalabros que levaram o estado do Rio de Janeiro à falência.
DO TIPO COVARDE – Cabralzinho não apenas parecia e se comportava como um moleque irresponsável, mas provou ser realmente isso e do pior tipo possível, daqueles covardes que fogem da responsabilidade e deixam a bomba explodir nas mãos dos outros.
E não foi só por atitudes de moleque, tais como a bebedeira ao lado da cantora Madonna, quando se comportou como se fosse um fã adolescente, quando estava no papel de autoridade pública máxima do Estado, e também na palhaçada dos guardanapos em Paris.
Agora esse mesmo povo que elegeu e reelegeu esse moleque, bem como seu sucessor, é que vai pagar as contas. Apesar de não morar no Estado do Rio, eu também terei que pagar, através do aumento das contas de energia na propriedade que tenho em Angra e também na absurda e inconstitucional taxa de incêndio que só existe no Estado do Rio de Janeiro.
PEZÃO É CÚMPLICE – Viram que praticamente não me referi ao Pezão nem muito menos ao Dornelles! A bem da verdade, o Pezão é no máximo um cúmplice e o Dornelles, até prova em contrário sempre me pareceu ser um homem digno. Eles simplesmente ficaram com a bomba armada por Cabralzinho que agora está explodindo nas mãos deles.
Cariocas e fluminenses, aprendam de uma vez por todas: recursos dos royalties do petróleo jamais devem ser usados para cobrir despesas correntes, tais como salários e custeio, deverão ir integralmente para fundos de investimento em infraestrutura, saneamento básico, educação, saúde e segurança pública. E também para abatimento de dívida pública, sempre que possível. E daqui para frente aprendam a gritar e questionar toda vez que for dada anistia e renúncia fiscal para empresários do tipo eikes batistas da vida.

21 de novembro de 2016
Willy Sandoval

COM TODOS OS BENS JÁ INDISPONÍVEIS, PARA QUE SERVE A PRISÃO PREVENTIVA DE CABRAL?


Resultado de imagem para sergio cabral preso
Prisão preventiva de Cabral não tem justificativa jurídica
A questão é apenas jurídica. Diz a Constituição Federal que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Ou seja, a pessoa só vai para a cadeia após esgotar todos recursos contra a condenação. Essa maravilha que tanto beneficiou Pimenta Neves e Luiz Estêvão, já não existe mais. Em decisão recente, com força de repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal, de forma indireta, alterou (e por que não dizer emendou?) a Constituição para determinar a imediata prisão de réu condenado por tribunal, mesmo que a decisão não tenha transitado em julgado e comporte recurso.
Mas ainda resta de pé esta outra disposição constitucional que é a que só permite a prisão de uma pessoa em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. Sem flagrante, a prisão de um indiciado em inquérito policial ou réu de ação penal somente poderá ser decretada a título de prisão preventiva, provisória ou temporária, e justificadamente.
O DECRETO DE PRISÃO – Tem-se visto ultimamente, e por causa da corrupção, a decretação de muitas prisões temporárias e preventivas. A mais recente e também de grande repercussão, foi a decretação da prisão preventiva do ex-governador do Estado Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O decreto da prisão preventiva de Cabral contém 124 páginas. E além da sua prisão, as prisões preventivas e temporárias de outras pessoas também foram decretadas.
O decreto também determina muitas outras diligências. Sem mencionar todas, porque não caberiam transcrevê-las no espaço deste artigo, o juiz ordena conduções coercitivas, sequestros, arrestos, bloqueios e indisponibilidades de bens, móveis, imóveis e semoventes de Sérgio Cabral, buscas e apreensões em residências, escritórios….Enfim, uma série de medidas cautelares que foram todas elas rigorosamente cumpridas pela Polícia Federal.
Daí a razão de o Juiz ter levantado (permitir a divulgação) o “Segredo Absoluto de Justiça” que ordenou no próprio decreto, segredo que ficou mantido até a finalização de todas as diligências policiais. E uma vez terminadas as diligências, tudo que foi feito deveria ser do conhecimento público “uma vez que não há causa determinante que justifique a inobservância da regra constitucional de publicidade dos atos judiciais”, escreveu o juiz. Só então os jornalistas tiveram conhecimento oficial dos fatos que ocorreram na quinta-feira passada, 17 de Novembro.
CABRAL NU E JÁ EXECRADO – Não se questiona aqui o que fez de errado Sérgio Cabral. Nem as acusações que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal direcionaram contra o ex-governador. Mas é de se reconhecer que Cabral é hoje um homem nu. Nu e já posto à execração pública, que nem mesmo sua eventual condenação o sujeitará a tanto. Todos os seus bens estão indisponíveis por ordem da Justiça. Nada pode vender e nada pode comprar. Sua conta, ou suas contas bancárias, dele e de sua esposa, se mais de uma conta, estão bloqueadas.
Tudo que era para ser buscado e apreendido em sua casa e nos endereços indicados foi apanhado pela Polícia Federal. E se algo restou é porque não era do interesse da Justiça. Sérgio Cabral  não era e continua não sendo um indiciado, vez que contra ele não havia e nem há inquérito instaurado. Nem muito menos réu, porque não existia — e continua a não existir — ação penal contra sua pessoa.
Cabral nunca foi chamado a depor, na Polícia e/ou na Justiça. A ele não foi dado o direito de ser ouvido, de apresentar defesa, de conhecer as acusações que existiam contra si. Se as medidas cautelares que o juiz decretou eram mesmo devidas e necessárias, todas elas foram diligenciadas e cumpridas.
FUMAÇA E PERIGO – No decreto prisional, o juiz invocou as máximas do Direito Romano, o “fumus comissi delicti” e o “periculum libertatis“. Com todo respeito, procede a indagação: qual a fumaça do cometimento de delito pode exalar de um homem nu, exposto à execração pública e sem dispor de seus bens?. E que perigo representa Cabral fora da prisão, em liberdade? Há mais de dois anos e meio que deixou de ser governador. Diz a lei que a prisão preventiva, mesmo aquela que se justificou devida e urgente, deve ser revogada pelo desaparecimento de motivo para que a mesma subsista (Código de Processo Penal, artigo 282, § 5º, com a redação da Lei nº 12.403, de 4.5.2011).
UMA PRISÃO SEM UTILIDADE – Aqui não se está questinando os crimes que a Polícia Federal e o MPF imputam a Cabral. Nada disso. Se os cometeu, Cabral pagará pelo que fez de errado. É para mim é muito duro dizer isso, porque votei nele e sempre apostei na sua probidade.
Não me saem da lembrança dois fatos de sua administração: o dia da tomada pelas polícias e pelas Forças Armadas do conjunto de favelas do Alemão, com os bandidos batendo em retirada e as lágrimas que Cabral derramou no pátio da Escola Tasso da Silveira, em Realengo, naquele triste dia da chacina dos alunos.
Mas, mesmo que sejam verdadeiras as acusações contra ele, que se dê a Cabral o sagrado direito de defesa, do devido processo legal, do contraditório, conforme consta na Constituição Federal.
DIREITO AO PROCESSO – Se aos  que restaram condenados após se submeterem ao devido processo legal e que cumprem pena nos cárceres, a Constituição assegura o respeito à sua integridade física e moral (artigo 5º, XLIX), que se respeite também os direitos à integridade do regular processo a que toda pessoa humana tem direito.
Daí a pergunta: se o ex-governador já não mais dispõe de seus bens e sua pessoa está numa situação análoga à dos interditos, para que serve, então, a prisão preventiva de Sérgio Cabral, que não é indiciado em inquérito, não é réu em nenhuma ação penal e muito menos condenado por um tribunal?

21 de novembro de 2016
Jorge Béja 

JUSTIÇA FEDERAL NEGA HABEAS CORPUS E MANTÉM SÉRGIO CABRAL NA PRISÃO


Resultado de imagem para desembargador abel gomes
Desembargador-relator Abel Gomes negou o pedido
A Justiça Federal negou o habeas corpus em favor do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso desde a última quinta-feira no complexo de Bangu, na zona oeste do Rio. O advogado Jorge Beja, que não está entre os constituídos por Cabral, entrou com o pedido na tarde desta segunda-feira (21) em seu favor. A decisão foi do desembargador Abel Gomes, da 1ª Turma Especializada.
Cabral foi preso na Operação Calicute, da Polícia Federal, acusado de chefiar uma organização criminosa que, segundo o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, “saqueou” o Estado durante sete anos (2007-2014), período em que esteve à frente do governo. Os crimes são pertencimento a organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, cartel e fraude em licitação e somam pelo menos 50 anos de prisão.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As razões do pedido de habeas corpus foram elencadas aqui na Tribuna da Internet pelo jurista Jorge Béja. Como não existia inquérito nem houve flagrante, Cabral tem endereço fixo etc., a decisão do desembargador-relator deve ter levado em conta o clamor público que a libertação de Cabral provocaria(C.N.)


21 de novembro de 2016
Deu no Estadão

PRESIDENTE SE RECUSA A DEMITIR GEDDEL, QUE ANTES JÁ TENTARA ESVAZIAR O IPHAN


Resultado de imagem para geddel vai as compras
Temer prefere esperar a “repercussão” do caso Geddel
O presidente Michel Temer se recusou a responder neste domingo (20) se considerou normal a atitude do ministro Geddel Vieira Lima de ter tratado na esfera governamental da liberação de um empreendimento imobiliário no qual detém apartamento. A Folha enviou perguntas à Presidência sobre a acusação do ex-ministro Marcelo Calero de que teria sido pressionado por Geddel a mudar parecer técnico contra a obra.
A resposta da assessoria foi a de que não haveria manifestação de Temer. Em conversas reservadas, o presidente tem indicado que por enquanto não pretende afastar o ministro. Nas palavras de um assessor, ele irá esperar a repercussão do episódio para tomar uma decisão.
ESVAZIAMENTO – Em uma de suas primeiras medidas ao assumir a Presidência, em maio, o governo de Michel Temer tentou esvaziar o Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), através da criação da Secretaria Nacional de Patrimônio Histórico, incluída na medida provisória que ressuscitou o Ministério da Cultura – a pasta havia sido extinta.
A nova secretaria passaria a ser a responsável pela concessão de licenciamento para obras, enquanto ao Iphan caberia mais a fiscalização. A criação da nova instância acabou sendo abortada, porque foi retirada do texto pela relatora, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), por considerar que haveria sobreposição com o Iphan.
Segundo a Folha apurou, Geddel planejava emplacar na nova secretaria o ex-superintendente do órgão na Bahia Carlos Amorim. Na gestão de Amorim, o Iphan da Bahia autorizou em 2014 a construção do edifício La Vue, decisão depois desfeita pela direção nacional do órgão.
Por causa do La Vue, o ministro da Cultura Marcelo Calero pediu demissão. Ele acusou Geddel Vieira Lima de pressioná-lo a passar por cima de um parecer do Iphan que impedia a construção do edifício La Vue, um prédio de 30 andares em Salvador, por estar próximo a bens tombados.
DESMANDOS DE AMORIM – Servidor de carreira do Iphan, Amorim dirigiu o órgão na Bahia durante os governos petistas. Mas foi demitido em outubro do ano passado para dar lugar a um indicado do deputado José Carlos Araújo (PR-BA).
Numa rede social, o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira (PT) afirma que os “desmandos” de Amorim no caso do “La Vue” foram determinantes para a sua demissão.
Ao negar ter feito a indicação, Geddel disse que conhece Amorim “pelo cargo que ocupa, como muita gente o conhece na Bahia”.
Amorim foi procurado pela reportagem, mas estava com o celular desligado.
PRESSÃO SOBRE O IPHAN – Servidores do Iphan dizem que a pressão sobre o órgão cresceu desde que, ano passado, foi editada a Instrução Normativa nº 1, que estabelece procedimento para que o órgão participe da análise de licenciamento de obras.
Antes desse documento, publicado em 25 de março de 2015 pela então presidente nacional do instituto, Jurema Machado, a participação do Iphan na concessão de licenças era frequentemente ignorada. Empreendimentos de grandes dimensões, caso do La Vue, têm de obter uma espécie de laudo arqueológico assegurando que não agridem o patrimônio histórico.
Ainda de acordo com funcionários do Iphan, o esvaziamento do órgão, que tem perfil técnico, seria uma reação de políticos ligados a construtoras para que licenciamentos saiam mais rapidamente.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, só sobraram duas opções: ou o presidente Michel Temer é refém dos caciques do PMDB ou é o chefe da quadrilha. Uma coisa ou outra. (C.N.)


21 de novembro de 2016
Deu na Folha

ACREDITE SE QUISER: TEMER MOSTRA NÃO TER CONDIÇÕES PARA DEMITIR GEDDEL


Resultado de imagem para comissão de etica do planalto
Pedido de vista salvou Geddel, por enquanto
A maioria dos integrantes da Comissão de Ética da Presidência da República votou nesta segunda-feira (21) pela abertura de procedimento investigativo para apurar se o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, violou a legislação sobre conflito de interesse. Cinco dos sete membros votaram pela instauração de um inquérito para avaliar a denúncia feita por Marcelo Calero de que o ministro o teria pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais.
O conselheiro José Saraiva, contudo, pediu vista para analisar melhor a questão. A votação será retomada na próxima reunião do colegiado federal, marcada para 14 de dezembro. Com a interrupção da análise, o conselheiro Marcelo Figueiredo também evitou antecipar a sua posição.
GANHANDO TEMPO – Saraiva foi o último conselheiro a ser nomeado para a comissão de ética, já pelo governo do presidente Michel Temer. A avaliação no Palácio do Planalto é que, com o adiamento, o peemedebista ganhou tempo para analisar melhor a acusação contra Geddel.
O presidente do órgão presidencial, Mauro Menezes, disse que apresentou a questão por entender que a denúncia se refere a um caso de ética pública. Segundo ele, “há materialidade para a abertura do processo”.
Ele lembrou ainda que tanto o código de conduta da alta administração federal como a lei de conflito de interesses tratam sobre a eventual confusão por um gestor público entre interesses públicos e privados.
CONFLITO DE INTERESSE – “Há dispositivo expresso na lei de conflito de interesse sobre a interferência, mesmo que informal de autoridade em relação a interesse privado ou de um terceiro, e que configura violação. Essa é uma previsão geral, não podemos dizer que aconteceu no caso em concreto, porque ainda não abrimos o processo”, afirmou.
Caso seja aberta a investigação e a conduta do ministro seja considerada irregular, o código da alta administração federal prevê tanto uma simples advertência como recomendação de exoneração ao presidente Michel Temer.
GEDDEL ADMITIU – Em entrevista à Folha, Geddel reconheceu que tratou com o Marcelo Calero sobre um projeto imobiliário na Bahia, mas negou que o tenha pressionado a produzir um parecer técnico para liberar o empreendimento.
Ele confirmou que, no ano passado, fez uma promessa de compra e venda de uma unidade no condomínio e afirma que, justamente por ter conhecimento do impasse imobiliário, tinha legitimidade para levar a questão ao então ministro da Cultura.
O presidente não pretende, pelo menos por enquanto, demitir Geddel, a não ser que as denúncias contra ele se agravem.
Segundo a Folha apurou, Temer sabia desde a quarta-feira (16) sobre a pressão de Geddel sobre Calero, mas, mesmo assim, tentou demovê-lo a não deixar o cargo, o que ocorreu na sexta-feira (18).
MUITA PREOCUPAÇÃO – Em Paris, onde participa do Quarto Fórum Empresarial Brasil-França, o secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco, admitiu que o presidente está “muito preocupado” com a questão.
“O presidente está tratando dessa questão. Esse problema ocorreu no fim de semana. Ele está muito preocupado”, disse Moreira, ao jornal “O Estado de S. Paulo”. O secretário declarou ainda que “não afasta, nem afirma” que Geddel continuará no governo. “Como eu disse, o presidente vai estar debruçado sobre essa questão”, afirmou.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, a entrevista de Moreira Franco, que se tornou o ministro mais próximo de Temer e nem é ministro, revela que Temer quer demitir Geddel e não pode. Apenas isso. (C.N.)

21 de novembro de 2016
Gustavo Uribe e Valdo Cruz
Folha

GEDDEL DIZ QUE FALOU COM TEMER, ESTÁ TRANQUILO E NÃO DEIXARÁ O CARGO DE MINISTRO


Resultado de imagem para geddel vieira lima
Geddel acusa o ex-ministro Calero de dizer “inverdades”
Acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado a mudar relatórios do Iphan para liberar uma obra onde tem apartamento na Bahia, o ministro de Governo, Geddel Vieira Lima, rebateu a guerra de versões sobre a saída do colega alegando ter aparecido “uma verdade dentre muitas inverdades”.
O senhor foi acusado pelo ex-ministro Calero de pressioná-lo em relação ao Iphan.Lamento profundamente essa declaração do Calero, com quem eu sempre tive uma relação afável e tranquila. Não tive nenhum desentendimento com Calero, nenhum bate boca com ele.  Ele diz uma verdade e muitas inverdades.
Quais seriam as inverdades?As inverdades é que eu teria dito, por exemplo, que iria pedir a cabeça da presidente do Iphan, que eu poderia tratar com o presidente da República. Eu nunca tratei desse tema com o presidente da República. Nada, absolutamente nada. Aí há um certo exagero.
E qual seria a verdade?A verdade é que eu tratei do tema com ele sob a ótica de que ‘Calero, tem que tomar cuidado com isso. Esse assunto tá em discussão na Bahia há muito tempo. Está judicializado’. Já tá na Justiça há muito tempo e isso termina gerando insegurança política para quem comprou unidade, isso termina gerando desemprego na cidade, mas sem nenhuma pressão devida. Tanto não há pressão que a posição ao final e ao cabo que prevaleceu foi a dele. Não estou entendendo e me surpreendo que venha isso agora. A posição que prevaleceu, apesar de eu ter uma visão diferente desse processo, mesmo ele judicializado, foi a dele. Os incorporadores vão buscar agora reparos tanto administrativos tanto na justiça. A posição dele prevaleceu.
Houve ou não houve pressão?Que pressão é essa? Tratei com o Calero com tranquilidade, por telefone, até porque não tenho medo de tratar por telefone, de estar grampeado, O que eu trato por telefone eu trato publicamente. Qual a ilegalidade que há nisso? Qual a imoralidade que há em tratar desse tema com um colega meu? Nunca tratei desse tema com o Iphan, nunca fiz pressão no Iphan. Tratei com ele, nunca tive briga com ele.
Mas o senhor tem esse apartamento?Tenho uma promessa de compra e venda de um apartamento no empreendimento de 2015, no 23º andar. Adquiri um apartamento depois de morar 22 anos no meu antigo apartamento, eu pretendia mudar com minha família. Mas isso não me tira a legitimidade. Aliás, me dá legitimidade para mostrar que o que estava se fazendo era um equívoco.
E o Iphan só autorizou a construção até o 13º andar?Isso foi agora! O Iphan da Bahia, a prefeitura, todos deram a licença. A obra foi lançada, várias pessoas compraram.
O senhor tratou desse tema com Iphan?Nunca tratei desse tema com Iphan. Não tive o privilégio de conhecer nem a ex-presidente nem a presidente.
O ex-ministro Calero afirma que o Iphan da Bahia teria liberado a licença do projeto porque o superintendente regional teria sido indicado pelo senhor.Não é verdade. A pessoa que está lá não foi indicada por mim. Essa licença foi dada pelo Iphan, me parece, em 2014, quando eu estava na oposição ao governo federal, ao governo baiano, em todos os lugares.
Por que o senhor acha então que ele deixou o cargo, se não havia pressão?Não tenho a menor ideia. Agora, pare e pense uma coisa. A minha pressão, segundo ele, não deu resultado. A posição dele foi a que prevaleceu. Como justifica então ele pedir demissão se ele foi prestigiado na posição dele? Ele poderia ter se sentido constrangido, se tivesse sido forçado a tomar uma posição que não quisesse. Tá mal contada essa história. Ele embargou a obra e manteve o relatório dele, ainda que haja divergência. Isso tá judicializado. Essas licenças foram dadas na Bahia em 2014.
Não é por ter seguido uma posição contrária ao senhor?Primeiro que eu repilo pressão. Não houve pressão nenhuma. Houve conversa com um colega de ministério sobre um tema relevante alguns dias atrás. Eu não encontrei com ele no Palácio do Alvorada. Ela vinha entrando e eu vinha saindo. Tratei desse tema com naturalidade, inclusive, por telefone. Não tenho medo de grampo telefônico quando estou tratando de qualquer assunto. Falei com tranquilidade, com serenidade. Inclusive não entendo a partir de qual momento ele achou que não era correto. Ele diz lá na entrevista dele [ao jornal Folha de S.Paulo] que não era correto. Se ele achou incorreto, porque, naquele momento lá atrás, não falou nada? Esse empreendimento teve todas as licenças dos órgãos municipais, estaduais e federais lá atrás, não é de agora não.
O senhor nos deu ontem uma versão de que havia um impasse em torno da vaquejada…Porque eu só sabia disso. Então, imaginei que fosse isso. Ele não tinha falado nada a respeito disso. O Iphan mandou uma proposta de veto ao presidente, ainda que tivesse sido avisado ao Calero de que não haveria veto. Não ia vetar. Mas isso eu te falei ontem porque eu não sabia de outra coisa. Como eu poderia comentar?
 E qual é o impasse em relação ao Iphan da Bahia?Nenhum, até porque essas licenças não foram feitas pelo atual superintendente do Iphan. Isso vem de lá de trás.  Vem do governo passado. O atual superintendente da Bahia, que é funcionário de carreira, foi indicação da bancada, me parece que do DEM. Não tem nenhuma picuinha. Nunca tive problema nenhum com Calero, firmemente. Nenhum atrito, nenhum bate-boca. Ele sempre foi muito educado, vinha fazendo um bom trabalho no ministério, na minha avaliação.
 Vocês chegaram a despachar sobre esse impasse do apartamento?Ele tinha audiências comigo muitas vezes. Teve audiência para tratar de CPI da Lei Rouanet, teve audiência para tratar de nomeações, para tratar de tudo. Não tratamos desse assunto na audiência passada, ao contrário do que ele falou. Não tratamos.
Então, por que o senhor achar que ele justificou com essa versão?Não tenho a menor ideia.
O senhor conversou com o presidente Michel Temer. O que ele falou disso?Falei de manhã com Temer. Eu liguei para o presidente e ele disse: ‘apresente sua resposta com tranquilidade’.  Não tem nada de problemático disso não, só o desgaste. Recebi dele o maior apoio. Sereno, tranquilo, ele compreende perfeitamente.
Temer pediu o cargo?Não. Deixar cargo por isso, pelo amor de Deus.
O senhor não se sente desconfortável de continuar no governo?Por que desconfortável? Por causa de uma fala de um ex-ministro que não está falando a verdade inteira? Eu tratei do tema com absoluta transparência. O que me deixaria desconfortável? Onde é que tem maracutaia, problema, irregularidade nisso? Lamento que o ministro saia nessas circunstâncias.
O presidente da Comissão de Ética da Presidência, Mauro Menezes, disse que vai analisar o caso na segunda-feira de manhã, em reunião. Algum receio? Algum constrangimento?Nenhum, nada.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Já relacionamos aqui na Tribuna da Internet os crimes e irregularidades cometidos por Geddel: favorecimento pessoal, improbidade administrativa, crime contra a administração pública e vantagem indevida através do uso do cargo.  Além disso, houve ameaça de demissão da presidente do Iphan e intimidação ao ministro Calero, pois Geddel lhe disse que já tinha acertado um parecer sob encomenda com a advogada-geral da União, Grace Mendonça. E ainda diz que está tranquilo e que não sai do cargo. Francamente, que país é esse? (C.N.)

21 de novembro de 2016
Naira Trindade e Tânia MonteiroEstadão

A BAHIA É POESIA E SEUS VAGABUNDOS NADAM DE BRAÇADA NO MAR DE LAMA


Quando escreverem a história da infâmia brasileira, i.e., de Lula, Dilma e do Satanista Turco-Fenício Temer, chegarão a conclusão de que tudo não passou de uma típica putaria baiana, i.e., uma zona completa com muita festa, axé e com acarajé putrefato, superfaturado. 
Se hoje temos o suíno Geddel na dianteira do governo absolutamente merda de Temer e vemos Jacques Wagner assumir um cargo público para fugir da cadeia, não podemos esquecer que foi sob Gabrielli [ainda livre, leve e solto] que a Petrobras se tornou a maior produtora mundial de corrupção e que os maiores beneficiários da roubalheira descarada foram as empreiteiras Odebrecht e OAS, ambas da terra de Caetano e Gil, bardos do baião baiano que xavecavam em sibemol que o Haiti é aqui, aqui na Bahia.

21 de novembro de 2016
in selva brasilis