"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 22 de maio de 2016

COMO AJUSTAR A ECONOMIA SEM AUMENTAR IMPOSTOS


Neste vídeo explico quais são os ajustes que devem ser feitos na economia brasileira para garantirmos o crescimento sustentável de longo prazo SEM o aumento de impostos. 
Para assistir clique aqui.
22 de maio de 2016
Adolfo Sachsida

ATRÁS DE SI, DILMA DEIXOU APENAS CAOS E ARMADILHAS



Dilma Rousseff, a pior governante da história brasileira, deixou como herança - além do rombo bilionário nas contas públicas e a desordem na economia - a baderna administrativa, com o único e nefasto propósito de constranger o sucessor e "animar a militância". Até nunca mais, ex-presidente búlgara:

No momento em que o ministro Henrique Meirelles anunciava os nomes de sua equipe, na última terça-feira, em Brasília, a economia real expunha uma de suas facetas mais cruéis a uns poucos quilômetros da sede do Ministério da Fazenda. Desde as 6 horas da manhã, jovens, muitos deles com diploma universitário, formavam uma fila quilométrica para candidatar-se a uma vaga de trabalho numa rede de restaurantes. Foram mais de doze horas de espera debaixo de sol, depois de chuva, apenas para entregar um currículo que os habilitaria a um salário que varia de 800 a 1 500 reais, dependendo da qualificação, mais plano de saúde. É um microexemplo da grave situação que o Brasil atravessa. Os jovens são parte de um contingente de 11 milhões de desempregados, vítimas de erros em série na economia, uma dose cavalar de incompetência e muita corrupção nos governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores. Na cerimônia, o novo ministro disse que tem pressa. Há realmente muito que fazer e, antes disso, muito a ser desfeito. As primeiras auditorias oficiais mostram que o descontrole e a falta de transparência na governança da presidente afastada Dilma Rous­seff não eram lendas criadas pela oposição, mas realidades amargas.

O exemplo mais evidente é o tamanho do rombo previsto para este ano nas contas públicas. Em apenas uma semana de inspeção, o buraco dobrou de tamanho. O governo Dilma pediu autorização ao Congresso para fechar o ano de 2016 com um rombo de 97 bilhões de reais. Esse descompasso assustador está na origem do caos econômico. A situação, porém, é muito pior. Primeiro, o governo estimou o rombo em 160 bilhões de reais (veja a tabela na pág. 53). Na sexta-feira, depois de novo cálculo, o rombo subiu para 170 bilhões de reais. Como se vê, Meirelles e sua equipe terão pela frente um desafio maiúsculo. O ministro já anunciou que pretende sanear as contas enfrentando as resistências a reformas importantes, como a da Previdência. As projeções do próprio governo mostram que, em trinta anos, o rombo do INSS, hoje de 133 bilhões de reais, vai aumentar quase vinte vezes, e deve superar a barreira dos 200 bilhões de reais já em 2020. Se nada for feito, os jovens de hoje, incluindo os 3 000 que disputam o emprego no restaurante em Brasília, poderão ficar sem os benefícios num futuro próximo.

Exemplos de má gestão estão emergindo em praticamente todos os órgãos federais. No Ministério das Relações Exteriores, a dívida ultrapassa os 800 milhões de reais. A conta inclui os repasses aos consulados, a ajuda de custo dos diplomatas (muitos tiveram de contrair dívidas para pagar aluguéis) e os pagamentos de organismos internacionais aos quais o Brasil é associado. Nos ministérios dos Transportes e das Cidades há bilhões de reais em despesas autorizadas sem os recursos em caixa para quitá-las. O governo petista também deixou bombas armadas nas principais empresas estatais. Dá-se como certo entre os analistas do mercado financeiro que as estatais precisarão receber uma injeção de dinheiro público. Do contrário, não terão condições de honrar suas dívidas. A agência de classificação de risco Moody's calcula que será necessário cobrir um rombo monumental, de valor estimado entre 300 bilhões e 600 bilhões de reais. Na semana passada, já como consequência do descontrole, a Bolsa de Valores de Nova York impediu a negociação de ações da Eletrobras. O balanço da estatal é tão nebuloso que a empresa contratada para auditá-lo se recusou a fazê-lo.

Há outros problemas a enfrentar a curtíssimo prazo. Ao perceber que o processo de impeachment era inevitável, Dilma Rousseff resolveu dar uma última contribuição à irresponsabilidade administrativa: demarcou terras indígenas em áreas de conflito, concedeu reajustes salariais impagáveis, nomeou aliados para cargos de confiança, liberou verbas a aliados do governo e anunciou medidas que ela própria sabia carecerem de financiamento. Ministros encontraram a contabilidade quebrada, com milhões de reais em dívidas com fornecedores, obras atrasadas e um emaranhado de nomeações de militantes petistas para cargos de terceiro escalão. "Estamos suspendendo um número absurdo de empenhos e de liberações que foram feitas nas últimas semanas. Há um punhado de nomeações que beiram a irresponsabilidade e uma série de outras coisas", diz o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que, depois de vasculhar os arquivos da sua pasta, descobriu quase 1 000 cargos de confiança abertos pelo antecessor, o petista Ricardo Berzoini - metade dos quais, segundo ele, ocupada por fantasmas.

Num espaço de dez dias que antecedeu o seu afastamento, a presidente anunciou o aumento do benefício do programa Bolsa Família, a construção de 11 000 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida -Entidades e o reajuste salarial em massa para quase 75 000 servidores. A bandalheira é justificada pelos petistas como uma inteligente estratégia política - forçar os novos ministros a cancelar as medidas generosas e alimentar uma agenda negativa.

O deputado tucano Bruno Araújo teve de desarmar a armadilha. Assumiu o Ministério das Cidades tendo como primeiro ato a suspensão da construção de milhares de moradias populares anunciada - sem previsão orçamentária - por Dilma. No dia seguinte, os movimentos de sem-teto divulgaram protestos contra o governo. A mesma casca de banana foi deixada no caminho do ministro do Planejamento, Romero Jucá. Ele foi obrigado a comunicar a revisão de reajustes salariais concedidos por Dilma. Algumas categorias já planejam greves.

No Ministério da Justiça, Alexandre de Moraes, o novo ministro, assumiu o cargo enfrentando protestos de índios contra a revisão da demarcação de terras realizada pela Funai um dia depois do afastamento de Dilma. As arapucas também se estendem à desapropriação de fazendas para a reforma agrária decretada no apagar das luzes, o que, evidentemente, deu ao Movimento dos Trabalhadores Sem ­Terra (MST) argumentos para acusar o governo de ter se rendido aos latifundiários. As lideranças já organizam protestos e invasões. O amplo pacote de "bondades" também incluiu o reajuste na tabela do imposto de renda, algo que até pode ser considerado justo, mas, neste momento de arrocho, terá o efeito de sugar mais 5 bilhões de reais do combalido Tesouro Nacional. O presidente interino Michel Temer deve apresentar nesta semana a primeira radiografia do governo. Vai denunciar o que ele considera uma operação de sabotagem e anunciar as medidas que serão implementadas para reverter o caos.

A nova equipe econômica terá alguns dos maiores especialistas em finanças públicas do país - e, até recentemente, críticos impiedosos dos descaminhos do governo. Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central na administração Lula, já deixou evidente logo nos primeiros atos que fará uma assepsia nas empresas estatais. Para chefiar a Petrobras, o epicentro do maior escândalo de corrupção da história, o ministro nomeou o economista Pedro Parente, que ocupou o cargo de ministro do Planejamento e depois chefiou a Casa Civil no governo FHC. Ao aceitar o cargo na Petrobras, Parente reforçou a necessidade de uma gestão técnica e disse que não haverá mais indicações políticas para a diretoria da estatal. Foi a exigência do ex-ministro para aceitar o posto. O BNDES, um dos responsáveis pelo rombo nas contas públicas, será comandado por Maria Silvia Bastos Marques, ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A executiva tem experiência em privatizações - e a venda de ativos do setor público, além do indesejado aumento de impostos, é uma das saídas estudadas para levantar recursos e abater a dívida pública. (Veja.com).



22 de maio de 2016
in orlando tambosi

SENADO DEFINE NA TERÇA-FEIRA NOVO CRONOGRAMA DO IMPEACHMENT


 Cardozo tem de apresentar a defesa de Dilma até o dia 31


















A segunda etapa do processo contra a presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado começa nesta terça-feira (24) com a apresentação do plano de trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Até agora, já foi dado prazo de 20 dias, que terminam no dia 31 de maio, para que a presidente afastada apresente uma nova defesa por escrito, a cargo do ex-ministro José Eduardo Cardozo.
Chamada de pronúncia, é nesta fase que também são juntadas ao processo todas as provas consideradas importantes por acusação e defesa. Pode haver ainda audiência de testemunhas, diligências e debates entre a acusação e a defesa.
A partir daí, um novo relatório será elaborado por Anastasia, votado na comissão e depois no plenário da Casa. Assim como na fase de admissibilidade, de novo, em ambas as votações (na comissão e no plenário), será exigida maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes a sessão. Se aprovado o relatório no plenário, após 48 horas, será marcado o último julgamento que pode tirar definitivamente a presidenta Dilma do cargo.
LEWANDOWSKI OPINA
A Comissão Especial do Impeachment continua a ser presidida pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), mas caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atuar como presidente dos dois julgamentos que ainda podem ocorrer no plenário do Senado sobre o caso. Lewandowski também dará a palavra final sobre questões de ordem apresentadas na comissão, mas que forem objeto de recurso no plenário da Casa.
Lewandowski já tem uma sala de apoio para trabalhar na 1º vice-presidência do Senado, porém deve continuar despachando do Supremo. Ao assumir essa função no Senado, em 12 de maio, mesmo dia em que o plenário da Casa aceitou a admissibilidade do processo que resultou no afastamento temporário de Dilma, o ministro afirmou que os juízes são os senadores e que ele atuará como um órgão recursal. O presidente do STF disse ainda que os procedimentos a serem seguidos são baseados no processo de impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.

22 de maio de 2016
Karine Melo
Agência Brasil

MENSAGENS DE TEXTO REVELARAM O ESQUEMA DE PROPINAS LIGADO AO BNDES



Coutinho era o chefe do esquema dentro do BNDES















Nas investigações da Operação Acrônimo, que revelaram o esquema de propinas ligado a financiamentos do BNDES na gestão de Luciano Coutinho, com participação do então ministro Fernando Pimente, as provas colhidas incluem mensagens de texto trocadas entre Benedito Oliveira Neto (o  Bené) e João Carlos Mariz, que ocupou diversos cargos na Odebrecht – entre eles, diretor de crédito à exportação. Nas mensagens, eles tratavam de obras da empreiteira na Argentina e em Moçambique. Muitas mensagens citam ainda o “chefe” – alcunha para Pimentel, segundo a PF.
O inquérito ganhou força a partir do mapeamento do dinheiro de Bené, amigo pessoal do casal Pimentel. Os investigadores descobriram que a maior parte dos pagamentos das despesas de Bené era feita por um primo, Pedro Medeiros, também seu funcionário. Morador de uma quitinete, ele pagou inacreditáveis R$ 6,4 milhões entre 2012 e 2014.
FORA DO PAÍS
A PF apurou as andanças do homem da mala de Bené. Ao cruzar as mensagens de texto de Bené com as viagens de Pedro Medeiros, começou a desvendar o esquema do BNDES e da Odebrecht.A PF chegou a dois empreendimentos da Odebrecht fora do país, financiados pelo BNDES e sob suspeita. Na Argentina, foram 37 contratos firmados entre 2013 e 2015, com juros entre 3% e 4%, num total de US$ 45 milhões, para a construção de um centro de tratamento de água em Las Palmas. Em Moçambique há um único contrato, de setembro de 2013, a juros de 3,89% e  também de US$ 45 milhões, para reforma do aeroporto de Nacala.
O inquérito corre em sigilo no Superior Tribunal de Justiça, em razão do foro privilegiado de Pimentel, que é governador de Minas. 
312 MENSAGENS
Em 15 de julho de 2013, Bené recebe uma das 312 mensagens de texto trocadas com João Carlos Mariz, da Odebrecht. O assunto era a obra na Argentina. “Hermanos era fundamental amanhã”, escreveu o diretor da Odebrecht.
No dia seguinte, Pimentel tinha duas reuniões: com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex, e com a Câmara de Comércio Exterior. “Todos os órgãos acima são fundamentais para os interesses da Odebrecht nas negociações para financiamento de projetos na Argentina e Moçambique”, anotou a PF.
A resposta de Bené veio no dia seguinte e revela como a Odebrecht tinha informações de dentro das reuniões governamentais. A informação vinha do “nosso amigo” – suspeita-se que era Pimentel. Era clara: “Deu certo né!! Nosso amigo acabou de me falar. Vamos encontrar?”, escreveu para João Carlos Mariz. Bené prossegue: “Você não pede, camarada, você manda! Falei que nossa turma é comprometida”.
PIMENTEL E ODEBRECHT
Horas depois, João Carlos, da Odebrecht, disse ainda que “nosso amigo” ia se encontrar com “Marcelo”. A PF suspeita que se trata de um encontro entre Fernando Pimentel e Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira preso pela Lava Jato.
Depois do arranjo bem-sucedido, era hora, segundo a PF, dos pagamentos. O esquema tinha até um bunker para a entrega de dinheiro: um hotel quatro estrelas no bairro de Moema, São Paulo. Era ali que Pedro Medeiros, emissário e “faz-tudo” de Bené, ficava hospedado.
Ao realizar check-in no hotel, Medeiros avisava Bené. Foi assim no dia 5 de novembro de 2013, às 11h40. Medeiros alertou que o quarto só estaria pronto às 14 horas. Do outro lado da conversa, Bené era pressionado por João Carlos Mariz, da Odebrecht. “Preciso de info urgente.”
Pouco depois do meio-dia, as conversas passaram a ser simultâneas. Medeiros informou o número do quarto e, em seguida, a mensagem foi repassada a João Carlos, que respondeu com um lacônico “manteiga”. Era a senha para Medeiros abrir a porta. Bené, no instante seguinte, repassou a palavra para Medeiros.
Em muitas situações, depois desses encontros, Pedro Medeiros nem encarava a fila do aeroporto. Bené reservava um jatinho para o primo retornar a Brasília.
AGENTE SECRETO
A turma gostava de brincar de agente secreto. O roteiro de senhas e encontros foi seguido pelo menos seis vezes. Em 1o de abril de 2013, com a senha “4-branco, 5-pimenta”. Em 12 de novembro, foi a vez de “manga”. Em 20 de novembro “alface” e “escada” em 26 de novembro. “Algodão” foi o termo usado em 4 de fevereiro de 2013.
As senhas eram fundamentais porque, embora quem negociasse fosse João Carlos Mariz, a entrega não era feita por ele. “Para tal finalidade, a organização criminosa usou estratagemas para efetuar pagamentos indevidos realizados ao agente público Fernando Pimentel”, escreveu a PF.
18 CONTRATOS
Nos dez meses em que houve os tais códigos, a Odebrecht assinou 18 contratos com o BNDES, apenas para Argentina e Moçambique. Em nenhum diálogo, os interlocutores tratam de valores. Falam apenas das obras e das entregas com senhas.
A PF, contudo, apurou encontros reservados de Bené com João Carlos em restaurantes de Brasília. Esses encontros representam apenas uma fração do esquema. Os investigadores foram ao hotel onde Medeiros ficava e descobriram que ele se hospedou por lá 52 vezes, entre março de 2013 e fevereiro de 2014.
Em nota, o BNDES afirma que “as operações nas obras citadas obedeceram a todos os trâmites e exigências do BNDES, sem qualquer excepcionalidade”. E ainda: “Os critérios de análise do Banco são impessoais, envolvendo órgãos colegiados de dentro e fora da instituição e análise por equipe técnica.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O fato de Luciano Coutinho ainda continuar livre, leve e solto, sem responder a inquérito, é um acinte à Justiça. Coutinho foi chamado ao Congresso várias vezes e sempre mentiu em seus depoimentos, dizia que a legislação o proibia de revelar contratos do BNDES. Pelo contrário, a lei obriga  que haja transparência nos empréstimos dos bancos públicos. Por seu aspecto sinistro, Coutinho foi apelidado de “Cocheiro de Vampiro”, pelos funcionários do BNDES. Era um dos principais integrantes da quadrilha do PT, por isso ficou este tempo todo no BNDES. (C.N.)


22 de maio de 2016
Filipe Coutinho
Época

TEMER SE PREPARA PARA DIVULGAR AO PAÍS O REAL ALCANCE DA CRISE ECONÔMICA



Charge do Benett, reprodução da Folha


















Aliados do presidente Michel Temer o convenceram a fazer a exposição em rede nacional sobre o real alcance da crise econômica causada pelas gestões dos governos do PT. Eles avaliam como crucial a iniciativa de o presidente ir a público fazer o contraponto à gestão de Dilma. Há um entendimento de que expor a “terra arrasada” deixada pelo PT pode ajudá-lo a conter focos de insatisfação em parcela da sociedade e a convencer população e o Congresso sobre a urgência de medidas para tirar as finanças públicas do atoleiro. Temer ainda não se convenceu sobre o formato mais adequado para fazer o anúncio.
Os ministros Romero Jucá (Planejamento) e Henrique Meirelles (Fazenda) trabalhavam para fechar o diagnóstico das contas. Na avaliação dos assessores de Temer, o rombo fiscal é a situação mais crítica. O levantamento, a cargo de Meirelles e Jucá, será importante para azeitar a votação da redução da meta fiscal de 2016, nos próximos dias. Será a primeira grande batalha do governo Temer no Congresso.
TCU INVESTIGA DILMA
Outra frente para devassar o final do governo de Dilma Rousseff  foi aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão de fiscalização auxiliar do Congresso já iniciou duas frentes de apuração que podem causar mais problemas para Dilma e seus auxiliares. Numa delas, será avaliado se a petista desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em 2016.
O governo petista ampliou limites de desembolso a ministérios e a operações de empréstimos após ter realizado, em março, um contingenciamento de R$ 21,2 bilhões, elevando a R$ 44,6 bilhões o volume de despesas discricionárias (não obrigatórias) bloqueadas no Orçamento deste ano.
SEGREDO DE JUSTIÇA
Essa apuração corre sob segredo de Justiça, assim como uma outra, destinada a analisar nomeações realizadas nos dias que antecederam o afastamento de Dilma do Palácio do Planalto. Um exemplo disso foi a nomeação de membros do Conselho Nacional de Educação (CNE) antecipada em dois meses para garantir assentos no órgão antes que o PT fosse afastado do governo.
O CNE é ligado ao Ministério da Educação, pasta até o início do mês comandada por Aloizio Mercadante, um dos mais próximos aliados de Dilma. Uma das iniciativas de Mercadante, no final da gestão, foi suspender  novas inscrições do Programa Bolsa Permanência, como forma de desgastar o novo governo, junto a estudantes de universidades federais em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os últimos dias da gestão de Dilma Rousseff foram tenebrosos, sempre objetivando boicotar qualquer possibilidade de êxito da administração partilhada por Temer e Meirelles. Esses atos são verdadeiramente criminosos e revelam o primarismo do PT, pois seria impossível manter em essa sujeirada, que acabaria vindo à tona, como realmente já ocorreu(C.N.)

22 de maio de 2016
Débora Bergamasco
IstoÉ

O GOVERNO NÃO TEM A OPÇÃO DE FRACASSAR - DIZ SERRA

NOVO CHANCELER AFIRMA QUE IMPEACHMENT É A SALVAÇÃO DO BRASIL

SERRA NEGOU QUE O ITAMARATY SERÁ UM TRAMPOLIM PARA SUA CANDIDATURA EM 2018 FOTO: CRIS CASTELO


O novo chanceler, José Serra, enumera os erros da política externa dos 13 anos de governo do PT, anuncia que vai discutir uma “atualização” do Mercosul em sua primeira viagem internacional, hoje, à Argentina, e assume um compromisso com a opinião pública e os diplomatas: “Vamos turbinar o Itamaraty”.

Serra disse estar acertando com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, como cobrir a carência de R$ 800 milhões do Itamaraty, que tem até atrasado salários e aluguéis e imóveis no exterior. Fora isso, há dívidas de R$ 6,7 bilhões do Brasil a organismos e bancos internacionais, tema também em discussão.

Ele também prometeu abrir o País ao mundo e uma relação melhor com os Estados Unidos. “Nossa relação comercial com os EUA deve com certeza se tornar mais próxima e o grande investimento aí é a remoção de barreiras não tarifárias”, disse ele nesta entrevista, na qual resumiu os desafios do governo Michel Temer: “Não temos a opção de fracassar. Tem que dar certo”.

O que é uma política externa “regida pelos valores do Estado e da Nação”?


A política externa lida com os interesses nacionais num contexto mundial e vamos ter uma política de Estado, numa nova modalidade de política externa independente. Além de não se alinhar às potências, será independente de partidos e de aliados desses partidos no exterior, diferentemente do que havia nos governos do PT.

O sr. não vê diferenças entre a política externa de Lula e a de Dilma? O sr. chegou a ficar bem próximo do chanceler de Lula, Celso Amorim, quando o sr. era ministro da Saúde e ele embaixador em Genebra e atuaram juntos para a quebra de patentes de medicamentos contra a Aids.

Trabalhamos muito bem e de forma produtiva. Aliás, o Celso deixou de fumar cachimbo por minha causa. Eu disse que ele não podia fumar cachimbo e ir a reuniões antitabagismo e ele jurou que tinha deixado de fumar. Minha relação com o Celso foi muito boa. Depois, no Itamaraty, prefiro não analisar.

Uma crítica a Amorim era que ele era antiamericanista, mas o sr. pelo passado de UNE e de esquerda, também é visto assim.


Não é bem assim, mas, de todo modo, não tenho condições agora de revisar a minha biografia e o que eu pensava a respeito. Só que tive uma experiência pessoal que foi muito importante, quando passei parte do meu exílio nos Estados Unidos, nas Universidades de Princeton e Cornell, e comecei a conhecer a sociedade e a democracia americanas muito de perto. Daria uma outra entrevista eu contar o impacto que eu tive ao viver o cotidiano e junto à base da sociedade a democracia americana.

O sr. assume num momento em que o Brasil precisa revigorar as relações com Washington, depois que elas ficaram esgarçadas pela contaminação ideológica no Brasil e pela espionagem da NSA até da presidente...

NSA, o que é isso? Os EUA são uma peça essencial do mundo contemporâneo, embora já não tão dominante como no passado, pois você tem novos centros de poder e de economia, caso típico da China. Nossa relação com os EUA é secular e fundamental e deve com certeza se tornar mais próxima no comércio. O grande investimento aí é a remoção de barreiras não tarifárias. Eles têm uma rede de proteção não tarifária, na área fitossanitária, por exemplo, que exige negociação. Vamos trabalhar incessantemente nessa direção.

Uma eventual eleição do republicano Donald Trump pode atrapalhar esse processo?

Prefiro não acreditar nisso...

No seu discurso de posse o sr. defendeu a reaproximação com parceiros tradicionais, como EUA, Europa e Japão. É o fim da política Sul-Sul?

Veja, se o Brasil é um país continental, tem de ter relações com o mundo inteiro. Nós vamos levar adiante nossa relação com a África, mas não com base em culpas do passado ou em compaixão, mas sabendo como podemos cooperar também beneficiando o Brasil. Aliás, minha ideia é fazer um grande congresso no ano que vem entre Brasil e África, para discutir comércio, cooperação e trocas, inclusive na área cultural, onde temos grande afinidade.

Quando fala em compaixão, o sr. quer dizer que o Brasil não vai mais perdoar dívidas de países africanos, como fez Lula?

Pedi um levantamento para definir o que será feito daqui em diante. O Brasil não é um país que tem dinheiro sobrando, não somos um país desenvolvido. Não implica estabelecer relações predatórias com nenhuma parte do mundo, mas temos que gerar empregos e combate à pobreza aqui dentro também.

Dilma disse em entrevista ser ignorância uma política externa sem os vizinhos e sem os Brics.

A impressão que eu tenho é de que ela não sabe o que está dizendo. Entendo as dificuldades e até esse certo desnorteamento e me sinto constrangido e pouco à vontade para debater com ela nessas condições.

Muitos elogiaram, mas muitos consideraram acima do tom diplomático suas notas contra o diretor da Unasul e os países “bolivarianos” que criticaram o processo político brasileiro. Foram acima do tom?


Foi um tom abaixo das agressões feitas. Na minha primeira reunião no ministério eu disse que não iríamos nem calar nem escalar. Essa é a linha. O que fizemos foi apontar o que não era verdadeiro. Dizer que a democracia está atropelada no Brasil? Que não há garantias democráticas? Basta qualquer um de fora passar uns dias aqui para ver que a democracia está funcionando normalmente. Foi um processo traumático? Foi. Mas todo dentro da democracia e do previsto pela Constituição.

Como fica a relação com Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia, Nicarágua e El Salvador, que se manifestaram sobre o Brasil? E com o diretor da Unasul?

A tendência é ir tendo relativizações. Aliás, eu sou amigo do Ernesto Samper (da Unasul). Depois da nota, nós já nos falamos.

Por que a primeira viagem é para a Argentina?

Argentina é considerada por nós para lá de prioritária. Entre os propósitos da viagem está o debate sobre a atualização do Mercosul, criação do mecanismo de ação conjunta Brasil-Argentina e acertar uma conferência regional sobre ilícitos nas fronteiras uma questão vital para o Brasil e para a Argentina.

Quando se fala nisso, pensa-se no Paraguai, que, aliás, atuou para evitar notas oficiais contra o Brasil.

Uma ação dessa natureza é inviável sem a colaboração dos países, porque não se resolve na linha das fronteiras, mas no interior dos países. Estou convencido de que teremos a cooperação da Argentina, do Paraguai, da Bolívia, da Colômbia... O Paraguai é um país que está se modernizando e o chanceler deve vir aqui em breve.

O sr. falou em atualização do Mercosul. O que significa isso, já que o sr. é considerado inimigo do Mercosul?


Não, não sou, mas o Mercosul é uma união alfandegária que terminou sendo um obstáculo a acordos bilaterais de comércio. Houve uns 500 acordos bilaterais nos últimos anos, mas o Brasil só fez três: com Israel, Palestina e Egito. É preciso aprofundar as condições da zona de livre comércio, porque ainda há barreiras, e encontrar formas de flexibilizar as regras para permitir acordos bilaterais mundo afora.

Uma das críticas à política externa do PT é que foi toda centrada no multilateralismo na OMC, que não deu certo, vetando o bilateralismo, que todos os demais fizeram. Isso vai mudar?

O multilateralismo poderia ter sido bom para o Brasil, mas, na medida em que Doha, da OMC, não avançou, ficou preso nisso, sem multilateralismo e sem acordos bilaterais. Mas, veja, não estou dizendo que vamos abandonar a OMC, apenas que vamos ter os pés no chão.

O Brasil vai reforçar relações com a Aliança para o Pacífico?

É uma grande prioridade. Relação Brasil-Chile sempre foi próxima e temos boa relação com Colômbia e Peru. Queremos estreitar relações com o México, que é da Aliança para o Pacífico e, assim como a Argentina, é prioridade número 1.

Aproximar dos pragmáticos e neutralizar os bolivarianos?


Posso ser sincero? Não tem nada a ver com conjunturas políticas. Tem a ver com estratégias mais permanentes.

Na era Lula-Amorim, o Brasil participava de negociações para a crise do Irã, para a crise do Oriente Médio... O sr. vai priorizar o comércio em detrimento da diplomacia, ou isso vai voltar?

Sem megalomania. Vamos participar pela paz, pelo entendimento, usando as vantagens comparativas que o Brasil possa ter, mas, repito, sem megalomania.

Com suas críticas à política externa do PT, vem aí uma dança de cadeiras em cargos-chave da chancelaria e das embaixadas?

Vamos manter uma política gradualista de preenchimento de cargo e o mais importante é que nós vamos turbinar o Itamaraty. Nesses anos todos, seja pelo jeito de fazer política externa, seja pelas dificuldades orçamentárias mais recentes, houve certo desânimo e ceticismo que comprometeram a autoestima do Itamaraty. Mas isso, eu prometo, será revertido.

Como, se o governo prevê um rombo de R$ 170,5 bilhões?

A carência imprescindível do Itamaraty é da ordem de R$ 800 milhões e não precisa ser tudo de uma vez. Então, o peso do Itamaraty nas finanças públicas é insignificante e eu não posso atribuir senão ao descaso tudo isso que vinha acontecendo.

E as dívidas com organismos e bancos internacionais?

Quem paga é o Planejamento e hoje (sexta-feira) passei um bom tempo com o ministro Romero Jucá discutindo isso. Ao todo, são R$ 3 bilhões de dívida com os organismos, mais R$ 3,7 bilhões para os bancos (BID, Bird, FMI...)

Vai ter corte de embaixadas e consulados?


Eles criaram uns 60 postos e agora são 227. Será que tudo isso é necessário? Estamos vendo custo-benefício.

A concessão de passaporte diplomático para o tal bispo evangélico foi uma derrapada?


Eu não assino passaportes, seria exótico se assinasse. O problema é que a Igreja Católica sempre teve dois passaportes diplomáticos, as evangélicas reivindicaram a mesma coisa, e algum governo, acho que do Lula, concedeu. Não cabe ao governo definir que uma igreja é mais ou menos importante que a outra.

O Itamaraty é um trampolim para sua candidatura em 2018?


Claro que não, não tem trampolim nenhum. Tudo o que eu quero é fazer uma boa administração aqui. Pode parecer uma declaração de político tradicional, mas é verdadeira.

Seus filhos acreditam nisso?

Meus dois filhos, sim, principalmente o homem. As mulheres são mais desconfiadas.

E se o governo Michel Temer naufragar?


Os desafios são imensos, mas não temos a opção de dar certo ou fracassar. Tem de dar certo, pelo País. O impeachment é doloroso e traumático, mas é uma questão de salvação do Brasil.


22 de maio de 2016
diário do poder

ROBERTO JEFFERSON ESPERA RESULTADOS DE EXAMES SEM PREVISÃO DE ALTA

JEFFERSON FOI INTERNADO DEPOIS DE PASSAR MAL À NOITE

JEFFERSON REASSUMIU A PRESIDÊNCIA DO PTB NO ÚLTIMO DIA 14 DE ABRIL

Internado desde a madrugada de sexta-feira (20), o presidente do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, de 62 anos, ainda aguarda o resultado de exames solicitados pela equipe médica do Hospital Brasília. Segundo assessores do político, Jefferson está estável, animado e se recuperando rapidamente. O ex-parlamentar também está comendo normalmente e não se queixa de dores.

Jefferson foi internado depois de passar mal à noite. Ele chegou à unidade de emergência com febre de 39,5 graus e sintomas de desidratação. Não há previsão de alta. A esposa Ana Lúcia Novaes o acompanha. O petebista já recebeu visitas e tem atendido ligações de amigos e políticos próximos a ele que, segundo assessores, ligam para ter notícias sobre sua situação de saúde.

O ex-deputado, que foi delator do esquema conhecido como mensalão, decidiu esperar os resultados dos exames para ter um diagnóstico preciso sobre o que ocorreu. Em janeiro, Jefferson foi internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde foi submetido a uma cirurgia para reconstrução do trânsito gástrico. Em 2012, o ex-deputado foi operado para retirada de um tumor no pâncreas e de partes de outros órgãos do sistema digestivo.

Roberto Jefferson reassumiu a presidência do PTB no último dia 14 de abril, quase um mês depois de obter o perdão da pena de sete anos e 14 dias por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do mensalão. Ele já estava cumprindo a sentença em regime domiciliar desde maio do ano passado.(ABr)



22 de maio de 2016
diário do poder

SINDICÂNCIA NA AGU APURA "POSSÍVEL DESVIO DE CONDUTA" DE CARDOZO

VAI TER QUE SE EXPLICAR
AGORA, 'ADVOGADO-GERAL DE DILMA' SERÁ ALVO DE INVESTIGAÇÃO


NOVO AGU QUER EXPLICAÇÕES DO ANTECESSOR SOBRE SUA CONDUTA NA DEFESA DE DILMA ROUSSEFF NO CONGRESSO


Fiel escudeiro da presidente afastada Dilma Rousseff e defensor voraz de que ela não cometeu crime de responsabilidade fiscal, agora o ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo que deverá fazer sua própria defesa. O atual AGU, Fábio Medina, abriu sindicância para apurar a conduta de Cardozo defendendo Dilma e explanando o discurso de "golpe".

O documento assinado por Medina e obtido pelo Diário do Poder mostra que a sindicância foi aberta no dia 18 (quarta-feira). A investigação ficará a cargo da Corregedoria-Geral da AGU.

"É de conhecimento notório que as associações representativas de carreia manifestaram-se publicamente quanto à ilegitimidade dessa defesa", diz um trecho do documento.

Contradições

A decisão de Fábio Medina abrir investigação contra José Eduardo Cardozo causou estranhamento por parte da AGU. Isso porque, em 2015, antes mesmo de ser convidado para a Comissão Especial do Impeachment, Medina declarava que o processo era um "golpe constitucional".

Em seu site oficial, uma entrevista a um jornal de São Paulo ainda está no ar e nela o então advogado disse que não havia elementos suficientes para que pudesse barrar o mandato de Dilma.

Ontem (20), Medina marcou reunião com associações da carreira às 15h. Um procurador da Fazenda Nacional que criticou a mudança de opinião do AGU em relação ao impeachment foi barrado e houve um certo constrangimento na cerimônia.



22 de maio de 2016
Elijonas Maia
diário do poder

"ERRO" DE RENAN DEU CARGOS MAIS CAROS A DILMA

ENTRE OUTRAS REGALIAS, RENAN DEU A DILMA OS MELHORES CARGOS



Aprovado o afastamento de Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), seu aliado, concedeu-lhe várias regalias como seguranças, do Alvorada, aviões da FAB e assessores. Fixou em 35 o número de assessores de Dilma enquanto ela estiver afastada, mas não os especificou, possibilitando a manobra esperta de Dilma, ainda presidente, de reservar os cargos mais caros para sua turma. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A turma de 35 dilmistas terá remuneração que varia de R$ 10 mil a R$31 mensais, durante o afastamento da presidente, por até 6 meses.

No dia 12, quando foi tocada para fora do Planalto, Dilma publicou no Diário Oficial atos de “promoção” de assessores como Giles Azevedo.

Além de reservar os 35 melhores cargos para sua turma, Dilma ainda orientou outros assessores a solicitar “quarentena remunerada”.

Mais de 80 assessores e ex-ministros como o advogado-geral de Dilma, José Eduardo Cardozo, pediram “quarentena remunerada”.



22 de maio de 2016
diário do poder

NOVO AJUSTE FISCAL NÃO INCLUI AUMENTO DE IMPOSTO NEM REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Meirelles e Jucá vão anunciar o ajuste fiscal na terça-feira

















O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmaram que as primeiras medidas econômicas do presidente em exercício Michel Temer não envolverão aumento de impostos e reforma na Previdência. Segundo os ministros, as medidas serão anunciadas no final da manhã de terça-feira (24) para que antes possam ser apresentadas ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). A previsão inicial era de que elas fossem divulgadas na segunda-feira.
“Não estamos no momento contemplando aumento de impostos. Não estamos descartando, dizendo que nunca será aumentado o imposto, mas no momento não estamos contemplando o aumento”, disse Meirelles.
Ele acrescentou que o governo interino está “tendo muito cuidado para fazer o anúncio de números, como é o caso da meta fiscal, ou de medidas que tenham sido analisadas com cuidado e profundidade”. O objetivo, ele diz, é que seja “tudo bem negociado, bem estruturado, de maneira que possamos de fato ter medidas que possam fazer efeito em prazo relativamente rápido”.
JUCÁ CONFIRMA
“Não podemos começar a construir um arcabouço de fortalecimento econômico falando em aumento de impostos. Aumento de impostos é algo que, em tese, pode ser discutido em um futuro não muito próximo, se for necessário. Não é nosso cenário agora”, afirmou Jucá.
Indagado se a reforma da Previdência entrará no novo pacote de medidas, Jucá respondeu negativamente: “nem Previdência e nem aumento da carga tributária”.
Jucá disse ainda que o adiamento do anúncio das medidas de segunda para terça foi motivado pela decisão de discutir o tema antes no Congresso. “Foi para que se construam outras medidas e a gente levante alguns pontos que estão no Congresso e que serão priorizados com a palavra do presidente e com a ação do governo”, explicou, acrescentando que”algumas destas medidas serão pinçadas, serão elencadas de projetos que estão tramitando”.
MOREIRA PARTICIPOU
Os ministros e o secretário de Parcerias do governo, Moreira Franco, participaram de reunião com Temer na tarde de sábado, no escritório do presidente em exercício, na zona sul de São Paulo.
No fim da tarde, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, chegou ao local. Segundo a assessoria de imprensa de Temer, Trabuco não participou do encontro com os ministros e depois dessa reunião o presidente do Bradesco conversou com Temer por cerca de 20 minutos.
Segundo Jucá, ” o presidente tem ouvido pessoas importantes de diversos setores, e o Dr. Trabuco é presidente do Bradesco, um dos maiores bancos do Brasil. Ele tem conversado com outras pessoas do setor financeiro, do setor empresarial e do setor sindical”.
Após conversar com Trabuco, Temer foi atendido por um acupunturista, que levou uma maca ao escritório na zona sul de São Paulo.

22 de maio de 2016
diário do porder