"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

JOAQUIM BARBOSA DIZ QUE O IMPEACHMENT SERÁ UMA BOMBA ATÔMICA

De novo visual, Barbosa prevê um abalo sísmico

Em rara aparição pública, o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa foi à estreia da peça “O Topo da Montanha”, estrelada por Lázaro Ramos e Taís Araújo, na sexta-feira (9), em SP.
 O espetáculo se baseia no último dia de vida de Martin Luther King, líder do movimento pelos direitos civis dos negros nos EUA.

Barbosa tem evitado declarações públicas – sobre o impeachment, por exemplo, ele se limitou a lembrar o que diz em palestras restritas: “É uma bomba atômica, um abalo sísmico que pode implodir o sistema político de vez. 
Por isso, é preciso ter implicação direta forte de um presidente em fatos que legalmente justifiquem um afastamento”. Depois do espetáculo, ele conversou com a coluna.

O ministro do TCU Augusto Nardes, que relatou as contas do governo no Tribunal de Contas da União, tem se comparado ao senhor, dizendo que agora entende porque o senhor havia se aposentado.
Eu vi. Mas ele está enganado. Eu não saí por causa disso [pressão]. Claro que existe, por todos os lados, mas minha saída do STF foi planejada por mais de um ano. Eu nunca pensei em ficar lá o resto da minha vida. Eu já tinha feito muita coisa, já estava bom.

O senhor acompanhou a disputa entre o governo e o TCU, que tentou afastar Nardes do julgamento das contas?
Sim, por cima. Fica muito feio pro governo essa situação toda, né? [Mudando de assunto] Você viu a peça? Gostou?

15 de outubro de 2015
Mônica Bergamo
Folha

EMIALS INDICAM QUE MONTADORAS ALTERARAM UM MP DE LULA




Lobistas de montadoras de veículos conseguiram alterar o texto original da Medida Provisória 471 antes de ela ser assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, revelam mensagens obtidas pela reportagem. As mudanças favoreceram fábricas investigadas por contratar os serviços de intermediação no governo.
As empresas interessadas ainda tiveram acesso à versão final antes do texto ser publicado no Diário Oficial da União e enviado ao Congresso, o que ocorreu dias depois da assinatura por Lula.
Graças à MP, montadoras instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste prorrogaram incentivos fiscais por mais cinco anos. Um suposto esquema de corrupção para comprá-la está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Outras duas MPs editadas nos anos seguintes pelos governos Lula (512/2010) e Dilma Rousseff (638/2014) também estão sob suspeita.
ANTES DE LULA ASSINAR
As mensagens mostram que os lobistas convenceram o governo a enxertar na MP regras de interesse de ao menos três montadoras antes de Lula assiná-la, o que ocorreu em 20 de novembro de 2009, uma sexta-feira. A versão final da norma, que seria publicada na segunda-feira, dia 23, foi enviada a eles antes de ser publicada no Diário Oficial.
Em uma das mensagens, o advogado José Ricardo da Silva, dono de uma consultoria que atuou para montadoras, avisa ao empresário Mauro Marcondes Machado que, por sua “intervenção”, o texto que sairia do Planalto contemplaria o que as montadoras haviam pleiteado. Silva confirma ter feito gestões para alterar o conteúdo original da MP e diz que recebeu uma “cópia” dela, já com as mudanças, no domingo, véspera da publicação.
Em nota, ele disse que apresentou “sugestões” antes de a norma ser assinada, “algumas acatadas”, já que governos “têm o saudável hábito de ouvir as partes interessadas”.
‘CONSÓRCIO’
O advogado é dono da SGR Consultoria, empresa que, conforme documentos apreendidos na Operação Zelotes, formou um “consórcio” com a Marcondes & Mautoni Empreendimentos, de Mauro Marcondes, para viabilizar a edição da MP pelo Executivo e sua posterior aprovação pelo Congresso. Para isso, negociaram pagamentos com a MMC Automotores, a fabricante Mitsubishi, e a CAOA, que monta veículos da Hyundai e revende modelos Ford e Subaru.
Ao escrever para Marcondes, José Ricardo avisa que está enviando “anexos contendo o inteiro teor da MP”. Em seguida, descreve “o que de importante foi alterado” após sua atuação no governo.
Ele explica que os créditos de IPI desejados pelas fábricas, a vencer em 31 de dezembro de 2010, seriam esticados de 2011 até o fim deste ano. Para a Ford, o benefício teria um redutor, a ser aplicado gradualmente.
TEXTO ORIGINAL
“No texto original da MP, estava previsto também um redutor, até 2015, para o crédito presumido de 32% do IPI, afeto à MMC e CAOA. Contudo, essa redução foi retirada do texto na ‘última hora’, decorrente de nossa intervenção, mantendo-se, assim, integralmente, os 32% até 2015”, escreveu Silva.
Em seguida, o advogado avisa que, como contrapartida, as três montadoras seriam obrigadas a aplicar 10% dos incentivos recebidos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. “O que nós pedimos, com ênfase, e foi atendido, foi a possibilidade de esses investimentos (10%) serem absorvidos pela área de engenharia automotiva, a ser implementada pelas empresas.”
Nas mensagens obtidas pela reportagem, Silva não menciona seus interlocutores dentro no governo nas tratativas de influenciar na elaboração da MP. Além da exposição de motivos, ele envia ao parceiro os “dados embasadores da edição da medida provisória” por Lula. “Não consegui saber ainda, com certeza, se a MP será publicada amanhã ou na terça-feira. Tudo indica que será amanhã”, conclui.
E FOI PUBLICADA…
A medida provisória foi publicada na segunda, contendo as mesmas regras descritas nas mensagens. Além de Lula, são signatários os então ministros Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento) e Luiz Antônio Rodrigues Elias (Ciência e Tecnologia). Com a MP 471, o governo deixou de arrecadar anualmente R$ 1,3 bilhão. Em março de 2010, o Congresso a converteu na Lei 12.218 sem fazer alterações no texto. Editada por Lula no mesmo ano, a MP 512 estendeu benefícios da medida anterior a novas interessadas. Por causa da conexão entre as duas normas, a Polícia Federal também suspeita de encomenda nesse caso.

(reportagem enviada pelos comentaristas Ednei Freitas e Wilson Baptista Jr.)

15 de outubro de 2015
Deu no Estado de Minas

OPOSIÇÃO QUER APURAR AS DENUNCIAS SOBRE OS FILHOS DE LULA



Lulinha e Cláudio, dois fenômenos empresariais
Líderes da oposição classificaram como muito graves as denúncias de que o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido cerca de R$ 2 milhões do lobista, tido como operador do PMDB no esquema da Petrobras, Fernando Baiano, para custear despesas pessoais.
Para os parlamentares, as denúncias podem colocar Lula no centro das investigações da Operação Lava Jato. “Se Lula que é o pai, fez o que fez, agora com os filhos enriquecendo, abusando da influência dele, não seria diferente. O fato vem a agregar aos desmandos das pessoas que integram esse esquema criminoso”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), acrescentando que os filhos de Lula precisam ser convocados ao  Congresso para prestar depoimentos.
De acordo com informações publicadas pela coluna “Lauro Jardim” no jornal “O Globo” no domingo, Fernando Baiano contou que pagou despesas pessoais de Fábio Luís Lula da Silva, filho primogênito do ex-presidente, no valor de cerca de R$ 2 milhões.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não se pode esquecer um outro filho de Lula, Luis Cláudio, que também é fenômeno empresarial e está envolvido em gravíssimas irregularidades. A Polícia Federal já descobriu que uma empresa criada por ele recebeu pagamentos de uma das consultorias suspeitas de atuar pela Medida Provisória 471, que prorrogou benefícios fiscais de montadoras de veículos. A Marcondes & Mautoni Empreendimentos fez repasses à LFT Marketing Esportivo, aberta em março de 2011 por Luís Cláudio. Os valores alcançam 2,4 milhões de reais e foram transferidos em parcelas de 400.000 reais. Naquele mesmo ano, por mera coincidência, é claro, a medida provisória começou a vigorar. (C.N.)

15 de outubro de 2015
Deu na Folha

A REVOLUÇÃO FRANCESA

JACOBINOS E GIRONDINOS...

Direita e esquerda na política nacional - Programa Painel - GloboNews

CARTA RECEBIDA


Prezado editor deste blog,
Lamento informar que uma de suas colunistas estará temporariamente impedida de enviar novas colaborações.
by Garance Lobotomie
by Garance Lobotomie
D. Myrthes Suplicy Vieira foi inesperadamente acometida por um surto de insanidade, tendo sido forçada a se internar em clínica psiquiátrica para tratamento emergencial, ainda sem data definida para alta. Segundo os psiquiatras que a atenderam, o problema ocorreu após um período de intenso e prolongado estresse com o atual quadro social e político de nosso país.
Aparentemente, o surto foi motivado pela leitura de duas reportagens, a saber:
Interligne vertical 16 3Ke“Vigilante morre atropelado com um tiro na cabeça” – conforme é narrado pelo jornalista, dois soldados da PM paulista registraram um boletim de ocorrência numa delegacia, informando que tinham atendido a um chamado para socorrer um homem que teria sido atropelado, sendo que o motorista do veículo teria se evadido do local sem prestar atendimento à vítima. Quando a ambulância de resgate chegou ao local, os ditos PMs teriam dispensado o veículo e impedido que os paramédicos tocassem o corpo do rapaz, alegando que ele já estava morto e que cabia a eles preservar o local do crime. No dia seguinte, no entanto, o legista designado para o caso entregou um laudo em que atestava que a morte se devera à perda de massa encefálica decorrente de um tiro na parte de trás da cabeça.
Louco 1“Procuradores da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro processam dois cidadãos por financiamento de campanha eleitoral” – segundo a nota, um deles teria doado a exorbitante quantia de R$ 15,00 para a campanha de um deputado; os procuradores, então, solicitaram imediatamente ao juiz a quebra do sigilo fiscal do tal cidadão, embora o pedido tenha sido negado pela juíza responsável pelo caso diante da “insignificância” da contribuição. O outro caso, considerado um pouco mais grave e prontamente acolhido pelo juiz, refere-se à doação de quantia ainda maior (R$ 50,00) igualmente para financiar campanha eleitoral. O advogado contratado pelo réu manifestou sua indignação com o “absurdo” da decisão de envolver a justiça num caso de pouca relevância nacional, dado que mesmo que o cidadão fosse julgado culpado ele seria condenado a pagar uma multa de algo em torno de R$ 150,00. Já o réu-cidadão, ao ser entrevistado por uma emissora de televisão, encarou despudoradamente a câmera e disse: “Doei sim. No próximo ano, vou dobrar a meta e doar R$ 100,00 para ver no que vai dar.”
No final da tarde, já combalida com essas notícias, D. Myrthes teria assistido a um vídeo divulgado no Facebook em que a presidente da República discursa para um grupo de sindicalistas e pergunta desafiadoramente: “Quem tem a força moral, o caráter ilibado… suficiente para atacar a minha honra? Quem?!”
Cachorro 25Louco 2Na sequência, D. Myrthes teria começado a apresentar um quadro de forte agitação psicomotora e passado a proferir frases desconexas, em que apenas palavras isoladas faziam algum sentido: “non-sense”, “puro Kafka”, “golpismo”, “motivos nobres para transgressões”, “moralistas imorais”, etc. Depois, num gesto tresloucado, ela jogou-se ao chão, ficando de quatro, rosnando e agitando o traseiro, roubou a ração de suas cachorras e, ao ser confrontada por elas, mordeu as duas. Mais tarde, recolheu-se embaixo do armário da sala e recusa-se a tomar banho.
Isso posto, temo que a coluna que o senhor abriga em seu blog fique indisponível por várias semanas.
Grata pela atenção,
Secretária da Clínica Veterinária Acãochego
Interligne 18h
15 de outubro de 2015
Myrthes Suplicy Vieira é psicóloga, escritora e tradutora, in Brasil de longe

O HUMOR DD MYRRIS

15 DE OUTUBRO DE 2015
ROBERTO FREIRE
STF NÃO IMPEDIRÁ O IMPEACHMENT
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Apesar das tentativas de Dilma Rousseff de criar factoides e desqualificar seus opositores para sair das cordas, estamos diante de um governo que, na prática, já não governa. Ao contrário do que desejavam os lulopetistas, o impeachment entrou definitivamente na pauta nacional e se transformou em assunto preferencial não apenas no Congresso, mas também nas rodas de conversa no cotidiano. A sociedade não reconhece na presidente da República a legitimidade necessária para continuar no comando do país, o que se reflete no apoio de mais de dois terços da população ao seu impedimento, segundo os institutos de pesquisa.

O debate ganhou corpo e se instalou de forma irreversível, o que faz com que o governo se dedique única e exclusivamente a barrar o impeachment – instrumento próprio das democracias, previsto na Constituição e regulamentado por lei. Tanto que as liminares concedidas pelos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo o rito do processo adotado pela presidência da Câmara, foram comemoradas pelo Palácio do Planalto como se dessem certa sobrevida a Dilma.

Em decisões de caráter provisório, os ministros acolheram ações impetradas por parlamentares governistas e suspenderam a aplicação das regras previstas no Artigo 218 do Regimento Interno da Câmara. O rito previa, em caso de rejeição do pedido de impeachment pelo presidente da Casa, a possibilidade de a oposição apresentar um recurso em plenário contra a medida, necessitando de maioria simples dos votos dos deputados presentes à sessão para instaurar o processo.

Trata-se rigorosamente do mesmo procedimento adotado em 1999, quando parlamentares do PT protocolaram pedidos de impeachment do então presidente Fernando Henrique Cardoso, todos rejeitados por Michel Temer, que ocupava a presidência da Câmara. Houve, então, recurso dos petistas ao plenário, o que levou a matéria a votação, sem qualquer interferência do STF ou de quem quer que seja.

As liminares concedidas pelos dois ministros do Supremo não estancarão a crise vivida pelo governo nem têm capacidade de barrar a tramitação do impeachment. O STF pode até criar obstáculos ou mesmo inviabilizar determinado caminho, mas não impedirá o Legislativo de exercer, na plenitude, suas prerrogativas constitucionais. O desdobramento dessas liminares pode ser, inclusive, o andamento ainda mais célere desse trâmite, pois o presidente da Câmara pode acolher o pedido de autoria de Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, o que encerraria qualquer discussão jurídica. Neste caso, seria criada uma comissão especial encarregada de emitir um relatório, posteriormente encaminhado ao plenário da Casa para a votação sobre a abertura ou não do processo.

O impedimento presidencial tem natureza essencialmente política, embora seja permeado por elementos jurídicos, e não pode, de forma alguma, ser barrado pelo Judiciário. Conte ou não o governo com o beneplácito do STF, o impeachment de Dilma, que será fruto de uma decisão soberana do Congresso Nacional, se impõe como ponto de partida para que o país saia do atoleiro em que se encontra. É uma questão de tempo, pode demorar um pouco mais ou um pouco menos, mas o Brasil virará esta página e reduzirá o atual governo a uma nota de rodapé de triste memória em nossa história republicana. Ninguém, nem mesmo um juiz do Supremo, poderá impedir um desfecho legítimo, democrático e constitucional para o desastre político que infelicita os brasileiros.

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS 

CONHECER A SI PRÓPRIO



Num diálogo atribuído a Platão e Aristóteles, o primeiro teria dito:

-”Há três tipos de homens; os que amam o dinheiro, os que amam as honrarias e os que amam a sabedoria. 
Quanto mais cedo alguém se auto classificar, mais chances terá de ser feliz.”

-”A vida mais bela é a do filósofo porque ele ama a verdade” respondeu o estagirita.

Assim como seu discípulo Alexandre, de um golpe, desatou o nó górdio, surgirá alguém que reorganizará o Brasil.

Muitos anos atrás, um sábio me ensinou:

"Não tenho medo dos venais; é fácil identificá-los.

Não tenho medos dos ambiciosos ou violentos; quase sempre se destroem.

Tenho medo dos idiotas. O seu poder de causar dano é incomensurável.”

O que perde a todos os tipos é a vaidade.

"Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade..."

Quem souber dominá-la, dominará o mundo.

15 de outubro de 2015
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

MONTADORAS COMPRARAM PORTARIAS EDITADAS PELO GOVERNO DILMA



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Pimentel, cada vez mais enrolado
Documentos sigilosos da Polícia Federal revelados no site da revista “Época” apontam que portarias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) foram “compradas” no governo Dilma Rousseff para beneficiar uma montadora de carros. Os documentos – notas fiscais, extratos bancários, mensagens de celulares e manuscritos –, segundo a revista, foram apreendidos na operação Acrônimo, que investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a campanha do governador de Minas Fernando Pimentel (PT), em 2014.
Segundo a reportagem, um lobista com relação com o governador e ex-titular do MDIC recebeu propinas do grupo do setor automotivo Caoa para habilitar a empresa no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), do ministério, que dá vantagens fiscais para a área automotiva.
“Época” diz que o presidente da Caoa, Antônio Maciel Neto, pediu ao empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, amigo de Pimentel e que também é alvo de investigação na Acrônimo, “uma mãozinha” na assinatura da portaria que beneficiaria a Caoa.
FARTAS PROVAS
A papelada apreendida na operação e à qual a revista teve acesso mostra que na madrugada do dia 28 de fevereiro de 2014, Bené enviou uma mensagem para o celular de Antonio Maciel Neto, presidente da Caoa: “Agora à noite sentei com substituto dele. Amanhã vai resolver”, disse. Bené se referia a Mauro Borges, atual presidente da Cemig, que substituiria Pimentel no Ministério.
A revista diz que, em 12 de março de 2014, uma conta do Banco Itaú, da empresa Bridge Participações, de Bené, recebeu R$ 450.480, em depósito feito pela Caoa. Em maio, a Caoa realizou dois outros pagamentos para a Bridge, no total de R$ 469.250. Uma semana depois da última transferência, Borges teria assinado a portaria 119, de 29 de maio de 2014, que habilitava a Caoa e outras montadoras, segundo o texto de “Época”.
OPERAÇÃO ACRÔNIMO
A operação foi deflagrada em maio deste ano. Ela investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades na campanha do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). Há suspeitas de que os recursos desviados de contratos com o governo federal foram para a campanha de Pimentel. A apreensão de R$ 110 mil em dinheiro, em outubro do ano passado, logo após a eleição, em um avião, desencadeou a investigação.
Na primeira fase da operação, foram apreendidos documentos num apartamento da primeira-dama de Minas, Carolina de Oliveira. Na segunda etapa, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Uberlândia, Rio de Janeiro e São Paulo. Na terceira fase, no último dia 1º, a casa do presidente da Cemig, Mauro Borges, foi alvo de busca. Ele foi ouvido na superintendência da Polícia Federal e liberado.

15 de outubro de 2015
Deu em O Tempo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO...



Agora Dilma Rousseff tem certeza absoluta que seu maior e mais perigoso opositor se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto se borra de medo de sofrer impeachment - que tachou de "golpismo escancarado", a Presidente Dilma Rousseff sofreu ontem um duro golpe, pelas costas, praticado pelo seu "Presidentro". Além de morder e assoprar contra Dilma, Lula também detonou Joaquim Levy - elegendo o ministro da Fazenda como "bode expiatório".

$talinácio baixou na abertura do 12º Congresso da Central Única (CUT). Na fala logo depois que Dilma já havia deixado o evento, de forma covarde e cinicamente pragmática, digna do eterno sindicalista de resultados, Lula reclamou: "Ganhamos as eleições com um discurso e os nossos adversários perderam as eleições com um discurso. Mas a impressão que passamos para a sociedade é que adotamos o discurso de quem perdeu. É o que está na cabeça do povo".

A picaretagem de Lula foi tanta que ainda fingiu um elogio ao discurso feito por Dilma cerca de uma hora antes. Depois de classificar o argumento da Presidenta como "histórico" e compatível com o adotado por ela na disputa eleitoral do ano passado, Lula dissimulou um carinho com ela: "A Dilminha veio para cá outra Dilma. Essa é a Dilminha que elegemos. Não é aquele discurso que dá a impressão que é o Aécio que está falando, que dá impressão que é Serra. A Dilma não ganhou eleição para ficar batendo boca com perdedores. Se eles quiserem chorar, que comprem cebola para descascar".


Sem cebola, Lula descascou Joaquim Levy - ministro da Fazenda que já caiu e finge que não sabe. Depois de ouvir os sindicalistas amestrados gritarem "fora, Levy", Lula se empolgou e, como de costume, vociferou uma de suas metáforas futebolísticas: "Nunca gostei de jogar a culpa em cima de uma pessoa. No futebol, 11 perdem e, às vezes, a gente culpa só quem perdeu o pênalti".


A nova bola fora de Lula aconteceu justamente no dia em que o Brasil assistiu a mais um dantesco espetáculo de anti-democracia entre os três poderes. A judicialização da politicagem, uma realidade concreta em Bruzundanga, ficou mais que evidente ontem, na polêmica sobre o trâmite do (inútil) impeachment de Dilma. O fenômeno é bem fruto de nosso bacharelismo combinado com o patrimonialismo e a completa insegurança do Direito em um País sem democracia. Sofremos com a inocente suposição de que tudo se revolve socialmente editando inúmeras leis, para os "causídicos" fazerem a festa e ganharem muito dinheiro com a ajuda de um sistema judiciário caro, ineficiente e "burrocrático" - efetivo promotor das grandes injustiças.


Ontem, tivemos mais uma prova de que estamos em um processo aberto de ruptura institucional, no qual um poder, abusivamente, interfere no outro. O artigo 2o da Constituição, que fala da harmonia entre os poderes, virou letra assassinada. O Supremo Tribunal Federal promoveu uma intervenção direta no funcionamento do Legislativo, a pedido de um deputado petista. Tecnicamente falando, assistimos "contragolpe no (inútil) impeachment". Se a manobra vai dar certo ou não, vai depender da malandragem do Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara, na corda bamba por suspeitas de envolvimento em corrupção, ainda garante que tem muita bala na agulha para brigar contra os inimigos no desgoverno. Neste clima de completa desmoralização política, o Brasil vai afundando na maior crise econômica de todos os tempos. Tudo fruto de um modelo capimunista agravado pela gestão criminosa dos governos da esclerosada Nova República - que precisa ser sepultada em uma intervenção institucional.

Não dá mais para perder tempo com as fofoquinhas da politicagem. O Brasil tem de mudar. Do contrário, se consolidará como uma Nação da Mediocridade, condenada ao permanente subdesenvolvimento.

Só nós dois é que sabemos...


Artistas portugueses ilustram a triangulação - LULA, DILMA e CUNHA na CORDABAMBA, cantando “SÓ NÓS DOIS É QUE SABEMOS”...

Bicicletagem


Do Economista Adriano Benayon, um dado assustador sobre o destino econômico do Brasil:

"Desde a Constituição de 1988, os gastos com a dívida pública, atualizados monetariamente, superam em muito R$ 20 trilhões. Se os gastos com a dívida interna, cujo montante passa de R$ 3,8 trilhões, continuarem crescendo com a taxa efetiva anual presente —  aí nos  18% aa. – essa dívida subirá, em 30 anos, para 1/2 quatrilhão de reais. Um quatrilhão são mil trilhões: 1.000.000.000.000 x 1.000".

Benayon ressalta que criaram um círculo vicioso: "A dívida pública cresce devido a despesas financeiras, priorizadas pela LRF. A perspectiva de déficits orçamentários serve de desculpa para elevarem mais os juros. Daí minguam os investimentos produtivos e sociais da  União e dos entes federativos".

Culpa do BC do B

Adriano Benayon indica quem é o coordenador oficial da grande tramoia com os juros, beneficiando o sistema financeiro:

"No Brasil, esse sistema é criminosamente privilegiado pela fraude no artigo 166, § 3º, II, b), e pela sacralização suicida dos gastos com juros injustificados, assegurada pelo art. 164. Esse confere exclusividade ao Banco Central (BACEN), para emitir moeda – somente  para servir os bancos – colocando o Tesouro Nacional à mercê destes".

"Por lei, o BACEN está subordinado ao governo federal. Portanto, os governantes que se têm sucedido, deveriam explicar por que o BACEN age em favor da finança dos concentradores privados estrangeiros e locais e, em detrimento da economia e da sociedade".

Resumindo a parada errada: "Os recursos que o Estado Brasileiro emprestou de 1995 para cá, de investidores e banqueiros, nacionais e internacionais, foi "roubado", "desviado" ou "mal aplicado" em "projetos" sem retorno, pela sociedade brasileira, com a concordância e o conhecimento da classe política e dos empresários que operaram esse "carry trade" (pegar dinheiro no exterior a taxa de juros de 1% a.a. e emprestar para o Governo Brasileiro, via dívida pública federal, a taxas Selic que já atingiram patamares de mais de 40% a.a, para o povo pagar a conta, via carga tributária), que arruinou as finanças públicas federais e quebrou o país" (comentário de Rogerounielo França, via internet).

Cabra marcada para se ferrar

O juiz Jed Rakoff, da Corte de Nova York, anuncia até sexta-feira (16) quais serão os rumos de processos abertos na Justiça dos Estados Unidos por investidores individuais contra a Petrobras.

Advogados da Petrobras insistiram ontem que a ação judicial seja recusada, enquanto os 11 fundos querem que o juiz prossiga com o litígio.

Os processos individuais correm em paralelo a uma ação coletiva aberta na Corte em dezembro do ano passado.

Violência institucional


Sai do muro...


Suprema armação


Quem dá o golpe?




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

15 de outubro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor