"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ELA NÃO SABIA...

Agora, depois que ganhou a eleição "fazendo o diabo", Dilma mente que errou ao não perceber a crise econômica. Quem está pagando por esta mentira? Você!


A crise econômica que a Dilma mente que não viu  tirou o seu emprego, o colocou em lay off, já tem até data marcada para entregar o seu aviso prévio.

A crise econômica que a Dilma mente que não sabia reduziu o seu seguro desemprego: agora você tem muito menos tempo para encontrar uma nova vaga, sabendo que desde o início do ano quase um milhão de empregos foram fechados.

A crise econômica que a Dilma mente que não percebeu colocou os juros em 14,25% por mês, o cheque especial em mais de 100% e o cartão de crédito chegando a quase 400%. E fechou os empréstimos consignados nos bancos privados porque tinha petista roubando o trabalhador.

A crise econômica que a Dilma mente que não imaginava existir trouxe de volta a inflação para mais de dois dígitos, vai nos dar um PIB negativo de até menos 3% em 2015, até menos 1% em 2016 e crescimento zero em 2017, destruindo os fundamentos econômicos do país. Sairemos do mandato do PT sucateados e arrebentados para os próximos 20 anos.

A crise econômica que a Dilma mente que não tinha notado não impediu que ela deixasse o Petrolão rolar e usasse o dinheiro roubado do bolso do povo para pagar a sua campanha eleitoral mentirosa, caluniosa e criminosa. Está lá a denúncia no TSE, sendo investigada pela Polícia Federal.

A crise econômica que a Dilma mente que não estava clara não impediu que ela usasse pedaladas fiscais justamente para mascarar as contas públicas, usando dinheiro do Tesouro para financiar bancos estatais, para que esses pagassem entrega de casas e formação de turma do Pronatec. 

Esta mesma crise econômica era alertada por outros candidatos nas eleições, mas a resposta de Dilma era de que nada havia, apenas pessimismo de adversários que não amavam o Brasil. Não dá para esquecer a última fala do último debate na Rede Globo, quando Dilma Rousseff disse:

"Você que está agora para decidir, você deve se perguntar quem tem mais capacidade e experiência para garantir o que conquistamos e avançar nas mudanças. Quem tem compromissos verdadeiros com os trabalhadores. Quem tem apoio político para fazer as reformas que o país exige. Quem tem firmeza para garantir a expansão do Brasil no mercado internacional. Eu, como todos os brasileiros, quero um tempo novo."

Leiam estas palavras e vejam se ela está cumprindo alguma destas promessas. O Brasil recuou para os anos noventa em seus indicadores econômicos. Os diretos dos trabalhadores foram atacados e Dilma roubou meses de seguro-desemprego, além de mexer nas aposentadorias e pensões. Hoje, não tem apoio político algum, sua base está esfacelada e só está governando por favores do PMDB, muito bem remunerados. As exportações do Brasil estão desabando causando desemprego em todos os setores, especialmente o automobilístico. Por fim, que tempo novo Dilma está nos dando? Os tempos da recessão que destrói vidas e famílias.

Em certo momento da campanha, esta Dilma que diz que não sabia que a crise econômica era tão grande chamou os seus adversários de pessimistas, arrochadores de salários, desempregadores. Hoje o desemprego chegou a 8,3%, graças as política econômica do PT, baseada em subir impostos e em cortar investimentos.

A verdade é que Dilma Rousseff não para em pé. O seu impeachment vai chegar, é só uma questão de tempo. Ou a sua renúncia, se ela tiver dignidade. Como se vê, esta grande mentirosa não tem. Ela voltou a ser a velha terrorista com uma bomba na mão. Só que desta vez esta bomba tem poder para destruir mais do que o cofre de um banco. Tem o poder de destruir um país. Vamos permitir ou vamos reagir?

26 de agosto de 2015
in coroneLeaks

OPEAÇÃO PIXULECO II

Gleisi Hoffmann confirma tradição de José Dirceu, Antônio Palocci e Erenice Guerra na Casa Civil.


 

(O Globo) Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) em escritório de advogado da senadora Gleisi Hofmann (PT-PR) indicam que dinheiro desviado do Ministério do Planejamento pagou motorista da petista. Por conta do foro privilegiado, o juiz federal Sérgio Moro suspendeu as investigações da 18ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de “Pixuleco II”, e encaminhou o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A “Pixuleco II” revelou um esquema de pagamento de propina dentro do Ministério do Planejamento, que já foi comandado pelo marido da senadora, Paulo Bernardo (PT). Segundo os investigadores, mais de R$ 40 milhões foram desviados de um contrato para fornecimento de crédito consignado a servidores federais. O esquema teria sido operado por pessoas ligadas ao PT, entre elas o ex-vereador petista Alexandre Romano, preso durante a operação. O contrato foi assinado pela empresa Consist durante a gestão de Paulo Bernardo, em 2010.

Para Moro, a indícios de que “parte expressiva da remuneração da Consist foi repassada, por solicitação de Alexandre Romano, ao advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, que, por sua vez, utilizou esses mesmos recursos para pagamentos associados à senadora Gleisi Hoffmann“.

De acordo com a PF, parte dos recursos desviados eram pagos ao escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves, que prestou serviço para a campanha de Gleise nas últimas eleições. Documentos apreendidos pela PF “indicam que os valores recebidos da Consist teriam sido em parte utilizados para efetuar pagamentos em favor da Senadora Gleisi Hoffmann”.

Uma das planilhas apreendidas no escritório comprovaria a operação. O documento, de fevereiro de 2015, revela que o "Fundo Consist" — denominação usada para identificar o pagamento de valores ilícitos — apresentava um crédito de R$ 50.078,00, em favor da senadora e de pessoas. Em um dos lançamentos de débito consta a anotação "salário motorista - cheque 828", enquanto no outro, "Diversos PT, PB, Gleisi".

Segundo a PF, o motorista da petista, Hernany Mascarenhas, foi pago com dinheiro desviado do Ministério do Planejamento. Em outro documento apreendido, consta anotação do pagamento de R$ 50 mil em honorários pela Consist ao escritório do advogado em 29 de setembro de 2011. O pagamento teria sido acertado com o ex-ministro Paulo Bernardo, “que ficaria com todo o montante”, segundo a PF.

Ao justificar o encaminhamento do processo ao Supremo, Moro justificou dizendo que “os fatos foram descobertos em desdobramento natural das investigações” e que para eventual continuidade das investigações na Justiça do Paraná terá que ter a autorização da Corte.

26 de agosto de 2015
in coroneLeaks

COM A SUA CONHECIDA LIMITAÇÃO INTELECTUAL, SIBÁ MACHADO DESMONTA MAIS UMA MENTIRA DE DILMA



 O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), disse nesta segunda-feira, 24, que o anúncio da redução de ministérios é uma mensagem para a sociedade de que, dados os sinais ruins da economia, o governo está disposto a cortar a máquina. "É um gesto mais simbólico que financeiro",considerou.

O petista evitou comentar sobre a disposição do partido de ceder espaço na Esplanada do Ministérios. No entanto, ele defendeu que, se houver o corte, que seja proporcional e "para todos". Ele reconheceu que haverá uma pressão maior para que o PT abra espaço para os partidos aliados. "É uma conta que, para fechar, vai precisar de muita conversa", comentou.

25 DE AGOSTO DE 2015
in coroneLeaks

3 MOMENTOS CARA-DE-PAU DA ENTREVISTA DE DILMA

Foto: Ivan Sekretarev/EFE
Foto: Ivan Sekretarev/EFE
Dilma Rousseff concedeu ontem uma entrevista a três grandes jornais, os maiores do país: Estadão, O Globo e Folha. Mas o que se viu foi uma exibição que bateu todos os recordes de cara-de-pau. Vejamos apenas três pontos:
Crise
O que ela disse:
“Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez, nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”
O que de fato houve: a crise não nasceu do nada, mas sim surgiu de uma política econômica desastrosa e incompetente da própria Dilma.
Durante a campanha eleitoral, ela negou que houvesse qualquer crise, mas já havia, e já praticava as pedaladas fiscais para maquiar as contas públicas. Não houve surpresa alguma, todos sabemos disso, o que há é falta de vergonha na cara para assumir os erros de verdade, não tratando um desastre desse tipo como quase um “fenômeno da natureza”.
Reforma Ministerial
O que ela disse:
“Vamos passar todos os ministérios a limpo”
O que de fato houve: o “corte” foi anunciado sem que de fato anunciassem quais ministérios serão cortados.
É uma mistura de incompetência e falta de credibilidade (ou seja: retrato desse governo). Quais pastas serão cortadas? Quais cargos serão cortados? Qual o valor total desses cortes? Não há resposta. E é incrível que ninguém cobre dela uma resposta objetiva.
Corrupção
O que ela disse:
Perguntada se foi “completamente surpreendida”, respondeu: “Fui. Acho, e lamento profundamente”
O que de fato houve: a Operação Lava Jato nasceu da investigação da Petrobras, empresa cujo Conselho de Administração foi presidido pela própria Dilma quando tudo isso começou a acontecer.
Se ela foi mesmo surpreendida, então é inequívoco que seja incompetente ao extremo. Ponto. Mas é pior: ministros de seu governo são acusados em delações premiadas e, em resposta, em vez da “completa surpresa” ela diz não respeitar delator (e manteve os ministros no cargo!). Fora, claro, os rastros de propina em sua campanha.
Enfim…
É muita cara-de-pau. Chega a ser inacreditável. Se essa era a entrevista feita para “acalmar” os ânimos, vale dizer que teve o mesmo efeito exatamente oposto. Dilma já perdeu todas as mínimas condições de estar no cargo. Precisa sair.

25 de agosto de 2015
implicante

SABATINA NÃO ESTÁ ESCLARECENDO O QUE TEM DE SER ESCLARECIDO E AINDA SERVE DE PALCO A BUFÕES DE QUINTA CATEGORIA

Olhem aqui… Acompanhei até há pouco a sessão da Comissão de Constituição e Justiça que sabatina o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que deve ser reconduzido ao cargo sem dificuldades. Certamente será aprovado na comissão e no plenário do Senado. Renan Calheiros (PMDB-AL) já se encarregou do assunto.

Janot tem um grande aliado involuntário na sabatina: chama-se Fernando Collor de Mello, senador pelo PTB de Alagoas. Irado com o fato de que é hoje um dos dois denunciados pelo procurador-geral, ele se ocupa exclusivamente do exercício de sua fúria privada, disparando palavrões fora do microfone, o que, obviamente, provoca a repulsa dos demais senadores, criando dificuldades para que se faça uma sabatina mais técnica.
Destaco alguns pontos da fala de Janot. 
Ele negou que tenha participado de um “acordão” na semana retrasada. Então ficamos assim: ele não participou, mas a tentativa de acordão, que transformou Renan no grande estadista da República e no fiador da estabilidade, aconteceu. 
Só para lembrar: no desenho imaginado, o presidente do Senado não seria denunciado — ou será alvo de uma denúncia inepta. Em troca, garantiria os votos de que precisa o procurador-geral. O senador se mobilizaria ainda em busca de votos em favor do governo no TCU.
Janot diz não ter participado? Que bom! Mas aconteceu, sim! E Brasília inteira sabe disso. E, tudo indica, não vai dar certo. Não está fácil cooptar os votos no tribunal. Quanto à parte que diz respeito às relações Renan-Ministério Público,  o tempo dirá. 
Uma coisa é certa: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), arqui-inimigo do Planalto, já é um denunciado, enquanto Renan anda a posar de magistrado. O detalhe nada irrelevante é que o presidente do Senado começou a ser investigado antes mesmo do presidente da Câmara.
O procurador-geral afirmou que não teria como fazer o acordo porque seria necessário combinar isso com os demais procuradores. Em parte, é verdade. Ele sabe que houve uma espécie, assim, de rebelião surda na força-tarefa. Insisto: será preciso analisar a qualidade da eventual denúncia que se vai apresentar contra o presidente do Senado.
O sabatinado negou ainda que exista algo como uma “Lista de Janot”. Segundo disse, a relação dos investigados surgiu a partir do que chamou “colaborações”. Pois é… Acho a resposta insuficiente. Fica parecendo que a operação é conduzida unicamente pelos delatores, o que seria uma má notícia, não é?, hipótese em que estaríamos, então, na dependência daquilo que os bandidos querem ou não querem revelar. Chamo, no caso, de “bandidos” todos os que cometeram crimes no petrolão, sejam colaboradores ou não. O fato de o sujeito se tornar um delator premiado não faz dele um herói.
Até agora não entendi — e não se fez uma pergunta clara ao procurador, com resposta idem — por que figuras do Executivo não são investigadas na Lava-Jato. Até agora não entendi como um escândalo de tal magnitude se construiu só com empreiteiros, três ou quatro vagabundos com cargo na Petrobras e uma penca de parlamentares, a maioria de segunda linha. Isso apenas não tem explicação. E a resposta, tudo indica, não surgirá na sabatina.
Também não entendi — e o procurador-geral jura não ter havido acordo — por que um inimigo jurado do Planalto, figura de proa do PMDB, é o primeiro denunciado de um escândalo que, por óbvio, tinha o PT no controle. Até agora não entendi também por que figuras como Dilma Rousseff e Edinho Silva não são investigados nem mesmo num simples inquérito.
Se querem saber, Rodrigo Janot será aprovado pelo Senado — e não estou aqui a defender que seja reprovado — sem que tenhamos respostas para essas perguntas.
Ah, sim, caminhando para o encerramento, destaco: para não variar, os petistas tentaram transformar a sabatina numa sessão de ataques ao PSDB, à oposição etc. e tal. Na narrativa dos companheiros, o partido aparece como a grande vítima de uma conspiração. É asqueroso. É por isso que essa gente mal consegue sair às ruas hoje.
Infelizmente, a sabatina não vai esclarecer o que esclarecido não está. E, adicionalmente, está dando a chance a que bufões de quinta categoria posem de heróis.
26 de agosto de 2015
Reinaldo Azevedo

MAIORIA DO TSE DECIDE REABRIR AÇÃO PELA CASSAÇÃO DE DILMA

DINHEIRO ROUBADO NA CAMPANHA PODE CUSTAR SEU MANDATO

O MINISTRO GILMAR MENDES SUSTENTOU A NECESSIDADE DE REABRIR A AÇÃO. (FOTO: ROBERTO JAYME)


Em um julgamento marcado por bate-boca entre os ministros, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para aceitar recurso do PSDB e dar continuidade a uma ação contra a chapa da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, reeleita no ano passado. O julgamento foi interrompido por um novo pedido de vista.

Quando a análise do recurso for concluída, e se não houver mudança nos votos dos ministros, o próximo passo processual é a intimação de Dilma e Temer para que apresentem a defesa e o TSE comece a produção de provas.

Até o momento, Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha, Luiz Fux e Henrique Neves votaram pela continuidade da ação. O único voto pelo arquivamento do caso foi da ministra Maria Thereza, relatora do recurso, que foi alvo de fortes críticas de Mendes. O pedido de vista foi feito pela ministra Luciana Lóssio - o presidente do tribunal, Dias Toffoli, ainda não votou.

"Houve um pedido de vista, mas já há uma maioria no sentido de dar prosseguimento à ação. Esse prosseguimento significa intimar para a defesa e fazer a produção de provas", explicou Toffoli, ao final da sessão.

O caso que voltou para análise do plenário da corte refere-se a uma das quatro ações propostas pelo PSDB contestando a legitimidade da reeleição de Dilma. Fora isso, Mendes, que relatou as contas de campanha de Dilma e do PT em 2014, pediu que o Ministério Público, a Polícia Federal e o TSE apurem eventuais irregularidades no financiamento da campanha da presidente.

A prestação de contas é comum a todos os candidatos de uma eleição. As outras ações, contudo, só podem ser propostas por partidos de oposição ou pelo Ministério Público Eleitoral.

A ação de impugnação acusa a chapa Dilma-Temer de usar estrutura pública para promover a campanha, aponta abuso de poder econômico ao listar gastos acima do limite previsto e diz que propinas oriundas do esquema de corrupção na Petrobras podem ter sido misturadas às doações oficiais. O caso havia sido arquivado pela relatora porque, para ela, se baseava em "ilações" e acusações "genéricas".

'Juízo político'

Após ser alvo de críticas de Mendes pelo arquivamento, Maria Thereza voltou a dizer que não fez "juízo político" do caso. "Meu voto foi estritamente jurídico processual."

Para ela, fatos apurados na Operação Lava Jato que possam relacionar o esquema de corrupção à campanha do PT devem ser analisados pela Justiça Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, e não pelo TSE. A ministra disse que também considera graves as revelações da Lava Jato. "Como todo o brasileiro eu também quero um País sem corrupção."

Mendes contestou a colega de TSE. "Os fatos já existiam. Sabíamos que tinha uma Operação Lava Jato em curso e que a campanha poderia ter sido financiada...", afirmou o ministro, repetindo que, ao criticar seus argumentos para arquivar a ação, "não queria constrangê-la".

Outro foco de tensão envolveu Fux e Noronha. O primeiro sugeriu unir as ações envolvendo a campanha de Dilma em uma só, sob relatoria de Maria Thereza. Noronha, que é corregedor-geral da Justiça Eleitoral, não gostou e os dois bateram boca.

A coordenação jurídica de campanha de Dilma afirmou que é preciso aguardar o fim do julgamento na Justiça Eleitoral para se pronunciar sobre o caso.


26 de agosto de 2015
diário do poder

BR DISTRIBUIDORA: UTC VENCEU LICITAÇÃO MESMO COM PREÇO 795% MAIS ALTO

BR-Distribuidora---2
Foi-se o tempo da sutileza, da delicadeza, da preocupação com o detalhe e a aparência. A coisa parece que ficou menos discreta, digamos assim. Em reportagem de Andreza Matais, o Estadão revela algo no mínimo assustador. Segue trecho:
“UTC Engenharia conseguiu vencer licitações na BR Distribuidora mesmo apresentando proposta de preço até 795% maior do que o estimado pela subsidiária de distribuição da Petrobrás em alguns itens das obras. Relatório de auditoria da empresa, instaurada após a Operação Lava Jato encontrar irregularidades em quatro licitações vencidas pela empreiteira, identificou que em todos os casos a BR pagou a mais ou ajustou o preço estimado para atender à empreiteira – a UTC já confessou ter pago propina de R$ 20 milhões em troca dos contratos.”
Licitação é exatamente uma tomada de preços para que o poder público contrate o mais barato – ou, em alguns casos, o valor seja ponderado diante da capacidade técnica. Mas o que se vê é algo bizarro, não apenas pequena discrepância e sim 795% a mais. É muita cara-de-pau.

26 de agosto de 2015
implicante

O QUE OS PROTESTOS DE 16 DE AGOSTO JÁ CONQUISTARAM


No penúltimo domingo, o Brasil viu a segunda maior manifestação política de sua história. Por volta de 900 mil pessoas em 250 cidades foram às ruas pedir a saída de Dilma Rousseff da presidência, seja por impeachment, cassação ou renúncia. Tudo isso sem o apoio explícito da imprensa, dos formadores de opinião, da classe artística, dos chamados “movimentos sociais” e/ou do movimento estudantil – todos ideológica ou financeiramente presos ao governo.
Dilma e sua trupe, claro, torciam contra e até manipularam junto à imprensa uma versão de que os eventos convocados no 16 de agosto teriam saído aquém do esperado. Mas fato é que, uma semana depois, evidentes resultados são percebidos e o objetivo daqueles que pediram a saída do PT parece mais próximo do que nunca – mesmo que ainda distante.

A revolução começa numa fanpage

Na segunda-feira, 17 de agosto, FHC surge no Facebook sugerindo a Dilma que fizesse um gesto de grandeza e renunciasse. Mas o principal só seria revelado pela imprensa horas depois. O ex-presidente almoça com Aécio Neves e Geraldo Alckmin no intuito de convencê-los a unificarem o discurso pela queda da presidente.
FHC
Eliane Cantanhêde, em coluna após participação no Roda Viva que entrevistou o senador, “aposta” que tudo teria partido de José Serra, ou o tucano que mais ganharia com um governo Temer graças à promessa de um ministério da fazenda caindo-lhe no colo. Verdade ou não, o ex-ministro da saúde responde na TV que “subscreve” tudo o que sugeriu o pai do Plano Real.

No desespero, Dilma reprisa iniciativa de Collor

Do acervo da Folha
Collor usa funcionários da Caixa para protesto “a favor”
A exemplo do ex-presidente, que exigiu dos funcionários da Caixa atos na defesa da manutenção do próprio mandato, Dilma colocou seus “movimentos sociais” para ocupar as ruas do país em dia útil e fazer uma suposta defesa da democracia aos gritos de “fora, Cunha”. Coincidentemente ou não, na mesma tarde em que Rodrigo Janot pediu multa de 80 milhões de dólares e 184 anos de cadeia para o presidente da câmara dos deputados.
Perto do ocorrido em 16 de agosto, o evento em defesa do governo findou minúsculo, mas nada disso impediu a imprensa de reverberar o que queria a presidência da república. No caso, que o impeachment havia sofrido um forte resfriamento quando da acusação oferecida por Janot.

Gilmar Mendes manda Janot investigar Dilma

A sede de Janot para caçar os adversários do PT só se compara em intensidade ao corpo mole que faz quando a denúncia atinge algum petista. Seus defensores teimam em confundir o trabalho feito por Sérgio Moro em Curitiba com o realizado pelo PGR em Brasília. No entanto, o que se sabe é que, na capital do Brasil, o Ministério Público já se declarou incapaz investigar a presidente mesmo havendo um entendimento diferente no próprio STF. E alguns colunista já escaparam que nem mesmo Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma, enfrenta grande risco de ser investigado.
Mendes, que sempre parece em sintonia com o PSDB, aproveitou que Janot pesou a mão contra a dupla Cunha & Collor e deu-lhe ordens explícitas para que passe a limpo um punhado de denúncias sobre uso de empresas fantasmas pela campanha da atual presidente.

PMDB ainda sustenta o governo

Collor nutria esperanças de que concluiria o mandato até o PFL, o maior partido daquela base, abandonar o barco em 31 de agosto de 1992. Hoje, neste papel, há o PMDB, principalmente o do senado. É com promessas de impunidade a Renan Calheiros que Dilma pretende reverter as derrotas colecionadas na câmara dos deputados com o desafeto Eduardo Cunha. Mas não só lá. Eliseu Padilha, com meio bilhão de reais em cargos no colo, é um dos principais defensores de que o partido com o maior número de prefeitos do país evite tomar qualquer grande decisão antes das eleições de 2016.
DILMA/ FINEP
DILMA/ FINEP
O problema é que o Datafolha mediu a aprovação de alguns nomes junto aos manifestantes que foram à Paulista naquele domingo. Nessa medição, Dilma surge com um único por cento de aprovação. Com a margem de erro em 3%, há inclusive a chance de esse apoio se aproximar ainda mais de zero. Todavia, a leitura mais trágica seria feita por uma ala do PMDB: quanto mais próximo um político se posiciona da presidente, pior avaliado fica. Renan surgiu com 2%; Michel, com 5%; e Cunha, um raro caso a declarar guerra contra o PT, com 25%, ou mais de três vezes a soma das aprovações dos primeiro, segundo e quarto nomes da República.

Mas se prepara para sair

Na quinta-feira, o grupo de Temer deu por encerrado o trabalho dele como articulador político. O Valor Econômico cravou que este seria o primeiro passo rumo à oposição. Eliseu Padilha maquinou para que esta guinada ocorresse no mínimo em novembro próximo, mas, logo nesta segunda, foi divulgado pelo próprio vice-presidente que não mais faz a política miúda de interesse do planalto.
A oposição já articulou com Eduardo Cunha como o impeachment de Dilma poderá passar na câmara dos deputados. Segundo apurou Fernando Rodrigues, a estratégia consiste em primeiro tirar das mãos de Cunha a responsabilidade do ato ou seria explorada pelas vozes governista como golpe. Caberia ao presidente da câmara arquivar os pedidos recebidos. À oposição, entrar com um recurso para que um pedido assinado por um opositor seja posto em votação. Desta forma, uma maioria simples garante que o impedimento de Dilma entre para a pauta.

O governo perde a OAB, o Datafolha perde o disfarce

A Ordem dos Advogados, que possui um histórico de apoio às decisões do PT, surge com o presidente exigindo que Dilma peça desculpas ao país. Diferentemente do que faz o presidente do Datafolha, que, em dissimulado governismo, tenta desqualificar as centenas de milhares de pessoas que protestaram tomando por base apenas o estudo feito na avenida Paulista.

A grande diferença

Brasília já discutia o impeachment de Collor há quase um ano quando finalmente se tocam por lá que não havia o que chamam de “povo” na rua. E, para o bem da verdade, os “caras pintadas” só atendem ao chamado após o presidente cometer erros primários, como provocá-los ao pedir que vestissem verde e amarelo.
Uma década antes, quando as ruas foram tomadas pelas pessoas de camisa amarela exigindo o voto direto, já havia políticos e partidos nos palanques os esperando para as Diretas Já.
Em ambos os casos, a população vai às ruas não para dar início a uma vontade política, mas para referendar uma decisão já tomada por um punhado de lideranças. É essa a grande diferença para o que hoje ocorre nas ruas do Brasil.

As três maiores manifestações da história brasileira

Folha só dá a devida atenção ao impeachment em meses de protesto
Folha de São Paulo só dá a devida atenção ao impeachment de Dilma nos meses com protestos
É possível carimbar 2015 como o ano em que se produziu as três maiores manifestações políticas da história brasileira. O conquistado até aqui parece pouco, mas a missão é muito mais complexa. Num primeiro momento, conseguiu-se obrigar a imprensa – governista como nunca – a debater o tema. O segundo momento vem só com este terceiro ato. Nele, conseguiu-se convencer o PSDB a se portar como oposição.
O problema é que os opositores trabalham apenas de terça a quinta (quando há atividade parlamentar), enquanto o governo se agiliza até nas noites de domingo. Não à toa, é comum nas tardes de segunda a sensação de que a crise esfriou – assim como, nas noites de sexta, que a república está a um passo de cair.
No entanto, é preciso entender que a queda de Dilma é uma ideia que ganha corpo, que se trabalha desde antes da reeleição. Mais especificamente, quando a a capa da Veja confirma, a três dias do segundo turno de 2014, que tanto ela quanto Lula estavam cientes dos absurdos que ocorriam na Petrobras.
Entre a sugestão e o derradeiro voto que colocaria Itamar na presidência, o impeachment de Collor leva exatos 366 dias para amadurecer. Para repetir-se os mesmos passos, o Brasil precisará se livrar de Dilma até o próximo outubro. Mas, ainda que não seja possível a repetição do mesmo rito, haverá outros outubros. Em outras crises, mesmo quando a emenda Dante de Oliveira não consegue passar, ou o PT não consegue o impeachment de FHC em 1999, é a oposição quem se sagra vitoriosa no pleito seguinte. E o que mais há na política brasileira neste momento são políticos acreditando na possibilidade de derrotar Lula em 2018.
* * *
26 de agosto de 2015
Marlos Ápyus 

Referências utilizadas


  1. Veja
    Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à PF
    23 de outubro de 2014
  2. O Estado de São Paulo
    Janot descarta investigar citação a Dilma na Lava Jato
    5 de março de 2015
  3. Merval Pereira
    Uma questão delicada
    2 de abril de 2015
  4. Época
    Marcelo Odebrecht ameaça derrubar a república
    20 de junho de 2015
  5. Lauro Jardim
    Mais uma contra Janot
    22 de julho de 2015
  6. Infomoney
    Michel Temer e José Serra já preparam dobradinha: tucano estaria cotado para Fazenda
    6 de agosto de 2015
  7. G1
    Governo avalia que protestos deste domingo são menores que os anteriores
    16 de agosto de 2015
  8. O Globo
    Governo vê ‘normalidade democrática’ em protestos deste domingo pelo país
    16 de agosto de 2015
  9. G1
    Em dia de protestos, OAB cobra de Dilma pedido de desculpas
    16 de agosto de 2015
  10. G1
    Manifestações pedem impeachment de Dilma e o combate à corrupção
    17 de agosto de 2015
  11. O Estado de São Paulo
    FHC sugere renúncia como ‘gesto de grandeza’ para Dilma
    17 de agosto de 2015
  12. Roda Viva
    José Serra
    17 de agosto de 2015
  13. Folha de São Paulo
    Maioria dos manifestantes na Paulista rejeita Renan e Temer, diz Datafolha
    17 de agosto de 2015
  14. O Estado de São Paulo
    FHC convocou Aécio e Alckmin a tentar unificar discurso do PSDB
    18 de agosto de 2015
  15. Eliane Cantanhêde
    Ruas “destucanizam” PSDB
    19 de agosto de 2015
  16. G1
    Manifestantes fazem atos em defesa de Dilma em 25 estados e no DF
    20 de agosto de 2015
  17. Valor Econômico
    Procuradoria pede 184 anos de prisão para Eduardo Cunha
    20 de agosto de 2015
  18. Folha de São Paulo
    Denúncia de Cunha faz impeachment perder força, avaliam ministros
    21 de agosto de 2015
  19. O Globo
    Gilmar Mendes manda PGR investigar se campanha de Dilma recebeu dinheiro da Petrobras
    21 de agosto de 2015
  20. Fernando Rodrigues
    Oposição acerta com Cunha estratégia para impeachment de Dilma
    21 de agosto de 2015
  21. Josias de Souza
    PMDB marca para o dia 15 de novembro Congresso que o distanciará do petismo
    22 de agosto de 2015
  22. Folha de São Paulo
    Manifestações carecem de representatividade social e demográfica
    23 de agosto de 2015
  23. G1
    Presidente Dilma reúne ministros no Palácio da Alvorada
    23 de agosto de 2015
  24. Folha de São Paulo
    PMDB e Planalto atribuem desgastes do governo a Levy
    24 de agosto de 2015
  25. Reuters
    Temer sai do “varejo” da articulação para se concentrar na “macropolítica”, dizem fontes
    24 de agosto de 2015
26 de agosto de 2015