"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O HUMOR DO ALPINO...

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11 de junho de 2015

"BÔNUS ELEITORAL" DO PETROLÃO FOI DIVIDIDO EM PARTE IGUAIS ENTRE LULA E O PT: CADA UM RECEBEU R$ 1 MILHÃO NO MESMO DIA



(Estadão) A Camargo Corrêa registrou em sua contabilidade interna a doação de R$ 1 milhão ao Diretório Nacional do PT, no mesmo dia em que está anotado o repasse de R$ 1 milhão ao Instituto Lula. A empreiteira – alvo da Operação Lava Jato – pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013.


Os dois repasses estão registrados na data de 2 de julho de 2012, início do período de disputa das eleições municipais no País, e foram lançadas na rubrica “Bônus Eleitorais – Não dedutível”.A revelação sobre o elo da empreiteira – apontada como uma das líderes do cartel que teria se apossado de contratos bilionários da Petrobrás por meio de concorrências fraudadas ­- e o ex-presidente petista consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça-feira, 9, aos autos da investigação.

O laudo tem 66 páginas e é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto. A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa e pegou o período de 2008 a 2013, em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobrás.

O documento mostra que a construtora repassou R$ 183,7 milhões em “doações de cunho político” – destinadas a candidaturas e partidos diversos, da base aliada do governo e da oposição. O documento anota que “em tese, todas as doações registradas na conta 421210006 (“Bônus Eleitorais”) são de cunho político”.

No arquivo de doações aos partidos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há o registro do repasse de R$ 1 milhão, no dia 2 de julho, para o PT. No mesmo dia, quem também doou R$ 1 milhão para o partido foi a UTC Engenharia – do empresário Ricardo Pessoa, apontado como um dos líderes do cartel de empreiteiras que teriam se apossado de contratos bilionários da Petrobrás, no período entre 2003 e 2014.

No caso dos pagamentos ao Instituto Lula e à LILS eles foram feitos nos mesmos anos: 2011, 2012 e 2013 – em meses distintos. Para o Instituto, dos três pagamentos, dois são registrados como “Doações e Contribuições”: 2 de dezembro de 2011 e 11 de dezembro de 2013. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”.

Para o LILS, cujo endereço declarado é na própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), a empreiteira depositou em conta corrente R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil em 17 de dezembro de 2012 e R$ 375,4 mil em 26 de julho de 2013.

Lula não é alvo de investigação da Lava Jato. Mas é a primeira vez que os negócios do ex-presidente aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobrás com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal, segundo o Ministério Público Federal.

11 de junho de 2015
in coroneLeaks

DINHEIRO DO PETROLÃO: CPI DA PETROBRAS QUER QUEBRAR SIGILO DE LULA


(G1) Um requerimento apresentado nesta quarta-feita (10) na CPI da Petrobras pede a quebra dos sigilos fiscal e bancário do Instituto Lula e da Lils, empresa que gerencia as palestras do ex-presidente.

Protocolado pela deputada Eliziane Gama (PPS-MA), o requerimento é motivado por perícia da Polícia Federal realizada em documentos apreendidos na construtora Camargo Corrêa sobre movimentações financeiras entre 2008 e 2013.

No período, o Instituto Lula recebeu da empreiteira R$ 1 milhão a título de contribuições e doações e o mesmo valor como bônus eleitorais. A perícia da Polícia Federal também indicou pagamentos de mais de R$ 1,5 milhão entre 2011 e 2013 para a Lils Palestras e Eventos.

Mais cedo, outro requerimento apresentado pela oposição pediu a convocação do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, para prestar esclarecimentos na Comissão.

Os pedidos poderão ser apreciados nesta quinta-feira (11) durante reunião deliberativa da Comissão. “Fomos surpreendidos por essa perícia da PF e queremos saber se tem ligação com o esquema desviado no Petrolão”, afirmou o deputado Bruno Covas (PSDB-SP). A ideia dos parlamentares é tentar trazer Okamoto ainda em junho.

Após a divulgação da perícia da PF, o Instituto Lula confirmou que a Lils recebeu pagamentos da Camargo Corrêa para palestras do ex-presidente e informou que as doações ao instituto servem para manutenção de atividades. Segundo o Instituto, elas foram declaradas e os impostos pagos.

A Camargo Corrêa afirmou que as contribuições ao Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex-presidente Lula no exterior.


11 de junho de 2015
IN coroneLeaks

IMPRENSA BOICOTA COLLOR E OCULTA GRAVES ACUSAÇÕES CONTRA JANOT



Boicote da grande imprensa a Collor é realmente impressionante
Aconteceu nesta terça-feira, 9 de junho, um fato intrigante na mídia brasileira. Era um dia morno, sem notícias bombásticas, em que o governo tentava criar “agenda positiva” relançando velhos projetos anunciados há anos no setor dos transportes, mas que jamais saíram do papel.
A principal notícia do dia era o fato de Lula ter recebido R$ 4,5 milhões de uma empreiteira envolvida na Lava Jato, a Camargo Corrêa, mas esta ligação do ex-presidente com empreiteiras e grandes empresários realmente nem significa novidade. É fato público e notório.
Eis que de repente, no início da tarde, o senador Fernando Collor (PTB-AL) sobe à tribuna e faz um discurso demolidor contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot, acusando-o de acobertar os crimes cometidos pelo irmão dele, Rogério Janot Monteiro de Barros, estelionatário internacional procurado em todo o mundo pela Interpol.
Depois, desceu a detalhes, dizendo que o procurador-geral usou uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, Km 110, da Rodovia Rio-Santos, para esconder outro estelionatário, sócio do irmão dele, acrescentando que Janot alugava o imóvel a ele sem contrato, para sonegar Imposto de Renda.
FESTIVAL DE ACUSAÇÕES
Foi um festival de denúncias. Collor disse que o irmão Rogério Janot fez fortuna por um período no Brasil vendendo equipamentos de informática com “notas frias” para uma grande empreiteira mineira (Mendes Júnior) que está envolvida na Operação Lava-Jato, com dirigentes já presos.
Depois de acusar o procurador-geral até de dar uma “carteirada” para reduzir o valor de uma conta hospitalar do irmão Rogério, Collor disse também que Janot há anos presta serviços ilegais para o escritório do ex-procurador-geral Aristides Junqueira.
“É verdade que, mesmo impedido de advogar, o senhor – claro, sem nada assinar – obtém lucros auxiliando a banca do Dr. Aristides Junqueira? Sr. Janot, isto é moralmente aceitável? É legítimo? É ético, Sr. Janot? Não constitui crime um procurador-geral da República advogar paralelamente?”,   perguntou Collor, indagando também se Janot teria coragem de ser acareado publicamente com algumas testemunhas desses fatos.
UM SILÊNCIO MORTAL
O que se estranha é o silêncio mortal que cercou o episódio. Um discurso da tribuna do Senado, com tamanhas acusações, num dia morno, deveria ser destaque em todos os noticiários, mas aconteceu exatamente o contrário. O único blog a publicar foi a Tribunal da Internet. Nos grandes portais de notícias (Folha, Estadão, Correio Braziliense, Agência Brasil, O Globo, Valor, O Tempo), nenhuma menção ao discurso.
Às 22h20 de terça-feira, dei uma geral na internet. Além da nossa matéria na Tribuna, só encontrei a notícia, discretíssima, na agência Senado, sob o título singelo de “Fernando Collor resgata fatos da vida do irmão de Janot”. Além disso, apenas uma reprodução do texto do Senado no site do jornal de Luzilândia, uma cidade do Piauí, e a transcrição do discurso no site Conversa Afiada, que deve ter recebido cópia enviada pela assessoria do senador. Quarta-feira, dei nova busca. Foi o mesmo resultado. apenas acrescido de uma matéria no 247, a grande mídia sepultou o assunto.
ISSO NÃO É JORNALISMO
Mas por que este boicote a uma matéria tão importante? A única explicação é o fato de que os jornalistas desprezam tanto Collor que não aceitam tomar conhecimento de denúncias feitas por ele.
Mas isso não é jornalismo. Não sei em que faculdade conquistaram o diploma, mas, sinceramente, não aprenderam o que é jornalismo. Collor fez muita loucura, perdeu a presidência, ficou oito anos afastado, sua dignidade rolou ladeira abaixo etc. Tudo isso é sabido. Mas uma coisa nada tem a ver com a outra.
Para o jornalista, não interessa se Collor está revidando, por ter sido incluído no processo por Janor. Isso faz parte da matéria, mas o jornalista não se pode esquecer que, ao fazer esse tipo de denúncia, Collor está prestando um serviço à nação, mostrando que Janot não pode ser reconduzido à Procuradoria-Geral. E isso tem muita importância, a imprensa não pode se reservar o direito de esconder tais fatos. O resto é folclore, não é jornalismo.

11 de junho de 2015
Carlos Newton

SE LEVY DEVE SER TRATADO COMO UM CRISTO, O GOVERNO ESTÁ MUITO MAL


Reportagem de Sérgio Roxo, Tatiana Farah, Catarina Alencastro e Washington Luiz, O Globo edição de 9, destaca as dificuldades que estão envolvendo a Convenção Nacional do PT que se instala quinta-feira em Salvador e se estende até sábado, a partir das divergências em torno da política econômica traçada pelo ministro Joaquim Levy. A presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer defendem o ministro da Fazenda e, segundo a reportagem tentam amenizar as críticas que partem do próprio Partido dos Trabalhadores.
As contradições partidárias são evidentes. Tanto assim que Dilma Rousseff, em entrevista ao Estado de São Paulo, considerou injustas as críticas do PT a seu ministro. Não se pode fazer isso, criar um Judas. Isso é mais fácil e bem típico de uma forma errada de resolver o problema, acrescentou a presidente, ressaltando que o ajuste das contas públicas é essencial: não há outra solução a ser feita e para isso é preciso coragem. Nesta sequência, entrou em cena o vice Michel Temer. Procurou reforçar a defesa do ministro da Fazenda e disse textualmente: “Ele tem que ser tratado como um Cristo, que sofreu muito, foi crucificado mas teve uma vitória extraordinária na medida em que deixou um exemplo magnífico para o mundo. Penso que o ajuste fiscal que o ministro Joaquim Levy está levando a diante vai representar exatamente isso.”
Ao destacar a posição de Joaquim Levy a de um salvador, Michel Temer tacitamente reconheceu que o governo encontra-se mal. Já que só se pode salvar o que está dando errado. Temer assim além de reconhecer que o governo está mal, esqueceu de que ele também fez parte dele, como vice-presidente da República no primeiro ciclo do mandato de Dilma Rousseff. Recorrer a Jesus Cristo, filho de Deus, é um apelo desesperado à salvação. Pois Jesus Cristo, a maior figura da humanidade colocou-se numa escala histórica inultrapassável: dividiu o tempo entre ele e depois dele. Não pode haver corte mais profundo do que este.
FORÇAS DIVINAS
Mas deixando a história de mais de dois milênios e voltando a Convenção petista que se desenrola, podemos perceber que os apelos bíblicos de Dilma e Temer não foram suficientes para alterar os choques das correntes que dividem o PT. A CUT, por exemplo, vai a Convenção com documento próprio no qual faz restrições a Joaquim Levy e ao próprio governo Dilma Rousseff. Não está sozinha na posição. Uniu-se a outras correntes partidárias que condenam o ajuste fiscal, por causar desemprego, e querem que o governo cumpra o programa da legenda que prevê, com princípio, a taxação sobre grandes fortunas. O ministro Joaquim Levy é contra, prefere tributar as heranças, não diferenciando uma das outras. Acha que tributar as grandes fortunas afastará o ingresso de capitais esternos no país.
Vamos ver qual será a síntese do encontro ao qual deverão estar presentes tanto o ex-presidente Lula quanto a presidente Dilma Rousseff. São várias as facções em confronto. O Globo destaca três em que se dividem: os grupos Partido que muda o Brasil, Mensagem ao Partido e Partido Para Todos. O grupo majoritário Partido Que Muda o Brasil reúne Lula, José Dirceu, José Genoíno, Ricardo Bersoini, Jaques Wagner e surpreendentemente, Aloizio Mercadante. Logo abaixo a corrente na qual se integra Tarso Genro e os ministros José Eduardo Cardoso e Miguel Rossetto. Este grupo é contrário ao ministro Joaquim Levy. A terceira corrente, liderada por Marco Maia, Maria do Rosário e Arlindo Chinaglia, também ataca a política econômica de Joaquim Levy e entende suas restrições ao destaque que o PMDB possui no governo. Observa-se assim a existência de forças opostos ponderadas e que se equilibram no debate das teses principais.
Michel Temer talvez tenha razão, não por comparar Joaquim Levy a Jesus Cristo, mas por apelar por uma salvação do governo a partir do impulso de forças divinas.

11 de junho de 2015
Pedro do Coutto

OS CIEPS E O IRRESPONSÁVEL DESCASO NA ASSISTÊNCIA AO MENOR




CIEP, o sonho de Brizola e Darcy, projetado por Niemeyer
No mês passado, em audiência em comissão especial da Câmara dos Deputados, a presidente da Fundação Casa de São Paulo, dra. Berenice Giannella, declarou sem titubear que um menor internado naquela instituição custa para o Estado a cifra mensal de R$ 8.900, valor já auditado pelo Tribunal de Contas de São Paulo e por organismos internacionais. Isso representa 11,3 vezes o salário mínimo, a mesma verba que remunera o trabalho mensal de uma parcela significativa da população economicamente ativa. Outra parcela nem conta com esse salário, embora o almeje.
Dra. Berenice dirige a fundação há sete anos de forma exemplar, e reconhecidamente luta, com os instrumentos legais que tem nas mãos, para que o processo de ressocialização do menor infrator tenha êxito. Mas ela mesma tem críticas à forma como o problema do menor infrator é tratado no Brasil, como esse é recolhido e, posteriormente, devolvido ao convívio com a sociedade. Na sua grande maioria, sabemos, esse é um recurso jogado no esgoto porque pouco ou nenhum resultado traz. Nem quando ainda menor infrator, nem depois, quando promovido a delinquente maior. Estatisticamente, nada.
MAIORIDADE PENAL
Neste mês, o presidente da Câmara dos Deputados vai colocar em votação o projeto de redução da idade penal para 16 anos. Próprio e oportuno. Infelizmente, os Poderes do Estado – Executivo, Legislativo e Judiciário – não deram importância ao que deveriam cuidar como suas: as obrigações que lhe são próprias e indelegáveis – segurança, saúde e, especialmente, educação, como dever na formação das crianças e dos jovens brasileiros. Agora, transferem para a cadeia a responsabilidade de formar (ou reformar) cidadãos.
De forma lamentável, esse projeto terá grande apoio da sociedade, oprimida pela violência e presa na própria casa; sente-se que essa proposta será aprovada, nem que seja por uma quadra de tempo para depois ser revista. Mas, ao ponto que chegamos, a redução da maioridade penal será uma tentativa de se frear o crescimento da violência hoje sem limites, praticada por menores.
BRIZOLA ESTAVA CERTO
Estaremos enxugando gelo se outras medidas não forem tornadas efetivas. Perguntado, certa vez, se o Estado do Rio de Janeiro teria recursos para custear o funcionamento de escolas em tempo integral, o ex-governador Leonel Brizola respondeu que era mais barato e transformador pagar pelo menor estudante todo o dia na escola do que mantê-lo nos reformatórios, que nada reformam, nada educam. Ao contrário, consolidam e ampliam as deformações com as quais tais menores entram nessas casas ditas de amparo e construção moral.
Enquanto a segurança, a assistência social e a educação forem instrumentos de jogo eleitoral e de poder, os resultados serão os que hoje assistimos.
E, com toda certeza, o que assistimos ainda é pouco. Vai piorar. E muito.

11 de junho de 2015
Luiz Tito
O Tempo

JÔ SOARES CEDE SEU PROGRAMA PARA DILMA DEFENDER O GOVERNO



Afinal, de que (ou de quem) riem tanto o gordo e a ex-gorda?
A presidente Dilma Rousseff deverá gravar nesta sexta-feira, 12, uma entrevista com o apresentador Jô Soares, em Brasília. Segundo oBroadcast Político apurou, ainda não foi definido se a conversa será realizada no Palácio do Planalto, onde fica o gabinete da presidente, ou no Palácio da Alvorada, sua residência oficial.
Jô Soares e a presidente Dilma Rousseff se encontraram no dia 18 de maio, no Palácio do Planalto. O encontro foi marcado depois de o apresentador criticar no seu programa de televisão manifestações favoráveis ao impeachment da presidente.
“Eu acho inacreditável, discordo frontalmente de cartazes de ‘Fora Dilma’, ‘Fora FH’, ‘Fora Lula’, como se presidente da República fosse técnico de futebol”, disse Jô Soares no programa.
A entrevista de Dilma ao “Programa do Jô” deverá ser gravada no final da tarde desta sexta-feira.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A grande maioria dos artistas vai melhorando e se aprimorando com o passar dos anos. Quando chegam à terceira idade, alcançam o auge de seu potencial criativo. Mas há exceções, claro. A mais notável delas é a decadência de Jô Soares, que já foi um dos maiores humoristas brasileiros, decidiu se tornar entrevistador e copiou nos mínimos detalhes o mais importante programa do gênero, ao invés de criar um modelo próprio. Resultado: passou a ser um imitador, de raro talento. Fez muito sucesso no início, depois foi decaindo. Hoje só é assistido por quem sofre de muita insônia e tem resistência ao Lexotan. No momento em que o país é flagelado pelo governo mais corrupto da história, ele pessoalmente se oferece para defender a presidente da República. Quantos admiradores estará perdendo com esta atitude insensata e inexplicável? É realmente lamentável sua postura parcial e bajulatória. Se fosse jornalista, Jô Soares saberia que tem obrigação de abrir idêntico espaço para a oposição se manifestar. Mas ele hoje conseguiu não se nada: nem artista nem jornalista. É apenas um apresentador, que já foi engraçado. (C.N.)

11 de junho de 2015
Rafael Moraes Moura
Estadão

CONTRA A VONTADE DE LULA, DILMA QUER EVITAR ASCENSÃO DE TEMER



A cúpula do PMDB desconfia que a presidente Dilma Rousseff tenha dado aval à proposta do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) de indicar Eliseu Padilha para a Secretaria das Relações Institucionais, o que esvaziaria os poderes do vice-presidente Michel Temer (PMDB).
A movimentação, revelada pela Folha nesta quarta (10), irritou o vice, escalado pelo governo para cuidar da articulação política do Planalto. Peemedebistas ouvidos pela reportagem afirmam que Mercadante não teria feito a proposta se não contasse com respaldo da presidente. E ressaltam que Dilma não buscou Temer para tratar do assunto.
Procurado pela reportagem, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse que houve um ”equívoco” na interpretação da manifestação de Mercadante.
“Ele se expressou com objetivo de buscar o melhor funcionamento da SRI, sob comando de Temer. Já que graças ao trabalho do vice, o governo obteve vitórias importantes no Congresso e é importante que isso continue.”
IDEIA ESTAPAFÚRDIA
Dilma transferiu a articulação política do governo para Temer em abril, no auge da crise política entre o Executivo e o Congresso. Com isso, o vice passou a acumular as funções e colocou na SRI uma equipe de sua confiança.
Há dez dias, numa reunião entre Mercadante, Temer e Eliseu Padilha, o ministro da Casa Civil sugeriu que uma pessoa ficasse encarregada exclusivamente de atender pleitos dos deputados. Temer reagiu e descartou a proposta.
Em reunião nesta quarta no Palácio do Jaburu, Mercadante reiterou a ideia de nomear Padilha, mas negou movimento para enfraquecer o vice.
As declarações provocaram uma correria de petistas para evitar nova crise política. Nos bastidores, ministros dizem que a proposta não teve aval de Dilma. Até mesmo colegas de função reprovaram a defesa de que a SRI voltasse a ter um ministro. A ideia foi considerada “estapafúrdia” dentro do governo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O fato é que Dilma não consegue fazer nada certo. Ao querer esvaziar Temer, entra em choque também com Lula. O assunto é da maior importância, porque envolve o Poder. Daqui a pouco a gente volta ao tema. (C.N.)

11 de junho de 2015
Andréia Sadi e Natuza NeryFolha

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O LOBISTA NÚMERO UM






Lula embolsou 4,5 Milhões de reais da Camargo Corrêa.

O pobre José Dirceu arrecadou muito menos do que isso: APENAS 866 mil reais. Uma simples Viagem de Negócios de Lula a Maputo, de mãos dadas com o presidente da empreiteira, vale tanto quanto ISSO.

Nem a Costa Global, de Paulo Roberto Costa, conseguiu faturar o que faturou Lula: foram SOMENTE 3 Milhões de reais da Camargo Corrêa.

Lula é o lobista Mais Valioso do Brasil. Ele é o Número Um.



10 de junho de 2015
O Antagonista

NOTAS PERTINENTES

A Vida Secreta do Filhodaputa Comunista Assassino Fidel Castro

The legend of Castro as a great revolutionary who sacrifices for his people is preserved by keeping the details about his life a state secret. Sánchez’s account shows the real Castro: vengeful, self-absorbed and given to childish temper tantrums—aka “tropical storms.” “The best way of living with him,” Sánchez wrote, “was to accept all he said and did.” The book is timely. The Obama administration has just removed Cuba from the U.S. list of state sponsors of terrorism amid sharp criticism from exiles. Their concerns are sensible: Though Castro is now rumored to be feebleminded, the intelligence apparatus he built—which specializes in violence to destabilize democracy and trafficks in drugs and weapons—remains as it has been for a half century. Sánchez witnessed firsthand Castro’s indifference to Cuban poverty. The comandante gave interminable speeches calling for revolutionary sacrifice. But he lived large, with a private island, a yacht, some 20 homes across the island, a personal chef, a full-time doctor, and a carefully selected and prepared diet.

Cultura, Universidades e Doações de Milionários

Não há fortuna na selva que não tenha sido obtida sem a ajuda do governo, seja por licenças, favores, ou roubo puro, como acontece sob o PT. Evidentemente nossos milionários vêem a coisa pública como fonte de renda e não passa pelas suas cabeças contribuir em nada, apenas espoliar. Nos EUA, evidentemente, o contrário acontece. Leiam esta excelente reportagem da Epoca: Nos Estados Unidos, se alguém quiser doar algum recurso para o MoMA (o Museu de Arte Moderna, em Nova York), poderá abater até 30% de seu rendimento tributável. Para algumas instituições, esse percentual sobe a 50%. No Brasil, seu abatimento é limitado a 6% do Imposto de Renda, se o contribuinte fizer a declaração completa. O pior, no entanto, acontece do outro lado do balcão. Para receber a doação, o museu brasileiro deverá ter um projeto previamente aprovado pelo Ministério da Cultura, em Brasília. Serão meses em uma via crucis, listando minuciosamente o gasto futuro com o projeto, e depois mais alguns meses para a prestação de contas detalhada do que foi gasto com sua execução. Fico imaginando o que o MoMA faria se, para receber doações, tivesse de enviar previamente um projeto para ser analisado em Washington, linha a linha, por um grupo de funcionários públicos. Os Estados Unidos nem sequer têm um Ministério da Cultura. As doações e os incentivos são diretos, sem burocracia. Por isso, funciona. Vamos a outro exemplo: os americanos adotam como principal estratégia de financiamento de suas instituições – sejam museus, universidades ou orquestras sinfônicas – os chamados “fundos de endowment”. A ideia é bem simples: uma poupança de longuíssimo prazo, destinada a crescer, ano a ano, da qual a instituição retira parte dos rendimentos para seu custeio. Simplesmente nenhuma grande instituição universitária ou cultural americana vive sem seu endowment. Há 75 universidades com fundos de mais de US$ 1 bilhão. O maior de todos, de Harvard, tem US$ 36 bilhões em caixa. Pois bem, vamos imaginar que um milionário acordasse, dia desses, decidido a doar uma boa quantia para algum endowment no Brasil. Ele gosta de artes visuais e quer doar a um museu. Em primeiro lugar, ele não teria nenhum incentivo fiscal para fazer isso. O Ministério da Cultura simplesmente proíbe que um museu brasileiro apresente um projeto para receber doações para endowments. Em segundo lugar, não haveria nenhum endowment para ser apoiado. Nos Estados Unidos, ele encontraria milhares, e bastaria escolher algum, na internet. Em Pindorama, nenhum. As leis não favorecem, os incentivos inexistem, as instituições não estão organizadas para receber as doações. E a culpa segue por conta de nossa “formação cultural”. Outra razão diz respeito ao modelo de gestão de nossas instituições. O Brasil teima, em pleno século XXI, a manter uma malha obsoleta de universidades estatais. Elas consomem perto de 30% dos recursos do Ministério da Educação, mas nenhuma se encontra entre as 200 melhores do mundo, no último levantamento da revista Times Higher Education. Enquanto isso, os Estados Unidos dispõem de 48 das 100 melhores universidades globais. Princeton, Yale, Columbia, MIT seguem, em regra, o mesmo padrão: instituições privadas, sem fins lucrativos, com largos endowments, cobrando mensalidades e oferecendo um amplo sistema de bolsas por mérito (em âmbito global), e ancoradas em uma rede de alumni e parcerias públicas e privadas. Não é diferente do que ocorre com museus e instituições culturais.

10 de junho de 2015
in selva brasilis

COM O GÁS DE XISTO, ESTADOS UNIDOS SE TRANSFORMAM NO MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE PETRÓLEO.

                 O QUE JÁ ERA BOM FICOU ÓTIMO.



Há alguns anos os cientistas americanos começaram a desenvolver novas tecnologias para extrair petróleo do xisto. E foi no primeiro período do mandato de Obama que se iniciaram os ensaios para a extração do gás de xisto. Nessa época houve uma gritaria geral dos ecochatos que vivem encalacrados nessa história de 'aquecimento global'. 
A fabulosa inovação que traria, como de fato trouxe, a independência dos Estados Unidos em relação a esse insumo energético é uma realidade. Por muito tempo continuará garantindo o desenvolvimento econômico e o bem-estar dos seres humanos. Calcula-se a população da Terra em torno de 7 bilhões de habitantes devendo chegar a 8 bilhões no final deste século. E todos os terráqueos precisam de energia.
Para os ecochatos a extração do gás de xisto teria um impacto ambiental demolidor. Inicialmente, Obama namorou com a ideia ecochata, reação comum de qualquer comunista. Obama é comunista e, como comunista, é ecochato, já que o ambientalismo é uma variante do comunismo do século XXI. 
Com o advento do gás de xisto, Obama já desistiu de ressuscitar Karl Marx...
O berreiro dos ambientalistas não deteve um milímetro o avanço do projeto do gás de xisto. Obama e o Partido Democrata também silenciaram quem sabe vislumbrando mais adiante a possibilidade de bater no peito e afirmar que foram eles que deram aos Estados Unidos a possibilidade da autossuficiência na produção de petróleo que se confirmou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2015. Veremos isso, quem sabe, na campanha eleitoral presidencial americana que já está em campo a todo vapor.
Sorry, ex-potentados árabes. Como é sabido, tirante Israel, o resto do Oriente Médio depende exclusivamente das exportações de petróleo. Essas ditaduras não produzem sequer uma agulha. Importam tudo. Enquanto lideraram a produção de petróleo podiam dar murros nas mesas de negociação. Nos anos 70 do século passado deflagraram a crise do petróleo por meio da famigerada Opep.
Com a autossuficiência norte-americana na produção de petróleo os malucos de toalha na cabeça se verão privados dos dólares. Se avizinha tempos difíceis para aquela região. O mesmo impacto será sentido pelo Irã dos aiatolás. Petróleo só enche barriga quando se transforma em dólares que compram bens e serviços, sobretudo produtos alimentícios.
Outro detalhe importante é que os Estados Unidos também não comprarão mais petróleo da Venezuela bolivariana. Ao contrário, poderão se tornar exportadores de petróleo.
Vislumbra-se no horizonte da geopolítica uma mexida fantástica com reflexos variados e impensáveis até mesmo no curto prazo.
Por isso que peguei no rádio no meu carro por volta do meio dia desta quarta-feira a Míriam Leitão em desabalada falação no programa do Sardenberg na Rádio CBN, prevendo o fim dos combustíveis fósseis ainda neste século. Só de raiva eu acelerava o meu carro. Naquele momento não poderia intuir que à noite estaria escrevendo estas linhas com incontida felicidade. Ave! Estados Unidos!
Transcrevo como segue matéria do site da revista Veja noticiando que os Estados Unidos se tornaram nesta quarta-feira, dia 10 de junho de 2015, no maior produtor de petróleo do mundo. Sorry, periferia bolivariana. Leiam:
Os Estados Unidos se tornaram o maior produtor de petróleo do mundo pela primeira vez desde 1975, ultrapassando a Arábia Saudita, graças ao óleo de xisto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pela companhia de petróleo britânica BP. A empresa apresentou também dados sobre a produção mundial de petróleo, afirmando que a oferta da commodity nunca cresceu tanto como no ano passado, com avanço de 2,1 milhões de barris por dia. Este aumento é explicado, principalmente, pelo crescimento de 1,6 milhão de barris por dia de produção americana. A produção de petróleo cresceu 15,9% nos Estados Unidos no ano passado, enquanto a do Brasil avançou 2%, mostra a BP.
Segundo o relatório, esta é a primeira vez que um país consegue aumentar sua oferta em mais de 1 milhão de barris por dia durante três anos consecutivos. "Os Estados Unidos ultrapassaram a Arábia Saudita e a Rússia como o principal produtor de petróleo pela primeira vez desde 1975", disse Bob Dudley, diretor executivo da BP. "As implicações da revolução de xisto americano são profundas", disse ele.
Um exemplo dessas mudanças é o fato de os Estados Unidos terem reduzido significativamente suas importações, a ponto de ceder à China o lugar de maior importador. Isso ocorre apesar da desaceleração econômica que fez a demanda chinesa cair a apenas 2,6% em 2014, muito menos do que a média anual de 6,6% nos últimos 10 anos.
O óleo de xisto é um substituto do petróleo, cuja técnica de extração envolve a injeção de água sob alta pressão e perfuração em rochas localizadas a entre 1.500 a 2.400 metros de profundidade (por meio da técnica de fraturação hidráulica). Esta técnica tem expandido as possibilidades de extração de petróleo e é uma ameaça para o domínio dos produtores tradicionais.

10 de junho de 2015
in aluizio amorim

LULA RECEBE NÚMERO 2 DO CHAVISMO EM SÃO PAULO

DIOSDADO CABELLO INTEGRA COMITIVA QUE ESTÁ EM VISITA AO BRASIL


DIOSDADO CABELLO É INVESTIGADO PELOS EUA POR
SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO COM TRÁFICO DE DROGAS
E LAVAGEM DE DINHEIRO (FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER)


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na manhã desta quarta-feira, 10, e na noite dessa terça, 9, com Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. O político, número 2 do governo chavista do presidente Nicolás Maduro, participou dos dois encontros na sede do Instituto Lula, na capital paulista.

A reunião acontece pouco tempo depois de a imprensa dos Estados Unidos revelar que o país está investigando Cabello por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e no momento em que a Venezuela é acusada de sufocar a oposição do país. Antes de visitar o ex-presidentem, comitiva venezuelana visitou uma planta de processamento de frango da empresa JBS, no interior de São Paulo. Os venezuelanos ficam no Brasil até sexta-feira, 12.

O gesto do ex-presidente se contrapõe à decisão do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, de liderar uma comissão externa do Senado para "averiguar" a situação de dois líderes opositores venezuelanos, Leopoldo López e Daniel Ceballos, presos há mais de um ano.

Em sua conta no Twitter, Cabello escreveu que estava no Brasil "por instruções do companheiro presidente Nicolás Maduro, trabalhando pela e para a pátria".

Além do número 2 do chavismo, vieram ao Brasil o ministro de Poder Popular de Economia e Finanças, Rodolfo Marco Torres, o ministro para Indústrias Básicas e Mineração, José David Cabello, e o presidente Corporação Venezuelana de Comércio Exterior (Corpovex), Giuseppe Yoffreda. (AE)


10 de junho de 2015
diário do poder