"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 5 de maio de 2015

SENADORES DO PSDB ARMAM A MAIS SOLERTE TRAIÇÃO AO POVO BRASILEIRO



É repugnante e vergonhosa a conduta do PSDB que vira as costas sem qualquer cerimônia para mais de 50 milhões de votos dados ao candidato Aécio Neves nas últimas eleições presidenciais. Refiro-me, sobretudo, ao fato de que os senadores do PSDB, capitaneados pelo Álvaro Dias, estão prestes a sufragar o nome de um comunista empedernido do PT para ministro do Supremo Tribunal Federal, ou seja, a peça que falta para reduzir o STF num tribunal bolivariano a exemplo do que ocorre na Venezuela.
Notem que apesar do PT estar sendo demolido por ter lançado o Brasil no fundo do poço em todos os níveis, não desistiu um milímetro dos objetivos traçados pelo Foro de São Paulo e prossegue no seu projeto golpista para enterrar os últimos resquícios de democracia que sobrevivem no Brasil.
O jornalista Reinaldo Azevedo, acaba de postar em seu blog um post que revela o comportamento desse punhado de senadores do PSDB, incluindo aí, é claro, o Aécio Neves, trepados em cima do muro de suas conveniências muito particulares prontos para tornar realidade o golpe comunista do PT.
Transcrevo o último parágrafo do artigo do Reinaldo Azevedo com link ao final para que todos leiam na íntegra:
“Uma pergunta a Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB), Flexa Ribeiro (PA), José Serra (SP), Lúcia Vânia (GO), Paulo Bauer (SC) e Tasso Jereissati (CE): vocês vão aderir ao voto do compadrio ou vão escolher um caminho que reafirma valores que são do povo brasileiro e da Constituição? 

No primeiro caso, endossem o nome do Fachin e evidenciem por que o PSDB, de fato, não está à altura de representar os anseios de uma esmagadora maioria do povo brasileiro que hoje cobra que um partido de oposição vá além da simples crítica aos corruptos. No segundo caso, há a chance de vocês marcarem um encontro com os eleitores.
Sei, reitero, que os tucanos não são os únicos senadores da Casa, mas a sua passividade no caso de Fachin é dessas coisas irritantes, incompreensíveis, desastradas, que traem de forma aberta e escancarada o voto de milhões de brasileiros.
E, notem, se há coisa de que os eleitores já estão com o saco cheio, fiquem atentos, senhores tucanos, é de traidores". 



05 de maio de 2015
in aluizio amorim

LIVRO REVELA A FABULOSA FRAUDE ELEITORAL QUE LEVOU MADURO AO PODER NA VENEZUELA E ACENDE A LUZ VERMELHA NO BRASIO E EM TODA A AMÉRICA LATINA



O texto que segue após este prólogo é da jornalista Graça Salgueiro, do site Mídia Sem Máscara. Trata-se de tradução de matéria o diário espanhol ABC, que publicou um extrato do livro Bumerán Chávez (Bumerangue Chávez), de autoria do jornalista Emili J. Blasco que é o correspondente do ABC em Washington. 

Jornalista experiente em nível internacional, Blasco já foi correspondente do ABC em Londres e Berlim antes de assumir o mesmo cargo em Washington, onde se encontra há alguns anos. Possui PhD em Comunicação e também é versado em geoestratégia. 

O livro de Emili J. Blasco faz revelações estarrecedoras do esquema de fraudes eleitorais na Venezuela que mantêm até hoje, desde a primeira eleição do defunto caudilho Hugo Chávez, a tirania bolivariana no poder.

A verdade é que o esquema de fraudes eleitorais sucessivas não acontece apenas na Venezuela, mas em boa parte da América Latina que está sob o controle do Foro de São Paulo, imncljuindo-se obviamente o Brasil. Portanto, ao ler-se esse extrato do livro do jornalista Emili J. Blasco, é impossível não ligar o esquema que sufragou o tiranete Nicolás Maduro em 2013 na Venezuela ao que se viu ocorrer no Brasil em 2014, com a eleição de Dilma Rousseff. 

Transcrevo em tradução de Graça Salgueiro, o texto do jornal ABC sobre o livro de Emili J. Blasco. Leiam:
O jornalista Emili J. Blasco, correspondente internacional do jornal espanhol ABC em Washington e autor do livro "Bumerán Chávez"
Os computadores secretos dos chavistas indicavam bem claro. Às seis da tarde, hora em que em 14 de abril de 2013 deviam fechar os centros eleitorais na Venezuela, Henrique Capriles Radonski havia ganhado as eleições presidenciais. Era sua a faixa tricolor que, não obstante, ao final de um processo trapaceado, Nicolás Maduro acabaria pondo. Um sistema informático paralelo ao oficial permitia ao chavismo saber em tempo real ao longo do dia a evolução do voto, assim como o número de votos falsos que devia produzir para dar um giro no resultado. Isso ocorreria no marco de um processo completamente eletrônico, como é habitual na Venezuela, e com a cumplicidade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Grande parte da fraude foi gestada em Cuba.
Às dez da manhã, Diosdado Cabello se apresentou na sede da Prefeitura de Caracas, no município Libertador. O número dois do regime chegou com seu chefe de segurança, Leamsy Salazar. Ambos subiram ao andar do gabinete do prefeito e se encaminharam a uma dependência próxima. 
Ali se havia instalado uma sala de seguimento informático eleitoral considerada “top secret”. De acesso absolutamente restrito, nela se entrevistaram Cabello, presidente da Assembléia Nacional, e Jorge Rodríguez, prefeito caraquenho e grande mago do engano eleitoral chavista.
Na sala, dispostos em forma de U, havia vinte e quatro monitores, um para cada estado venezuelano, mais um central que totalizava os dados de todo o país. Testemunha já de uns quantos segredos do chavismo, Salazar se deu conta desde o primeiro instante do irregular da situação: nas telas estavam aparecendo os votos que Capriles e Maduro iam conseguindo. Isso nem sequer o CNE podia conhecer, dado que as máquinas eletrônicas de votação só se conectavam em rede no final, para transmitir os resultados.
Os centros eleitorais haviam aberto às seis da manhã e em poucas horas o candidato da Mesa de Unidade Democrática (MUD) já havia ganhado boa dianteira. “Maldita seja, vamos permitir que este ‘marica’, o porra do Capriles ganhe esta merda de eleições?”, perguntou Cabello. 
Salazar conta que então os dirigentes do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) fizeram uma reunião de urgência, à qual depois se somou o vice-presidente Jorge Arreaza. Às quatro da tarde Capriles continuava acima, segundo nossa testemunha, por 220.000 votos. Tinham que rasgar o baralho.
“Foi quando nesse dia o sistema de internet caiu. Pouco depois Arreaza saiu em público anunciando que tinha ocorrido um problema com a internet e que estavam ajeitando. Quando se restituiu o serviço as telas dos computadores começaram a reverter a situação. Iam chegando mais votos para Maduro”. 

O clima mudou na sala e os hierarcas chavistas começaram a rir-se cinicamente. “Estavas cagado, não é?”, se diziam entre eles. No final da noite, o CNE proclamou Maduro vencedor por 223.599 votos: lhe atribuiu 7.587.579 (50,6 por cento), frente aos 7.363.980 de Capriles (49.1 por cento). O que havia acontecido?
Salazar aduz que a queda da internet foi provocada para descarregar o tráfico na rede telefônica e assim poder dirigir com maior garantia o complexo volume de dados que o sistema informático paralelo do PSUV alimentava. 
Por baixo dos panos, o CNE havia entregue a ativistas do partido o comando técnico das máquinas de votação e de outros processos-chave da jornada.
PRORROGAÇÃO INJUSTIFICADA
Para essa operação final o chavismo necessitava de tempo, assim que pouco antes das seis da tarde, quando deviam encerrar os centros eleitorais, o CNE anunciou que prorrogava o horário até às oito onde se necessitasse. Os votos para Maduro foram mais abundantes nos centros que demoraram seu encerramento, com um inexplicável pico, totalmente anômalo, especialmente pronunciado entre as 19:30 e as 20:05 horas. Entre as seis e as oito, Maduro recebeu mais de seiscentos mil votos, um volume que materialmente não era possível somar mediante o procedimento natural de votação.
Os especialistas em segurança informática, Anthony Daquin e Christopher Bello, concluem que há 1.878.000 eleitores falsos (múltipla cedulação). Além disso, na auditoria do sistema de votação na qual pôde participar, Bello comprovou que as máquinas de votação tinham quatro BIOS (Basic Input Output System). Isso facilitava a comunicação com dispositivos externos e teria possibilitado tanto a contagem do voto quanto a emissão de voto originalmente falso.
O roubo eleitoral foi confirmado confidencialmente aos Estados Unidos por alguns dos principais dirigentes chavistas. Desaparecido Chávez, alguns começaram a entabular contatos indiretos para limpar seu passado. Emissários de Cabello e do novo ministro do Interior e Justiça, o general Miguel Rodríguez Torres, reconheceram o que todo mundo suspeitava
“Ok, é verdade. Acrescentamos trezentos e cinqüenta mil votos. As estações um, dois e três dos centros eleitorais estavam operadas por gente nossa. Capriles nos tirou novecentos mil votos, e teriam chegado a ser dois milhões se não chega a ter voto assistido e os demais procedimentos”.
Pode ser que as cifras estivessem arredondadas e que esse “acrescentar” se referisse somente ao voto fabricado de forma compulsiva no último momento. Em qualquer caso, era uma admissão em toda a regra de que haviam roubado a presidência.
UM LIVRO SOBRE AS FRAUDES QUE LEVARAM AO COLAPSO
Bumerán Chávez” é um relato, como aponta seu sub-título, sobre “as fraudes que conduziram ao colapso da Venezuela”. Escrito pelo jornalista de ABC, Emili J. Blasco e à venda na Amazon desde esta semana (segunda quinzena de abril) em versão impressa e digital, o livro sustenta que o colapso institucional, econômico e social do país caribenho não é fruto da dilapidação do legado de Hugo Chávez, senão conseqüência mesma de suas políticas

É o bumerangue que, ao voltar em seu vôo, quebra o espelho no qual se via a república bolivariana. Suas páginas aportam novas primícias sobre a ingerência de Cuba, a fraude eleitoral, a corrupção econômica, o narco-Estado e as relações com o Hizbolah. Há também revelações sobre a proteção do chavismo ao ETA e sua relação com Podemos [1].
Notas da tradutora:
[1] “Podemos” é um partido político espanhol de extrema esquerda criado em janeiro de 2014, cujo Secretário-Geral é o venezuelano chavista Pablo Iglesias, professor de Ciência Política na Universidad Complutense de Madrid e analista político e televisivo.
[2] Chamo a atenção dos leitores para o primeiro parágrafo de “Prorrogação injustificada”, denunciada por mim na ocasião em meu blog Notalatina (http://notalatina.blogspot.com.br/2013/04/a-fraude-foi-grande-vencedora-das.html), e posteriormente vivenciado pelos brasileiros nas eleições presidenciais de 2014.


05 de maio de 2015
in aluizio amorim

DIA NACIONAL DO PANELAÇO!!!

INDIQUEM PARA O GOOGLE OS POSTS DO BLOG QUE ESTÃO INFORMANDO O DIA NACIONAL DO PANELAÇO! É PRECISO DIVULGAR EM ESCALA PARA QUE TODOS ESTEJAM ALERTAS PARA O DIA DO REPÚDIO E DA INDIGNAÇÃO!

05 de maio de 2015

PT ATACA OS QUE OUSAM INVESTIGAR LOBBY DE LULA

PT INSULTA PROCURADOR ANSELMO (À DIR.) QUE OPINOU PELA APURAÇÃO


Adicionar legendaHÁ ELEMENTOS PARA INVESTIGAR LULA POR TRÁFICO INTERNACIONAL DE INFLUÊNCIA, SEGUNDO O PROCURADOR ANSELMO CORDEIRO LOPES. (FOTOS: WERTHER SANTANA/AE E REPRODUÇÃO)
Como é habitual, o PT tenta desqualificar a investigação contra o ex-presidente Lula por tráfico de influência para empreiteira Odebrecht, e ataca pessoalmente, nas redes sociais, o procurador do Ministério Público Federal Anselmo Cordeiro Lopes. O problema é que, além de usar alegações mentirosas, o PT errou de alvo: Anselmo não participa de nada; é apenas autor de despacho que deu origem à investigação.
Lula é suspeito de atuar para obter grandes obras para empreiteiras como Odebrecht no exterior, garantindo o financiamento do BNDES.
Obras bancadas pelo BNDES têm contrato secreto, prazo de carência de 25 anos e blindagem contra fiscalização. E tudo sem licitação.
Militantes do PT acusaram o procurador de ser filho de advogados com interesses contrários ao PT, mas os pais de Anselmo são médicos.
Os petistas acusaram o procurador de responder a processos internos, ter ligações ao PSDB e ser “colunista da Folha”. Tudo mentira.

05 de maio de 2015
diário do poder

MEGA PANELAÇO "FORA PT" AMANHÃ, TERÇA-FEIRA, NO HORÁRIO POLÍTICO PETISTA NA TV QUANDO O LULA COMEÇA A LATIR


Amanhã, terça-feira, dia dia 5 de abril, o PT, leva ao ar o seu programa eleitoral às 20:30, antes do Jornal Nacional. Dilma se escondeu de novo e não gravou participação, segundo informa o Blog do Coronel. No seu lugar vai Lula, agora sob investigação do Ministério Público Federal por tráfico de influência para favorecer seus principais clientes: as empreiteiras corruptas do Petrolão, com destaque para a Odebrecht.
Todos os brasileiros estão convidados a ir à janela com uma panela e fazer o mais simples: bater e gritar "Fora, PT". Você está convidado. Ou melhor: convocado. Organize o seu prédio. Convoque seguidores nas redes sociais. Curta e compartilhe este convite.
Amanhã, portanto, o povo brasileiro promoverá um panelaço inesquecível para esta quadrilha de gafanhotos vermelhos que está destruindo o Brasil.

05 de maio de 2015
in coroneLeaks

POLÍTICA NÃO PODE SER ESPAÇO DE "GENTE QUE NÃO DEU PARA NADA"



Barroso deve julgar que os brasileiros são desmemoriados
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso advertiu, em palestra recente para alunos da Universidade de Harvard, que “não podemos deixar que a política seja espaço de gente que não deu para nada”.
Uma declaração dura, leitor, mas que revela, com precisão, a realidade do que tem acontecido há anos em nosso país. No entanto, perde inteiramente seu valor quando todos sabemos que o mencionado ministro votou no Supremo no sentido de que os delinquentes do mensalão não formavam uma quadrilha.
Desculpe, senhor ministro, mas ninguém acredita mais no senhor… Continue a vender seu peixe lá fora.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O advogado Celso Serra tem toda razão. O ministro Luís Roberto Barroso deve pensar que os brasileiros são desmemoriados ou até descerebrados. Mas acontece que neste país ainda existem pessoas em seu juízo perfeito e que lembram todos os “malfeitos” que ocorreram aqui em nome dos Três Poderes verdadeiramente apodrecidos, cometidos por “gente que não deu para nada”. (C.N.)

05 de maio de 2015
Celso Serra

PIZZOLATO IMITA MINISTRO E "PREFERE MORRER" DO QUE SER EXTRADITADO




Senador Giovanardi vai recorrer da extradição de Pizzolato
O senador italiano Carlo Giovanardi, integrante da Comissão de Justiça do Senado do país europeu e do bloco partidário de centro-direita do Parlamento, disse que vai pedir a revogação da extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. O senador alega que as prisões brasileiras não têm condições adequadas e Pizzolato lhe disse que “prefere morrer a descontar a pena por anos em uma penitenciária do Brasil”.
Giovanardi, que esteve com Pizzolato na prisão de Sant’Anna di Modena, no norte da Itália, onde o ex-diretor do BB está detido desde fevereiro, disse que pedirá ao Ministério da Justiça local que reveja a decisão de mandar o detento de volta para o Brasil ainda este mês. Em nota publicada em sua página na internet, logo após o encontro com Pizzolato, o senador italiano destacou ainda que, na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde o brasileiro deve cumprir a sentença, foram registrados, em 2013, “dois suicídios, 14 homicídios, 30 mortes, 147 feridos e 109 lesões”.
Pizzolato, que tem dupla cidadania (brasileira e italiana), foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão, mas fugiu para a Itália em 2013. No ano passado, foi preso pela Interpol portando documentos falsos do seu irmão, Celso Pizzolato, morto em 1978.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não causa surpresa esta afirmação de Pizzolato. A frase, aliás, nem é dele. O verdadeiro autor é o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que afirmou preferir morrer do que ser preso no Brasil. Se a autoridade máxima judicial brasileira faz uma declaração desse teor, é claro que um criminoso como Pizzolato iria se aproveitar dela. A única dúvida é saber se Cardoso fez esta afirmação propositalmente para ser usada por Pizzolato. (C.N.)  

05 de maio de 2015
in coroneLeaks

CAMARGO CORREA CONFIRMA QUE VACCARI DO PT PEDIU PROPINA COMO DOAÇÃO OFICIAL



(Estadão) O executivo Eduardo Leite, da Camargo Corrêa, afirmou à Justiça Federal no Paraná, nesta segunda feira, 4, que “por volta de 2010″ foi procurado pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e que durante uma reunião sugeriu a ele se “não desejava fazer repasse direto (de propinas) para o PT em forma de doação eleitoral”. Leite, réu da Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, confirmou os termos de seu depoimento à força tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, realizado em março.

“Em determinada ocasião, por volta de 2010, fui procurado pelo João Vaccari, tesoureiro do PT, que me chamou para um encontro. Ele me informou que tinha ciência de que a Camargo Corrêa estava atrasada para pagamentos (de propinas) na área de Serviços (da Petrobrás, unidade dirigida pelo engenheiro Renato Duque, indicado pelo PT). Ele disse que a área de Serviços tinha obrigação de pagar para o Partido dos Trabalhadores e se eu não desejava fazer o repasse direto ao partido em forma de doação eleitoral.”

Leia e assista aos vídeos da delação aqui. 

05 de maio de 2015
in coroneLeaks

AO ELEVAR JUROS DA SELIC, BANCO CENTRAL COLIDE COM JOAQUIM LEVY




Na prática, no fundo da questão, a decisão do Banco Central de elevar a taxa Selic de 12,75 para 13,25% ao ano colide frontal e essencialmente com a tese exposta pelo ministro Joaquim Levy quarta-feira, na Câmara dos Deputados, de que, sem o corte de gastos previsto no projeto de ajuste fiscal, o rebaixamento do Brasil no mercado financeiro internacional vem a galope.
São duas reportagens publicadas pelo Globo, que sustentam o tema título deste artigo. Uma de Gabriela Valente com Renan Seti, João Sorima Neto e Ana Paula Ribeiro, outra de Cristiane Bonfanti e Martha Beck. Vamos por etapas, buscando clareza absoluta. Ao elevar os juros Selic em mais 0,5%, o Banco Central, em consequência, aumentou a despesa anual do país em torno de 10 bilhões de reais, já que a dívida interna situa-se na escala de 2 trilhões de reais em números redondos. Isso de um lado. De outro, quando o devedor propõe-se a pagar maior taxa de juros aos credores, só pode haver uma explicação: está necessitando captar maior volume de crédito. Qualquer raciocínio em contrário seria absurdo.
Muito bem. Agora vejamos o que disse o ministro Joaquim Levy à Câmara dos Deputados. Condicionou o não rebaixamento do país no mercado financeiro internacional à aprovação do ajuste fiscal. Este ajuste, incluindo os cortes em direitos sociais, como o legado da pensão por morte transferido pelos que contribuem para a Previdência e Seguridade Social, preveem um corte de 18 bilhões nas contas públicas.
NO CENTRO DO PALCO
A controvérsia está colocada e a presidente Dilma Rousseff encontra-se exatamente no centro do palco. O governo quer cortar despesas, de um lado, e aumentar as despesas, de outro. Entre os dois fatores, existe uma diferença da ordem de 8 bilhões. Porém ela desaparece, confessa o próprio ministro da Fazenda, com o desempenho negativo da arrecadação de impostos no primeiro trimestre de 2015, como revelam Cristiane Bonfanti e Martha Beck.
E por falar em ajuste fiscal, a Central dos Sindicatos Brasileiros publicou em página inteira (pg. 10) na edição da Folha de São Paulo de 30 de abril, véspera de primeiro de maio, condenação das Medidas Provisórias 664 e 665 enviadas pela presidente da República ao Congresso, na qual reproduz os argumentos de Joaquim Levy. Estou me referindo a essa peça publicitária, pois, além de não ser comum, assinala a dificuldade que o Poder Executivo encontrará para aprová-las.
Tanto assim que o governo está tentando reduzir tanto o prazo para obtenção do seguro desemprego quanto o percentual a menos no corte pela pensão por morte. Mas aí surge um problema político.
MUITA REAÇÃO
A pressão dos sindicatos, inclusive unindo a CUT e a Força Sindical, cresce e, com isso, aumenta a responsabilidade dos deputados e senadores diante da opinião pública, o que significa dizer diante dos eleitores. Um fato a mais a encurralar a bancada do próprio PT. Claro. Porque, no final da ópera, para citar Roberto Campos, toda medida econômica repousa sempre sobre um contexto político. É verdade. Seja em que sentido for.
Getúlio Vargas, em plena ditadura, em primeiro de maio de 1943, assinou o decreto-lei 5.452. Data portanto importante na história do Brasil, um marco nas relações entre capital e trabalho. Lamentavelmente esquecido pela presidente Dilma Rousseff, setenta e dois anos depois de comemorações sempre assinaladas pelos pronunciamentos dos presidentes da República que se sucederam com o passar do tempo. Triste hiato num processo histórico que deveria ser marcado pela evolução e pela esperança.
05 de maio de 2015
Pedro do Coutto

MÃOS AO ALTO!


We shall never surrender!

Winston Churchill

Sir Winston Churchill
Sir Winston Churchill
Você sabia?
Não está claro qual era o termo usado pelos anglos, antes do ano 1000, para designar o fato de entregar os pontos ao final de uma batalha.
Brigas e conflitos sempre houve, tanto lá quanto em qualquer parte do planeta. Portanto, toda contenda deixava um vencedor e um vencido. Como é que o perdedor se entregava? Que dizia?
Linguistas acreditam que era usado o verbo arcaico geldan, com significado próximo de pagar, compensar com dinheiro, servir. Faz sentido. Desde tempos imemoriais, vencedor costuma exigir ressarcimento.
A palavra geldan – reconhecível no alemão atual Geld, com o significado de dinheiro – deixou dois descendentes em inglês: yield e gold. E por que será que perdedores, ao entregar-se, deixaram de usar termos dessa família? Por que é que surrender suplantou yield?
Como tantas outras, a palavra foi trazida pelos normandos, povo do norte da França que conquistou a Inglaterra mil anos atrás. Coisa curiosa: a atual palavra inglesa é resultado de um mal-entendido.
Assalto 1O que vem do estrangeiro sempre tem sabor especial. Se a novidade estiver sendo trazida pelo vencedor, então, o sabor especial será ainda mais acentuado. Considerando que o conquistador era portador de um modo mais civilizado de viver, os ingleses adotaram, sem reclamar, uma cachoeira de palavras – entre elas, as que se usavam no fim de batalhas.
Abandonaram o velho geldan e elegeram o francês se rendre (= render-se). Só que houve chiado na linha. Não se deram conta de que o verbo era reflexivo. A expressão foi incorporada à língua corrente inglesa tal qual era ouvida. Saiu tudo grudado e assim ficou até hoje.
05 de maio de 2015
José Horta Manzano

PARA EVITAR PANELAÇO, DILMA NÃO APARECE NO PROGRAMA DO PT


http://og.infg.com.br/in/14348161-5a5-52a/FT1086A/420/DILMA-PT.jpg
Dilma, isolada, não pode aparecer nem na TV

Após cancelar, pela primeira vez, pronunciamento em rede nacional para o Dia do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff decidiu também não gravar participação para o programa nacional do PT, que será exibido na televisão nesta terça-feira (5). 
Esta será a primeira vez que Dilma deixa de fazer uma gravação dirigida para o programa do PT.
Segundo a Folha apurou, o gesto de Dilma irritou petistas, que pressionavam a presidente a fazer uma fala no programa do partido.

A participação do ex-presidente Lula inicialmente não estava prevista, mas ele acabou gravando para o programa que vai ao ar. No ano passado, Dilma e o PT atacaram a oposição durante o programa da legenda em cadeia nacional na TV. Em uma de suas falas, a presidente assegurou que combateria a corrupção e que teria “mão firme” no controle da inflação.

Em 2013, Dilma e o ex-presidente Lula protagonizaram um dueto, intercalando falas. No programa do partido, Dilma afirmou que o desafio era consolidar o Brasil como país de classe média.

NEM MESMO IMAGENS

Até o domingo, não estava decidido se a peça, que ainda está em edição, incluiria imagens e passagens da presidente.
A presidente decidiu não se expor no 1º de maio porque o Planalto temia a reedição de um panelaço durante sua fala, como ocorreu no dia 8 de março.
Dilma foi alvo de manifestações em 12 capitais enquanto discursava por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

DECOLAR DO PT?

Nos bastidores, petistas interpretaram a decisão de Dilma como uma tentativa da presidente de se descolar do PT após a prisão do tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto. Ele é suspeito de ter recebido propina de empreiteiras contratadas pela Petrobras no governo Lula.

Vaccari foi preso no último dia 15 porque, segundo despacho da prisão, poderia continuar incorrendo em crimes, uma vez que continuava como tesoureiro do partido.
Para o Planalto, assim que a Operação Lava Jato citou Vaccari no esquema investigado, em novembro, o PT deveria ter afastado o tesoureiro do cargo para evitar mais desgaste para a legenda.

Já interlocutores do governo justificam a ausência de Dilma do programa como uma forma de blindar a presidente, “preservando a sua imagem”. Assessores defendem que no momento ela apareça publicamente somente em agendas positivas, como anúncios de obras e projetos federais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Tudo inútil. Na hora que aparecer na TV o programa do partido, o panelaço será inevitável. (C.N.)


05 de maio de 2015
Andréia Sadi
Folha