"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

DILMA DEU O TROCO


 

Continua dando o que falar a ausência da presidente Dilma, no fim de semana, na convenção do PT paulista que formalizou a candidatura de Alexandre Padilha a governador de São Paulo. Fica difícil aceitar o argumento de que ela deixou de comparecer para não ofender Paulo Skaf, no mesmo período sagrado em convenção do PMDB. O ex-presidente da Fiesp já havia recusado o apoio dos companheiros e da própria Dilma.
 
Também parece impossível aceitar a alegação de que a presidente não foi a São Paulo por encontrar-se gripada. Nada que uma aspirina não resolvesse, ainda mais porque na mesma noite recebeu para demorado jantar a primeira-ministra da Alemanha.
 
Sobra então a explicação de que Dilma pulou fora tendo em vista a ridícula performance de seu ex-ministro da Saúde nas pesquisas, mais o envolvimento dele com o já quase ex-deputado André Vargas e o doleiro Youssef.
 
De qualquer forma, o Lula foi e não gostou de a sucessora não ter ido. O ex-presidente ainda confia numa reversão das expectativas, imaginando que o candidato ganhará músculos quando do início da propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e a televisão.
 
Há um derradeiro raciocínio a justificar a ausência presidencial: havia sido combinado que o Lula compareceria junto com ela na inauguração da copa do mundo, no Itaquerão. Sua presença, imaginava-se, diminuiria o ritmo das vaias já previstas para Dilma, em especial se aparecessem juntos.
Só que o Lula faltou, mesmo estando a poucos quarteirões do estádio que ainda por cima leva o nome de sua paixão: Arena-Corinthians. Por conta disso é que a presidente teria dado o troco, ficando em Brasília.
 
Tanto faz o motivo, pois a verdade é que as relações entre o criador e a criatura não andam bem. Lula, pela milésima vez, repetiu que a candidata é a Dilma e que estará com ela para o que der e vier, ou seja, ganhar ou perder. O problema é que se continuar caindo nas pesquisas, como atualmente, logo crescerá o coro já razoável de petistas empenhados no “volta Lula”. E como o primeiro-companheiro sempre ressalva, hipóteses não podem ser rejeitadas.
 
ACUSAÇÃO REQUENTADA
 
É requentada essa história de que as oposições, as elites e a imprensa dedicam ódio ao PT. O ex-presidente Lula voltou a se manifestar assim, na esperança de unir o companheiros em torno de inimigos comuns, injetando-lhes novo ânimo para inflar o balão de Alexandre Padilha. Está tentando reviver o episódio de Fernando Haddad na disputa pela prefeitura de São Paulo.
 
Só que agora é diferente, menos pela vantagem do governador Geraldo Alckmin, mais pela fragilidade do candidato petista. O que não dá é aceitar a acusação de que o ódio domina o processo eleitoral. As oposições preocupam-se mais em melhorar a performance de seus candidatos do que em denegrir o adversário.
As elites, poucos duvidam, tem sido as maiores beneficiadas da política desenvolvida pelo PT desde a posse do Lula. E a imprensa, convenhamos, apenas reflete os fatos, mesmo podendo omiti-los ou multiplicá-los, de acordo com o interesse de seus controladores.

JOAQUIM BARBOSA PEDE ABERTURA DE AÇÃO PENAL CONTRA ADVOGADO DE GENOÍNO


 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pediu nesta segunda-feira (16/6) à Procuradoria da República no Distrito Federal a abertura de uma ação penal contra advogado do ex-deputado José Genoino, Luiz Fernando Pacheco.

Barbosa pede que Pacheco seja investigado pelos crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria. A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o advogado e aguarda sua posição sobre o caso.
 
Na semana passada, Barbosa mandou seguranças da corte retirarem Pacheco do plenário. Barbosa deu a ordem após Pacheco subir à tribuna para pedir que o presidente libere para julgamento o recurso no qual Genoino diz que tem complicações de saúde e precisa voltar a cumprir prisão domiciliar. Na ocasião, os ministros do STF estavam julgando um processo sobre a mudança no tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

DISCUSSÃO
 
Ao subir à tribuna e interromper o julgamento para cobrar de Barbosa a liberação do recurso, Pacheco foi questionado pelo presidente: “Vossa Excelência vai pautar [a corte]?”.
O advogado respondeu: “Eu não venho pautar. Venho rogar a vossa excelência que coloque em pauta, porque há parecer do procurador-geral da República [Rodrigo Janot] favorável à prisão domiciliar deste réu, deste sentenciado. Vossa excelência, ministro Joaquim Barbosa, deve honrar esta Casa e trazer aos seus pares o exame da matéria”, respondeu Pacheco.
Após dizer duas vezes: “eu agradeço a vossa excelência”, na tentativa de cortar a palavra de Pacheco, Barbosa determinou a retirada do advogado do plenário. “Eu vou pedir à segurança para tirar este homem”, disse Barbosa.

Ao ser abordado pelos seguranças, o advogado protestou: “isso é abuso de autoridade!”, gritou. Joaquim Barbosa ainda retrucou: “Quem está abusando de autoridade é vossa excelência. A República não pertence a vossa excelência, nem à sua grei (grupo). Saiba disso.”

No dia 4 deste mês, o procurador Rodrigo Janot enviou ao Supremo parecer favorável ao regime de prisão domiciliar para Genoino. Segundo Janot, o ex-deputado deve voltar a cumprir pena em casa enquanto estiver com a saúde debilitada. Ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

DESIGUALDADE NA DISTRIBUIÇÃO DA É BASEADA NA TESE DE QUE DINHEIRO PODE RENDER DINHEIRO, SEM PROPICIAR PRODUÇÃO

.



Em síntese, o drama socioeconômico da desigualdade de distribuição da riqueza, e, por conseguinte, da sua concentração nas mãos de poucos, vivenciado pelo mundo no presente momento, é fundado na diferença das taxas de retorno do capital disponível nas mãos dos diferentes agentes econômicos.
Toda riqueza (capital) é mensurada pelo dinheiro.
O dinheiro é, assim, ao mesmo tempo, um instrumento de medida e de troca de bens e valores.

Como qualquer riqueza é economicamente mensurada pelo próprio dinheiro, o dinheiro que tem valor intrínseco de per si se mensura e se confunde com a própria riqueza, indo além de um mero instrumento de troca e de mensuração.

Até aí, em princípio, não haveria problema algum, já que, o dinheiro (capital), além de instrumento de troca de bens e valores, é apenas mais um dos três fatores de produção que deve se ligar aos outros dois (mão-de-obra e matéria-prima) para remunerá-los e gerar mais bens e valores – a riqueza.

DINHEIRO GERANDO DINHEIRO???

O distúrbio sistemático nasce, é provocado, pela aceitação da idéia de que o dinheiro tem a capacidade de gerar mais dinheiro sem a necessidade de seu emprego junto aos outros dois fatores de produção. É aí que reside o problema sistêmico.

Se ao sistema financeiro é dado emprestar dinheiro e posteriormente receber um volume superior ao que emprestou sem que isso tenha significado o emprego desse recurso em um processo produtivo, o sistema financeiro passa a competir com os outros setores de produção onde é necessário haver o emprego do dinheiro (capital) junto com os outros fatores de produção para gerar riqueza. Mas, o que é mais fácil e rentável – o que apresenta maior taxa de retorno-, ter de unir os três fatores de produção em um mercado competitivo e limitador, ou conseguir retornos crescentes utilizando-se apenas o capital?

A resposta é clara na vantagem desproporcional ao sistema financeiro mundial. E ela está evidenciada na aceitação de que o dinheiro gera mais dinheiro por si só.

JUROS COMPOSTOS

Como se isso já não bastasse para provocar um distúrbio nas relações econômicas em todo o planeta, o problema é majorado pela forma de computar o crescimento do dinheiro no tempo, tendo por base o próprio dinheiro.
O artifício de majoração da criação do dinheiro pelo dinheiro é a utilização de fórmula de juros compostos, o que aumenta, ainda mais, o distúrbio no sistema econômico mundial.

Assim, enquanto o dinheiro (capital) empregado nos setores industrial e agropecuário depende da união dos três fatores produtivos que são escassos e limitados: mão-de-obra, capital e matéria-prima, para gerar riqueza que é mensurada pelo dinheiro (capital); no outro setor, o setor de serviços, especificamente o setor bancário, não há a necessidade da união dos três fatores produtivos e de suas limitações em gerar riqueza, tendo em vista que o mundo admite a hipótese adotada pelos bancos de que o dinheiro gera dinheiro no correr do tempo.
 
A indústria, o agronegócio e o setor de serviços demandam uma fonte de recursos limitados, e estão dentro de um sistema de concorrência que limitam suas margens de atuação, o que, por sua vez, limitará a taxa de retorno. Mas os bancos não têm este problema, pois, não há limitação no processo de capitalização composta adotada pela sistemática bancária.
 
SEM CONCORRÊNCIA

Alguém poderia objetar dizendo que o processo de concorrência interbancária, competindo com diferentes taxas, seria suficiente para frear o processo e limitar as taxas de retorno.
Mas, não é assim. Apesar de haver diferentes taxas no mercado financeiro, a verdade é que o processo de acumulação do dinheiro (capital) desse setor da economia continua obedecendo a mesma sistemática, que, como já dissemos, é irreal, pois o dinheiro não cria mais dinheiro. Ele é apenas um instrumento de troca e de valoração. Nada mais.
 
Além do mais, independente da taxa, o cômputo dos juros na acumulação do capital pelo sistema bancário será sempre composto no tempo, o que não se dá nos outros setores da economia.
Então, quem competirá com os bancos?
Resposta: ninguém!
 
A correção de tal distúrbio deverá vir de um conjunto de medidas adotadas pelos governos mundiais, que deverão direcionar normas, regulamentos para correção da sistemática de computação dos juros na unidade de tempo. E de um sistema diferenciado de tributação que leve em conta o tamanho do patrimônio do banco e do tamanho de sua carteira de crédito.

DEFESA DE DIRCEU PEDE PRIORIDADE NO JULGAMENTO SOBRE TRABALHO EXTERNO


 
A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o plenário da Corte julgue o recurso contra decisão do ministro Joaquim Barbosa que rejeitou pedido de trabalho externo. O habeas corpus foi distribuído para a ministra Cármen Lúcia.
Os advogados pedem prioridade no julgamento do pedido e lembram que faltam duas semanas para o início do recesso no Judiciário, quando Joaquim Barbosa, relator das execuções penais da Ação Penal 470, o processo do mensalão, vai se aposentar.

“Ocorre que haverá apenas mais duas sessões antes do início do recesso do Judiciário, o que torna imperioso o julgamento da liminar, afim de evitar o prolongamento do constrangimento ilegal já suportado pelo paciente [Dirceu], o qual se encontra preso sem direito ao trabalho externo, mesmo preenchendo todos os requisitos estipulados em lei”, afirmou a defesa.

PROCURADOR APOIA

No início deste mês, em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a revogação da decisão que cassou o benefício de trabalho externo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, também condenado no processo do mensalão. O parecer foi anexado aos recursos apresentados pelas defesas ao plenário do Supremo.

Segundo o procurador, o entendimento de que não é necessário o cumprimento de um sexto da pena, firmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), é acertado. Para Janot, não há previsão legal que exija o cumprimento do lapso temporal para concessão do trabalho externo a condenados em regime semiaberto.

No mês passado, para cassar os benefícios, Barbosa entendeu que Dirceu, Delúbio e outros condenados no processo não podem trabalhar fora da prisão por não terem cumprido um sexto da pena em regime semiaberto. Com base no entendimento, o José Dirceu nem chegou a ter o benefício autorizado para trabalhar em um escritório de advocacia em Brasília.

18 de junho de 2014
André RichterAgência Brasil 

ASSISTA O VÍDEO... VAIAR DILMA É UM ATO DE CIVISMO!

FELIPÃO E A GEOPOLÍTICA


 



Desde a formação dos primeiros grupos humanos, no alvorecer da história, o poder das tribos, das cidades, dos povos, nações e civilizações, esteve ligado a competições de caráter físico e de habilidade.
 
Originado na caça e na guerra, a que substituiu, em tempos de paz, o esporte sempre foi, desde a Grécia antiga, um veículo para a afirmação do orgulho individual e nacional, projetado na disputa e na competição.
 
Nas Olimpíadas de 1936, a Alemanha procurou mostrar ao mundo o ideal nazista e ariano, e acabou frustrando-se com a vitória do atleta norte-americano negro Jesse Owens, cujas vitórias obrigaram Hitler a abandonar seu lugar no palanque.
 
GUERRA FRIA
 
Na Guerra Fria, valia tudo para vencer as competições esportivas internacionais. Naquela época,  atletas russos, chineses, coreanos, cubanos, norte-americanos, procuravam não apenas conquistar medalhas de ouro, mas mostrar em cada gesto, a disciplina, a boa forma física, a qualidade técnica e o talento do país, e, muitas vezes, do Sistema que estavam representando e defendendo diante do mundo.
 
Mesmo que a princípio, se tratasse apenas de esporte, a visibilidade dos eventos esportivos e a sua transmissão ao vivo depois da invenção do satélite, para bilhões de pessoas, sempre teve por trás a política.
 
Política interna, como foi o caso dos atletas negros norte-americanos que subiam ao pódio com o punho cerrado fechado, e o braço erguido para saudar o “Black Power” homenageando o grupo Panteras Negras.
 
Ou a política regional e internacional, como ocorreu nas Olimpíadas de Munique, na então Alemanha Ocidental, quando palestinos do Setembro Negro tomaram sequestraram e tomaram como reféns atletas da delegação israelense.
 
NACIONALISMO
 
Um pouco de nacionalismo, na hora da disputa, não faz mal a ninguém. Sou daqueles que acho que os jogadores da seleção brasileira deveriam acordar, todos os dias, na concentração, ao nascer do sol, para hastear a bandeira. E cantar o hino nacional, ao menos para aprender a letra e não nos matar de vergonha como ocorria no passado.
 
Também não faria mal a eles e a Luís Felipe Scolari, ler, antes de cada jogo, alguma coisa sobre o adversário, que não fosse apenas suas estatísticas futebolísticas. História, por exemplo, ou os últimos jornais.
 
Saber que os croatas, que nos deram bastante trabalho na estreia, são ferrenhos adversários históricos dos sérvios, com quem jogamos nosso último amistoso, poderia ter nos indicado o grau de dificuldade que iríamos enfrentar. Independente de querer aparecer ganhando da seleção pentacampeã do mundo em sua própria casa, eles não iriam perder a oportunidade de tentar provar aos sérvios que podiam acertar onde eles erraram.
 
Da mesma forma, se Felipão lesse a imprensa mexicana, ou alguma análise sobre os dois países, daria para saber que os mexicanos – manipulados cotidianamente por sua imprensa – têm profundo complexo de inferioridade com relação ao Brasil, ao qual não perdoam ter estabelecido área de influência na América do Sul, quando eles tem a metade de nossa economia, população, reservas internacionais, cresceram quase a metade do Brasil nos últimos dez anos em 2013, e pertencem à área de influência dos Estados Unidos.
 
“PARTIR PARA CIMA”
 
O técnico da Croácia disse, já antes do jogo, que ia “partir pra cima” do Brasil em São Paulo. O técnico do México, El Piojo (O Piolho) Miguel Herrera, já declarou que a seleção do país de Zapata vai “se matar” para derrotar o Brasil no próximo jogo – meta que a torcida e a imprensa mexicanas consideram plenamente possível.
 
Os mexicanos estão com ódio particular do Brasil, ódio tradicionalmente alimentado pela imprensa deles, por causa de  declarações recentemente feitas em Madri, pelo ex-presidente Lula, criticando os fundamentos econômicos do México, fato que rendeu, por lá, grandes manchetes.
 
Em uma disputa internacional, muitas vezes o que menos importa é o esporte, ou apenas os seus fundamentos técnicos, que tem ficado sempre em primeiro plano  para Felipão, seus jogadores e a maioria dos repórteres esportivos.
 
Como diziam os romanos, Alea jacta est. A sorte está lançada. Só não sejamos ingênuos de pensar que, para nossos adversários nesta Copa, há apenas futebol por trás da bola.

18 de junho de 2014
Mauro Santayana
(Jornal do Brasil)

A ERA DAS DISTOPIAS (OU ESSE CICLO VAI PASSAR)

 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e3/Maria_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_Tavares.jpg


As pessoas estão perdidas, não sabem como se guiar do ponto de vista político, econômico. E com isso a história parece que não se move. O futuro fica ilegível, amorfo.

Desde o século 18, os movimentos políticos, sociais e econômicos deixaram de se orientar pela ideia de tradição, substituindo-a pela ideia de um futuro diferente e melhor. Eles acreditavam que a história tinha um sentido, um objetivo, uma utopia: criar uma sociedade mais livre e mais igualitária.
 
A busca da liberdade pautou o século 19: liberdade do indivíduo, política e econômica, representada pela Revolução Francesa. Depois, no século 20, vieram o marxismo e a promessa do reino da igualdade, representada pela Revolução Russa. Foi também em nome da igualdade que se construiu o Estado do Bem-estar, como alternativa ao socialismo.

O planejamento era ideia inseparável dessa visão de mundo. Democratização, planificação, esse é o século 20. As pessoas acreditavam que o futuro estava destinado a isso. E orientavam-se politicamente em função da reconstrução do mundo. Mas essa orientação histórica rumo à liberdade e à igualdade, elaborada no Iluminismo, acabou no final do século 20.

PARA ONDE VAMOS?

Acho difícil saber para onde vamos. Não dá para dizer se o resultado do que está ocorrendo será positivo ou negativo, à luz do que se conheceu até aqui. O que ocorre hoje pode ser uma transição ou um apodrecimento. Transição não sei para quê, porque não há utopia prévia. Você podia falar em transição para o socialismo no século 18 ou 19, porque estavam lá as manifestações e as utopias prévias. Mas, agora, transição para o socialismo quer dizer o quê?

Tudo bem, pode ser que seja um viés reformista da minha geração… Eu sou uma adolescente do século 20 e me identifico muito com ele, a favor do que era bom, e contra o que era ruim. Por outro lado, não vejo causas que sirvam para agregar de forma propositiva tantos interesses fracionados. Ninguém sabe como reagir, se não há conceito e pensamento, organizados a partir de uma utopia. Acho que esta sensação de impotência, de não se ver ninguém pensando diferente, deriva daí.

Diga-me um autor relevante que não esteja pensando dessa maneira, prostrado pela falta de alternativas? Não há ousadia em nada, pelo menos do ponto de vista do pensar. Ninguém na academia está falando nada muito diferente. Por isso, não gosto de dar entrevista, não quero engrossar o coro de lamentação dos intelectuais. Pode ser que eu já esteja ultrapassada, que esteja velha. Mas é como eu estou vendo. De qualquer forma, esse ciclo vai passar. Torcemos para que ele não seja longo.

(artigo enviado por Sergio Caldieri)

18 de junho de 2014
Maria da Conceição Tavares
Insight Inteligência.

DIREITO DE RESPOSTA

DILMA COM NARCOTRAFICANTE EM JOGO DO BRASIL. QUEM É O MAU EDUCADO MESMO?

 


 
Revista Sociedade Militar


Diga-me com quem andas... E ainda dizem que os torcedores da "elite branca" foram os únicos mau educados em mandar Dilma tomar naquele lugar. Não teria sido também falta de ética, educação, princípios e zelo pelo nome do Brasil, em plena abertura da Copa do mundo, televisionada para todo o planeta, o Palácio do Planalto convidar Desiré Delano Bouterse para se sentar na mesma tribuna que Dilma? Convenhamos.

A tribuna não era de honra, mas de DESONRA para o Brasil.


  A esquerda agora posa de coitadinha. Todos são mau educados, devem respeitar uma senhora, dizem. Quando os idiotas úteis, em 2013, na frente do Clube Militar, cuspiram na cara de idosos octogenários, homens de conduta ilibada, ninguém da esquerda se levantou pra condenar. Muito pelo contrário, endossaram o acontecido e chamaram os militares de torturadores, agora querem respeito?



O convidado de Dilma, chefe de estado do Suriname, é procurado internacionalmente por tráfico de drogas.



Em julho de 1999 foi condenado em Haia a 16 anos de reclusão por tráfico de cocaína. 


O país europeu emitiu um mandado internacional para a sua prisão, o que torna praticamente impossível que ele saia do Suriname, se colocar os pés fora do país teoricamente será preso.
Mas estava num estádio brasileiro assistindo a um jogo de futebol. 

       O site da Anistia Internacional, abaixo, publicou artigo alertando sobre a demora no julgamento de Bolterse. A entidade alerta ainda para a possibilidade de que o traficante seja anistiado em seu país. Bolterse foi Tenente Coronel, em 82 estava a frente do exército do Suriname, e é acusado também de tortura e assassinatos cometidos nessa época. Ele perde sua imunidade no momento em que terminar seu mandato, 13 de agosto de 2015.
     Como tortura é um crime contra a humanidade, como sempre dizem aqueles que desejam levar militares brasileiros que atuaram na repressão aos comunistas para o tribunal, Bolterse pode e deve ser julgado por uma corte internacional.

AQUI

18 de junho de 2014
movcc

terça-feira, 17 de junho de 2014

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

000 roque ELE VAI VOLTAR
 
 
17 de junho de 2014


RUY CÂMARA DÁ UM TAPA NA CARA DA BURGUESIA PETISTA

A PONTE DO RIO KWAI

images


“Os japoneses obrigaram os soldados ingleses, prisioneiros de guerra, a construírem essa Ponte, que ligou a Birmânia à Tailândia, uma zona que seria o Teatro de Guerra nesta Região naquela altura.. Mais de 60.000 soldados morreram na sua construção, bem como milhares de trabalhadores  das duas nações, que os japoneses trataram, como é uso dizer-se, ” abaixo de cão “, até que alguns deles conseguiram ser libertados com a chegada dos americanos.
Em 1957, o diretor americano David Lean, realizou o filme que tem o nome daquela Ponte – Bridge on the River Kwai – baseado no livro que Pierre Boulle, um dos prisioneiros libertados escreveu , sendo intérpretes os famosos atores Sir Alec Guiness, William Holden e Jack Hawkins. A canção-tema do filme, que ficou famosissima, tem o nome do oficial que comandava os soldados na construção da Ponte – papel vivido por Sir Alec Guiness – e recebeu o nome de ” Coronel Boogy March “.
Ao verem o .pps, poderão ao mesmo tempo, ouví-la”.



As músicas, neste blog, ficam a cargo do coeditor Magu. Ele abriu o espaço para que este redator fizesse esta inclusão, acredito que conhecida por quase todos os DG’s que lêem este blog.

A PONTE DO RIO KWAI

17 de junho de 2014

in blog do Giulio Sanmartini

 

 

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

                          Lula e Dilma sob o signo da vaia!
 
17 de junho de 2014
 

 


DESESPERO, ÓDIO E BAIXARIA: LULA REVELA DE FORMA NUA E CRUA A ESTATURA MORAL E ÉTICA DO PT!


Um molusco em decomposição
Segue o texto do excelente editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira. O título original do editorial e 'Desespero, ódio e baixaria'.
Leiam:
 
No desespero diante da sólida evidência de que a incompetência de Dilma Rousseff está colocando seriamente em risco o projeto de poder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apela para seu recurso retórico predileto: fazer­se de vítima, acusar "eles" ­ seus adversários políticos ­ daquilo que o PT pratica, transformando­os em inimigos do povo e sobre eles jogando a responsabilidade por tudo de ruim e de errado que acontece no País. Lula decidiu de vez "partir para cima" e deixou claro que até outubro estará se atolando no ambiente em que se sente mais confortável: a baixaria.
 
Uma das mais admiráveis figuras do século 20, Nelson Mandela, reconciliou a África do Sul ­ que saía do abominável regime do apartheid ­ consigo mesma promovendo pacificamente o entendimento entre a minoria branca opressora e a ampla maioria negra oprimida. Lula continua fazendo exatamente o contrário: dividiu os brasileiros entre "nós" e "eles", arrogando­se a tutela sobre os desvalidos, que tem procurado seduzir, transformando­os não em cidadãos, mas em consumidores. Um truque que, como se vê hoje nas ruas, está saindo pela culatra.
 
Pois é exatamente o homem que subiu na vida com um punhal entre os dentes, disseminando a divisão em vez da consciência da cidadania como arma de luta contra as injustiças sociais, que agora, acuado pelo desmascaramento da enorme farsa que tem protagonizado, tem a desfaçatez de prognosticar que "a esperança vai vencer o ódio".
 
Apesar de alegadamente motivada pela declaração de Aécio Neves, na convenção do PSDB que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, de que "um tsunami" vai varrer o PT do poder, foram dois os sinais de alerta que levaram Lula a abrir a caixa de ferramentas: nova queda de sua pupila Dilma nas pesquisas e as vaias e agressões verbais em coro de que ela foi vítima na quinta­ feira durante o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.
 
Quanto às pesquisas, não há muito mais a dizer do que aquilo que elas revelam: uma tendência constante de queda do prestígio e das intenções de voto na candidata do lulopetismo à reeleição. A debandada dos membros mais "pragmáticos" da "base aliada" reforça essa evidência.
 
As vaias e xingamentos no Itaquerão, por sua vez, refletem o que têm afirmado, abertamente, muitos líderes oposicionistas e, intramuros, lideranças do próprio PT: Dilma e, mais do que ela, o lulopetismo estão colhendo o que semearam. Nem por isso manifestações como aquelas podem ser endossadas. A grosseria não é coisa de gente civilizada. Um chefe de Estado merece respeito, no mínimo, pelo que representa.
 
Mas não há de ser quem sempre, deliberada e calculadamente, se esmerou em atacar e ofender adversários que agora vai assumir posição de superioridade moral para condenar quem manifesta, no calor da multidão, um sentimento espontaneamente compartilhado.
 
E também não vale o argumento com que Lula procurou desqualificar os manifestantes do Itaquerão, a eles se referindo como "gente bonita", ou seja, a famigerada elite. Afinal, a Copa do Mundo no Brasil, essa vitrine que está expondo o País aos olhos do mundo com efeitos duvidosos, foi apresentada à Nação sete anos atrás como uma fantástica conquista pessoal de Lula, uma dádiva generosa ao povo brasileiro. Foi para a "gente bonita" que Lula trouxe esse espetáculo ­ do qual agora mantém a boa distância e não porque não possa pagar os caríssimos ingressos que, como ele sempre soube, são cobrados pela Fifa.
 
A candidata Dilma, por sua vez, recolheu­se. Alegou uma gripe para não comparecer, ao lado do chefe, à convenção do PT que lançou, no domingo, a candidatura petista ao governo de São Paulo. Mas o recato acabou aí. Gravou um vídeo em que se refere indiretamente ao episódio do Itaquerão e dá uma magnífico exemplo do tom mistificador que passará a imprimir à campanha eleitoral: "(O Brasil) é um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam".
 
Os líderes do lulopetismo só estarão a salvo de vaias e constrangimentos se escolherem as multidões que estão sob seu próprio controle.
 
 
17 de junho de 2014
in aluizio amorim

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

                                         FHC faz o Lula endoidar!

 
17 de junho de 2014