"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

JURO BANCÁRIO DE PESSOA FÍSICA É O MAIS ALTO EM 18 MESES EM OUTUBRO

No mês passado, taxa cobrada pelos bancos somou 38,3% ao ano.
Em 2013, juro bancário de pessoa física sobe mais do que taxa Selic.


Os juros bancários médios dos empréstimos para pessoas físicas (recursos livres) avançaram 1,1 ponto percentual em outubro deste ano, para 38,3% ao ano, o maior patamar em 18 meses, segundo informou nesta quinta-feira (28) o Banco Central.
O aumento dos juros bancários de pessoas físicas acontece após o próprio Banco Central ter iniciado, em abril deste ano, um ciclo de alta dos juros básicos da economia, para tentar conter o crescimento da inflação. Desde então, os juros básicos subiram seis vezes, passando de 7,25% para 10% ao ano – uma elevação de 2,75 pontos percentuais.
Juros bancários sobem mais do que Selic
Com o aumento dos juros básicos do país, também houve alta na taxa de captação das instituições financeiras, ou seja, quanto os bancos pagam pelos recursos. No fim do ano passado, a taxa de captação, para operações com pessoas físicas, estava em 8,3% ao ano, passando para 11,3% ao ano em outubro. Um crescimento de 3 pontos percentuais.
No mesmo período, os juros bancários das instituições financeiras para pessoas físicas cresceu 4,4 pontos percentuais, visto que estavam em 33,9% ao ano em dezembro de 2012. Deste modo, os dados do BC mostram que as instituições financeiras não só estão repassando a alta do custo de captação que tiveram por conta da elevação dos juros básicos da economia, como também estão subindo os juros cobrados de seus clientes acima da alta do juro básico da economia.
Taxa média de empresas e geral
No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados "recursos livres", a taxa média somou 20,8% ao ano em outubro – com alta de 0,1 ponto percentual frente ao patamar de setembro (20,7% ao ano). É o maior valor desde abril do ano passado (22,2% ao ano). No ano, essa taxa avançou 2,8 pontos percentuais.
Tamém subiu em setembro deste ano a taxa média geral de todas as operações com recursos livres, que somou 29% ao ano no mês passado, contra 28,4% ao ano em setembro. Neste caso, os juros atingiram o maior valor desde abril do ano passado (30,4% ao ano). No acumulado de 2013, a taxa média de juros bancários avançou 3,7 pontos percentuais.
Metodologia
O Banco Central mudou, no início deste ano, o formato de registro dos dados relativos aos juros bancários e, ao mesmo tempo, também desativou a série histórica que vigorava anteriormente. Pela nova metodologia, as operações com recursos livres (que não têm relação com o crédito direcionado, que é rural, BNDES e habitação) passaram a englobar algumas modalidades de empréstimos, como arrendamento mercantil (leasing), descontos de cheques (operações que se assemelham com "factoring"), além de cheque especial pessoa jurídica e antecipação de faturas de cartão.
28 de novembro de 2013
Alexandro Martello - G1
 

A MAIS SÓLIDA INSTITUIÇÃO NACIONAL

 

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Nem o crime, entre nós, irmana!
Mesmo dentro das prisões somos “zés” de um lado e “vosselências” do outro, e o Estado brasileiro, que distribui esses títulos, faz questão de mostrar à Nação que, mesmo lá, é preciso saber perfeitamente com quem se está falando…
 
A frase que tantos têm pespegado genericamente “ao brasileiro”, como o rótulo que o define como o agente da sua própria não-cidadania, não é dele. O poder público não está aí para anular; ele está aí para garantir as diferenças que patrocina. Uma vez tocado pelo Estado, seja o “” que for nunca mais perde a “excelência”.
 
Os pretos e os pobres da Papuda que pensavam ter chegado ao fundo do poço – as putas, convenhamos, têm tido mais oportunidades com o mercado aquecido como anda – estão descobrindo que ainda ha mais degraus para descer.
 
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Agora há, lá dentro como aqui fora, as celas com duas vezes mais presos que camas disponíveis e as celas com duas vezes mais camas disponíveis do que presos; as filas de mulheres e filhos pretos e pobres que varam a noite no sereno pelo direito de ver seus presos, quatro por vez e em dias marcados, e a boca livre dos parentes e amigos luzidios e bem dormidos dos nossos heróis do socialismo, que furam a fila escoltados pela força armada que garante a nossa democracia, nas salas da diretoria da prisão.
 
Há o engolir em seco e o ranger de dentes dos torturados da noite passada abraçados mudos aos seus filhos no parlatório e há o lacrimoso chororô, com direito a coro, do duro “guerrilheiro torturado” ha 40 anos, implorando piedade diante da perspectiva de alguns meses de prisão especial.
Não há dúvida. A desigualdade é a mais sólida instituição do Brasil.
 
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PS.: Sobre o argumento de que Genoíno é pobre e isso seria prova de que é honesto, cabe lembrar que ele não está preso por se ter corrompido mas sim por corromper o que, na posição em que estava e para o propósito que tinha a operação, é pior do que se locupletar para quem fez carreira política  afirmando-se um “herói da democracia”.

28 de novembro de 2013
vespeiro

SER OU NÃO SER (UMA MERITOCRACIA)

 

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Rose Neubauer, que é professora aposentada e foi Secretária de Educação de Mário Covas, escreveu um artigo neste domingo para a Folha.

Culpar a vítima é escapismo”, clamava ela contra a decisão do governo de voltar a reprovar os alunos da escola pública que não passam de ano (aqui) como querem, antes de todos os outros lúcidos, os próprios pais desses alunos.

Em poucas palavras, o que Rose Neubauer advoga é que a solução para a qualidade miserável do ensino público brasileiro não é passar a reprovar os professores que não se mostrarem à altura da sua tarefa de modo a dar-lhes um incentivo real para se empenhar em melhorar, mas sim estender aos alunos as mesmas “estabilidade no curso” e “progressão na carreira por tempo de serviço” de que eles desfrutam no seu emprego público.

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É exatamente a mesma lógica que leva às “cotas” nas universidades para alunos de escolas públicas e outras “minorias”, em vez de melhorar a qualidade do ensino que os coloca em desvantagem; ou à política de esvaziar nossas prisões “desumanas” devolvendo bandidos às ruas em vez de elevá-las a uma condição humana, privilégio que fica reservado só para os criminosos “especiais”.

Como professora aposentada e portanto sujeita ao “quiéquiéisso companheira”! de uma das categorias mais organizadas e aguerridas no seu modo de reivindicar,
Rose faz uma verdadeira ginástica mental em seu artigo para evitar tocar na questão essencial que explica não apenas a tragédia do ensino público como também a de todo o serviço público que o trabalhador brasileiro carrega nas costas.

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Como a indemissibilidade do professor é intocável, a culpa pelo que disso resulta tem sempre de ser “dos outros”:  do governo do outro, da sociedade, da “zelite” ou do imperialismo, conforme a circunstância ou o grau do “esquerdismo” – mais primário ou mais ilustrado – do  proponente.

Acontece que só uma coisa diferencia, nos dias que correm, os países de ponta dos países da periferia, passando por todos os que estão no meio: o grau de adesão à meritocracia do seu sistema político.

Ser “de esquerda” depois da Queda do Muro, da ascensão da gangstocracia na Rússia, do Capitalismo de Estado chinês e do abraço de Lula em Collor e Maluf, aliás, resume-se a isso: os dispensados da meritocracia negarem a meritocracia para poderem continuar sendo dispensados da meritocracia.

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Como os gangstocratas russos, os capitalistas de estado chineses e os integrantes dos nossos 32 partidos “de esquerda” têm em comum o fato de estarem dispensados da meritocracia e viverem todos dos impostos que cobram dos que estão submetidos a ela aqui fora, as variações na repetição desse mesmo cantochão, fora a língua em que é expresso, são só de grau e de estilo.
Não são diferenças irrelevantes posto que podem configurar quadros que vão desde a exploração branda até à escravização aberta e ao crime. Mas os que estão aquém da meritocracia jamais vão pisar o mesmo chão das conquistas de quem está além da meritocracia.
É ela o divisor de águas.

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No Brasil, tanto os partidos que têm origem nas universidades públicas quanto os que têm origem nos sindicatos pagos pelo Estado estão geneticamente comprometidos com a estabilidade no emprego do funcionalismo ou, na melhor hipótese, com uma meritocracia “sem dentes” que é aquela que até premia mas não pune.
No meio estão só os comedores de restos.
Por isso tudo que lhes resta nas disputas eleitorais é atirar dossiês uns contra os outros para mostrar quem abusa mais da sua condição de parasita do alheio.

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Não é atoa que a última pesquisa eleitoral publicada continha um dado aparentemente enigmático: embora 62% da população aqui de fora (a dos submetidos à meritocracia) declare que quer que “tudo mude”, Dilma continua “ganhando a eleição” (se fosse hoje) tanto de Serra quanto de Marina Silva, que mais ou menos se equivalem quanto à força eleitoral. Com Aécio ficaria mais fácil.
É o eleitor brasileiro, na sua fina sensibilidade, ainda que inarticulada como não poderia deixar de ser num país com a qualidade da educação que o nosso tem, dizendo a mesma coisa que se ouviu nas ruas de todo o país nas manifestações de junho: que não gosta disso que está aí, adoraria ouvir algo diferente, mas não identifica diferenças concretas nas propostas dos atuais candidatos.
E não as identifica porque elas não existem.

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28 de novembro de 2013
vespeiro

JOAQUIM BARBOSA VAI MESMO SE APOSENTAR E FICARÁ LIVRE PARA DISPUTAR A ELEIÇÃO

 



O sempre bem informado e sagaz jornalista Carlos Chagas nos informa que “amigos chegados” ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, revelam que ele pedirá aposentadoria antes de ser sucedido, em abril do próximo ano, pelo ministro Ricardo Lewandowski, na condução do Poder Judiciário.

O motivo alegado seria o desmonte do  mensalão,  que começará logo depois da mudança na presidência da mais alta corte nacional de Justiça. Como? “Através de manobra já engendrada pelo PT e pelos advogados dos mensaleiros, com a aquiescência de Lewadowski, que permitirá a revisão dos processos onde foram condenados 25 implicados num dos maiores escândalos da história da República”, diz Chagas.

Traduzindo, tudo indica que não somente Joaquim Barbosa é candidatíssimo à Presidência da República, como também contará com apoio decisivo do PT e do próprio Lewandowski. Se eles realmente tentarem melar o julgamento do mensalão, para absolver a quadrilha, estarão contribuindo para eleger Barbosa, que tem prazo até 5 de abril para se filiar a algum partido e sair candidato.
Com aliados agindo desse jeito trapalhão e desonesto, nem mesmo Lula conseguiria vencer o atual presidente do Supremo. E o Brasil teria seu primeiro presidente negro (afrodescendentes, já houve vários, inclusive FHC, que dizia “ter um pé na senzala” e até teve um filho adulterino com sua empregada doméstica e jamais o reconheceu).

Quanto à candidatura de Dilma Rousseff, está indo para o espaço e ela ainda não percebeu. No PT todos sabem que Barbosa a venceria facilmente, com o chicote debaixo do braço, como dizem na linguagem dos turfistas. O único candidato que pode enfrentá-lo é o próprio Lula. Vai ser uma briga muito boa, cabeça a cabeça. Mas se melarem o mensalão, Barbosa vai levar vantagem, não tenham dúvida.

O HUMOR DO ALPINO



28 de novembro de 2013

GOVERNO DO PT NÃO TEM PROJETO E APENAS IMITA OS TUCANOS

 


É um erro basear-se na dívida líquida para emitir juízo de valor a respeito do endividamento público, como vêm fazendo alguns analistas e a mídia em geral. A uma, por que os juros da dívida não incorrem sobre a dívida líquida, mas no total da dívida (dívida bruta); a duas, pois, mesmo que o governo tenha crédito junto aos bancos públicos (BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil), estes não podem ser tomados de volta pelo Tesouro Nacional quando este necessitar, haja vista estarem compromissados em operações de crédito no mercado financeiro.

Assim, por exemplo, os mais de R$ 400 bilhões de recursos do BNDES emprestados pelo Tesouro Nacional, não podem ser reavidos a qualquer tempo, pois estão emprestados ao setor privado, aos clientes do banco.

Da mesma forma as nossas reservas – US$ 376 bilhões – não devem ser mexidas, pois compõem um colchão de segurança para as nossas transações correntes com o resto do mundo, assim como com o pagamento da nossa dívida externa, sem que tenhamos de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

REPETINDO FHC

O governo petista não tem nenhum mérito na condução da economia. Simplesmente está repetindo os passos de FHC,  com uma política neoliberal de indução da economia através do endividamento público que já beira os R$3 trilhões!

Evolução da Dívida Bruta do governo:(Fonte: Banco Central)

2002: R$ 0,9940 trilhão; 2003: R$1,048 tri; 2004: R$1,101 tri; 2005: R$ 1,215 tri; 2006: R$ 1,337 tri; 2007: R$ 1,543 tri; 2008: R$ 1,741 tri; 2009: R$ 1,973 tri; 2010: R$ 2,011 tri; 2011: R$ 2,243 tri; 2012: R$ 2,583 tri; Agosto/2013: R$ 2,749 trilhões, ou, 59,1% do PIB

O relaxamento do tripé de estabilização econômica no que tange à política fiscal já está tendo consequências desastrosas para a nossa economia, que não tem como sair do arrocho financeiro por que passa, pois não possui poupança interna para os necessários investimentos.

A política econômica petista afunila o país para o risco desnecessário da estagflação. O governo não quer fazer a sua parte e estancar os gastos públicos, pois isto significaria um sacrifício político eleitoral pelo qual o PT não quer passar. Neste sentido,  é prioridade são os planos do partido, que se sobrepõem ao país.

Na verdade o PT possui apenas projeto de poder e não projeto de país.  O que o PT quer é tornar o Brasil uma nova Cuba. Quem não sabe disto, tem a obrigação de ir atrás da informação, pois o Foro de São Paulo já completou 23 anos de existência. É uma obrigação moral e cívica!

A FARSA CONTINUA

 Defesa de Genoino pede ao Supremo nova avaliação médica   

Genoino foi examinado

A defesa de José Genoino ingressará nesta quinta-feira, 28, com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, mande uma junta médica esclarecer as “circunstâncias” da piora do deputado licenciado. Para tanto, os advogados vão usar o laudo produzido pelos médicos da Câmara que, apesar de dizer que Genoino não é portador de cardiopatia grave, conclui que a situação dele se agravou nos últimos três meses.

“Em que pese o fato de não haver, no presente momento, a entidade médico-pericial ‘cardiopatia grave’ (doença especificada em lei), trata-se de indivíduo sob risco de desenvolver futuros eventos cardiovasculares e progressão da doença”, diz um trecho do laudo, a que o Estado teve acesso.

“Nessas circunstâncias, a atividade laboral poderia acarretar riscos de descontrole da pressão arterial que, em associação a anticoagulação inadequada, aumentaria o risco de eventos cardíacos e cerebrais”, completa o texto. Para o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Setorial Jurídico do PT, diante desse laudo “o cumprimento da pena em regime domiciliar passa a ser indispensável”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Aonde isso vai parar? Depois de dois laudos sucessivos e conclusivos (um dos professores de Cardiologia da Universidade de Brasília; outro, dos médicos concursados da Câmara), a defesa de Genoino ainda insiste nessa farsa. É deplorável e patético. (C.N.)

O VILÃO NA PLATÉIA

 

 
(HD) - Espera-se que a virtual conclusão do processo da Ação – 470 sirva, ao menos, para abrir caminho para a investigação e apuração de outros casos, mais antigos ou mais recentes, de todos os tipos, lugares e tamanhos, que estão à espera de serem investigados e julgados pela justiça.

Em vez de se transformarem em espetáculo, a freqüentar de forma quase monocórdica as páginas da grande imprensa, seria melhor, para o país, que a apuração e o julgamento desses crimes se despisse do caráter de reality show que tem adquirido em certos casos, para se transformar em coisa banal e corriqueira.
Mais em uma regra do que na exceção,  superdimensionada e midiática, a que temos assistido nos últimos meses.
Primeiro porque, os tribunais, em geral se cuidam. Não desejam se transformar em palanque para quem quer que seja. Noblesse oblige – a lógica faz com que se espere deles tanto mais equilíbrio, dignidade e rito, quanto mais alta for a instância que representem.
Em segundo lugar, porque o combate à corrupção deve ser feito respeitando-se as regras constitucionais, e a essência institucional do Estado de Direito.
Dar à população, por meio de certas instituições – e de parcela da imprensa – a impressão de que a Nação é uma República de Bandidos, absolutamente inviável, do ponto de vista moral ou administrativo, não ajuda, a médio e longo prazo, a nenhum partido ou homem público, seja qual for sua orientação política ou o lado que ocupa da balança.
Toda campanha que substitui a informação pelo ódio e a ignorância, nivela, por baixo, a todos, sejam eles gregos ou troianos. Trata-se de uma faca de dois gumes, que só fortalece aos que se apoiam em sua frustração, individual ou coletiva, para pregarem a violência e a derrubada das instituições.
Os nazistas da pequena burguesia não esclarecida e do lúmpem proletariado, também enfiavam todos os “políticos” no mesmo saco. Desprezavam a República de Weimar e a democracia. Invadiam restaurantes para hostilizar deputados em que haviam votado antes, ou espancar aqueles a quem não haviam dado seu voto.
Depois, quando acabaram com as eleições e com quem defendia a democracia, mandando-os para o cemitério ou a cadeia, passaram para a pura e simples aclamação de seu líder – levantando, com sonoros Heil Hitler!   sua mão para cima – e para o covarde genocídio de seus outros inimigos, aos milhões, em campos de extermínio.
CORRUPÇÃO
 
A lei existe. Basta que se cumpra, com determinação e equilíbrio, para que se combata a corrupção no Brasil.
Para que se melhore o país, não é preciso acabar com o voto obrigatório, com as urnas eletrônicas, com o Congresso, com a democracia, ou com os “políticos”, como já tem gente – fascinada pela teatralização do óbvio – defendendo, por aí, abertamente.
 
Vamos, todos, devagar com o espetáculo. É preciso tomar cuidado. Às vezes, o vilão se esconde na platéia.

PRISÕES DE PETISTAS NÃO PREJUDICARÃO OS ÍNDICES DE DILMA NAS PESQUISAS

A alma do eleitor tem aspectos insondáveis até pelas pesquisas, mas os antecedentes não recomendam apostas num grande desgaste para a recandidatura da presidente Dilma em função dessas prisões. O estouro do escândalo, em 2005, não impediu a reeleição de Lula em 2006, nem que ele assegurasse a eleição de Dilma em 2010, após uma catilinária de quatro anos sobre o mensalão.
 
Dilma não é Lula, embora já não seja um poste. Calou-se sobre as prisões, coincidentes com seu momento de maior recuperação nas pesquisas depois das manifestações de junho. Mas seu problema tangível, hoje, não se relaciona com seu escasso DNA petista, mas com a economia, o baixo crescimento e a piora das contas públicas.
 
Com o indiscutível sucesso do leilão dos aeroportos de Confins e Galeão, ela lavrou um tento. Investimentos tão elevados, com ágios tão grandes, só acontecem quando existe confiança em um país. Mas os empresários continuam murmurando o “volta Lula”, agora com petistas magoados com a indiferença de Dilma e até de ministros petistas, como Cardozo, da Justiça, que só na segunda-feira falou sobre as irregularidades iniciais nas prisões do mensalão.
 
28 de novembro de 2013
Tereza Cruvinel
Correio Braziliense

O HUMOR DO DUKE


Charge O Tempo 28/11
 
28 de novembro de 2013


TUDO AGORA É PERMITIDO SE HOUVER UMA IDEOLOGIA

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo, resolveu, em um apelo patético, que os “culpados” pela prisão do Dirceu, tadinho, são os reacionários, a mídia e, é claro, o saco de pancadas da hora, Joaquim Barbosa.
Os crimes que ele cometeu não são nem detalhes e têm que ser solenemente ignorados.

Reacionários do Brasil: deixem Dirceu em paz.
Pelo menos na cadeia, poupem-no de seu reacionarismo estridente, obtuso e maldoso.
Qualquer coisa que ele faça vira contra ele.
A mídia publica, por exemplo, que ele teria pedido apoio a Lula. Uma declaração contra a brutalidade a que está sendo submetido por Joaquim Barbosa.
Isso vira “pressão”. Isso vira “tentativa de subverter a justiça”.
Até eu, que estive com Dirceu apenas uma vez, entendo que Lula deveria se manifestar com clareza a favor dele.
De amigos a gente espera o quê?
Lembro a mais linda frase sobre a amizade, escrita por Montaigne quando morreu seu amigo La Boétie. “Estava tão acostumado a sentir que éramos um só que agora me sinto meio.”
O que há de errado em Dirceu querer de Lula apoio numa hora duríssima como a que ele vive? É uma reação absolutamente humana.
Considere. Não é uma prisão normal. Nos últimos tempos, juristas insuspeitos de simpatia petista manifestaram repulsa ao julgamento do Mensalão.
Ives Gandra disse que Dirceu foi condenado sem provas, depois de estudar o processo. Bandeira de Mello, depois de acusar JB de ser um homem mau, sugeriu seu impeachment. Um celebrado constitucionalista português, Canotilho, citadíssimo pelos juízes do STF, disse ter visto falhas extraordinárias no julgamento, a começar pelo papel de Joaquim Barbosa.
Dirceu tem 67 anos. Está na última etapa da vida útil. E uma decisão contra a qual se erguem tantas vozes o põe na cadeia.
Imagine você nessa situação. Não iria reclamar um apoio de Lula, se este fosse seu amigo e conhecesse a história que levou você à cadeia?
Repito: não é uma cadeia normal.
(...)
Mas Dirceu está preso, e não pode sequer invocar o apoio de Lula que é crucificado pelos reacionários. Também não pode cuidar da cela que é acusado, como se viu numa matéria do Estadão, de ter mania de mandar e ser obcecado com limpeza.
Essa é a mídia brasileira.
Aquela é a justiça brasileira, na versão 2013 protagonizada por Joaquim Barbosa.

“Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: - liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.” Nelson Rodrigues

“Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: - ‘Se Deus não existe tudo é permitido’. Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.” Nelson Rodrigues

Seu Paulo, vai dar o centro que é para não gastar as beiradas!
 
28 de novembro de 2013

FOTOPOTOCA

 

28 de novembro de 2013

ARENA OU ESTÁDIO?


Milton Valdameri, nosso consultor jurídico, mandou um comentário por eu ter me manifestado contra o uso do termo “arena” em vez de “estádio”.

Meu amigo Ricardo, fiquei surpreso ao perceber que você não sabe a diferença entre Arena e Estádio, então vou lhe explicar de forma acadêmica:

Segundo a Wikipedia:
Arena:
Uma arena é uma área fechada, quase sempre de forma circular ou oval, desenhada para apresentações musicais, teatrais ou eventos esportivos. É composta de um grande espaço aberto ao centro, rodeado por corredores e acentos para os espectadores. A característica chave de uma arena é que o lugar onde se realiza o evento, fica no ponto mais baixo, permitindo uma grande visibilidade. Teoricamente uma arena é projetada para acomodar um grande número de espectadores.
Estádio:
Estádio é uma construção que permite a prática de esportes que requerem grandes espaços, como futebol, beisebol ou atletismo. Em um estádio também são realizados grandes eventos, como espetáculos de música e cerimônias de abertura ou encerramento de eventos esportivos como as Olimpíadas, uma vez que seu tamanho permite a concentração de um grande público.

As principais diferenças são:
Arena é uma área fechada, estádio também.
Estádio é uma construção que permite a prática de esportes, arena também.
Arena realiza o evento no ponto mais baixo, estádio também.
Estádio permite a concentração de um grande público, arena também.
Arena permite outros eventos além dos esportivos, estádio também.

Respondendo à óbvia gozação do Milton e aproveitando para dar as devidas explicações aos "inventores" de bobagens:

O problema é que você procurou a definição dos dois no lugar errado. A Wikipedia não é e nem se propõe a ser um lugar confiável.

Arena vem do latim e significa, literalmente, areia. Mais especificamente, era parte central dos anfiteatros romanos, coberta de areia, onde se realizavam combates entre gladiadores e feras; por extensão passou a ser usado para definir o espaço circular, fechado, para touradas e outros espetáculos, a área central do circo onde se dão as exibições (picadeiro), estrado onde lutam os boxeadores e local de debate, de desafio, de luta.

Estádio vem do grego gr. stádion, é uma antiga medida de distância grega, equivalente a 125 pés geométricos, ou seja, 206,25 metros e também designa a corrida na extensão de um estádio, local onde se praticava essa corrida. Sua atual definição é um “campo para jogos e provas esportivas, circundado por arquibancadas ou outras instalações destinadas ao público”.

Portanto, além de arena não ser a definição adequada para um estádio de futebol, se a intenção de adotá-la como tal é alguma jogada de marketing para “internacionalizar” e facilitar sua identificação no mundo inteiro também é furada, porque estádio ou stadium é muito mais difundido e identificado como um local próprio para os esportes.

De mais a mais, para que mudar? Já pensou se algum engraçadinho purista como o Aldo Rebelo resolve que futebol - termo importado - vai ter que passar a ser chamado de balípodo ou ludopédio?

A IMPRENSA PODERIA NOS POUPAR DE FICAR REPETINDO AS IMBECILIDADES VINDAS DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS


Leiam e meditem

“Defesa Civil: erro é possível causa de acidente na Arena”. Título de uma matéria em um dos sites da Globo

Um guindaste caiu, destruiu parte do novo estádio - arena é o cacete! - do Corinthians ainda em construção e matou três pessoas, e aí o senhor Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil de São Paulo, disse que ainda é cedo para conclusões, mas acredita que a tragédia pode ter sido provocada por um erro de procedimento.

Apesar de ser quase irresistível associar tão bombástica revelação ao sobrenome do seu Jair, não vou fazê-lo, mas eu gostaria de esclarecer que, pelo menos em tese, não há a mínima chance de um acidente desse tipo, com vítimas fatais, ser provocado por algum acerto, no sentido puro da palavra - fazer ficar certo -, não dos “acertos” do tipo dos que Sergio Naya fez e que causaram o desabamento de um prédio.

Parêntesis: Naya foi absolvido por cinco votos a zero do processo criminal que o acusava de causar o desabamento.

Essa gente nos faz de idiotas e a imprensa ainda confirma...
 
28 de novembro de 2013

AÇÃO MAFIOSA

Genoino: PT joga sujo e consegue adiar reunião que decidiria sobre processo de perda do mandato

jose_genoino_16Em mais uma manobra covarde para salvar um governo de corruptos profissionais, o PT conseguiu adiar para a próxima terça-feira (2) a reunião dos dirigentes da Câmara dos Deputados que decidirá sobre a abertura de processo de cassação do mandato do mensaleiro condenado José Genoino.

O encontro estava marcado para as 9 horas da quinta-feira (28), mas o timoneiro do PT na Casa e irmão de Genoino, o deputado federal José Guimarães (CE), pressionou e os líderes partidários permitiram que não fosse cumprido o prazo regimental para a abertura do processo nesta semana.

É importante salientar que o caso de José Genoino não é de cassação de mandato, mas de perda de mandato por determinação do Supremo Tribunal Federal, que condenou à prisão o ex-presidente nacional na esteira do julgamento da Ação Penal 470. O PT protagoniza e lidera o maior escândalo de corrupção da história nacional, mas diante da condenação dos companheiros tenta desafiar a Justiça e atropela sem preocupação o regimento da Câmara, como se nada pudesse deter os integrantes da legenda.

A manobra comandada por José Guimarães, o mentor do escândalo dos dólares na cueca, foi tão acintosa, que a Secretaria-Geral da Câmara informou que três integrantes da Mesa Diretora estão com problemas de saúde e não poderiam comparecer à reunião marcada inicialmente para quinta-feira.

A estratégia do PT, que precisa ficar clara para a sociedade brasileira, é adiar ao máximo a abertura de processo de cassação do mandato de Genoino, na esperança de que a Câmara defira o pedido de aposentadoria por invalidez apresentado pelo petista. A concessão da aposentadoria seria suficiente para impedir a abertura do processo de cassação.

A estratégia tem como base o laudo médico sobre a saúde de José Genoino e que será apresentado ainda nesta quarta-feira. Informações que vazaram na Câmara dão conta que o laudo trará informação favorável à aposentadoria, mas os médicos que avaliaram o parlamentar, na última segunda-feira (25), sem autorização da Justiça, devem pedir prazo até janeiro para um parecer final.

O Brasil e os brasileiros de bem estão sendo achincalhados pelos integrantes de um partido que na última década mostrou sua inconteste vocação para o banditismo político. Essa situação não pode prosperar, sob pena de o País mergulhar em um perigoso e irreversível regime de exceção.

Depois do abusado José Dirceu, que se autorizado pelo Judiciário receberá R$ 20 mil mensais para gerenciar um hotel de Brasília, só falta a Câmara dos Deputados premiar Genoino com uma aposentadoria de R$ 26 mil. Se isso acontecer, ficará claro para a população que o melhor caminho a seguir é o da corrupção e do desmando.

28 de novembro de 2013
ucho.info