"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

LULA REVELA: A IMPRENSA FAZ MAL À DEMOCRACIA



"A união entre Lula e Collor é uma das garantias do Brasil contra a ditadura da imprensa, essa entidade truculenta e abelhuda. E o país se tranquiliza ainda mais ao saber que Lula e Collor estão unidos a Sarney. Com esse trio, a democracia brasileira está a salvo".

 

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
BONS COMPANHEIROS - Lula: elogios a Sarney, almoço com Collor e ataques a imprensa

Discursando no Senado, em comemoração aos 25 anos de promulgação da Constituição, Lula disse que a imprensa "avacalha a política".

E explicou que quem agride a política propõe a ditadura.
Parem as máquinas: para o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, a imprensa brasileira atenta contra a democracia. É uma acusação grave.

O Brasil não tinha se dado conta de que os jornais, as rádios, a internet e as televisões punham em risco sua vida democrática. Felizmente o país tem um líder atento como Lula, capaz de perceber que os jornalistas brasileiros estão tramando uma ditadura. Espera-se que a denúncia do filho do Brasil e pai do PT tenha acontecido a tempo de evitar o pior.

No mesmo discurso, Lula cobriu José Sarney de elogios. Disse que o senador maranhense, então presidente da República, foi tão importante na Constituinte quanto Ulysses Guimarães. Para Lula, Sarney sim é, ao contrário da imprensa, um herói da democracia.

É compreensível essa afinidade entre os dois ex-presidentes. Sarney e seu filho Fernando armaram a mordaça contra O Estado de S. Paulo. Proibiram o jornal de publicar notícias sobre a investigação da família Sarney por tráfico de influência no Senado, durante o governo do PT. Isso é que é democracia.

A imprensa é mesmo um perigo para a política nacional. Ela acaba de espalhar mais uma coisa horrenda sobre o governo popular - divulgou um relatório do FMI que denuncia a "contabilidade criativa" na tesouraria de Dilma. Contabilidade criativa é uma expressão macia para roubo, já que se trata de fraudar números para esconder dívidas e gastar mais o dinheiro do contribuinte. Assim, a imprensa avacalha a política petista, cassando-lhe o direito democrático de avacalhar as contas públicas.
 
Foto: Folhapress
Veículo da TV Record incendiado por vândalos em manifestação em São Paulo

 
Lula faz essa declaração no momento em que manifestantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, numa epidemia fascista, depredam e incendeiam carros da imprensa, além de agredir jornalistas. Luiz Inácio sabe o que faz. Sabe que suas palavras são gasolina nesse fogo. E não há nada mais democrático do que insuflar vândalos contra a imprensa - já que o método Sarney de mordaça é muito trabalhoso, além de caro.

Do fundo do mar, onde desapareceu há 21 anos, Ulysses Guimarães deve estar quase vindo à tona para tentar entender como Lula conseguiu exaltar a Constituição cidadã e condenar a imprensa num mesmo discurso.

Ulysses morreu vendo a imprensa expor os podres de um presidente que seria posto na rua. Ulysses viu a imprensa ressurgir depois do massacre militar contra a liberdade de expressão. Ele mesmo doou parte de sua vida nessa batalha contra o silêncio de chumbo.
Ao promulgar a Constituição cidadã, jamais imaginaria que, um quarto de século depois, um ex-oprimido descobriria que o mal da democracia é a imprensa. E estimularia jovens boçais a fazer o que os tanques faziam contra essa praga do jornalismo.

Lula saiu de seu discurso no Senado e foi almoçar com Collor - cujo governo democraticamente conduzido pelo esquema PC também foi avacalhado pelos jornalistas.

A união entre Lula e Collor é uma das garantias do Brasil contra a ditadura da imprensa, essa entidade truculenta e abelhuda. E o país se tranquiliza ainda mais ao saber que Lula e Collor estão unidos a Sarney. Com esse trio, a democracia brasileira está a salvo.

Chegará o dia em que a televisão e o rádio servirão apenas aos pronunciamentos de Dilma Rousseff em nome de seus padrinhos, poupando os brasileiros de assuntos ditatoriais como mensalão, contabilidade criativa, tráfico de influência, Rosemary Noronha e outras avacalhações.

Infelizmente Collor se atrasou e não pôde comparecer ao almoço. Lula pôde celebrar seu discurso com outros democratas, como o seu anfitrião, o senador Gim Argello (PTB-DF) - a quem a imprensa golpista também vive avacalhando, só porque ele responde a vários processos e a inquérito no STF por apropriação indébita, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Com a mídia avacalhando a política desse jeito, não dá nem para almoçar em paz com um amigo do peito.

A Argentina e a Venezuela, que Lula e o PT exaltam como exemplos de democracia, já conseguiram domesticar boa parte da imprensa. Com a reeleição de Dilma, o Brasil chega lá?

 
05 de novembro de 2013
Guilherme Fiúza, para a Época

POIS É...

Aécio diz a tucanos rigorosamente o que escrevi nesta manhã. Só que alguns deles ficaram furiosos comigo. E agora?


Então… Vejam vocês. Reinaldo Azevedo, eu mesmo, o que não é nem fofo nem beagle, escreveu nesta manhã um texto sobre o PSDB. Demonstrava a tolice de alguns tucanos que só conseguem ser notícia hostilizando outros tucanos.
Mais precisamente: alguns iluminados por ali afirmam que o fato de José Serra fazer palestras e dizer o que pensa a quem pergunta atrapalha Aécio Neves. Como as impressões das pessoas que desprezam os fatos me interessam muito pouco, perguntei o óbvio: como é que Serra poderia prejudicar Aécio? Cadê os fatos?  Fiquei cá a meditar, imaginando diálogos.
 
— Alô. Deputado Paulinho da Força? Tudo bem? É Aécio.
— Olá, senador.
— Vamos conversar sobre sucessão?
— Ah, não! Só faço isso depois que o Serra parar de dar palestras e de escrever artigos.
 
Ou ainda:
— Deputado Roberto Freire? É Aécio.
— Olá, Aécio.
— Precisamos falar sobre a eleição do ano que vem.
— Só depois que o Serra tiver cassada a sua voz. Antes disso, não dá.
 
Mais um:
— Senador Agripino, é Aécio, seu colega de Senado.
— Tudo bem?
— De presidente para presidente, precisamos conversar…
— Aécio, antes de vocês oficializarem a sua candidatura, não dá.
 
De novo, pergunto: de que modo a liberdade de Serra para falar incomoda as articulações de Aécio? Nem mesmo existe um partido dividido. Pois é: não obstante essas obviedades, começaram a vir as pancadas na área de comentários.
 
A fala de Aécio

O senador Aécio Neves falou a respeito nesta terça. Disse:

“Deixem o Serra trabalhar em paz, são absolutamente legítimas as viagens que o Serra faz; é positivo para todos nós que ele possa ser mais uma voz permanente de oposição ao governo, não há nenhuma tensão entre nós. Esse problema interno é um problema que não existe.”
 
Vale dizer: o conteúdo das observações de Aécio coincide com o que escrevi aqui. Os que vieram me xingar, acuando-me — como é mesmo? — de “agente serrista” deveriam, agora, voltar suas baterias contra o presidente do PSDB e provável candidato do partido à Presidência. Estamos dizendo a mesma coisa. Ou não?
 
Aécio não é burro. Sabe que essa fofocalhada concorre contra a sua candidatura. Se Serra não tem, hoje, forças no partido que possam sustentar um eventual confronto com o Aécio na disputa pela vaga, há de ter alguma coisa que é do interesse do provável candidato.
Ou já teria sido chutado do partido. Mas se fez um esforço para que fique. E qualquer pessoa com um mínimo de juízo sabe o que tem: VOTO! Quantos? Não sei. Podem ser essenciais para garantir a passagem do nome tucano para o segundo turno. Os que hoje ficam fazendo essa pressão cretina contra o político paulista estão atentando, na prática, contra a eventual candidatura de Aécio.
 
Não! Ninguém precisa se desculpar comigo, agora que Aécio desautorizou a pressão. Basta ter um pouco mais de bom senso na hora de acessar a página de comentários e apertar a tecla “Enter”.
 
Aécio é presidente do partido, além de pré-candidato. Não basta só dar essa declaração. É preciso chamar os seus aliados que decidiram se comportar como Torquemadas e Savonarolas e ordenar que fechem o bico. Para o bem de Serra? Não! para o bem de seu futuro eleitoral.
 
A máquina e objetividade

Como poucos, sei o que é ser alvo do ódio de uma máquina gigantesca e maligna de difamação, financiada por dinheiro publico, com pistoleiros contratados a peso de ouro para fazer o serviço sujo. A existência desse aparato já é um bom motivo para que se torça pela derrota do PT. Dilma não só manteve intocado esse esquema doloso, permitindo que logotipos de estatais respeitadas pelos brasileiros se associem às piores baixarias, como, em muitos aspectos, o incrementou.
 
Só que há sete anos mantenho esta página distinguindo o que é torcida do que é fato, o que é gosto pessoal do que é realidade. O texto que escrevi nesta manhã aponta o que, obviamente, era e é um mau caminho para os tucanos. Acho que a democracia brasileira sairá ganhando se o PT for derrotado. Uma razão a mais para que se diga tudo o que tem de ser dito sobre os desacertos tucanos.
 
05 de novembro de 2013
Reinaldo Azevedo

"ROLANDO LERO"

 

Houve um tempo em que reunião ministerial era coisa séria. Pedia cobertura jornalística intensa e detalhada, rendia manchete de jornal. Era uma época em que ministérios, bem como os titulares de suas pastas, eram cercados de uma atmosfera de autoridade.

Isso veio se perdendo. Perdeu-se a ponto de um ministro sair da reunião do último sábado, no Palácio do Planalto, fazendo o comunicado de que a equipe havia levado “algumas broncas, umas poucas”. Passa, assim, como muito natural o fato de ministros receberem da presidente da República tratamento de colegiais.

No primeiro governo Lula da Silva gastou-se o instrumento por excesso de uso propagandístico e carência de resultados. Foram várias as reuniões ministeriais realizadas na Granja do Torto, cheias de pompa.

Na reunião seguinte discutia-se novamente a mesma pauta sem a preocupação com cobranças nem de ter como ponto de partida as decisões tomadas no encontro anterior. Como se veria depois, quando os veículos de comunicação saíram do estupor de encantamento com o “governo operário” e começaram a fazer levantamentos dos projetos e obras anunciadas, não havia resultados consistentes para serem mostrados.

Mas o presidente ia levando tudo na conversa e assim foi até que o governo precisou se dedicar a assuntos mais consistentes: a crise nos transportes aéreos e o escândalo do mensalão, comissões de inquérito, queda e cassação de José Dirceu.

No segundo mandato de Lula a prática foi deixada um pouco de lado, para ser retomada com a presidente Dilma Rousseff. Mas apenas de vez em quando, assim que se apresenta a necessidade de ocupar espaço, para dar a impressão de dinamismo.

A penúltima, realizada para “responder” às manifestações de junho, produziu meia dúzia de anúncios cujas consequências inexistem. A última reuniu 15 dos 39 ministros para que a presidente cobrasse a “entrega” de obras e projetos sociais. Estudadamente convocada para um sábado de feriado, a fim de reforçar a imagem de que com Dilma ninguém pode, é trabalho de sol a sol.

Qual trabalho? Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (o mesmo que transmitiu a notícia de que rapazes e moças levaram “algumas broncas”), a presidente “está preocupada” e mais, “quer que as coisas aconteçam”. Quais coisas? De acordo com ele, “Dilma está cobrando os resultados do que havia sido combinado”.

O que havia sido combinado, quando, com quem? Palavras da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann: “A presidenta lançou diversos programas, fez compromissos e agora está na hora de fazer as entregas de governo”.

A quais entregas se referia? “São várias entregas, e a presidenta cobrou dos ministros que agilizassem inclusive alguns resultados e que pudéssemos prestar contas à população. Isso tem a ver com resultado de governo. Um governo é eleito, organiza seus programas, trava compromisso com a população e tem de prestar contas”, explicou a ministra sem explicar coisa alguma a respeito do que de substantivo foi tratado na reunião. De onde fica a nítida impressão de que o palavreado não obstante óbvio é bonito, mas recende a pura embromação.

05 de novembro de 2013
Dora Kramer, Estadão

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Papa Francisco lança pesquisa e investe em gestão de Educação e Mídia contra a Nova Ordem Mundial
 
O Papa Francisco fixou uma clara estratégia de neutralização da guerra psicológica promovida, permanentemente, pela Oligarquia Financeira Transnacional – que sempre identificou, no poder secular da Igreja Católica, um inimigo a ser superado para a implantação da chamada Nova Ordem Mundial. A Igreja Católica, em crise, parte para o contrataque.
O Pontífice resolveu usar táticas que poderiam ser definidas como “contragramscistas” para reverter os efeitos negativos dos ataques globalitários aos fundamentos cristãos. Francisco dá sinais de que o Vaticano pode rever antigos conceitos para não acabar engolido pela ditadura do “politicamente correto”. A principal intenção é saber como os fiéis entendem e lidam com a doutrina católica, mostrando que dificuldades encontram para colocá-la em prática.
Eis o motivo pelo qual a Santa Sé enviou a todas as Conferências Episcopais pelo mundo afora um formulário para uma inédita pesquisa, com 38 perguntas sobre temas variados e polêmicos. O levantamento das respostas deve ser concluído até janeiro de 2014. Tudo será analisado até outubro do ano que vem, quando está marcado um sínodo de bispos de todo mundo.
O tema central do encontro com Francisco será: “Desafios pastorais das Famílias”. O principal objetivo Católico é defender a célula mãe para garantir o respeito e o direito à vida – claramente atacados pelo globalitarismo. O Papa já agendou outro encontro extraordinário de bispos, para 2015, quando serão traçadas linhas de ação com base nas propostas que forem votadas na reunião de 2014. Nos pontificados de João Paulo II e Bento XVI, os bispos se reuniam a cada dois anos. Francisco resolveu encurtar o intervalo entre os encontros, para tomadas rápidas de decisões estratégicas.
Na prática, o que a Igreja Católica vai fazer é usar a base de sua doutrina para construir um discurso e definir ações concretas de combate ao globalitarismo – que tem o claro projeto de uma “nova religião” ou “pretensa nova religiosidade universal” para se contrapor e superar o secular poder do Vaticano. A recente visita do Papa ao Brasil, como ação comunicativa (e por que não dizer de marketing) conseguiu neutralizar o declínio e a perda de prestígio da Igreja – o que animou a Companhia de Jesus a partir para a “guerra santa” aberta contra os ativadores pregados pela oligarquia globalitária.
 
Por isso, além da elaboração de uma plano estratégico doutrinário, a partir da pesquisa deste ano, a Igreja Católica vai investir, pesadamente, em duas frentes: comunicação e ensino. A intenção do Papa Francisco é criar um modelo de gestão profissionalizado, em escala econômica global, para manter escolas, universidades e meios de informação. Por isso, a juventude será, cada vez mais, o foco da Igreja. Geopoliticamente falando, o plano dos jesuítas – que têm Francisco na ponta de lança – é retomar a hegemonia global, claramente ameaçada desde o século 20.
 
Alto risco de censura jornalística
O Acadêmico e jornalista Merval Pereira, colunista de O Globo, chama atenção para uma grave ameaça à imprensa livre, como efeito colateral da proposta apresentada pelo advogado do cantor Roberto Carlos (no tal do grupo Procure Saber) para regular a publicação de biografias:
 
“Se o Supremo Tribunal Federal entender que o Judiciário, na ponderação de casos concretos, pode decidir que a intimidade de uma pessoa pública deve prevalecer sobre o interesse da sociedade na livre circulação de informações, a porta estará aberta para que a mesma tese se aplique ao jornalismo”.
 
Segundo adverte Merval, na cabeça da turma do “Procure Saber”, invadir a privacidade seria divulgar informação que, ainda que disponível em fontes legais, no juízo do biografado e, em última instância, do juiz que examinar o caso, esteja no âmbito da vida privada das pessoas – o que tem a ver com o dia a dia do jornalismo.
 
Nada custa lembrar que o advogado do grupo “Procure Saber” é o famoso Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos principais advogados de José Dirceu de Oliveira e Silva, por exemplo...
 
Bronca militar-eclesiástica
 
Generais andam meio chateados com um dos melhores amigos do Papa Francisco.
 
Tudo porque o arcebispo de São Paulo Odilo Scherer engrossou o ato promovido, semana passada, por militantes e parentes de desaparecidos políticos, no ossário do cemitério do Araça, com o velho discurso de esquerda:
 
“Nosso povo clama por justiça, independentemente de credo ou partido”.
 
Por trás dos protestos violentos
Demorou, mas a Polícia Federal admitiu que pode haver uma “articulação com grupos do exterior” para dar apoio financeiro aos grupos que promovem violências em protestos nos grandes centros urbanos brasileiros.
A PF já identificou 130 pessoas suspeitas de ligações com as atividades criminosas durante as manifestações.
O negócio é esperar para ver se alguma providência mais séria e efetiva será tomada não apenas contra os vândalos – mas contra os sujeitos que os patrocinam para promover o caos (pré-revolucionário?) no Brasil.
Dane-se o nosso bolso
 
Dilma Saramandaia resolveu pagar de embromação e resolveu que o Governo vai autorizar o tão esperado aumento da gasolina e do diesel.
Como de costume, será o otário do consumidor quem vai pagar a conta para a Petrobrás lucrar mais, e pagar mais dividendos aos revoltados investidores.
Dia 22, na reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o aumentinho será sacramentado.
Será que agora vai se aposentar?


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
 
05 de novembro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

SE REELEITA, DILMA QUER ALÍQUOTA DO IR EM 35%


Sem dinheiro em caixa para investimentos e com a economia afundando, a primeira medida de Dilma, em um eventual segundo mandato, será aumentar a alíquota máxima do Imposto de Renda de 27,5% para 35%. Uma tungada que vai doer em todos os brasileiros e brasileiras com renda acima de R$ 4.271,59, no exercício de 2014, ano-calendário 2013. O argumento é o mesmo batido de sempre: o imposto pago pelo Zé é o mesmo do Antônio Ermírio de Morais. O PT poupar, gerir e administrar, nem pensar.

Do Valor Econômico de hoje:
 
"Não há como dar conta da chamada voz das ruas com a estrutura tributária atual, que é uma estrutura injusta", diz a fonte da campanha (de Dilma). "Agora, o governo não vai falar disso no horário eleitoral", afirma. "O PT é quem tem que travar uma luta partidária, permanente, inclusive fora da campanha eleitoral para defender a necessidade da reforma tributária. Não é só o negócio da reforma fiscal".
05 de novembro de 2013
in coroneLeaks

CUBA: É PROIBIDO PROSPERAR


Havana - Cuba
Desde que herdou o poder do irmão Fidel Castro, em 2006, o general Raúl anunciou uma série de "reformas". VEJA esteve na ilha e viu que tudo continua exatamente a mesma coisa — ou pior.
 
Em Cuba, melhorar de vida, ainda que honestamente, é um ato tão subversivo quanto dar uma opinião sobre a política nacional.


Ao sair pela porta de um hotel qualquer de Havana um visitante estrangeiro é cercado por três ou quatro homens. "Puros? Chicas?", perguntam. Oferecem charutos e garotas de programa. Com as mulheres, a abordagem é mais sutil.

 
"Quer tomar algo?", dizem. Pelas ruas do centro, por entre casas em ruínas, o leque de ofertas aumenta: "Maconha? Cocaína?".
 
O convite para entrar em uma das bodegas, as vendinhas estatais em que os cubanos compram alimentos subsidiados, destoa dos outros assédios a turistas.
 
"Venha fazer um passeio pela Cuba real", diz o funcionário público, arriscando-se a perder o emprego e a ser preso por mostrar aos forasteiros os sinais da falência econômica do país. Em uma balança antiga, ele indica quanto de feijão o Estado permite que se compre por mês para duas pessoas.
 
Os grãos mal preenchem duas xícaras de chá. Os produtos a que cada família cubana tem direito são anotados em um cartão de racionamento. É assim há 51 anos e só piora.
 
Em Camaguey, a terceira maior cidade de Cuba, o assédio nas ruas é parecido, mas o que mais chama atenção são as placas de casas à venda. Há mais de seis por quarteirão.
 
Quando se pergunta aos donos o que pretendem com o dinheiro, a resposta mais comum é: "Comprar uma passagem e sair do país". A segunda: "Ter o que comer". Com a mão fechada, simulam o gesto de colocar algo na boca.


Desde 2006 quando o ditador Fidel Castro transferiu a presidência da ilha para o seu irmão, o general Raúl Castro, o governo vem anunciando o que chama de reformas com o intuito de "atualizar o regime socialista".

 
Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética e dos regimes do Leste Europeu, no início da década de 90 restaram no planeta apenas dois países com esse sistema político e econômico: Cuba e Coreia do Norte.
 
Ao alardear "reformas", o regime cubano passa a impressão de que está preparando o país para uma transição gradual para um modelo inspirado na China ou no Vietnã, que do comunismo mantiveram apenas a ditadura, mas se abriram para a economia de mercado. Amargo engano.
 
A reportagem de VEJA esteve durante oito dias em Havana e em Camaguey cidade com 320000 habitantes, para avaliar o efeito das mudanças anunciadas nos últimos sete anos.
 
Entre conversas com fazendeiros, pescadores, médicos, barbeiros e dissidentes a conclusão é que, a despeito da ajuda de países como Venezuela, China, Canadá e Brasil, a vida ficou mais difícil. O Estado, dominado pelos militares mantém o controle de todas as atividades relevantes.
 
A perseguição política não foi aliviada. Apenas mudou sua natureza. Se antes era realizada buscando algum suporte na lei agora se dá de forma clandestina, com milícias governistas reprimindo os opositores.
 
Por fim, a população continua impedida de progredir. Aos olhos do regime castrista, a concentração da propriedade contradiz a essência do socialismo e jamais será permitida.
 
"A China precisou de apenas cinco anos para liberar o capitalismo de maneira irrevogável", diz o economista Rafael Romeu, da Associação para o Estudo da Economia Cubana em Washington. "Raúl Castro completou sete anos no poder e a economia continua na mesma."


Em parte, as reformas fracassaram porque faltam os requisitos mínimos para que deem certo. Em 2008, o Estado cubano prometeu ceder terras estatais para usufruto de pequenos proprietários.

 
Para entender essa mudança, é preciso voltar no tempo. Logo após a revolução de 1959, duas leis de reforma agrária estatizaram a maioria das propriedades. Em 1963, apenas 29% delas ainda permaneciam em mãos privadas.
 
Os fazendeiros não só perderam seus hectares como tiveram tratores, colheitadeiras e insumos surrupiados pelo regime. A administração estatal foi um fiasco.
 
Na província de Camaguey, conhecida pelas fazendas de gado, quase todas as terras estão cobertas por marabu, planta que se espalha como uma praga e inviabiliza o uso do solo.
 
Os pequenos agricultores foram acuados, forçados à produção de subsistência. Estão proibidos de abater o gado ou produzir queijo. O leite só pode ser vendido ao Estado.
 
O governo paga 1.16 peso cubano pelo litro e o revende por 60 pesos cubanos nas lojas administradas pelo Exército. Pela reforma anunciada por Raúl os produtores poderiam trabalhar terras estatais improdutivas.
 
Em contrapartida, teriam de apresentar resultados em dois anos. Sem poderem vender seus produtos a um preço justo há décadas, contudo nenhum deles conseguiu juntar dinheiro para investir.


Mesmo quando, por uma falha na planificação socialista, algum cidadão consegue se aproveitar de uma reforma estatal e prosperar, a reação é instantânea. Foi o que aconteceu após duas medidas recentes: a maior liberdade para viajar e para abrir pequenos negócios.

 
Em 2012, eliminou-se a exigência da permissão de saída, o que facilitou a fuga em massa para o exterior.
 
No mesmo ano, 182000 cubanos deixaram a ilha, segundo estatísticas oficiais, número que representa 1,6% da população. Na tentativa de impedir um êxodo, outros países passaram a barrar a viagem no ponto em que os cubanos mais sentem: o bolso.
 
Para conseguir um visto para visitar o Brasil, por exemplo, um cubano sem convite ("autofinanciado", no linguajar do consulado brasileiro em Havana) deve comprovar 100 dólares no extrato de sua conta-corrente para cada dia de viagem. O valor é cinco vezes o de um bom salário mensal por lá.


A reforma que permitiu o trabalho fora da folha de pagamento do Estado, desde a revolução o único empregador da ilha também foi tão efêmera quanto a espuma que se forma no encontro do mar com o Malecón.

 
Logo que a nova regra foi anunciada, os pequenos empreendedores, ou cuentapropistas, passaram o chapéu entre os amigos, voaram para os Estados Unidos, o Panamá e o Equador e retomaram com as malas cheias de vestidos coloridos, chinelos e sapatos.
 
Milhares de pequenas "butiques" improvisadas surgiram em diversas cidades e começaram a fazer uma concorrência inesperada às lojas estatais.
 
"As peças do governo estão desatualizadas e custam o dobro das nossas", diz o vendedor ambulante Leudys Reyes, no centro de Havana. Apesar de pagarem uma licença para vender roupas, ele e outros comerciantes foram expulsos das ruas por policiais em setembro.
 
Um decreto publicado na Gazeta Oficial desse mês proibiu a venda de roupas importadas pelos cidadãos, e o negócio voltou a ser monopólio estatal.
 
Nas mais de 200 profissões liberadas, a chance de melhorar de vida passa longe. Para começar, carreiras tipicamente de classe média não estão na lista. Advogados, arquitetos, engenheiros, jornalistas e médicos continuam proibidos de montar um escritório ou um consultório.
 
Os donos do poder sabem que da última vez que Cuba teve uma classe média, o ditador Fulgêncio Batista foi deposto. Por isso temem tanto o progresso individual. As profissões autorizadas prestam somente serviços básicos e foram submetidas a um pesado controle.
 
No Mercado Único de Quatro Caminhos, na capital, inspetores quintuplicam o imposto diário dos floristas nas datas comemorativas, de maior venda.
 
"Todos os cuentapropistas ganham apenas o mínimo para viver", diz o vendedor Vlademir Torro, de 34 anos.
 
"Assim, o governo quer impedir que existam classes sociais." Um recente decreto regulando as profissões independentes entra em detalhes tão mínimos que fica evidente a intenção de manter tudo sob controle estatal.
 
O "cuidador de banheiros públicos", por exemplo, pode pedir autorização a um conselho para limpar sanitários estatais, desde que pague o equivalente a 45 reais de imposto e não cobre dos usuários mais do que 1 peso cubano, ou 9 centavos de real por visita.
 
Se Cuba fosse um país livre, os "cuidadores" se esforçariam para caprichar na limpeza para ter mais clientes e poder cobrar mais caro. Como não é os sanitários são uma imundície.


No mês passado, o governo afirmou que unificará as duas moedas existentes na ilha. Na década de 90, para impedir a desvalorização do peso, criaram-se duas moedas e o câmbio foi fixado. Um peso conversível vale cerca de 1 dólar ou 24 pesos cubanos.



Para o governo, a mudança foi providencial. A dualidade é o que permite a um restaurante estatal pagar por mês a um garçom o valor de um prato de camarões "dois molhos", de queijo e de tomate, vendido aos turistas.

 
A prostituição, contudo, aumentou, pois a população ganha em pesos cubanos e precisa gastar em dólares. O salário médio é de 15 dólares e a cesta básica 110. Pais e namorados incentivam as jovens a fazer programas para encher a geladeira.
 
O sistema também elevou a dependência dos Estados Unidos, embora o governo insista em pôr a culpa de todos os males no embargo econômico.
 
Os cubano-americanos enviam por ano mais de 2 bilhões de dólares a seus parentes na ilha. Metade vai em dinheiro vivo.
 
"Sem essa ajuda, muitos cubanos não teriam como sobreviver", diz o economista Carmelo Mesa-Lago. da Universidade Pittsburgh. Há trinta voos diários procedentes dos Estados Unidos e um em cada cinco turistas vem de lá.
 
No Museu da Revolução estudantes americanos com moletons de universidades seguram a expressão para não rir do péssimo inglês do guia oficial, enquanto este mostra o barco Granma usado por Fidel, Raúl e Che Guevara para chegar à ilha e iniciar a guerrilha. Cuba só não é piada para os que ainda estão presos por lá.

05 de novembro de 2013
Duda Teixeira, de Havana - Veja
 

R$ 500 MIL PELO TERNO LEILOADO DE LULA

Eike comprou o modelo de Lula, que deu ao dono do grupo ‘X’ papel de destaque no projeto de hegemonia petista na Vale e na Petrobras


O tom de voz era grave:
 
— Quero ganhar a eleição para cuidar do meu povo como mãe cuida do filho, é pra isso que serve o Estado.
 
Soou estranho. Não era mulher falando, mas o presidente da República. Lula discursava como se fosse Dilma Rousseff, em Salgueiro, a 500 quilômetros de Recife. Naquela terça-feira, 17 de agosto de 2010, a estreante do PT estava em São Paulo, mas pairava onipresente no sertão — em roucos arremedos do presidente.
 
À noite, na capital paulista, o empresário Eike Batista pagou R$ 500 mil por um terno de Lula. Foi num leilão beneficente promovido pelo cabeleireiro da primeira-dama Marisa Letícia. E, diante dela, o dono das empresas “X” arrematou a cena: comprometeu-se a dobrar o valor da coleta filantrópica (R$ 2 milhões, dos quais 25% desembolsados por ele).
 
Lula despediu-se prometendo a redenção do Nordeste, segundo maior colégio eleitoral do país: para Pernambuco, daria refinaria, porto e estaleiro; ao Ceará, refinaria e estaleiro; e, ao Maranhão, siderúrgica e exploração de gás natural.
 
— A coisa tão boa que até no Maranhão, onde o Sarney reclamava que era pobre, o Eike Batista acaba de achar gás —festejou.
 
Dois dias depois, convidou-o ao Palácio do Planalto. Ao sair, o empresário revelou uma reserva maranhense “de 10 a 15 trilhões de pés cúbicos” de gás natural, equivalentes a “quase a metade das reservas confirmadas de gás da Bolívia”.
 
Assessores do governo e teóricos do PT exaltavam o “surgimento de uma camada de empresários dispostos a seguir as orientações do governo”, da qual Eike Batista era “figura emblemática”. Sobre Dilma, já com 11 pontos de vantagem nas pesquisas, escreveu-se: “É talhada, por sua biografia, para levar adiante um projeto nacional pluriclassista.”
 
O dono das “X” ganhara status de fato relevante num projeto de hegemonia político-partidária. Governo e PT desejavam usá-lo para exorcizar o “modelo privatista” do adversário, o PSDB. E Eike, dispondo-se a ser a face privada de uma “reestatização branca”, poderia se beneficiar influenciando decisões de seu interesse.
 
Aproximados pelo governador Sérgio Cabral, presidente e empresário haviam traçado doze meses antes um roteiro para transferir 17,5% do controle da mineradora Vale, em mãos do Bradesco, para o grupo “X”. O governo controla 60% das ações (via BNDES e fundos de pensão estatais), mas a gestão era do banco privado.
 
Lula queria a submissão da Vale, como a estatal Petrobras. Alquimista de papéis, sem retorno à vista, o empresário viu a chance de “monetizar” seus investimentos — na definição em economês da Itaú Securities. Ou seja: fazer dinheiro com o BNDES, “o melhor banco do mundo”, como Eike repetia.
 
O Bradesco manteve sua parte, em acordo com Lula. Ele sustentou a campanha “antiprivatização” e elegeu Dilma, que ampliou o poder estatal na economia. Eike quebrou com um terno de R$ 500 mil no armário, que não cabe no seu figurino e muito menos na massa falida. Deixou R$ 6,3 bilhões pendurados no BNDES e na Caixa. Virou a imagem do capitalismo de laços, bem descrito em livro por Sérgio Lazzarini.
 
Não é o fim da história. Dilma vai tentar se reeleger em 2014. Dois anos depois, o acordo de acionistas da Vale será renegociado. “Se me encherem o saco, volto” — anuncia Lula para 2018.

05 de novembro de 2013
José Casado, O Globo

DILMA ENGANA OS POBRES COM PROMESSA DE 700.000 VAGAS EM CRECHES PARA CRIANÇAS DA BOLSA FAMÍLIA


 
Primeira mentira.

As 407 mil crianças da Bolsa Família que estão em creches não são obra da Dilma. Ela coloca o número como se fosse do seu governo, ignorando que este atendimento é feito por toda a rede de creches existentes no país. Muitas delas construídas sem um centavo do governo, ao longo de muitos anos. Do jeito que é colocado, parece que ela, Dilma, ampliou em 407 mil o número de vagas.
 
Segunda mentira.

As creches para regiões pobres são, preferencialmente, de tipo C no PAC 2, para atendimento de 120 crianças. Para criar 293 mil novas vagas, Dilma teria que construir nada mais, nada menos do que  2.441 unidades apenas para atender dependentes da Bolsa Família. Não fez nem a metade disso até agora, em três anos de mandato. 
Veja aqui como andam as creches prometidas.
 
Terceira mentira.

Em todo o seu governo, até o mês de outubro, das 6.000 creches prometidas na campanha presidencial e reiteradas vezes em discursos e pronunciamentos, Dilma entregou apenas 1.180. Se considerarmos que todas as unidades são do Tipo B, com capacidade para 240 crianças, a presidente criou 283 mil vagas, uma média de 94 mil vagas por ano! Como é que tem coragem de prometer que vai entregar 293 mil novas vagas para crianças do Bolsa Família, restando pouco mais de um ano de governo?
 
O Brasil tem um déficit de 8 milhões de vagas nas creches públicas. Dilma entregou, até agora, cerca de 300 mil vagas. É menos do que 4% do necessário. E aí a "presidenta" vai para o twitter enganar o pobre povo brasileiro. O mais pobre. O mais penalizado pela má gestão do PT. Está na hora de dar um basta nisso.

ARMANDO PARA CONTINUAR A GASTANÇA

Para gastar sem limite na eleição de 2014, PT quer relativizar o superavit primário.
 
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, decidiu entrar no debate sobre a política fiscal do governo e defendeu um regime de bandas para o superavit primário. Sistema semelhante ao de metas de inflação, o regime prevê um intervalo dentro do qual o resultado fiscal efetivo pode oscilar dependendo do desempenho da economia.
Significa dizer que, em tempo de crescimento maior, o governo economiza mais para pagar os juros da dívida. Mas, nos momentos de desaceleração do PIB, o Executivo tem folga para poupar menos. "Tenho muita simpatia pelo sistema de bandas, ele responde bem à conjuntura diversa. A economia é muito mais dinâmica que a burocracia", disse Gleisi à Folha.
 
A área fiscal é a que recebe mais críticas do mercado. Em 2012, o Tesouro recorreu a maquiagens contábeis para atingir a meta e comprometeu o controle real do gasto público, considerado essencial para o combate à inflação.
Para ela, o regime de bandas dá mais previsibilidade ao desempenho do gasto público e, por outro lado, evita austeridade excessiva. Gerente do governo, ela tem convocado colegas de Esplanada a fazer a defesa da agenda fiscal da presidente Dilma Rousseff.
 
RESISTÊNCIA

A adoção de um regime de bandas foi proposta pelo economista Nelson Barbosa entre 2011 e 2012, quando era secretário-executivo da Fazenda, mas encontrou resistências na cúpula do ministério, inclusive de Guido Mantega. Recentemente, porém, o titular da pasta passou a dizer que, na prática, o regime de bandas já funciona, uma vez que a meta de superavit primário em vigor pode ser reduzida na mesma proporção dos investimentos feitos no PAC e também das desonerações.
 
Mas há diferenças. Enquanto o atual mecanismo prevê que a meta pode ser reduzida toda vez que o governo conclui (e nem sempre admite) não ser capaz de cumpri-la, a proposta de Barbosa prevê um piso para o primário e um teto, por quatro anos. Também propõe redução gradativa dos créditos do Tesouro aos bancos oficiais, redução drástica de empréstimos com taxas subsidiadas de juros e diminuição de aportes públicos no BNDES.
 
(Folha de São Paulo)
 
05 de novembro de 2013
in coroneLeaks

DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS SOBE 37% NA ERA DILMA

O resultado é fruto de gastos cada vez maios elevados da máquina estatal
 
Ideli Salvatti: sem receita, não se podem ampliar as despesas  (Elza Fiuza/ABr) 
Ideli Salvatti: sem receita, não se podem ampliar as despesas

 Sem conseguir aumentar a arrecadação e diante de gastos cada vez maiores da máquina estatal, o governo passou a recorrer como nunca a uma espécie de cheque especial. A conta pode ser medida pela piora da situação fiscal do país. Durante os dois mandatos de Lula, o deficit nominal (receitas menos despesas) médio foi de R$ 80,4 bilhões, no acumulado em 12 meses. Já sob o comando de Dilma Rousseff, essa conta engordou em 37,1%, saltando para R$ 110,3 bilhões.

 A situação vem piorando a cada nova divulgação feita pelo governo. Em setembro, chegou ao pior patamar da história. Naquele mês, de acordo com dados do Banco Central (BC), o deficit nominal alcançou incríveis R$ 155,4 bilhões. Como essa despesa é paga por toda a sociedade, é possível dizer que os gastos do governo “roubaram” o equivalente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no período.

 A conta é paga por toda a sociedade na forma de gastos cada vez maiores com juros da dívida pública. Em dezembro 2010, no acumulado em 12 meses, a despesa financeira do setor público era de R$ 195,3 bilhões, o que correspondia a 5,18% do PIB. Em setembro passado, o gasto chegou a R$ 229,6 bilhões. Como as riquezas do país aumentaram desde então, a proporção dos juros sobre o PIB diminuiu para 4,91%.
 
05 de novembro de 2013
Deco Bancillon - Correio Braziliense

EFEITO COLATERAL

 
 
Volto ao tema da proibição das biografias, que, como ressaltou o jurista Joaquim Falcão, muito além da violação da liberdade de expressão, “fere gravemente a liberdade acadêmica, a liberdade de ensinar e de pesquisar”. Quero chamar a atenção de um perigo, mais um, que ameaça a imprensa livre como efeito colateral da nova proposta apresentada por Roberto Carlos.
 
Em boa hora, portanto, a Academia Brasileira de Letras (ABL) decidiu ingressar como amicus curiae na ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que a Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) move no Supremo Tribunal Federal contra a censura às biografias não autorizadas. Estará lutando também pela liberdade de imprensa, como veremos.
 
Essa nova tese de aceitar o fim da necessidade de autorização dos biografados com a ressalva de que caberá ao Judiciário decidir no caso a caso o que representa ou não violação de privacidade, na prática, mantém tudo como está hoje, foi uma forma inteligente que o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, encontrou para, seguindo o conselho do príncipe Falconeri no livro “O Leopardo”, de Lampedusa, mudar para deixar tudo como está.
 
Os biografados, especialmente os que têm bons advogados, irão ao Judiciário contra os livros que contiverem informações que lhes desagradem e obterão liminares proibindo as publicações ou determinando a supressão do que incomodar, sempre com base na invasão da privacidade/intimidade.
 
Essa nova estratégia é muito mais perigosa do que a anterior, de exigir autorização prévia dos biografados, porque aparenta uma disposição para o diálogo que fez, erroneamente, que se pensasse que Roberto Carlos havia recuado de sua posição inicial, quando, na verdade, ele está apenas tentando se livrar do estigma de promover a censura prévia de livros.
 
Mas o seu objetivo continua o mesmo, controlar o fluxo da informação, tentando escrever a história de acordo com o seu ponto de vista, o único verdadeiro segundo sua curiosa maneira de ver as coisas.
 
Ocorre que o assunto pode acabar tendo consequências mais graves do que a já absurda censura às biografias: os mesmos artigos 20 e 21 do Código Civil que são interpretados como fundamentos para proibir as biografias também podem servir para proibir matérias jornalísticas que supostamente invadam a privacidade de alguém.
 
Os artigos 20 e 21 em momento algum citam a palavra “biografia”. Eles protegem a imagem e a intimidade contra “usos comerciais", a edição de livros tem sido entendida como um uso comercial, e não há razão para que o jornalismo não o seja.

05 de novembro de 2013
Merval Pereira, O Globo

COM CERTEZA UM VEUVE CLICQUOT (US$ 76,50) PARA ACOMPANHAR O CAVIAR... ARTIGO RARO NO GOVERNO: VERGONHA NA CARA!

Enquanto Brasil afunda, alimentação de Mantega em voo da FAB inclui até caviar
 
Alimentação de ministro em voo da FAB inclui até caviar


Foto - Avião FAB
 
Enquanto as principais companhias aéreas do país passam a cobrar pelos lanches oferecidos a bordo para economizar nas despesas, os lanches oferecidos ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegam a incluir canapés de caviar, camarão e salmão defumado.
As regalias podem chegar a R$ 74,6 mil por ano, valor do contrato firmado pelo Ministério da Fazenda com a RA Catering LTDA, empresa especializada no fornecimento de refeições rápidas para companhias aéreas.
 
O contrato, assinado em outubro, tem validade de um ano e prevê o fornecimento de refeições e lanches quando do deslocamento do ministro e comitiva partindo de Brasília, para outras localidades da Federação ou ao exterior, em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
 
Os serviços foram contratados por meio de inexigibilidade de licitação, com fundamento no artigo 25 da Lei nº 8.666, de 1993 (lei de licitações), que prevê a inexigibilidade de licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial para a contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização.
 
O valor mensal estimado é de R$ 6,2 mil, o qual não necessariamente será empenhado, pois a demanda é vinculada à necessidade do serviço. O Contas Abertas só encontrou uma nota de empenho direcionada a empresa até o momento, no valor de R$ 1 mil.
 
O contrato prevê o fornecimento de água mineral, refrigerantes e sucos diversos, almoços e jantares, bandejas de frutas inteiras e fatiadas, breakfasts e cafés. Sanduíches de atum, frango e peito de peru, iogurtes,chocolates, sopa e queijos diversos completam o cardápio oferecido pela RA Catering, que também oferece caixa acrílica, embalagens de alumínio e gelo em cubos.
 
Veja lista completa.
 
Além do Ministério da Fazenda, a RA Catering também tem contrato com os ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente, Integração Nacional e com a Advocacia-Geral da União, nos valores de R$ 20 mil, R$ 8 mil, R$ 108,6 mil e R$ 8,5 mil, respectivamente.
 
A empresa presta ainda serviços para a Presidência da República. Há três contratos ativos, um com o Gabinete de Segurança Institucional, no valor de R$ 1,9 milhão, um com o Gabinete da Vice-Presidência, ao custo de R$ 120 mil, e outro com a Secretaria de Direitos Humanos, no valor de R$ 46,3 mil.
 
De acordo com o Portal da Transparência, a RA Catering já recebeu R$ 1 milhão em 2013. O maior valor (R$ 824,6 mil) foi pago pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
 
Polêmica
 
Embora gere discussões, os voos do vice-presidente, presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, além de ministros de Estado, Comandantes das Forças Armadas e Chefe do Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, em aviões da FAB são legais.
 
As autoridades têm amparo no decreto nº 4.244, de 22 de maio de 2012, que permite o voo em três situações: por motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e em deslocamentos para o local de residência permanente.
 
O Ministério da Fazenda diz em nota que ministro não comeu caviar. Clique aqui para ver a nota de esclarecimento da Pasta na íntegra.
 
NOTA DA REDAÇÃO: A oferta de canapés de caviar está prevista no contrato assinado pelo Ministério da Fazenda em 17 de outubro para fornecimento de lanches em aviões da FAB, conforme noticiou o Contas Abertas. O texto não afirma que o ministro comeu a iguaria, mas que o serviço que oferece os canapés de caviar foi contratado, conforme você pode ler aqui, na íntegra do documento. Na semana anterior à publicação do texto, o Contas Abertas procurou o Ministério da Fazenda, mas a assessoria de imprensa não forneceu a cópia do contrato ou prestou esclarecimentos sobre a contratação do serviço de lanches. O e-mail encaminhado pelo Contas Abertas no dia 29 de outubro não foi respondido. O Contas Abertas reitera seu compromisso com a transparência das informações sobre o uso do dinheiro público.

05 de novembro de 2013
Contas Abertas euveVE

DONA GUILHERMINA SABE? POSSIVELMENTE NÃO...


Dona Guilhermina, sabe porque não tem remédio, ambulância e exame aí no posto de saúde? Porque em vez de garantir estrutura, a Dilma está pagando R$ 10 mil por mês para os médicos cubanos!

Problema que se arrasta. Com nódulos num seio, Maria Guilhermina aguarda há seis meses por uma mamografia Foto: guilherme leporace / Agência O Globo
Dona Guilhermina ganha R$ 198 mensais da Bolsa Família. Ela ganha 50 vezes menos do que o médico cubano que atende no Posto de Saúde.
 
Dona Guilhermina não consegue entender como um estrangeiro pode vir para o Brasil ganhar 50 vezes mais do que ela, que é brasileira.
 
Dona Guilhermina consultou com o médico cubano. E saiu de lá com a mesma dor no estômago. O doutor que falava espanhol não conseguiu dizer o que ela tinha. Disse que ela precisava fazer exames. Radiografia. Endoscopia. Só que na cidade não tem. E não tem porque a Dilma, em vez de equipar o Posto de Saúde, está pagando R$ 10 mil por mês para os médicos cubanos. E mais cama e comida que o prefeito dá, tirando o dinheiro de outras coisas importantes para a cidade.
 
Dona Guilhermina não consegue entender como é que uma pessoa pode ganhar 50 vezes mais do que a outra. E como é que uma Presidente da República permite uma barbaridade destas.
 
Em 2014, Dona Guilhermina não sabe em quem vai votar. Sabe que não vai votar na Dilma. Está pensando em votar no Fidel Castro. Afinal de contas, ele consegue emprego para os cubanos no Brasil ganhando 50 vezes mais do que os pobres brasileiros.
E a Dilma, pra ela, só paga R$ 198 da Bolsa Família. Há 10 anos!!!

O QUE FERNANDO PIMENTEL TEM A ESCONDER DO BRASIL?


 
O líder do PSDB no senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), protocolou nesta segunda-feira (4) uma representação para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apure se houve ilegalidade por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ao não permitir acesso aos contratos firmados entre o BNDES e os governos de Cuba e Angola.

A representação foi motivada por reportagem da Folha que revelou, em abril, a decisão do ministro Fernando Pimentel, titular da pasta, de
classificar como secretos os documentos sobre os empréstimos às duas nações, o que não ocorreu com contratos de outros 13 países beneficiados por financiamentos do banco estatal. Na ocasião, o governo alegou que os contratos com Cuba e Angola continham informações "estratégicas" e eram "cobertos por sigilo comercial". Apenas em 2012, o BNDES desembolsou US$ 875 milhões para os dois países.
 
Segundo a representação, é preciso apurar se houve conflito com os princípios constitucionais de publicidade e transparência no uso de recursos públicos. A reportagem da Folha tentou obter os contratos de financiamento por meio da Lei de Acesso à Informação, mas teve seu pedido negado, já que os documentos foram classificados como secretos.
 
O senador pede à Procuradoria-geral da República a "imediata abertura de procedimento administrativo" para apurar a conduta do ministro Fernando Pimentel, a instauração de um inquérito administrativo para averiguar "prática de atos de improbidade administrativa", além da requisição da divulgação pública dos termos dos financiamentos feitos a Cuba e Angola. O requerimento sugere ainda o oferecimento de denúncia criminal em face de Fernando Pimentel "se for o caso".
 
(Folha Poder)
 
05 de novembro de 2013
in coroneLeaks