"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O SUCESSO DO "MÍNIMO": A VOLTA DO EXÍLIO DA ALTA-CULTURA

                        
          Artigos - Cultura        

Em 1979 o governo João Figueiredo promulgou a Lei da Anistia. Durante um debate que estendeu-se à toda a nação a tal "Anistia Ampla, Geral e Irrestrita" virou realidade.
Decantada em verso e prosa (como Elis Regina em "O Bêbado e a Equilibrista ", de Bosco e Blanc, ou a versão de "No Woman, No Cry" de Gilberto Gil) a anistia do governo militar permitiu a volta de centenas de exilados e auto-exilados ao país.Todo o país aguardou, festivamente e recebeu mesmo de braços abertos todos aqueles que "partiram num rabo de foguete" de modo a fechar de uma vez a chaga da divisão havida nos anos 60 e seguir em frente.

Infelizmente não aconteceu nada disso, pelo contrário. Começava aí o capítulo mais marcado da decadência da cultura no país. Decadência que foi não foi somente cultural, mas política e econômica.

Economicamente, o modelo adotado durante o regime militar, de perfil fascista/socialista em que um Estado forte "comanda" a economia criando toda a infra-estrutura e sendo dono de boa parte da indústria de base, dava sinais de esgotamento. A inflação comia o poder dos salários, como Beth Carvalho anunciava: "depois que inventaram o tal cruzeiro, eu trago um embrulhinho na mão, e deixo um saco de dinheiro" (Saco de Feijão).

Nos 80, década tida como "perdida", a inflação atingiria os dois dígitos mensais. Na política, o modelo de bi-partidarismo, com Arena e MDB também se esgotava. Com a volta dos anistiados chegaria mesmo ao fim, dando lugar a um pluripartidarismo de araque, em que somente as legendas de esquerda proliferaram.
Nada disso poderia ter tido êxito se não houvesse uma desconstrução cultural cuidadosamente planejada em ação.

O motivo era simples: nem todos que voltaram, como o Fernando Gabeira, por exemplo, o fizeram para retomar suas vidas, viver e redescobrir o país. Nada disso, voltaram mesmo para "acertar contas" com seus algozes dos anos 60.

Começava aí a guerrilha cultural - um dos flancos mais "modernos" da causa esquerdista, herdada diretamente dos protestos de Maio de 1968 (por isso Zuenir Ventura refere-se a ele como "O ano que não terminou") - em que o "movimento" se reagrupava e entrava num momento de análise dos erros e acertos.
Desta auto-análise saíram as conclusões do fracasso dos anos 60:

- O movimento foi elitista e intelectual, nunca atingiu o povão;
- O conservadorismo, principalmente da classe média, que obrigou o exército a agir para resguardar a democracia;
- O exército, claro, a instituição que tirou-os do destino quase alcançado.

Para o primeiro caso, os "intelectuais" do partido escolheram um menino do povo - Luís Inácio da Silva, o Lula, líder de um movimento grevista inédito desde os anos 60 - a quem poderiam doutrinar para ser seu agente.

Para o terceiro, a única alternativa seria criminalizar os que impediram a vitória nos ano 60. Para isso mesmo a própria Lei da Anistia teria de ser revogada. Mas isso só poderia ser feito com o poder nas mãos... Por isso nada foi feito durante algum tempo.

Para o segundo, a tarefa era mais árdua e de longo prazo. Teria de ser combatida seguindo os passos de Antonio Gramsci. Desarmar os inimigos por dentro. Deslocar o eixo do senso comum. Para isso teriam de dominar os "formadores de opinião" do país. Nada que os manuais de tomada comunista já não conhecessem: obter o apoio do "beautiful people", dos intelectuais, promover os amigos, companheiros de viagem e idiotas úteis a formadores de opinião. Criar o "primeiro casal de coelhos". E depois a coisa se reproduziria por si mesma.

As décadas seguintes correram céleres a partir destas premissas. A "queda" do comunismo em 1989 forneceu a cortina de fumaça ideal. Não se lutava mais a favor do comunismo, mas contra uma potência mundial hegemônica e perigosa. A formação do Foro de São Paulo fortaleceu ainda mais os "vingadores" do continente, unindo-os a partir de Cuba. Ao meio da década dos 90, com a adoção do "politicamente correto", introduzido sob os auspícios do governo FHC, a dominação acelerava-se.

Mas eis que em 1996, alguém consegue perceber o que se passa lança o seu "J'accuse": "O Imbecil Coletivo" de Olavo de Carvalho. "Fomos descobertos", devem ter pensado. Olavo foi combatido, debatido e sobreviveu incólume. Em terra de cego quem tem olho é rei? Não no Brasil.

À surpresa inicial e aos primeiros anúncios de primeira página sobre os debates acerca do livro ou de seu autor - que já proliferavam nos cadernos de cultura dos principais jornais do país - foi lançada uma "fatwa" (parecida com aquela lançada contra Salman Rushdie pelos "Versos Satânicos"): ninguém poderia debater com Olavo, ninguém deveria citar Olavo, muito menos respondê-lo. Olavo de Carvalho deveria ser solenemente ignorado.

Olavo tentou, neste meio tempo, unir o que poderia ser a resistência contra a tomada avassaladora da esquerda no país, como setores do exército, dos liberais e dos conservadores. Não resultou.
Ao mesmo tempo, mesmo com a proliferação dos cursos que promovia em diversos locais no país (tenho o privilégio de ter sido um dos organizadores do curso em Porto Alegre, em 2004 e 2005), Olavo começou a ser combatido "por dentro", perdendo seu lugar como colunista em vários veículos importantes do país. Em 2005 deixa o país para um auto-exílio nos Estados Unidos.

A esta aparente vitória de seus retratores, começa uma tímida reação: o Seminário de Filosofiam como o Curso Online de Filosofia, e o True-Outspeak. Com este último, Olavo conseguiu expandir a sua influência a níveis imagináveis.Em 2013, um "olavette" de peso foi incluído à lista, e causa furor: João Woerdenbag, o Lobão. Ex-Blitz, famoso apoiador de campanhas do PT, Lula e etc., descobre a pólvora e lança um petardo. Com o nome de "Manifesto do Nada Na Terra do Nunca", espanta aos próceres da esquerda pelo conteúdo e enfurece-os pelas entrevistas onde cita Olavo de Carvalho.

Neste mesmo ano de 2013, enfim, é lançado um livro - que nem é inédito, pois trata-se de um "the best of" do Olavo, com os melhores textos publicados em diversos jornais e revistas do país entre 1997 e 2012 - "O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota", organizado pelo jovem aluno Felipe Moura Brasil. Sem publicidade, sem investimento em divulgação, é alçado aos primeiros lugares em vendas em todos as listas importantes do país.

À isso, somem-se as dezenas de entrevistas que o autor concedeu aos mesmos veículos que tentaram ostracizá-lo no passado, para imensa satisfação do seu público.

Estas reações, por espontâneas e marcantes, fazem concluir-me duas coisas:
- O Brasil ainda tem esperança, apesar de tudo. Há uma nova geração que percebe a verdade, mesmo depois de décadas de doutrinação, e que vai em sua busca.
- E sim, a cultura parece ter voltado de seu exílio ao país.

11 de setembro de 2013
Luis Afonso Assumpção
é engenheiro e edita o blog Nadando Contra Maré Vermelha.

CONHECENDO O CONSELHO MUNDIAL DE IGREJAS


          Artigos - Movimento Revolucionário        
 
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) descreve-se como “a mais ampla e mais inclusiva dentre as expressões organizadas do movimento ecumênico moderno”.[1]

Seu site ostenta que ele “congrega 349 igrejas, denominações e comunhões eclesiásticas em mais de 110 países e territórios por todo o mundo, representando mais de 560 milhões de cristãos e incluindo a maioria das igrejas ortodoxas do mundo, grande número de igrejas anglicanas, batistas, luteranas, metodistas e reformadas, bem como muitas igrejas unidas e independentes”.[2]

A bandeira sob a qual ele opera é a palavra grega oikoumene (literalmente: “mundo habitado”), que é proeminentemente apresentada em sua logomarca: seu site é oikoumene.org.

No entanto, o Conselho Mundial de Igrejas está longe de ser fiel à teologia tradicional cristã. Ele se concentra em questões socioeconômicas e ecológicas, crê na redistribuição da riqueza e é abertamente pró-palestino.
Em seus primeiros anos, ele funcionava com base no universalismo cristocêntrico: todos irão para o céu, com base na obra expiadora de Cristo. Depois, em meados dos anos 1990, sob a liderança do secretário-geral Konrad Raiser, moveu-se ainda para mais longe da doutrina bíblica, para uma forma mais pluralista de universalismo. Seu paradigma hoje conclama a um novo entendimento, no qual “as distinções institucionais entre a igreja e o mundo e a sociedade desabam diante do passado histórico”.[3]
Em outras palavras, o CMI gosta de pensar o mundo como sendo uma enorme família, e sobre si mesmo como ajudando essa família social e economicamente.

Tentando curar o mundo

Raiser argumenta contra o exclusivismo dos cristãos e crê que todas as religiões, de uma forma ou de outra, englobam Cristo:

“Sempre que as pessoas têm uma experiência da graça e salvação em suas religiões, elas estão se encontrando com o “Cristo escondido” e sua obra, embora não estejam cientes disso. Assim, elas podem ser descritas como “cristãos anônimos”, e a igreja é o “cumprimento” do anseio por salvação que está vivo nas religiões da humanidade”.[4]

O CMI também promove um novo entendimento sobre oikoumene como “casa de vida”, na qual ele acredita que as “dimensões ecológicas, sociais, políticas e eclesiásticas estão ligadas da maneira mais próxima possível”.[5]

O ecumenismo, historicamente, promovia a “unidade” uma vez que se relacionava a igrejas e ao testemunho cristão no mundo. Agora, entretanto, o CMI defende “a unidade de toda a criação de Deus e reconhece toda busca humana como sujeita ao ministério de cura do Espírito de Cristo”.[6]

Conseqüentemente, o ativismo social e político tornou-se a matriz da identidade da organização. O CMI agora descreve testemunho como “falar alto com voz forte para promover a paz, a justiça e o cuidado pela criação de Deus”,[7] e trabalhar para “desafiar uns aos outros a dar testemunho de Jesus Cristo em todos os âmbitos da vida -- pessoal, cultural e socioeconômico”.[8]
Redistribuição de riquezas

A Comissão das Igrejas Sobre Assuntos Internacionais do CMI estava “entre as primeiras organizações não governamentais a obter status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas”.[9]
Debaixo do guarda-chuva do AGAPE (Alternative Globalization Addressing People and Earth [Globalização Alternativa Dirigida às Pessoas e à Terra]), grupo-referência em Pobreza, Riqueza e Ecologia (OWE), o Conselho Mundial de Igrejas promove programas para reparar a disparidade entre a riqueza e a pobreza. Em outras palavras, promove a redistribuição da riqueza.

De acordo com o CMI, o “complexo agro-industrial-econômico” do “Norte global” (isto é, países industrializados, como os Estados Unidos) é essencialmente responsável pelas crises econômicas e ambientais observadas no planeta. Como a maior parte das igrejas do CMI atualmente está nas nações em desenvolvimento da África, Ásia, Caribe, América Latina, Oriente Médio e Pacífico,[10] o Conselho vê regiões como a Europa e a América do Norte como os perpetradores da difícil situação global da atualidade.

Convencido de que as mudanças climáticas e a pobreza são devidas ao impacto do homem sobre o planeta e que a igreja é cúmplice por “perpetuar uma teologia do domínio humano sobre a terra”, o CMI defende “o reconhecimento e a aplicação de um conceito que expresse uma profunda obrigação moral de promover a justiça ecológica, referindo-se à nossa dívida com os povos mais afetados pela destruição ecológica e da terra em si”.[11]

Aparentemente, o CMI também tomou sobre si a responsabilidade por essa redistribuição global da riqueza. O CMI, PWE e AGAPE publicaram uma declaração conjunta sugerindo: “Como parte das recomendações do estudo, seria benéfico discutir a taxação (como um mecanismo explícito para a redistribuição de riquezas e reparação dos danos ecológicos) bem como medidas para fortalecer a prestação de contas e a responsabilidade corporativas (por exemplo, os pactos de integridade entre as corporações e as comunidades)”.[12]

Muitas igrejas destinam fundos para o CMI em seus orçamentos anuais. De acordo com seu site, suas “famílias eclesiásticas” incluem as seguintes denominações: Instituídas Africanas, Anglicana, Assíria, Batista, Católica, Discípulos de Cristo/Igreja de Cristo, Evangélica, Amigos (Quaker), Holiness, Luterana, Menonita, Metodista, Moraviana, Católica Antiga, Ortodoxa (Ocidental), Ortodoxa (Oriental), Pentecostal, Reformada, Exército da Salvação, Adventista do Sétimo Dia, Unida e Unindo, e Igrejas Livres e Independentes.[13]
Se você quiser saber se sua igreja ajuda a sustentar o CMI, recomendamos consultar a liderança da sua igreja.

(Charles E. McCracken -- Israel My Glory – www.foi.com)


Notas:

1. “What Is the World Council of Churches?” [O que é o Conselho Mundial de Igrejas?] World Council of Churches, www.oikoumene.org/en/who-arewe.html.
2. Ibid.
3. Konrad Raiser, Ecumenism in Transition [Ecumenismo em Transição], trad. Tony Coates (Genebra, Suíça: WCC Publications, 1991), 73.
4. Ibid., 57.
5. Ibid., 90.
6. “About the WCC logo” [A Respeito do Logotipo do CMI], World Council of Churches, www.oikoumene.org/en/resources/wcc-logo.html.
7. “Witness” [Testemunha] World Council of Churches, www.oikoumene.org/en/home.html.
8. “The WCC and Christian witness” [O CMI e o Testemunho Cristão], www.oikoumene.org/en/resources/themes/christian-witness.html.
9. Ibid.
10. “What is the World Council of Churches?”
11. “Statement on eco-justice and ecological debt” [Declaração sobre ecojustiça e dívida ecológica], World Council of Churches, 2 de setembro de 2009, www.tinyurl.com/8ngge4k.
12. Meeting of the World Council of Churches' (WCC) Alternative Globalisation [sic] Addressing People and Earth (AGAPE) Reference Group on Poverty, Wealth and Ecology (PWE) [Encontro do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) Globalização Alternativa [sic] Dirigido ao Povo e à Terra (AGAPE) Grupo de Referência à Pobreza, Riqueza e Ecologia (PWE)]”, World Council of Churches, 27 de junho de 2007, www.tinyurl.com/942hzb8.
13. “Church Families” [Famílias da Igreja], World Council of Churches, www.oikoumene.org/en/handbook/churchfamilies.html.

11 de setembro de 2013
Charles E. McCracken
é o diretor canadense de The Friends of Israel em Brampton, Ontário.Publicado na revista Chamada – www.chamada.com.br

"SOU A FAVOR DO ABORTO": ARIOVALDO RAMOS, IPB (IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL) DE FORTALEZA E O "BEBÊ" DA APOSTASIA

      
Quando o PT começou a exigir aborto e homossexualismo, Feliciano mostrou sua forte postura cristã contrária. Ele pôs o oportunismo de lado e permaneceu fiel às convicções cristãs contra o aborto e o homossexualismo. Em contraste, Ari nunca pôs de lado sua fidelidade ideológica quando o PT fazia tais exigências. Ele nem mesmo bocejava. Mas prontamente exigiu a renúncia de Feliciano.

Olhar para um bebê inocente é a coisa mais prazerosa do mundo. Você o pega, com todo o cuidado e carinho, para não deixá-lo cair. Jogar essa preciosidade no lixo? Nem pensar! Não vamos fazer como o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que apaixonadamente apoia o aborto de bebês pobres, que não poderão se tornar gordos dizimistas na igreja dele.
Aborto propositado de bebês humanos é assassinato de inocentes, aos olhos de Deus. Esse tipo de aborto não apoio, jamais.
Mas o que dizer, alegoricamente, do bebê da apostasia? Ele é trazido dentro da igreja, com roupinhas lindas e muitos se apaixonam. Logo, está engatinhando no meio da congregação e no púlpito, se aconchegando no colo do pastor. Quando cresce, é tarde demais para acordar e reagir.
Esse “bebê” chegou tempos atrás à Igreja Presbiteriana de Fortaleza, pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Se tivesse chegado com roupinhas descaradas da IURD, a liderança presbiteriana prontamente enxotaria o “bebê” herético. Mas ele veio embrulhado no pacote certo: o apresentador é líder da Comunidade Cristã Reformada e seu foco na Igreja Presbiteriana de Fortaleza foi falar das necessidades das crianças pobres.
Ariovaldo Ramos: o “reformado” esquerdista

Muitos presbiterianos, que se classificam como calvinistas ou reformados, são muito exclusivistas. Apresentar-se como neopentecostal é, na maioria das vezes, é um jeito garantido de ter portas fechadas. Mas apresentar-se como “reformado” é a chave de ouro que abre muitas portas entre eles. O apresentador “reformado” foi Ariovaldo Ramos, que tem conhecido histórico esquerdista, inclusive com ligação com o Movimento Evangélico Progressista, denunciado recentemente pela ex-integrante Maya Felix como o “braço evangélico do PT.”
O discurso açucarado de defesa de crianças pobres é suficiente para que Ari, como ele é chamado, tenha acesso ao púlpito e ovelhas das igrejas reformadas, calvinistas e presbiterianas.
Usar crianças necessitadas como plataforma da ideologia socialista é meramente um golpe — não muito diferente da enganação que os pedófilos usam para alcançar seus objetivos. O estuprador não chega até as crianças dizendo que vai violentá-las. Ele lhes oferece doces para enganar. Os estupros vêm depois. De forma semelhante, o evangélico esquerdista não prega que está vindo com heresia. Ele apresenta uma plataforma de caridade, especialmente de ajuda às crianças pobres, para enganar. Os estupros espirituais, psicológicos e ideológicos vêm depois.
A presença de Ari na IPB de Fortaleza foi denunciada a mim pelos membros, que ficaram chocados que um dos maiores líderes da Teologia da Missão Integral tivesse conquistado espaço para falar com autoridade na igreja deles. Eles me informaram que, graças ao meu livro “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” (disponível neste link: http://bit.ly/11zFSqq), eles puderam estar de sobreaviso sobre Ari e seu ensino.
Por baixo do discurso pró-criança de Ari há a ideologia marxista. Ari se diz contra a violência — mas louvou Hugo Chávez, promotor da ideologia comunista, que assassinou mais de 100 milhões de pessoas no mundo inteiro.
Ari diz que defende as crianças — mas sempre apoiou o PT, cuja plataforma política adota oficialmente a legalização do aborto, a maior violência contra as crianças. Aliás, de acordo com o jornalista Edson Camargo, Ari também favorece o aborto.
Quando toda a mídia esquerdista atacou o Pr. Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Ari ajudou a liderar um movimento evangélico esquerdista que fez coro com os esquerdistas seculares que queriam a cabeça de Feliciano.
Como Ari, Feliciano também apoiou o PT na eleição presidencial, mais por oportunismo e ignorância do que por ideologia. Mas quando o PT começou a exigir aborto e homossexualismo, Feliciano mostrou sua forte postura cristã contrária. Ele pôs o oportunismo de lado e permaneceu fiel às convicções cristãs contra o aborto e o homossexualismo. Em contraste, Ari nunca pôs de lado sua fidelidade ideológica quando o PT fazia tais exigências. Ele nem mesmo bocejava. Mas prontamente exigiu a renúncia de Feliciano. Para Ari & Cia, a oposição de Feliciano ao aborto e ao homossexualismo é mais ameaçadora do que as exigências pró-aborto e pró-homossexualismo do PT?
Se até os televangelistas pentecostais e neopentecostais sacrificam seu oportunismo quando o monstro socialista exige o sangue das crianças em gestação, por que protestantes reformados como Ari não conseguem sacrificar sua Teologia da Missão Integral que é amante da ideologia marxista?
A denúncia que me chegou foi que o evento de Ari na IPB de Fortaleza focou muito, em nome da Visão Mundial, na doação de dinheiro “para ajudar as crianças necessitadas.” Foi um ato quase que não muito diferente do que a IURD faz, pressionando os membros para dar para Deus, quando na verdade o dinheiro engorda a fortuna do bispo pró-aborto.
Na IPB de Fortaleza, o desafio foi “dar para as crianças,” mas em nome da Visão Mundial. E para onde vai de fato tal fortuna? Anos atrás, a Visão Mundial, conforme denuncia meu livro, financiou um importante congresso de líderes da Teologia da Missão Integral no Brasil.
De acordo com minha fonte presbiteriana, no evento na IPB de Fortaleza foi louvada a atuação política de Ferrúcio Feitosa, um presbiteriano que é um político influente do Partido Socialista Brasileiro no Ceará.
Este artigo só foi possível porque um membro da IPB de Fortaleza procurou meu endereço eletrônico para pedir ajuda. Ele disse: “Escrevi essa mensagem para que você use, se quiser, qualquer informação que for útil no seu blogue para desmascarar essa gente que usa o Evangelho com fins políticos. Eles usam argumentos justos como a caridade com os necessitados, para conseguir apoio e se tornarem conhecidos nacionalmente para defender as ideias que nós já conhecemos. A caridade é uma obrigação do cristão para com os desfavorecidos, mas não aceito fazer caridade através de organizações esquerdistas.”
Sinto-me constrangido que os membros da IPB tenham de recorrer a mim, e não a um de seus líderes, sobre a infiltração em suas congregações de marxistas mascarados de protestantes “reformados.” Seus pastores, se estivessem com o juízo no lugar, saberiam que sua obrigação é enxotar de seus púlpitos o “bebê” da Teologia da Missão Integral. Eu recomendaria abortar esse “bebê,” que ainda nem cresceu, mas já mostra seus frutos podres.
Apostasia de grandes igrejas “reformadas” no Primeiro Mundo

Não é preciso ser profeta para ver longe onde isso vai dar. As grandes denominações protestantes do mundo estão embarcando na apostasia homossexual. Denunciei que o arcebispo anglicano Desmond Tutu ameaçou ir para o inferno se Deus não parar de condenar o homossexualismo. Mas a Igreja Anglicana, que já tem há anos um bispo homossexual que é conselheiro oficial do presidente Barack Obama, não é a única grande denominação protestante a abraçar a apostasia homossexual. A PCUSA, que é a maior denominação presbiteriana dos EUA, já ordena pastores gays.
A maior denominação presbiteriana da Escócia, que sempre foi referência e modelo internacional entre os presbiterianos, foi apoiada pelo apóstata Desmond Tutu em sua decisão de ordenar homossexuais praticantes como pastores.
Em inédita maturidade herética, os líderes denominacionais da Igreja Presbiteriana da Escócia lançaram documento oficial que diz que os judeus não têm nenhum direito à Terra Prometida. Daqui a pouco, vão dizer que Deus e seus anjos também não têm nenhum direito de habitar o Céu!
Entre eles, o “bebê” cresceu e já não pode ser mais abortado.
Mas dá para abortar esse “bebê” em muitas igrejas no Brasil. Estou fazendo a minha parte, defendendo com todas as minhas forças esse tipo de aborto. No que se refere ao “bebê” da Teologia da Missão Integral, sou “pró-aborto.”
Se não abortarmos hoje a apostasia esquerdista e homossexualista do nosso meio, essa apostasia vai abortar casamentos, a sã doutrina e as crianças.
Precisamos reagir sem demora. A Igreja Anglicana, que foi uma das primeiras denominações protestantes a ordenar pastores e bispos gays, foi também, quase um século atrás, a primeira denominação protestante a legalizar o uso da contracepção, que essencialmente representa a rejeição de crianças, que são bênçãos de Deus. Hoje, quase todas as igrejas evangélicas seguem a apostasia anglicana da contracepção (http://bit.ly/13NJgOA). Por quanto tempo então essas igrejas conseguirão evitar embarcar na apostasia homossexual dos anglicanos?
A IPB tem um imenso reservatório teológico. Mas se não conseguir colocá-lo em prática nas questões essenciais que estão afetando diretamente a sociedade, a igreja e seus membros — do jeito que Silas Malafaia e Marco Feliciano fazem —, acabarão embalando um “bebê” que Malafaia, Feliciano e eu não teríamos dificuldade de abortar.
Niterói: grande reduto “reformado” esquerdista

A IPB de Fortaleza precisa ganhar a conscientização que alguns de seus membros já têm. E Niterói, que é um importante centro de influência reformada e calvinista, precisa de igual conscientização, para que Ariovaldo Ramos não consiga transitar, com seu infame “bebê,” tão livremente ali. Nas igrejas reformadas de Niterói, criticar a Teologia da Missão Integral ou Ari é “pecado” quase tão grave quanto blasfemar contra o Espírito Santo!
Outro grande incriticável é Robinson Cavalcanti, fundador do Movimento Evangélico Progressista, considerado por Ari como um “profeta,” que passou toda a sua vida ministerial semeando o marxismo nas igrejas e, no final da vida, foi assassinado pelo próprio filho. Criticar Cavalcanti ou Ari em Niterói é “pecado” tão grave quanto atacar um dos santos profetas do passado. (Um dos recomendadores calvinistas de Ari em Niterói é registradamente o Pr. Renato Vargens.)
Niterói já foi sede das atividades de Caio Fábio, nos tempos em que ele era o mais importante reverendo da IPB e o mais importante calvinista do Brasil. Mas ele nunca foi repreendido, nem em Niterói nem pela IPB, por criar em seu meio o “bebê” da Teologia da Missão Integral. Antes de sua queda por escândalos sexuais e financeiros, Deus já estava enviando “profetas” para alertá-lo de sua queda espiritual, mas ele mantinha fechadas as portas de seu ministério e de sua vida para alertas proféticos.
As igrejas reformadas de Niterói que estavam abertas para o Caio Fábio da Teologia da Missão Integral estão hoje abertas para o Ari dessa mesma teologia.
Essas mesmas igrejas não teriam dificuldade de fechar suas portas e púlpitos para Macedo e seu baalismo pró-aborto. Mas por que com Ari é diferente? Apoiar Hugo Chávez como ele fez não é gravíssimo? O que conta na balança é ele ser líder da Comunidade Cristã Reformada? E se Macedo fosse fundador de uma Igreja Reformada Universal do Reino de Deus? Aí a história mudaria e as portas e púlpitos se abririam?
Rev. Marcos Amaral: mau exemplo “reformado” no Rio de Janeiro

Eu gostaria muito, então, que o Rev. Marcos Amaral, que também é fã de Hugo Chávez, se apresentasse como líder da IURD. Só assim sua punição e exclusão seriam sumárias e irrevogáveis. Por enquanto, como líder da IPB, ele tem, como Ari, levado seu “bebê” nas congregações da IPB do Rio sem enfrentar portas e púlpitos fechados.
No meio pentecostal e neopentecostal, Macedo e sua apostasia abortista estão isolados. A ideia pró-aborto dele é abortada logo que tenta entrar em outras igrejas. Que esse exemplo inspire os protestantes reformados a isolarem Ari e outros promotores reformados da Teologia da Missão Integral.
Quer entre igrejas pentecostais, neopentecostais ou reformadas, o “bebê” da apostasia esquerdista precisa ser isolado e abortado. Precisamos urgentemente assumir uma postura radicalmente “pró-aborto” diante do avanço da Teologia da Missão Integral, não só na IPB, mas também em todas as igrejas do Brasil.
11 de setembro de 2013
Julio Severo
 

O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A FOLHA DE S.PAULO: ENTREVISTA E NOTAS SOBRE "CRUZADAS ANTI-IDIOTAS"

           
          Media Watch - Folha de S. Paulo 

folha1

Minha entrevista para a Folha de S. Paulo está colada abaixo - mas primeiro algumas considerações sobre este trecho da matéria publicada no domingo, com o título "Cruzada anti-idiotas":
"(...) Felipe Moura Brasil foi responsável pela seleção do material. 'E agora o reparto com você, leitor, na esperança de que também se afaste da condição de bichinho e se eleve à altura dos anjos', escreve o jornalista na empolgada apresentação do volume. (...)"

Eu me empolgo, na verdade, é lendo a Folha de S. Paulo. O repórter Marco Rodrigo Almeida cita esta minha frase sem dizer que ela alude a um trecho da obra de Olavo de Carvalho [sobre o impulso fundamental para o conhecimento] citado logo antes na minha apresentação de '
O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota', como vocês aí que leram sabem bem. Omitindo isso e o senso de humor que permeia todo o texto, fica parecendo, é claro, uma pura "empolgação" juvenil de devoto deslumbrado - imagem tradicionalmente lançada pelos invejosos sobre qualquer admirador do maior filósofo brasileiro, ainda que este admirador explique seus motivos no instante mesmo em que apresenta o calhamaço de 616 páginas que organizou para prová-los somente em parte.

Empolgação, a rigor, é dizer que o livro "dispara contra políticos e intelectuais (...), artistas, o MST, o movimento gay e as recentes manifestações no país", quando o conteúdo do livro foi fechado antes do início dessas manifestações, de modo que não há - nem poderia haver - uma linha sequer a respeito. Na típica ânsia de retratar Olavo como uma metralhadora giratória, o repórter sim se empolgou e, não tendo lido nem sequer o mínimo do "mínimo", acrescentou um alvo que só é mencionado na entrevista que o autor agora lhe concedeu e, notadamente, em função de sua própria pergunta.

Eu sei que devo estar exigindo demais de um jornalista da Folha, que, ademais, já levou "seu quinhão de farpas" do Olavo pelas suas "parcas linhas", segundo ele mesmo afirmou - talvez sem ainda acreditar em como conseguiu estar tão errado escrevendo tão pouco (e olha que os
dois trechos mais constrangedores foram vetados, hein). Mas o que posso fazer se o sr. Almeida consegue errar mais um pouquinho? O que posso fazer se ele confunde o conteúdo do livro com o da entrevista, as correções de um professor com farpas, o convite ao conhecimento com empolgação? O que posso fazer senão a pergunta: será, afinal, tão difícil assim colocar-se no papel de aprendiz diante de alguém mais sábio e, senão compartilhar, ao menos respeitar a admiração de seus discípulos?

Não tenho esperanças de que o sr. Almeida chegue à altura dos anjos, mas, se ele passar da de seus editores na Folha, estou certo de que já terá valido a pena.


folha2


Segue a entrevista que lhe concedi por e-mail, e que não foi publicada no domingo, quero crer, porque a do autor era naturalmente mais importante e já ocupava muito espaço - e não porque seriam "farpas" demais para o sr. Almeida e a Folha engolirem de uma vez só:
1) Como e quando você conheceu o Olavo?

Eu nunca conheci o Olavo pessoalmente. Conheci, como leitor, seus artigos de jornal quando ele ainda escrevia no Globo e alguns anos depois me aprofundei nos estudos de sua vasta obra filosófica, lendo todos os seus livros e apostilas, bem como virando aluno de seu curso online: o Seminário de Filosofia. Em 2010, o editor do site Mídia Sem Máscara, criado pelo Olavo, Edson Camargo - que tampouco conheço pessoalmente - passou a publicar meus artigos, de modo que me tornei colaborador frequente; mas a primeira vez que o Olavo falou de mim foi em 2012, quando leu, elogiou e comentou em seu programa virtual de rádio True Outspeak o meu “Soneto do estudante sério”, o qual lhe dediquei. Meses depois, somente após apresentar o projeto do livro ao editor-executivo da Record, Carlos Andreazza, e receber “carta branca” para procurar o Olavo, é que fui trocar e-mail diretamente com ele, que adorou de imediato o formato e não colocou freio algum para que eu o desenvolvesse.

2) Por que teve [a] ideia de organizar esse livro?

O maior problema do Brasil é a confusão mental. Enquanto este não for minimamente resolvido, não há qualquer possibilidade de resolver todos os outros. E nenhum outro intelectual brasileiro tem uma obra tão extraordinariamente educativa quanto a do Olavo de Carvalho. Quanto mais eu a estudava, para muito além da caricatura que seus adversários fazem dela sem conhecê-la, e sem jamais refutá-la, mais eu sentia a necessidade de mostrá-la aos amigos, leitores e brasileiros em geral. A disparidade de nível de consciência entre as pessoas do meu meio intelectual - na internet e nos livros – e as do meu meio social imediato – no Rio de Janeiro – me obrigava a isso. Era urgente tornar aquela obra mais acessível e atraente ao leitor comum, para falar diretamente ao coração dele sobre temas fundamentais como juventude, conhecimento, vocação, cultura, pobreza, fingimento, inveja, educação, discussão, linguagem, bem como informá-lo, com todas as devidas provas e referências, das forças políticas, intelectuais e jornalísticas que o manipulam. O resultado, como disse o Olavo, foi “uma descrição e uma interpretação da experiência mental brasileira no panorama do mundo”, ou “uma fenomenologia das transformações ocorridas no Brasil nos últimos quarenta anos”. Vale registrar que o livro condensa apenas a terça parte de sua obra, que é a de crítica cultural, sendo as outras duas as de história da filosofia e de produção filosófica propriamente dita.

3) Você acha que o pensamento conservador tem encontrado mais espaço na sociedade brasileira?

A sociedade brasileira é conservadora, como esta mesma Folha já informou aos seus leitores diversas vezes, ainda que de maneira atenuada, como por exemplo na reportagem “Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha”, de 25/12/2012, disponível neste
link. As pesquisas sempre comprovam isso, e nosso livro tem inclusive uma seção intitulada “Povo & representação” que trata justamente desse assunto, trazendo ainda mais dados a respeito. O “pensamento conservador” não precisa encontrar espaço no tecido da sociedade brasileira, porque ele já é o pensamento da sua própria população. Quem precisou não encontrar, mas “ocupar espaços”, na expressão do ideólogo comunista Antonio Gramsci, foi justamente o “pensamento progressista”, que ocupou a mídia, as escolas, as universidades, o mercado editorial, o show business, seguindo a estratégia bem-sucedida de tomada do poder político através da “revolução cultural” gramsciana, denunciada por Olavo de Carvalho desde o seu livro 'A nova era e a revolução cultural', de 1994. A população não sabe que a quase totalidade do “pensamento” que aparece nos meios de comunicação, como entre os colunistas desta mesma Folha, à exceção de João Pereira Coutinho, é “progressista”. O pensamento progressista virou o pensamento puro e simples, a coisa normal, enquanto o “pensamento conservador”, que é o do povo, precisa ser rotulado como tal, normalmente associado ao atraso, ao retrocesso, ao reacionarismo, quando não ao extremismo. Por que, quando se fala em um filósofo como Olavo de Carvalho, cuja obra vai muito além de qualquer rótulo de viés político, é preciso se falar em “pensamento conservador”, e quando se fala em qualquer colunista progressista, cuja obra não vai além de artigos de jornal, ele é tão somente um intelectual? Essa e outras respostas também estão no nosso livro.

4) Seu texto de introdução é bastante enfático a elogiar Olavo de Carvalho. O que esse contato com ele representou para você?

O contato com a obra do Olavo me trouxe a descrição exata da realidade ao meu redor, da mentalidade das pessoas, da atmosfera de fingimento e enganação que eu sentia no dia a dia, da cultura decadente do meu país, dos métodos de manipulação da linguagem e da consciência empregados por aqui, de tudo enfim que era importante saber para levar uma vida inteligente no Brasil, recuperando o seu sentido mais elevado. Não existe melhor antídoto contra o provincianismo mental brasileiro do que ler Olavo de Carvalho. E é uma honra imensa vê-lo felicíssimo com o resultado dos meus esforços. Olavo disse que nem podia ficar falando muito de mim, senão os outros iam pensar que ele estava rezando para “São Felipe Moura Brasil”... Eu dei gargalhadas emocionadas. Ele é assim: de uma generosidade e de um senso de humor que seus difamadores não são sequer capazes de conceber.

5) Sei que o título do livro inclui um tanto de provocação, até mesmo para atrair o leitor. Mas não seria, digamos assim, antifilosófico atribuir que [quem] não compartilha um tipo de pensamento é um idiota?

“Antifilosófico” é pressupor que chamamos de idiota quem não compartilha o tipo de pensamento exposto em algumas partes do livro. Não é a divergência de opinião que faz um idiota. É a absoluta ignorância de certos conhecimentos, informações, fatos e análises lógicas, sem os quais o sujeito se torna presa fácil aos manipuladores mais espertos: um “idiota útil”, como Lênin se referia a seus colaboradores inconscientes. As pessoas que ficam cheias de “mimimi” com o título - que já é um fenômeno de vendas - normalmente não sabem sequer o significado da palavra idiota, e tomam isso como um xingamento qualquer. Citando Olavo: “Em grego, ‘idios’ quer dizer o mesmo. ‘Idiotes’, de onde veio o nosso termo idiota, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez.” O livro é um convite para enxergar além de si mesmo, além da mídia, além de toda uma cultura ambiente fabricada para formar idiotas. Como posso aliás não chamar de idiotas aquelas pessoas que, contaminadas pela demonização do “pensamento conservador”, acreditam mesmo que o “pensamento” que recebem prontos da TV e dos jornais é tão lindamente puro quanto o coração da Virgem Maria?


* Leia também a
matéria do Diário do Comércio sobre o livro [reproduzida no Mídia Sem Máscara], com mais uma entrevista imperdível concedida por Olavo de Carvalho.


* Até Rodrigo Constantino, que teve muitas desavenças com o autor, recomenda "O mínimo" no site da revista Veja: "Não seja idiota: leia o livro de Olavo de Carvalho".

11 de setembro de 2013
Felipe Moura Brasil

O BRASIL RUMO AO APARTHEID

                     
          Artigos - Governo do PT 
Os tribunais raciais vão se espalhando em nosso país. Na semana passada, foi lançado no Distrito Federal e localidades adjacentes o programa Juventude Viva - Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra. Parece que os brancos pobres desmerecem os serviços do estado, ou que são eles os culpados pela violência contra negros.

Segundo dados levantados pela Agência Brasil entre 2006 e 2011, a taxa de homicídios de negros aumentou 9%, enquanto que a de brancos, caiu 13%.


“As políticas existentes hoje não têm um conteúdo étnico-racial. São políticas que não trabalham a questão da especificidade. Temos que trabalhar as questões específicas da população negra, que sofreu muito tempo de exclusão em várias áreas, como educação, trabalho e saúde”. Assim declarou o secretário Especial de Promoção da Igualdade Racial do DF, Viridiano Custódio, afirmando que o grande diferencial do Juventude Viva é o foco na comunidade negra das periferias.

Há um gato escondido com rabo de fora na argumentação acima. Não defendo a morte de ninguém, e considero muito relevante que estatísticas sejam usadas para termos uma ideia da situação da criminalidade. Entretanto, noto que há uma tensão especialmente focada no fato de ter havido o aumento de assassinatos de negros justamente em contraposição à diminuição da ocorrência entre brancos, o que parece ter sido inadmissível para os responsáveis pelas políticas sedizentes de igualdade racial. 
 
A reportagem da Agência Brasil que publicou a estatística acima introduz sua matéria com o relato de um menino negro de 11 anos que foi morto pela polícia militar, por supostamente ter sido confundido com um traficante, para em seguida informar que ele foi um dentre 35.207 cidadãos negros assassinados no país em 2011.
Outro caso relatado foi o do gari Rogério Silva dos Santos, morto em 2006 por um grupo de extermínio na Baixada Santista, em São Paulo, quando saiu para comprar remédios.

A notícia acima foi elaborada segundo uma regra clássica de indução ao engano: sua malícia está em sugerir aos leitores que os demais 35.205 cidadãos negros assassinados em 2011 foram mortos em situações semelhantes, especificamente em decorrência do racismo. Notem que nem mesmo fica claro se a morte do menino e do gari foram realmente motivadas por racismo.
Atentem para a declaração da mãe do gari:

Para a mãe de Edson, os negros são as maiores vítimas, porque moram nas áreas mais pobres da cidade. Segundo ela, o Estado ainda mantém uma postura racista, mesmo 125 anos após a abolição da escravatura no país”.


Qual a relação entre a criminalidade nas favelas com a preferência ao assassinato de negros? Será que não há mais mortes de negros justamente porque nestes locais eles são a parcela majoritária de moradores?
Talvez isto possa ser respondido pelo coordenador da organização não governamental (ONG) Observatório das Favelas, Jaílson de Souza, para quem “o aumento da taxa de homicídios de negros tem relação com a mudança geográfica dos assassinatos no país.
Nos últimos anos, enquanto o Sul e o Sudeste têm vivenciado a redução das taxas de homicídios, o Norte e Nordeste têm visto um aumento da violência”. Concordo com ele. Pelo menos, estatisticamente isto é verídico. Todavia, a reportagem utiliza esta informação não como um dado contraditório que é, mas justamente como um reforço do que pretende demonstrar, isto é, que os negros nortistas e nordestinos estão sendo assassinados por racismo.

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Barros, declarou que “é um paradoxo se ter uma violência letal tão grande entre negros”, ao mesmo tempo em que são instituídas várias ações afirmativas para essa população. “Só podemos atribuir isso à permanência do racismo como um fator de desumanização das pessoas negras, fazendo com que a vida de um jovem negro apareça como tendo um valor tão pequeno já que ela está sendo desperdiçada em tão grandes números.”

Ao contrário do que pensa a Sra. Ministra Luiza Bairros, desconfio que não haja um “paradoxo” entre o aumento da violência entre negros e as políticas governamentais tomadas por seu governo e ligadas a eles, mas que, ao contrário, estas sejam as suas causas diretas. O estímulo ao afrouxamento dos laços familiares em favor do aumento da dependência dos benefícios estatais, a criação de privilégios (cotas) que desprestigiam os méritos, a bajulação da cultura da favela e a cumplicidade do PT com as Farc, e portanto, com o tráfico de drogas, podem ser algumas das ações que estejam marginalizando e segregando os negros, a pretexto de integrá-los.

Além disso, inconseqüente é o adjetivo mais concessivo que se pode dar à afirmação de que o aumento do número de assassinatos de negros possa ser atribuído à permanência do racismo. Cínica seria a qualificação mais apropriada. Ora, quantos negros têm sido assassinados por negros? Será que há mais brancos assassinando negros do que negros assassinando negros? Será que há mais brancos assassinando negros do que negros assassinando brancos? Dentre os brancos que assassinaram negros, houve comprovação de racismo ou outros motivos?

As políticas socialistas fundamentam-se no que tenho denominado “a sociedade de trincheiras”, em contraposição à célebre obra do pensador Alain Peyrefitte, “A Sociedade de Confiança”. Nas sociedades onde prevalecem as políticas de trincheiras, o qual o estado maquiavelicamente incita a população à divisão entre os concidadãos em grupos especiais de ódio ou de interesses, como forma de lucrar poder por meio da prestação de seus serviços de intermediação de conflitos.

No Brasil, a justiça do trabalho, cuja origem remonta ao fascismo italiano, alega ser não uma justiça de exceção, mas sim uma instância especializada da justiça comum, conquanto opere sobre princípios completamente diferentes desta, de tal forma que nenhum empresário ou empregador ingressa em suas instalações sem se sentir prejulgado como culpado. “– Você está sendo chamado aqui porque foi acusado de cometer uma injustiça contra um trabalhador”, eis um pensamento que traduz a essência desta instituição.

Não há como, portanto, vislumbrar uma situação de igualdade entre dois brasileiros para quem a Constituição supostamente garantiu a “igualdade de todos perante a lei”. Para a justiça do trabalho, o trabalhador é um cidadão de categoria hierarquicamente superior ao empregador.

Em um excelente vídeo, o economista José Monir Nasser comenta sobre um diálogo que certa vez teve com uma investigadora de uma Delegacia da Mulher. Assim perguntou: - Vem cá, o que acontece quando uma mulher apanha da vizinha e vai lá reclamar que apanhou da vizinha? – Nada. – Como, nada? – Não, porque a gente só atende aqui quando o agressor é homem. – Ué, pêra aí, então não é Delegacia da Mulher, é Delegacia contra o Homem.

Da mesma forma, adianto, ocorrerá com o Juventude Viva. Ora, segundo a lógica da política, não faria sentido nenhum instalar um programa de redução da violência contra negros que não tivesse por pressuposto que os eles estejam sendo vítimas... de brancos! Desta forma, o que se tem aí, apostem se quiserem, é um programa de incitação ao ódio e ao racismo de negros contra brancos.

Porém, há ainda mais: Em outra reportagem relacionada à criação do sobredito projeto, intitulada “Manifestação em São Paulo pede o fim da violência contra negros e pobres”, que avento, pode muito bem ter sido criada intencionalmente para servir como fato motivador da criação do Juventude Viva, Douglas Belchior, membro do conselho geral da Uneafro Brasil, uma das entidades que organizaram o ato, defendeu a desmilitarização da polícia e o reconhecimento, pelo governo, da existência de milícias e grupos de extermínio em São Paulo.





Como qualquer pessoa atenta pode perceber, o que aí prospera não é exatamente uma reivindicação no sentido de proteger os negros da violência do racismo, mas ao contrário, de usá-los como escudos humanos para a proteção dos grupos criminosos. Ora, qual a incompatibilidade entre o modelo institucional da polícia militar e os negros? Não há dignos policiais negros nas corporações? Além disso, conquanto eu me posicione extremamente contrário aos chamados grupos de extermínio, hei de perguntar: o alvo destes grupos tem sido os negros ou as gangues de criminosos e meliantes?

Prevejo que a evolução desta estrovenga seja a futura criação de delegacias e tribunais “especializados”, o que servirá para adicionar mais lenha à fogueira e jogar mais brasileiros uns contra os outros.

Em Ruanda, a crescente propaganda instigada contra a etnia Tutsi, acusada de explorar e discriminar os hutus, teve como conseqüência um dos maiores genocídios da história, com mais de um milhão de almas, que foi sistematicamente ocultada pela imprensa nacional. Os tutsis, embora também negros, mas diferenciados dos hutus por algumas características fisionômicas e sociais, representaram naquele país o papel que os brancos sofrem aqui. Se não desfizermos tamanho malefício, temos todos os motivos para temermos o pior.

11 de setembro de 2013
Klauber Cristofen Pires

TRÁFICO DE ÓRGÃOS NA CHINA

Menino tem olhos arrancados pelo tráfico de órgãos na China
 
Guo Bin cego para sempre.
Sistema chinês torna lucrativos crimes atrozes

Guo Bin é uma criança de seis anos que brincava nas ruas de sua cidade de Shanxi, no norte da China.

Um dia, sumiu, foi procurado e encontrado quatro horas depois chorando de dor e com o rosto banhado em sangue.

Ele foi drogado por traficantes de órgãos que lhe arrancaram os olhos numa operação típica do mercado negro de órgãos para transplantes, informou o jornal britânico “The Daily Mail”.

Os olhos foram achados perto do local, mas sem córneas, objetivo do inominável ataque.

Na China, os hospitais públicos – únicos existentes – não exigem nenhum certificado de procedência ou doação, nem mesmo testes básicos, sobre o órgão apresentado para enxerto.

A lei chinesa exige certificados e testes, mas dinheiro e corrupção passam por cima.

O próprio governo comercia os órgãos arrancados de condenados a morte, por vezes executados só para tirar o órgão desejado. É uma consequência inevitável do materialismo socialista.

O desespero do pai
O desespero do pai

Leia mais:

 “Comércio de órgãos humanos se apoia em execuções capitais na China”

O pai de Binbin estava devastado, a lei só permite ter um filho, e agora ele ficou cego para sempre.
“Suas pálpebras estavam viradas para dentro e seus glóbulos oculares não estavam mais”, disse em prantos.
O materialismo marxista criou o ambiente para o boom da “safra” ilegal de órgãos humanos. Algumas das partes humanas vão para a exportação num negócio multimilionário.

O socialismo chinês também é líder no “turismo de transplantes” que atrai ricos do exterior dispostos a pagar qualquer soma.

Um grupo internacional de médicos lançou um apelo para que as revistas especializadas do mundo impeçam a publicação de artigos vindos da China sobre pesquisas de transplantes.

Arthur Caplan, professor de Ética Médica na Universidade de New York e porta-voz da associação “Médicos contra a colheita forçada de órgãos” declarou que o fato parece “inimaginável, mas não surpreende” em virtude da bem conhecida “indústria do transplante” acobertada pelas autoridades socialistas chinesas.

Guo Bin ‘sofrerá danos físicos e psicológicos inimagináveis’ acrescentou.
Parentes em volta da criança cruelmente mutilada
 
“Os ‘turistas pelo transplante’ – explicou o Dr. Caplan – viajam para a China com o dinheiro necessário para encomendar o órgão que precisam.

“E se um prisioneiro da Justiça preenche as condições requeridas, ele é julgado, tirado da sala e executado na hora”, disse.

Simultaneamente ao caso de Guo Bin a polícia chinesa disse ter debelado uma rede de traficantes de joelhos que incluía quatro médicos e enfermeiras. Para lavar um pouco o rosto...

O médico de Hong Kong Dennis Lam ofereceu operar o menino de graça em Shenzhen (sul da China, na área de influência de Hong Kong) para lhe colocar implantes oculares.

“O menino não tem mais o globo ocular, por isso colocamos implantes. É um globo artificial que dá volume ao olho”, explicou o médico.

11 de setembro de 2013
in blog pesadelo chinês

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Dilma tem de explicar problemas na Petrobrás e o Mensalão no Trabalho que independem da “espionagens”
 
A Presidenta Dilma Rousseff não tem condições morais de reeditar seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para alegar que nada sabia sobre megaproblemas (como os que ocorrem na gestão de vários projetos da Petrobrás) ou de megaescândalos (como a milionária reedição do mensalão no Ministério do Trabalho). Por isso, torna-se ridícula qualquer bravata contra a espionagem praticada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA contra o governo brasileiro, seus integrantes e suas estatais de economia mista.
Dilma e seu Presidentro Lula, na verdade, estão morrendo de medo do conteúdo, que venha a ser vazado midiática, policial e judicialmente, de tudo que a espionagem norte-americana registrou. Por isso, o rugido de guerra da Dilma contra o governo Barack Obama só pode ser encarado como um espetáculo do teatrinho do João Minhoca. Soam como piadas as ameaças de que vai denunciar os EUA na abertura da próxima assembleia geral da ONU, em 24 de setembro, ou de que vai adiar, em retaliação, a visitinha a Washington que faria em 23 de outubro, a convite da própria Casa Branca.
A casa do governo tem tudo para desabar. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou convite para ouvir autoridades estratégicas do governo Dilma sobre as denúncias de espionagem norte-americana, principalmente contra a Petrobrás (o calcanhar de Aquiles da petralhada). Terão de depor aos senadores as super-poderosas Maria das Graças Foster, presidente da estatal de economia mista, e Magda Chambriard, presidente da Agência Nacional de Petróleo. A CAE também quer ouvir, em audiência pública, os ministros Celso Amorim (Defesa), Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), e o General José Elito (Segurança Institucional).
Os depoimentos tendem a dar em nada, como de costume. No entanto, provocam um mega-desgaste no Governo Dilma-Lula-Dirceu.      
Sem fim?
O ministro Gilmar Mendes advertiu ontem que, se o Supremo aceitar os embargos infringentes como algo legítimo de ser apreciado, o julgamento do Mensalão tem data indefinida para terminar.
Pois esta é realmente a finalidade chicaneira e juridicamente golpista dos defensores dos mensaleiros: adiar ao máximo a decisão final, para que as condições políticas fiquem ainda mais favoráveis ao PT, e se consiga mudar o resultado do julgamento da Ação Penal 470, a partir da nova configuração do STF.
O que é fundamental indagar é: o que pode acontecer, institucionalmente falando, se o julgamento do Mensalão só acabar no dia de São Nunca?
O Aposentável
Senso do Ridículo
Foi emblemático o recado do ministro Gilmar Mendes, sob o risco de aceitação dos embargos infringentes como recurso válido, que pode mudar as sentenças do Mensalão:
“Eu sempre digo o seguinte: a gente tem que rezar para não perder o senso de justiça. Mas se Deus não nos ajuda, pelo menos que rezemos para que não percamos o senso do ridículo”,
Gilmar votará contra os embargos, assim como já votou o ministro Joaquim Barbosa, mas o voto dos demais ministros é uma hiper incógnita...
Vale repetir
O Alerta Total insiste na tese de ontem:
No estágio atual da perigosa bagunça institucional tupiniquim, não dá para conceber que o Supremo Tribunal Federal cometa o desatino de proclamar que seu regimento interno vale mais que uma lei, para aceitar os embargos infringentes que podem salvar muitos ilustres condenados no Mensalão, revendo as penas dadas inicialmente.
Como o desfecho do Mensalão envolve interesses muito acima dos nacionais, qualquer decisão do Supremo pode gerar um tsunami institucional.
Direção automática
Já pensou se o governo brasileiro fosse dirigido com essa precisão do carrinho alemão?
É o Dia?
Perguntar, nunca ofende, mesmo que com ironia…
Será que hoje teremos um “11 de setembro” no STF?
Ou os ministros deixarão as frágeis torres de nossa Justiça em pé, protegidas do golpismo jurídico petralha?
Conversa no além...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

11 de setembro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.