"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

FACHIN MANDA APURAR SE CADE E PETROBRAS FAVORECERAM JBS A MANDO DE LOURES


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Charge do Mário (Humor Político)O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Justiça Federal em Brasília investigue se funcionários do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Petrobras cometeram crimes em uma negociação envolvendo o grupo J&F, proprietário do frigorífico JBS. Em despacho assinado nesta quarta-feira (28), o ministro atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para enviar para a primeira instância cópia da investigação sobre o presidente Michel Temer e o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, ambos do PMDB.
Os dois são acusados de corrupção passiva por terem recebido propina para favorecer a J&F no Cade, em processo envolvendo a Petrobras para diminuir o preço do gás fornecido pela estatal para um termelétrica da empresa comandada por Joesley Batista.
ACORDO SUSPEITO – Um mês depois do encontro de Joesley e Temer, a J&F e a Petrobras fizeram um acordo. A PGR quer saber, portanto, se funcionários públicos cometeram corrupção passiva e advocacia administrativa.
“Aventa o Ministério Público Federal que, embora não haja dúvida de que Michel Miguel Elias Temer Lulia e Rodrigo dos Santos da Rocha Loures tenham interferido ilicitamente perante as referidas autarquia e empresa pública em troca do pagamento de propina, o que é objeto da denúncia ofertada, necessária a apuração do eventual envolvimento dos funcionários do Cade e da Petrobras S/A, os quais, em tese, podem estar implicados na prática dos ilícitos”, registrou Fachin.
“É de se deferir a extração de cópias deste inquérito, com remessa à Seção Judiciária do Distrito Federal, para apuração de eventuais crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa que podem ter sido praticados por funcionários do Cade e Petrobras S/A, em razão dos fatos envolvendo contrato celebrado pela empresa EPE, integrante do grupo J&F com a sociedade de economia mista, para a venda de gás desta para aquela”, concluiu o ministro.
CADE E PETROBRAS – A PGR afirma que os pagamentos de propina a Rocha Loures e, por consequência, a Temer, foram feitos devido a uma suposta interferência no andamento de processo administrativo em trâmite no Cade.
Segundo a delação da J&F, o dono da empresa, Joesley Batista, procurou Rocha Loures para solicitar que o governo intercedesse a favor do grupo em um pleito no conselho. A J&F questionava no conselho o monopólio da Petrobras na importação de gás da Bolívia em um processo. O grupo J&F detém o comando da Empresa Produtora de Energia (EPE), termoelétrica que usa gás boliviano.
Joesley disse em depoimento que procurou o então deputado peemedebista após conversa com Michel Temer, que indicou o ex-assessor para que resolvesse os pleitos do grupo.
5% DO LUCRO – Na reunião com Rocha Loures, Joesley pediu apoio no processo e afirmou que a solução do caso poderia gerar ganhos de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões por dia para a termelétrica do grupo. Ele ofereceu propina no valor de 5% do lucro da termelétrica se a questão fosse resolvida no Cade.
Depois da reunião, segundo os delatores e as investigações, Rocha Loures foi procurado pelo diretor de Relações Institucionais da empresa, Ricardo Saud, para que fosse combinada a forma do pagamento de propina, já que a J&F conseguiu resolver o processo com a Petrobras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Fachin agiu com precisão cirúrgica e lancetou o tumor da questão. A equação é simples. Joesley pediu apoio a Temer no Cade. Temer indicou Loures. Joesley falou com ele, que imediatamente ligou para o presidente interino do Cade. Um mês depois, a JBS e a Petrobras fechavam o acordo que favoreceu o grupo de Joesley. Se o favorecimento for comprovado, e será, Temer ficará com as calças na mão, como se dizia antigamente(C.N.)

29 de junho de 2017
Renan Ramalho
G1, Brasília


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